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Lafarge, Borealis, OMV e Verbund se associam em projeto na Áustria para capturar e usar CO2 como matéria prima em escala industrial

05/07/2020

As empresas Lafarge Zementwerke, OMV, Verbund e Borealis assinaram um Memorando de Entendimento (MOU) para o planejamento e construção conjuntos de uma planta em escala comercial até 2030 para capturar CO2 e transformá-lo em combustíveis sintéticos, plásticos ou outros produtos químicos. A neutralidade climática, a circularidade e a inovação na Áustria são impulsionadas pelo estabelecimento de uma cadeia de valor transversal para a captura de carbono. Este projeto inovador deverá reduzir significativamente as emissões de carbono na produção de cimento, gerando valor para o gás carbônico como matéria prima, ao invés de liberá-lo como um gás de efeito estufa.

No Memorando de Entendimento, a Lafarge, OMV, Verbund e Borealis concordam em colaborar intersetorialmente no projeto ‘Carbon2ProductAustria’ (C2PAT). Seu objetivo é criar uma cadeia de valor transversal e operar uma planta em escala até comercial 2030, que capturará quase 100% das 700.000 toneladas de CO2 emitidas anualmente na fábrica de cimento da Lafarge em Mannersdorf, na Áustria. O objetivo final é usar o CO2 capturado como uma matéria prima.

Em combinação com o hidrogênio “verde” (a partir de energias renováveis) produzido pela Verbund, o CO2 capturado será transformado pela OMV em hidrocarbonetos de base renovável, que, por sua vez, podem ser usados ​​para produzir combustíveis de base renovável ou usados ​​pela Borealis como matéria-prima para produzir plásticos.

“Estamos comprometidos em liderar o setor na redução de emissões de carbono e na mudança para a construção de baixo carbono. Trabalhamos de forma consistente e com sucesso na redução da pegada de CO2 de nossas fábricas de cimento, produtos e soluções. No final, a produção de cimento neutro em CO2 só é possível com a implementação de tecnologias inovadoras, como a Captura de Carbono, motivo pelo qual temos grandes expectativas em relação ao projeto C2PAT “, ressalta o CEO da Lafarge, José Antonio Primo.

Novas cadeias de valor transversais dão apoio ao movimento das principais indústrias em direção à neutralidade climática

Uma vez que o C2PAT seja implementado, as 700 mil toneladas/ano de CO2 podem ser transformadas em combustível sintético pela OMV. Além disso, os parceiros pretendem investigar uma abordagem verdadeiramente circular: sendo a Borealis um parceiro-chave, o CO2 capturado pode ser usado para a produção de plásticos baseados em fontes renováveis. Esses plásticos são adequados para reciclagem no final de sua vida útil e, com isso, permitem um ciclo de CO2 quase fechado.

Hidrogênio “verde” como meio para descarbonizar indústrias intensivas em CO2

Verbund, a maior empresa de eletricidade da Áustria, fornecerá o hidrogênio verde usado para reciclar o CO2 capturado: “O hidrogênio verde é produzido quando a água é eletrolisada usando-se eletricidade de fontes renováveis. Para o projeto Carbon2ProductAustria, usaremos eletricidade verde de nosso portfólio de geração renovável”, explica Michael Strugl, vice-presidente executivo da Verbund. “O hidrogênio verde oferece um enorme potencial para descarbonizar processos industriais intensivos em CO2. Para alcançar nossos objetivos climáticos nacionais e globais, temos que colaborar entre os setores e unir nossos esforços para descarbonização e neutralidade climática. ”

Dar os próximos passos em direção a uma economia de “gás carbônico zero” exigirá as condições corretas tanto a nível financeiro como de uma estrutura regulatória favorável.

O sucesso do C2PAT dependerá em grande parte da criação de condições financeiras e regulatórias adequadas, tanto a nível nacional da União Européia como da Áustria.

Com essa colaboração ambiciosa, Lafarge, OMV, Verbund e Borealis estão apresentando uma solução inovadora e viável para a transformação em direção a uma economia de “gás carbõnico zero” na Europa.

Rainer Seele, Presidente do Conselho Executivo e CEO da OMV, disse: “A proteção do clima requer inovação e cooperação. Com este projeto, pretendemos fazer as duas coisas e isso mostra que a viabilidade econômica e a proteção do clima andam de mãos dadas com as novas tecnologias. O CO2 não é apenas um gás de efeito estufa que precisamos reduzir. É também uma matéria-prima valiosa, a partir da qual podemos produzir combustíveis sintéticos e matéria-prima para a indústria química. ”

Acelerando a transição de uma economia linear para uma circular para reduzir as emissões de CO2

“A circularidade requer que nós consideremos todo o sistema, e não ir direto para a mudança mínima, para a opção linear, pelo fato dela ser mais conveniente”, comenta Alfred Stern, CEO da Borealis. “A indústria do plástico pode ser um poderoso contribuidor para a ação climática, através da substituição de materiais que reduzam o peso dos produtos, da minimização do desperdício de alimentos e pela mudança para uma circularidade bem projetada que reduza as emissões de CO2. Estamos entusiasmados por unir forças com nossos parceiros da indústria em nossa missão de conduzir a mudança em direção a um setor de gás carbônico zero. ”

Objetivos do C2PAT

O principal objetivo do C2PAT é projetar e operar uma planta de captura de carbono na fábrica de cimento em Mannersdorf, Áustria, além de construir uma infraestrutura e um sistema operacional completo para a produção de hidrocarbonetos de base renovável e o uso do complexo para produzir uma ampla variedade de olefinas, plásticos e combustíveis de base renovável. Os parceiros pretendem colocar a planta comercial em operação até 2030. Um primeiro passo para esse objetivo será investigar ainda mais os obstáculos tecnológicos e econômicos atuais, realizando conjuntamente atividades de pesquisa e desenvolvimento relacionadas à cadeia de valor de carbono prevista.

O projeto conjunto está previsto para execução em três fases: na fase 1, os parceiros estão atualmente avaliando e desenvolvendo uma estratégia conjunta para o desenvolvimento do projeto, modelagem de negócios e engenharia de processos. Com base nos resultados da fase 1, um cluster de plantas piloto industriais na parte oriental da Áustria pode ser tecnicamente desenvolvido e implementado até 2023, na fase 2. A fase 3 implica a plena implementação da visão apresentada, ampliando as plantas até a capacidade máxima de 700.000 toneladas/ano de CO2 a serem capturadas e usadas e demonstrarão a escalabilidade global do projeto.

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Organizadores anunciam adiamento da feira Plastimagen México para Janeiro de 2021

05/07/2020

Decisão visa preservar a segurança e interesses de expositores e visitantes

Em colaboração com a ANIPAC e em apoio à indústria, a vigésima terceira edição Plastimagen México será adiada para o período de 11 a 14 de janeiro de 2021, no Citibanamex Center, na Cidade do México. Em decorrência dos problemas sanitários causados pela pandemia de Covid-19, ainda não existem condições de qualidade para a realização do evento de maneira segura e protegida e, por isso, foi tomada a decisão de postergação das datas desse evento internacional.

“Conversamos com muitos atores importantes da indústria, nacionais e internacionais, e nossa decisão se baseia no compromisso de colaborar com o setor para realizar o evento nas melhores condições possíveis. O mais importante para a Tarsus México é fazer eventos eficazes e que atendam aos padrões de saúde. Teremos prazer em começar 2021 com um evento poderoso que ajude a reativar a atividade econômica da indústria “, disse José Navarro, diretor geral da Tarsus México.

“Neste momento de crise, a tomada de decisões envolve grandes desafios pois fatores múltiplos devem ser valorados, nos quais a vida e a saúde são indubitavelmente predominantes e devem estar acima de qualquer interesse. Hoje, a ANIPAC agradece à Tarsus por ter levado em conta a voz de muitos de seus associados ao adiar a data da Plastimagen México 2020. Uma decisão que deixa claro e endossa os valores de seus administradores”, disse o Eng. Aldimir Torres, Presidente da Associação Nacional das Indústrias de Plástico do México (ANIPAC).

“O setor de plásticos continua trabalhando, caminhando e se fortalecendo. Estou certo de que essa mudança representa uma oportunidade e que a próxima edição da Plastimagen México contará com uma versão melhor de cada um de nós”, acrescentou.

Organizado pela Tarsus México, a Plastimagen México representa um estímulo aos negócios e uma plataforma de tecnologia e treinamento. Com 45.000 metros quadrados de espaço para exposições, 870 empresas e 1.600 marcas de 27 países, a feira oferecerá aos participantes inovações e soluções em máquinas e equipamentos, matérias-primas, processamento e produtos de plásticos, além de serviços para a indústria .

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Dow anuncia acordo para consumo de energia solar em unidade na Bahia

04/07/2020

  • O PPA (Power Purchase Agreement, acordo de compra de energia elétrica, em português), assinado com a Atlas Renewable Energy, contribui para as metas de sustentabilidade da Dow e no posicionamento almejado como a empresa química com maiores contratos de energia renovável globalmente.
  • O PPA aumentará a competitividade da unidade de Aratu, que produz soluções para o negócio de Poliuretanos da Dow, e está em linha com a estratégia de compra de energia da empresa, focada no fornecimento de energia renovável a custos competitivos, afirma a Dow. Além de energia solar, o complexo fabril de Aratu é suprido também por energia hídrica, biomassa e gás natural.
  • Segundo a Dow, a nova matriz eliminará cerca de 35 mil toneladas de CO2 emitidas por ano na unidade fabril, o que equivale a evitar emissões correspondentes a mais de 36 mil veículos circulando em um ano.

A Dow anunciou em 30 de junho a assinatura de um Contrato de Compra de Energia (PPA – Power Purchase Agreement, em inglês) com a Atlas Renewable Energy, para o consumo de energia solar para a unidade de Aratu, na Bahia. O contrato tem validade de 15 anos e o fornecimento da energia solar ocorrerá por meio da construção da usina Jacarandá, em Juazeiro, na Bahia.

Este acordo está alinhado às novas Metas de Sustentabilidade globais, anunciadas em 17 de junho pela Dow:

  • Proteger o clima: até 2030, a Dow pretende reduzir suas emissões globalmente em 5 milhões de toneladas de CO2 e, até 2050, ser neutra em carbono;
  • Eliminar resíduos: até 2030, a Dow ajudará a eliminar os resíduos, permitindo que 1 milhão de toneladas métricas de plástico sejam coletadas, reutilizadas ou recicladas por meio de suas ações e parcerias diretas;
  • Fechar o ciclo: até 2035, a Dow ajudará a “fechar o ciclo”, fazendo com que 100% dos produtos da companhia vendidos nas aplicações de embalagens sejam reutilizáveis ou recicláveis.

“A Dow tem uma presença sólida no Brasil, que é um país rico em recursos naturais e possui uma matriz de energia mais sustentável, diversificada e econômica. Nosso objetivo com as novas Metas de Sustentabilidade é abordar questões como as mudanças climáticas e os resíduos plásticos, que estão entre os maiores problemas técnicos, sociais e econômicos do mundo, propondo soluções práticas e inteligentes. Como nossos produtos e tecnologia são essenciais para a transição para um mundo de baixo carbono, nós constantemente investimos para garantir que possamos atender à demanda global nos mercados em que atuamos”, afirma Javier Constante, Presidente da Dow na América Latina.

Para Claudia Schaeffer, Diretora Global de Negócios da Dow para Energia e Mudanças Climáticas, “o acordo aumentará a competitividade da unidade de Aratu e está alinhado à estratégia de compra de eletricidade da Dow, focada no fornecimento de energia renovável a custos competitivos. Com o contrato, a empresa terá também direito a emitir Certificados de Energia Renovável. Além de energia solar, o restante da eletricidade consumida na unidade de Aratu vem de uma matriz composta de energia hídrica, biomassa e gás natural.” Após a implementação do projeto, a unidade passa a rodar com 75% de energia mais sustentável.

A Atlas tem um histórico de sucesso focado em projetos de energia renovável na América Latina. Sua plataforma de geração de energia sustentável na região inclui alguns dos melhores projetos de energia solar, com contrato de venda de eletricidade de longo prazo (PPAs de 15 a 30 anos).

Luis Pita, diretor geral da Atlas Renewable Energy no Brasil, lembra que, ao cumprir os pilares sociais, econômicos e ambientais do desenvolvimento sustentável, a energia renovável se firma como principal fonte de energia do século XXI. “Nossa parceria com a Dow para fornecimento de energia mais sustentável em muito nos orgulha, pois reforça nosso compromisso em ajudar grandes consumidores de energia no cumprimento de suas metas e políticas de sustentabilidade. Além disso, o projeto terá impacto positivo nas comunidades próximas à usina, com iniciativas que irão promover o bem-estar ambiental e social da população, em especial das mulheres, graças a um programa desenvolvido para promover igualdade de gênero, ao aprimorar ou criar novas habilidades para elas”, afirma. Com esse programa, a empresa espera contratar de três a quatro vezes mais mulheres do que a força de trabalho feminina normalmente contratada em projetos solares no Brasil.

“Estamos comprometidos com práticas sustentáveis, e a prioridade, como parte de nossa estratégia global, é buscar parceiros que estejam alinhados com nossos pilares”, reforça Claudia Schaeffer. Para a executiva, a Atlas compartilha do compromisso da Dow com a mitigação de carbono e dos princípios de responsabilidade social para as comunidades em que a companhia está presente.

Segundo a Dow, o projeto ainda proporcionará maior competitividade à sua fábrica em Aratu, reforçando o posicionamento da unidade fabril na produção de soluções para o negócio de Poliuretanos com matriz mais sustentável de energia renovável.

Neste mesmo complexo industrial são desenvolvidas soluções de Poliuretano para a geração de produtos que atendem a diversos mercados – entre eles isolamento térmico para edificações na indústria da construção e para refrigeração na cadeia do frio – promovendo eficiência energética, conforto térmico e segurança, já que diminuem as emissões de GHG (gases estufa) em geral, CO2 (gás carbônico) e VOC (compostos orgânicos voláteis), utilizam menos recursos e possuem propriedades antichamas.

