Posts Tagged ‘Reciclagem’

Grupo Carrefour, Green Mining e Ambev implementam ação para coleta e reciclagem de garrafas de Guaraná Antarctica em São Paulo

22/09/2021

O Grupo Carrefour Brasil firmou parceria com a startup brasileira Green Mining, especializada em logística reversa, e com a Cervejaria Ambev para levar a ação de reciclagem para seis lojas Carrefour Express de São Paulo.

Lançada esta semana com o slogan “Pequeno Grande Passo”, a campanha disponibiliza coletores personalizados para descarte de vidro e embalagens plásticas vazias em lojas Carrefour Express situadas em São Paulo (SP). Os recicláveis serão recolhidos pelos coletores da Green Mining que levarão o material até o ponto de concentração (hub). Ao atingir um certo volume, o material será prensado e destinado para reciclagem no Rio de Janeiro, sendo o vidro levado direto para a fábrica Ambev Vidros e o PET destinado para a produção de novas embalagens de Guaraná Antarctica, devolvendo, assim, o material à cadeia produtiva.

“Nossas decisões são tomadas com o objetivo de minimizar o impacto ambiental em toda a cadeia de produção, promover a inclusão e democratizar o acesso às práticas sustentáveis”, afirma Lucio Vicente, Diretor de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade do Grupo Carrefour Brasil. “Estamos em constante movimento pela preservação do meio ambiente e a parceria com a Green Mining e com a Ambev representa a perspectiva de um futuro melhor, pautado pelo desenvolvimento sustentável”, complementa.

Para garantir que todo o material seja destinado corretamente, a Green Mining realiza a pesagem dos resíduos em cada etapa do processo, registrando os dados no sistema da startup que garante a rastreabilidade com segurança da tecnologia blockchain. “A rastreabilidade é o futuro da logística reversa porque impede que qualquer dado inserido no sistema seja alterado. Seguimos na missão de mudança dessa cultura de descarte inadequado e, com essas grandes parceiras, inovamos e promovemos um modelo de economia circular de verdade, mantendo o nosso propósito ambiental, social e econômico”, diz Rodrigo Oliveira, presidente da Green Mining.

“Como sempre dizemos, a sustentabilidade é o nosso negócio e não apenas parte dele. Em 2018, traçamos metas de sustentabilidade ambiciosas para 2025, incluindo toda nossa cadeia de valor. Antes disso, sempre tivemos compromissos ambientais dentro das nossas operações e, hoje, temos conquistas que refletem a solidez dessa jornada. Atualmente, nossas metas para 2025 estão apoiadas em cinco pilares: gestão da água, ações climáticas, agricultura sustentável, embalagem circular e ecossistema de empreendedores. Com eles, impulsionamos o progresso na direção dos ODS, usando a nossa escala e parcerias para gerar uma mudança positiva significativa”, finaliza Carolina Pecorari, Diretora de Sustentabilidade da Ambev.

A Green Mining integra o grupo de empresas do Pacto Global da Organização das Nações Unidas, assim como o Grupo Carrefour Brasil e a Ambev, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

Os pontos de descarte de vidro e embalagens plásticas vazias estão dispostas nos seguintes endereços das lojas Carrefour Express:

•Alameda Ribeirão Preto, 580 – Bela Vista, SP
•Rua Albuquerque Lins, 603 – Santa Cecília, SP
•Av. João Carlos da Silva Borges, 789 – Vila Cruzeiro, SP
•Rua Pedro de Toledo 145, Vila Clementino, SP
•Rua Fradique Coutinho, 125 – Pinheiros, SP
•Av. Dr. Gentil de Moura, 287 e 293 – Alto do Ipiranga, SP

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Cidade do México inaugura maior Estação de Transferência e Triagem de RSU no País com planta fornecida pela Stadler

20/09/2021

A Estação de Transferência e Triagem de Azcapotzalco, a maior e mais moderna da América Latina, abriu suas portas na Cidade do México (CDMX). Com esta unidade, a prefeitura é a primeira do país a avançar no tratamento dos resíduos urbanos com base no conceito de economia circular – um dos objetivos prioritários da atual gestão.

