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Planta francesa Suez Regene Atlantique otimiza qualidade de flakes de PET reciclado após modernização

20/02/2017

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Suez Regene Atlantique é uma planta francesa (foto) controlada pelo grupo Suez, especializada na recuperação e reciclagem de garrafas de PET. Em 2013, a empresa fez um investimento estratégico significativo na modernização e melhoria do processo de seleção ótica para a reciclagem de garrafas. Esta atualização ocorreu pela aquisição de novos equipamentos avançados de separação. Como parte deste processo, a Suez Regene Atlantique recebeu quatro máquinas de separação Autosort da Tomra e uma unidade Autosort Flake, junto com um sistema de controle automático.

Como resultado da modernização das suas instalações, a Suez Regene Atlantique se beneficiou de várias maneiras, mas sem dúvida a mais importante foi a enorme melhoria da qualidade do seu produto final. Atualmente, a planta produz mais de 50 toneladas de flakes por dia.

Objetivo: a máxima pureza possível

Durante a discussão conceitual do projeto, a Tomra Sorting e a Regene Atlantique decidiram conjuntamente que, para produzir flakes de PET de máxima pureza possível, três resultados deveriam ser garantidos: uma elevada produção de matéria prima, uma alta consistência do produto e um elevado rendimento do produto

Processo recém-projetado

Para atingir esses objetivos, foi concebido um processo onde as garrafas PET embaladas em fardos são transportadas de centros de triagem localizados no sudoeste da França. Estes fardos são então levados para a estação de abertura dos fardos, onde as suas tiras de metal são cortadas manualmente antes das garrafas serem então carregadas na esteira de alimentação. A esteira leva o material o triturador, onde as garrafas são desagregadas individualmente antes de passar por um Autosort. A Regene Atlantique optou pelo conceito de seleção positiva para a sua primeira fase de classificação ótica. Nesse conceito de seleção positiva, a máquina de triagem irá selecionar garrafas de PET desejadas, e assim, garantir que quaisquer contaminantes que estejam presentes caiam através da força gravitacional. Após este primeiro passo de separação, duas outras unidades Autosort são então utilizadas para eliminar todos os contaminantes ainda presentes no fluxo principal de material PET.

Após estas três fases de separação ótica, todo o material rejeitado é levado para um quarto Autosort. Ele irá devolver todas as garrafas que foram removidas por engano pelo processamento anterior e também recuperar uma nova categoria de garrafas PET coloridas, que agora podem incluir ou não garrafas opacas. Depois da triagem ótica ter sido completada, as garrafas passam então por uma inspeção manual. Uma vez que isto ocorreu, as garrafas são então trituradas e assim emergem na sua forma de produto final: flakes.

Estes flakes passam então através de um tanque de flotação em que todo o material que contém polipropileno (PP) ou polietileno (PE) flutuará na superfície. Estes materiais podem então ser simplesmente removidos, enquanto o produto PET afunda e segue no processo de reciclagem. Uma vez que os materiais PE e PP foram separados, os flakes de PET são então lavados a uma temperatura de 93 ° C para dissolver quaisquer colas presentes e para remover todos os rótulos colados nos produtos. Depois que este processo de lavagem estiver concluído, outra operação de flotação é necessária para remover as etiquetas destacadas durante a lavagem.

Em uma etapa seguinte, os flakes tem a sua removida. Uma vez limpo e completamente seco, os flakes são então peneirados para separar as partículas mais finas e grandes. Os flakes grandes e sobredimensionados serão triturados novamente para se obter a distribuição de tamanho de partícula desejada. Estes flakes são então enviados para um tambor magnético e um separador indutivo. Esta combinação de equipamentos garante a remoção de quaisquer contaminantes metálicos remanescentes do material em flakes. O primeiro rolo captura metais ferroso, enquanto o segundo elimina metais não-ferrosos como o alumínio.

Como passo final, o material processado é enviado para o Autosort Flake. Esta máquina remove os últimos contaminantes. Aqui, o fluxo de material é dividido em três canais na primeira separação. Em seguida, o material ejetado é percorrido novamente através do canal de recuperação para uma segunda verificação. Finalmente, os operadores embalam os flakes em grandes sacos (big bags), cada um pesando aproximadamente uma tonelada. Após a embalagem, estes sacos são colocados em uma zona de armazenamento temporário para aguardar controle de qualidade: cada saco deve passar por um teste para avaliação dos vários contaminantes. A análise abrange uma gama de contaminantes que inclui PVC e metal – e quando se produzem flakes cristal (com azul claro) – os flakes opacos e coloridos de PET são eliminados também. Depois que estas medidas de controle de qualidade foram concluídas, os grandes sacos podem então ser despachados.

Planta apresente uma das melhores qualidades de flakes disponíveis no mercado europeu

Como resultado direto desse novo conceito de processamento, a qualidade da produção melhorou drasticamente, o tempo de manutenção essencial foi significativamente reduzido e o volume anual de resíduos da planta diminuiu em 300 toneladas.

Esta instalação melhorada agora permite à Suez produzir uma das melhores qualidades de flakes disponíveis no mercado europeu de hoje. Os clientes industriais utilizam os flakes produzidos pela Suez para produzir embalagens de qualidade alimentícia – principalmente para aplicações em chapas; e eles também são usados em fibras têxteis para uso em lã polar ou carpetes para o setor automotivo. Além disso, a saída do flake é usada igualmente para fabricar garrafas, completando assim verdadeiramente o círculo do processo da reciclagem. A transformação de resíduos em recursos valiosos contribui para uma solução importante para os problemas globais urgentes do nosso tempo – esgotamento dos recursos naturais e proteção ambiental.

Receitas consideravelmente mais elevadas

David Bourge, Gerente de Fábrica da Suez, Regene Atlantique, disse: “Graças à nossa parceria com a Tomra, conseguimos otimizar nossas operações de reciclagem de PET. Ao combinar o Autosort (separador de garrafas) com o Autosort Flake (separador de flakes), multiplicamos a nossa produção com alta qualidade por dois, resultando em receitas consideravelmente mais elevadas.

Como está o mercado Brasileiro

A indústria brasileira de reciclagem de PET também está buscando produção com qualidades de flake de PET mais elevadas, uma vez que as empresas estão se licenciando junto a ANVISA para a produção de material com qualidade para grau alimentício. Segundo Carina Arita, gerente comercial da Tomra no Brasil, “devido a essa demanda por alta qualidade de flake, a maioria de nossos clientes no Brasil também está adotando o conceito de seleção positiva e, graças ao avanço da nossa tecnologia, temos velocidade de processamento e de válvulas capazes de executar essa tarefa com sucesso, proporcionando uma separação mais eficiente”.

