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Prêmio Braskem reconhece 24 empresas por boas práticas em ESG

13/06/2022

Supplier Sustainability Recognition reconheceu empresas de diversos países, em inciativa que contou com a avaliação das organizações Ecovadis e CDP

A Braskem reconheceu as boas práticas em ESG de 24 empresas, de diversas nacionalidades, na segunda edição do prêmio “Braskem Supplier Sustainability Recognition “. A cerimônia de premiação teve transmissão online para todos os países participantes.

O objetivo da iniciativa é tentar incentivar que organizações que mantém negócios com a Braskem adotem as melhores práticas ESG. Os fornecedores foram avaliados em cinco categorias, envolvendo melhor performance socioambiental, direitos humanos e trabalhistas, meio ambiente, ética e compras sustentáveis.

Para o reconhecimento, foram utilizadas as avaliações realizadas pelas organizações Ecovadis, plataforma global de avaliação quanto aos aspectos de sustentabilidade, e CDP (Carbon Disclosure Project), organização sem fins lucrativos que avalia e analisa organizações quanto aos seus impactos nas questões relacionadas a clima e água. Ambas possuem critérios de avaliação eficientes para o setor privado e são reconhecidas por sua credibilidade.

“Entendemos que esse prêmio é uma maneira de incentivar as empresas que operam na nossa cadeia de valor a também estarem alinhados às boas práticas ESG. Queremos potencializar a ação coletiva do nosso setor em prol de uma atuação ética e responsável”, afirma Alberto Bustani, Gerente Global de Planejamento e Processos de Suprimentos.

O evento online contou com a audiência de mais de cinco mil fornecedores da Braskem ao redor do mundo. Deste total, mais de 200 empresas participaram do prêmio, que contemplou as 24 vencedoras.

Lista de empresas reconhecidas:

Categoria – Trabalhista e Direitos Humanos: Arkema e Oxiteno

Categoria – Ética: Oxiteno

Categoria – Compras Sustentáveis: Basf e Deutsche Post – DHL

Categoria – Ambiental: Air Liquide, Arkema, Basf, Ecolab, Ernst & Young, Hitachi, Kobe Steel, KPMG, Linde, Oxiteno, Raízen, Ricoh, SAP, Sasol, Schneider Electric, SGS, Siemens, Solvay, Spirax Sarco, Yokogawa

Categoria ESG Best Performance: Solenis, Evonik e IMCD

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Tecnologia de painéis solares flutuantes potencializa a geração de energia limpa a baixo custo

06/06/2022

Estrutura flutuante produzida com resina da Braskem, permite instalação dos painéis em reservatórios de água, gerando aumento da capacidade de produção; aplicação deve ser impulsionada pela recente aprovação da NR 954

O cenário desafiador enfrentado pelo setor elétrico, provocado pela crise hídrica em diversas regiões do país, vem impulsionando o desenvolvimento de soluções que aplicam novas tecnologias para atender a demanda crescente por energia barata, limpa e de fonte renovável. É o caso do Hydrelio, estrutura flutuante produzida com resina da Braskem, que permite a instalação de painéis solares em reservatórios d’água, como hidrelétricas, proporcionando aumento de sua capacidade produtiva.

Desenvolvida pela Ciel et Terre, empresa francesa especializada na integração de sistemas fotovoltaicos e representada no Brasil pela Ciel et Terre Brasil Manufactoring, a solução é pioneira no mercado mundial para usinas flutuantes de geração solar, sendo composta por painéis fotovoltaicos dispostos sobre flutuadores de polietileno de alta densidade da Braskem. No território brasileiro sua instalação é feita pela empresa Sunlution.

Além de hidrelétricas, os painéis solares sobre flutuadores podem ser instalados em outros tipos de superfícies de água, como lagos industriais e de retenção, reservatórios de irrigação e de água potável, estações de dessalinização e de tratamento de águas, açudes e canais de propriedades agrícolas e pecuárias. Essas aplicações passam a ser favorecidas com a aprovação, em novembro de 2021, da Resolução Normativa ANEEL nº 954 , que regulamenta a implantação de Centrais Geradoras Híbridas e Associadas.

Atenta a esse cenário e buscando apoiar os parceiros no desenvolvimento do mercado nacional, a Braskem trabalhou não só na adequação da resina de polietileno, mas também na identificação de transformadores para a produção dos flutuadores no Brasil e na modelagem dos negócios para o mercado local.

“O papel da Braskem no desenvolvimento desta solução tem sido fundamental. A demanda inicial, que era definir uma resina que atendesse os requisitos técnicos para os flutuadores, tornou-se uma oportunidade de negócio de elevado potencial frente à gama de mercados em que o Hydrelio pode ser viabilizado e empregado”, explica Jorge Alexandre Oliveira Alves da Silva, responsável por Desenvolvimento de Mercado de PE para construção civil e infraestrutura da companhia.

Os resultados desses esforços da Braskem já vêm sendo reconhecidos pelos parceiros, como explica Luiz Piauhylino Filho, sócio-diretor da Sunlution. “Há diversos benefícios expressivos na utilização da tecnologia. Além da potencialização da geração de energia por fonte renovável, quando um painel solar é instalado em uma superfície aquática, ocorre a liberação de terrenos em terra firme, que podem ser ocupados para produção rural agropecuária, por exemplo. A solução também gera redução de custos para ligação com a rede elétrica e envolve uma manutenção mais barata e simples do que os sistemas convencionais”, explica o executivo, ressaltando que o Hydrelio é capaz de reduzir em até 70% a evaporação dos locais onde é instalado, o que inibe a proliferação de algas e micro-organismos que comprometem a qualidade da água.

Caso de sucesso

Uma das empresas que já utilizam o Hydrelio para geração de energia em suas operações é a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), subsidiária da Eletrobras e concessionária de um dos maiores sistemas de geração e transmissão de energia elétrica do Brasil. A instalação de um sistema de energia solar flutuante na usina hidrelétrica que a Chesf possui em Sobradinho (BA) ocorreu em 2018, aumentando a produtividade local, chegando a 1 Megawatt-pico (MWp), afirma a Braskem.

“Apostamos em caminhos inovadores e sustentáveis, tendo o modelo de geração de energia híbrida como forma de potencializar o mercado energético nacional, que vem passando por um período transitório”, explica José Bione de Melo Filho, gerente do Departamento de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Chesf”.

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Terphane participa de projeto da Braskem para o desenvolvimento de embalagens com resinas recicladas pós-consumo

06/06/2022

O projeto conta ainda com a participação dos convertedores Antilhas e Gualapack

A Terphane é uma das empresas parceiras da Braskem num projeto que prevê o desenvolvimento de stand-up pouches (SUP), para uso não alimentício, a partir dos filmes sustentáveis da linha PCR Ecophane feitos com até 30% de poliéster reciclado pós consumo. O projeto nasceu do compromisso da Braskem em ajudar os proprietários de marca a atingirem suas metas de sustentabilidade. As outras duas empresas participantes são Antilhas e Gualapack.

A produção dos SUP começa com o envio das resinas de PE PCR (polietileno com reciclado pós-consumo) da Braskem, junto com um filme de poliéster com material reciclado pós consumo da linha Ecophane, da Terphane, para a Antilhas, que é responsável pela conversão da embalagem (laminação e impressão). Após a conclusão desta etapa, a estrutura da embalagem é encaminhada para a Gualapack que formata o pouch e injeta o bico e a tampa, também produzidos com material reciclado pós-consumo.

A colaboração para desenvolver esta tecnologia, a partir de PCR, resultou na produção de um material com 43,3% de conteúdo pós-consumo (r-PE + r-PET), gerado em duas linhas de produção, além da logística reversa de embalagens da Braskem e do polietileno de alta densidade (PEAD) de aterros sanitários.

Segundo a Terphane, em 2021 foram utilizadas 1.000 toneladas de resinas PET PCR (recicladas pós consumo), grau alimentício, na produção de filmes da linha Ecophane. Ou seja, por este processo de circularidade foram consumidas mais de 45 milhões de garrafas PET de 1 litro descartadas após o consumo.

“Este projeto com a Braskem, Antilhas e Gualapack é um exemplo extremamente bem-sucedido de desenvolvimento colaborativo. Fica cada vez mais claro que a união de diversos players é a chave para o sucesso de ações de sustentabilidade. E todos saem ganhando, em especial os proprietários de marcas, que passam a oferecer alternativas mais sustentáveis para seus consumidores, e a sociedade, que se sente parte do processo de reciclagem, contribuindo com o meio ambiente. O que seria lixo é transformado em matéria-prima e retorna para o consumo, dentro de um conceito de Economia Circular”, pontua José Bosco Silveira, Presidente do Grupo Terphane.

André Gani, Diretor de Vendas & Marketing da Terphane, completa: “O desenvolvimento da linha Ecophane não vai apenas ao encontro das métricas de sustentabilidade estabelecidas pela Terphane, mas atende a uma busca dos proprietários de marcas que querem associar suas marcas e produtos a embalagens cada vez mais sustentáveis. Ela é produzida a partir do PET reciclado de garrafas e embalagens e possui ao menos 30% de PCR em sua composição. Ou seja, além de garantir um menor uso de matérias-primas virgens, contribui para a estimular a Economia Circular”.

“Essa parceria reforça nossa contribuição com a economia circular. Atuamos em diversas frentes e em conjunto com empresas altamente qualificadas, de modo a criar produtos mais sustentáveis e que atendam às demandas do mercado. A ampliação do uso de conteúdo reciclado em aplicações de alto valor como essa somente será possível com a união de todos os elos da cadeia”, afirma Américo Bartilotti, Diretor do Negócio de Embalagens e Bens de Consumo da Braskem.

Alan Baumgarten, CEO da Gualapack, destaca que as embalagens foram submetidas aos mesmos protocolos de testes e segurança que as versões feitas com resina virgem, mostrando que estão prontas para atender aos requisitos do mercado. “Após submetermos os pouches a uma bateria de testes de resistência, concluímos que a tecnologia desenvolvida tem boa selagem, o que viabiliza sua aplicação em produtos mais técnicos.”

A embalagem tem como objetivo ser um primeiro passo do retorno dos insumos reciclados à cadeia de produção, sendo possível sua comercialização em mercados não alimentícios e sem restrição quanto ao uso de resina reciclada pós consumo. “Esta é uma alternativa interessante para marcas que buscam atingir as metas de incorporação de PCR em suas embalagens e que não possuem restrição ao uso deste tipo de material, como produtos de home care’’, completa o CEO da Gualapack.

“A participação da Antilhas neste projeto é mais um passo para ajudar as marcas a alcançarem a meta de ter 100% das embalagens reformuladas, tornando-as aderentes aos desafios listados na agenda de sustentabilidade das principais empresas e alcançando o status de Aterro Zero. Assim como fizemos com o stand up pouch 100% PE, estamos seguindo o nosso DNA e o nosso compromisso com o meio ambiente e com o desenvolvimento de projetos para a sustentabilidade”, afirma Carlos Hugo, Gerente de Desenvolvimento Técnico Comercial da Antilhas.

Desde a sua fundação em 1976, a Terphane concentra-se no desenvolvimento de tecnologias e processos de fabricação de filmes especiais de poliéster biorientado (BOPET). Sua equipe possui experiência e conhecimento em produção, revestimento e metalização de filmes. A empresa se destaca por uma cadeia verticalizada que vai desde a produção da resina até a extrusão de filmes especiais. A Terphane faz parte do grupo industrial norte-americano Tredegar.

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No Dia Mundial do Meio Ambiente, PICPlast lembra cinco iniciativas brasileiras em prol da sustentabilidade dos plásticos

05/06/2022


Em 5 de junho é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente; durante toda a primeira semana do mês são realizadas ações de conscientização sobre o tema. Pessoas do mundo inteiro têm expressado suas preocupações com o impacto do descarte de resíduos na preservação do meio ambiente e a indústria do plástico vem realizando mudanças para fabricar produtos mais adequados aos modelos de economia circular. Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento visam desde a criação de novos designs de embalagens, produção de polietileno a partir do etanol de cana-de-açúcar, até maneiras mais eficazes de reciclar resíduos plásticos.

De acordo com Simone Carvalho, membro do comitê técnico do PICPlast (Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico), “no Brasil, soluções que remodelam os processos de produção de plásticos e de reciclagem estão emergindo já há alguns anos por necessidade e urgência”.

