Posts Tagged ‘Resina de Poliéster’

Indústria de compósitos projeta elevação de 8,2% na receita de 2011

05/05/2011

Faturamento do primeiro trimestre cresceu 16,3%. Nova pesquisa contratada pela ABMACO separa poliéster e epóxi

Fonte: Maxiquim

A indústria brasileira de materiais compósitos faturou R$ 715 milhões no primeiro trimestre, alta de 16,3% em comparação ao mesmo período do ano passado. O consumo de matérias-primas, porém, recuou 8,7%, totalizando 46.900 toneladas. A diferença entre os dois indicadores deve-se principalmente aos sucessivos aumentos nas cotações dos insumos petroquímicos – os compósitos são resultantes da combinação entre resinas termofixas (um tipo de plástico) e reforços, como as fibras de vidro. Os números fazem parte do último levantamento da Maxiquim, consultoria contratada pela Associação Brasileira de Materiais Compósitos (ABMACO).

O estudo da Maxiquim também projeta uma elevação de 8,2% na receita total do setor em 2011, alcançando R$ 2,796 bilhões – no ano passado, o faturamento foi de R$ 2,584 bilhões. Em relação ao consumo de matérias-primas, a consultoria estima que o Brasil processe 214.000 toneladas, volume 4,8% maior que o de 2010 (205.000 toneladas). Já o crescimento esperado do número de empregos é de 1,8%, perfazendo 75 mil vagas.

“Todos os segmentos que consomem os materiais compósitos devem crescer este ano, mas acreditamos que construção civil, geração de energia eólica e transportes serão responsáveis por índices ainda mais expressivos”, afirma Gilmar Lima, presidente da ABMACO. No caso da área de transportes, Lima destaca o impacto positivo que a antecipação das compras de caminhões e ônibus promoverá no resultado do último trimestre de 2011, por conta da entrada em vigor da norma Euro 5 no início de 2012 – os veículos ajustados à nova regulamentação, que controla a emissão de poluentes, são mais caros.

“Por outro lado, nos preocupa a escassez de mão de obra qualificada no nosso setor, bem como o aumento descontrolado dos preços dos principais insumos, a valorização excessiva do real e a crônica falta de investimentos governamentais em infraestrutura”, comenta.

Estudo separa poliéster e epóxi

Fonte: Maxiquim

Dessa vez, a pesquisa contratada pela ABMACO abordou de forma separada os compósitos de resina poliéster e os baseados em resina epóxi. No primeiro caso – 162.000 toneladas, ou 79% do total processado em 2010 –, a construção civil manteve o posto de maior consumidora do material, com 46%. A seguir, apareceram as montadoras, sobretudo as que fabricam veículos pesados e agrícolas, com 16%. Os mercados de corrosão (11%), saneamento (7%), energia elétrica (4%), náutico (3%), petróleo (1%) e outros (11%) completaram a lista.

As principais posições no ranking do consumo de matérias-primas se mantiveram quando o assunto foi participação no faturamento – no ano passado, os compósitos de poliéster geraram uma receita de R$ 2,011 bilhões. Mudaram, no entanto, os percentuais: construção civil (37%), transportes (24%), corrosão (15%) e saneamento (8%). O setor náutico, devido ao maior valor agregado das embarcações, respondeu por 6% da receita, ultrapassando o segmento de energia elétrica (2%). As demais aplicações ficaram com 7%.

Quanto aos processos de transformação, as tecnologias manuais (Hand Lay-up e Spray-up) apareceram bem à frente, como de costume, com 54,8%, seguidas por RTM (16,1%), Enrolamento Filamentar (9,8%), Laminação Contínua (6,2%), Pultrusão (4,6%), BMC/SMC (2,8%) e outros (5,6%).

Em relação aos compósitos cuja matriz polimérica é o epóxi, a geração de energia eólica deteve 87,7% de um faturamento total de R$ 573 milhões. Bem atrás, apareceram os setores de petróleo (5,9%), eletroeletrônico (2,1%) e outros (4,3%). O processo de infusão, que é empregado, por exemplo, na fabricação das pás eólicas, foi o mais usado pelos transformadores (92,3%). Ao todo, o país processou 43.000 toneladas de compósitos de epóxi em 2010.

Fonte: SLEA Comunicação – ABMACO

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Elekeiroz lança completa linha de resinas sustentáveis para compositos

18/11/2010

A Elekeiroz lançou uma completa linha de resinas sustentáveis de base vegetal para a fabricação de peças em compósitos, substituindo parcialmente recursos não renováveis como o petróleo.