Já Carlos Manchado, diretor para todo continente americano, observa que “essa tendência é notória também nos outros países da América do Sul, principalmente considerando que esses países estão seguindo as especificações de qualidade exigidas pelos orgãos Europeus  e pela FDA (Food and Drug Admnistration) nos Estados Unidos. Ao final a resina PET reciclada pode ser considerada uma commodity, tornando-se um produto de circulação global”.

Sobre a Tomra Sorting Recycling

A Tomra Sorting Recycling (www.Tomra.com/recycling) desenvolve e fabrica tecnologias de separação baseada em sensores para a indústria global de reciclagem e gestão de resíduos. A empresa já instalou mais de 4.400 sistemas em 50 países de todo o mundo. A Tomra Sorting Recycling faz parte da Tomra Sorting Solutions, que também desenvolve sistemas baseados em sensores para a separação, descascamento e controle de processos para a indústria alimentícia e de mineração, entre outras. A Tomra Sorting é afiliada da empresa norueguesa Tomra Systems ASA com capital aberto na Bolsa de Oslo. Fundada em 1972, a Tomra Systems ASA tem faturamento de cerca de 650 milhões de euros e emprega mais de 2.600 pessoas.

Fonte e foto: Assessoria de Imprensa – Tomra

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Tomra associa-se à New Plastics Economy, iniciativa global para reorientar o uso dos plásticos segundo os princípios da economia circular

24/01/2017

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O fornecedor global de soluções baseadas em sensores de alta tecnologia Tomra Sorting Recycling, se inscreveu como membro da New Plastics Economy, uma iniciativa de três anos que trabalha para um sistema global de plásticos guiado pelos princípios da economia circular.

Liderada pela Fundação Ellen MacArthur, a iniciativa reúne empresas, governos, cientistas e cidadãos para acelerar a transição para um sistema global mais eficaz para os plásticos. Os três objetivos principais do projeto são: a criação de uma melhor economia de plásticos pós-consumo, a redução do desvio de plásticos para o meio ambiente e a dissociação da produção de plásticos de matérias-primas à base de combustíveis fósseis.

A Tomra é um dos cinco novos membros da iniciativa New Plastics Economy, que trabalha com mais de 40 organizações de toda a cadeia de valor dos plásticos e é apoiada por acadêmicos, empresários e filantropos.

Como parte da iniciativa, os novos membros apresentaram detalhes de projetos piloto inovadores voltados a repensar o futuro dos plásticos em um workshop em Londres, em dezembro de 2016. Entre esses, um projeto inicial proposto pela Tomra Sorting Recycling focaliza-se na classificação de plásticos.

“Trabalhar com a Fundação Ellen MacArthur como membro da rede New Plastics Economy é uma boa oportunidade para continuar nossos esforços para rever a forma como o plástico é usado e reciclado em todo o mundo”, disse Stefan Ranstrand, presidente e CEO da Tomra. Os objetivos da iniciativa complementam nossa própria visão de liderar a revolução dos recursos e ajudam a desenvolver uma economia circular para os plásticos “.

“Lixo marinho é uma preocupação crescente em todo o mundo e será o nosso foco principal como um membro da iniciativa. Resíduos plásticos representam uma grande proporção do lixo marinho e aumentando-se o valor do plástico recuperado, ao torná-lo útil para a reciclagem e reutilização, se reduzirão os volumes de lixo marinho. Nossas tecnologias são capazes de mudar a forma como os plásticos são reciclados, em termos de qualidade e quantidade, e estamos ansiosos para fazer uma contribuição significativa para o desenvolvimento de um melhor sistema global de plásticos “, diz Ranstrand.

Em janeiro de 2017, a New Plastics Economy apresentou suas últimas conclusões aos líderes governamentais e empresas na Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos.

Rob Opsomer, líder da iniciativa, comenta: “A New Plastics Economy está trabalhando para repensar completamente e redesenhar o nosso sistema global de plásticos, e melhorar a forma como os plásticos são gerenciados após o seu uso, e queremos dar um passo muito importante nesse campo. Tenho satisfação por poder contar com o envolvimento ativo de todos os participantes, incluindo a Tomra, na colaboração para definir direção, estabelecer sistemas e normas comuns e dar início à inovação – para avançar para um sistema de plásticos que funcione”.

Sobre a Tomra Sorting Recycling

A Tomra Sorting Recycling desenvolve e fabrica tecnologias de separação baseada em sensores para a indústria global de reciclagem e gestão de resíduos. A empresa já instalou mais de 4.400 sistemas em 50 países de todo o mundo. Responsável pelo desenvolvimento do primeiro sensor de infravermelho próximo para aplicações de separação de resíduos, a Tomra Sorting Recycling faz parte da Tomra Sorting Solutions, que também desenvolve sistemas baseados em sensores para a separação, descascamento e controle de processos para a indústria alimentícia e de mineração, entre outras. A Tomra Sorting é afiliada da empresa norueguesa Tomra Systems ASA com capital aberto na Bolsa de Oslo. Fundada em 1972, a Tomra Systems ASA tem faturamento de cerca de 650 milhões de euros e emprega mais de 2.600 pessoas. Para obter mais informações sobre a Tomra Sorting Recycling visite www.Tomra.com/recycling

Fonte: Assessoria de Imprensa Tomra

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Caso de sucesso na triagem de resíduos sólidos em planta espanhola pode ser replicado no Brasil

17/09/2016

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A triagem e a reciclagem de resíduos sólidos no Brasil foi, nos últimos anos, um dos temas mais abordados, mas também um dos mais controversos. Pilar importante na sociedade, a verdade é que a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) – Lei 12.305 promulgada em Agosto de 2010, não se concretizou como tinha sido estruturada inicialmente. O objetivo desta lei era evitar que o material fosse para os aterros, e, com isso, reduzir os riscos e os danos ambientais. No entanto, seis anos depois, pouco ou quase nada foi feito.

De acordo com a PNRS, as metas referentes aos resíduos sólidos urbanos inicialmente propostas diziam que em 2014 haveria a eliminação total dos lixões no Brasil, fato que não aconteceu. A plena vigência da PNRS, que se devia ter dado em 2014, não foi suficiente para mudar a cultura de produção e gestão do lixo no Brasil. Esta é a avaliação do presidente da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), Carlos Silva Filho, sobre os dados do Panorama Dos Resíduos Sólidos no Brasil. O documento mostra que, entre 2010 e 2014, a geração de lixo cresceu 10,36%.