“As empresas tomaram medidas para reduzir a quantidade de plástico produzindo garrafas PET mais leves, por exemplo; ao mesmo tempo, os comportamentos de consumo estão começando a mudar, à medida que as pessoas abraçam a economia compartilhada”, explica.

Confira algumas iniciativas que, nos últimos anos, têm feito a indústria do plástico evoluir a caminho de uma atuação mais sustentável:

1 – Brasil tem o primeiro polietileno verde certificado no mundo

Em 2007, a Braskem anunciou a produção do primeiro polietileno a partir do etanol de cana-de-açúcar certificado mundialmente, utilizando tecnologia desenvolvida no Centro de Tecnologia e Inovação da empresa. O material hoje é usado em diversas aplicações como, por exemplo, na fabricação de brinquedos, embalagens de cosméticos, equipamentos de jardinagem e até mobiliários como cadeiras e mesas.

A novidade se dá pelo fato de o material contribuir para a redução da emissão dos gases do efeito estufa na atmosfera, já que captura 3,09 toneladas de gás carbônico durante o seu processo produtivo, segundo a Braskem. A resina também apresenta as mesmas características do polietileno tradicional, ou seja, não necessita de adaptações de maquinário e é 100% reciclável.

2 – Logística reversa passa a ser lei para destinação do plástico

A logística reversa foi instituída pela Lei Nº 12.305, que trata da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), segundo a qual as empresas devem se responsabilizar pelo ciclo de vida do produto, ou seja, desde o seu projeto até o descarte final e retorno ao ciclo produtivo. Com isso, as empresas passaram a promover ações como campanhas com o intuito de arrecadar e recolher produtos. Um exemplo é o Descarta Aí, projeto que incentiva a logística reversa de baldes plásticos da construção civil, iniciativa da COFABI – Câmara Setorial dos Fabricantes de Baldes Industriais da ABIPLAST, com patrocínio da Braskem e operacionalização da Yatoó.

3 – Lançamento do Selo Nacional de Plásticos Reciclados

O Selo Nacional de Plásticos Reciclados (Senaplas) foi lançado no dia 20 de janeiro de 2014 como uma solução para identificar, valorizar e certificar as empresas do segmento de reciclados plásticos que atuam de acordo com os critérios socioambientais e econômicos exigidos pela Lei (Senaplas Empresa).

Em 2018 foi lançado o Senaplas Produto que visa atestar certas propriedades da resina reciclada – densidade, índice de fluidez, temperatura de amolecimento ou fusão e/ou módulo de flexão. A certificação valoriza o produto, garantindo ao mercado a qualidade superior do material durante a validade do selo (24 meses). Esse foi um importante marco para regulamentar e estabelecer um padrão de qualidade para os produtos plásticos reciclados.

4 – Investimento em recuperação de resinas plásticas pós-consumo

De acordo com pesquisa encomendada pelo PICPlast, no ano de 2020, 72% da produção de plásticos reciclados no país tiveram origem no resíduo pós-consumo, enquanto 28% foram de resíduo pós-industrial. Alguns transformadores aderiram ao mercado de recuperação de resinas para vendas a terceiros. Um exemplo é o segmento bottle-to-bottle – processo que transforma uma garrafa PET pós-consumo em outra nova e pronta para ser envasada –, que está em alta, impulsionado principalmente pelas metas de sustentabilidade de grandes empresas, como a Coca-Cola.

5 – Modernização da reciclagem

O principal motivo de perdas no processamento de resíduos ainda é a contaminação da sucata plástica com materiais indesejados, que ocorre pela dificuldade na triagem. Por esse motivo, as recicladoras de plástico há anos vêm se modernizando e se valendo da tecnologia. Uma evidência significativa é o número crescente de unidades de reciclagem munidas de sensores ópticos para distinguir plásticos com maior precisão na triagem do resíduo, assegurando maior fluidez e pureza no material que é moído e extrudado.

Por fim, nesse consenso da indústria e consumidores em prol da sustentabilidade, o mundo caminha para a economia circular, que busca evitar a disposição de resíduos em aterros e estimular o descarte correto de resíduos plásticos, o que reduz os impactos socioambientais do plástico.

O Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast) é uma iniciativa criada em 2013 pela Braskem, maior produtora de resinas das Américas, e ABIPLAST, Associação Brasileira da Indústria do Plástico, que prevê o desenvolvimento de programas estruturais que contribuam com a competitividade e o crescimento da transformação e reciclagem plástica. O PICPlast já investiu cerca de R$ 20 milhões em ações em prol da imagem do plástico e programas de capacitações. A iniciativa é baseada em dois pilares: aumento da competitividade e inovação do setor de transformação, e promoção das vantagens do plástico. O PICPlast também conta com investimentos voltados ao reforço na qualificação profissional e na gestão empresarial. No pilar de vantagens do plástico, as frentes de trabalho são voltadas para reciclagem, estudos técnicos, educação e comunicação, com destaque para o Movimento Plástico Transforma.

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Projeto testa tecnologia inédita para acelerar restauração de corais a partir do uso do plástico

02/06/2022

Estudo desenvolvido pela Carbono 14 em parceria com a UFBA e patrocínio da Braskem, na Baía de Todos-os-Santos pode contribuir para recuperação de recifes

Cobrindo menos de 0,1% do oceano mundial, os recifes de corais sustentam mais de 25% da biodiversidade marinha, sendo um dos ecossistemas de maior valor ecológico e econômico do planeta. Apesar da sua importância, estima-se que 50% dos recifes foram danificados por impactos locais e pelo aquecimento dos oceanos em decorrência das mudanças climáticas e que esse percentual deve aumentar para 90% até 2050. Para reverter esse cenário, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) recomenda a restauração planejada desses ecossistemas. Essa é a proposta do projeto Corais de Maré, que desenvolveu uma tecnologia inédita para recuperar recifes nativos testando o potencial do plástico para acelerar o crescimento dessas espécies e utilizando o esqueleto do Coral-sol, que é um bioinvasor marinho presente em diversas regiões da costa brasileira.

A iniciativa, conduzida pela empresa Carbono 14 em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), o Instituto de Pesca Artesanal de Ilha de Maré (IPA) e com patrocínio da Braskem, avalia a capacidade de diversos materiais, como Nylon, Polietileno e PET, de induzir o desenvolvimento mais rápido do coral nativo, contribuindo para que eles ganhem altura e com isso aumente a sua complexidade estrutural. “O recife tem uma estrutura tridimensional complexa construída e mantida pelos corais, que está relacionada à sua capacidade de abrigar diversas espécies marinhas, impactando diretamente na biodiversidade proporcionada por esse ecossistema. Por isso, a importância de investir em tecnologias que acelerem esse processo de restauração”, explica Igor Cruz, pesquisador de ecossistemas marinhos e professor de Oceanografia Biológica no Instituto de Geociências da UFBA, que coordena o estudo.

Testes preliminares conduzidos pela equipe do projeto indicaram que mudas da Millepora alcicornis, coral nativo na Bahia, instaladas em berçários na Baía de Todos-os-Santos, alcançaram a altura de 14 centímetros em dois meses, sendo que essa é a média de crescimento dessa espécie no período de um ano. “De forma empírica, percebemos esse crescimento mais acelerado com o uso do plástico e esse ritmo pode ser ainda maior. Se os resultados iniciais desse estudo se confirmarem, podemos utilizar essa técnica na restauração do recife não apenas na Baía de Todos-os-Santos, mas também em outras regiões”, pontua o especialista.

Para a gerente de Relações Institucionais da Braskem na Bahia, Magnólia Borges, essa ação é um exemplo de como o plástico tem potencial para mitigar os impactos negativos no meio ambiente. “O plástico cumpre um papel significativo neste projeto, potencializando o processo de restauração desse importante ecossistema. Isso reforça os benefícios que esse material proporciona à sociedade. Acreditamos que com inovação e uso consciente, o plástico oferece diversas soluções para construção de um futuro sustentável”, afirma.

Agenda positiva – A técnica aplicada neste projeto foi criada a partir da inquietação de José Roberto Caldas, conhecido como Zé Pescador, CEO da Carbono 14, que buscava uma forma de reaproveitar o esqueleto de calcário do Coral-sol na restauração do recife. “Essa espécie bioinvasora é uma das principais ameaças à biodiversidade marinha, mas seu esqueleto de carbonato de cálcio é um material natural e riquíssimo. Então, veio a ideia de transformar esse insumo em uma estrutura para recuperar o coral nativo, trazendo o Coral-sol para uma agenda positiva”, conta Zé Pescador.

Além disso, o projeto ajuda no controle desse bioinvasor, que chegou no Brasil na década de 1980 e tem se alastrado pela costa brasileira, tendo sido identificado em nove dos 17 estados litorâneos do país. “O Coral-sol é considerado uma praga em todo Brasil, que compete e causa danos aos corais nativos, principalmente por sua capacidade de proliferação que é superior, fazendo com que ele se alastre rapidamente, diminuindo os espaços disponíveis para as espécies naturais da região”, explica Zé Pescador.

Na técnica desenvolvida por ele, o esqueleto do Coral-sol é triturado, obtendo um pó de calcário que é utilizado na produção de sementeiras para cultivo de Millepora alcicornis. Em seguida, essas mudas são plantadas em berçários instalados na Baía de Todos-os-Santos.

Ciência cidadã – Todo o processo de construção de sementeiras e mudas de coral nativo é desenvolvido com participação da comunidade tradicional da Ilha de Maré. Para isso, pescadores e marisqueiros participaram de oficinas para aprender a técnica, integrando conhecimento científico ao saber popular.

“O projeto traz o saber comunitário e o acadêmico, que se unem com o intuito de recuperar o ecossistema marinho. Isso terá um impacto significativo na pesca e ajuda a comunidade a ter um novo olhar – de que precisa restaurar, e não apenas esperar a ação da natureza”, pontua Alessandra Silva, presidente do Instituto de Pesca Artesanal de Ilha de Maré (IPA).

Liderança na região, Milton Sales de Santana, de 82 anos, o Seu Naná, vê na restauração do recife uma esperança de dias melhores de pesca. “De 20 anos pra cá, a pesca se tornou muito difícil, principalmente quando se vê a olho nu várias espécies serem extintas”, afirma o pescador, que é acompanhado do filho e do neto na ação.

“Eu vou ter orgulho de contar para a minha filha que eu ajudei a plantar coral, por saber que isso vai ajudar bastante a gente e ao meio ambiente”, comemora Darlan Santana, o Bem-te-vi, neto de Seu Naná. Segundo a Braskem, estudos apontam que os recifes de corais beneficiam pelo menos um bilhão de pessoas em todo mundo por meio da pesca, pelo seu potencial turístico, como fonte de medicamentos e por fornecer proteção costeira contra a ação das marés e das ondas.

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Braskem e Lummus firmam parceria para licenciamento global da tecnologia de eteno verde

06/05/2022

Parceria focaliza-o licenciamento global da tecnologia do eteno verde para produção em escala comercial, o que irá acelerar a elaboração de produtos químicos e plásticos produzidos a partir de bioetanol, matéria-prima renovável

A Braskem e a Lummus Technology firmaram uma parceria que visa licenciar internacionalmente a tecnologia utilizada na produção de eteno renovável da Braskem. A parceria irá acelerar o uso de bioetanol na produção de químicos e plásticos, apoiando os esforços do setor para uma economia circular de carbono neutro.

A Braskem é uma das pioneiras na produção de resinas plásticas a partir de fonte renovável e, recentemente, anunciou a meta de produzir 1 milhão de toneladas de polietileno I’m greenT bio-based até 2030. Segundo a empresa, a cooperação será um elemento chave para atingir esta meta e a nova parceria com a Lummus trará a expertise e as habilidades complementares para encurtar o prazo desta meta, ampliando, ao mesmo tempo, o alcance geográfico da tecnologia.

A Lummus Technology, uma reconhecida líder em tecnologias de produção de eteno, licenciou aproximadamente 40% do fornecimento global desse hidrocarboneto, o que concedeu à empresa a capacidade técnica e a experiência para desenvolver e comercializar a tecnologia por trás do eteno renovável. Esta parceria possibilita o licenciamento da tecnologia globalmente, além dos dois primeiros projetos a serem desenvolvidos nos EUA e na Tailândia – este último ainda em avaliação e sujeito às aprovações dos respectivos órgãos de governança competentes.

