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Polo industrial em Alagoas se fortalece com a chegada de novas fábricas

30/07/2010

Política de atração de empreendimentos implementada pelo Governo do Estado desde 2007 garantiu a geração de 2.500 empregos diretos em 3 anos

Quem visita hoje o Polo Industrial José Aprígio Vilela, localizado no município de Marechal Deodoro, constata a reviravolta na industrialização do Estado de Alagoas. Há poucos anos, o local era parcialmente ocupado por plantação de cana-de-açúcar, um desperdício de espaço e infraestrutura. Abrigando hoje indústrias dos setores químico, plástico e metal-mecânico, o polo é responsável pela geração direta de 2.500 postos de trabalho.

Polo de Marechal Deodoro já possui 17 empresas que são responsáveis pela geração de 2.500 empregos diretos .(Foto de Neno Canuto)

A mudança de cenário ocorre graças à retomada da política de atração de empreendimentos executada pelo governo alagoano desde 2007, focando em setores econômicos de maior potencial, disponibilizando infraestrutura e investindo no acompanhamento de cada processo. Essa nova postura é coordenada pela Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Energia e Logística, mas recebe total apoio do setor privado e suas instituições representativas.

Hoje o local possui 17 empresas que, juntas, são responsáveis pela geração de 2.500 empregos diretos. Calculando-se os postos criados indiretamente, são 10 mil empregos, conforme dados da Associação das Empresas do Polo Industrial de Marechal Deodoro (Assedi-MD).

O presidente da Assedi-MD, Manuel Marques, destaca que num período de três anos e meio, houve um incremento de mais de 50% de novas unidades fabris, além da ampliação das já instaladas, como a indústria Joplás, que recebeu esta semana os novos equipamentos vindos da Itália para suprir a nova linha de produção de tubulações para saneamento.

“Os empresários que construíram as novas indústrias no polo, nesses últimos anos, dizem a mesma coisa: nesse Governo e na Secretaria [Desenvolvimento Econômico], encontramos segurança jurídica. Eu também estou ampliando a minha indústria – unidade de Alagoas, mesmo tendo outra na Bahia, pois acredito nesse Estado”, disse Manuel Marques.

Setor químico-plástico – Dentre os setores em destaque na política de atração de novas empresas, o governo de Alagoas dedicou atenção especial à Cadeia Produtiva da Química e do Plástico (CPQP), congregando no Fórum Permanente da CPQP mais de 15 instituições dos setores públicos e privados. O avanço é sentido nas últimas inaugurações de indústrias no polo em Marechal Deodoro, são 12 novas empresas em instalação desse setor.

Fiabesa Alagoas, Corr Plastik Industrial do Nordeste, Plastkit Indústria de Plásticos, Alaplásticos Indústria (beneficiamento de materiais plásticos), Nordeplast Indústria e Comércio de Plástico, BBA Nordeste Indústria (containers flexíveis), são algumas das indústrias do setor já inauguradas no Estado de Alagoas.

Segundo o Sindicato da Indústria do Plástico (Sindplast), há hoje 32 indústrias do setor químico-plástico sindicalizadas [entre novas e antigas] que geram 3.500 empregos diretos, sendo que a previsão da instalação de grandes indústrias, como Aloés [fábrica de absorvente] e Krona [tubos e conexões em PVC], esse número aumentará para cinco mil empregos diretos em 2011.

“Todo o sucesso de atração de novas indústrias ocorre por causa da determinação do governador de Alagoas, que não mede esforços para conquistar e acompanhar a instalação desses empreendimentos”, destacou o secretário Luiz Otavio Gomes. O secretário também faz referência ao trabalho desenvolvido em sinergia entre o governo do Estado e o empresariado, neste caso, a Fiea e a Braskem.

Expansão industrial no Estado – Ao todo, o governo de Alagoas contabiliza a soma de 42 indústrias, 20 empreendimentos comerciais de grande porte, onde se destaca o Shopping Pátio Maceió, e 30 hotéis. Os empreendimentos industriais implantados por todo o Estado compreendem os setores derivados do plástico, alimentos, bens de capital, higiene pessoal, material de limpeza, fraldas, absorventes, extração de minerais, metal-mecânico, derivados do leite, naval, entre outros.

Segundo o secretário Luiz Otavio Gomes, o novo quadro representa R$ 4 bilhões em investimentos da iniciativa privada, cerca de 35 mil empregos diretos e entre 60 a 70 mil empregos indiretos.

Empresa em Operação em Marechal Deodoro. (Foto de Thiago Sampaio)

“Reunindo tudo isso, podemos afirmar categoricamente que nos últimos quatro anos, 100 mil novos empregos entre diretos e indiretos estão sendo gerados já que, de acordo com o setor econômico, para cada emprego direto são gerados pelo menos três indiretos”, afirma o secretário.

Ele explica como chegar ao valor de R$ 4 bilhões de recursos privados em Alagoas. “A Braskem construirá uma nova planta de PVC, com início de obras para este segundo semestre. Investirá aproximadamente R$ 1 bilhão, gerando 2 mil empregos diretos durante a obra. O estaleiro Eisa Alagoas é uma realidade, dependendo única e exclusivamente da segunda licença ambiental [de Implantação] e garante mais R$ 1,5 bilhão de investimento, somando R$ 2,5 bilhões somente com esses dois empreendimentos. “E o valor de R$ 1,5 bilhão, para completar o total, está garantido com os 30 novos hotéis, as outras indústrias e empresas comerciais que estão se instalando em Alagoas”, complementa a apuração.

Fonte: Agência Alagoas de Notícias (Débora de Britto)