“Nem mesmo com a edição da PNRS, que traz entre os princípios, como primeira ação na hierarquia dos resíduos, a minimização da geração, a gente percebe que isso ainda não está em curso. Nós ainda estamos em linha de crescimento de geração [de lixo], tanto no total quanto per capita”, destacou Carlos Filho. A média brasileira de produção de lixo por pessoa é 1,062 quilo (kg) por dia, de acordo com as últimas estatísticas.

Entre os entraves para o funcionamento da PNRS, Carlos Filho aponta a falta de vontade política dos gestores municipais, assim como a pouca capacidade técnica para viabilização da solução adequada e recursos. “Não adianta dar mais prazo, não adianta estender a lei. O que se precisa é conjugar esses três fatores e colocar isso em prática. Do contrário, vamos continuar sofrendo com uma gestão inadequada”, declarou. Para ele, dar mais tempo para cumprimento da lei pode agravar problemas ambientais já registrados hoje, como contaminação do solo e águas.

A pesquisa aponta que mais de 41% das 78,6 milhões de toneladas de resíduos sólidos gerados no país em 2014 tiveram como destino lixões e aterros controlados – locais que oferecem riscos ao meio ambiente e à saúde. A PNRS preconiza o fim dos lixões. No entanto, de acordo com a pesquisa, 3.334 dos 5.570 municípios brasileiros ainda mantém este tipo de estrutura. A maioria deles em cidades pequenas e médias.

Equipamentos de triagem da TOMRA Sorting Recycling podem ajudar na solução desse problema real do Brasil. Trata-se de solução comprovada (não em fase de teste ou protótipo), existente em vários países do mundo e aplicável a resíduos semelhantes ao nosso.

Os mercados mundiais e a aposta nos grandes investimentos

O tema da reciclagem tem gerado significativo debate em nível mundial. Para além de uma forte sensibilização à população, a aposta dos mercados mundiais tem se voltado nos últimos tempos para os grandes investimentos em alta tecnologia que permitem uma grande recuperação dos materiais, com menos recursos. Um exemplo é a planta Ecocentral Granada, em Espanha.

Localizada em Alhendín (Granada), a unidade possui uma capacidade nominal de 450 mil t/ano e é uma das principais plantas de recuperação de resíduos na Espanha. Ao todo são quatro linhas de tratamento com capacidade para processar 30 t/h, contando com 10 separadores automáticos AUTOSORT da TOMRA Sorting Recycling. As linhas de processamento são agrupadas duas a duas, de forma simétrica, permitindo que a planta trabalhe com dois tipos diferentes de materiais ao mesmo tempo, com estabilidade e versatilidade do processo.

A Ecocentral Granada emprega diretamente cerca de 190 funcionários e trata os RSU gerados por 144 municípios (812.000 habitantes), assim como os recipientes recolhidos de forma seletiva de toda a província (923.000 habitantes). A recuperação de RSU da Ecocentral em 2015 foi de 10,80% da entrada total, o que equivale a 38.525 toneladas de materiais recicláveis recuperados. A este número somam-se ainda outras 5.670 toneladas de materiais recicláveis recuperados da coleta seletiva, com uma eficiência de recuperação de cerca de 72,5%.

A automatização e as últimas alterações na Ecocentral Granada fizeram com que ela se tornasse uma referência na Espanha e um bom exemplo de alta performance de recuperação. A inclusão das tecnologias avançadas para o tratamento de Resíduos Sólidos, a exemplo dos equipamentos de classificação baseados em sensores óticos da TOMRA, foi relevante para o aumento de eficiência e na melhoria da gestão.

Atualmente, a planta dispõe de 10 unidades AUTOSORT, sendo 4 equipamentos instalados na linha da fração rolante de duas linhas do processo; outros 4 equipamentos estão em paralelo também instalados na linha da fração rolante nas outras duas linhas simétricas, e os 2 equipamentos óticos estão instalados para a recuperação de embalagens e para a recuperação de papel e papelão no rejeito de todas as quatro linhas.

Segundo explicou Ricardo Alonso Pérez, Engenheiro de Serviço de Resíduos da Ecocentral Granada: “Com a introdução dos AUTOSORT, a recuperação de papel e papelão teve um aumento de recuperação de 0,8% a 1% sobre o total da entrada da planta. Atualmente se recuperam por turno entre 5 a 8 toneladas de papel e papelão de grande qualidade”.

Quanto à recuperação de outros materiais como o PET, o PEAD, caixa de bebida, etc: “as vantagens vão desde a alta disponibilidade e alta eficiência de separação, estabilidade e versatilidade para poder separar novos produtos que o mercado demande, a troca dos produtos a serem selecionados ou a reconfiguração da cascata de seleção dos materiais em caso de tratamento de diferentes fluxos de materiais (RSU ou coleta seletiva, por exemplo)”, afirmou Alonso.

A ponte para o mercado brasileiro

A Ecocentral Granada é um exemplos de plantas ao redor do mundo que estão optando pela automatização de processos com equipamentos da TOMRA Sorting Recycling. São mercados mundiais com grandes semelhanças ao mercado brasileiro pela quantidade de lixo que produzem. No entanto, o Brasil ainda está uns passos atrás, no que diz respeito, a grandes volumes de recuperação de materiais recicláveis, ou seja, através de plantas de processamento em alta capacidade de resíduos.

Apesar da grande relutância das empresas brasileiras, muito por causa do nível de investimento avultado, a verdade é que estes tipos de plantas automatizadas são economicamente viáveis, mesmo no mercado brasileiro que está em ascensão. Só pelo fato de permitir recuperar recicláveis que estão em falta no país, devia ser uma das prioridades da política brasileira, assim como das próprias empresas, que iriam obter resultados mais rápidos e ver assim o investimento devolvido a médio prazo.

Fonte: Tomra Sorting Recycling

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Arqplast escolhe equipamentos da Tomra Sorting Recycling para separar matéria-prima reciclada

07/07/2016

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Sediada no município de Boituva, a 130km de São Paulo, a Arqplast Utilidades Domésticas (foto) está há 16 anos no mercado de Utilidades Domésticas. A empresa fabrica produtos com matéria prima 100% reciclada. Isto significa que toda a matéria-prima utilizada provém da sucata, sem misturas com  plástico virgem. Em 2015, a Arqplast deu um passo importante na consolidação de resultados e na qualidade dos produtos finais com a instalação de dois equipamentos Autosort da Tomra Sorting Recycling que permitem processar cinco toneladas de plásticos por hora.