A Dow cita como exemplo que os seus painéis de isolamento térmico com poliuretano para a construção civil reduzem as emissões de CO2, tanto no processo de fabricação quanto na aplicação a longo prazo, além de apresentar benefícios em relação à construção de obras convencionais em alvenaria, como: eliminação de 100% da água utilizada na montagem, redução de até 60% no consumo de energia e instalação até 10 vezes mais rápida. Além disso, proporcionam mais segurança contra incêndio dos edifícios, pois possuem retardante de fogo, cumprindo com os padrões e certificações mais exigentes da região. Assim, engenheiros e arquitetos desempenham um papel fundamental como embaixadores de edifícios inteligentes, tendo como aliados os painéis de isolamento térmico em poliuretano, ajudando as edificações a alcançarem certificações internacionais como LEED e AQUA.

Outros projetos com foco na sustentabilidade

Em outubro de 2019, a companhia anunciou acordo com a Central Puerto, para o fornecimento de 20% de energia elétrica eólica para sua planta de Bahía Blanca, na Argentina. Uma vez totalmente operacionalizado, o acordo entre a Dow e a Central Puerto dá à companhia acesso a 20 MW de capacidade de eletricidade, o equivalente ao abastecimento de cerca de 10.400 residências. O recurso renovável será integrado à rede nacional de transmissão gerenciada pela CAMMESA para ser usado pela Dow em sua planta de Bahía Blanca.

Em 2014, no próprio complexo industrial de Aratu, houve substituição do gás natural por uma fonte renovável produzida a partir de eucalipto. Segundo a Dow, a floresta de eucaliptos é cultivada de forma sustentável, evitando o desmatamento e possibilitando a diminuição da carga de gás natural em cinco caldeiras existentes na unidade. A biomassa é fornecida por parceria com produtores rurais localizados no litoral norte da Bahia. Cada uma dessas fazendas atende aos critérios de sustentabilidade estabelecidos no Padrão de Madeira para Calor e Eletricidade. Além disso, um excesso de 12 megawatts (MW) de eletricidade renovável é enviado de volta à rede de distribuição de energia pela empresa parceira da Dow.

Além dessas inciativas, a Dow vem realizando outras ações globais para alcançar seus objetivos de sustentabilidade. A empresa anunciou esta semana que estabeleceu acordos de energias renováveis em outras unidades nos Estados Unidos (Texas e Kentucky). Os acordos garantirão 338 megawatts adicionais de capacidade energética, o que representa uma redução de mais de 225 mil toneladas métricas de CO2. Além disso, a Dow também está perto de ultrapassar sua meta de adquirir 750 MW de capacidade de energia renovável até 2025.

“Hoje, mais do que nunca, é preciso buscar soluções para reduzir o impacto das mudanças climáticas,” afirma Júlio Natalense, Líder de Sustentabilidade da Dow para a América Latina. “Nosso compromisso com a sustentabilidade se firmou há décadas e continuamos a inovar e a desenvolver novas tecnologias para reduzir as emissões de nossas operações, além de fabricar produtos que possibilitem um futuro com menos impacto ambiental. Buscamos sempre os melhores parceiros, alinhados aos nossos objetivos, para conquistarmos nossas metas”, finaliza o executivo.

A Atlas Renewable Energy é uma empresa de energia renovável que desenvolve, constrói e opera projetos de energia renovável com contratos de energia de longo prazo na América Latina. O atual portfólio da empresa é de 2GW de projetos contratados em estágio de desenvolvimento, construção ou operação, e tem como objetivo um crescimento adicional de 3.5GW nos próximos anos. Lançada no início de 2017, a Atlas Renewable Energy atua no desenvolvimento, construção e operação de projetos em grande escala. A empresa faz parte do Energy Fund IV, fundado pela Actis, um dos principais investidores em private equity no setor de energia de mercados emergentes. A Atlas afirma que conta com uma das maiores bases de ativos solares da América Latina, fornecendo energia mais sustentável para aproximadamente 1 milhão de famílias e evitando a emissão de quase 800 mil toneladas de CO2.

A Dow possui um portfólio de plásticos, intermediários industriais, revestimentos e silicones utilizados por clientes em segmentos de mercado de alto crescimento, como embalagens, infraestrutura e cuidados do consumidor. A Dow opera 109 unidades fabris em 31 países e emprega aproximadamente 36.500 pessoas. Em 2019, gerou aproximadamente US$ 43 bilhões em vendas.

Foto: Atlas

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Tecniplas fornece tanques de PRFV para água potável com 20 metros de altura em fábrica de fertilizantes

04/07/2020

Além de contarem com Laudo de Inocuidade, reservatórios foram projetados para resistir a cargas de vento de até 144 km/h.

Dois edifícios de seis andares repletos de água. Assim pode ser resumido o mais recente projeto da Tecniplas. Fabricante brasileira de tanques e equipamentos especiais de compósitos em PRFV (plástico reforçado com fibras de vidro), a Tecniplas acaba de produzir e instalar dois reservatórios destinados à armazenagem de água potável. Com 4,5 m de diâmetro e 20 m de altura, cada tanque tem capacidade para 311.000 litros.

Os reservatórios foram instalados em uma fábrica de fertilizantes situada no interior de São Paulo. “Como é uma área sujeita a fortes ventos, os tanques foram calculados conforme a norma ASME-RTP1. Ou seja, suportam cargas de vento de até 144 km/h”, comenta Luís Gustavo Rossi, diretor da Tecniplas.

Para ter condições de armazenar água potável, observa Rossi, os reservatórios foram produzidos com resinas que possuem o Laudo de Inocuidade, conforme exigência da Portaria de Consolidação n° 5, de 28/09/2017, do Ministério da Saúde – Anexo XX (antiga Portaria 2914/2011).

Fundada em 1976, a Tecniplas mantém uma fábrica de 32 mil m² em Cabreúva, no interior de São Paulo. Seus produtos são consumidos pelas indústrias de álcool e açúcar, papel e celulose, cloro-soda, química e petroquímica, fertilizantes, alimentos e bebidas e saneamento básico.

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Evonik lança filamento de PEEK “grau de implante” para aplicações médicas em impressão 3D

03/07/2020

O filamento de PEEK de cor natural possui um diâmetro de 1,75 mm e é enrolado em bobinas de 250-500 gramas, adequadas para uso direto em impressoras 3D FFF para materiais de PEEK.

A Evonik anunciou o lançamento de um filamento de PEEK (poliéter-éter-cetona) imprimível em 3D como material “grau de implante” para aplicações médicas. A empresa afirma ser a primeira a lançar tal produto no mercado e, com isso, estabelece novos padrões para o desenvolvimento e a fabricação de implantes plásticos personalizados, que agora podem ser criados usando processos de manufatura aditiva que atendem aos requisitos da norma ASTM F2026 (a especificação padrão para polímeros de PEEK, aplicáveis na área de implantes cirúrgicos).

Comercializado sob a marca Vestakeep i4 3DF, esse filamento de PEEK é um material “grau de implante” à base de Vestakeep i4 G, um polímero da Evonik com alto desempenho e alta viscosidade. Segundo a empresa, o produto apresenta atributos de biocompatibilidade, bioestabilidade, transparência ao raio-X e facilidade de manuseio. Após ser produzido em condições de sala limpa, o filamento é submetido a rigorosos padrões de gestão de qualidade para materiais médicos, afirma a empresa.

Filamento de PEEK para fabricação por filamentos fundidos (FFF)

O material foi desenvolvido para a tecnologia de impressão 3D denominada “Fabricação por filamentos fundidos (FFF)”. O filamento de PEEK de cor natural, que possui um diâmetro de 1,75 mm, é enrolado em bobinas de 250-500 gramas, adequadas para uso direto em impressoras 3D FFF para materiais de PEEK.

“Na moderna tecnologia médica, o desenvolvimento do nosso primeiro material de implante imprimível em 3D abre novas oportunidades para o tratamento personalizado de pacientes. As cirurgias ortopédicas e maxilofaciais são exemplos de áreas nas quais a tecnologia poderia ser aplicada”, diz Marc Knebel, responsável pelo segmento de mercado Medical Devices & Systems na Evonik. “Materiais de alta performance inovadores como o Vestakeep PEEK da Evonik, juntamente com hardware e software de alta complexidade e o ajuste perfeito entre materiais e máquinas, formam a base para uma revolução sustentável da impressão 3D em tecnologia médica. É por essa razão que vamos ampliar gradualmente o nosso portfólio de biomateriais imprimíveis em 3D”.

“Grau de teste” permite um ajuste de processo mais econômico

Além do “grau de implante”, a Evonik também oferece uma versão do filamento de PEEK em “grau de teste”. O termo se refere a uma classe de materiais com exatamente as mesmas propriedades de produto que o “grau de implante”, mas sem a documentação necessária para a aprovação em aplicações na tecnologia médica. Oferece, ainda, uma maneira mais econômica para ajustar as características de processamento do material a determinada impressora 3D.

A Evonik é um dos líderes de produção mundial de polímeros de alta desempenho e aditivos usados na manufatura aditiva. A empresa de especialidades químicas oferece um portfólio de biomateriais imprimíveis em 3D para tecnologia médica, que podem ser usados na fabricação de produtos projetados para o contato temporário ou permanente com o corpo. Além do Vestakeep i4 3DF, o portfólio inclui a linha Resomer de filamentos, pós e grânulos bioabsorvíveis para dispositivos médicos implantáveis.

A Evonik é uma das líderes mundiais em especialidades químicas. Contando com mais de 32 mil colaboradores, a empresa atua em mais de 100 países em todo o mundo e gerou vendas de 13,1 bilhões de euros e um lucro operacional (EBITDA ajustado) de 2,15 bilhões de euros em 2019.

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Terphane aumenta capacidade de metalização de filmes de Poliéster no Brasil

03/07/2020

O novo equipamento vai atender à crescente demanda nacional.

Como fruto de um investimento de R$ 20 milhões, desde março está em funcionamento na planta da Terphane, em Cabo de Santo Agostinho (PE), uma nova metalizadora da Bobst, produzido no Reino Unido, que permitirá o atendimento à crescente demanda por filmes metalizados.

“O investimento da Terphane em uma nova metalizadora está alinhado à tendência global de busca por embalagens mais sustentáveis e de menor impacto ambiental. Fizemos questão de trazer o que há de melhor no mundo em tecnologia para a metalização de filmes, em um equipamento que será o primeiro do seu tipo em todas as Américas. Com isso continuaremos a promover o desenvolvimento de filmes especiais de alta barreira nestes mercados, oferecendo soluções que não só protejam os alimentos, mas também permitam uma melhor relação custo benefício às embalagens. Embalagens utilizando filmes metalizados permitem migrar das embalagens rígidas para as flexíveis, gerando significativa redução de peso, e por consequência, do uso de recursos materiais, além de permitirem menores custos de transporte e armazenamento”, esclarece José Bosco Silveira Jr., Presidente do Grupo Terphane.

E completa: “Os filmes metalizados também viabilizam a substituição da folha de alumínio que ainda é usada em algumas aplicações em embalagens flexíveis, trazendo uma melhor relação custo/benefício devido à menor espessura do filme e sua processabilidade”.

“Com a finalização do projeto de instalação da nova metalizadora, que durou quase dois anos, a Terphane consolida sua posição como fornecedor local e especializado em filmes metalizados, garantindo para os clientes maior agilidade no atendimento à demanda do mercado por filmes metalizados e reduzindo os lead times”, pontua Edson Albuquerque, Diretor de Operações da Terphane no Brasil.

A Terphane afirma que o novo equipamento também garantirá à empresa maior qualidade de deposição e, consequentemente, redução de possíveis defeitos durante a metalização. A inspeção dos filmes é feita em linha e o equipamento consegue detectar pequenas falhas na metalização, imperceptíveis a olho nu, garante a empresa. “Assim, o tempo de resposta do time de produção para corrigir possíveis problemas é reduzido. Este é o segundo equipamento da Terphane com esta funcionalidade”, explica Albuquerque.

Segundo a empresa, a nova metalizadora possibilitará aumentar o portfólio de filmes metalizados com altíssima barreira e transparência. Desta forma, a empresa poderá atender à demanda do mercado de substituição da folha de alumínio nas embalagens flexíveis, resultando em uma embalagem mais sustentável. Testes com a nova tecnologia aplicada aos filmes-base da Terphane também mostraram que o novo equipamento possibilita o lançamento de novas linhas de produtos. Isto ajudará os convertedores a ampliarem sua capacidade de laminação de estruturas flexíveis em processos mais complexos e em aplicações mais críticas, assegura a Terphane.

Para Eduardo Petroni, CEO da Bobst America do Sul, “A Terphane é conhecida como líder em filmes especiais de poliéster (PET) na América Latina e no mundo. E a Bobst veio como o parceiro ideal para levar o mercado ao próximo patamar de filmes-barreira e metalizados de alta qualidade”.

Desde a sua fundação em 1976, a Terphane concentra-se no desenvolvimento de tecnologias e processos de fabricação de filmes especiais de poliéster biorientado (BOPET). Sua equipe possui experiência e conhecimento em produção, revestimento e metalização de filmes. A empresa possui uma cadeia verticalizada que vai desde a produção da resina até a extrusão de filmes especiais. A Terphane faz parte do grupo industrial norte-americano Tredegar.

A Bobst é um dos principais fornecedores mundiais de equipamentos e serviços de conversão, impressão e processamento de substratos para as indústrias de etiquetas, embalagens flexíveis, cartão e papelão ondulado. Fundada em 1890 na Suíça, a Bobst está presente em mais de 50 países, administra 15 instalações de produção em 8 países e emprega mais de 5.500 pessoas em todo o mundo. A empresa registrou um faturamento consolidado de 1,636 bilhão de francos suíços no ano encerrado em 31 de dezembro de 2019.

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Braskem conclui construção e inicia comissionamento da nova unidade de produção de polipropileno em La Porte, Texas

03/07/2020

A fábrica reforçará o fornecimento ao mercado norte-americano e também às exportação para clientes em todo o mundo.

A Braskem anunciou a conclusão da construção e início do comissionamento da unidade de produção de polipropileno Delta, localizada em La Porte, no estado norte-americano do Texas. A nova linha de produção é a primeira construída pela companhia nos EUA e reforça a capacidade global da petroquímica brasileira, tanto no atendimento ao mercado interno americano, como na exportação para todo o mundo.