Esta parceria também está alinhada com o objetivo da Braskem de melhorar a vida das pessoas e apoiar formas de promover um futuro climático seguro. A demanda pelo eteno renovável está crescendo e o licenciamento de uma tecnologia comprovada – que tem sido usada por mais de 10 anos – fornece a confiança necessária para investimentos futuros. Juntas, a Braskem e a Lummus vão garantir o crescimento da produção de eteno renovável em todo o mundo.

“A Lummus contribui com sua experiência em licenciamento e conhecimento de processo para esta parceria, com a finalidade de ampliar o alcance da tecnologia comprovada de eteno renovável da Braskem em todo o mundo. Por meio desta iniciativa, acreditamos também estar contribuindo com uma alternativa para a evolução do setor em direção à economia circular de carbono neutro”, disse Walmir Soller, vice-presidente de Olefinas & Poliolefinas da Braskem na Europa e Ásia.

“Estamos realmente entusiasmados com esta parceria, que ajuda o mundo a diversificar as fontes de matéria-prima para produtos químicos e plásticos com biomassa. Aproveitando a experiência e expertise combinadas da Lummus e da Braskem para produzir eteno verde, vamos reduzir a pegada de carbono e desempenhar um papel promissor na transição energética. A Braskem já vem operando a tecnologia com sucesso em larga escala e juntos vamos expandir a produção mundial de produtos químicos e polímeros de baixo carbono a partir de matérias-primas renováveis, ajudando nossos clientes a descarbonizar seus ativos e produzir produtos mais verdes”, disse Leon de Bruyn, presidente e CEO da Lummus Technology.

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PEAD e PVC são os principais materiais utilizados na construção de redes para saneamento básico no Brasil

06/05/2022

Resistência e durabilidade são as principais vantagens do material

Em julho de 2020, foi sancionado o novo Marco Legal de Saneamento, o qual prevê a universalização dos serviços de água e esgoto até o ano de 2033. A nova lei tem como intuito alcançar quase 35 milhões de brasileiros que não têm acesso à água potável, segundo dados apresentados pelo Instituto Trata Brasil. Também prevê a instalação de coleta de esgoto para 100 milhões de brasileiros carentes do serviço no país, ainda de acordo com o instituto. Para atender essa fatia da população, o uso do plástico nas obras de saneamento é fundamental.

O PVC, por exemplo, é o material mais utilizado na fabricação de tubos e conexões, essenciais nas instalações de sistemas domésticos, como residências e estabelecimentos comerciais. Segundo o Instituto Brasileiro do PVC, o material está presente em 90% das instalações prediais. É uma solução superior aos tubos de metal por ser leve, mais resistente e ter um custo menor de produção.

Um estudo conduzido em 2019 pelo Conselho Europeu de Fabricantes de PVC (ECVM) e a Associação Europeia de Tubos e Acessórios de Plástico indica que as encanações no material têm vida útil maior que 100 anos, importante também quando se trata de construções perenes, como rede de água e esgoto dentro das residências. É o material que tem menor probabilidade de precisar de manutenção, por não sofrer corrosão.

Já o PEAD (polietileno de alta densidade) é largamente utilizado nas construções de saneamento básico por distribuidoras de água e companhias de captação de esgoto. Sua composição química se torna essencial nessas ligações por não permitir que os tubos passem por esclerosamento, ou seja, é muito mais difícil, nesse material, que se acumulem partículas nas paredes dos tubos. Dessa forma, fica garantido que a rede fluvial não perca sua capacidade de vazão. Quando se trata de circulação de esgoto, há também partículas abrasivas que podem corroer os tubos de aço e ferro fundido com o passar do tempo. Nesse cenário, o PEAD se mostra como o melhor material para essa aplicação por ser mais resistente.

Não à toa, é o material mais utilizado para obras de saneamento básico não só no Brasil, mas ao redor do mundo. Tanto que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, a SABESP, tem feito substituições de sua infraestrutura por tubos em PEAD no âmbito de seu programa para redução de perdas. Segundo Adriano Meirelles, diretor Comercial da FGS, a etapa atual do projeto, que conta com financiamento da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA, na sigla em inglês), já possui investimento em torno de 3,5 bilhões de reais em mudanças, dentre elas a substituição pelos tubos em polietileno.

“A água é um bem extremamente valioso e os índices de perda das companhias estaduais e municipais são muito altos. Em São Paulo, por exemplo, a Sabesp está indo cada vez mais longe buscar água, pois as bacias hídricas próximas já estão sendo usadas em seu potencial máximo. Nesse sentido, a companhia iniciou um projeto que custou mais ou menos um bilhão e meio de reais, com o objetivo de buscar novas fontes a 90km da cidade. Graças ao PEAD foi possível pensar em um programa para diminuição de perdas, atualmente em torno de 30~40%. Se diminuirmos essa porcentagem para apenas um dígito, não vamos precisar buscar água tão longe e a economia será muito grande”, explica o diretor.

Segundo Simone Carvalho, membro do comitê técnico do PICPlast, outros benefícios que os tubos plásticos oferecem são o baixo índice de condutividade, o que evita a mudança drástica na temperatura da água encanada, e a alta possibilidade de reciclagem, característica do plástico. “O material presente nas tubulações é reciclável, portanto, além de ter longa vida útil quando aplicado em projetos de saneamento, ele ainda pode ser reciclado e transformado em outros produtos, o que confere uma duração ainda maior”, explica.

Proporcionar rede de água e esgoto para 100% dos brasileiros é um dos muitos desafios que as iniciativas pública e privada terão para que o Brasil possa se desenvolver e proporcionar plena cidadania para seus habitantes. Nesse cenário, o uso do plástico nas obras, por meio de encanamentos em PVC e PEAD, se torna um atalho para agilizar esse processo.

O Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast) é uma iniciativa criada em 2013 pela Braskem, maior produtora de resinas das Américas, e ABIPLAST, Associação Brasileira da Indústria do Plástico, que prevê o desenvolvimento de programas estruturais que contribuam com a competitividade e o crescimento da transformação e reciclagem plástica. O PICPlast já investiu cerca de R$ 20 milhões em ações em prol da imagem do plástico e programas de capacitações.

A iniciativa é baseada em dois pilares: aumento da competitividade e inovação do setor de transformação, e promoção das vantagens do plástico. O PICPlast também conta com investimentos voltados ao reforço na qualificação profissional e na gestão empresarial.

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Braskem e EDF Renewables fecham acordo para uso de energia renovável

19/04/2022

O contrato prevê fornecimento de energia eólica por 20 anos, ampliando a matriz de energia limpa da petroquímica; projeto viabilizará a implantação de um complexo eólico na Bahia.

Comprometida com as metas de sustentabilidade ligadas à ecoeficiência operacional e ao combate às mudanças climáticas, a Braskem fechou um contrato de compra de energia eólica com a EDF Renewables do Brasil. O acordo será âncora para viabilizar a construção de um novo complexo eólico no sudoeste da Bahia, contribuindo para a instalação de novas fontes de energia renovável no Brasil.

O novo acordo vai permitir à petroquímica obter energia por 20 anos, a partir de 2024. A expectativa é que ocorra uma redução na emissão de gases de efeito estufa de cerca de 700 mil toneladas de CO2 pela Braskem por esse período, acelerando o uso das energias renováveis em sua matriz energética, alinhada com os objetivos de descarbonização e transição energética.

Este é o quinto contrato de energia renovável de origem eólica e/ou solar de longo prazo que a Braskem firma em 4 anos e o segundo com a EDF Renewables, alcançando mais de 150 MW médios de energia oriunda destas fontes, que representam cerca de 30% do portfólio da energia elétrica comprada no Brasil e colocam a Braskem perto de alcançar a marca estimada de 2,2 milhões de toneladas de CO2 em emissões evitadas apenas com estes contratos, contribuindo para a meta de redução de 15% de emissões de Gases de Efeito Estufa de escopo 1 e 2 até 2030 e neutralidade de carbono até 2050.

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Braskem e Veolia se unem para implementar projeto de geração de vapor a partir de biomassa eucalipto em Alagoas

15/02/2022

Braskem e Veolia assinaram um acordo de R$ 400 milhões de investimento para produzir energia renovável com o uso de vapor a partir de biomassa de eucalipto em Alagoas. Segundo a Braskem, o projeto vai gerar 900 mil toneladas de vapor/ano, durante 20 anos, o que significará a redução de emissões de aproximadamente 150 mil toneladas de CO2 por ano. Além disso, ele vai criar mais de 400 empregos diretos durante a fase de construção e aproximadamente 100 postos de trabalho na operação (pós-obra).

Prevista para iniciar operações em 2023, a planta em Marechal Deodoro (AL) irá gerar um impacto socioambiental positivo para a região e para o país e está em linha com a estratégia global de desenvolvimento sustentável e com o propósito de transformação sustentável das companhias.

“Sendo a referência mundial para a transformação ecológica, a Veolia tem o compromisso de aumentar a implementação de soluções sustentáveis existentes e criar as soluções do futuro com nossos clientes. A parceria com a Braskem é a prova disso: duas companhias que se unem para liderar com ações as transformações que o mundo e o país necessitam”, destaca o CEO da Veolia Brasil, Pedro Prádanos.

A nova planta de produção de vapor, que promoverá um avanço expressivo da matriz energética para fontes sustentáveis na operação da Braskem em Alagoas, é um grande passo para avançar em dois dos sete macro-objetivos de sustentabilidade da companhia, na dimensão de combate às mudanças climáticas: redução de 15% das emissões de gases de efeito estufa até 2030, e alcançar a neutralidade de carbono até 2050. “O projeto de biomassa de eucalipto introduz uma nova forma sustentável de gerar energia renovável dentro das operações da Braskem. Em parceria com a Veolia, iremos contribuir de forma importante com nosso plano de sustentabilidade. Teremos uma redução de um terço das emissões de gases de efeito estufa na nossa operação em Alagoas, com base nas emissões de 2020”, explica Gustavo Checcucci, diretor de Energia da Braskem.

“O projeto contribuirá de modo relevante para o desenvolvimento social e regional do Estado de Alagoas. Dinamizará negócios, e criará oportunidades de emprego em nossas instalações e de nossos parceiros, contribuindo para a economia do Estado”, explica Helcio Colodete, diretor industrial de Braskem em Alagoas.

Um projeto ecoeficiente

Com foco na sustentabilidade, mas também na ecoeficiência e na produtividade, a solução visa atender à demanda de vapor necessária para a operação contínua e de alto desempenho da petroquímica. Para atingir esse objetivo, a Veolia será a responsável pelo gerenciamento da maior parte do projeto, incluindo o processo de gestão agroflorestal de mais de 5.5 mil hectares de eucalipto, a concepção do projeto de engenharia e a construção das usinas de processamento de biomassa e de produção de vapor, além da operação e manutenção de toda a instalação durante os 20 anos do contrato. A Braskem realizará investimentos internos para adequar o complexo de Marechal Deodoro ao novo arranjo termoelétrico.

A iniciativa abrange também processos alinhados à transformação digital e à indústria 4.0. Com a implementação do Hubgrade, solução da Veolia que integra ferramentas digitais e expertise humana para monitorar e analisar em tempo real a operação, o projeto garante a otimização da performance e melhoria contínua no desempenho das instalações e no consumo energético.

“Ao cumprir com a demanda de vapor necessária para o funcionamento ininterrupto de seus processos de produção, este projeto atenderá às necessidades de operação e, ao mesmo tempo, aos desafios de sustentabilidade em gestão de energia da Braskem”, finaliza o CEO da Veolia Brasil.

O grupo Veolia atua para ser a empresa de referência da transformação ecológica. Presente nos cinco continentes com quase 179 mil colaboradores, o Grupo concebe e implementa soluções úteis e concretas para a gestão de água, resíduos e energia. Com suas três atividades complementares, a Veolia contribui para o desenvolvimento do acesso aos recursos, à preservação e renovação dos recursos disponíveis.

Em 2020, o grupo Veolia levou água potável para 95 milhões de habitantes e saneamento para 62 milhões, produziu cerca de 43 milhões de MWh e valorizou 47 milhões de toneladas de resíduos. A Veolia Environnement teve em 2020 um faturamento consolidado de 26,010 bilhões de euros.

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Reciclagem: 23,1% dos resíduos plásticos pós-consumo foram reciclados em 2020 no Brasil

27/12/2021

Estudo encomendado pelo Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast) apontou que 23,1% dos resíduos plásticos pós-consumo no Brasil foram reciclados em 2020. Em relação a 2019, a redução no primeiro ano da pandemia da Covid-19 foi de menos de 1 ponto percentual. A terceira pesquisa sobre reciclagem mecânica do material é resultado da parceria entre a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST), representante do setor de transformados plásticos e reciclagem, e a Braskem.