O Autosort combina os sensores NIR (Near Infrared) e VIS e permite reconhecer e separar com precisão e velocidade uma grande quantidade de materiais em função do tipo e composição, obtendo frações de elevada pureza. Na fábrica da Arqplast, os dois equipamentos processam Polipropileno (PP) que vem misturado com Polietileno (PE), por vezes com até 30% de impurezas. Esta solução proporcionada pela Tomra Sorting Recycling veio alterar a realidade da fábrica, que até então tinha processos bastante manuais e elevadas perdas, assim como altos custos de produção.

Arqplast evolui com tecnologia baseada em sensores

Negócio familiar, a Arqplast disponibiliza para o mercado mais de 200 produtos 100% reciclados. São baldes, bacias, cestos, caixas multiuso, containers, móveis, maletas, coletores para lixo, pallets e uma grande variedade de utilidades domésticas em geral que deixam de virar lixo para se transformar produtos úteis. Atualmente, a empresa possui na fábrica cerca de 150 máquinas que produzem 90 toneladas de PP diariamente.

Antes da chegada dos equipamentos da Tomra Sorting Recycling, houve todo um processo de evolução que permitiu chegar aos níveis e valores atuais. Num primeiro momento, a empresa trabalhava na linha de produção apenas com os produtos finais de plástico. Mais tarde, após uma “verticalização” dos processos, começaram a trabalhar com a resina de sua própria produção – depois de instaladas linhas de extrusão. Finalmente, começaram a comprar pós-consumo, pré-escolhido, e fardos de PP para lavar e moer. Contudo, todos estes processos tinham uma componente muito manual, que provocava muitas perdas e altos custo.

Para reforçar a posição no mercado brasileiro, a planta da Arqplast está neste momento em contato com a Associação Brasileira da Indústria do Plástico, de forma a conseguir obter o Selo Nacional de Plásticos Reciclados – SENAPLAS -, que certifica a origem da resina reciclada em seus produtos. O certificado procura ainda identificar e valorizar as empresas Recicladoras, que trabalham dentro dos critérios Socioambientais e Econômicos exigidos pela Lei.

O processo antes e depois da Tomra Sorting Recycling

Como explicado por Arquimedes Silva, proprietário da fábrica, antes da entrada dos equipamentos da Tomra Sorting Recycling na fábrica, o processo passava por comprar fardos de PP que eram selecionados à mão por material e cor. Silva sublinha ainda que “internamente, estava enraizado que não era possível selecionar tudo e que era necessário recorrer ao mercado para conseguir PP moído já selecionado”. Para agravar a situação, além das altas perdas em todo o processo, havia um custo elevado com o pigmento para coloração do material, que também era importado e altamente dispendioso.

Com a entrada dos equipamentos em funcionamento em Março de 2015, de imediato aumentou a capacidade de seleção, o que permitiu que todo o material necessário fosse produzido dentro da fábrica, evitando assim material moído por terceiros. Além disso, o produto obtido passou a ser mais puro e com maior qualidade. Com os equipamentos da Tomra, foi possível reduzir os custos operacionais e de manutenção. Agora, a Arqplast está preparada para organizar o material em famílias de cores, o que permitiu uma redução na utilização dos pigmentos para alcançar as cores desejadas.

Maior recuperação

Segundo explicou Arquimedes Silva: “Com a introdução dos equipamentos Autosort, a recuperação de PE e PP teve um incremento de 3500 kg/h em comparação com os 1500 kg/h que vinham sendo registrados anteriormente, traduzindo-se assim num maior volume de entradas na fábrica. Atualmente recuperam-se entre 80 e 90 toneladas de boa qualidade de produto neste fluxo diariamente”.

“Os equipamentos da Tomra Sorting Recycling permitiram reduzir o número de funcionários na triagem, aumentando a eficiência e a pureza do material recuperado, o que permitiu recolocar o pessoal em outras áreas mais estratégicas da planta”, afirmou o proprietário.

Arquimedes Silva destacou ainda “os reduzidos custos de manutenção, assim como a facilidade na limpeza dos equipamentos, que são bastantes fáceis de operar”.

Processo de utilização

Neste momento, os dois equipamentos da Tomra têm funções diferentes na fábrica da Arqplast. Como o foco está na recuperação de PP, o primeiro equipamento seleciona todo o material que pode ser utilizado, sendo depois enviado para uma seleção manual por cores.

Já o segundo, está dividido em dois processamentos. Num primeiro processamento, separa PE, que tem um alto valor de mercado e que pode ser vendido posteriormente. O que for rejeitado num primeiro processamento, passa diretamente para o segundo, com o principal objetivo de separar PS positivo.

O conceito principal passa por enviar PP livre de impurezas para depois ser separado manualmente por cores, dado que é uma tarefa mais fácil dentro da fábrica. Considerando, que o material tem por vezes 30/40% de contaminação de outros polímeros com elevado valor de mercado, a segunda unidade, tem como objetivo a recuperação desse material.

A Arqplast teve o primeiro conhecimento da Tomra Sorting Recycling em 2013, ocasião em que tomou contato com a tecnologia de separação automática. Depois de várias demonstrações em plantas brasileiras e no exterior, em 2014 consumou-se o acordo entre as duas empresas e há um ano os equipamentos entraram em pleno funcionamento.

A Tomra Sorting Recycling desenvolve e fabrica tecnologias de separação baseada em sensores para a indústria global de reciclagem e gestão de resíduos. A Tomra Sorting Recycling faz parte da Tomra Sorting Solutions, que também desenvolve sistemas baseados em sensores para a separação, descascamento e controle de processos para a indústria alimentícia e de mineração, entre outras.

Fundada em 1972, a Tomra Systems ASA tem faturamento de cerca de 650 milhões de euros e emprega mais de 2.600 pessoas.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Tomra Recycling

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Tomra Recycling celebra 20º aniversário na IFAT Munique desenvolvendo a indústria de separação baseada em sensores

23/06/2016

TOMRA_Optimal-performance_why-risk-anything-elseNo 50º aniversário da IFAT Munique, ocorre uma outra comemoração: a seção da Tomra Recycling comemora duas décadas de negócios. Lançada inicialmente como empresa norueguesa Titech Autosort em 1996, a empresa emergiu a partir de um projeto P&D que se iniciou em 1993.