“É com orgulho que anunciamos a conclusão da construção de nossa unidade de produção de polipropileno, a mais nova dos Estados Unidos. Essa planta reforça a estratégia global de negócios da Braskem, reafirmando também nosso compromisso com os clientes em todo o mundo, especialmente no mercado americano”, afirma Mark Nikolich, vice-presidente Braskem na América do Norte.

Segundo a empresa, a construção de Delta teve como base as premissas de desenvolvimento sustentável da Braskem, observando ecoindicadores relevantes, como emissões de carbono, eficiência hídrica e energética, reciclagem e redução do volume de resíduos.

A nova unidade tem capacidade de produção estimada em mais de 450 mil toneladas (kt) por ano, podendo produzir todo o portfólio de polipropileno (PP), incluindo uma ampla variedade de produtos, como homopolímeros, copolímeros de impacto e copolímeros aleatórios. A companhia conta com outras cinco fábricas de PP nos EUA, sendo três no Texas, uma na Pensilvânia e uma em West Virginia. Juntas, as seis unidades têm capacidade de produção anual de quase 2 milhões kta.

De acordo com Nikolich, o início da operação comercial de Delta deve ocorrer ainda em 2020 e sua produção reforçará o atendimento da demanda interna americana, que atualmente importa polipropileno para suprir o déficit no mercado doméstico. A unidade também auxiliará diretamente na capacidade de exportação global da Braskem para seus clientes na América do Norte, América do Sul, Europa e Ásia.

O processo de comissionamento está em andamento e a Braskem afirma estar empenhada em concluir todas as etapas necessárias para garantir um início seguro e bem-sucedido, o que inclui a implementação de diretrizes aprimoradas de saúde e segurança referentes à Covid-19, para proteger os integrantes e demais envolvidos na operação da companhia. Durante essa fase, a empresa concluirá avaliações funcionais e de processos para verificar o desempenho dos controles e sistemas de segurança integrados. A execução inicial dos testes de produção deve começar em julho, com a primeira atividade de produção em escala comercial prevista para o terceiro trimestre de 2020.

Mercado norte-americano de polipropileno

A pandemia do novo coronavírus impactou a indústria norte-americana de polipropileno, em especial durante os meses de abril e maio, afetando principalmente os segmentos de bens duráveis, como o automotivo. No entanto, esse efeito foi parcialmente mitigado por fortes vendas em aplicações de não-tecido e embalagem. Segundo a Braskem, a recuperação começou a ser projetada em junho, a partir do crescimento da demanda, o que oferece perspectiva positiva para o desempenho de PP no terceiro trimestre, uma vez que os clientes da empresa estão ampliando suas operações e o consumo aparenta ter se reestabelecido.

“Estamos bem posicionados para iniciar a nova linha de produção de PP no mercado, em especial pela expectativa de que nossa cadeia de valor global aproveite a posição competitiva do propileno e do polipropileno na América do Norte para exportações. Além disso, a combinação de maior demanda e oportunidades de exportação permitirão ampliar a produção das novas instalações”, explica Alexandre Elias, responsável por polipropileno na Braskem na América do Norte.

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Programa “Pellet Zero” tem Abiplast como licenciadora no Brasil

03/07/2020

Empresas que firmarem compromisso receberão certificação.

Por meio de videoconferência realizada pela Plastivida no dia 8 de junho, teve início a implantação do Programa Pellet Zero – OCS® (Operation Clean Sweep), do qual a Abiplast participa desde 2014, como entidade licenciadora. A iniciativa tem como principal objetivo a prevenção de perdas de pellets nas plantas de transformação e reciclagem de materiais plásticos bem como em petroquímicas, distribuidores e agentes de logística.

A partir de agora, empresas que assinarem o compromisso passarão a receber certificação, em uma escala de 1 a 4 estrelas. Ao atingir o máximo de pontuação, a signatária pode optar pelos parâmetros da Operation Clean Sweep – OCS® Blue, para alcançar a quinta e última estrela.

A implantação seguirá os critérios firmados no âmbito do Fórum Ambiental dos Plásticos – “Por Um Mar Limpo”, do qual a Abiplast e o Sindiplast tornarem-se signatários em 2016, ao lado de outros sindicatos e empresas do setor. A partir de então, ambos vêm participando da elaboração dos Manuais para Implementação do Programa Pellet Zero adaptado ao Brasil.

Além da Abiplast, do Sindiplast e da Plastivida, assinam o Fórum Setorial dos Plásticos – Por Um Mar Limpo as seguintes empresas e organizações: Abief, Abiquim, Adirplast, Braskem, Dow, Instituto Brasileiro do PVC, Instituto de Engenharia, RadiciGroup, Simperj, Simpesc, Simplás, Simplavi, Sinplast e Sinproquim.

Link para download do programa e o manual da Operação Clean Sweep OCS® http://pelletzero.porummarlimpo.org.br/

Fonte: Abiplast; Foto: Plastivida

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CEO da Covestro, Markus Steilemann, é eleito novo presidente da PlasticsEurope

26/06/2020

Foco especial em sustentabilidade e economia circular

O CEO da Covestro, Markus Steilemann (foto), é o novo presidente da PlasticsEurope, a Associação dos Fabricantes de Matérias Primas Plásticas da Europa. Steilemann (50) foi indicado ao cargo por três anos. Ele sucede Javier Constante, da Dow Chemical, que comandou uma reorganização na organização. Steilemann quer conduzir o trabalho da associação ainda mais em direção à sustentabilidade e, em particular, à economia circular.

“Diante de tantos desafios globais, os plásticos são vitais para a criação de um futuro verdadeiramente sustentável e para tornar a economia circular um novo princípio fundamental”, afirma Steilemann. “Neste contexto é importante a utilização de resíduos e materiais no fim de suas vidas úteis como uma fonte para novos produtos. Sob nenhuma circunstância estes materiais devem ser descartados de forma descontrolada. Além disso, os plásticos devem ser utilizados o máximo possível, em diferentes áreas. É assim que nossa indústria pode e irá ajudar a conduzir a Europa em direção à sustentabilidade”.

Além de sua nova posição na PlasticsEurope, Steilemann foi recentemente eleito vice-presidente da Associação Alemã de Indústrias Químicas (VCI, em inglês). Ele também é membro do conselho do Conselho Europeu da Indústria Química (Cefic, em inglês) e presidente da SusChem, a Plataforma Europeia de Tecnologia para Química Sustentável.

A PlasticsEurope, com centros em Bruxelas, Frankfurt, Londres, Madri, Milão e Paris, representa cerca de 100 empresas que produzem mais de 90% de todos os polímeros fabricados nos 27 estados membros da União Europeia, bem como Noruega, Suíça, Turquia e Reino Unido.

Com 12,4 bilhões de euros em vendas em 2019, a Covestro é uma das maiores empresas mundiais de polímeros. Suas atividades comerciais concentram-se na produção de polímeros de alta tecnologia e no desenvolvimento de soluções inovadoras para produtos usados em muitas áreas da vida cotidiana. Os principais segmentos atendidos são o automotivo, de construção, processamento de madeira e móveis e as indústrias elétrica e eletrônica. Outros setores incluem esportes e lazer, cosméticos, saúde e a própria indústria química. A Covestro possui 30 unidades de produção no mundo todo e empregava cerca de 17,2 mil pessoas no fim de 2019.

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Adirplast defende que feiras do Setor de Plásticos sejam unificadas

26/06/2020

Entidade divulga documento assinado por todos os seus associados que sugere a unificação de feiras do setor de plásticos

A Adirplast (Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins) distribuiu hoje uma nota para imprensa e um documento para o segmento de plásticos, com o aval de todos os seus associados, no qual enuncia que “Uma feira para o setor de plástico no país basta”. Na prática, os empresários do setor de Distribuição de Plásticos enfatizam a inviabilidade de diversas feiras do setor e indicam a construção de um único e forte evento capaz de sintetizar tudo o que o setor de plásticos no país representa. “Já não é mais possível, nos tempos em que vivemos hoje, ser capaz de investir em várias feiras para o mesmo público”, concordam os membros da entidade.

Ainda segundo os associados da Adirplast, essa é uma reflexão que há muito tempo já deveria ter sido feita, mas que torna-se imprescindível agora, devido ao cenário econômico atual. “Não podemos manter altos investimentos com retorno incerto, tendo como opção as excelentes alternativas de divulgação focadas das mídias sociais. A crise mundial acentuada pela pandemia da Covid-19 tem custado a todos e não será revertida em curto espaço de tempo”, justificam os empresários.

Os membros da entidade ressaltam que acreditam no potencial desses eventos de gerar negócios ou mesmo de estreitar laços entre fornecedores e clientes, mas enfatizam que nada disso é possível sem recursos. Assim, apelam para o setor construir uma única e mais forte opção de investimento, capaz não apenas de se tornar a maior vitrine do setor produtivo de plástico do país, mas também a mais rentável.

Segue documento da Adirplast na íntegra:

“Reflexão sobre a importância de unificar as Feiras do Setor Plástico no Brasil

Com intuito de achar saídas e posicionamentos mais adequados à época em que vivemos e que ainda se desenha à nossa frente, a Adirplast – Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins – convida a todos do setor para uma reflexão que há tempos deveria ter sido feita, mas que foi sempre postergada. No entanto, diante do cenário atual, é imprescindível que pensemos em somar esforços e conter gastos isolados. Afinal, as empresas devem ter foco em seus investimentos mais rentáveis.

Acreditamos que as feiras são as vitrines do setor. Nelas circulam e se encontram clientes e profissionais do segmento e esses eventos também servem para fortalecimento de marca e de relacionamentos. No entanto, os custos são altos e, por isso, precisam ser repensados. Assim, sugerimos a realização de um único evento e que seja capaz de promover o que este setor tem de melhor, como os exemplos da Feira K na Alemanha, Chinaplas ou Expo Plasticos no México.

Além das limitações econômicas das empresas e da necessidade de retorno dos investimentos, ainda pesa contra os eventos as evidentes imposições de isolamento que deverão nortear a sociedade a partir da pandemia. No mais, é preciso pensar também que hoje, graças à Internet e às mídias sociais, a divulgação de novos produtos e serviços tem sido cada vez mais constante – nenhuma marca espera mais por feiras para anunciar um lançamento.

Tudo isso, ao nosso ver, conduz inapelavelmente para a unificação de uma só feira representativa do setor. E é nesse caminho que devemos seguir.

Assim, ciente da responsabilidade que lhe cabe, a Adirplast, entidade que reúne 25 distribuidores e atende mais de 7 mil empresas de transformação, além de responder pela distribuição de 10% de todo o volume consumido de resinas plásticas, plásticos de engenharia e filmes bi-orientados do país, pede que a unificação das feiras do setor seja uma premissa conjunta para os próximos anos.

Enquanto um movimento neste sentido não é visível, temos aconselhado os nossos associados a procurarem a opção que acharem mais conveniente, de acordo com sua estratégia e foco comercial. No entanto, a unificação tende a ser uma escolha futura, não nossa, como associação, mas do próprio setor que certamente escolherá a feira de melhor retorno. Não havendo uma unificação espontânea dos eventos, ficará o mercado responsável por apontar quem deve permanecer representando o setor do plástico no Brasil.”

Sobre a Adirplast: A Adirplast tem como diretrizes o fortalecimento da distribuição, o apoio aos seus associados e a integração do setor de varejo de resinas plásticas, filmes bi-orientados e plásticos de engenharia. Seu objetivo é demonstrar a importância que os distribuidores têm para o setor e para o desenvolvimento do mercado brasileiro de plásticos. Atualmente, a entidade agrega empresas distribuidoras de insumos plásticos que, juntas, tiveram um faturamento bruto de cerca de R$ 4,5 bilhões em 2019. Elas responderam por cerca de 12% de todo o volume de polímeros e filmes bi-orientados comercializados no país.

Contam com uma carteira de 7.000 clientes, em um universo de 11.500 transformadores de plásticos no Brasil. Para atendê-los, a entidade emprega 150 representantes externos e mantém 200 postos de atendimento, contando com equipes de assistência técnica e de pós-venda.

Fonte: Adirplast

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Dow renova portfólio de soluções adesivas para laminação em embalagens flexíveis

26/06/2020

Novo portfólio foi desenvolvido para atender às necessidades do mercado latino-americano

Buscando oferecer soluções inovadoras para o segmento de embalagens flexíveis, a Dow apresenta ao mercado latino-americano a renovação de seu portfólio de soluções adesivas para laminação.

Após diversos estudos liderados pela equipe de P&D global e suportada pelo Pack Studios, novo centro de inovação tecnológica da Dow na América Latina, a empresa está disponibilizando variadas opções de adesivos para o processo de laminação. Em outras palavras, a empresa promove a junção de diferentes substratos que compõe uma embalagem. As novas linhas de adesivos sem solvente são:

Nova linha de adesivos solventless Pacacel

Os novos adesivos sem solventes Pacacel são opções para aplicações em embalagens que vão do uso geral ao alto requerimento de desempenho, como o envase de produtos químicos agressivos e estruturas que são submetidas a processos térmicos, como esterilização, pasteurização e cozimento. A Dow afirma que, devido à ampla gama de aplicações, essa nova linha de adesivos permite que os transformadores capturem novas oportunidades de negócio, além de possibilitar a otimização em custos, criando valor para a cadeia de produção.

Segundo a Dow, esta linha permite que as laminadoras operem em alta velocidade e propiciem às estruturas um tempo de corte abaixo de 4 horas, sem interferir na aparência final das embalagens. Além disso, garante a empresa, o Pacacel confere resistência química e térmica às embalagens laminadas, além de compatibilidade com tintas (inclusive para impressão digital). A Dow assegura que, graças ao cumprimento com todas as regulamentações globais, as embalagens laminadas com adesivos Pacacel não apresentam riscos aos alimentos.

Sistema de adesivos solventless Mor-Free

A Dow enfatiza as características de processabilidade da tradicional linha Mor-Free. Segundo a empresa, a linha contempla sistemas de adesivos bicomponentes sem solvente e é projetada para operar a uma alta velocidade de máquina, sem geração de névoa e proporcionando uma cura acelerada das estruturas laminadas. De acordo com a empresa, os produtos possuem uma excepcional força de adesão à estruturas contendo metalização, quando comparados aos sistemas convencionais. Além de proporcionar um tempo de aplicação da mistura (pot life) mais extenso, tais atributos garantem a maximização na eficiência de processo e uma consequente redução nos custos de conversão, garante o fabricante. Adicionalmente, assegura a Dow, a linha Mor-Free é de segura aplicação alimentícia (foto) graças ao cumprimento de regulamentações internacionais, como FDA, ANVISA (Mercosul) e europeia.