Realizado anualmente desde 2018 pela consultoria MaxiQuim, o estudo tem como objetivo mensurar o tamanho da indústria de reciclagem de plásticos no Brasil, acompanhando sua evolução anual.

Diminuição de empresas e empregos

A pandemia teve forte impacto sobre a indústria de reciclagem. Já observado nos anos anteriores, o corte no número de empresas e de empregos diretos foi mais agressivo em 2020. Houve variação negativa de 4,9% no número de empresas e 11,7% na quantidade de empregos, em comparação com o ano anterior. Em relação a 2018, a variação negativa é ainda maior: 7,7% no número de empresas e 15,2% no número de empregos. O faturamento dos estabelecimentos que não fecharam, no entanto, teve uma alta de 17,3%, se comparado com 2018 -com os valores corrigidos pelo IPCA.

Volumes de resíduos plásticos consumidos no Brasil

Segundo o estudo, em 2020 foram consumidas 1,4 milhão de toneladas de resíduo plástico na reciclagem, representando um crescimento de 5,8% em comparação a 2019. Um milhão de toneladas são de plástico pós-consumo, ou seja, material descartado em domicílios residenciais e em locais como shoppings centers, estabelecimentos comerciais, escritórios, entre outros, e 368 mil toneladas de plástico pós-industrial, como sobras dos processos da indústria petroquímica, de transformação de plásticos e da própria reciclagem de plásticos.

Do total de resíduos consumidos na reciclagem, 960 mil toneladas referem-se aos utensílios de uso único, categoria que representa as embalagens e outros tipos de descartáveis. São os produtos que mais passaram pelo processo de beneficiamento, representando 68,5% do montante reciclado em 2020, conforme gráfico abaixo.

“Os resíduos consumidos provenientes de artigos de uso único (embalagens e descartáveis) aumentaram proporcionalmente à participação no total consumido. Os descartáveis mais relevantes, que justificam os 6,2% de participação, são as sacolas plásticas e utensílios “stay at home” como, por exemplo, copos, talheres, recipientes de alimentação, etc” explica Solange Stumpf, sócia da MaxiQuim.

Perdas no processo

O principal motivo de perdas no processamento ainda é a contaminação da sucata plástica com materiais indesejados, que ocorre pela dificuldade na triagem. No entanto, o estudo percebeu que o agravante para perdas maiores na comparação com o ano anterior, além do aumento da produção de pós-consumo, foi o deslocamento para resíduos de origem doméstica em detrimento aos de origem não-doméstica, que usualmente são mais limpos. No total, foram 168,8 mil toneladas de material perdido durante os processos de reciclagem, um aumento de 24,5% em comparação a 2019. O PET é o material que mais sofreu perdas, devido também ao volume de consumo.

“Cabe ressaltar ainda que, com a pandemia, muitos recicladores pequenos que adquiriam os rejeitos de sucata de recicladores maiores ficaram muito tempo sem operar, o que contribuiu para maiores perdas efetivas na conversão de entrada da matéria-prima (sucata) para a saída (produto reciclado)”, explica Solange.

Produção de Resina Reciclada

Ainda assim, houve um aumento significativo na produção de resina reciclada – 12,2% em relação a 2018. No ano de 2020, 72% da produção de plásticos reciclados no país foram de origem no resíduo pós-consumo, enquanto 28% foram de resíduo pós-industrial. Em 2018, o plástico pós-consumo representava 69% das resinas recicladas. No total, foram fabricadas 1,2 milhão de toneladas de resinas recicladas em 2020.

Entre as 884 mil toneladas de resinas pós-consumo recicladas no ano passado, 41,4% foram de PET, seguidas por PEAD (19%), PP (16,7%) e PEBD/PELBD (16,1%). Em 2019, os índices foram bem parecidos: 42% PET, 18,2% PEAD,16,5% PEBD/PELBD e 15,8% PP.

Das 366 mil toneladas de PET reciclado, 30% foram aplicadas em frascos e garrafas em geral, para produtos de higiene pessoal e limpeza doméstica. Já a construção civil (22%) e as utilidades domésticas (15%) são os principais destinos do PEAD reciclado. Por sua vez, 33% das resinas PP recicladas foram aplicadas na fabricação de utilidades domésticas como, por exemplo, baldes, bacias, lixeiras, entre outros.

Produção de resina pós-consumo por região

A região Sudeste é a responsável por 55,6% da produção, com 492 mil toneladas, seguida pela região Sul (241 mil toneladas), Nordeste (95 mil toneladas), Centro-Oeste (43 mil toneladas) e Norte (11 mil toneladas). Comparado com 2019, apenas a região Norte apresentou queda (-2,7%) na produção de resina pós-consumo.

Índice de reciclagem mecânica

O índice de reciclagem mecânica dos plásticos pós-consumo ficou em 23,1% no Brasil, redução de menos de 1 ponto percentual em relação a 2019. Esse número é calculado dividindo a quantidade de plástico pós-consumo reciclado pelo volume de plástico pós-consumo de vida curta gerado.

“Pelos resultados da pesquisa, é evidente notar que, apesar da pandemia ter impactado a indústria de reciclagem do plástico, o efeito não foi tão agressivo no índice de resíduos reciclados, o que nos leva a crer que o cenário será mais positivo após a plena retomada da economia brasileira”, comenta Fernanda Maluf, do Grupo Técnico do PICPlast.

“Mesmo com uma pequena queda no índice, é possível perceber que a reciclagem mecânica de plásticos vem se desenvolvendo rapidamente no país. Com todos os problemas verificados na coleta e na triagem, devido à pandemia, a produção de plásticos reciclados seguiu evoluindo em 2020, mostrando que há uma demanda crescente por produtos com conteúdo plástico reciclado”, complementa Solange Stumpf, sócia da MaxiQuim.

O Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast) é uma iniciativa criada em 2013 pela Braskem e a ABIPLAST, Associação Brasileira da Indústria do Plástico. A parceria prevê o desenvolvimento de programas estruturais que contribuam com a competitividade e o crescimento da transformação e reciclagem plástica. O PICPlast já investiu cerca de R$ 20 milhões em ações em prol da imagem do plástico e programas de capacitações.

A iniciativa é baseada em dois pilares: aumento da competitividade / inovação do setor de transformação e promoção das vantagens do plástico. O PICPlast também conta com investimentos voltados ao reforço na qualificação profissional e na gestão empresarial. No pilar de vantagens do plástico, as frentes de trabalho são voltadas para reciclagem, estudos técnicos, educação e comunicação, com destaque para o Movimento Plástico Transforma.

Foto: Braskem

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Corrida de São Silvestre reciclará copos plásticos utilizados por participantes da prova

23/12/2021

Parceria entre o Movimento Plástico Transforma e a Organização da Prova viabilizará coleta de copos plásticos utilizados para reciclagem e transformação dos itens

Os copos plásticos de água distribuídos a todos os participantes da 96ª Corrida Internacional de São Silvestre, no próximo dia 31 de dezembro, na capital paulista, voltarão para a sociedade como caixas organizadoras. Pelo segundo ano, uma parceria do Movimento Plástico Transforma com a Fundação Cásper Líbero e a Yescom, coletará as embalagens, que serão recicladas, transformadas e doadas para entidades públicas do estado de São Paulo.

A estimativa da Organização da prova é que cerca de 350 mil copos de água sejam consumidos, em diversos pontos distribuídos ao longo do percurso da Corrida de 15 km, que exige muita hidratação dos participantes. A embalagem plástica é o formato mais apropriado para o corredor ingerir o líquido de forma rápida e segura.

Com a parceria, o resíduo coletado durante a prova será transportado até uma unidade de reciclagem, beneficiado com a retirada do lacre e transformado em matéria-prima, que dará origem a novos produtos. Além de dar nova vida aos copos, a parceria viabilizará a doação desses produtos para muitas pessoas. A previsão é que os copos recolhidos pela equipe sejam transformados em até 10 mil caixas organizadoras.

“O resultado positivo da ação realizada na última edição da São Silvestre fez com que repetíssemos a iniciativa nesse ano. Nosso objetivo é mostrar para a sociedade a importância do descarte correto e da reciclagem, não apenas do plástico, mas de todos os resíduos”, afirma Edison Terra, vice-presidente de Olefinas e Poliolefinas na América do Sul da Braskem. Já José Ricardo Roriz Coelho, presidente da ABIPLAST, reforça como a iniciativa é um exemplo de economia circular. “Mostramos com essa ação o poder de transformação do plástico e sua versatilidade. Além disso, também é uma demonstração para a sociedade de como a indústria está comprometida com a sustentabilidade da cadeia”, complementa.

O Movimento Plástico Transforma também coletará os copos na sala de imprensa e realizará uma ativação com os participantes durante a Expo Atleta, ação para a entrega dos kits, entre 27 e 30 de dezembro, no Palácio das Convenções – Parque Anhembi.

Edição 2019

Esse é o segundo ano da parceria entre o Movimento Plástico Transforma e a Corrida de São Silvestre. Em 2019, os copos recolhidos foram transformados em 1.800 lixeiras, doadas para escolas públicas das cidades de Jaguariúna e São Carlos, no interior de São Paulo. Ao todo, foram produzidos 900 coletores para resíduos recicláveis e 900 para orgânicos, que impactaram a rotina de cerca de 120 mil alunos, nas duas cidades.

Criado em 2016, o Movimento Plástico Transforma tem como objetivo promover conteúdo e ações educativas que demostram que o plástico, aliado à tecnologia, à criatividade e à responsabilidade, traz inúmeras possibilidades para os mais diferentes segmentos. Além do site, em que é possível encontrar conceitos importantes sobre aplicações, reutilização, descarte correto e reciclagem do plástico, o Movimento é responsável por diversos projetos voltados à sociedade que juntos já impactaram mais de 200 mil pessoas. A iniciativa é uma ação do PICPlast – Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico – fruto da parceria entre a ABIPLAST e a Braskem.

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Braskem e BASF fazem parceria para fomentar a economia circular

24/11/2021

Iniciativa busca soluções para os desafios ligados à reciclagem e à neutralidade de carbono

Com o propósito de colaborar para a implementação de iniciativas que estimulem a sustentabilidade na indústria, a Braskem e a BASF estão trabalhando juntas para acelerar o processo de transformação do setor químico, com foco nos desafios relacionados à reciclagem e à neutralidade de carbono.

Entre as iniciativas que fazem parte dessa parceria está a estruturação de um fluxo de reciclagem mecânica de plásticos para armazenagem de grãos – conhecidos como silo bolsas – no Agronegócio. Com isso, espera-se que a solução de plástico reciclado para este mercado esteja disponível no Brasil até o final de 2022. As demais iniciativas da parceria envolvem a utilização de matérias-primas de fonte renovável e/ou reciclada, usando o conceito de balanço de massa e a otimização logística das operações.

“É oportuno reforçar a relevância da fomentação deste grupo de trabalho, pois ambas as companhias, Braskem e BASF, compreendem a importância e a necessidade da busca pelo desenvolvimento de soluções sustentáveis na indústria química e do plástico. É fundamental que exista uma readequação não apenas do nosso setor, mas da indústria e do mercado de modo geral, visando à diminuição do impacto das ações e processos no meio ambiente. O desenvolvimento sustentável é um objetivo atrelado à estratégia de negócios, então temos como propósito adotar uma série de iniciativas que contemplam práticas mais sustentáveis nos nossos processos produtivos e na cadeia de valor para a sociedade” afirma Roberto Simões, CEO da Braskem.

“O propósito dessa parceria é identificar sinergias entre as empresas para juntos potencializarmos as ações de economia circular, tema transversal para nós, da BASF, que tem em seu propósito a sustentabilidade, entregando soluções inovadoras para nossos clientes e parceiros”, afirma Manfredo Rübens, presidente da BASF América do Sul. “Temos por exemplo produtos da linha B-Cycle que garantem uma melhor qualidade da reciclagem do material plástico, permitindo que ele retorne mais de uma vez ao uso”, complementa o executivo. Há a expectativa do mercado de reciclagem mecânica triplicar até 2030. Outras oportunidades de parcerias devem surgir com o engajamento das equipes.