Combinando a sua experiência prática com a sua pioneira tecnologia, a Tomra Sorting Recycling projeta e fabrica atualmente uma inovadora tecnologia de separação baseada em sensores óticos para a indústria de reciclagem global e de tratamento de resíduos.

Inovação contínua e avanços tecnológicos

Responsável pela introdução do primeiro sensor de infravermelho próximo (NIR) utilizado para a separação de resíduos, a Tomra Sorting Recycling continua a ser pioneira na indústria, com os seus métodos de extração de frações de alta pureza a partir de resíduos urbanos, contribuindo para maximizar produtividade e lucros.

O portfólio de sensores da empresa se expandiu principalmente pelas significativas aquisições de empresas como a RealVisionsort, CommodasUltrasort, Odenberg e Best, bem como através do uso simples ou de multi-sensores que permitiu estender o número de aplicações de seleção por sensores. Esta estratégia continua a criar novas oportunidades para as empresas no que diz respeito à recuperação de materiais recicláveis, permitindo-as dar resposta de forma cada vez mais flexível às exigências atuais e futuras de mercado.

Da mesma forma, o número aplicações desenvolvidas pela Tomra Sorting Recycling em colaboração com os clientes tem crescido nos últimos anos e tem assumido um perfil internacional: Atualmente mais de 4.400 sistemas já foram instalados em 50 países no mundo, afirma a empresa.

A tecnologia de triagem automatizada tem experimentado um salto ao longo de duas décadas, que produzem melhorias expressivas na resolução do sensor. Avançadas fontes de luz facilitam a separação de materiais com alta precisão e eficiência, sendo que ao mesmo tempo se reduziu o consumo de energia. Tais avanços tecnológicos permitem agora a detecção de objetos ultra-finos – tais como materiais de 0,5mm, enquanto que objetos maiores podem ser digitalizados com melhor precisão.

As tendências do mercado e outros fatores de pressão

Com legislações nacionais que estabeleçam claramente as taxas de recuperação de resíduos e que promovam vigorosamente a separação de muitos tipos diferentes de materiais em frações homogêneas, a separação baseada em sensor sustentada por um compreensivo serviço de suporte desde o início, oferece uma solução técnica, comercial e ambiental ideal para cumprir essas metas cada vez mais rigorosas.

Melhor desempenho, estabilidade e segurança

Num mercado onde o preço das matérias-primas é baixo, as margens de lucro são apertadas e o acesso ao financiamento continua a ser um desafio, a confiança e a consistência da qualidade do produto tornam-se ainda mais importantes.

Tom Eng, Diretor-Geral da Tomra Sorting Recycling, explica: “Todo o futuro da empresa está em linha quando investes em equipamento. Então, nós apreciamos o quanto é importante acertarmos desde a primeira vez”.

Eng continua: “20 anos é um verdadeiro marco na indústria de separação por sensores. Vinte anos significa que um cliente pode confiar nos nossos produtos. É importante trazer para o cliente a sensação de segurança”.

A razão pela qual os clientes se podem sentir seguros, acredita Eng, é muito simples: “Desde o início, trata-se de pessoas. Temos pessoas de qualidade desde o início que ainda hoje estão na empresa. Isso é uma riqueza e profundidade de conhecimento que vai além do produto que você vende”.

Titech em Tomra

A empresa passa por um programa de mudança de marca desde Fevereiro de 2012, de forma a tornar-se mais alinhada com a sua matriz norueguesa, Tomra Systems ASA. A empresa adquiriu a Titech em 2004.

O passo final no processo de mudança de marca da Tomra Sorting Recycling passava por racionalizar o seu portfólio de produtos, removendo a palavra ‘Titech’ dos nomes dos modelos associados aos seus sistemas de classificação do ano passado. Por exemplo, o produto mais vendido pela companhia, uma vez conhecido como Titech Autosort, agora é simplesmente designado ‘AUTOSORT ‘.

Comentando sobre a mudança de marca, o Diretor-Comercial da Tomra Sorting Recycling, Jonathan Clarke, disse: “Ao completar a mudança de marca dentro do nosso negócio, estamos aumentando significativamente a visibilidade da Tomra em todo o mundo. Sinergias entre tecnologias dos diversos segmentos tem ressaltado a habilidade da Tomra Sorting para desenvolver a classificação baseada em sensores para novos segmentos, mercados e aplicações. Estamos agora melhor posicionados para responder aos desafios dos clientes e da indústria mais rápido do que antes, enquanto continuamos a oferecer os produtos com melhor valor”.

A Tomra Sorting Recycling desenvolve e fabrica tecnologias de separação baseada em sensores para a indústria global de reciclagem e gestão de resíduos. A Tomra Sorting Recycling faz parte da Tomra Sorting Solutions, que também desenvolve sistemas baseados em sensores para a separação, descascamento e controle de processos para a indústria alimentícia e de mineração, entre outras.

Fundada em 1972, a Tomra Systems ASA tem faturamento de cerca de 650 milhões de euros e emprega mais de 2.600 pessoas.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Tomra Recycling

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Tomra Sorting Recycling apresenta tecnologia de classificação por sensores em Conferência Européia de Reciclagem de Plásticos

23/11/2015
Equipamento Titech Autosort para separação de resíduos plásticos

Equipamento Autosort para separação de resíduos plásticos

Como incrementar a quantidade de resíduos de plásticos que chegam às recicladoras e como conseguir uma alta qualidade do produto final com soluções de tecnologias avançadas foram os principais temas em debate da Conferência europeia de Reciclagem de Plásticos, que se realizou em Madri, no dia 28 de outubro.

A Tomra Sorting Recycling (www.Tomra.com/recycling) foi uma das empresas convidadas e Judit Jansana, Diretora Comercial para Espanha e Portugal, uma das oradoras principais nas sessões centrais da Conferência. Sob o tema “Potencializar a qualidade na linha de classificação”, ela se focalizou em apresentar as melhores soluções que podem ser adotadas por plantas de recuperação de materiais para aprimorar os processos de recuperação e reciclagem de plásticos, e assim, obter um produto final que satisfaça e exceda as especificações de qualidade.