Essa linha de adesivos é indicada para laminação de uma ampla variedade de filmes impressos e não impressos como PE, PP, BOPP, PA, além de alumínio e filmes metalizados. As principais aplicações de embalagens para o uso desse adesivo são: alimentos, casa, higiene & cuidados pessoais e rações para animais.

“Os adesivos de laminação são de extrema importância na composição estrutural de uma embalagem, cada qual buscando atender a requisitos específicos, como diferentes níveis de barreira, resistência e shelf life. De igual maneira, nosso portfólio garante a maximização da eficiência nos processos de laminação. Por isso, trabalhamos a inovação de forma colaborativa com a cadeia de valor, a fim de atender as necessidades do mercado local e, ao mesmo tempo, cumprir com as regulamentações a nível global”, comenta Lucas Sasahara, Gerente de Marketing para o setor de Adesivos da Dow na América Latina

Os sistemas Mor-Free e Pacacel já estão em fase comercial e atualmente são produzidos em unidades fabris da América Latina. Ambos sistemas fazem parte de um portfólio mais amplo de Adesivos de Laminação da Dow que incluem também:

Sistema de adesivos base solvente Adcote

A Dow afirma que os adesivos de laminação base solvente oferecem desempenho e garantem eficiência de processo. Segundo a empresa, além de permitir uma alta velocidade de máquina e conferir resistência química e térmica às embalagens laminadas, os sistemas Adcote foram desenvolvidos com uma tecnologia que possibilitam um alto teor de sólidos de aplicação, implicando em um menor consumo de solvente e, consequentemente, reduzindo o impacto ambiental do ponto de vista de produção. Apropriados para todos os tipos de embalagens e seus requerimentos, as soluções adesivas base solvente da Dow também cumprem com requerimentos regulatórios globais de contato com alimentos.

Sistema de adesivos base água Robond

Produzida com tecnologia de base aquosa, esta linha elimina a necessidade do uso de solventes orgânicos no processo de laminação, satisfazendo aos mais exigentes requisitos de segurança alimentícia das embalagens, assegura a Dow. Além disso, permite um ambiente de trabalho mais seguro aos colaboradores. Segundo o fabricante, os adesivos da série Robond possuem um excelente nível de adesão, o que permite passar ao processo de corte das bobinas imediatamente após o processo de laminação, reduzindo, consequentemente, o ciclo da cadeia produtiva.

O portfólio de negócios de plásticos, intermediários industriais, revestimentos e silicones da Dow oferece uma gama de produtos e soluções científicas para clientes em segmentos de mercado de alto crescimento, tais como embalagens, infraestrutura e atendimento ao consumidor. A Dow opera 109 plantas em 31 países e emprega aproximadamente 36.500 pessoas. A Dow presentou resultados de vendas de aproximadamente US$ 43 bilhões em 2019.

Foto: Dow

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Covid-19 pressiona empresas a reinventarem modo de trabalho e produção

26/06/2020

Sindiplast-ES acredita que pandemia pode estimular a transformação digital e inovação do setor de Transformados Plásticos

O cenário provocado pela pandemia do novo coronavírus trouxe novos hábitos e uma realidade diferente para as empresas. Com o isolamento social e muitos profissionais atuando em regime de teletrabalho, as ferramentas digitais tem auxiliado as organizações em suas comunicações e, em muitos casos, provocado a aceleração dos processos de transformação digital.

O gerente geral da empresa Magnatech Embalagens, Adhemar Mattedi Neto, afirma que, com a pandemia, as reuniões presenciais foram conduzidas para o ambiente virtual, uma prática que ainda não era comum na organização. O gestor ressalta que a mudança trouxe pontos positivos -mais objetividade e economia, por exemplo – por não haver a necessidade de deslocamento. Mas ressalta que ainda sente falta do contato pessoal.

“Hoje, utilizamos ferramentas com o Zoom, o Skype e o Meet para nos comunicarmos com nossos fornecedores. Acredito que esta será uma tendência na maioria das empresas mesmo após a pandemia. Não há mais aquela pausa para o café, para visitar as instalações da empresa e aquele olho no olho do contato presencial. Mas este é um modo de permanecermos próximos e em comunicação constante com nossos fornecedores”, afirma Adhemar Neto.

Muito além das reuniões por videochamada, que já se tornaram hábito na pandemia, a tecnologia continua sendo protagonista nas mudanças das empresas. O presidente do Sindiplast-ES, Jackley Maifredo, destaca que a introdução de várias tecnologias nas indústrias de Transformados Plásticos é um dos desafios do setor, que tem atuado fortemente em âmbito local e nacional na disseminação do conceito de Indústria 4.0.

Maifredo ressalta que, nacionalmente, a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) implementa o Programa Plástico 4.0, o qual auxilia as indústrias de transformados plásticos que desejam entrar na ‘Era da Indústria 4.0’. O programa traz informações sobre as tecnologias existentes para que sejam adotadas e, assim, possam alavancar a produtividade de suas empresas.

“Em parceria com a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), o Sindiplast-ES também construiu um programa para apoiar as indústrias do setor de Plásticos na sua evolução rumo ao patamar 4.0, com etapas como avaliação de maturidade da empresa; desenvolvimento e formação básica e avançada; mapa de projeto, financiamento e fomento; e desenvolvimento e implementação de tecnologias”, explica.

Outro estímulo ao processo de inovação nas empresas de Plásticos capixaba tem ocorrido por meio do FindesLab, uma iniciativa conjunta da Findes e do Senai para apoiar empresas e os empreendedores em todo o processo de inovação. A Fibravit, empresa especializada no desenvolvimento, fabricação e comercialização de sanitário hidráulico portátil, é uma das associadas ao Sindiplast-ES que utilizou os serviços do laboratório de inovação da Findes para aprimorar um projeto de inovação. O projeto tinha como objetivo implantar uma nova tecnologia na produção, que permite o uso de geolocalização, sensorização e checklist à distância do seu produto. Outra associada presente no FindesLab é a Fortlev, uma das empresas madrinhas do laboratório de inovação da Findes, incentivando projetos e startups selecionadas para o Programa Findeslab de Empreendedorismo Industrial.

“A pandemia do coronavírus deixará aprendizados para todos nós e, no caso das indústrias, isso significará mudanças na forma como produzimos, operamos e nos relacionamos. Temos a expectativa de que este momento contribua com a celeridade de processos relacionados à inovação e à transformação digital em nosso setor, o que certamente proprocionará às empresas de plásticos mais eficiência operacional, otimização dos recursos e capacidade de se adaptar mais rapidamente às mudanças de mercado. Em outras palavras, mais competitividade em nível local, nacional e global”, finaliza Jackley Maifredo.

Foto: Sindiplast-ES (FreePik)

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Nanox desenvolve tecido capaz de eliminar o novo coronavírus por contato

19/06/2020

Em testes de laboratório, material inativou em dois minutos 99,9% da quantidade de SARS-CoV-2; tecnologia desenvolvida por startup apoiada pelo PIPE-FAPESP será usada na produção de máscaras de proteção e roupas hospitalares

  • Em testes de laboratório, material inativou em dois minutos 99,9% da quantidade de SARS-CoV-2;
  • Tecnologia desenvolvida por startup apoiada pelo PIPE-FAPESP será usada na produção de máscaras de proteção e roupas hospitalares

Pesquisadores da empresa paulista Nanox, apoiada pelo Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), desenvolveram um tecido com micropartículas de prata na superfície que demonstrou ser capaz de inativar o coronavírus SARS-CoV-2.

Segundo release divulgado pela Agência Fapesp,  o material foi capaz de eliminar 99,9% da quantidade do vírus após dois minutos de contato, em testes de laboratório.

O desenvolvimento do material teve a colaboração de pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), da Universitat Jaume I, da Espanha, e do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF) – um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela FAPESP.

“Já entramos com o pedido de depósito de patente da tecnologia e temos parcerias com duas tecelagens no Brasil que irão utilizá-la para a fabricação de máscaras de proteção e roupas hospitalares”, diz à Agência FAPESP Luiz Gustavo Pagotto Simões, diretor da Nanox.

O tecido é composto por uma mistura de poliéster e de algodão (polycotton) e contém dois tipos de micropartículas de prata impregnadas na superfície por meio de um processo de imersão, seguido de secagem e fixação, chamado pad-dry-cure.

A Nanox já fornecia para indústrias têxteis e de diversos outros segmentos essas micropartículas, que apresentam atividade antibacteriana e fungicida, e em tecidos evitam a proliferação de fungos e bactérias causadoras de maus odores.

Com o surgimento do novo coronavírus e a chegada da pandemia no Brasil, os pesquisadores da empresa tiveram a ideia de avaliar se esses materiais também eram capazes de inativar o SARS-CoV-2, uma vez que já havia sido demonstrado em trabalhos científicos a ação contra alguns tipos de vírus.

Para realizar os ensaios, a empresa se associou a pesquisadores do ICB-USP, que conseguiram logo no início da epidemia no Brasil isolar e cultivar em laboratório o SARS-CoV-2 obtido dos dois primeiros pacientes brasileiros diagnosticados com a doença no Hospital Israelita Albert Einstein (leia mais em agencia.fapesp.br/32692/).

Amostras de tecido com e sem micropartículas de prata incorporadas na superfície foram caracterizadas por pesquisadores da Universitat Jaume I e do CDMF por espectroscopia e colocadas em tubos contendo uma solução com grandes quantidades de SARS-CoV-2, crescidos em células.

As amostras foram mantidas em contato direto com os vírus em intervalos de tempo diferentes, de dois e cinco minutos, para avaliar a atividade antiviral.

Os experimentos foram feitos duas vezes, em dois dias diferentes e por dois grupos diferentes de pesquisadores, de modo que a análise dos resultados fosse feita de forma cega.

Os resultados das análises por quantificação do material genético viral por PCR indicaram que as amostras de tecido com diferentes micropartículas de prata incorporadas na superfície inativaram 99,9% das cópias do novo coronavírus presentes nas células após dois e cinco minutos de contato. “A quantidade de vírus que colocamos nos tubos em contato com o tecido é muito superior à que uma máscara de proteção é exposta e, mesmo assim, o material foi capaz de eliminar o vírus com essa eficácia”, diz Lucio Freitas Junior, pesquisador do laboratório de biossegurança de nível 3 (NB3) do ICB-USP.

“É como se uma máscara de proteção feita com o tecido recebesse um balde de partículas contendo o vírus e ficasse encharcada”, comparou o pesquisador.

Além de testes para avaliação da atividade antiviral, antimicrobiana e fungicida, o material também passou por ensaios para avaliação do potencial alérgico, fotoirritante e fotossensível, para eliminar o risco de causar problemas dermatológicos.

Aplicação em outros materiais

A empresa pretende avaliar agora a duração do efeito antiviral das micropartículas no tecido. Em testes relacionados à propriedade bactericida, os materiais foram capazes de controlar fungos e bactérias em tecidos mesmo após 30 lavagens, afirma Simões.

“Como o material apresenta essa propriedade bactericida mesmo após 30 lavagens, provavelmente mantém a atividade antiviral por esse mesmo tempo”, estima.

De acordo com o pesquisador, as micropartículas podem ser aplicadas em qualquer tecido composto por uma mistura de fibras naturais e sintéticas. Além de tecidos, a empresa está testando agora a capacidade de inativação do novo coronavírus pelas micropartículas de prata incorporadas à superfície de outros materiais, como filmes plásticos e um polímero flexível, semelhante a uma borracha, que utilizou para desenvolver uma máscara de proteção contra o novo coronavírus em parceria com a fabricante de brinquedos Elka .

“O tecido foi o primeiro resultado da aplicação das micropartículas de prata para inativar o novo coronavírus. Mas, em breve, devemos ter vários outros”, afirma Simões.

Máscaras reutilizáveis

Desenvolvido com o apoio do PIPE-FAPESP, material possui partículas à base de sílica e prata com propriedades antimicrobianas e antifúngicas que dificultam a adesão do SARS-CoV-2 na superfície

Em Abril de 2020, a Nanox já havia desenvolvido em parceria com a indústria de plásticos Elka uma máscara reutilizável  para conferir maior nível de proteção contra a contaminação pelo novo coronavírus, o SARS-CoV-2.

A máscara é feita com um polímero flexível – semelhante a uma borracha –, moldável aos contornos do rosto e com micropartículas à base de sílica e prata incorporadas à superfície do material.

Desenvolvidas por meio de projetos apoiados pelo Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), as partículas têm propriedades antimicrobianas.

“As micropartículas de prata e sílica aumentam o nível de proteção ao impedir a presença na máscara de fungos e bactérias, que podem facilitar a adesão do novo coronavírus na superfície de materiais”, disse à Agência FAPESP Luiz Gustavo Pagotto Simões, diretor da Nanox.

A fim de garantir a proteção contra o SARS-CoV-2, a máscara é totalmente esterilizável por meio da lavagem com água e sabão antes e após o uso.

Para proteger as vias respiratórias, o equipamento de proteção individual possui dois filtros descartáveis do tipo PFF2, similares ao do tipo N95 presente nas máscaras usadas hoje pelos profissionais de saúde.

Os filtros são inseridos em respiradores nas laterais da máscara e protegidos por tampas, que impedem o contato físico e a contaminação pelo toque direto com as mãos.

A quantidade de material necessário para produzir os filtros também é muito inferior à utilizada para produção das máscaras convencionais, compara Simões.

“O tempo para substituição dos filtros precisará ser estabelecido pelos serviços de saúde”, pondera.

Fotos: Nanox / divulgação;  Fonte: Agência Fapesp – Elton Allison

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Braskem firma parcerias para produção de calçados e máscaras para profissionais de saúde na linha de frente do combate à covid-19

19/06/2020

  • A resina doada foi utilizada para produção de 18 mil calçados hospitalares e 250 mil máscaras de proteção para hospitais da rede pública em Alagoas, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins
  • Calçado hospitalar produzido pela Alpargatas em parceria com a Braskem

A Braskem se uniu à Alpargatas, indústria de bens de consumo, para confecção de equipamentos de proteção individual (EPIs), como calçados e máscaras de uso hospitalar, destinados aos profissionais de saúde que atuam na linha de frente de combate à Covid-19. Os calçados já estão sendo distribuídos para hospitais em São Paulo (SP) e as máscaras estão sendo doadas para a rede pública de Alagoas, Bahia, Rio de Janeiro e Tocantins.

