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Durante Prévia da K 2019, clientes da BASF exibem protótipos fabricados com material plástico quimicamente reciclado

16/07/2019

  • Os parceiros da BASF no Projeto ChemCycling: Jaguar Land Rover, Storopack, Südpack e Schneider Electric.
  • Fase piloto promissora, mas continuam os desafios tecnológicos e econômicos, assim como a necessidade de avanços regulatórios.

Um número cada vez maior de empresas da indústria de plásticos está trabalhando para promover a reciclabilidade dos plásticos e, assim, ajudar, na criação de uma economia circular. Uma das maneiras pelas quais a BASF atua nessa área é através do projeto ChemCycling: no final de 2018, a empresa utilizou pela primeira vez volumes piloto de óleo de pirólise derivado de resíduos plásticos como matéria-prima em sua própria produção.

Na Prévia da Feira K 2019, uma conferência de imprensa que ocorreu no Centro de Conveções da Messe Düsseldorf entre 1 a 3 de Julho, quatro parceiros apresentaram os primeiros protótipos que foram criados durante a fase piloto do projeto.

A Jaguar Land Rover (JLR), fabricante líder na indústria automotiva, desenvolveu um protótipo do suporte do radiador feito de plástico, usando poliamida 6 reciclada com 30% de fibra de vidro (Ultramid B3WG6 Ccycled Black 00564) para o seu primeiro SUV elétrico: o I-Pace. “Como parte do nosso compromisso de acelerar a fabricação em circuito fechado (Closed-loop manufacturing) em todas as nossas operações, estamos sempre em busca de avanços tecnológicos que ajudem a reduzir o desperdício”, disse Craig Woodburn, gerente global de Compliance Ambiental da JLR. “A capacidade de converter resíduos plásticos de consumo em peças seguras e de qualidade usadas em produtos premium, por meio do processo ChemCycling, é um passo importante no avanço da nossa aspiração de alcançar um futuro com resíduo-zero”.

A Storopack, fornecedora global de embalagens de proteção e peças técnicas moldadas, usou EPS quimicamente reciclado (Styropor P Ccycled) para fabricar embalagens de isolamento térmico para produtos farmacêuticos sensíveis à temperatura, bem como caixas para transporte de peixe fresco e embalagens protetoras para dispositivos eletrônicos. “Ficamos particularmente impressionados com o fato de que o Styropor® P Ccycled pode ser usado em embalagens de alimentos. Já existem várias opções de reciclagem para o Styropor e o projeto ChemCycling ajuda a aumentar ainda mais a o percentual reciclável”, comentou Hermann Reichenecker (foto), presidente do Conselho de Administração da Storopack.

A Südpack, uma das principais produtoras de embalagens em filmes na Europa, fabricou um filme de poliamida e um filme de polietileno que foram convertidos em embalagens com vedação especial para uso com queijo muzzarela. Até o momento, considerava-se que as embalagens multicamadas eram recicláveis até um certo limite. “Embalagens em filme desempenham funções importantes tais como: a proteção do produto, higiene e tempo de vida de prateleira, ao mesmo tempo em que precisa utilizar uma quantidade mínima de plásticos. Esta é a razão pela qual as embalagens em filme são compostas por vários materiais e camadas com diversas propriedades e barreiras. Por meio de inovações como o ChemCycling, chegamos mais próximos de resolver os problemas associados à reciclagem de embalagens flexíveis”, disse Johannes Remmele, sócio-gerente da Südpack.

A Schneider Electric, líder na transformação digital de gestão de energia e automação, fabricou um disjuntor a partir de poliamida (Ultramid) quimicamente reciclada. “Nós ativamente avaliamos a capacidade de matérias-primas secundárias, tais como plásticos reciclados, de atender aos nossos exigentes padrões de qualidade, normas e regulamentações rigorosas da indústria. Nós confiamos na expertise da BASF para demonstrar os benefícios de sustentabilidade de ponta-a-ponta e ao mesmo tempo oferecer um custo atraente. Esperamos que esta experimentação com a BASF abra espaço para mais inovações circulares em Gerenciamento e Distribuição de Energia”, disse Xavier Houot, vice-presidente sênior de meio ambiente, segurança e real state da Schneider Electric Group.

