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Avanço tecnológico no combate ao efeito estufa: Bayer inicia planta piloto para produção de polímeros a partir do gás carbônico.

17/02/2011

 

Na planta piloto em Leverkusen: Secretário Parlamentar Thomas Rachel do Ministério Federal alemão de Educação e Pesquisa, Ministra da Renânia do Norte - Westphalia para Inovação, Ciência e Pesquisa, Svenja Schulze, e o Membro do Conselho de Administração da Bayer, Dr. Wolfgang Plischke, responsável por Inovação, Tecnologia e Meio-Ambiente.

A Bayer está tomando um novo rumo na produção de plásticos de alta qualidade, com a ajuda do dióxido de carbono (CO2) produzido em plantas de geração de energia. Uma planta piloto entrou em funcionamento no Chempark Leverkusen para experimentar um novo processo em escala técnica. A planta produz um precursor químico no qual o CO2 é incorporado e, em seguida, transformado em poliuretanos que são usados em muitos objetos de uso quotidiano. Como resultado, o CO2 – um gás residual e que contribui significativamente para a mudança climática – agora pode ser reciclado e utilizado como matéria-prima e substituto do petróleo.

O processo inovador é resultado do projeto “Dream Production”, uma colaboração entre a indústria e o setor científico. A Bayer está trabalhando neste projeto juntamente com a empresa de energia RWE, que fornece o CO2 utilizado no processo. Outros parceiros do projeto são a RWTH Aachen University e o Centro Catalítico CAT, o qual é dirigido conjuntamente pela universidade e pela Bayer. Os pesquisadores recentemente obtiveram um avanço na tecnologia catalítica em escala laboratorial, o que torna possível utilizar o CO2 de forma eficiente, pela primeira vez.

“Há uma oportunidade para estabelecer a Alemanha como líder de mercado para essas tecnologias e nos garantir um papel de liderança em um ambiente competitivo internacional”, disse o membro do Conselho de Administração da Bayer, Dr. Wolfgang Plischke na quinta-feira, quando se dirigiu representantes da mídia, do governo e do setor científico, em Leverkusen. “A inauguração desta planta-piloto é um outro marco na longa fila de projetos de Bayer que utilizaram tecnologias inovadoras para desenvolver processos de produção sustentáveis”.

O novo processo ajuda a aumentar a sustentabilidade de várias maneiras diferentes. Por exemplo, o dióxido de carbono pode oferecer uma alternativa ao petróleo, que até agora tem sido a principal fonte do elemento-chave “carbono” para o setor químico. Os poliuretanos  também contribuem para reduzir o consumo de energia e proteger o clima. Quando usado no isolamento de edifícios contra o frio e calor, eles podem economizar cerca de 70 vezes mais energia do que aquela que é utilizada na sua produção.

Apoio das autoridades federais e estaduais

Por ocasião da cerimônia de abertura da planta-piloto, a ministra da Renânia do Norte-Westfália para Inovação, Ciência e Pesquisa, Svenja Schulze, disse que o projeto focalizou uma “solução muito específica e altamente inovadora, que se estendia desde a pesquisa básica até a fase final de teste”. Ela acrescentou que o projeto é um exemplo de cooperação bem sucedida entre a indústria e as universidades, em um tema central da política climática.

O estado da Renânia do Norte-Westfália está apoiando, juntamente com a Bayer, o Centro Catalítico CAT. O projeto “Dream Production” está recebendo verbas federais no valor de cerca de 5 milhões de euros. Incluindo o investimento da Bayer e da RWE,  o orçamento total aumenta para cerca de 9 milhões de euros. Se a fase de testes for bem sucedida, a produção industrial de plásticos a partir de CO2 deve começar em 2015.

O Secretário de Estado Parlamentar Thomas Rachel, do Ministério Federal Alemão de Educação e Pesquisa, falou de uma abordagem “revolucionária” que poderia mudar completamente o modo como nós vemos CO2. “O debate sobre a mudança climática tem retratado o CO2 como o vilão da estória, aos olhos do público. Agora estamos apoiando a investigação sobre soluções alternativas que poderiam fazer um bom uso do CO2 como matéria-prima. “

O professor Klaus Töpfer, diretor-fundador do novo Instituto de Altos Estudos em Sustentabilidade (IASS), em Potsdam, na Alemanha, disse que o ciclo do carbono deve ser fechado: “O CO2 deve ser usado como um recurso e não descartado como lixo.”

O dióxido de carbono usado no projeto vem da planta de energia da RWE Power em Niederaussem, nos arredores da cidade de Colônia, na Alemanha. Lá, no seu Centro de Inovação em Carvão, a empresa opera um purificador de CO2, onde o dióxido de carbono é separado de gases de combustão.

Na planta piloto – concebida, construída e administrada pela Bayer Technology Services – quilogramas de dióxido de carbono são usados para produzir um dos dois componentes essenciais para a produção de poliuretanos. A Bayer MaterialScience está testando estes materiais, que são utilizados principalmente para a produção de espumas rígidas e flexíveis, em uma de suas plantas já existentes.

O uso eficiente de CO2 só é possível porque, depois de quatro décadas de pesquisa,  um catalisador adequado foi finalmente descoberto. Esta avanço tecnológico foi obtido por cientistas da Bayer e do CAT, como parte do projeto precursor “Dream reactions”, que também foi financiado em parte pelo governo federal alemão. Durante a atual iniciativa “Dream Production”, os pesquisadores do CAT estão, entre outras coisas, testando a compatibilidade do catalisador com o CO2 proveniente da planta de energia. A RWTH Aachen University está submetendo todas as etapas do novo processo a uma avaliação abrangente, do ponto de vista ecológico e econômico, e está também comparando-o com os processos e produtos convencionais.

Fonte: Bayer

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