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UBE apresenta novidades em membranas poliméricas para separação gasosa na Rio Oil & Gas

11/12/2020

Entre as tecnologias inovadoras foram apresentadas membranas para geração de nitrogênio e separação de CO2/CH4 para tratamento de gás natural e upgrade de biogás.

A UBE, uma das líderes mundiais em membranas de separação de gases, participou da 20a edição da Rio Oil & Gas, organizada pelo IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás) entre os dias 01 e 03 de dezembro e que este ano foi 100% online.

Em seu estande na Vitrine Virtual, a empresa apresentou a linha de membranas de alta performance, específica para o mercado de geração de nitrogênio. “Trata-se de uma tecnologia exclusiva da UBE que utiliza fibra oca de poliimida para, entre outras aplicações, separar as moléculas de oxigênio (O2) do nitrogênio (N2), transformando o ar comprimido em nitrogênio de alta pureza, podendo chegar a até 99,9%.”, explica Paula Perfeito, especialista de Desenvolvimento de Negócios da UBE Latin America.

Com este grau de pureza, o nitrogênio pode ser usado em diversas aplicações, inclusive como atmosfera inerte. Na América Latina, a principal aplicação é justamente no mercado de óleo e gás. Outras aplicações também ocorrem na indústria marítima, de transporte, de químicos e refinarias.

Segundo a UBE, outra vantagem da sua membrana é a resistência térmica (até 80 graus Celsius) e a altíssima resistência química e mecânica, em virtude de propriedades da poliimida utilizada na fabricação das fibras ocas. Os módulos padrão de separação de oxigênio e nitrogênio conseguem operar com uma pressão de até 14 bar; há também um módulo especial onde é possível trabalhar com pressão de até 24 bar. A UBE afirma que as características mecânicas das membranas, a sua alta permeabilidade (alto fluxo) e seletividade (alta recuperação) tornam a tecnologia competitiva.

A empresa relata que o tempo de start-up do equipamento, desde quando é ligado até gerar o nitrogênio, situa-se entre 5 e 10 minutos. Por se tratar de membranas com configuração modular, basta aumentar o número de módulos em paralelo, para aumentar a capacidade do sistema.

Tecnologia usada no tratamento do gás natural e purificação de biogás

Paula Perfeito acrescenta que “esta é uma tecnologia exclusiva da UBE que utiliza fibra oca de poliimida também para separar as moléculas de dióxido de carbono (CO2) do metano (CH4), transformando o biogás em biometano. Este tipo de separação também é utilizada para o tratamento de gás natural no pré-sal”.

Entre as principais características destas soluções, Paula assegura: o gasto energético é baixo; há poucas partes móveis no equipamento (baixo custo de manutenção e de operação); fácil instalação e tamanho reduzido do equipamento em comparação a outras tecnologias como a PSA (Pressure Swing Adsorption) que possibilita um fácil deslocamento do equipamento. “Além disso, nenhum tipo de passivo ambiental é gerado neste tipo de processo, reduzindo o CAPEX do projeto e fazendo desta uma tecnologia eco-friendly”, conclui Perfeito.

A UBE afirma também que as suas membranas possuem alta resistência química ao H2S, que permite o trabalho com concentrações de até 3% (v/v%), na corrente de biogás, sem causar danos às fibras. As membranas possibilitam ainda a separação parcial do gás (H2S) da corrente final de biometano, garante a fabricante.

Fundada na cidade de Ube, Yamaguchi, no Japão, em 1897, a UBE mantém 11 mil colaboradores em todo o mundo e um portfólio global de produtos que se divide em: químicos; cimento e materiais de construção; máquinas; meio ambiente e energia; e farmacêuticos. Há mais de 40 anos, fornece tecnologia de membranas de separação O2/N2; CO2/CH4; Secagem de ar; Geração de H2 e Desidratação de etanol. No Brasil a operação da UBE existe desde 2010, sendo que o escritório brasileiro atende a toda a América Latina, com ênfase no Brasil, Argentina, Chile, Peru, Colômbia e Equador.

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