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Estação Científica construída pela Marinha do Brasil na Ilha da Trindade utiliza o sistema construtivo concreto/PVC

11/11/2010

Foto por Anderson Buss Woelffel

Características como ótima durabilidade, alta resistência e versatilidade, são essenciais em produtos que serão utilizados em condições ambientais extremas como exposição a intempéries, ação de maresia, entre outros. Por apresentar todas as características necessárias, além de se adequar à logística disponível, o sistema construtivo concreto/PVC foi o escolhido pela arquiteta Cristina Engel de Alvarez para a construção de uma estação científica na Ilha da Trindade, localizada no Oceano Atlântico a 1.140 quilômetros de Vitória (ES). Trata-se de um sistema constituído por perfis de PVC autoencaixáveis preenchidos com concreto e aço.

A estação científica da Ilha da Trindade tem como principal objetivo abrigar os pesquisadores que realizam trabalhos científicos em diferentes áreas e que devem permanecer na ilha por cerca de dois meses, período no qual os navios da Marinha realizam a troca de equipes. Os pesquisadores são oriundos de vários locais do Brasil e desenvolvem pesquisas principalmente nas áreas de geologia, biologia, oceanografia e ciências atmosféricas. Considerando estas características, a estação foi desenvolvida levando em conta as diferentes necessidades, buscando criar ambientes confortáveis e locais específicos para o desenvolvimento dos trabalhos.

A edificação é composta por dois camarotes para quatro pessoas cada um e dois sanitários (masculino e feminino), cozinha, sala de estar, depósito e dois laboratórios (seco e úmido) bem como amplo avarandado na parte frontal. Segundo Cristina, o PVC se apresenta como o principal material construtivo, como resposta às condições locais. “Características como resistência às intempéries, à ação de fungos, bactérias, insetos e roedores, baixo custo de manutenção, possibilidade de pré-fabricação e relação custo-benefício adequados, colocaram o PVC como a primeira opção neste caso”, afirmou a arquiteta. E completa: ”além disso, o produto é atóxico e auto extinguível, não propagando chamas em caso de incêndio, fatores importantes, principalmente em locais mais isolados como na Ilha”.

“É importante ressaltar que está sendo desenvolvida uma pesquisa específica de acompanhamento do desempenho do PVC e os usuários da Estação – os pesquisadores – serão os principais elementos que auxiliarão nessa avaliação através de respostas a um questionário que abordará desde o conforto (térmico, acústico, lumínico, ergonômico e psicológico) até as facilidades ou dificuldades de manutenção. Além disso, serão realizados testes relacionados à qualidade interna do ar na construção”, lembra a arquiteta.

Segundo Carlos Eduardo Torres, diretor geral da Royal do Brasil, fabricante dos perfis de PVC utilizado na construção da estação, a vantagem é a simplicidade na montagem, já que se consegue uma produtividade das mais altas já vistas na construção. Ele também enumera as vantagens ambientais do produto: redução de entulho de até 97%, economia de água na construção de até 73%, economia de energia na obra de cerca de 50%, ganhos de área construída de aproximadamente 7%. “Além disso, trata-se de uma tecnologia que quando corretamente especificada pode ajudar nos níveis de isolamento térmico e acústico, assim como pode contribuir para a diminuição do consumo de energia no uso da moradia”, afirma o executivo.

Base na Antártica

Cristina Engel de Alvarez já havia tido experiência com PVC em locais com características peculiares, no projeto da base brasileira na Antártica conhecida como Estação Comandante Ferraz, na qual as esquadrias aplicadas são de PVC. “Essa decisão foi em função de ter sido constatado, em uma janela de um pequeno refúgio instalado afastado da Estação Ferraz, que a esquadria de PVC se mantinha intacta, mesmo sem qualquer procedimento de manutenção”, conta a arquiteta.

Alvarez acredita que quando alguns aspectos relacionados à qualidade na construção civil começarem a tornar-se obrigatórios, os materiais e técnicas construtivas tradicionais tenderão a ser substituídos por novos produtos e processos, mais eficientes, de menor manutenção e de maior vida útil, como o PVC.

Miguel Bahiense Neto, presidente do Instituto do PVC, concorda com Alvarez. “O PVC possui características e propriedades que o tornam ideal para ser utilizado na construção civil e arquitetura. Além de ser leve, resistente, impermeável e de não propagar chamas, ele permite a redução de troca de calor em ambientes, possibilitando a redução de consumo de energia por aquecedores e ar condicionados, atualmente itens chave para a arquitetura sustentável”, completa o executivo.

Fonte: Instituto do PVC

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Braskem expandirá capacidade de produção de PVC em 40 %

27/08/2010

Volume de negócios projetado para os próximos anos leva Braskem a realizar novos investimentos na produção de PVC, com destaque para a construção de uma fábrica em Alagoas

A Braskem investirá R$ 920 milhões para expandir sua capacidade de produção de PVC em 40% até 2012. Esse montante, recentemente aprovado pela empresa, tornará possível a construção de uma nova fábrica, situada ao lado da Unidade de Marechal Deodoro, na região metropolitana de Maceió. Hoje, a Braskem produz 510 mil t/ano de PVC, das quais 260 mil em Marechal Deodoro e 250 mil em Camaçari (BA). A partir de maio de 2012, data prevista para a inauguração da nova planta fabril, serão mais 200 mil t/ano, reforço necessário para atender à demanda nacional.

