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Evonik e Dow desenvolvem síntese direta em escala industrial de Propileno Glicol a partir de propeno e peróxido de hidrogênio

25/12/2019

Fluidos descongelantes para aviões com base em Propileno Glicol desempenham função importante na segurança, continuidade e pontualidade das viagens aéreas em condições climáticas severas

  • Parceria estratégica para desenvolver uma tecnologia disruptiva até à maturidade de mercado
  • Planta piloto será alocada para o site da Evonik em Hanau
  • Propileno Glicol é usada na produção de resinas de poliéster e como agente descongelante
  • Novo processo preserva recursos e reduz custos de investimento

As empresas Dow e Evonik firmaram parceria tecnológica exclusiva com a finalidade de desenvolver um método exclusivo para a síntese direta de Propileno Glicol (PG) a partir de propeno e peróxido de hidrogênio até à sua maturidade de mercado.

A base do método denominado Hyprosyn foi criada nos últimos anos por um time de mais de 100 colaboradores da Evonik. O elemento crucial é um sistema catalítico desenvolvido pelos pesquisadores da Evonik que permite a síntese direta do PG diretamente a partir de propeno e peróxido de hidrogênio, em um processo que se destaca por um alto rendimento e um consumo de energia comparativamente baixo, afirma a empresa.

Cerca de 1,9 milhão de toneladas de Propileno Glicol foram consumidas no mundo em 2018. A substância é empregada na produção de resinas de poliéster ou como agente descongelante. É também um importante aditivo alimentar e serve como umectante e cossurfactante em muitos produtos no mercado de cuidados pessoais e do lar.

“Estamos muito satisfeitos com a cooperação com a Dow a fim de levar o Hyprosyn ao estágio de maturidade de mercado. A Dow é de longe a maior produtora de PG do mundo e é líder no campo da ciência de materiais. A experiência técnica e de mercado da Dow será inestimável no desenvolvimento dessa tecnologia”, afirma Michael Träxler, responsável pela linha de negócios Active Oxygens da Evonik.

Até o final de 2020, uma planta piloto será erguida no site de Hanau da Evonik, seguida de implementação em larga escala nos próximos anos.

“Acreditamos que a nova tecnologia de síntese direta Hyprosyn possibilitará uma alternativa mais competitiva para a produção de PG com um melhor perfil ambiental e nos permitirá mais flexibilidade no atendimento das necessidades dos nossos clientes”, disse Andrew Jones, diretor global de negócios para óxido de propeno, Propileno Glicol, cloro-álcali e vinil na Dow. A Dow é o único produtor global de PG com cinco unidades de produção localizadas em quatro continentes.

No processo tradicional, o óxido de propileno (PO) é convertido em PG mediante o uso de água. Segundo a Evonik, a tecnologia Hyprosyn oferece diversas vantagens em relação a esse processo:

  • O novo processo consome significativamente menos energia ao mesmo tempo em que oferece um rendimento nitidamente mais alto;
  • O processo Hyprosyn combina todas as etapas de reação em um único reator, eliminando a necessidade de investir em uma unidade de PO.
  • As plantas de PG existentes podem ser adaptadas com facilidade;
  • Somente peróxido de hidrogênio e propeno são processados como insumo, o que aumenta a flexibilidade e reduz os custos totais do investimento.

“Além das potenciais receitas provenientes de licenças, essa parceria também demonstra como criamos novas áreas de aplicação para o peróxido de hidrogênio, além de nos posicionar como fornecedor preferencial”, acrescentou Träxler. Em anos recentes, o H2O2 se estabeleceu como importante agente oxidante na síntese química – especialmente em resultado do processo HPPO para a produção de óxido de propileno.

“Estamos animados por colaborar com a Evonik para colocar essa nova tecnologia inovadora e sustentável no mercado. Acreditamos que seja um desenvolvimento importante em apoio à crescente demanda dos nossos clientes de PG no mundo inteiro”, diz Jones.

A Evonik é uma das maiores fabricantes mundiais de peróxido de hidrogênio, uma das duas matérias-primas usadas no processo Hyprosyn. As 13 unidades de produção da empresa, localizadas em diversas partes do mundo e com uma capacidade anual de 950.000 toneladas, asseguram um abastecimento ideal de peróxido de hidrogênio (H2O2).

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Galeria de arte com peças de compósitos será atração de evento em São Paulo

03/11/2015

Exposição tem como objetivo mostrar a versatilidade do material

Entre os dias 04 e 06/11, os amantes das artes que estiverem na cidade de São Paulo poderão conferir um tipo diferente de mostra. Num espaço de 1.300 m², no Transamérica Expo Center, serão expostas dezenas de “obras de arte” feitas inteira ou parcialmente de compósitos, um material de alto desempenho resultante da combinação entre polímeros e fibras (vidro, carbono, aramida ou natural).

Criada pela Associação Latino-Americana de Materiais Compósitos (Almaco), a galeria de arte é uma ação que acontecerá em paralelo ao Seminário Internacional de Compósitos, evento voltado à apresentação de trabalhos de renomados especialistas nacionais e internacionais no material.

“Apresentaremos desde objetos decorativos a mobiliários urbanos, veículos, aviões e componentes de turbinas eólicas. A ideia é mostrar a versatilidade dos compósitos e a sua importância no dia a dia das pessoas”, afirma Gilmar Lima, presidente da Almaco.

Os compósitos são conhecidos pelos elevados índices de resistência mecânica e química, bem como pela flexibilidade de design. Segundo a Almaco, há mais de 50 mil aplicações catalogadas em todo o mundo, de caixas d’água, tubos e pás eólicas a peças de barcos, ônibus, trens e aviões.

Em 2014, o setor brasileiro de materiais compósitos faturou R$ 3,246 bilhões – em volume, uma produção de 206 mil toneladas. Com uma fatia de 51%, a construção civil apareceu na liderança do ranking dos principais consumidores de compósitos de poliéster, à frente de transporte (15%), corrosão (12%) e saneamento (5%), entre outros – total de 151,2 mil toneladas.

Já a geração de energia eólica respondeu por 90% da demanda por compósitos de epóxi. O setor de petróleo ficou em segundo lugar, com 5%. Ao todo, foram processadas 54,8 mil toneladas. Os números fazem parte do último levantamento da Maxiquim, consultoria contratada pela Almaco.

A Almaco sublinha algumas curiosidades relativas ao uso dos compósitos:

  • uma casa de compósitos de dois quartos, sala, cozinha e banheiro pode ser construída em dez dias;
  • os maiores aviões comerciais da atualidade têm entre 35% e 50% de compósitos nas suas estruturas;
  • os tetos dos ônibus e as frentes dos caminhões são de compósitos, assim como os cascos da maioria das lanchas;
  • existem pás eólicas de compósitos com mais de 80 metros de comprimento.

Fonte: Almaco

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