A Stadler forneceu tecnologia de ponta para atingir esse marco. Natalya Duarte, Diretora de Vendas para o México na Stadler, afirma: “Gostaríamos de agradecer à Cidade do México por nos permitir dar nossa contribuição e participar do grande desafio de reduzir o desperdício na Cidade do México, uma das megacidades mais populosas do mundo, onde mais de 12.000 toneladas de resíduos são geradas todos os dias”. Assim, a prefeitura estabelece as bases para o cumprimento de sua responsabilidade ambiental, reconhecendo a importância do cumprimento dos acordos internacionais e a necessidade de aplicação dos princípios da economia circular.

Natalya Duarte, diretora de vendas da Stadler no México

É a primeira usina automatizada de propriedade do governo do país para a separação e tratamento de resíduos sólidos urbanos. A unidade de 11.000 m2 separa papel, papelão, embalagens multicamadas, PET e HDPE, sacolas e filmes plásticos, latas de alumínio, sacolas metalizadas, tecidos, vidro e outros metais. A usina foi comissionada em maio de 2021. Ela opera em conjunto com uma estação de transferência para processar cerca de 1.000 toneladas por dia de resíduos dos municípios de Cuauhtémoc, Gustavo A. Madero, Miguel Hidalgo e Azcapotzalco, e terá capacidade para receber até 1.400 toneladas de resíduos por dia. Seu funcionamento vai gerar 404 empregos.

A instalação é administrada pela Pro Ambiente, uma subsidiária da CEMEX, que tem mais de 25 anos de experiência na gestão de resíduos e na operação de fábricas para a seleção e recuperação de combustíveis derivados de resíduos. “Temos orgulho de participar desse novo projeto, que está alinhado aos nossos objetivos de sustentabilidade e redução de emissões. Estamos preparados para operar essa planta sob um modelo que garanta, antes de mais nada, a segurança de todos os nossos colaboradores, a continuidade operacional por meio de programas de manutenção e produção com padrões internacionais e a qualidade de triagem, a fim de garantir um maior aproveitamento dos resíduos gerados na Cidade do México”, afirma José Guillermo Díaz, gerente de tecnologia e combustíveis alternativos da CEMEX.

Cerimônia de inauguração

A usina foi inaugurada oficialmente no domingo, 25 de julho, em um evento que contou com a presença de personalidades da cena política, entre elas Claudia Sheinbaum Pardo, Chefe de Governo da CDMX; Jesús Antonio Esteva Medina, Secretário de Obras da CDMX; Marina Robles García, chefe da SEMADET da CDMX; Vidal Llerenas Morales, prefeito de Azcapotzalco; e Gautier Mignot, Embaixador da Delegação da UE no México.

Na sequência de seu discurso sobre a importância da implementação da unidade, Claudia Sheinbaum apertou o botão que ligou a planta, cumprindo o plano definido em sua agenda de avançar para uma economia circular.

“Em vez de dirigir caminhões para despejar resíduos e lixo em aterros, estamos separando tudo. Além disso, a reciclagem é usada para produzir outros produtos. Isso se chama economia circular na Cidade do México. Vamos nos orgulhar desta planta de triagem de resíduos sólidos, a mais moderna da América Latina – aqui na Cidade do México “, disse Claudia Sheinbaum durante o evento de inauguração.

Equilíbrio entre automação e mão de obra

O uso de tratamento mecânico entre a transferência e a disposição final foi um primeiro passo fundamental e natural no programa de “desperdício zero” da atual administração da Cidade do México. O objetivo era capturar e separar todas as embalagens recicláveis dentro da própria estação de transferência.

“A inovadora tecnologia de triagem da Stadler faz sentido tanto pela eficiência alcançada no processo de recuperação quanto pelo alto grau de pureza dos materiais obtidos. Ela profissionaliza e industrializa este processo de gestão de resíduos, proporcionando aos classificadores manuais condições de trabalho comparáveis às de qualquer planta de primeiro mundo. Vale ressaltar que a automação não desloca recursos humanos. É possível conseguir um equilíbrio perfeito entre os dois, o que é fundamental para o mercado mexicano. Demonstramos claramente que isso é possível neste projeto na Cidade do México, onde o equilíbrio entre tecnologia e recursos humanos melhora os números do ponto de vista da administração pública e otimiza o custo operacional desse tipo de usina de reciclagem”, afirma Natalya Duarte.