Para acompanhar os desenvolvimentos de produtos verdes, a Elekeiroz (Várzea Paulista, SP), uma das mais importantes fabricantes de resinas poliéster na América Latina, está lançando a linha BIOPOLI de resinas poliéster insaturado (bases ortoftálicas/tereftálicas, diciclopentadieno DCPD e isoftálicas), de base vegetal, para a fabricação de peças em compósitos (também conhecido como composites, plástico reforçado ou fiberglass). Como empregam matérias-primas de fontes renováveis e resinas termoplásticas reutilizadas em sua fabricação, esta nova linha pode economizar até 20% dos recursos não-renováveis usados nas resinas poliéster tradicionais. Com tecnologia 100% nacional e pedido de patente requerido, é resultado dos investimentos realizados pela empresa em Pesquisa e Desenvolvimento nos últimos anos.

De fácil processamento pois não exigem nenhuma alteração de processo do transformador, as resinas desta nova linha oferecem excelente rigidez e durabilidade, requisitos fundamentais para serem aplicadas nos materiais compósitos. Mantêm todas as propriedades físico-químicas das resinas poliéster convencionais, garantindo performance similar ou superior às peças fabricadas. Estão disponíveis para os processos de moldagem aberta como laminação manual e a pistola, e moldagem fechada como RTM convencional e de baixa pressão.

O lançamento desta tecnologia no mercado latino-americano viabilizará o desenvolvimento de uma ampla gama de produtos com exigências específicas de sustentabilidade e desempenho, em diversos segmentos industriais como automotivo, construção civil, eletroeletrônico, náutico, infraestrutura, esporte & lazer, entre vários outros. Também se caracteriza como uma excelente alternativa de produção para as empresas transformadoras que já desejam se alinhar com as tecnologias futuras.

A linha BIOPOLI de resinas poliéster da Elekeiroz é produzida integralmente com recursos de aproveitamento de energia gerada internamente e proveniente de outros processos de produção química no site da empresa. Esta energia, em vez de ser desperdiçada nos trocadores de calor, é convertida novamente em utilidade industrial, economizando enorme quantidade de recursos externos proveniente de concessionária de energia elétrica ou, ainda, obtida de queima de gás ou óleo combustível.

Sobre a Elekeiroz

Tradicional fabricante de produtos químicos intermediários de uso industrial, a Elekeiroz, a partir de seus sites estrategicamente localizados em Várzea Paulista, SP, e Camaçari, BA atende aos principais segmentos da indústria, dentre os quais o de resinas poliéster e alquídicas, assim como desenvolve e produz resinas poliéster insaturado isoftálicas e ortoftálicas, tereftálicas, fumáricas, blendas e pura DCPD para o mercado de composites do Brasil e da América Latina. A Elekeiroz é atuante nos principais setores do mercado (automotivo, construção civil, saneamento e indústria, elétrico e telecomunicações, naval, etc.), sendo parceira, de tecnologia para o Brasil, da DSM, líder europeia no desenvolvimento e produção de resinas poliéster insaturado.

Fonte: Artsim

Petrofisa fabrica postes com resina reforçada com fibra de vidro.

26/08/2010

Qual é a demanda brasileira de postes para distribuição de energia elétrica? Ninguém sabe ao certo, mas estima-se que seja gigantesca.  A paranaense Petrofisa, fabricante de tubos de compósitos, concorda com essa análise. Tanto que adaptou o sistema produtivo das tubulações (filament winding) e lançou o primeiro poste de resina e fibra de vidro do Brasil., concorrendo com os tradicionais postes de madeira e concreto.  Por meio da sua controlada Ecofibra, a Petrofisa iniciou neste ano a produção de postes em Manaus (AM).

Para desmoldá-los, a transformadora decidiu abandonar o filme de poliéster – deve ser descartado após o uso – e usar um desmoldante  fabricado pela Chem-Trend e fornecido pela Redelease. “Testamos o produto em escala laboratorial e na linha de produção. Os resultados foram positivos, tanto sob o ponto de vista de desempenho como de custo.  Além disso, deixamos de gerar resíduos”, afirma Diego Dissenha, engenheiro do laboratório da Petrofisa. Além do desmoldante, a Petrofisa emprega na fabricação do poste um selador que corrige eventuais imperfeições no molde, aumentando a sua vida útil e ainda facilitando a desmoldagem da peça.

Cruzetas

Em maio, lembra Dissenha, a Petrofisa incorporou ao seu portfólio uma novidade que tem tudo a ver com os postes: cruzetas de compósitos. Fabricadas pelo processo de pultrusão, as cruzetas são desmoldadas com um desmoldante interno também fornecido pela Redelease. Segundo Rui Figueira, gerente de especialidades da Redelease, o desmoldante migra totalmente da resina para a superfície do molde assim que começa a reação exotérmica, a partir de 60 ºC –  ele é misturado numa proporção de 1,5% em relação à resina. “Diferente dos desmoldantes convencionais para pultrusão, não sobram resíduos do nosso desmoldante no produto final. Assim, não há qualquer perda de resistência mecânica ou problemas no acabamento”.

Fonte: SLEA Comunicação