As companhias estão comprometidas com a transformação da economia linear para um modelo circular, destacando a participação global na AEPW – Alliance to End Plastic Waste, na busca por soluções que reduzam e evitem a poluição ambiental por resíduos plásticos.

A Braskem assumiu em 2018 um compromisso em prol da economia circular, na qual as necessidades da sociedade são atendidas por materiais, processos e sistemas mais sustentáveis. A companhia busca, até 2025, incluir 300 mil toneladas de resinas termoplásticas e produtos químicos com conteúdo reciclado em seu portfólio, além de tornar-se uma empresa carbono neutro até 2050.

Por sua vez, a BASF, que tem a sustentabilidade como um dos seus pilares estratégicos, anunciou em 2021 novas metas globais em direção à neutralidade climática: prevê reduzir em 25% suas emissões mundiais de gases de efeito estufa até 2030 (tomando como base o ano de 2018) e zerar suas emissões líquidas de CO2, globalmente, até 2050. Para conquistar esses resultados, a BASF planeja investir, aproximadamente, € 1 bilhão até 2025 e entre € 2 bilhões e € 3 bilhões, até 2030.

A BASF, empresa alemã e líder mundial na área Química, comemora em 2021, 110 anos de presença no Brasil, contando com 8 unidades fabris no País. Do total de mais de 110 mil colaboradores da BASF no mundo, 5.850 deles na América do Sul, sendo 4.215 no Brasil. O portfólio da empresa está organizado em seis segmentos: Químicos, Materiais, Soluções Industriais, Tecnologias de Superfície, Nutrição & Cuidados e Soluções Agrícolas. A BASF gerou vendas de € 59 bilhões em 2020 e investiu cerca de € 2 bilhões em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e soluções

Contando com 8 mil integrantes, a Braskem possui um portfólio de resinas plásticas e produtos químicos para diversos segmentos, como embalagens alimentícias, construção civil, industrial, automotivo, agronegócio, saúde e higiene, entre outros. Com 40 unidades industriais no Brasil, EUA, México e Alemanha e receita líquida de R$ 58,5 bilhões (US$ 11,3 bilhões), a companhia exporta seus produtos para Clientes em mais de 100 países.

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Movimento Plástico Transforma firma parceria com o Grupo Muda para estimular o descarte seletivo

22/11/2021

O Movimento Plástico Transforma e o Grupo Muda fecharam parceria com o objetivo de levar educação ambiental e implementar soluções para o descarte seletivo a moradores de um condomínio residencial na Zona Leste da cidade de São Paulo. A iniciativa beneficiará 200 apartamentos, em 9 blocos, e aproximadamente 800 moradores do condomínio Páteo Andaluz, em São Miguel Paulista. A expectativa é recolher 80m3 por mês.

Por meio do programa “Adote um condomínio”, idealizado pelo Grupo Muda, foi implementado um modelo de operação para efetivar o descarte seletivo de forma individualizada e focalizada na comunicação e na educação ambiental. Juntos, o Movimento e o Instituto são responsáveis pelo treinamento dos prestadores de serviços e condôminos, comunicação voltada para a consciência ambiental, adequação da infraestrutura, com a instalação dos contêineres e coleta dos resíduos. A Cooperativa Central Tietê é quem recebe os resíduos e pode, a partir disso, ampliar a geração de renda dos cooperados.

O Movimento e o Muda realizaram webinares para capacitação e treinamento de funcionários e moradores, além do encontro presencial no dia da inauguração da ação no condomínio, para tirar dúvidas sobre o descarte correto dos resíduos recicláveis, orgânicos e dos recicláveis especiais. “É muito comum, principalmente no início do processo, que os moradores tragam dúvidas simples sobre o que pode e o que não pode ser reciclado, bem como os meios corretos para o descarte dos resíduos – como o cuidado na hora de separar eletrônicos e óleo, por exemplo”, explica Alexandre Furlan CEO do Grupo Muda.

“Está no DNA do Movimento do Plástico Transforma ações que estimulem a educação e a conscientização sobre a importância do descarte correto dos resíduos plásticos e de outros materiais. Nossa expectativa é estimular os moradores a criar essa consciência ambiental, participar ativamente da iniciativa e compartilhar com seus amigos e familiares a experiência, ampliando o esforço e os resultados”, conta Simone Carvalho, uma das coordenadoras do Movimento Plástico Transforma.

Criado em 2016, o Movimento Plástico Transforma tem como objetivo promover conteúdo e ações educativas sobre o uso do plástico. Além do site, em que é possível encontrar conceitos importantes sobre aplicações, reutilização, descarte correto e reciclagem do plástico, o Movimento é responsável por diversos projetos voltados à sociedade. A iniciativa é uma ação do PICPlast – Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico – fruto da parceria entre a ABIPLAST e a Braskem.

O Grupo Muda é uma empresa que atua desde 2009 com o objetivo de promover práticas sustentáveis nos condomínios residenciais da cidade de São Paulo, por meio da gestão de resíduos e da obtenção de benefícios sociais, ambientais e econômicos para toda a sociedade. Nesse período, implantou a coleta seletiva em 500 condomínios da capital paulista, atingindo mais de 250 mil moradores e 80 mil funcionários dos condomínios. Por mês, destina corretamente mais de 500 toneladas mensais de materiais recicláveis às cooperativas.

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Educação como ferramenta de transformação: os cinco anos de Movimento Plástico Transforma

19/11/2021

Artigo de José Ricardo Roriz Coelho e Edison Terra Filho*

A destinação correta dos resíduos sólidos tem sido tema de constante debate na gestão ambiental. O principal motivo é o impacto gerado pelo consumo e descarte inadequado no meio ambiente. A versatilidade dos plásticos destacou-se ainda mais para a sociedade no combate à pandemia de COVID-19. Ele se mostrou essencial para fabricar máscaras, viseiras e luvas, entre outros Equipamentos de Proteção Individuais – os EPIs – como máscaras, viseiras e luvas, entre outros equipamentos. Além disso, a matéria-prima também serve como barreira física em diversos estabelecimentos, coberturas em máquinas para pagamento e vedação em pratos para alimentação.

Mostrar as inúmeras possibilidades do material, bem como reforçar a importância do seu descarte correto, foi o insight para a criação do Movimento Plástico Transforma, uma iniciativa do PICPlast – Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico, parceria entre a ABIPLAST e a Braskem. Há cinco anos, o projeto tem como missão promover conteúdo e ações educativas para demostrar que o plástico, aliado à tecnologia, à criatividade e à responsabilidade, traz inúmeras possibilidades para os mais diferentes segmentos.

Por meio de ações educativas e interativas, o projeto procura valorizar e contribuir com o desenvolvimento de uma melhor percepção do plástico na sociedade, além de provocar discussões sobre temas correlacionados, como consumo consciente, reutilização inteligente, descarte e reciclagem do plástico. Ao longo de meia década, o Movimento Plástico Transforma já realizou diversas ações para cumprir com o seu propósito.

A primeira iniciativa voltada para a sociedade foi a instalação interativa PlastCoLab. A edição inicial, realizada em plena avenida Paulista, ofereceu workshops, hackathons e exposições distribuídos pelos três andares de um estande em formato de um cubo mágico, com 9 metros de altura. O sucesso paulistano levou a instalação para Porto Alegre, Salvador e Brasília, com recorde de público a cada edição. Ao todo, mais de 37 mil pessoas ficaram interessadas em descobrir como potes plásticos se transformaram em hortas automatizadas, saber sobre as inúmeras possibilidades da caneta de impressão 3D ou simplesmente assistir à performance do robô Beo, confeccionado quase todo em plástico.

O sucesso do PlastCoLab com o público infantil levou o Movimento a lançar um outro grande projeto, destinado a crianças e adolescentes com idades entre 4 e 14 anos. A Estação Plástico Transforma, atividade instalada no parque temático KidZania, em São Paulo, ensina sobre conceitos sustentáveis e reciclagem. Desde a inauguração, em janeiro de 2019, já recebeu mais de 18 mil visitantes, que conheceram, na prática, os conceitos e a importância do descarte correto e do processo de reciclagem. Por meio de uma brincadeira divertida, tivemos a oportunidade de destacar a importância e os benefícios do uso do plástico, bem como reforçar a participação essencial de cada indivíduo no caminho circular do material. Somente pela educação é possível influenciar o presente para que as futuras gerações apliquem conceitos indispensáveis em casa, na escola e ensine-os a todos ao seu redor.

A mais recente ação do Movimento Plástico Transforma foi uma parceria com a Fundação Cásper Líbero, a Gazeta Esportiva e a Yescom, para a coleta dos copos d’água entregues aos corredores da 95ª Corrida Internacional de São Silvestre. O material coletado na ação foi reciclado e transformado em 1.800 lixeiras para coleta seletiva, entregues às escolas públicas de São Carlos e Jaguariúna, no interior de São Paulo. Esta ação possibilitou impactar não só os participantes da corrida, como o público que acompanhou o evento e os alunos e professores das escolas para onde as lixeiras foram encaminhadas. A ação mostrou que, ao ganhar um destino certo, embalagens de plástico podem ser transformadas em objetos que contribuem com o meio ambiente e para a disseminação de conceitos fundamentais à sociedade. Ao conscientizar sobre o consumo consciente, o descarte correto e a reciclagem do plástico, estamos também agindo de forma responsável.

Esses são alguns exemplos das diversas ações que o Movimento Plástico Transforma vem realizando em seus cinco anos de existência e que já impactaram mais de 200 mil pessoas. É apenas o começo! Uma série de ações e projetos que tiveram que ficar em standby, em função da pandemia, estão em nosso pipeline, para dar continuidade à missão de mostrar os benefícios do plástico e conscientizar a sociedade acerca da versatilidade do material e suas infinitas possibilidades.

*José Ricardo Roriz Coelho é Presidente da ABIPLAST e Edison Terra Filho é vice-presidente executivo da Unidade de Poliolefinas da América do Sul e Europa da Braskem. O Movimento Plástico Transforma é uma ação do PICPlast – Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico – fruto da parceria entre a ABIPLAST e a Braskem.

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Braskem registra lucro líquido de R$ 3,5 bilhões

18/11/2021

Resultado operacional recorrente no trimestre alcança R$ 7,7 bilhões, com geração de caixa de R$ 3,9 bilhões; alavancagem é reduzida a 0,83x

A Braskem divulgou comunicado no dia 9/11 em que indica ter registrado uma recuperação de 12 pontos percentuais de participação de mercado de resinas no Brasil no terceiro trimestre, em linha com a estratégia da Companhia de priorizar o mercado brasileiro. A geração livre de caixa foi recorde trimestral e a alavancagem corporativa atingiu o menor nível desde a formação da Braskem em 2002, afirma a empresa.

  • A participação de mercado brasileiro de resinas no trimestre atingiu 64%, comparando-se a 52% nos três meses anteriores. A recuperação se deu em função do retorno das operações da central petroquímica do ABC, em São Paulo, que passou por uma manutenção programada no trimestre anterior;
  • A geração livre de caixa chegou a R$ 3,9 bilhões, um crescimento de 152% em relação ao 2T21 e de 424% em relação ao 3T20;
  • O resultado operacional recorrente consolidado no terceiro trimestre foi de R$ 7,7 bilhões, 18% inferior ao do trimestre anterior, mas 109% acima do terceiro trimestre do ano passado;
  • O lucro líquido foi de R$ 3,5 bilhões, 52% menor do que no trimestre anterior;
  • A relação de dívida líquida/resultado operacional recorrente (em dólares) foi de 0,83x no trimestre, inferior 24% quando comparada ao trimestre anterior (1,1x). A redução em relação ao mesmo período do ano passado foi de 83%.”Temos uma boa recuperação de participação no mercado brasileiro, o que reflete nosso esforço para atender bem nossos clientes e parceiros”, disse Roberto Simões, presidente da Braskem. “Além disso, reforçamos ainda mais nosso compromisso com a higidez financeira, o que já vem sendo reconhecido pelas agências de classificação de risco. Seguimos firmes no propósito de retornarmos ao grau de investimento em todas as agências”.

Em setembro, a S&P Global Rating elevou o nível de risco em escala global da Companhia para BBB-, com perspectiva estável. Segundo a Braskem, a agência destacou que a elevação do rating para o grau de investimento reflete a melhora considerável dos indicadores de rentabilidade e da geração de caixa, o compromisso da Companhia com a alavancagem e a expectativa da agência de que a Braskem continue se beneficiando com os altos spreads petroquímicos nos próximos trimestres.