Stadler: tecnologia voltada para a economia circular

A confiança que o governo depositou na Stadler foi desenvolvida através de um processo licitatório com a participação de acadêmicos e especialistas a nível nacional, bem como de instituições e ministérios envolvidos na legislação e fiscalização do correto tratamento do RSU. Segundo a empresa alemã, o resultado de uma análise detalhada feita por um comitê de especialistas, com base em uma caracterização de resíduos realizada pela UAM, levou à conclusão de que a tecnologia da Stadler, adaptada às necessidades locais e aos requisitos específicos, proporciona um tratamento mecânico que cumpre elevados padrões de qualidade e eficiência e se baseia nos princípios da sustentabilidade e da economia circular.

A Stadler é líder mundial em usinas de RSU e está presente no México por meio de 4 importantes projetos de separação de resíduos para a reciclagem: em Cuautla de Morelos (OFMRS), em Chihuahua, em San Luis Potosi e agora em Azcapotzalco. Três desses projetos foram totalmente concluídos e o restante será inaugurado em breve.

Orgulhosa pela participação da Stadler no projeto, Natalya Duarte diz que esta planta é especial por vários motivos: “A tecnologia de classificação inovadora nos permite passar de um processo de triagem mais manual para um processo automático, o qual garante maior eficiência de recuperação e pureza do material. Isso resulta em materiais recicláveis de maior valor. O processo de reciclagem também é profissionalizado e industrializado, encontrando o equilíbrio certo entre tecnologia e controle de qualidade manual. Além disso, a planta opera sob critérios de eficiência e sustentabilidade totalmente novos no país, e vê a inovação tecnológica como uma ferramenta fundamental no cuidado com o meio ambiente”.

Fundada em 1791, a Stadler dedica-se ao planejamento, produção e montagem de sistemas e componentes de triagem para a indústria de tratamento e reciclagem de resíduos sólidos em todo o mundo. Sua equipe de mais de 450 funcionários oferece um serviço completo personalizado, do projeto conceitual ao planejamento, produção, modernização, otimização, montagem, comissionamento, reformas, desmontagem, manutenção e assistência técnica de componentes para completar os sistemas de reciclagem e classificação. Sua linha de produtos inclui separadores balísticos, correias transportadoras, peneiras giratórias e removedores de rótulos.

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Adimax lança linha de alimentos para animais domésticos em embalagem fabricada com Poliéster Reciclado Pós-Consumo da Terphane

16/09/2021

Lançamento com a linha Ecophane é inédito no mercado de pet food.

Com a proposta de reforçar seu compromisso com as boas práticas ambientais e com o desafios de minimizar o impacto de seus produtos/embalagens no meio ambiente, a Adimax, uma das maiores fabricantes de alimentos para cães e gatos do Brasil, adotou a linha de filmes sustentáveis Ecophane da Terphane para os produtos da marca ‘Fórmula Natural’. “Estas embalagens são inéditas no mercado brasileiro de pet food”, celebra André Gani, diretor de Vendas & Marketing da Terphane.

Como explica Leonardo Dalmagro, gerente de desenvolvimento de Embalagens da Adimax, “o projeto é o resultado da busca constante da empresa por alternativas que aprimorem seu produto final e o mantenha alinhado aos princípios de sustentabilidade durante todo o seu ciclo de vida, desde a produção, passando pela embalagem e chegando ao descarte”.

As embalagens plásticas da ‘Fórmula Natural’, com capacidade para 500 gramas, são produzidos pelo Grupo Copobrás com os filmes PET PCR (poliéster reciclado pós-consumo) da linha Ecophane. Segundo a Terphane, este filme tem, no mínimo, 30% de PET reciclado em sua composição.