Os calçados foram produzidos a partir de 4,6 toneladas de resina EVA doadas pela Braskem. Já as máscaras foram confeccionadas pela Alpargatas a partir de nãotecido, feito com resina de polipropileno (PP) doada pela Braskem à Fitesa, mais uma parceira da companhia nas iniciativas para o enfrentamento do novo coronavírus.

No estado de São Paulo (SP), os calçados, ao todo 18 mil pares, foram entregues ao governo estadual, responsável pela distribuição aos hospitais. No Rio de Janeiro (RJ) e em Duque de Caxias (RJ), com apoio da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), foram distribuídas mais de 50 mil máscaras de proteção ao Hospital Municipal de Duque de Caxias e aos Hospitais Federais do Andaraí, Bonsucesso, Cardoso Fontes, Graffé Guinle, Ipanema, Lagoa e Servidores, além da Secretaria de Estado de Saúde. Na Bahia, a rede municipal de Camaçari recebeu 150 mil máscaras. Para a rede pública de saúde do Tocantins, a iniciativa repassou 10 mil máscaras.

Já para Maceió (AL), foram doadas 40 mil máscaras, sendo 20 mil para as Secretarias de Saúde do município e do Estado. Parte deste volume será repassada aos profissionais da saúde que atuam no Centro de Triagem inaugurado em abril deste ano pela própria Braskem, com apoio do Governo de Alagoas, com o objetivo de desafogar a rede pública da saúde durante a crise da covid-19. O espaço é utilizado para atender pacientes com sintomas de gripe.

Os hospitais beneficiados foram selecionados pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde das respectivas regiões. “Estamos mobilizando diversos parceiros e demais integrantes da nossa cadeia de valor para encontrar alternativas rápidas, seguras e eficazes que possam ajudar o Brasil a atravessar esse período desafiador. Estamos engajados em uma série de iniciativas que apoiam hospitais e comunidades próximas das nossas unidades fabris no país e a Alpargatas e a Fitesa são aliadas essenciais nesse movimento. O momento é de união e de demonstrar, na prática, o quanto o nosso setor pode ajudar a sociedade, especialmente na área de saúde”, afirma Edison Terra, vice-presidente de Olefinas e Poliolefinas da Braskem na América do Sul.

“Acreditamos que o caminho para superarmos a crise humanitária que estamos vivendo é trabalhar em união de esforços com outras empresas, representantes de comunidades, entidades de ajuda. Com empatia e solidariedade somos mais fortes para combater o coronavírus e seus efeitos”, afirma Roberto Funari, CEO da Alpargatas.

“As doações junto aos parceiros reforçam a importância da consciência coletiva nos mais diversos segmentos para superarmos este momento delicado da saúde mundial. Ficamos felizes em poder fornecer material com o nível de exigência técnica necessária no combate à pandemia. Tornamos isso uma questão prioritária em nossa operação”, afirma Silverio Baranzano, CEO da Fitesa.

Iniciativas da Braskem para apoiar os profissionais da saúde durante o período de covid-19

Além da ação recente com Alpargatas, a Braskem doou mais de 370 toneladas de resinas plásticas para produção de embalagens para 750 mil litros de álcool líquido e em gel e 500 mil almotolias, um tipo de frasco plástico utilizado em ambiente hospitalar para preservar álcool líquido ou em gel. Parte da resina também foi utilizada pela Fitesa, parceira da Braskem, para confecção do nãotecido (TNT) usado na produção de mais de 60 milhões de máscaras e aventais. Todos os itens foram doados para hospitais de Alagoas, Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Para os hospitais, a Braskem ainda distribuiu 10 mil caixas de hipoclorito para diluição ou uso como água sanitária e mais de 150 mil sacos plásticos para lixo hospitalar. Além disso, a empresa, está doando 90 toneladas de gás liquefeito de petróleo, conhecido como GLP, para dois hospitais de campanha construídos na cidade de São Paulo, um no centro de eventos do Anhembi, na zona norte, e outro no Complexo Ginásio do Ibirapuera, na zona sul. O gás está sendo utilizado na preparação de mais de três mil refeições diárias para pacientes e profissionais da saúde, no aquecimento de chuveiros e no funcionamento de lavanderias.

Em Maceió (AL), onde a companhia também está presente, uma ação conjunta com o governo estadual viabilizou a construção de um Centro de Triagem com 30 salas de atendimento, salas de raio-x, exames laboratoriais e administração de medicamentos. Os profissionais da saúde atendem a pacientes com sintomas de gripe e a iniciativa evita aglomerações no Hospital Geral do Estado, contribuindo para desafogar a rede pública da cidade.

Ações da Braskem para apoiar comunidades no enfrentamento do novo coronavírus

Neste momento, as iniciativas se concentram na doação direta de itens essenciais considerando o atual cenário. Para os trabalhadores de cooperativas de reciclagem, por um período de três meses, a companhia vai doar cestas básicas. Mais de duas mil famílias, cerca de 15 mil pessoas, serão beneficiadas com essa ação.

Entre o fim de abril e o início de maio, a Braskem também doou mais de 50 mil kits de limpeza contendo produtos como detergente, água sanitária, álcool em gel, sabonete em barra e um folheto informativo com dicas de prevenção à covid-19. A iniciativa beneficiou cerca de 200 mil pessoas nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Para mais informações sobre as iniciativas da Braskem para ajudar o Brasil a enfrentar o novo coronavírus, acesse o site www.braskem.com.br/covid-19 .

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PICPlast divulga estudo sobre a indústria de reciclagem do plástico no Brasil

19/06/2020

  • Indústria de reciclagem mecânica teve um faturamento bruto em 2018, de R$ 2,4 bilhões, gerando 18.662 empregos
  • Em 2018 foram recicladas 757 mil toneladas de plástico pós-consumo, enquanto em 2016 o volume reciclado foi de 550 mil toneladas, um crescimento de 37%

Entender o tamanho da indústria de reciclagem no Brasil foi o objetivo do estudo encomendado pelo Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast), parceria da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST), e da Braskem e realizado pela MaxiQuim,  com dados referentes ao ano de 2018.

O ponto de partida do estudo foi um mapeamento das indústrias de reciclagem mecânica de plásticos. Foram encontradas 716 empresas em operação, sendo que a maioria da recicladoras (88,54%) encontra-se nas regiões sul e sudeste do país. Fora dessas regiões, o estado da Bahia se destaca com 17 empresas recicladoras.

Em 2018, o faturamento bruto da indústria da reciclagem foi de R$ 2,4 bilhões, com a geração de 18,6 mil empregos e capacidade instalada de 1,8 milhão de toneladas de plásticos.

Após esse mapeamento inicial, foram realizadas entrevistas individuais com 144 indústrias, 20% do universo nacional de recicladores, com o objetivo de entender melhor o volume de plástico reciclado, seu destino, os tipos de plásticos mais reciclados e estabelecer o índice de reciclagem do plástico.

Volumes de reciclagem no Brasil

Segundo o estudo, 3,4 milhões de toneladas de resíduo plástico pós-consumo foram geradas em 2018, sendo que 991 mil toneladas tiveram como destino a coleta seletiva, as cooperativas, os centros de triagem e/ou os sucateiros. Desse volume, 234 mil toneladas ainda se perderam no processo de reciclagem e acabaram tendo como destino os aterros. Dessa forma, o volume total de resíduos plásticos pós-consumo reciclados mecanicamente em 2018 foi de 757 mil toneladas.

“O último estudo que realizamos, em 2016, apontou um volume de resíduos plásticos reciclado de 550 mil toneladas. Ou seja, em dois anos, tivemos um crescimento de 37% na quantidade de plástico reciclado o que aponta para uma evolução do setor”, explica Simone Carvalho do comitê técnico do PICPlast.

O volume total de resíduo plástico consumido em 2018 foi de 1,3 milhão de toneladas, sendo que 34% foi gerado por PET, 21% por PEBD / PEBDL e 18% de PP.

Origem do plástico

A maioria do plástico reciclado tem origem no uso doméstico (54,3%). O restante se divide entre pós-consumo não doméstico (17,3%) e resíduo pós-industrial (28,4%). Entre os plásticos de pós-consumo doméstico, 44,7% era PET e 17,5% era PEBD/ PELBD. O PET também foi o material mais reciclado após o consumo não doméstico. Entre os resíduos industriais, a divisão maior ficou entre PEBD/ PELBD (29%) ou PP (28%).

“Entre o volume de plástico reciclado, 65% são artigos de uso único, que é a grande maioria dos resíduos destinados à reciclagem mecânica, com destaque para as embalagens”, explica Solange Stumpf, sócia da MaxiQuim.

A matéria-prima chegou aos recicladores por meio das próprias indústrias plásticas, (28%), pelos sucateiros (28%), pelos beneficiadores (15%), cooperativas (15%), empresas de gestão de resíduos (11%), catadores (11%) e direto da fonte geradora (2%).

A maioria do resíduo consumido veio do Sudeste do país (50%), seguido pelo Sul (29%), Nordeste (11%), Centro Oeste (6%) e Norte (4%). Aproximadamente 33,5% (ou 421 mil toneladas) do volume de resíduo consumido não provêm do mesmo estado sede dos recicladores. “Isso ocorre porque os recicladores estão concentrados nos grandes centros urbanos como São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, e apesar desses lugares possuírem coleta seletiva, a quantidade coletada não é suficiente para a capacidade instalada das recicladoras, complementa Solange.

Perdas no processo de reciclagem

O volume de resíduos plásticos que se perdem no processo de reciclagem é de 159 mil toneladas. Sendo o PET responsável por (54,3%). “O principal motivo das perdas ainda é a contaminação da sucata plástica com materiais indesejados, devido à triagem desqualificada. Além disso, materiais com adesivos, sujeira orgânica e, dependendo do material, cores indesejadas, contribuem para o descarte da sucata adquirida”, complementa Solange.

Produção transformada

Das 757 mil toneladas de resíduos reciclados, 328 mil toneladas ou 43,3% foram transformadas em PET seguidas de 18% transformadas em PEAD e 17% em PEBD/PELBD e 15% em PP. 18% do plástico reciclado é utilizado pela indústria de Higiene Pessoal e Limpeza Doméstica, 13% na Construção Civil, 10% no segmento de Bebidas, lembrando que na indústria de resinas recicladas apenas o PET tem regulação válida da ANVISA para contato com alimentos e bebidas, 9% no segmento de vestuário e têxtil e 9% em utilidades domésticas.

O plástico pós-consumo gerado

Em 2016, haviam sido geradas 2,1 milhões de toneladas de plástico pós- consumo. Em 2018 esse índice é 61% maior, chegando a 3,4 milhões de toneladas de resíduos plásticos. Desse total, 35% eram PEBD / PELBD, 23% eram PP, 18% PET e 14% PEAD. A maioria (52%) dos resíduos vem do Sudeste, sendo o Estado de São Paulo responsável por 30%.

“Vemos um crescente aumento da geração de plástico pós-consumo assim como ficamos bem animados de perceber que mais de 750 mil toneladas de resíduos plásticos foram recicladas, mesmo com a coleta seletiva e a reciclagem dos materiais restritas aos grandes centros. Se compararmos com outros países da União Europeia ou dos Estados Unidos, sabemos que fazemos um excelente trabalho de reciclagem mecânica. Contudo precisamos evoluir também na reciclagem energética, já que os plásticos são fundamentais no processo e já servem como combustível para que o processo ocorra com eficiência, bem como na reciclagem química”, finaliza Solange.

Foto: Movimento Plástico Transforma (site)

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Eastman destaca esforços globais de combate à Covid-19

19/06/2020

Companhia adota diversas iniciativas ao redor do mundo para contribuir com profissionais da saúde e ajudar a enfrentar a pandemia

Ao redor do mundo, membros da Eastman têm colaborado para auxiliar profissionais da saúde que estão na linha de frente de combate à pandemia da Covid-19. A Eastman, uma fabricante de especialidades químicas encontradas em uma gama de produtos utilizados no cotidiano, está fornecendo materiais para ajudar na produção de itens críticos necessários para produtos médicos, de saúde e de higiene que estejam em falta ou com estoque baixo. Até o momento, a companhia fez as seguintes contribuições:

  • 10.000 protetores faciais para hospitais de Massachusetts, graças a uma colaboração com a SMC Ltd.;
  • Doação de resinas de copoliéster para a PRP Creation como parte de um esforço de companhias de cosméticos para produção de 475.000 garrafas de álcool em gel para mãos para organizações de saúde na França;
  • Distribuição de películas para vidros para a Harlow College produzir mais 300 protetores faciais para trabalhadores de hospitais do Reino Unido;
  • Colaboração com a Comissão de Ensino Superior do Tennessee e as universidades do estado para ajudar na produção de 10.000 protetores faciais;
  • Ajuda à Universidade de Purdue com doação de mais de 50 metros quadrados de material para a produção de mais de 3.000 lentes para óculos de proteção e 4.000 protetores faciais para equipes médicas;
  • Parceria com a Rotuba para produção de 75 a 100 mil protetores faciais por semana para proteger profissionais da saúde, donos de pequenos negócios e cidadãos na luta contra a COVID-19;
  • Doação de copoliésteres para companhias (3D Lab e MMS Plásticos) no Brasil produzirem mais de 20.000 protetores faciais para hospitais;
  • Doação de EPIs críticos incluindo 180 máscaras N95 e 4.400 luvas de nitrilo para atendentes primários em Massachusetts;
  • Parceria com o Groupe SEB (Arno) e a MMS Plásticos para a produção de mais de 25.000 protetores faciais para doação, sobretudo, na região nordeste;
  • Doação de US$ 1 milhão em apoio às organizações de apoio comunitário e de apoio à trabalhares da linha de frente no combate à pandemia através da Eastman Foundation;
  • Parceria com a Suntech para produção de óculos de proteção doados pelo Brasil;
  • Doação de 600 unidades de protetores faciais para a prefeitura de Mauá, onde localiza-se uma das plantas da Eastman no Brasil, doar para os trabalhadores essenciais (saúde, limpeza pública, defesa civil, guarda municipal);
  • 3.000 m2 de material doado para a ETC, fabricante de tecnologia de iluminação e de aparelhamento, que vai produzir protetores faciais para serem distribuídos no Wisconsin e nos Estados Unidos;
  • Conversão de uma planta-piloto em sua maior fábrica nos Estados Unidos para produzir álcool em gel para mãos para escolas da área e profissionais que trabalham em emergências.

