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DSM e Fibrant reduzem emissões de Gases de Efeito Estufa na produção de Poliamida 6

22/07/2021

Tendo em vista o atual afunilamento das metas de emissões de gases de efeito estufa (GHG) na Europa, a DSM e a Fibrant anunciaram a obtenção de uma grande redução nas emissões de GHG na produção de Caprolactama e, portanto, subsequentemente, também da Poliamida 6 (PA6) produzida na Europa a partir de Julho de 2021. A redução nas emissões de GHG é estimada em cerca de 800 milhões de kg de CO2 por ano. Esta redução significativa foi alcançada com a implementação de várias melhorias de tecnologia, entre as quais um programa avançado de abatimento de N2O no processo de produção de caprolactama da Fibrant.

A partir de julho, a Fibrant comercializará a sua caprolactama com pegada de carbono reduzida sob o nome comercial EcoLactam.

Paul Habets, Diretor de Marketing e Vendas Fibrante disse: “Tenho o orgulho de anunciar que a Fibrant migrará para 100% EcoLactama, uma caprolactama de nova geração com uma pegada de carbono (CFP) muito baixa. Tudo isso foi alcançado por meio da melhoria contínua dos processos e de um foco claro na sustentabilidade. Com uma nova geração de produtos, reduziremos nosso CFP em mais de 50% através da redução significativa de N2O e aplicando nossa tecnologia proprietária HPO e Hydranone, mantendo o desempenho e qualidade no mesmo alto nível. ”

Com a introdução do EcoLactam pela Fibrant, a DSM Engineering Materials será capaz de oferecer seu portfólio de poliamida 6 Akulon produzido na Europa com a menor pegada de carbono de PA6 disponível no mercado, afirma a empresa. Isso permite que os clientes da DSM reduzam a pegada de carbono de seus próprios produtos e contribuam para a redução global das emissões de GHG nas cadeias de valor posteriores, em segmentos como o automotivo, elétrico, eletrodomésticos e embalagens de alimentos. Além disso, as duas empresas se uniram para reduzir ainda mais as emissões de GHG, visando atingir emissões Zero já em 2040.

Bert Havenith, Diretor de Sustentabilidade da DSM Engineering Materials acrescenta: “Temos uma longa história de fornecimento de provas tangíveis de nosso compromisso com a sustentabilidade. Como uma etapa adicional, somos capazes de reduzir ainda mais nossa pegada com uma abordagem de balanço de massa de matéria-prima de base biológica (Akulon B-MB) ou via abordagem reciclada (Akulon RePurposed, Akulon CRC-MB). Junto com nossos clientes, fornecedores e parceiros, estamos prontos para impulsionar nosso setor, aproveitar as oportunidades sustentáveis ​​à frente e cumprir nossos propósitos ”.

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Lanxess se compromete a atingir neutralidade em impacto para o clima até 2040

03/12/2019

  • Primeiros grandes projetos para reduzir o CO2e estão em andamento na Bélgica e na Índia
  • Pegada de carbono se torna critério para futuro crescimento
  • Pesquisa com foco em processos de impacto neutro e inovações tecnológicas

A Lanxess, empresa de especialidades químicas alemã, estabeleceu uma meta ambiciosa de proteção climática. Até 2040, o Grupo pretende se tornar neutro e eliminar suas emissões de gases de efeito estufa em cerca de 3,2 milhões de toneladas de CO2e. Em 2030, a Lanxess pretende reduzir suas emissões em 50%, em comparação com o nível atual, para cerca de 1,6 milhão de toneladas de CO2e.

“Com o acordo de Paris, a comunidade mundial decidiu limitar o aquecimento global a menos de dois graus. Isso requer grandes esforços por parte de todos os envolvidos. Com o objetivo de alcançar a neutralidade até 2040, estamos cumprindo nossa responsabilidade como empresa global de especialidades químicas. Ao mesmo tempo, seremos um parceiro ainda mais sustentável para nossos clientes no futuro”, diz Matthias Zachert, Presidente do Conselho de Administração da Lanxess AG. Zachert também destacou a economia de longo prazo associada a um uso mais eficiente dos recursos, dizendo que “a proteção ao clima é um assunto de negócios”.

Estratégia clara para reduzir as emissões

A Lanxess está adotando uma estratégia baseada em 3 pilares para se tornar neutra em carbono até 2040.

1) Lançamento de grandes projetos de impacto para a proteção do clima: Nos próximos anos, a Lanxess colocará em ação projetos especiais para reduzir significativamente as emissões os gases de efeito estufa. O grupo está, por exemplo, construindo uma instalação para a decomposição de óxido nitroso em sua unidade em Antuérpia. A nova instalação começará a operar em 2020 e reduzirá as emissões anuais de gases de efeito estufa em cerca de 150.000 toneladas de CO2e. Após uma segunda expansão, em 2023, as emissões de CO2e deverão cair mais 300.000 toneladas.