Além disso, os filmes da linha Ecophane são os únicos de poliéster com PCR (PET reciclado pós-consumo) no Brasil aprovados pela Anvisa, inclusive para contato direto com alimentos, garante a Terphane. Nos Estados Unidos e Europa, a linha Ecophane já é comercializada com sucesso, com aprovação da FDA e EFSA (união Europeia), informa a fabricante.

Lançados em 2019, estes filmes estão alinhados à uma demanda crescente do mercado global por materiais que garantam a produção de embalagens recicláveis e com conteúdo reciclado. Além de garantirem um menor uso de matérias-primas virgens, estes filmes estão inseridos no conceito de Economia Circular: o PET descartado na forma de embalagens, garrafas ou outros itens é coletado, reciclado e volta a ser embalagem.

“Desenvolvemos a linha Ecophane com base na plataforma de Sustentabilidade da Terphane, que está alinhada às necessidades de proprietários de marcas como a Adimax, ou seja, empresas que querem associar suas marcas e produtos a embalagens cada vez mais sustentáveis”, completa André Gani. Nesta plataforma de Sustentabilidade, a Terphane afirma ter estabelecido como prioridades ações socialmente e economicamente positivas em suas plantas, produtos e na comunidade, além de, sempre que possível, integrá-las ao conceito de Economia Circular.

Desde a sua fundação em 1976, a Terphane concentra-se no desenvolvimento de tecnologias e processos de fabricação de filmes especiais de poliéster biorientado (BOPET). Sua equipe possui experiência e conhecimento em produção, revestimento e metalização de filmes. A empresa se destaca ainda por uma cadeia verticalizada que vai desde a produção da resina até a extrusão de filmes especiais. A Terphane faz parte do grupo industrial norte-americano Tredegar.

Fundada em 2002, a Adimax é hoje uma das maiores fabricantes de alimentos para cães e gatos no Brasil. Com sede em Salto de Pirapora (Sorocaba- SP); filiais em Abreu e Lima (PE), Uberlândia (MG) e Goianápolis (GO); e Centros de Distribuição nas regiões Sudeste, Nordeste, Centro-Oeste e Norte do Brasil, a empresa produz mais de 300 itens em diversas categorias. Entre as marcas de destaque estão a Fórmula Natural, Origens, Magnus e Qualidy.

O Grupo Copobras – que engloba Copobras e Incoplast – possui mais de 50 anos de trajetória e 12 unidades produtivas em seis estados para atender ao mercado nacional e internacional. Com a inovação em seu DNA, aposta em tendências e investe em uma equipe altamente capacitada, trazendo para o mercado diversas soluções que oferecem praticidade, conforto e segurança para a vida das pessoas e contribuindo para os anseios das novas dinâmicas de consumo. Com esse olhar visionário, conquistou a liderança do mercado de descartáveis com a Copobras e o topo do segmento Pet Food com a marca Incoplast.

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Dow lança plataforma focalizando sobre o futuro dos plásticos

16/09/2021

Tela da Plataforma “Futuro do Plástico”

O objetivo da plataforma é incentivar transformadores da indústria do plástico a terem olhar estratégico que contemple rentabilidade do negócio, benefícios ao meio ambiente e à sociedade ao implementar a transição para a economia circular.

As discussões sobre o plástico passam por muitas esferas – ambiental, social e econômica –, sempre pela perspectiva da necessidade de mudança. Para colaborar com essa conversa e levantar possibilidades reais de transformação, a Dow lança a plataforma Futuro do Plástico, voltada para a própria cadeia, sobretudo para seu cliente transformador – que é justamente quem transforma o plástico em embalagem, por exemplo.

“A plataforma foi desenvolvida com o intuito de promover uma cadeia de ideias e inspirações que caminhem em direção à sustentabilidade. Com a iniciativa, convidamos clientes a se unirem nessa jornada para conhecer, visualizar e chegar a um futuro baseado na circularidade do plástico. A plataforma traz informações sobre economia circular e desafios do plástico, apresenta iniciativas e pessoas que atuam nesse tema e como transformar o negócio para a circularidade, com planos e ferramentas de transformação.”, explica Daniella Souza Miranda, vice-presidente comercial de Embalagens e Especialidades Plásticas (P&SP) da Dow na América Latina.