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Judit Jansana, Diretora Comercial da Tomra para Espanha e Portugal

O uso da tecnologia de classificação por sensores para incrementar a quantidade e qualidade do plástico recuperado nas linhas de classificação foi o núcleo central da intervenção, que terminou com uma análise sobre as ameaças e oportunidades para o setor do plástico. Jansana descreveu como funcionam os equipamentos de classificação da Tomra, dotados de tecnologia de sensores que permitem identificar objetos na esteira transportadora, baseando-se na sua forma, tamanho, cor e tipo de material… para separá-los de forma precisa e rápida com jatos de ar ou dedos mecânicos, maximizando assim a eficiência da classificação. Para a classificação dos diferentes resíduos, os equipamentos dispõem de diferentes tecnologias de detecção, tais como câmaras, sensores raio-X, infravermelhos (NIR), espectrometria visível (VIS), sensores eletromagnéticos, etc.

Além disso, Jansana expôs várias possíveis formas de se incrementar a quantidade de plásticos a recuperar. Como, por exemplo, aumentando a recuperação nas próprias plantas de classificação de resíduos, especialmente nas plantas de tratamento de restos de fração ou de resíduos sólidos (plantas de RSU). Jansana explicou também que é igualmente possível incrementar a qualidade do plástico obtido nas plantas de Resíduos Sólidos Urbanos, estendendo o processo atual com equipamentos de separação automática adicionais para a separação de PET multicamada  ou para a classificação por cores (como a separação de PEAD natural do resto das cores, por exemplo), com um projeto adequado das linhas de tratamento, à base de equipamentos com sensores, que permitem facilmente separar o plásticos de outros resíduos e classificá-los por tipos, obtendo assim um alto grau de pureza e a qualidade técnica. Com a tecnologia de sensores, pode-se inclusive remover os objetos com retardantes à base de Bromo, conteúdos existentes em muitos produtos plásticos procedentes dos resíduos elétricos- eletrônicos, hoje proibidos pela norma européia. Judit Jansana ilustrou a sua exposição com exemplos gráficos de configurações de diferentes equipamentos Tomra nas linhas de classificação.

Relativamente ao segmento dos resíduos de embalagens, Jansana estimou ser necessário uma mudança normativa para incentivar o projetos dos mesmos (misturas, materiais compostos ou aditivos), que facilitem a sua reciclagem no final da sua vida útil. Já em relação às oportunidades do setor, Jansana destacou o desenvolvimento de novas aplicações como PP, misturas de plásticos e multicamadas.

A Conferência Europeia de Reciclagem de Plásticos é um fórum internacional dedicado à reciclagem de plástico, em que se expõe e se debatem as soluções e os desafios que enfrenta a indústria atualmente, representando assim mesmo uma oportunidade de estabelecer contato com os principais setores da indústria de reciclagem de plástico.

A Tomra Sorting Recycling desenvolve e fabrica tecnologias de separação baseada em sensores para a indústria global de reciclagem e gestão de resíduos. A empresa reinvidica já ter instalado mais de 4.400 sistemas em 40 países de todo o mundo. A empresa foi responsável pelo desenvolvimento do primeiro sensor de infravermelho próximo para aplicações de separação de resíduos. A Tomra Sorting Recycling faz parte da Tomra Sorting Solutions, que também desenvolve sistemas baseados em sensores para a separação, descascamento e controle de processos para a indústria alimentícia e de mineração, entre outras. A Tomra Sorting é afiliada da empresa norueguesa Tomra Systems ASA, com capital aberto na Bolsa de Oslo. Fundada em 1972, a Tomra Systems ASA tem faturamento de cerca de 550 milhões de euros e emprega mais de 2.400 pessoas.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Tomra

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Entrevista com Carina Arita – Diretora Comercial da Tomra Sorting Recycling Brasil

11/11/2015
Carina Arita

Carina Arita

A Tomra Sorting Recycling concebe e fabrica tecnologias para a separação baseada em sensores para a indústira da reciclagem e da gestão de resíduos. Conta com mais de 4400 sistemas instalados em 40 países.. Responsável pelo desenvolvimento do primeiro sensor de infravermelhos próximos do mundo para aplicações no campo da reciclagem de resíduos, a Tomra Sorting Recycling faz parte da Tomra Sorting Solutions, que também desenvolve sistemas baseados em sensores para a separação, despela e controle de processos para a indústria alimentar e de mineração, entre outras. A Tomra Sorting está no Brasil desde 2011, por meio de sua filial, e conta com equipe para instalação e manutenção de seus próprios equipamentos Titech. O Blog do Plástico entrevistou a Diretora Comercial da Tomra Brasil, Carina Arita

Blog do Plástico: Carina, qual o tipo de sistema de separação de resíduos plásticos para reciclagem dominante hoje no mercado brasileiro ?

Carina Arita: Atualmente predominam sistemas manuais. Entretanto com a necessidade de aumento de escala, qualidade e pureza, as empresas estão buscando tecnologias de sistemas automatizados para a seleção.

BP – Quais são os desafios com que se depara o mercado brasileiro em matéria de reciclagem de plásticos?

CA – Como muitos outros países em desenvolvimento, o Brasil se esforça para crescer e ainda combater a pobreza e a desigualdade, promovendo a inclusão social dos grupos e comunidades mais desfavorecidos. Um destes grupos é o dos catadores de resíduos. Apesar das condições sociais e de trabalho precárias, os catadores constituem a base da cadeia produtiva de reciclagem, pois estima-se que, atualmente, 90 % de todo o material reciclado no Brasil seja recuperado por suas mãos. Um estudo recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima em cerca de 400.000 o número de catadores existentes no Brasil, enquanto o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) garante chegar a 800.000 o número de trabalhadores dedicados a essa atividade. É um grupo tão importante que o texto legal da Política Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010 estabelece como um de seus objetivos a integração dos catadores nos sistemas formais de gestão de resíduos e destaca para os recicladores o quanto pode ser rentável a sua inclusão no setor formal.

BP – Pela experiência da Tomra Sorting Recycling no Brasil, qual o perfil padrão do cliente de seus sistemas de separação de resíduos plásticos?

CA – Todas aquelas empresas que apresentam em seu processo produtivo uma etapa de triagem e seleção de tipos de plásticos e cores, sejam eles fabricantes de resina reciclada ou aparistas. Como o mercado ainda esta em desenvolvimento, não ha um perfil padrão estabelecido. Assim, a Tomra conta com uma equipe especializada em assessorar as empresas a desenvolverem a solução ideal, seja ela completa ou em fases, buscando o melhor custo-beneficio.

BP – Que vantagens estão associadas à utilização dos processos de automação da Tomra Sorting Recycling?

CA – Os equipamentos Autosort facilitam o trabalho dos triadores, realizando as tarefas de separação mais complicadas que envolvem as frações mais difíceis de identificar visualmente, tais como distinguir o polietileno de alta densidade (PEAD) do polipropileno (PP). Limpando e removendo as impurezas, o Autosort deixa apenas os materiais que interessam recuperar, sem necessidade de se trabalhar entre dejetos orgânicos ou sanitários insalubres.