“No atual ritmo de crescimento do Brasil, o mercado doméstico deverá absorver 980 mil t de PVC até o fim de 2010”, afirma Marcelo Cerqueira, Diretor do Negócio de Vinílicos. “Existe equilíbrio entre a oferta e a demanda no mercado brasileiro, mas, considerando o volume de negócios projetado para os próximos anos, exigem-se investimentos em novas capacidades.”

A construção civil responde por quase 60% da aplicação de PVC, em tubos, conexões, perfis e esquadrias. O desempenho do segmento melhora sempre que a economia do país vai bem, como agora, quando a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) varia de 5% a 7% até o fim do ano.

Além da construção civil, o setor de infraestrutura também gera bons negócios para a resina, em suas diferentes aplicações – de tubulações para levar água e saneamento básico à população até estações compactas de tratamento de esgoto e imóveis, que podem ser projetados em Concreto-PVC, um sistema construtivo utilizado há quase uma década no Brasil e que representa soluções para cidades como São Luís do Paraitinga (SP).

Cidade histórica do Vale do Paraíba, São Luís do Paraitinga foi duramente atingida por uma enchente no começo de 2010. Agora, 45 casas e 106 sobrados de Concreto-PVC estão sendo construídos. Os futuros moradores estão entre os que perderam tudo o que tinham por causa do transbordamento do Rio Paraitinga. Após dias de chuva forte, bem acima do normal mesmo para o período, o rio saiu de seu leito, destruindo igrejas e casarões de tijolo e barro, imóveis típicos do século 19 e começo do século 20.

A construção das novas casas e sobrados é de responsabilidade da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU). O terreno tinha sido destinado à construção de casas populares pela Prefeitura um mês antes da enchente. A situação de emergência exigiu uma solução diferenciada, que reunisse qualidade e rapidez na execução. “Essas casas vão atender famílias cadastradas, cuja situação se agravou no início do ano”, diz Ana Lúcia Bilard, Prefeita de São Luís do Paraitinga. “Numa segunda etapa, vamos construir moradias para retirar famílias instaladas em Áreas de Proteção Permanente (APPs).”

O contrato para construção dos 151 imóveis foi assinado entre a CDHU e a Royal do Brasil Technologies, cliente da Braskem. O Sistema Construtivo Concreto-PVC é uma técnica desenvolvida pela Royal, no Canadá, e que utiliza perfis leves de PVC encaixados por módulos, deixando um vão livre, oco, preenchido por concreto e aço estrutural. No Canadá, o sistema é conhecido como “Casa de PVC”. O nome Concreto-PVC deve-se a outro parceiro, a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP).

A Royal tem uma equipe própria em São Luís do Paraitinga, composta de arquiteto, engenheiro e técnicos, além de 66 trabalhadores contratados e capacitados localmente (montadores, pedreiros, carpinteiros, eletricistas, marceneiros e ajudantes de obra). “Atuamos no Brasil desde 2002 e já construímos casas, escolas, clínicas e postos de gasolina, além de termos executado projetos de saneamento e em outros segmentos”, informa Carlos Eduardo Torres, Diretor Geral da empresa no país.

Entre as qualidades do Sistema Construtivo Concreto-PVC, Torres destaca a rapidez de execução, a durabilidade e praticidade do PVC (facilidade de limpeza e manutenção), e o menor consumo de água e energia na obra.

“Começamos o projeto de São Luís do Paraitinga em 17 de março e já temos 45 casas prontas ou em fase de conclusão.” Os imóveis têm, em média, 65 m2.

O Concreto-PVC também está sendo utilizado em outro grande empreendimento voltado para a construção de casas em municípios destruídos por enchentes, nesse caso provocadas pela chuvas de 2008, em Santa Catarina. O parceiro da Braskem é a Global Housing, fornecedor dos perfis e painéis de PVC. Os recursos financeiros para a construção das cerca de 300 casas foram doados pela Arábia Saudita.

Rumo à Copa e às Olimpíadas

O Brasil se prepara para receber a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. São eventos que mobilizarão bilhões de reais em investimentos. Para a Copa do Mundo, por exemplo, há estudos e estimativas de impactos econômicos potenciais de cerca de R$ 180 bilhões, dos quais 26% são diretos, inclusive com investimentos em infraestrutura, e 76% indiretos. Os mesmos estudos indicam a possibilidade de geração de 330 mil oportunidades de trabalho permanentes e 380 mil temporárias.

A definição de projetos e a seleção de fornecedores já começaram. A Odebrecht participou da licitação para entrega de três estádios a serem construídos de acordo com o novo conceito de estádio-arena ou estádio multi funcional. Eles terão capacidade para até 50 mil pessoas e, além de jogos de futebol, poderão receber shows, congressos e eventos diversos, movimentando recursos extras para a sua manutenção.

Das três licitações, a Odebrecht ganhou duas: a reconstrução do Estádio da Fonte Nova, em Salvador, e a construção de um novo estádio em Recife. “Estamos analisando propostas de parceiros para esses projetos. Entre eles a Braskem, como fornecedora de PVC e outras resinas termoplásticas para assentos, elementos de fachada, cobertura, sistema de captação de água de chuva para reúso e outros itens da construção”, explica Eduardo Martins, Coordenador do Projeto Copa Odebrecht.

Esse conjunto de oportunidades de negócios para o PVC orientou a decisão da Braskem de construir a nova fábrica em Marechal Deodoro. O projeto, a ser executado em regime de aliança com a Odebrecht, começará em julho. Criará cerca de 2 mil oportunidades de trabalho durante a fase de execução da obra, a serem aproveitadas por profissionais locais.

Fonte: Instituto do PVC / Odebrecht Informa (jul/ago 2010)
Por Thereza Martins
Fotos: Lalo de Almeida