O Futuro do Plástico também oferece pautas práticas que funcionam como um acervo para esclarecimento de dúvidas, pesquisas e ampliação de conhecimentos sobre o tema. Os conteúdos disponíveis na plataforma são resultados de trabalhos de pesquisa, consulta a fontes internacionais e especialistas brasileiros, organizados de forma prática e concisa, prontos para serem utilizados. O projeto foi criado para ampliar, principalmente, a comunicação com os clientes transformadores, atores essenciais da cadeia estendida do plástico, “que precisam ser estimulados a transformar seus processos produtivos e gestão de negócio, para incorporarem a mudança da economia linear para a circular”, explica a vice-presidente comercial de P&SP da Dow.

A executiva esclarece ainda que, embora a plataforma tenha como público prioritário os clientes da Dow, as informações disponíveis são didáticas e acessíveis para pessoas interessadas em saber mais sobre ações sustentáveis e mudanças no processo produtivo do plástico rumo à economia circular. “Os updates constantes e a variedade de fontes garantem um espaço rico em informação para as mentes inovadoras que já perceberam o potencial da economia circular.”

Mirando em empresas comprometidas com um mercado mais sustentável, o projeto também visa criar eventuais parcerias, deixa a mensagem de que o futuro pode estar a poucos cliques de distância e que o conhecimento e a informação qualificada podem, e devem, ser a base para que, juntos, possamos construir um caminho em que o destino do plástico é traçado com responsabilidade e sem desperdícios.

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Unipac reitera sinergia com inpEV para reciclagem de embalagens vazias de agroquímicos

02/09/2021

A Unipac celebrou o Dia Nacional do Campo Limpo no último dia 18 de agosto, uma data criada pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV) com o objetivo de reconhecer a participação dos diferentes agentes da logística reversa de embalagens vazias de agroquímicos no Brasil – agricultores, revendas, cooperativas, indústrias e poder público – e comemorar os resultados alcançados com a atuação conjunta.

De acordo com dados do inpEV, em 2020, o Sistema Campo Limpo promoveu a correta destinação de 49,9 mil toneladas de embalagens de agroquímicos, ou seja, 94% das embalagens comercializadas no Brasil foram enviadas para reciclagem ou incineração. Do total recebido pelo Sistema em 2020, 93% foram recicladas e transformadas em novas embalagens e tampas ou outros produtos, como conduítes e dutos, tubo para esgoto, drenos e conexões. O trabalho só foi possível graças a uma estrutura composta de 411 unidades de recebimento e 3,9 mil recebimentos itinerantes.

Segundo sua cultura de sustentabilidade, a Unipac defende o trabalho de conscientização dos agentes envolvidos e de toda a comunidade sobre a responsabilidade de pensar e agir de forma sustentável, com efeito direto na vida das gerações presente e futuras. “O Brasil é uma referência no recebimento de embalagens para defensivos agrícolas no mundo e o inpEV, ao promover ações socioambientais em parcerias com cooperativas, escolas, universidades, entre outros públicos, visando incentivar a conservação ambiental e o compromisso de todos com a natureza e seu ciclo sustentável, tornou-se uma referência para outros setores e é prova de que é possível fazer a logística reversa com resultados positivos”, comenta André Silvestre, Gerente de Vendas do Segmento Embalagem da Unipac.

O Grupo Jacto busca regularmente sinergias com o inpEV, com o objetivo de fomentar o recebimento e a destinação correta do maior número possível de embalagens e também afirma investir em pesquisa, desenvolvimento de processos e materiais sustentáveis, a exemplo da tecnologia em máquinas para fabricação de embalagens com resinas recicladas pós-consumo.

“Como integrante da cadeia, somos corresponsáveis pelo bom desempenho desse ciclo. Desenvolvemos produtos e processos voltados ao menor impacto ao meio ambiente e tecnologias mais limpas, a exemplo da embalagem com proteção por plasma destinadas exclusivamente ao envase de defensivos agrícolas, que é livre de solventes, sem emissão de resíduos sólidos e reduz potencialmente o aquecimento global, o que favorece a reciclagem do produto final, garantindo à empresa do agronegócio a segurança e a integridade dos defensivos agrícolas desde o envase até a sua utilização no campo”, afirma Silvestre.