“Colaborações rápidas e criativas em nossas comunidades estão causando um impacto”, diz o membro do conselho e CEO da Eastman, Mark Costa. “Estou muito orgulhoso do trabalho duro dos funcionários da Eastman, guiados pela perspectiva compartilhada de que nosso trabalho hoje ajudará a conter a expansão do vírus amanhã. A coragem, determinação e espírito inovador de cada um deles vai ajudar a Eastman e nossas comunidades locais a atravessarem essa situação e contribuirem com as necessidades do mundo”.

As capacidades de produção da Eastman já existentes também ajudam a prevenir a propagação da Covid, assim como no tratamento médico daqueles que contraem o vírus ou outras doenças. Os produtos da Eastman estão em produtos de limpeza, embalagens para prevenir a contaminação de alimentos, medicamentos e produtos de cuidados médicos e de cuidados pessoais, produtos de higiene pessoal, sabonetes e antissépticos, equipamentos de proteção individual utilizados por equipes médicas e medicamentos sob prescrição e isentos de prescrição.

A Eastman também produz intermediários tais como polímeros PCT usados em filtros de inaladores, copoliésteres Eastman Tritan e os elastômeros Ecdel, que podem ser encontrados em biorreatores e bolsas de bioerrator utilizados no desenvolvimento de vacinas, o Tritan e os celulósicos Tenite, usados para a entrega de medicamentos de administração intravenosa e em câmaras de bureta e o plastificante não ftalato Eastman 168, usado para a produção de bolsas para aplicações intravenosas e tubulação médica. Por conta da sua durabilidade, afirma a Eastman, produtos médicos feitos com Tritan suportam uma ampla variedade de desinfetantes hospitalares e rigorosos protocolos de limpeza, usados para impedir a propagação de infecções. Os produtos da Eastman também aparecem em descartáveis médicos, como cotonetes e tubos de ensaio, e em produtos duráveis, como monitores de pacientes e termômetros eletrônicos.

Durante a pandemia, os plastificantes não ftalatos Benzoflex, fabricados em Chestertown, nos Estados Unidos, continuam a ser usados em adesivos e rotulagens de embalagens de alimentos, auxiliando a segurança do armazenamento e suprimento desses produtos. As resinas adesivas da Eastman produzidas em Jefferson, também nos EUA, são usadas para fabricação de máscaras N95. Essas mesmas resinas estão presentes em produtos de limpeza e desinfetantes procurados nos mercados. A empresa também produz acetato de etila, um material-chave para a embalagem de testes para COVID-19, que abastecem diretamente hospitais.

Saber que os materiais da Eastman são úteis para o mundo mantém Jeff Mann motivado. Mann é um dos milhares de membros da Eastman que estão mantendo as plantas globais da companhia ativas. “Tenho orgulho do trabalho que estamos fazendo como companhia. Isso me ajuda a entender como o meu trabalho e o do meu time são importantes para o mundo”, diz ele. “Eu acordo todos os dias ciente de que o que faço está fazendo uma diferença na nossa comunidade”.

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BASF conclui etapa de integração de equipes após aquisição do negócio de poliamidas da Solvay

17/06/2020

  • Processo de aquisição do negócio de poliamida da Solvay tem mais uma etapa concluída
  • Engenheiro químico, Fernando Barbosa, comanda o negócio da BASF

A BASF está finalizando a fase de integração da equipe de poliamidas, em mais uma etapa importante no processo de aquisição do negócio de poliamidas da Solvay, que passou a fazer parte da área de Materiais de Performance da companhia no início deste ano. Com a ampliação da atividade no setor, o negócio de Materiais de Performance ganha o comando de um vice-presidente para América do Sul, Fernando Barbosa, que já atuava como diretor de Dispersões, Resinas e Aditivos na empresa.

“Temos um enorme potencial no mercado de plásticos de engenharia e a certeza de que seremos os melhores parceiros no desenvolvimento de soluções inovadoras e sustentáveis. Nossa estratégia de foco no cliente se fortalece com a ampliação de portfólio e vemos com otimismo as perspectivas de crescimento do negócio na região”, considera Barbosa. “A fase de integração de equipes está sendo muito valiosa. A BASF valoriza a experiência e competência dos colaboradores e procura potencializar os diversos talentos”, afirma o executivo.

Com a aquisição, a capacidade de oferecer produtos inovadores numa ampla variedade de plásticos de engenharia foi fortalecida na região, inclusive com a possibilidade de um tempo mais curto entre produção e entrega, laboratórios locais, suporte técnico e total apoio no pós-venda.

A companhia também passa a estar presente em toda a cadeia de valor da poliamida 6.6, por meio da integração reversa com a principal matéria-prima, a adiponitrila (ADN), garantindo confiabilidade em termos de fornecimento.

Nova liderança

Fernando Barbosa assumiu no início de junho o posto de vice-presidente para Materiais de Performance da BASF para a América do Sul. Engenheiro químico formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), com MBA em finanças pela Fundação Getúlio Vargas, Barbosa já completa mais de 20 anos de trabalho na BASF. Começou sua carreira na companhia no desenvolvimento e serviço técnico de sistemas de poliuretano, ascendendo profissionalmente até a posição de gerente sênior de sistemas e elastômeros de poliuretano para a América do Sul em 2009. Depois de quase três anos, tornou-se diretor de Químicos para Papel, seguindo para o negócio de Dispersões, Resinas e Aditivos, onde chegou a head para a América do Sul.

A BASF conta com mais de 117.000 colaboradores em quase todos os países do mundo. O portfólio da empresa é organizado em seis segmentos: Químicos, Materiais, Soluções para Indústria, Tecnologias de Superfície, Nutrição & Cuidados Pessoais e Soluções para Agricultura. A BASF gerou vendas de 59 bilhões de euros em 2019.

A divisão de Materiais de Performance da BASF engloba sob o mesmo teto o know-how de materiais da empresa em relação a plásticos inovadores e personalizados. Mundialmente ativa em quatro grandes setores da indústria – transporte, construção, aplicações industriais e bens de consumo – a divisão tem um amplo portfólio de produtos e serviços combinados.

Foto: BASF/divulgação

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Abipet divulga dados do 11º Censo da Reciclagem do PET no Brasil

17/06/2020

  • Volume reciclado corresponde a 55% das embalagens descartadas em 2019.
  • Com investimento realizado, indústria está pronta para o aumento da reciclagem nos próximos anos

O Brasil reciclou 55% das embalagens de PET descartadas pela população em 2019. O volume equivale a 311 mil toneladas do produto – 12% acima do registrado em 2018 –, que geraram um faturamento de mais de R$ 3,6 bilhões, o correspondente a 36% do faturamento total do setor do PET no Brasil.

As informações são do 11º Censo da Reciclagem do PET no Brasil, elaborado pela Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), com a participação de 160 empresas de todo o País. Esse grupo está dividido entre recicladores (22%); aplicadores, que são empresas que adquirem e utilizam o PET reciclado em seus produtos (70%); e integradores, que fazem a reciclagem e também utilizam o material na fabricação de itens que retornam ao mercado (8%).

“O crescimento verificado em 2019 é reflexo do fortalecimento da economia circular, composta por uma indústria diversificada, que utiliza o PET reciclado em seus produtos. A criação dessa cadeia, feita ao longo de 20 anos, resulta em uma demanda consistente, que cria valor à reciclagem do PET”, afirma Auri Marçon, diretor executivo da Abipet.

De acordo com o executivo, o desempenho brasileiro é superior ao de países desenvolvidos, como os Estados Unidos, por exemplo, que reciclam 29% de suas embalagens PET. Mesmo a União Europeia que, apesar de coletar 58,2% do PET pós-consumo, não recicla o material e envia boa parte dele para ser processado em outros países. A amplitude no uso do PET reciclado acontece porque o Brasil é um líder mundial em diferentes aplicações para o PET reciclado, o que gera demanda pelo produto, revertido em faturamento e renda para diversos elos da sociedade.

Os principais consumidores/aplicadores de PET reciclado no Brasil são os fabricantes de pré-formas e garrafas, com 23% do total, num processo conhecido como “bottle to bottle”, principalmente em decorrência do aumento da produção de embalagens em grau alimentício (food grade), que nos últimos anos mostrou uma grande evolução tecnológica. Em seguida vem a indústria têxtil (22%), laminados e termoformados (bandejinhas) (17%), setor químico (15%) e fitas de arquear (10%). Outras aplicações respondem pelo uso dos 10% restantes do PET reciclado.

Em razão dessa diversidade, o PET reciclado é encontrado em peças de vestuário – basicamente o poliéster utilizado na composição dos tecidos –, garrafas plásticas e embalagens utilizadas por grandes fabricantes de refrigerantes e bebidas, produtos de beleza e limpeza, tintas e vernizes, tapetes e carpetes automotivos, entre outros.

O Censo realizado pela Abipet também identificou que, devido às limitações no sistema de coleta, as empresas de reciclagem trabalham, em média, com ociosidade superior a 30%. Isso significa que, em razão de investimentos já realizados, a indústria está pronta para absorver um eventual crescimento da reciclagem nos próximos anos.

Para o Executivo da Abipet, no entanto, esse aumento só virá a partir da construção de grandes centros de triagem para separar materiais recicláveis, do aumento da coleta seletiva e do número de cooperativas de catadores. “Somente essas iniciativas, associadas ao descarte correto feito pelos cidadãos, serão capazes de abastecer as linhas de reciclagem. Precisamos impedir que as embalagens continuem sendo enterradas em lixões e aterros, resultando em um desperdício de matéria-prima que poderia ser muito útil à sociedade, gerando emprego, renda e, obviamente, preservando o meio ambiente”, conclui.

Coronavírus: desafio para 2020?

A dificuldade que a pandemia de coronavírus gera, tanto para a coleta de materiais como para a demanda por produto reciclado, representa o principal desafio para que o Brasil mantenha a curva de crescimento da reciclagem do PET verificada nos últimos anos. A atividade se acelerou em 2019 e retornou ao patamar positivo de 2014, antes da crise econômica.

O risco de infecção pelo coronavírus, porém, traz algum risco de redução da coleta, diante da possibilidade de interrupção da atividade de catadores, cooperativas e comerciantes de recicláveis (sucateiros). Isso mesmo diante de um cenário de aumento do desemprego, que pode levar parte da população a essa atividade de subsistência.

A situação é menos crítica entre os recicladores. No caso do PET, devido a sazonalidades normais dentro da cadeia, as empresas formam estoque de matéria-prima suficiente para um ou dois meses de atividade. Além disso, alguns segmentos consumidores do PET reciclado vêm diminuindo a demanda pelo produto utilizado em seus produtos, como é o caso de setores como têxtil, químico, forrações e peças automotivas e para construção civil.

Por ser uma commodity internacional, o mercado do PET acaba sendo orientado pelo preço do petróleo no mercado mundial, que tem levado à redução do valor da resina virgem em relação ao reciclado. Embora a atual taxa de câmbio compense boa parte dessa queda, a influência dos preços da resina virgem pressionam para baixo o preço do material reciclado, que historicamente não tem tanta flexibilidade para redução, porque já trabalha com margens baixas, tanto na etapa da coleta como na atividade industrial.

Fundada em 1995, a Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), é uma entidade sem fins lucrativos que reúne a cadeia produtiva do setor de PET: fabricantes de resina, embalagens, equipamentos e recicladores de PET. A Entidade representa aproximadamente 80% da indústria no Brasil e é a maior do segmento em toda a América Latina. Tem como objetivos promover a utilização e reciclagem das embalagens de PET, incentivar o desenvolvimento tecnológico, aplicações para o material reciclado e divulgar as ações do setor.

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Tomra Sorting Recycling lança novidades e soluções avançadas de seleção para processos de reciclagem em apresentação online

12/06/2020

Autosort de nova geração, lançado durante a apresentação online da Tomra

O dia 9 de junho marcou o lançamento global das novidades e soluções avançadas de seleção da Tomra Sorting Recycling para atender à atual e futura demanda por triagem de material, de forma mais rápida, eficiente e inteligente. Sob o tema “Sinfonia de todos os tipos”, a Tomra Sorting Recycling lançou formalmente dois novos produtos – a nova geração da tecnologia Autosort e o Autosort SpeedAir, assim como também apresentou planos para o lançamento de uma terceira novidade, o Autosort Cybot.

Os lançamentos dos produtos deveriam ocorrer originalmente na IFAT 2020, mas com o evento cancelado devido à pandemia de Covid-19, a Tomra adaptou seus planos e, em vez disso, lançou os novos produtos de forma digital. O tema “Sinfonia de todos os tipos” da Tomra foi escolhido para refletir a maneira como o Autosort de última geração e seus produtos complementares criam uma sinfonia perfeitamente harmonizada para selecionar todos os tipos de resíduos com precisão e sofisticação avançadas.

Especialistas da equipe global da Tomra fizeram apresentações sobre os lançamentos para aproximadamente 1000 participantes digitais em todo o mundo, incluindo representantes da imprensa internacional e regional. As sessões interativas de perguntas e respostas permitiram aos participantes obter mais informações sobre os novos produtos e ouvir as previsões da Tomra sobre o futuro global da seleção baseada em sensores.

Pelo feedback positivo recebido dos participantes, a Tomra Sorting acredita no grande interesse pelo modelo mais avançado de seu sistema Autosort de nova geração. O sistema de seleção baseado em sensores altamente compacto pode ser usado para diversas aplicações de separação de materiais. Segundo a Tomra, o sistema é também flexível e atualizável, reunindo as mais recentes tecnologias da Tomra para oferecer alta precisão em tarefas complexas de separação com alta capacidade. O sistema pode ser facilmente integrado a qualquer processo de seleção existente ou novo, conforme confirmado por um grande número de projetos-piloto iniciais, afirma a empresa.