Além disso, os equipamentos Autosort permitem utilizar vários programas de trabalho distintos para separar diferentes materiais, como por exemplo PET, PEAD, PP ou filme de PEAD, separando-os também por cores. Os triadores trabalharão em tarefas de separação por cores e dos materiais mais fáceis de identificar, como PET e Tetrapak. Isso incrementa a produtividade e a rentabilidade de todo o processo e garante a qualidade dos produtos separados, o que leva a lucros maiores na venda dos subprodutos.

BP – Pela experiência da Tomra Sorting Recycling no Brasil, em quanto tempo, em média, retorna o capital investido no sistema de separação de refugos plásticos da Tomra ?

CA – O retorno de investimento do sistema de separação ótica (considerando inclusão desta etapa em linha pre-existente) é estimado de 1 a 3 anos.

BP – Quais são a infraestrutura adequada para uma boa operação do sistema da Tomra ?   

CA – Cada projeto é elaborado para necessidades especificas, de forma customizada e única. Descrevo a seguir um exemplo de solução simplificada:

O processo começa quando os resíduos a serem separados são levados por uma pá carregadeira a uma moega e uma esteira de alimentação. Em seguida, há uma primeira cabine de controle manual. Aqui os elementos volumosos, que podem frear ou bloquear o processo, são retirados e depositados em contêineres localizados abaixo da cabine. Depois desse controle estão localizados os rasgadores de sacos, encarregados de rasgar os sacos para facilitar o esvaziamento dentro do separador balístico que vem em seguida. Este equipamento separa os elementos rolantes e pesados (3D) dos achatados e leves (2D), ou seja, separa as garrafas plásticas do papel e papelão e dos filmes de plástico. Acima da linha de rolantes (3D), que é a mais abundante, está um equipamento separador Autosort que identifica e separa os plásticos por tipo e cor. Em uma primeira etapa, o equipamento separa o polietileno de alta densidade (PEAD), que segue pela esteira transportadora até uma cabine de controle. Ali é separado manualmente: o PEAD natural, para um lado e o PEAD colorido, para outro. Há grande vantagem nessa prática: um plástico PEAD, difícil de ser distinguido visualmente do polipropileno (PP), é retirado da linha antes de entrar na cabine de triagem secundária. Nessa cabine, triadores enfileiram-se de ambos os lados da esteira de triagem e separam os elementos mais simples de serem identificados: filme plástico, PET, PP e Tetrapak. Posteriormente o PET será reprocessado através do Autosort (“programa 2”), que separa o PET transparente do colorido, deixando uma última separação, a do PET verde das demais cores, para a cabine de controle manual. Por último, o PP será reprocessado através do Autosort (“programa 3”) que irá soprar o PP natural para separá-lo das outras cores. Como vantagem, com um só equipamento Autosort é possível separar diferentes materiais, bastando apenas alterar o programa de trabalho. Deste modo, o processo é uma perfeita combinação de maquinário e trabalhadores, para obter os padrões máximos de eficiência, qualidade e de segurança e saúde no trabalho.

BP – Qual é o ranking do sistema Autosort da Tomra entre as principais tecnologias para seleção e separação de resíduos plásticos comercializadas no Brasil?

CA – O sistema Autosort é o mais vendido pois se trata de um sistema multifuncional baseado em sensores capaz de identificar cada um dos polímeros (PET, PEAD, PP, PS, PVC, ABS, etc.), papel, papelão, tetrapak – por critério de material e de cor. E como esses são os materiais recicláveis com mais abundância no resíduo urbano, torna-se o sistema com as aplicações mais comuns. Além de poder trabalhar em linha ou de forma independente.

BP – Quais os diferenciais técnicos oferecidos pelos sistemas de separação de resíduos plástico da Tomra Sorting em relação aos outros existentes no mercado ?

CA – Considerando a nossa tecnologia diferenciada (flying beam com duoline), ela atinge maior resolução com baixo ruído de sinal, resultando em maior eficiência, produtividade e pureza. Com o lançamento da nova geração recentemente, promovemos uma otimização do sistema com a redução de fontes de iluminação infravermelho, consequentemente reduzindo o consumo elétrico em 70%. E o novo modulo de válvulas de ejeção apresentam velocidade superior a 1ms.

BP – Como funcionam as tecnologias Duoline e Flying Beam?

CA – A tecnologia flying beam de espelho poligonal rotativo é utilizada para a distribuição da iluminação e para a captação do espectro refletido focalizando principalmente o ponto de leitura, desta forma é possível varrer a largura da esteira toda, realizando essa leitura em duas linhas de pixels (duoline) obtendo as informações de material, cor, formato e posicionamento na esteira. Realizando tudo isso com rapidez, baixo consumo elétrico e alta performance.

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Tomra Sorting Solutions ganha Prêmio Internacional de Design por sua interface de usuário

29/09/2015

TOMRA-CUI

A interface de usuário comum da Tomra (CUI, Common User Interface), criada pela Tomra Sorting Solutions e a Design Partners, recebeu o prêmio internacional de excelência em design (IDEA, International Design Excellence Award) deste ano, em uma cerimônia em Seattle, EUA, no dia 22 de agosto. A IDEA é uma das competições de design mais prestigiadas no mundo e já está em sua 35.ª edição, sendo organizada pela Sociedade dos Designers Industriais da América (IDSA, Industrial Designers Society of America). Entre os 1700 produtos que participaram  da  IDEA 2015, foram selecionados 28 prêmios de ouro, 53 de prata e 83 de bronze em 20 categorias.

A CUI da Tomra foi premiada com prata na categoria “Design Digital”. Os critérios de avaliação incluíram inovação, beneficios para o usuário, responsabilidade, apelo visual e estética apropriada. A CUI foi criada para que o usuário possa ter mais flexibilidade nos ajustes de seleção e para permitir um controle amigável do usuário.

“Receber um prêmio prata numa competição tão prestigiada é uma aprovação da qualidade do design presente nos sistemas de seleção Tomra e um aumento do valor agregado dos nossos produtos junto aos clientes. A CUI da Tomra é um design de interface de usuário inovador que torna os sistemas Tomra de seleção mais acessíveis, facilitando o seu uso e operação. A vantagem desta nova interface de usuário é permitir que nossos clientes obtenham melhor controle e performance do seu sistema de separação e, em última análise, o aumento da sua produtividade”, explica John McGloughlin, Responsável pela Inovação, Estratégia e Design na Tomra Sorting Food.