Biopolímeros

A Braskem vem se firmando como parceira internacional de grandes empresas que procuram seguir o caminho da produção de produtos com a utilização de matéria-prima renovável.

Nesta semana, a Braskem anunciou a assinatura de um memorando de entendimento com a americana Lummus Technology para licenciar, em conjunto, a tecnologia de eteno verde na América do Norte e na Tailândia.

Em setembro, a Braskem e a SCG Chemicals, uma das maiores petroquímicas integradas da Tailândia e líder da indústria na Ásia, assinaram também um memorando de entendimento para realizar estudos de viabilidade para investir em conjunto em uma nova planta de desidratação de etanol na Tailândia. Essa planta visaria produzir eteno verde e o polietileno I’m green® bio-based.

México

Em agosto, a Braskem Idesa concluiu o projeto de expansão da capacidade de importação do fast track, que atualmente é de 25 mil barris por dia. Como resultado, durante o mês de setembro atingiu o volume de importação histórico de 22,4 mil barris por dia. No 3T21, a fim de complementar o fornecimento de etano pela Pemex, a Braskem Idesa importou uma média de 18,6 mil barris por dia de etano dos Estados Unidos, o que representa cerca de 74% da capacidade atual do fast track.

Adicionalmente, a Companhia está trabalhando em uma expansão do fast track, o que pode permitir à Braskem Idesa atingir uma capacidade máxima de importação de etano de até 35 mil barris por dia, com expectativa de conclusão durante o 2T22.

Em setembro, a Braskem Idesa assinou um aditivo ao contrato de fornecimento de etano com a Pemex, com quitação de pendências contratuais anteriormente existentes; e um convênio com a Pemex e outros entes governamentais que estabelece medidas de apoio para o projeto de construção de um terminal de importação de etano, com a capacidade para atender a totalidade da necessidade de matéria-prima da empresa.

Em outubro, a Braskem Idesa concluiu o seu plano de refinanciamento de dívida, com a substituição do saldo remanescente de US$ 1,35 bilhão do project finance por novas dívidas em formato corporativo, com perfil alongado. O destaque dessas novas dívidas é que elas foram na forma de sutaintability-linked bonds (SLB). Para emitir os SLBs, a Braskem Idesa se comprometeu a reduzir suas emissões de gases, em linha com a estratégia de desenvolvimento sustentável de longo prazo da Companhia.

Alagoas

A Braskem afirma que, desde 2018, vem contribuindo com o poder público na compreensão do fenômeno geológico em Maceió e na minimização dos seus efeitos. A Companhia assinou acordos com o Ministério Público Federal, o Ministério Público Estadual, a Defensoria Pública da União e a Defensoria Pública do Estado de Alagoas para promover a segurança e a compensação financeira dos moradores dos bairros atingidos pelo fenômeno e para a reparação socioambiental e urbanística da região.

De acordo com a empresa, até o dia 22 de outubro, 97% dos imóveis identificados pelo programa criado pelos acordos foram desocupados. Foram feitas mais de 10 mil propostas de compensação financeira e o índice de aceitação é de 99,6%, afirma a Braskem. O valor pago até o momento pela Braskem supera R$ 1,6 bilhão, segundo informado pela petroquímica.

As ações socioambientais avançaram no trimestre com a realização da escuta pública relativa ao trabalho de diagnóstico ambiental que está em andamento, com a participação da comunidade e de instituições técnicas. Além disso, o diagnóstico social nas áreas adjacentes também avançou com entrevistas da população e consulta aos entes públicos. Ele deve ser concluído nos próximos meses.

Segundo a Braskem, o plano de fechamento e monitoramento da região avança conforme previsto e contou com a instalação do último lote de sismógrafos na região de monitoramento, como acordado com a Defesa Civil de Maceió.

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Lummus e Braskem firmam parceria para licenciamento de tecnologia para dois projetos de eteno verde

10/11/2021

Lummus e Braskem assinam memorando de entendimento para licenciamento em conjunto de tecnologia para produção de eteno verde a partir de etanol, com base no processo operado pela Braskem em sua planta localizada na cidade de Triunfo (RS)

A Lummus Technology anunciou a assinatura de um memorando de entendimento com a Braskem Netherlands B.V., uma subsidiária da Braskem. O memorando de entendimento estabelece o licenciamento da tecnologia de eteno verde, de propriedade da Braskem, para dois projetos de conversão de etanol para eteno, em desenvolvimento na América do Norte e na Ásia, o que sinaliza um interesse global na tecnologia.

“Nossa parceria com a Braskem é um passo muito importante para o fortalecimento da liderança tecnológica da Lummus na transição energética”, afirma Leon de Bruyn, Presidente e CEO da Lummus Technology. “A Lummus, como a maior fornecedora de tecnologia para produção de eteno do mundo, está confiante nas soluções verdes que poderemos desenvolver juntos à Braskem, líder de mercado e pioneira na produção de biopolímeros em escala industrial, reconhecida pela sua atuação na economia circular. Nossa expertise, experiência e recursos coletivos irão acelerar a circularidade em nosso setor e ajudar os clientes a descarbonizar seus investimentos e a fazer produtos mais verdes”.

“A Braskem e a Lummus estão juntando todo o seu conhecimento para fomentar o desenvolvimento da química sustentável”, destaca Walmir Soller, VP de Olefinas e Poliolefinas da Braskem na Europa e Ásia e Líder Global do Negócio de PE Verde. “A Braskem, há mais de 10 anos produzindo o eteno verde a partir do etanol, proveniente da cana-de-açúcar, e a Lummus, com sua capacidade de licenciamento de processos e tecnologias, oferecerão uma base sólida para o crescimento dessa alternativa de fonte renovável, que permite transformar o carbono capturado da atmosfera em plástico e outros produtos químicos, contribuindo para o combate às mudanças climáticas”.

Além do memorando de entendimento, a Lummus e a Braskem estão discutindo um acordo de longo prazo para permitir a Lummus licenciar a tecnologia de eteno verde da Braskem como uma forma de acelerar o uso pelo setor químico de matéria-prima renovável e de combater as mudanças climáticas, convertendo carbono circular da atmosfera em plástico, como uma alternativa ao petróleo. Isso se alinha com os objetivos das duas empresas de ajudar na redução de emissões de carbono e de desempenhar um papel importante na transição energética e na economia circular.

Esse memorando de entendimento também reflete a diretriz empresarial estratégica da Lummus, por meio de sua subsidiária Green Circle, como uma liderança na comercialização e no desenvolvimento de soluções inovadoras para abordar os pilares principais da transição energética, incluindo a reciclagem de resíduos plásticos ao fim de sua vida útil, a produção de químicos sustentáveis feitos a partir de base biológica e as estratégias de descarbonização para ativos existentes e novos.

Líder e reconhecida pelo mercado em tecnologia de eteno, a Lummus licenciou mais de 120 plantas de eteno no mundo todo, representando aproximadamente 40% da capacidade de eteno mundial. A Lummus também concluiu mais de 200 projetos de base, renovação e design de expansão de eteno, mais do que qualquer concorrente em licença tecnológica.

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Braskem e Antilhas fornecem embalagem stand-up-pouch monomaterial para o relançamento de linha de arroz da Mãe Terra

13/10/2021

Com essa parceria, Mãe Terra é a primeira marca a utilizar o produto no mercado alimentício.

A Braskem e a Antilhas, empresa brasileira atuante no mercado de embalagens, passam a fornecer à Mãe Terra a embalagem stand up pouch (SUP) monomaterial, lançada ao mercado em 2019. O novo produto, feito 100% em polietileno, sem laminação, e que traz características sustentáveis e ciclo circulares, será utilizado pela primeira vez no setor alimentício para embalar a nova linha de arroz especial Ritto.

Como o nome sugere, as embalagens monomateriais são produzidas a partir de uma única matéria-prima, característica que garante alto índice de reciclabilidade por não possuir mistura de materiais na formulação do produto. Além disso, sua reciclagem gera uma resina reciclada pós-consumo de maior qualidade e com uma gama maior de possibilidades de aplicação.

De acordo com Américo Bartilotti, diretor do negócio de embalagens e bens de consumo da Braskem, a iniciativa é reflexo do empenho da empresa em estimular o ciclo sustentável na cadeia plástica. “Temos um compromisso público com a economia circular de carbono neutro e entre nossas premissas está o trabalho com parceiros na concepção de produtos que ampliem a eficiência da reciclagem e o retorno do produto à cadeia. Temos muito orgulho da trajetória construída em parceria com a Antilhas. Nossos times de Pesquisa & Desenvolvimento conseguiram desenvolver uma solução monomaterial que atende às necessidades do mercado e, ao mesmo tempo, aborda a questão da reciclagem”, afirma.

A produção das embalagens foi realizada com a tecnologia EB (Electron Beam), processo de impressão externa por cura com feixe de elétrons, patenteado com exclusividade pela Antilhas. Segundo a empresa, essa tecnologia garante qualidade de impressão superior, com o mesmo brilho de material laminado e possibilidade de acabamentos externos com apelo sensorial. Além disso, garante a Antilhas, a tecnologia permite benefícios adicionais no processo operacional: redução de até 50% no consumo de energia elétrica, sem perder a qualidade de cor e brilho do material final; e redução de até 95% dos compostos orgânicos voláteis, fator que reduz a emissão de gases causadores do efeito estufa.

“A inovação e compromisso com o meio ambiente são dois pilares que fazem parte do nosso DNA. A embalagem stand up pouch 100% PE, desenvolvida em parceria com a Braskem, é fruto de muita pesquisa e dedicação que resultaram no desenvolvimento da impressão em EB e em um produto sem a necessidade de laminação. O lançamento do Ritto, em conjunto com a Mãe Terra, é a confirmação que nossos esforços valeram a pena”, comenta Rodrigo Massini, gerente executivo da Antilhas.

Para Isis Bialoskorski, gerente de marketing da Mãe Terra, o projeto em parceria com a Braskem e a Antilhas é mais uma das formas com que a empresa mostra o seu comprometimento com a sustentabilidade e a sociedade. “Há 40 anos, temos um compromisso com o bem estar social e ambiental, privilegiando pequenos produtores e ingredientes nativos e orgânicos do nosso Brasil. Mas nossa missão não para por aí: também buscamos soluções de embalagens que reforcem um ciclo positivo de economia. Por isso, temos diversas iniciativas para a melhoria das nossas embalagens. O Ritto -arrozes especiais – é a mais nova delas e nos enche de orgulho por ser o primeiro produto da marca que conta com uma cadeia circular para os resíduos”, comenta a executiva.

A embalagem stand up pouch monomaterial pode ser utilizada em aplicações de diferentes setores como cosméticos, alimentício e home & personal care. Além disso, a solução também permite manter as características, qualidade e proteção do produto, afirma a Braskem.

Resíduos que viram prêmios

A Molécoola , programa de fidelidade ambiental acelerado pelo Braskem Labs em 2020, foi convidada pelas empresas para apoiar, na prática, o processo de circularidade para a solução. Por meio da iniciativa, o participante ganha pontos na troca de resíduos pós-consumo, podendo convertê-los em produtos das marcas parceiras, inclusive da própria Mãe Terra. Para engajar o consumidor na ação, a Mãe Terra impulsionará a pontuação do programa. Ao final do processo, todas as embalagens serão devolvidas à Braskem, que ficará responsável pela reciclagem e retorno do resíduo à cadeia produtiva. “A economia circular depende da ação de cada um dos elos da cadeia de produção e consumo, desde a indústria até o consumidor. E o incentivo a ações que considerem o ciclo completo dos produtos faz parte do nosso compromisso”, explica Bartilotti.

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Braskem Idesa anuncia aditivo com a Pemex para fornecimento de etano e convênio para projeto de terminal de importação no México

07/10/2021

A Braskem Idesa (BI), joint-venture da Braskem e da mexicana Idesa, assinou com a Pemex Transformación Industrial e a Pemex Exploración y Producción aditivo ao contrato de fornecimento de etano. Além disso, assintou com a Petróleos Mexicanos, Pemex Logística e outros entes governamentais mexicanos um convênio que estabelece medidas de apoio para o projeto de construção de um terminal de importação de etano. Isso garantirá acesso a diversas fontes de matéria-prima para produzir a plena capacidade e abastecer o mercado local mexicano e internacional.