De acordo com a Tomra, a nova geração do Autosort é equipada com diversos sensores e utiliza análise de dados para identificar os objetos, sendo capaz de separar materiais difíceis ou anteriormente impossíveis de serem separados através de tecnologias convencionais. Incorporada como item de série no mais recente Autosort está a tecnologia Sharp Eye da Tomra, que aumenta a intensidade da iluminação enquanto mantém o mesmo consumo de energia, aprimora a nitidez da seleção e melhora a eficiência de separação de frações complexas, afirma a empresa norueguesa.

O sistema também apresenta uma nova e aprimorada versão da tecnologia de detecção avançada Flying Beam, exclusiva e patenteada pela Tomra. Segundo a empresa, os benefícios da nova versão incluem uma melhor eficiência de luz que permite maior desempenho com baixos custos operacionais; design compacto permitindo instalação fácil e flexível; e a eficiência aprimorada do sinal de luz, que resulta em melhor detecção.

Graças à integração da tecnologia Sharp Eye e Flying Beam, o Autosort oferece consistentemente alto desempenho em termos de precisão de separação em todas as frações alvo – mesmo nas aplicações mais complexas, garante a fabricante do sistema.

Entre os opcionais do sistema tem o novo Deep Laiser, que se destaca por sua flexibilidade e diversidade de informações que é capaz de obter, afirma a Tomra. O reconhecimento de objetos permite uma otimização mais profunda da identificação, o que melhora significativamente o desempenho do processo de seleção, assegura a empresa. Outra área de aplicação é o uso de Inteligência Artificial via Deep Learning. O Deep Laiser é um dos primeiros sistemas de Deep Learning totalmente integrados do mercado.

Fabrizio Radice, vice-presidente comercial e de marketing global da Tomra Sorting Recycling, comenta: “Trabalhamos em estreita colaboração com nossos clientes e integradores de linhas completas para garantir que nossos produtos atendam consistentemente aos requisitos exigidos pelos clientes finais. Nosso sistema Autosort de nova geração é um desenvolvimento incrivelmente empolgante, pois o uso de sensores versáteis e software inteligente permitirá atender às demandas de toda uma série de aplicações de seleção atuais e futuras”.

Os participantes do evento de lançamento digital da Tomra também conheceram outra novidade desenvolvida pela Tomra – o Autosort SpeedAir, um componente adicional da linha Autosort da Tomra. De acordo coma Tomra, o Autosort SpeedAir é um sistema altamente personalizável, projetado para estabilizar materiais leves – como filmes plásticos ou papel – na esteira de aceleração, promovendo uma capacidade maior e melhorando a qualidade da seleção.

Autosort SpeedAir

A demanda da indústria por maiores capacidades reflete-se na necessidade de esteiras de aceleração com velocidades ainda mais altas. O Autosort SpeedAir incorpora entradas de ar acionadas por ventiladores controlados que geram um fluxo de ar constante sobre a esteira de aceleração para impedir que o material na esteira de aceleração se mova. Ao dobrar a velocidade das esteiras de aceleração para até 6 metros por segundo, a capacidade é muito maior e a qualidade da saída é consistentemente alta. Segundo a Tomra, os clientes se beneficiam de um melhor retorno do investimento, além de menores custos de instalação e operação. Além disso, é o primeiro sistema no mercado sem fechamento sobre a esteira, afirma a fabricante. Com isso, o acesso à unidade para manutenção é muito mais rápido e a probabilidade de um bloqueio de material é muito menor em comparação aos sistemas convencionais no mercado, assim como o risco de parada do sistema.

Além do lançamento da nova geração Autosort e Autosort SpeedAir, o terceiro e último produto mencionado no evento foi o lançamento do primeiro robô da Tomra, o Autosort Cybot. O sistema compreende um scanner Autosort de nova geração, um sensor eletromagnético e um braço robótico. É o primeiro robô do mercado que combina quatro tecnologias ao mesmo tempo: espectroscopia de infravermelho próximo (NIR) e luz visível (VIS), Deep Laiser e, se necessário, indução para recuperação de metais ferrosos e não ferrosos. Segundo a Tomra, o braço robótico Autosort Cybot é capaz de separar simultaneamente o fluxo de material em quatro frações diferentes, dependendo do tamanho do material, cor e critérios das frações alvo.

Autosort Cybot

Com instalações de triagem e reciclagem que exigem níveis de automação ainda mais altos, o Autosort Cybot estará disponível em breve, sendo outro componente de valor agregado que complementa a linha Autosort, mas que também pode operar como uma unidade autônoma. Antes de seu lançamento oficial, testes de material podem ser realizados no Centro de Testes da Tomra para confirmar suas capacidades.

Valerio Sama, vice-presidente de desenvolvimento de produtos, acrescenta: “A adição de um braço robótico ao nosso sistema Autosort oferece novas oportunidades de soluções altamente automatizadas no processo de triagem e seleção e proporcionará um nível ainda mais alto de controle de qualidade de recicláveis como PEAD, PET e PP”.

Tom Eng, vice-presidente sênior da Tomra Sorting Recycling, conclui: “Estamos muito satisfeitos com o desempenho do evento de lançamento digital. A Covid-19 estimulou novas maneiras de trabalhar e se comunicar e, como tal, ficamos mais do que felizes em testar uma plataforma de lançamento digital pela primeira vez e provavelmente não a última, devido ao seu sucesso! O lançamento proporcionou uma oportunidade de mostrar nossa variedade de tecnologias complementares, conectadas e perfeitamente harmonizadas que, juntas, oferecem uma sinfonia capaz de selecionar todo tipo de resíduo com desempenhos de seleção incomparáveis e com capacidade e eficiências impressionantes. Os participantes tiveram a chance de ouvir a sinfonia – os sons de todas as nossas máquinas – e foram cativados por ela!”.

Sessão virtual de Perguntas e Respostas, após apresentação “Sinfonia de todos os tipos” da Tomra

A “Sinfonia de todos os tipos” da Tomra continua e será agora realizada em diversos idiomas para alcançar pessoas ao redor do mundo, considerando a grande abrangência de sua atuação. No Brasil, o evento em português ocorrerá no dia 19/06 às 9h também de forma digital.

Para mais detalhes sobre os produtos e as novidades da Tomra apresentados no evento de lançamento digital realizado ontem, visite www.symphonyofallsorts.com.

A Tomra Sorting Recycling desenvolve e fabrica tecnologias de seleção baseadas em sensores para a indústria global de reciclagem e gerenciamento de resíduos. Segundo a empresa, cerca de 6.000 sistemas foram instalados em mais de 100 países em todo o mundo. A Tomra Sorting Recycling faz parte da Tomra Sorting Solutions, que também desenvolve sistemas baseados em sensores para selecionar, descascar e processar análises para a indústria alimentícia, de mineração e outras. A Tomra Sorting pertence à empresa norueguesa Tomra Systems ASA, que está listada na Bolsa de Valores de Oslo. Fundada em 1972, a Tomra Systems ASA tem um volume de negócios de cerca de 815 milhões de euros e emprega mais de 4.000 pessoas globalmente.

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Braskem assina contratos com a Petrobras para fornecimento de nafta para unidades industriais na Bahia e Rio Grande do Sul

12/06/2020

A Braskem informou ter assinado dois novos contratos com a Petrobrás para fornecimento de nafta petroquímica, um com foco no abastecimento das unidades industriais na Bahia e outro para atender às fábricas no Rio Grande do Sul. Os documentos garantem o fornecimento de volume mínimo anual de 650 mil toneladas, considerando o adicional máximo de até 2,8 milhões de toneladas por ano, com preço de 100% da referência internacional ARA (Amsterdã, Roterdã e Antuérpia – o custo médio da nafta nesses três grandes mercados). Com prazo de cinco anos, os acordos entram em vigor em dezembro de 2020, quando se encerra o contrato atual.

Segundo a empresa, os acordos garantem competitividade à cadeia de valor e viabilizam investimentos e novos negócios ao setor petroquímico

De acordo com informações do Valor Econômico, os acordos para suprimento de nafta para o complexo de São Paulo e de etano e propano para o polo do Rio de Janeiro, em Duque de Caxias, ainda estão sendo discutidos.

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Stadler focaliza reciclagem de PET no contexto da economia circular

12/06/2020

Leve e barato, o plástico é um dos materiais mais usados no mundo, mas sua extrema durabilidade significa que o gerenciamento eficaz do fim da vida útil é fundamental. A reciclagem é, portanto, uma solução indispensável para o processamento de resíduos plásticos. A reciclagem reduz a demanda por recursos brutos, requer menos energia para processamento e reduz a quantidade de plástico no aterro.

O PET é o plástico mais reciclado e apresenta várias vantagens quando usado para envase de produtos. Em primeiro lugar, é um polímero muito inerte, o que torna as embalagens PET adequadas para armazenar alimentos, já que o material praticamente não interage com o conteúdo. Ele tem a propriedade de criar uma barreira para oxigênio e água e pode ser facilmente moldado, sendo também altamente resistente e muito leve – perfeito para garrafas de bebidas. Além disso, ele pode ser usado para produzir garrafas transparentes, o que não é possível com PE ou PP.

Reciclagem de PET – uma indústria em crescimento

Através de uma reciclagem eficaz e de alta qualidade, a sociedade contemporânea pode avançar para uma abordagem de economia circular, protegendo a natureza e o meio ambiente para as gerações futuras. As taxas de reciclagem estão aumentando como resultado da conscientização pública crescente e maior eficácia nas operações de reciclagem. A Stadler atua nesse contexto, buscando maneiras de maximizar a eficiência do processo de reciclagem e a qualidade da produção. A empresa afirma ter planejado e construído mais de 20 plantas de triagem para garrafas plásticas mistas em todo o mundo, das quais mais de 10 dedicadas exclusivamente ao PET.

Roland Göggel, diretor de vendas para a Alemanha, Áustria e Suíça na Stadler, afirma: “Até recentemente, não havia especificações para o uso de reciclados na fabricação de novos produtos, mas esse não é mais o caso. A União Européia introduziu novos regulamentos estipulando que as garrafas de bebidas devem conter 25% de conteúdo reciclado até 2025 e 30% até 2030. Tão importante quanto estes novos regulamentos é o surgimento de novas rotas de coleta e reciclagem de embalagens plásticas, que, juntamente com as mudanças no comportamento do consumidor, darão um enorme impulso à reciclagem. A indústria de fabricação e processamento de plásticos está agora demonstrando grande interesse na reciclagem, o que não era o caso no passado. No entanto, as metas estabelecidas pelo regulamento da União Européia só podem ser alcançadas se todos os setores envolvidos no processo trabalharem em conjunto”.

Retornando o PET ao ciclo de produção

Dentro do fluxograma do processo da reciclagem e produção, as garrafas PET usadas são coletadas e entregues na usina de reciclagem, onde são removidos os rótulos e as tampas. As garrafas são classificadas por cor e trituradas. O material é lavado, seco e descontaminado, sendo depois fundido a 270°C e granulado. Esse “regranulado” (foto) resultante é misturado com grânulos de PET novos, sendo a mistura fundida e depois processada em uma máquina injetora para produzir “pré-formas” de novas garrafas PET. As pré-formas são transportadas para a fábrica de envase, onde são aquecidas e sopradas, transformando-se em novas garrafas PET. Depois de limpas e etiquetadas, as garrafas estão prontas para recarga e venda. O círculo é fechado quando elas começam uma nova vida.

Benefícios ambientais da reciclagem de PET

A reciclagem reduz o impacto ambiental da indústria de PET de diferentes maneiras. A primeira vantagem é a redução no uso de matérias-primas: novas pré-formas para garrafas podem ser feitas com aproximadamente 35% de regranulado, com uma consequente economia de petróleo bruto que teria sido usado para produzir novo granulado. Além disso, a reciclagem de plástico requer uma quantidade bem menor de energia do que a produção de plásticos a partir de novas matérias-primas (Segundo Rick Leblanc, em “Uma visão geral da reciclagem de plástico”, a quantidade de energia usada para produzir regranulados de PET é 88% menor do que aquela necessária para produzir novos grânulos a partir de matérias primas convencionais).

Uma melhoria adicional ocorreu com o uso mais eficiente de materiais para as pré-formas (foto): “hoje a pré-forma para uma garrafa PET de 1,5 litro pesa apenas 26,8 g – consideravelmente menos que os 38 g de há cinco anos atrás”, explica Roland Göggel. “O uso de regranulado e o uso mais eficiente de materiais resultaram em uma redução significativa nas matérias-primas nos últimos cinco anos.”

A indústria de PET também otimiza o transporte ao produzir as garrafas PET na fábrica de envase, a partir do sopro das pré-formas. Assim, reduz-se drasticamente o número de viagens de caminhão vindos da fábrica de pré-formas: um caminhão pode transportar 700.000 pré-formas, mas apenas 15.000 garrafas PET acabadas. O resultado é um corte significativo no uso e nas emissões de combustível.

A importância dos sistemas de triagem profissional para uma reciclagem eficaz

Para que a reciclagem cumpra seu papel na redução dos resíduos de plástico na indústria de PET, ela precisa de processos eficientes e produtos finais de qualidade que possam competir com materiais virgens no mercado. Roland Göggel afirma: “Na Stadler, nós entendemos a tecnologia do processo durante todo o ciclo de vida do material. Isso significa que podemos projetar a combinação ideal de tecnologias e usá-las de maneira mais eficaz em termos de considerações de custo-benefício para o cliente”.

Alexander Rimmer, CEO da empresa de gerenciamento de reciclagem RCS Rohstoffverwertung GmbH, com sede em Werne, Alemanha, afirmou sobre sua experiência com a Stadler: “Eles nos ofereceram o pacote completo, desde o planejamento do projeto até a construção da modernização de toda a planta, gerenciada e implementada por sua equipe. Apreciamos particularmente o seu conhecimento técnico e o apoio durante todo o projeto. Eles nos ofereceram especialistas técnicos que aconselharam não apenas sobre tecnologia e processos, mas também sobre as possibilidades de implementação especificamente adaptadas aos nossos requisitos técnicos, com boas soluções para os problemas”.

Em função do uso cada vez mais frequente de etiquetas de “corpo inteiro” nas garrafas PET utilizadas pelo mercado, a Stadler desenvolveu um novo removedor de rótulos, usado antes da triagem, que foi incluído no projeto RCS no início da linha. Alexander Rimmer complementa: “Com o removedor de rótulos Stadler, as etiquetas são arrancadas e as garrafas PET são menos danificadas do que com outros fabricantes. Como resultado, podemos registrar uma abrasão menos fina”.