“Os projetos piloto com clientes de várias indústrias mostram que os produtos fabricados com matérias-primas quimicamente recicladas oferecem a mesma alta qualidade e desempenho que os produtos fabricados com materiais primários. O projeto ChemCycling, que usa uma abordagem de balanço de massa para atribuir matematicamente uma parcela do material reciclado ao produto final, pode ajudar nossos clientes a atingir suas metas de sustentabilidade”, disse Jürgen Becky, vice-presidente sênior de Materiais de Performance. Os produtos certificados são indicados com a terminação “Ccycled” em seu nome. Os protótipos apresentados na Prévia da K 2019, em Düsseldorf, fazem parte da fase piloto em andamento do projeto ChemCycling.

Potencial para aumento do percentual de material reciclável

“Com o projeto ChemCycling, a BASF tem como objetivo processar o óleo de pirólise derivado de resíduos plásticos que atualmente não são recicláveis, tais como plásticos misturados ou contaminados. Se tivermos êxito em desenvolver o projeto até o ponto de disponibilidade no mercado, o ChemCycling será um complemento inovador aos processos existentes de reciclagem e recuperação, com o intuito de resolver o problema dos resíduos plásticos”, comentou Stefan Gräter, responsável pelo projeto ChemCycling na BASF.

O expressivo potencial da reciclagem química foi confirmado pela consultoria McKinsey em um estudo de dezembro de 2018: se os processos de reciclagem existentes forem combinados aos novos, como a reciclagem química, os especialistas acreditam que alcançaremos até 2030 uma taxa de 50% de reutilização e reciclagem de plásticos mundialmente (hoje, 16%). A parcela da reciclagem química poderia então subir do seu valor atual de 1% para aproximadamente 17%, o que equivale à reciclagem de cerca de 74 milhões de toneladas de resíduos plásticos.

Desafios tecnológicos, econômicos e regulatórios

Para passar da fase piloto à implantação no mercado, várias questões precisarão ser resolvidas. As tecnologias existentes para a transformação de resíduos plásticos em matérias-primas recicladas devem ser avançadas e adaptadas para o uso em escala industrial, a fim de garantir a alta qualidade do óleo de pirólise. A BASF está atualmente investigando várias opções para alimentar, a longo prazo, o seu complexo produtivo integrado com volumes comerciais de óleo de pirólise. Além das questões técnicas, os aspectos econômicos também desempenham um papel. Para a reciclagem química ter aceitação no mercado, os órgãos regulatórios também devem reconhecer oficialmente que o processo é uma modalidade de reciclagem. Dentro desse escopo, eles precisam definir como as abordagens de reciclagem química e balanço de massa podem ser incluídas no cálculo das taxas de reciclagem exigidas por lei.

Uso responsável de recursos

“Nosso projeto ChemCycling é um bom exemplo de como a BASF está trabalhando com nossos parceiros no desenvolvimento de soluções para os principais desafios do século 21”, disse Dr. Andreas Kicherer, especialista em sustentabilidade da BASF. Além do projeto ChemCycling, a BASF está envolvida em muitos outros projetos e iniciativas que fortalecem a ideia da economia circular e previnem o descarte dos plásticos no meio ambiente. Por exemplo, o portfólio de produtos da BASF inclui o ecovio®, um plástico compostável certificado, parcialmente fabricado com matérias-primas renováveis. A empresa é membro do World Plastics Council e participa de dois programas da Ellen MacArthur Foundation. Em todas as suas fábricas no mundo, a BASF implementa a “Operação Clean Sweep”, uma iniciativa internacional da indústria de plásticos destinada a evitar a perda de pellets de plástico no meio ambiente. Além disso, no início de 2019 a BASF uniu esforços com aproximadamente 30 outras empresas para fundar a Alliance to End Plastic Waste (AEPW). Nos próximos cinco anos, esta iniciativa pretende investir até $1,5 bilhão em vários projetos e parcerias, principalmente na Ásia e na África. Há quatro áreas-foco principais: desenvolvimento de infraestrutura para coleta de resíduos, promoção de métodos inovadores de reciclagem, educação e engajamento de vários grupos, além da limpeza de áreas com concentração de resíduos plásticos no meio ambiente.

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BASF lança novos plásticos com propriedade retardante de chama, em cores claras.

20/09/2010
  • Ideal para uso em eletroeletrônicos, linha de produtos Ultramid® FRee e Ultradur® FRee, cumprem com os padrões mais rigorosos como antichamas isentos de halogênio
  • Produtos têm cor natural clara e satisfazem padrões de segurança mesmo em paredes finas, proporcionando maior liberdade de design
  • Linha apresenta excelente processabilidade, com ótimas características de fluidez e rápido resfriamento

A BASF introduziu em seu portfólio grades adicionais de poliamida (PA) e de polibutileno tereftalato (PBT) antichamas e lançou as novas linhas de produtos Ultramid® FRee e Ultradur® FRee. O sufixo FRee remete às palavras antichama (Flame Retardant) e eletroeletrônico. O nome também indica que o produto é livre (free) de halogênio e proporciona maior liberdade de design.