Além disso, a Lanxess está mudando todo o fornecimento de energia em suas instalações na Índia para fontes de energia renováveis. Lá, o Grupo está expandindo o abastecimento por biomassa e energia solar e deixará de usar carvão ou gás no futuro, o que reduzirá as emissões de CO2e em mais 150.000 toneladas a partir de 2024. Com esses projetos e outras medidas, a Lanxess reduzirá suas emissões de CO2e em um total de 800.000 toneladas até 2025, investindo até 100 milhões de euros no processo.

2) Dissociar emissões e crescimento: A Lanxess está em processo de expansão. Apesar do aumento da produção, as emissões de gases de efeito estufa em cada uma das unidades de negócios devem diminuir. Para isso, além da eficiência tecnológica, as mudanças nos instrumentos de gestão também desempenham um papel importante com o impacto na pegada de carbono da empresa, já que ganha relevância como critério de investimentos para crescimento orgânico e aquisições. A medida ainda gera valor às unidades de negócios ao obterem reduções acima da média nas emissões de gases de efeito estufa. Além disso, a redução de CO2e será introduzida como critério de avaliação no sistema de bônus para os gerentes.

3) Fortalecer as inovações tecnológicas e de processo: A Lanxess está revisando muitos de seus processos de produção existentes para se tornar neutra até 2040. O Grupo continuará a investir no aprimoramento das estruturas da Verbund, por exemplo, quando se trata de troca térmica entre plantas e purificação do ar. Outros procedimentos serão desenvolvidos em escala industrial. Para isso, o Grupo está concentrando sua pesquisa no processo de neutralidade e na inovação tecnológica.

Apoio político para a meta de neutralidade

A Lanxess está comprometida com o acordo de Paris, em particular com a demanda por redução das emissões de gases de efeito estufa. Para Zachert, a indústria e o governo compartilham uma responsabilidade coletiva. “Com nossa iniciativa ambiental, estamos apresentando uma proposta às lideranças políticas. No entanto, só podemos fazer isso se forem adotadas políticas que criem as condições certas”, acredita. Observando o atual processo legislativo para aprovar o pacote climático do governo alemão, Zachert afirmou “um compromisso com a proteção ambiental não deve prejudicar nossa competitividade. O governo deve ter isso em mente ao projetar as especificidades do acordo climático”.

Zachert defendeu a importância de evitar um duplo ônus para a indústria diante do atual regime europeu de comércio de licenças de emissão. Esse ainda é o caso de uma lei em vigor na Alemanha sobre um sistema nacional de comércio de licenças de emissão decorrentes de uso de combustíveis. “No curto prazo, precisamos voltar a preços competitivos da energia. A longo prazo, poderemos fornecer soluções substanciais para o clima, se houver energia renovável suficiente a preços competitivos no setor”.

Os procedimentos de aprovação também precisam ser simplificados e acelerados, e as estruturas financeiras e fiscais para investimentos futuros devem ser aprimoradas. “Estamos envolvidos em diálogo com essas lideranças e estamos felizes em fornecer nossa experiência para apoiar o processo de tomada de decisões sobre políticas”, disse Zachert.

Redução de 50% nos gases de efeito estufa desde que a Lanxess foi fundada

Desde que foi fundada, a Lanxess fez um progresso substancial no seu objetivo de se tornar ambientalmente mais amigável. Entre 2004 e 2018, o Grupo reduziu pela metade suas emissões de gases de efeito estufa em cerca de 6,5 milhões de toneladas de CO2e para cerca de 3,2 milhões de toneladas. Entre outras iniciativas, uma contribuição substancial veio de uma planta de óxido nitroso, em Krefeld-Uerdingen, Alemanha, licenciada em 2009. O projeto recebeu vários prêmios, inclusive o concurso “365 Landmarks in the Land of Ideas” e o “VCI Responsible Care Award North Rhine-Westphalia”. A Lanxess também realizou vários outros projetos para reduzir as emissões em suas instalações no mundo todo e apoia iniciativas locais para combater as mudanças climáticas. A Lanxess já alcançou suas metas anteriores de melhorar a eficiência energética em conjunto com a redução de emissões específicas de CO2 e de compostos orgânicos voláteis em 25% cada uma, em relação a 2015.

Para realizar o inventário de emissões de gases de efeito estufa, a Lanxess analisa as emissões definidas no Protocolo de Kyoto e as calcula em comparação ao dióxido de carbono (CO2e) produzido. A empresa de especialidades químicas inclui emissões de sua própria produção (Escopo 1) e de fontes externas de energia (Escopo 2) no cálculo.

A Lanxess é uma empresa líder em especialidades químicas, com vendas de EUR 7,2 bilhões em 2018. Atualmente, a empresa tem cerca de 15,500 funcionários em 33 países e está representada em 60 plantas produtivas em todo o mundo. O core business da Lanxess é o desenvolvimento, fabricação e comercialização de intermediários e especialidades químicas, aditivos e plásticos. A Lanxess está listada nos principais índices de sustentabilidade do Índice Dow Jones de Sustentabilidade (DJSI World e Europa) e FTSE4Good.

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