Fechando o círculo de reciclagem

As garrafas PET usadas podem ser um recurso valioso para o setor de embalagens e outras indústrias. No entanto, continua subutilizado em muitas áreas. A Stadler viu uma oportunidade de fechar o círculo de reciclagem e fez uma parceria com a Krones, uma marca bem estabelecida nas indústrias de alimentos e bebidas. Os dois parceiros têm como objetivo aproveitar as vantagens da reciclagem de plásticos em todo o mundo e beneficiar os clientes da maneira mais simples e lucrativa possível. “Queremos fornecer aos nossos clientes a produção de material da mais alta qualidade do setor”, explica Willi Stadler, CEO da Stadler.

Juntos, a Stadler e a Krones oferecerão um pacote completo, desde a triagem até o processo de lavagem, incluindo até a criação de um novo produto plástico: “Essa parceria de cooperação nos permite oferecer engenharia de processos desde misturas heterogêneas de resíduos até a garrafa de plástico acabada”, explica Roland Göggel. “Até onde eu sei, nenhuma outra empresa no mercado pode oferecer essa extensa competência em processos. Ter todo o processamento sob o mesmo teto significa que os conceitos podem ser aprimorados e adaptados ainda mais especificamente à tarefa em questão, tanto em termos qualitativos quanto econômicos. E podemos oferecer soluções não apenas para plásticos como PET, mas também para outros plásticos usados em larga escala, como PE, PP ou PS, dando uma contribuição importante para alcançar as metas de reciclagem da EU”.

A parceria não apenas visa oferecer aos clientes suas soluções testadas, como plantas completas turn-key, mas também desenvolver novas soluções, processos e tecnologias em conjunto para a triagem e tratamento de resíduos. Ao combinar sua experiência e tecnologias especializadas, a Krones e a Stadler esperam gerar um impulso significativo para a tecnologia de reciclagem e a economia circular associada.

Fundada em 1791,, a Stadler dedica-se ao planejamento, produção e montagem de sistemas e componentes de triagem para a indústria de tratamento e reciclagem de resíduos sólidos em todo o mundo. Sua equipe de mais de 450 funcionários oferece um serviço completo personalizado, do projeto conceitual ao planejamento, produção, modernização, otimização, montagem, comissionamento, reformas, desmontagem, manutenção e assistência técnica de componentes para completar os sistemas de reciclagem e classificação. Sua linha de produtos inclui separadores balísticos, correias transportadoras de transporte, tambores de triagem e removedores de rótulos.

 

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Covid-19: Materiais Solvay são usados no primeiro reanimador manual brasileiro 100% autoclavável a temperatura de 134º C

11/06/2020

Equipamento desenvolvido pela empresa brasileira Protec contou com apoio da área de polímeros especiais da Solvay

O primeiro reanimador manual 100% autoclavável e que suporta uma temperatura de 134º C foi desenvolvido no Brasil pela Protec, empresa líder nacional na fabricação de reanimadores manuais e circuitos respiratórios.

A criação do produto contou com a utilização do polímero UDEL® PSU (polisulfona) do Grupo Solvay, um material avançado que permite a produção de peças resistentes a altas temperaturas.

O reanimador manual é equipamento essencial em UTI’s e em salas de emergência médica e em situações de resgate médico. Sua finalidade é a promoção de ventilação artificial com o envio de ar comprimido ou enriquecido de oxigênio para os pulmões do paciente. É usado no enfrentamento de parada respiratória, asfixia, afogamento, infarto ou outras situações que podem levar o paciente a sofrer uma parada cardiorrespiratória.

“Com essa linha Premium de reanimador manual desenvolvida no Brasil, nós estamos dando nossa contribuição para o setor de equipamentos médicos hospitalares. E contamos com o apoio da Solvay”, diz Alexander Massadi, Diretor da Protec Export.

“Com esse apoio, acrescenta – pudemos desenvolver vários produtos com qualidade e durabilidade, que oferece resistência, repetibilidade e confiabilidade em reanimação (Ambú), circuitos ventilatórios e conectores para produtos respiratórios. É por este motivo que hoje no Brasil somos a única empresa a atender aos mais renomados fabricantes mundiais”

A Protec, de capital nacional, tem se tornando reconhecida como desenvolvedora de tecnologia nacional na fabricação e comercialização de equipamentos de suporte à vida, dentro de rigorosos níveis de qualidade exigidos pelo setor médico­hospitalar. Sua atuação tem sido ampliada em nível nacional, uma vez que é empresa fornecedora de itens essenciais aplicados no combate à pandemia da COVID-19.

Do mesmo modo, a Solvay, que no Brasil também atua com a marca Rhodia, tem adotado ações adicionais para apoiar os projetos de desenvolvimento de seus clientes nesse período de pandemia de coronavírus, segundo informa Mônica Martins, gerente do mercado Healthcare da Solvay Specialty Polymers na América do Sul.

Uma dessas ações foi acelerar a importação para o País de polímeros especiais para os clientes empenhados em atender à crescente demanda por equipamentos e instrumentos médicos hospitalares.

Toda essa oferta de produtos emergenciais pode ser conhecida no site especial criado pela empresa em COVID-19.

A Solvay é líder mundial na área de polímeros especiais aplicados em diversos mercados industriais. Um dos segmentos mais relevantes é o de polímeros para a produção de peças e partes para equipamentos e instrumentos médicos, incluindo os respiradores, ventiladores artificiais e reanimadores, implantes ortopédicos e odontológicos, caixas de instrumentos cirúrgicos, entre outros. Fundada em 1863 e contando com 24.100 empregados em 64 países, a Solvay obteve vendas líquidas de € 10,2 bilhões em 2019.

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Evonik divulga nova estrutura e metas financeiras atualizadas

11/06/2020

  • Nova estrutura por divisões a partir de 1° de julho reflete a transformação estratégica
  • Sustentabilidade para impulsionar o crescimento e desempenhar papel importante nas decisões gerenciais estratégicas
  • Metas financeiras atualizadas com foco em crescimento, retornos e geração de caixa

A Evonik está reorganizando a sua estrutura em divisões. Esse passo reflete a futura transformação estratégica do portfólio da empresa.

Em 1º de julho, os atuais segmentos operacionais serão transferidos para quatro divisões mais equilibradas em tamanho e tipo de negócio. As divisões serão mais fáceis de administrar por conta de suas funções estratégicas claras – três delas orientadas ao crescimento e uma orientada à eficiência – e serão estruturadas com apoio em plataformas tecnológicas separadas.

“A transformação da Evonik está se tornando cada vez mais visível”, disse Christian Kullmann, Presidente da Diretoria Executiva da empresa. “Conseguimos aumentar a participação dos negócios de especialidades em nosso portfólio e vamos continuar firmes nessa direção”.

As especialidades hoje respondem por 80% do portfólio da Evonik. Em 2010 eram apenas 40%. Esses negócios apresentaram um crescimento orgânico anual das receitas – sem levar em conta as aquisições – de 6% na comparação com os últimos cinco anos.

As quatro novas divisões – Specialty Additives, Nutrition & Care, Smart Materials e Performance Materials – terão uma administração simplificada. A nova configuração envolve a redução de 150 cargos e uma economia anual de 25 milhões de euros até o final de 2021, sobretudo em funções administrativas nos segmentos operacionais.

A nova estruturação em divisões aumentará a transparência financeira, afirma a empresa. A Evonik passará a publicar resultados para quatro em vez de três divisões, facilitando a compreensão do desenvolvimento dos diferentes negócios. Além disso, a empresa divulgará as vendas separadas por subdivisões.

A Evonik também conduziu, pela primeira vez, uma análise de sustentabilidade de todo o seu portfólio, tendo como finalidade sobretudo a melhora da integração do tema em decisões futuras relativas ao portfólio em si e às decisões gerenciais estratégicas da empresa. Os resultados mostram que 90% dos produtos da Evonik incluem um benefício de sustentabilidade positivo que está no nível ou acima do nível de referência do mercado. Segundo a Evonik, mais do que 30% do portfólio da empresa entregam benefícios de sustentabilidade claramente superiores. Essas “Soluções de Próxima Geração (NGS)” contemplam o desejo dos clientes por produtos sustentáveis e oferecem potencial de crescimento acima da média para a Evonik, afirma a empresa.

“Nossas Soluções de Próxima Geração (NGS) estão criando oportunidades de crescimento atraentes”, disse Kullmann. “Estamos vendo uma alta demanda e esperamos continuar aumentando a participação nas vendas desses campeões em sustentabilidade”, acrescentou.

A fim de refletir a sua transformação estratégica e suas expectativas de crescimento, a Evonik atualizou suas metas financeiras de médio prazo. Nas três divisões de crescimento é esperado um aumento nos volumes de venda de mais de 3% ao ano, em média. A empresa pretende criar valor mediante a geração de um retorno de 11% sobre o capital investido – bem acima de seu custo de capital. E, por fim, o objetivo da Evonik é gerar um robusto fluxo de caixa livre em relação ao lucro, tendo como meta uma taxa de conversão de caixa (definido como fluxo de caixa livre em relação ao EBITDA ajustado) superior a 40%.

“Essas novas metas ilustram o nosso esforço na criação de valor para os acionistas mediante um aumento do foco em crescimento, retorno e geração de caixa”, disse Ute Wolf, CFO da empresa.

As novas metas são complementares às já existentes, que continuam válidas. A Evonik ainda planeja gerar uma margem EBITDA de 18-20%, distribuir dividendos confiáveis e reter uma sólida classificação de grau de investimento.

A Evonik é uma das líderes mundiais em especialidades químicas. A empresa atua em mais de 100 países em todo o mundo e gerou vendas de 13,1 bilhões de euros e um lucro operacional (EBITDA ajustado) de 2,15 bilhões de euros em 2019, contando com mais de 32.000 colaboradores.

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(Re)pense marca Dia Mundial do Meio Ambiente com live sobre reciclagem

11/06/2020

O Dia Mundial do Meio Ambiente (05/06) foi marcado pelo Projeto (Re)pense com a live “A reciclagem dos plásticos e seus benefícios sociais e ambientais”. Na ocasião, o Presidente do Sinplast-RS, Gerson Haas, mediou o bate-papo online com o Deputado Federal Carlos Gomes, a Deputada Estadual Any Ortiz e o representante de Economia Circular da Braskem, Paulo de Mattos Coelho.

Haas iniciou o debate apresentando os participantes e salientando a responsabilidade da indústria na cadeia de reciclagem efetiva, evidenciando, principalmente, o projeto Tampinha Legal. “Nós todos como empresas e sociedade, com o apoio do poder público, podemos fazer com que os materiais sejam reaproveitados”, destacou.

Com destaque para a Economia Circular, Coelho focou sua fala nas mudanças de comportamento, visão e pensamentos da sociedade. Para o entendimento da Braskem, o conceito é uma corrente formada de diversos elos. “A Economia Circular visa fomentar produtos mais amigáveis, embalagens mais inteligentes e que propiciem a reciclagem em benefício imediato para o meio ambiente”, esclareceu.

A Deputada Estadual Any Ortiz trouxe projetos, que correm na Assembleia Legislativa, de forma equivocada, em seu parecer, sobre o plástico e demais materiais. “Proibir os canudos e copos não vai fazer com que a gente resolva. Temos que criar incentivos e políticas públicas para que esses itens sejam reciclados e possam voltar para dentro da cadeia”, explicou.

Da mesma forma, o Deputado Federal Carlos Gomes encerrou o debate online com dados pertinentes sobre a temática central da live: “3% do que o Brasil recicla, o que não é pouco, gera em torno de R$12 a R$13 bilhões na nossa economia. Estima-se que, de tudo que produzimos, de 30 a 40% pode ser reciclado. Por que estamos desperdiçando?”.

Acesse o bate-papo completo clicando aqui ou siga no Instagram @repenseprojeto para conferir esse e demais conteúdos!

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Braskem registra prejuízo líquido de R$ 3,65 bilhões e receita líquida de vendas de R$ 12,6 bilhões no primeiro trimestre de 2020

04/06/2020

Braskem está dando atenção especial à proteção do caixa”, diz CEO

A Braskem registrou Ebitda de R$ 1,3 bilhão (US$ 294 milhões) no primeiro trimestre de 2020, um crescimento de 32% quando comparado ao mesmo período do ano anterior. A operação no Brasil teve Ebitda de R$ 1,05 bilhão, registrando crescimento de 214% em relação ao último trimestre de 2019. Já a receita líquida da companhia se manteve estável em relação ao último trimestre do ano passado, atingindo R$ 12,6 bilhões. O resultado se deu, sobretudo, pelo maior volume na comercialização de resinas no mercado brasileiro, de polipropileno (PP) nos EUA e na Europa e de polietileno (PE) no México, além de menores despesas com vendas, gerais e administrativas.

“A Braskem segue focada na disciplina de alocação de capital como forma de manter a sua posição robusta de caixa para que possamos enfrentar esse momento de crise global. Estamos fazendo isso sem deixar de lado a segurança e a saúde das nossas equipes, um valor inegociável para a companhia”, disse Roberto Simões, presidente da Braskem.

A taxa de frequência global de acidentes com e sem afastamento (CAF + SAF) foi de 0,81 (eventos/milhão de horas trabalhadas), 74% abaixo da média do setor.

No trimestre, a companhia registrou prejuízo líquido de R$ 3,65 bilhões. Segundo a empresa, o resultado deve-se principalmente ao impacto da variação cambial no resultado financeiro, dada a depreciação do real e do peso mexicano frente ao dólar ao longo do trimestre.

Em maio, o Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) e a SEC, órgão regulador do mercado de capitais americano, confirmaram o término da monitoria independente na Braskem prevista nos acordos firmados em 2016. A decisão do DoJ e da SEC baseou-se no relatório final dos monitores independentes que atestaram a implementação, pela companhia, de todas as recomendações relativas à estruturação e funcionamento do seu programa de conformidade, concluindo o atendimento aos padrões estabelecidos nos referidos acordos. Com o fim da monitoria independente e certificação pelo Ministério Público Federal do Brasil, DoJ e SEC, a Braskem cumpriu com suas obrigações estabelecidas nos acordos.

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