Como resultado de anos de pesquisas e desenvolvimento, os produtos empregam sistemas antichama inovadores, e, com seu perfil de propriedades mecânicas e econômicas, definem novos padrões no mercado.

Exigências mais rigorosas para materiais antichama
De modo a garantir mais segurança aos consumidores, há aproximadamente cinco anos, as regulamentações promulgadas pela International Electrotechnical Commission (IEC) tornaram-se mais rigorosas às exigências para a aditivação antichama de eletrodomésticos. De acordo com o padrão atual, qualquer chama que entra em ignição deve se apagar em cinco segundos – enquanto ainda estiver em contato com um fio incandescente a uma tempera de 750ºC. Os novos produtos da BASF correspondem à essas exigências.

Isento de halogênios e econômico
Há aspectos que, embora não sejam de natureza técnica, ainda assim são extremamente importantes para os clientes, agregando mais valor ao produto.

Primeiramente, há uma tendência no mercado para termoplásticos antichama que sejam isentos de halogênios. Uma das principais razões é a norma européia para a destinação de resíduos de equipamentos eletroeletrônicos, a qual exige que os materiais antichama que contém halogênio sejam descartados separadamente. Desta maneira, a nova linha de produtos FRee não apenas satisfaz as necessidades exigentes de ausência de halogênios, como também reduzem os custos de descarte.

Além disso, a indústria de eletroeletrônicos possui uma preferência cada vez maior por plásticos de cor clara. Por exemplo, em interruptores, conectores e disjuntores de aplicações domésticas ou industriais, a cor clara é normalmente utilizada para satisfazer aos requisitos especiais de design. Os novos produtos FRee são ideais para a fabricação de componentes elétricos em todos os tons de cor, proporcionando mais possibilidades aos designers.

Os produtos FRee não apenas se harmonizam com o material matricial, mas também com diversos aditivos durante a composição e o processamento. Isso inclui sinérgicos e corantes, bem como componentes de reforço como fibras de vidro.

Por último, os produtos também possuem um preço competitivo, sendo capazes de combinar desempenho e economia.

Os produtos FRee
Na Feira K 2010, a BASF apresenta os quatro primeiros novos grades: Ultramid® FRee A3U40 G5, Ultramid® FRee B3U31 G4, Ultradur® FRee B4440 G5 e Ultradur® FRee B 4450 G5. Todos apresentam excelente processabilidade, ótimas características de fluidez e rápido resfriamento.

O Ultramid® FRee A3U40 G5, resistente ao impacto, é um produto à base de poliamida 66 que satisfaz de maneira confiável as necessidades da versão mais nova do padrão de segurança para eletrodomésticos. Paredes mais finas também significam o uso otimizado do espaço, traduzindo-se em menores custos de materiais.

Projetados para um mercado crescente
Os novos plásticos de engenharia FRee da BASF possuem muita oportunidade de crescimento. Em 2009, foram vendidas cerca de 280.000 toneladas de poliamidas e polibutilenos tereftalatos retardadores de chamas. Com taxas de crescimento estimadas de seis a dez por cento ao ano, o avanço dos plásticos de engenharia antichama isentos de halogênio é consideravelmente maior que os plásticos antichama convencionais.

Com os grades nas novas linhas de produtos Ultramid FRee e Ultradur Free, a BASF terá mais força nesse mercado.

Antichama com matéria-prima renovável
A nova gama de produtos plásticos antichama da BASF combina três características centrais: excelente propriedade antichama, livre de halogênios e em cores claras. Incorporando a linha FRee ao novo produto Ultramid Balance (PA 6.10), foi possível produzir o Ultramid FRee S3U40G5 Balance.
“Somado às características da linha FRee, o novo produto da BASF fornece essas propriedades em uma poliamida com elevada resistência química, baixa absorção de água, e proveniente em grande parte (63%) de recursos renováveis” explica Willy Hoven-Nievelstein, vice-presidente senior da unidade de plásticos de engenharia na Europa.
“Em resposta a um pedido específico do cliente, nossos pesquisadores conseguiram pela primeira vez combinar algumas de nossas propriedades formuladas sob medida, em um produto completamente novo.”

Fonte: BASF