Exemplo de sucesso

A logística reversa de embalagens de agroquímicos é obrigatória (Lei federal nº 9.974/00) e está inserida na Política Nacional de Resíduos Sólidos. A legislação define as atribuições de empresas e poder público no que se refere à destinação de embalagens e produtos pós-consumo, bem como suas devidas responsabilidades.

Segundo a Unipac, todos os produtos fabricados pela empresa, embalagens ou tampas, podem ser reciclados e reaproveitados na fabricação de outros tipos de produtos, conforme normas vigentes.

Com 45 anos em 2021, a Unipac atua nos segmentos automotivo, de defensivos agrícolas, logístico, entre outros. Executa seis tipos de processos de transformação em suas unidades produtivas – sopro, injeção, injeção estrutural, extrusão de chapas, termoformagem e rotomoldagem – que estão instaladas em Pompeia (matriz) e Limeira (filial), ambas em São Paulo, e nos sites de seus clientes, por meio do modelo in house, nas cidades de Regente Feijó/SP, Paulínia/SP e Maracanaú/CE. Possui em torno de 1.000 colaboradores, que atuam de forma colaborativa e participativa, em um ambiente organizacional favorável ao desenvolvimento constante.

Conta com uma área voltada à inovação e um moderno centro de pesquisa de engenharia avançada em materiais e processos e mantém uma ferramentaria para a produção de moldes para os mais variados processos de transformação. A Unipac é uma das unidades de negócio do Grupo Jacto, composto por importantes empresas que atuam nos segmentos agrícola, tecnologia de aplicação de polímeros (automotivo, embalagens e logística), transporte, equipamentos para serviços de limpeza e higienização, e soluções para a área médica. Fundado em 1948 e presente nos cinco continentes, o Grupo é 100% nacional.

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SABIC lança policarbonato produzido com matéria prima quimicamente reciclada

01/09/2021

  • SABIC lança policarbonato circular certificado – segundo a empresa, o primeiro na indústria com base na reciclagem química
  • Plástico misturado pós-consumo é usado como matéria-prima para produzir policarbonato com base no conceito de balanço de massa
  • Redução potencial de até 23% da pegada de gases de efeito estufa (GEE) em comparação ao policarbonato existente, afirma a SABIC

A SABIC anunciou o lançamento de uma resina de policarbonato (PC) e blendas obtidos a partir do processamento de resíduos de plásticos mistos pós-consumo. Segundo a SABIC, trata-se de uma inovação na indústria, baseada em reciclagem química, e demonstra o compromisso da empresa em se orientar para a uma economia circular para plásticos.

De acordo com um estudo interno de LCA da SABIC, o novo policarbonato circular certificado oferece uma redução potencial da pegada de carbono de até 23%, em comparação com a versão convencional fabricada pela empresa.

“Em outra contribuição para o desenvolvimento de uma economia circular para plásticos, estamos orgulhosos de ter desenvolvido uma nova solução que pode ajudar nossos clientes a cumprir suas metas de sustentabilidade e gerar valor, ao aumentar a quantidade de plástico misturado pós-consumo reciclado que processam” disse Abdullah S. Al-Otaibi, Gerente Geral de Soluções de Termoplasticos de Engenharia e Mercado da SABIC. “A SABIC está continuamente ampliando suas ofertas de sustentabilidade e em termoplásticos de engenharia, especificamente, novas soluções em nosso portfólio de policarbonato para ajudar a apoiar as necessidades crescentes de nossos clientes de conteúdo circular e redução da pegada de CO2 ”, acrescentou Al-Otaibi.

