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Entrevista com Carina Arita – Diretora Comercial da Tomra Sorting Recycling Brasil

11/11/2015
Carina Arita

Carina Arita

A Tomra Sorting Recycling concebe e fabrica tecnologias para a separação baseada em sensores para a indústira da reciclagem e da gestão de resíduos. Conta com mais de 4400 sistemas instalados em 40 países.. Responsável pelo desenvolvimento do primeiro sensor de infravermelhos próximos do mundo para aplicações no campo da reciclagem de resíduos, a Tomra Sorting Recycling faz parte da Tomra Sorting Solutions, que também desenvolve sistemas baseados em sensores para a separação, despela e controle de processos para a indústria alimentar e de mineração, entre outras. A Tomra Sorting está no Brasil desde 2011, por meio de sua filial, e conta com equipe para instalação e manutenção de seus próprios equipamentos Titech. O Blog do Plástico entrevistou a Diretora Comercial da Tomra Brasil, Carina Arita

Blog do Plástico: Carina, qual o tipo de sistema de separação de resíduos plásticos para reciclagem dominante hoje no mercado brasileiro ?

Carina Arita: Atualmente predominam sistemas manuais. Entretanto com a necessidade de aumento de escala, qualidade e pureza, as empresas estão buscando tecnologias de sistemas automatizados para a seleção.

BP – Quais são os desafios com que se depara o mercado brasileiro em matéria de reciclagem de plásticos?

CA – Como muitos outros países em desenvolvimento, o Brasil se esforça para crescer e ainda combater a pobreza e a desigualdade, promovendo a inclusão social dos grupos e comunidades mais desfavorecidos. Um destes grupos é o dos catadores de resíduos. Apesar das condições sociais e de trabalho precárias, os catadores constituem a base da cadeia produtiva de reciclagem, pois estima-se que, atualmente, 90 % de todo o material reciclado no Brasil seja recuperado por suas mãos. Um estudo recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima em cerca de 400.000 o número de catadores existentes no Brasil, enquanto o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) garante chegar a 800.000 o número de trabalhadores dedicados a essa atividade. É um grupo tão importante que o texto legal da Política Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010 estabelece como um de seus objetivos a integração dos catadores nos sistemas formais de gestão de resíduos e destaca para os recicladores o quanto pode ser rentável a sua inclusão no setor formal.

BP – Pela experiência da Tomra Sorting Recycling no Brasil, qual o perfil padrão do cliente de seus sistemas de separação de resíduos plásticos?

CA – Todas aquelas empresas que apresentam em seu processo produtivo uma etapa de triagem e seleção de tipos de plásticos e cores, sejam eles fabricantes de resina reciclada ou aparistas. Como o mercado ainda esta em desenvolvimento, não ha um perfil padrão estabelecido. Assim, a Tomra conta com uma equipe especializada em assessorar as empresas a desenvolverem a solução ideal, seja ela completa ou em fases, buscando o melhor custo-beneficio.

BP – Que vantagens estão associadas à utilização dos processos de automação da Tomra Sorting Recycling?

CA – Os equipamentos Autosort facilitam o trabalho dos triadores, realizando as tarefas de separação mais complicadas que envolvem as frações mais difíceis de identificar visualmente, tais como distinguir o polietileno de alta densidade (PEAD) do polipropileno (PP). Limpando e removendo as impurezas, o Autosort deixa apenas os materiais que interessam recuperar, sem necessidade de se trabalhar entre dejetos orgânicos ou sanitários insalubres.

Além disso, os equipamentos Autosort permitem utilizar vários programas de trabalho distintos para separar diferentes materiais, como por exemplo PET, PEAD, PP ou filme de PEAD, separando-os também por cores. Os triadores trabalharão em tarefas de separação por cores e dos materiais mais fáceis de identificar, como PET e Tetrapak. Isso incrementa a produtividade e a rentabilidade de todo o processo e garante a qualidade dos produtos separados, o que leva a lucros maiores na venda dos subprodutos.

BP – Pela experiência da Tomra Sorting Recycling no Brasil, em quanto tempo, em média, retorna o capital investido no sistema de separação de refugos plásticos da Tomra ?

CA – O retorno de investimento do sistema de separação ótica (considerando inclusão desta etapa em linha pre-existente) é estimado de 1 a 3 anos.

BP – Quais são a infraestrutura adequada para uma boa operação do sistema da Tomra ?   

CA – Cada projeto é elaborado para necessidades especificas, de forma customizada e única. Descrevo a seguir um exemplo de solução simplificada:

O processo começa quando os resíduos a serem separados são levados por uma pá carregadeira a uma moega e uma esteira de alimentação. Em seguida, há uma primeira cabine de controle manual. Aqui os elementos volumosos, que podem frear ou bloquear o processo, são retirados e depositados em contêineres localizados abaixo da cabine. Depois desse controle estão localizados os rasgadores de sacos, encarregados de rasgar os sacos para facilitar o esvaziamento dentro do separador balístico que vem em seguida. Este equipamento separa os elementos rolantes e pesados (3D) dos achatados e leves (2D), ou seja, separa as garrafas plásticas do papel e papelão e dos filmes de plástico. Acima da linha de rolantes (3D), que é a mais abundante, está um equipamento separador Autosort que identifica e separa os plásticos por tipo e cor. Em uma primeira etapa, o equipamento separa o polietileno de alta densidade (PEAD), que segue pela esteira transportadora até uma cabine de controle. Ali é separado manualmente: o PEAD natural, para um lado e o PEAD colorido, para outro. Há grande vantagem nessa prática: um plástico PEAD, difícil de ser distinguido visualmente do polipropileno (PP), é retirado da linha antes de entrar na cabine de triagem secundária. Nessa cabine, triadores enfileiram-se de ambos os lados da esteira de triagem e separam os elementos mais simples de serem identificados: filme plástico, PET, PP e Tetrapak. Posteriormente o PET será reprocessado através do Autosort (“programa 2”), que separa o PET transparente do colorido, deixando uma última separação, a do PET verde das demais cores, para a cabine de controle manual. Por último, o PP será reprocessado através do Autosort (“programa 3”) que irá soprar o PP natural para separá-lo das outras cores. Como vantagem, com um só equipamento Autosort é possível separar diferentes materiais, bastando apenas alterar o programa de trabalho. Deste modo, o processo é uma perfeita combinação de maquinário e trabalhadores, para obter os padrões máximos de eficiência, qualidade e de segurança e saúde no trabalho.

BP – Qual é o ranking do sistema Autosort da Tomra entre as principais tecnologias para seleção e separação de resíduos plásticos comercializadas no Brasil?

CA – O sistema Autosort é o mais vendido pois se trata de um sistema multifuncional baseado em sensores capaz de identificar cada um dos polímeros (PET, PEAD, PP, PS, PVC, ABS, etc.), papel, papelão, tetrapak – por critério de material e de cor. E como esses são os materiais recicláveis com mais abundância no resíduo urbano, torna-se o sistema com as aplicações mais comuns. Além de poder trabalhar em linha ou de forma independente.

BP – Quais os diferenciais técnicos oferecidos pelos sistemas de separação de resíduos plástico da Tomra Sorting em relação aos outros existentes no mercado ?

CA – Considerando a nossa tecnologia diferenciada (flying beam com duoline), ela atinge maior resolução com baixo ruído de sinal, resultando em maior eficiência, produtividade e pureza. Com o lançamento da nova geração recentemente, promovemos uma otimização do sistema com a redução de fontes de iluminação infravermelho, consequentemente reduzindo o consumo elétrico em 70%. E o novo modulo de válvulas de ejeção apresentam velocidade superior a 1ms.

BP – Como funcionam as tecnologias Duoline e Flying Beam?

CA – A tecnologia flying beam de espelho poligonal rotativo é utilizada para a distribuição da iluminação e para a captação do espectro refletido focalizando principalmente o ponto de leitura, desta forma é possível varrer a largura da esteira toda, realizando essa leitura em duas linhas de pixels (duoline) obtendo as informações de material, cor, formato e posicionamento na esteira. Realizando tudo isso com rapidez, baixo consumo elétrico e alta performance.

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Plastivida defende complementaridade da Coleta Seletiva e Reciclagem Energética dos plásticos

27/08/2010

Essas ações são indispensáveis para uma gestão sustentável dos resíduos sólidos urbanos

A Plastivida defende a coleta seletiva, a reciclagem mecânica e a Reciclagem Energética como solução integrada para a gestão de resíduos sólidos urbanos, principalmente pela importância das cooperativas que geram renda e inclusão social dos catadores, beneficiando a preservação ambiental.

Conforme preconizam as Políticas Nacional e Estadual de Resíduos Sólidos é fundamental que os municípios incrementem a coleta seletiva para possibilitar que a reciclagem mecânica cresça continuamente e assim possamos obter os benefícios ambientais e sociais decorrentes dessa iniciativa.

Por outro lado, é preciso que sejam instaladas unidades de Reciclagem Energética, pois esta tecnologia permite reduzir em até 90% o volume dos resíduos transformando-os em energia, solucionando a atual realidade dos lixões e aterros superlotados.

O processo de Reciclagem Energética é também uma solução para os restos de plásticos que por qualquer razão não possam ser reciclados por estarem sujos, engordurados, contaminados etc. A função desses resíduos no processo é fundamental, uma vez que 1 quilo de plástico produz a mesma energia que 1 litro de óleo combustível. Vamos valorizá-los!

Para melhor entendimento,  a Plastivida recomenda que se assista à  matéria abaixo sobre o modelo de Reciclagem Energética adotado pelo Japão – edição da série especial sobre o lixo veiculada pela Rede Globo – Bom Dia Brasil.

Fonte:  Plastivida

Semana do Plástico no Espírito Santo aborda educação socioambiental e capacitação.

26/08/2010

Com o objetivo de valorizar a responsabilidade socioambiental, dar mais visibilidade ao setor de transformação do plástico do Espírito Santo e mostrar o aspecto econômico e social do produto, o Sindiembalagens realiza de 24 a 28 de agosto a Semana do Plástico ES, com ações em vários pontos da Grande Vitória. Durante o evento, que está em sua terceira edição, tem sido discutidos temas como o descarte correto dos resíduos plásticos, sustentabilidade ambiental, a importância da embalagem para o sucesso do produto, entre outros. A programação conta com exposição, fórum, talk show e atividades de integração. Informações: Contatus Comunicação – Rita Diascanio e Jackeline Gama – (27) 3089-4100 / Cristal Produções – Cristal Carvalho – (27) 3349-3866.

Fonte: Leia / Siresp