O novo terminal que a Braskem Idesa construirá para importação de etano em Veracruz estará localizado na área do CIIT (Corredor Interoceanico do Istmo de Tehuantepec), que é uma das iniciativas do governo mexicano para o desenvolvimento do sudeste do país e do setor de energia.

Em relação ao fornecimento, o acordo altera a quantidade vigente. A Pemex passa a fornecer o volume mínimo de 30 mil barris diários de etano até a entrada em operação de terminal, prevista para o segundo semestre de 2024, ou a data limite de fevereiro de 2025 (passível de extensões se houver atrasos com licenças), o que ocorrer primeiro. A Braskem Idesa terá direito de preferência para adquirir todo o etano que a Pemex tiver disponível e não consuma no seu próprio processo produtivo até 2045, a preços conforme referências internacionais.

Estes acordos (sujeitos à aprovação final dos Conselhos de Administração de ambas as partes, bem como credores da Brakem Idesa) resolvem pendências contratuais que haviam sido discutidas pelas partes e estabelece novos compromissos de volume e preço para o fornecimento de etano pela Pemex, compatível com a disponibilidade atual e futura da matéria-prima no país. Os acordos permitirão a sustentabilidade de longo prazo da fábrica localizada em Veracruz, no México.

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Braskem anuncia parceria com Gelmart International para fornecimento de EVA derivado de cana-de-acúcar para produção de peças íntimas

22/09/2021

O EVA I’m green bio-based da Braskem, uma matéria-prima de origem sustentável, é utilizado em linha de sutiãs da Gelmart

A Braskem anunciou sua parceria com a Gelmart International, uma das maiores fabricantes de peças íntimas de vestuário do mundo. A Braskem está fornecendo seu biopolímero EVA I’m green, obtido a partir de cana-de-açúcar, para a produção do primeiro bojo de sutiã de origem renovável do mundo. A nova linha kindly de peças íntimas sustentáveis da Gelmart foi lançada em agosto e está disponível para venda exclusivamente em 3.300 lojas do Walmart nos Estados Unidos, bem como no site Walmart.com.

A Gelmart projetou, desenvolveu e produziu mais de 1,25 bilhão de unidades de peças íntimas, sutiãs e peças modeladoras para os maiores varejistas e marcas do mundo. A linha de sutiãs kindly, da Gelmart, resulta de mais de três anos de desenvolvimento próprio, que resultou no primeiro sutiã de base vegetal com produção em massa do mundo. A linha kindly tem o objetivo de incorporar mais materiais ecológicos, como o biopolímero EVA I’m greenM da Braskem, em substituição aos tradicionais materiais de espuma utilizados.

“Como líder global em biopolímeros, a Braskem tem um compromisso de longa data com a criação de um futuro mais sustentável. Nosso portfólio inovador de materiais de bio-based I’m green tem ajudado marcas e fabricantes globais a fazerem a transição de matérias-primas produzidas a partir de combustíveis fósseis para soluções mais ecológicas. Estamos muito animados em anunciar nossa parceria com a Gelmart, empresa cuja liderança visionária está ajudando a transformar a indústria global de vestuário com novas ofertas criativas que oferecem o mesmo nível de qualidade e conforto com uma pegada mais sustentável para o planeta”, afirma Edison Terra, vice-presidente executivo da Braskem.

“É com muita satisfação que lançamos no mercado o primeiro bojo de sutiã de base vegetal. No entanto, a sustentabilidade real não existe sem acessibilidade. É importante para nós que nossas marcas sejam conhecidas não apenas por oferecerem produtos de qualidade, mas também por criarem um movimento em busca de um estilo de vida mais ecológico e acessível a todos. Por isso, encontrar o parceiro ideal que nos oferecesse materiais ecológicos de alta qualidade e em escala era um fator essencial na nossa estratégia. A Braskem foi nossa escolha natural por ser uma das maiores fornecedoras de biopolímeros, sendo que seu profundo conhecimento em EVA Verde e abordagem colaborativa foram a combinação perfeita”, afirma Yossi Nasser, presidente da Gelmart International.

O cultivo da cana-de-açúcar, fonte renovável para a produção do EVA I’m green, contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa a partir da captura de CO2. O material possui as mesmas propriedades que o EVA oriundo de fontes fósseis e pode ser utilizado em roupas, calçados, brinquedos infantis, espumas em geral e outras aplicações.

“Hoje, os consumidores têm adotado uma abordagem mais holística em suas decisões de compra; por isso, escolhem cada vez mais produtos que são desenvolvidos e fabricados tendo como principal preocupação o foco na sustentabilidade. Temos orgulho de atuar com a Gelmart para ajudar com o avanço da indústria de vestuário em sua jornada de sustentabilidade, entregando produtos que atendam às necessidades dos consumidores”, diz Giancarlos Delevati, gerente de contas e desenvolvimento de negócios da Braskem.

“Nos meus mais de 40 anos de atuação na indústria, este foi o projeto mais desafiador no qual já trabalhei – e certamente o mais recompensador. Foi um trabalho de três anos em busca de um bojo sustentável que fosse mais de 80% de base vegetal. Nosso objetivo é que os consumidores nunca tenham de escolher entre função, sustentabilidade e preço, a partir da criação de um futuro mais sustentável com produtos que ofereçam um belo design e que as pessoas se sintam bem em vestir”, afirma Eve Bastug, diretora de produtos da Gelmart International.

A marca I’m green representa o portfólio sustentável da Braskem, que oferece produtos reciclados e de fonte renovável, em linha com o compromisso da companhia com a economia circular. O portfólio I’m green de químicos e polímeros da Braskem agora inclui uma gama de soluções produzidas a partir de rejeitos plásticos pós-consumo, bem como materiais de fonte renovável, incluindo o EVA verde.

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Braskem e Eplast desenvolvem primeiro hospital do Brasil com sistema construtivo concreto-PVC

16/09/2021

Instalado no município de Vertentes, em Pernambuco, o hospital municipal levou apenas 120 dias para ser construído e possui cerca de 2.200 metros quadrados

A Braskem e a Eplast concluíram a construção do primeiro hospital com o sistema construtivo concreto-PVC. Localizado na cidade de Vertentes/PE e com cerca de 2.200 metros quadrados, o espaço utilizou para obra o sistema modular composto por diferentes perfis vazados de PVC, que são acoplados por encaixes “macho e fêmea” e unidos por perfis “chaveta”. Para construções com essa tecnologia, os perfis são encomendados sob medida, de acordo com a necessidade do projeto, e, após instalados no local desejado, são preenchidos com concreto e aço estrutural.

Segundo a Braskem, o sistema construtivo concreto PVC oferece inúmeras vantagens, entre elas, reduz em mais de 65%% (ou 2/3) o tempo da obra – se comparado com a alvenaria comum-, garante durabilidade elevada e menor necessidade de manutenção, além de oferecer um processo de construção mais limpo por reduzir drasticamente o desperdício de materiais e o volume de resíduos finais. O projeto do hospital de Vertentes, que contou com 60 toneladas dessa inovadora tecnologia para construção da estrutura do prédio, levou apenas 120 dias, incluindo a terraplanagem, para ser concluído. Se fosse construído no modelo tradicional, poderia levar em média um ano para ser finalizado.

“O sistema construtivo concreto PVC se destaca pelas inúmeras vantagens que oferece ao processo de obra e ao meio ambiente. Vale ressaltar ainda que o PVC é um material que evita a proliferação de microorganismos, o que torna a esterilização do ambiente mais rápida e efetiva. Todo o time envolvido está honrado por ter participado do projeto do Hospital Municipal de Vertentes por saber que novos leitos foram criados para atender quem precisa, em um momento tão delicado para a saúde pública com a pandemia da covid-19”, explica Almir Cotias, diretor de negócios de Vinílicos na Braskem.

De acordo com a Braskem, o projeto também traz benefícios ao meio ambiente: redução de 27% no consumo de material, aumento de 75% na economia de água e energia durante a obra, redução de 80% de resíduos finais, além dos perfis de PVC serem recicláveis.

“O mercado busca sistemas de construção industrializados, que otimizem os processos, reduzam os resíduos, os custos da obra, mas especialmente os prazos de execução. O sistema Concreto PVC é significativamente mais vantajoso em todos os aspectos quando comparado aos sistemas ditos convencionais e, até mesmo, aos demais sistemas industrializados já homologados pelo Governo. Seria impossível fazer um hospital desse porte em um prazo tão reduzido utilizando-se outros métodos de construção”, pontua Sérgio de Pinho, representante da Eplast Nordeste S.A – principal indústria fornecedora dos perfis de PVC.

Pioneirismo no desenvolvimento do sistema construtivo concreto PVC

A Braskem também esteve envolvida em outros projetos que utilizaram a tecnologia de PVC. Um exemplo foi a construção da Escola Municipal Renice Seraphim, realizada em 2018 na cidade de Sorocaba, no interior de São Paulo. A empresa forneceu resina para a produção dos perfis de PVC para a obra, que inclui 25 salas de aula e atende cerca de mil alunos. O sistema inovador vem se destacando e ganhando força nos setores de construção civil e arquitetura, devido a sua flexibilidade para execução de diferentes obras, como escolas, casas, hospitais, entre outros ambientes.

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Braskem e tailandesa SCG Chemicals estudam investimento conjunto na obtenção de eteno derivado de fontes renováveis para produção de Polietileno “Verde”

13/09/2021

A Braskem assinou memorando de entendimento (MOU) com a SCG Chemicals, uma das maiores empresas petroquímicas da Tailândia, para realizar estudos para investir conjuntamente em uma nova planta de desidratação de etanol na Tailândia para produção de eteno e polietileno I’m greenTM. Se implementada, esta cooperação pode dobrar a capacidade existente do Polietileno “Verde” I’m green.

“Em meio à crescente demanda por soluções sustentáveis e por economia circular em todo o mundo, continuamos em busca de oportunidades para expandir a disponibilidade de bio-PE I’m greenTM. Além de atender às expectativas dos clientes e contribuir para o compromisso de neutralidade de carbono até 2050, este projeto pode ser um marco para a presença da Braskem na Ásia. Temos a satisfação de desenvolver esta potencial parceria com a SCG Chemicals, a qual compartilha semelhante visão com respeito à sustentabilidade e tem um histórico de sucesso na indústria química na Ásia”, afirma Roger Marchioni, Diretor da Braskem para a Ásia.

Tanawong Areeratchakul, presidente da SCG Chemicals acrescenta: “Estamos comprometidos com a sustentabilidade e o avanço da economia circular para uma sociedade e meio ambiente melhores. Esse MOU significa que estamos explorando possíveis opções de parceria e investimento com a Braskem para trazer a produção de biopolímeros para a Ásia. Isso nos ajudaria a cumprir nossa promessa de nos tornarmos “Empresas Químicas para a Sustentabilidade” e de garantir a gestão social e ambiental de acordo com os padrões ESG (Ambientais, Sociais e de Governança), ao mesmo tempo em que promovemos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS) e atendemos ao mercado crescente demanda por produtos ambientalmente corretos de acordo com as diretrizes para o desenvolvimento da Economia Bio-Circular-Verde: Modelo BCG da Tailândia.”

Se os estudos de viabilidade forem aprovados de comum acordo entre as partes, a unidade de produção ficará localizada em Map Ta Phut, Rayong, Tailândia. Este projeto permitiria a combinação do know-how de tecnologia e biopolímeros da Braskem com o conhecimento da SCG Chemicals do mercado asiático e expertise na produção de PE.

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Standard & Poor melhora classificação de risco da Braskem

08/09/2021

A Braskem retornou ao grau de investimento, segundo a agência de classificação de risco S&P

A Braskem retornou ao grau de investimento, segundo a agência de classificação de risco S&P Global Ratings (S&P). A S&P elevou o rating da companhia para BBB-, com perspectiva estável. Segundo informado em release da Braskem, a agência destacou que a elevação do rating para grau de investimento reflete a melhora considerável dos indicadores de rentabilidade e de geração de caixa, o compromisso da empresa com a alavancagem e a expectativa de que a Braskem continue se beneficiando com os altos spreads petroquímicos nos próximos trimestres.

“Essa elevação da classificação é resultado dos esforços contínuos de todos os colaboradores da Braskem. Reiteramos nosso firme compromisso com a higidez financeira, que é fundamental para atendermos bem nossos clientes, parceiros e acionistas”, disse Pedro Freitas, vice-presidente de Finanças, Suprimentos e de Relações Institucionais da Braskem.