Parte do portfólio de soluções circulares Trucircle da SABIC, a nova resina de policarbonato circular certificada é produzido por meio da reciclagem química de plástico misturado pós-consumo que, de outra forma, poderia acabar em aterros sanitários ou incinerado. Por meio de um processo chamado pirólise, o plástico usado, difícil de ser reciclado mecanicamente, é convertido em um líquido chamado óleo de pirólise. Este óleo é então usado como matéria-prima para produzir as substâncias químicas (monômeros) que serão convertidos em plásticos com as mesmas propriedades do material virgem – neste caso, policarbonato.

O policarbonato – mais especificamente a resina Lexam, faz parte do portfólio de termoplásticos de engenharia da SABIC, incluindo blendas de PC, tais como as resinas Cycoloy e Xenoy . Os clientes de todos os setores – como Eletro-eletrônico, automotivo, saúde e bens de consumo – podem usar o novo policarbonato circular sob condições de processo idênticas às usadas para as resinas atualmente disponíveis.

O policarbonato circular é certificado por um entidade independente sob o esquema de Certificação Internacional de Sustentabilidade e Carbono (ISCC PLUS), usando uma abordagem de balanço de massa padronizada, que fornece um método de avaliação do conteúdo de material reciclado de acordo com regras predefinidas e transparentes. Além disso, o credenciamento ISCC PLUS, amplamente reconhecido, fornece rastreabilidade ao longo da cadeia de suprimentos fisicamente ligada da SABIC, desde a matéria-prima até o produto final, exigindo uma cadeia de custódia com base no sistema de balanço de massa.

Lançado em 2019, o portfólio Trucircle da SABIC abrange o design para reciclabilidade, produtos mecanicamente reciclados, produtos circulares certificados de reciclagem de matéria-prima de plásticos usados, produtos renováveis ​​certificados de matéria-prima biológica, além de iniciativas de ciclo fechado para reciclar plástico de volta em aplicações de alta qualidade, ajudando a evitar que plásticos valiosos usados ​​se tornem desperdício.

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Polipropileno quimicamente reciclado da Borealis é usado em embalagens para bebida gelada Cafè Latte da suíça Emmi

30/08/2021

A empresa suíça de laticínios Emmi está fazendo parceria com a Borealis e a Greiner Packaging para produzir copos para a bebida Caffè Latte da Emmi, usando polipropileno reciclado quimicamente.

O Caffè Latte da Emmi, uma das principais marcas de café gelado pronto para beber na Europa, começou a incorporar polipropileno reciclado quimicamente em suas embalagens. Os copos, contendo 30% de material quimicamente reciclado, são produzidos pela Greiner Packaging e o material reciclado quimicamente vem da Borealis.

A Emmi, a maior processadora de leite da Suíça, afirma estar comprometida com a proteção do clima e a economia circular. A empresa de laticínios tem a meta declarada de tornar todas as suas embalagens 100% recicláveis ​​e está comprometida com várias medidas para promover a circularidade, tais como a de usar embalagens que contenham pelo menos 30% de reciclado até 2027. Focalizando em embalagens recicláveis ​​e no uso de materiais reciclados, a Emmi está dando um primeiro passo com sua a marca Caffè Latte.

Escassez de materiais e política ambiental

A partir de setembro de 2021, a marca Emmi CaffÈ Latte, usará pelo menos 100 toneladas de plástico baseado em material reciclado a cada ano. A reciclagem química transforma quimicamente os resíduos de plástico novamente em plástico, criando materiais reciclados com um nível de pureza equivalente ao Polipropileno baseado em combustível fóssil e, portanto, adequado para proteção, segurança alimentar e outras aplicações exigentes. Desta maneira, a Emmi está utilizando matéria-prima de difícil reciclagem por vias convencionais, evitando o descarte de lixo plástico que provavelmente seria depositados em aterro ou incinerado. No futuro, dependendo da disponibilidade de material adequado, a quantidade de plástico reciclado nas embalagens Emmi Caffé Latte deverá ser aumentada.

A nova tecnologia de recuperação do polipropileno ainda está engatinhando e a Greiner Packaging e a Borealis são líderes nesse processo. Apenas quantidades limitadas de polipropileno reciclado quimicamente estão disponíveis atualmente e a Emmi é um dos poucos fabricantes de alimentos a ter garantido o fornecimento de uma parcela do polipropileno reciclado quimicamente, em função do seu compromisso inicial e colaboração de longa data com as empresas que estão à frente do desenvolvimento.

