Comperj poderá se limitar a apenas uma refinaria, segundo jornal

Matéria do jornal Estado de São Paulo do dia 17/09/12  relata que o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ), empreendimento conduzido pela Petrobrás no município fluminense de Itaboraí, poderá concretizar-se sob a forma de apenas uma refinaria da empresa. O projeto original compreendia também a participação de sócios privados na implantação de indústrias petroquímicas de primeira e segunda geração e de empresas de transformação de plásticos.

Segundo o jornal, os produtos petroquímicos derivados do “shale gas” (gás de xisto) americano oferecem uma competividade bem maior que aqueles derivados da nafta ou gás natural, matérias-primas que seriam utilizada nas petroquímicas do COMPERJ. A tendência é que as fábricas dos Estados Unidos baseadas no gás de xisto continuem a suprir o mercado com derivados petroquímicos com um preço inferior ao das empresas que operam com nafta ou gás natural. Esta tendência tem levado grandes empresas do setor a reavaliar a viabilidade econômica de novos projetos e a buscar investimentos nos Estados Unidos utilizando o “shale gas”, abundante e barato naquele país.

A expectativa para o COMPERJ era de que a Braskem se associasse à Petrobrás para a implantação de indústrias petroquímicas de 1a. e 2a. geração. Segundo a matéria do Estadão, o projeto original do Complexo previa o início da operação para 2011. Devido a uma série de atrasos, a inauguração da primeira unidade de refino está prevista agora para 2015, podendo ainda sofrer adiamento.

Segundo a presidente da Petrobrás, Graça Foster, o preço do “shale gas” americano pode atrapalhar o desenvolvimento da petroquímica brasileira. “Nos Estados Unidos, o preço do gás é muito baixo. Por mais que o aumento da produção seja alto, o preço final é reduzido quase a custo. Me preocupa o desenvolvimento da petroquímica (brasileira)”, afirmou Graça Foster.

O presidente da Braskem, Carlos Fadigas, também demonstrou preocupação similar ao comentar o prejuízo registrado pela empresa no segundo trimestre deste ano. Segundo Fadigas, novos projetos da Braskem estão sendo revistos. “O cenário econômico atual deixará mais criteriosos os aportes da empresa. Com isso, a agenda de investimentos terá que ser readequada com base nessa análise que estamos fazendo. Essa nova postura significa que a lista de projetos da Braskem será menor. Alguns projetos deixarão de ser feitos”, afirmou Fadigas.

A Braskem não comentou sobre a sua participação no COMPERJ, ao ser procurada pelo articulista do jornal Estado de São Paulo.

A matéria completa no Estadão pode ser lida no link a seguir:

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,maior-projeto-da-petrobras-complexo-petroquimico-do-rio-deve-encolher-,931577,0.htm

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