Nos últimos trimestres, a empresa registrou fortes resultados operacionais, com aumento da receita líquida de vendas e do lucro líquido. Também reduziu consistentemente a dívida bruta e a alavancagem corporativa, que se encontra em seu menor patamar histórico. Além disso, segundo a companhia, manteve uma forte posição de liquidez e a maior parte das dívidas tem vencimento no longo prazo (50% a partir de 2030).

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Braskem e 3DCriar firmam parceria para a distribuição de filamentos para impressão 3D

27/08/2021

Objetivo é oferecer soluções inovadoras no ecossistema de manufatura aditiva para o segmento industrial

Com o objetivo de fortalecer a cadeia da manufatura aditiva no Brasil, a Braskem e a 3DCriar iniciam parceria para a distribuição de soluções inovadoras da Braskem no ecossistema de impressão 3D para o segmento industrial. O foco da companhia é consolidar um elo com a startup por meio da oferta de filamentos de polipropileno (PP) específicos para o processo de impressão 3D.

Características como reciclabilidade, leveza e versatilidade dos produtos de polipropileno são atraentes para a manufatura aditiva e, por isso, essa matéria-prima é tão bem aceita nessa indústria. A expectativa é de que, com o apoio da 3DCriar, startup acelerada pelo Braskem Labs em 2020, a petroquímica se estabeleça como referência no setor caracterizado pela customização das soluções.

“Os primeiros produtos que estarão disponíveis para aquisição serão os filamentos de PP para impressão 3D. Além de fornecer os produtos, nosso objetivo também é contribuir diretamente no desenvolvimento da indústria de manufatura aditiva, e nesse propósito surge a 3DCriar, que faz um trabalho de destaque implementando a impressão 3D em indústrias de diversos segmentos por meio do 3DaaS – 3D as a Service -, solução que viabiliza a instalação de impressoras 3D, fornecimento de matéria-prima e consultoria para identificação de oportunidades, suporte técnico e desenvolvimento de aplicações em que a manufatura aditiva agrega valor”, afirma o gerente de Inovação e Tecnologia para Manufatura Aditiva da Braskem, Fabio Lamon.

Os filamentos de PP da Braskem, disponíveis nos diâmetros de 1,75 e 2,85 mm, são adequadas para a manufatura aditiva devido a características como reciclabilidade, resistência ao impacto, resistência química, estabilidade dimensional, efeito dobradiça durável (living hinge), resistência à absorção de umidade e densidade intrínseca significativamente menor que a maioria dos plásticos, o que contribui para redução de peso do produto final.

“A parceria chega em um momento importante, onde a manufatura aditiva toma um espaço cada vez mais permanente nas indústrias, em especial na fabricação de dispositivos de assistência à produção e manutenção interna. Por meio da colaboração com a Braskem e da nossa participação no Braskem Labs, podemos aprimorar um modelo de negócios que alavanca a soma dos nossos pilares de negócios: o melhor portfólio de impressoras 3D, insumos de alta performance e nossa expertise única em manufatura aditiva. A possibilidade de trabalhar com uma das maiores indústrias químicas do mundo em uma nova fronteira é extremamente animadora para nós”, explica Daniel Huamani, diretor de tecnologia da 3DCriar.

A impressão 3D está se tornando cada vez mais relevante para a Braskem, enquanto fabricante de matéria-prima, pela perspectiva de crescimento de mercado. É uma tecnologia disruptiva com forte apelo de inovação transformacional, impulsionando o desenvolvimento de novas soluções. Além disso, o contexto de indústria 4.0 e da sustentabilidade também são bastante relevantes, por se tratar de um processo de produção totalmente descentralizado e que minimiza perdas e descarte de materiais, além de impactar processos logísticos.

As primeiras iniciativas da companhia nessa área tiveram início em 2013, no projeto “Imprimindo o Futuro”, uma parceria com Made In Space, fornecedora da NASA, para desenvolvimento de uma impressora 3D para operação em gravidade zero. O equipamento produzido e enviado à Estação Espacial Internacional, em 2016, usa o polietileno I’m greenTM bio-based da Braskem, produzido a partir da cana-de-açúcar, e ganhou, em 2019, o apoio de uma recicladora na qual a equipe de astronautas poderá transformar resíduos plásticos em matérias-primas para produção de novos itens.

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Braskem registra lucro atinge R$ 7,4 bilhões no segundo trimestre de 2021

12/08/2021

Resultado cresce pelo quarto trimestre consecutivo; resultado operacional recorrente de R$ 9,4 bi no 2T21

A Braskem divulgou os resultados do segundo trimestre deste ano, no qual apresentou um forte resultado operacional recorrente, com aumento da receita líquida de vendas e do lucro líquido. Em função disso, a companhia seguiu reduzindo a sua dívida bruta e a sua alavancagem corporativa, a qual chegou ao patamar mais baixo de sua história ao final do trimestre.

  • No trimestre, o resultado operacional recorrente foi de R$ 9,4 bilhões, 35% superior ao trimestre anterior e 522% acima do mesmo período do ano passado;
  • A receita líquida de vendas alcançou R$ 26,4 bilhões, crescimento de 16% e de 136% em relação ao primeiro trimestre deste ano e ao segundo trimestre de 2020, respectivamente;
  • O lucro líquido foi de R$ 7,4 bilhões, 198% maior do que no trimestre anterior;
  • A relação em dólares de dívida líquida/resultado operacional recorrente em dólares foi de 1,1 vez no trimestre, inferior 39% quando comparada ao trimestre anterior (1,8 vez). A redução em relação ao mesmo período do ano passado foi de 85%.

“Os resultados da Braskem no trimestre refletem o positivo momento do cenário petroquímico internacional e o nosso compromisso com a higidez financeira, mantendo firme nosso objetivo de voltarmos ao nível de risco de grau de investimento. Estamos trabalhando duro para continuar a contribuir para a retomada econômica e para atender bem nossos clientes e parceiros, sempre tendo como prioridade a segurança e a saúde de nossos integrantes”, disse Roberto Simões, presidente da Braskem.

O resultado operacional recorrente da companhia foi gerado pela melhoria dos spreads internacionais e pelo maior volume de vendas de polipropileno nos EUA e de polietileno no México. No mercado brasileiro, a Braskem registrou uma queda na demanda por resinas no segundo trimestre de 7%, quando comparado ao primeiro trimestre do ano. Tal queda se deu principalmente pela normalização da demanda em alguns segmentos da economia, como construção civil, embalagens, bens de consumo, entre outros. Apesar disso, a demanda permanece em patamares saudáveis. Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, quando a economia desaqueceu por causa da pandemia de Covid-19, houve aumento de 34%.

Para reduzir a dívida bruta, a Braskem concluiu uma série de operações no segundo trimestre, totalizando US$ 643 milhões. Adicionalmente, em julho, a companhia concluiu o resgate total do bônus com vencimento em 2022 no montante de US$ 255 milhões e o pré-pagamento do empréstimo bancário no valor de US$ 100 milhões.

Como reflexo, em maio, a agência de classificação de risco Fitch Ratings alterou a perspectiva do rating da Braskem para positiva, no nível de risco em escala global de BB+ e, em julho, a agência Moody’s alterou a perspectiva do rating da Braskem para estável, no nível de risco em escala global de Ba1.

ESG

Alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU para 2030, a Braskem assumiu novos compromissos estruturados em sete dimensões: saúde e segurança, resultados econômicos e financeiros, eliminação de resíduos plásticos, combate às mudanças climáticas, ecoeficiência operacional, responsabilidade social e direitos humanos e inovação sustentável.

Um marco importante para tornar públicos os esforços da companhia nesse sentido foi o lançamento do Relatório Integrado 2020, contemplando os padrões de reporte GRI (Global Report Initiative), IIRC (International Integrated Reporting Council) e, pela primeira vez, SASB (Sustainability Accounting Standards Board). Mais informação em: http://www.braskem.com.br/portal/Principal/arquivos/relatorio-anual/Braskem_RI2020_PT.pdf

Outro marco importante foi a aprovação, em Assembleia Geral Extraordinária realizada em julho, da reforma e consolidação do Estatuto Social da Companhia para transformar o Comitê de Conformidade em Comitê de Conformidade e Auditoria Estatutário (CCAE). A formação do CCAE é uma recomendação do Código Brasileiro de Governança Corporativa, recepcionado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na Instrução CVM no 480/09. O comitê será formado por membros independentes sendo dois externos nomeados a partir de lista selecionada por empresa de headhunter.

Seguindo nas ações de apoio na assistência ao combate à Covid-19 e aos efeitos sociais causados pela pandemia, a Braskem destinou neste ano R$ 15 milhões para projetos que incluíram a distribuição de mais de 55 mil cestas básicas e 25 mil kits de higienização. O programa de voluntariado da Braskem também entrou nesse esforço e, para aumentar ainda mais seu impacto, a companhia multiplicou em cinco vezes as doações de seus integrantes, em formato de cestas básicas.

Alagoas

A companhia assinou acordos com o Ministério Público Federal, o Ministério Público Estadual, a Defensoria Pública da União e a Defensoria Pública do Estado de Alagoas para promover a segurança e a compensação financeira dos moradores dos bairros atingidos pelo fenômeno e para a reparação socioambiental e urbanística da região.

Para dar conta da compensação dos moradores, da reparação socioambiental e urbanística e do fechamento seguro dos poços de sal na região, a Braskem fez o provisionamento de R$ 10,2 bilhões havendo saldo atual de R$ 7,7 bilhões.

A Braskem afirma que vem cumprindo o cronograma acertado com as autoridades alagoanas, sendo que 13.807 imóveis localizados no mapa de ações prioritárias da Defesa Civil alagoana já foram desocupados, o que corresponde a quase 96% do total.

O Programa de Compensação Financeira e Apoio à Realocação (PCF) chegou em julho a 8.298 propostas apresentadas aos moradores, comerciantes e empresários da área de desocupação, com um índice de aceitação de 99,7%. Até agora, o Programa pagou mais de R$ 1,3 bilhão entre indenizações e auxílios financeiros.

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Braskem lança nova resina de polietileno para o segmento de embalagens rígidas

11/08/2021

Empresa apresenta ao mercado novo grade da família Braskem Rigeo, 100% reciclável, com foco em rigidez, resistência ao impacto e à quebra sob tensão ambiental

A Braskem disponibiliza para o mercado uma nova opção de produto que integra o portfólio da família Rigeo: o HD1954M, polietileno de alta densidade (PEAD) que proporciona uma combinação entre rigidez, resistência ao impacto e às intempéries (Environmental Stress Cracking-ESCR), proporcionando otimização às embalagens e ganhos de produtividade, afirma a empresa.

“Esse lançamento vai ao encontro das demandas do mercado químico e agroquímico, que tradicionalmente são bastante exigentes em relação à qualidade. Neste mercado, propriedades como rigidez, resistência ao impacto e ao Environmental Stress Cracking, são características-chave que trazem maior segurança aos produtos do segmento”, explica Leandro Fiorin, Líder de Engenharia de Aplicação da Braskem.

Com o grade HD1954M, a Braskem amplia o portfólio da família Braskem Rigeo, lançada em 2017, e até então composta pelos grades 4950HSM e HD1053M, sendo todos recicláveis.

Enquanto o grade Rigeo 4950HSM possui fluidez adequada para a produção de embalagens de pequenos volumes, o Rigeo HD1954M pode ser utilizado para a produção de embalagens até 20L. Já o Rigeo HD1053M é uma ótima opção para embalagens de volumes até 60 litros, afirma a Braskem.

“O atendimento às exigências da indústria é essencial, mas não é único. Em conjunto com os nossos clientes, buscamos desenvolver produtos robustos tecnicamente e alinhados com os princípios da Economia Circular”, reforça Fiorin. “Desta forma, o Rigeo HD1954M é mais uma solução que visa atender às necessidades do mercado, resultando em embalagens mais leves e sustentáveis, sem prejuízos às suas propriedades”.

Contando com 8 mil Integrantes, a Braskem oferece um portfólio de resinas plásticas e produtos químicos para diversos segmentos, como embalagens alimentícias, construção civil, industrial, automotivo, agronegócio, saúde e higiene, entre outros. Com 40 unidades industriais no Brasil, EUA, México e Alemanha e receita líquida de R$ 58,5 bilhões (US$ 11,3 bilhões), a companhia exporta seus produtos para Clientes em mais de 100 países.

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