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LyondellBasell e Odebrecht S.A. encerram tratativas sobre a venda da Braskem

04/06/2019

Em nota divulgada hoje, a LyondellBasell, uma das maiores empresas de plásticos, produtos químicos e refino do mundo, anunciou o encerramento de discussões com a Odebrecht S.A. sobre a potencial aquisição da Braskem.

“A combinação da LyondellBasell com a Braskem é muito atrativa por conta dos fortes complementaridades, portfólios de produtos e pegadas operacionais das duas empresas. No entanto, após uma análise cuidadosa, decidimos conjuntamente não prosseguir com a transação. Queremos agradecer às equipes da Odebrecht e da Braskem cooperação durante todo o processo “, disse o CEO da LyondellBasell, Bob Patel.

Em comunicado divulgado hoje sob a forma de “Fato Relevante”, a Braskem também informou o encerramento das negociações.

“A Braskem S.A., em prosseguimento ao Fato Relevante divulgado em 15 de junho de 2018, vem comunicar aos seus acionistas e ao mercado que foi informada pela Odebrecht S.A., sua acionista controladora, da decisão em conjunto com a LyondellBasell de encerrar as tratativas a respeito da potencial transação envolvendo a transferência à LyondellBasell da totalidade da participação da Odebrecht no capital social da Braskem. A administração da Companhia seguirá em busca de oportunidades que tenham o potencial de agregar valor à Braskem e, consequentemente, a todos os seus acionistas”, informa a nota informativa da empresa.

A Braskem é controlada pela Odebrecht S.A., que possui 50,1% do capital votante da empresa. A Petrobrás detém 47 % do total das ações com direito a voto.

Se a transação entre a LyondellBasell e a Odebrecht tivesse sido fechada, a nova empresa resultante da operação se tornaria uma das maiores produtoras mundiais de resinas plásticas, com receitas líquidas de cerca de U$ 50 bilhões por ano.

De acordo com o Brazil Journal, publicação que divulgou a notícia em primeira mão ontem à noite (03/06), o fator decisivo para a LyondellBasell desistir da compra foi o pedido de recuperação judicial da Atvos, empresa que comercializa etanol, feita pela Odebrecht na semana passada. Estimada em R$ 12 bilhões, a dívida da Atvos tem ações da Braskem como garantia. Além disso, existe a possibilidade de um dos credores invocar uma cláusula de “cross default”, como chamam o processo de aceleração das dívidas das outras empresas do Grupo Odebrecht.

Como a Odebrecht Engenharia e Construção (OEC) e a ODB SA controlam as ações da Braskem indiretamente, o portal explica que o cross default fará com que a recuperação judicial da Atvos torne as dívidas vencidas e, por consequência, coloque as ações da Braskem nas mãos dos credores dos dois veículos.

“Deixou de haver o que os advogados de M&A chamam de ‘rep fundamental’ num contrato de compra e venda: a representação [feita pelo vendedor] de que as ações estão livre e desembaraçadas”, explicou uma das fontes.

A Braskem também sofreu impacto financeiro de desdobramentos recentes da Operação Lava Jato, como o acordo de leniência fechado no último dia 31 de maio com a Controladoria Geral da União e a Advocacia Geral da União, no valor de 2,87 bilhões, relacionado ao pagamento de danos e multas ligados a contratos irregulares envolvendo recursos públicos.

A venda da Braskem também já vinha enfrentando outras incertezas, tais como uma ação do Ministério Público de Alagoas devido a rachaduras e fissuras em alguns logradouros de Maceió, um problema que aparentemente pode estar relacionado à sua extração de sal gema na região e que pode resultar em exigências de indenizações à empresa, ainda de valor indeterminado.

Fontes: LyondellBasell, Braskem, Brazil Journal

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Mexichem adquire negócios de resinas de PVC da PolyOne

08/04/2013

A PolyOne Corporation anunciou  acordo em que a empresa vai vender a Specialty PVC Resins – seus ativos no segmento de dispersão, resinas em suspensão e blendas vinílicas – para a Mexichem, SAB de C.V. por U$ 250 milhões em dinheiro. O negócio inclui duas unidades de produção e um centro de P & D. A venda está sujeita à satisfação de requisitos regulamentares e outras condições habituais de fechamento de negócios.

Os ativos de resinas da PolyOne são parte do seu segmento de Performance Products and Solution e geraram receitas de US $ 147 milhões em 2012.

“Desde que começamos nossa transformação em provedores de especialidades, temos desinvestido na área de commodities, incluindo Oxy-Vinílicos em 2007 e SunBelt em 2011, reinvestindo os recursos para acelerar o crescimento de nosas ofertas de especialidades”, disse Stephen D. Newlin, chairman, presidente e executivo-chefe da PolyOne Corporation. “Como nosso único negócio remanescente envolvido na fabricação direta de resinas de base, vemos a venda de nossos ativos de produção de resinas como um passo natural e continuado na evolução de nosso portfólio.”

“A Mexichem é um líder comprovado e tem experiência substancial na fabricação de resinas-base. Nós acreditamos que eles serão capazes de destravar mais plenamente o potencial dos nossos ativos de produção de resina e estamos ansiosos para trabalhar com eles, no futuro, como um fornecedor”, disse Sr. Newlin.

Carlos Manrique, vice-presidente e gerente geral da Divisão de Cloro-Vinil da Mexichem, afirmou que esta aquisição irá representar tanto um EBITDA adicional como permitirá que a Mexichem se envolva no nicho de mercados altamente especializados na América do Norte. Outro elemento atrativo desta aquisição é o desenvolvimento de soluções “tailor made” para diferentes clientes; o portfolio de produtos de resinas especiais de PVC da PolyOne irá complementar o portfólio atual da Mexichem.

A aquisição está alinhada com a estratégia de integração vertical a jusante da Mexichem, que visa aumentar o número de produtos de valor agregado, dos quais a empresa tem atualmente uma quota de mercado pequena. A aquisição não só irá reforçar a posição da Mexichem, dadas as vantagens competitivas que implica, incluindo recursos naturais da própria região, tais como gás de xisto, mas também a integração vertical da Mexichem.

Fonte: PolyOne / Mexichem

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