A CUI já foi implementada nas séries de reciclagem Finder da Tomra, no Sistema de Separação de Batatas (FPS, Field Potato Sorter) e no Halo, ambos sistemas de separação baseados em sensores para a indústria alimentícia , bem como no sistema de mineração COM Tertiary EM e será ampliado às demais linhas de produto.

O CEO da Design Partners, Brian Stephens, comentou o prêmio recebido recentemente: “O design de qualidade constrói as marcas de forma significativa, melhorando as vidas dos consumidores e motivando o sucesso comercial. A diversidade e o status destes prêmios reconhecem a criatividade e a excelência técnica necessárias para criar este valor em diferentes indústrias”.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Tomra

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Recicladora Multilixo consolida parceria com a Tomra com aquisição de segundo separador ótico

15/09/2015

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A fábrica de reciclagem de resíduos comerciais e industriais do grupo Multilixo já conta com um equipamento Autosort (foto) com capacidade para processar 3,5 toneladas de papel e plástico (recicláveis secos de escritórios) por hora. Segundo a empresa, esse equipamento permitiu duplicar a capacidade de produção da fábrica, aumentar as vendas e facilitar o trabalho dos operários. Devido aos resultados positivos, o grupo adquiriu recentemente o segundo separador ótico Autosort, de forma a aumentar ainda mais a capacidade de produção da fábrica.

A Multilixo, com uma experiência de 18 anos no setor da gestão de resíduos, é formada por um grupo de empresas que desenvolvem projetos e sistemas de gestão nos campos de logística integrada na coleta, transporte e gestão de todos os tipos de resíduos.

Uma das empresas do grupo, a Flacipel, tem a sua fábrica de reciclagem de resíduos comerciais situada em Guarulhos, São Paulo. A recente modernização do seu processo produtivo com a aquisição dos separadores óticos de resíduos Autosort, fabricados pela Tomra Sorting Recycling, permitiu que se passasse de uma separação de plásticos e papel totalmente manual, a cargo de 60 pessoas em 3 esteiras, para uma separação semiautomatizada. Com isso, a fábrica duplicou a sua produção, além de obter um produto de maior qualidade.

O novo Autosort foi instalado na linha 2D, soprando a fração de papel branco, separando plásticos, cartão e papel de cor. O equipamento tem uma capacidade de processamento de 3,5 toneladas de material por hora e permitiu um aumento da produção de 27 a 35 fardos de material por dia.

Silvio Urias Pereira, proprietário da fábrica, manifestou a sua satisfação com os resultados: “O equipamento superou as minhas expectativas. O meu objetivo atual é adquirir mais equipamentos para a separação de resíduos. A qualidade do produto é excelente e, com esta tecnologia, a capacidade de produção aumentou 100%. Tal como em outras ocasiões, a TOMRA ofereceu todo o seu apoio, tanto técnico como de formação, para facilitar a adaptação dos operários à linha de seleção semiautomatizada. Algo que se produziu rapidamente, já que atualmente estão totalmente familiarizados com o processo. A adaptação ao seu manuseio foi simples, a máquina foi integrada com toda a facilidade na linha e melhoraram-se as condições de trabalho. Além disso, a sua manutenção é simples e não implica nenhum problema; apenas é necessário cumprir o plano estabelecido”, afirmou Silvio.

“Estamos muito satisfeitos com a mudança. A fração de papel branco é muito boa. Além disso aumentou-se a recuperação de filme plástico. Em ambos os casos, as vendas aumentaram significativamente. E até ao momento não houve nenhuma redução de mão-de-obra, apenas se melhorou a qualidade do produto e a produção”, concluiu Silvio.

Autosort estará presente na próxima feira RWM Brasil 2015

A tecnologia do Autosort, um sistema multifuncional de precisão e capacidade, poderá ser vista em um equipamento em demonstração na 3.ª edição da RWM Brasil 2015, que se realizará em São Paulo nos próximos dias 29 e 30 de setembro.

A Tomra Sorting Recycling voltará a participar com os seus produtos nesta feira dedicada à gestão de resíduos sólidos urbanos, uma das mais importantes da sua especialidade no Brasil. A Tomra Sorting Recycling estará no estande número B1.

A Tomra Sorting Recycling explica que o Autosort combina os sensores NIR e VIS e permite reconhecer e separar com precisão e velocidade uma grande quantidade de materiais em função do tipo e composição, obtendo frações de elevada pureza. É um sistema compacto que se caracteriza pela sua fácil instalação e integração em fábricas, o seu fácil manuseio, a simplicidade dos seus componentes e a sua potência, confiabilidade e precisão, assegura o fabricante. O Autosort incorpora a tecnologia FLying Beam®, permitindo economizar até 70% da energia ao iluminar exclusivamente a área que se está analisando. Inclui também a tecnologia Duoline para realizar uma dupla análise, garantindo precisão ao processo de separação. A sua elevada eficiência energética e a sua manutenção simples e reduzida ajudam, além disso, a reduzir os custos de funcionamento, segundo a Tomra.

O Autosort permite diferentes configurações para se adaptar a diferentes aplicações, separando desde papel e papelão (impresso, revestido ou para destintar) até numerosos tipos de plástico (PE, PP, PS, PVC, PET, EPS, ABS entre si, por tipo de polímero e por cores). Também se aplica à limpeza de madeira virgem, compensada e aglomerada, separação de material orgânico ou inorgânico ou, em combinação com um sensor eletromagnético, à recuperação de metais não ferrosos, incluindo cabos elétricos ou placas de circuitos impressos, etc.

A Tomra Sorting Recycling desenvolve e fabrica tecnologias de separação baseada em sensores para a indústria global de reciclagem e gestão de resíduos. A empresa já instalou mais de 4.400 sistemas em 40 países de todo o mundo. Responsável pelo desenvolvimento do primeiro sensor de infravermelhos próximos para aplicações de separação de resíduos, o grupo Tomra também desenvolve sistemas baseados em sensores para a separação, descascamento e controle de processos para a indústria alimentícia e de mineração, entre outras. A Tomra Sorting é afiliada da empresa norueguesa Tomra Systems ASA com capital aberto na Bolsa de Oslo. Fundada em 1972, a Tomra Systems ASA tem faturamento de cerca de 550 milhões de euros e emprega mais de 2.400 pessoas.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Tomra Sorting Recycling

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