“São necessários esforços conjuntos dos fabricantes de alimentos e embalagens para reduzir o desperdício e fazer um progresso mensurável na economia circular”, diz Bendicht Zaugg, que é responsável por Embalagens Sustentáveis ​​na Emmi.

“Temos uma parceria longa e recompensadora com a Emmi e a Borealis”, disse o gerente de contas-chave da Greiner Packaging, Vincenzo Crescenza. “Esta conquista está de acordo com nosso objetivo declarado de trabalhar para alcançar uma economia circular. Nossa estratégia é desenvolver produtos inovadores, desenvolver novas parcerias de serviços e modelos de negócios, além de parcerias pioneiras em materiais. ”

“A Borealis anseia por um mundo sem resíduos de plástico”, disse Trevor Davis, Chefe de Marketing de Produtos de Consumo da Borealis. “O polipropileno reciclado quimicamente usado neste novo copo do Emmi Caffè Latte é fabricado com o portfólio Borealis Borcycle C de soluções de reciclagem química, dando outra vida aos resíduos pós-consumo à base de poliolefinas. Ele oferece benefícios abrangentes, permitindo a transição para uma indústria de poliolefinas circular, ao mesmo tempo que cria produtos plásticos de qualidade virgem. Ao permanecermos fiéis à nossa ambição EverMinds de acelerar a ação na circularidade, junto com nossos valiosos parceiros ao longo de toda a cadeia de valor, como Emmi e Greiner Packaging, estamos reinventando em direção a uma vida mais sustentável. ”

O material reciclado quimicamente usado para o copo da Emmi Caffè Latte é composto total e exclusivamente por material certificado com ISCC (International Sustainability & Carbon Certification), com base no balanço de massa. O balanço de massa é uma metodologia que permite rastrear a quantidade e as características de sustentabilidade do conteúdo circular e / ou de base biológica na cadeia de valor e em cada etapa do processo. Em última análise, isto proporciona transparência também aos consumidores, permitindo-lhes saber que o produto que estão comprando é baseado em material renovável.

A Borealis é uma das empresas líderes no mercado europeu de produtos químicos básicos, fertilizantes e plásticos. Com sede em Viena, Áustria, a Borealis emprega 6.900 funcionários e opera em mais de 120 países. Em 2020, a Borealis gerou EUR 6,8 bilhões em receitas de vendas e um lucro líquido de EUR 589 milhões. A OMV, a empresa internacional de petróleo e gás sediada na Áustria, detém 75% da Borealis, enquanto os 25% restantes são detidos por uma holding da Mubadala, sediada em Abu-Dhabi. A joint venture fornece serviços e produtos para clientes em todo o mundo por meio da Borealis e de duas outras joint ventures: Borouge (com a Abu Dhabi National Oil Company, ou ADNOC, com base nos Emirados Árabes Unidos); e Baystar (com a TotalEnergies, com sede nos EUA).

A Emmi é a maior processadora de leite da Suíça. Suas raízes remontam a 1907, quando foi fundada por 62 cooperativas de produtores de leite nos arredores de Lucerna. Na Suíça, a Emmi produz uma gama completa de produtos lácteos para suas próprias marcas e marcas próprias de clientes, incluindo Emmi Caffè Latte e Kaltbach. Além disso, existem produtos fabricados localmente dependendo do país – principalmente no segmento de especialidades. Além do leite de vaca, também é processado leite de cabra e ovelha. O Grupo Emmi possui 25 unidades de produção na Suíça. No exterior, a empresa possui subsidiárias em 14 países, incluindo unidades de produção em 8 deles. A Emmi exporta produtos da Suíça para cerca de 60 países. Além de seu mercado doméstico na Suíça, as atividades de negócios da empresa se concentram na Europa Ocidental e no continente americano. As vendas de CHF 3,7 bilhões – cerca de 10% dos quais vêm de produtos orgânicos – são divididas igualmente entre a Suíça e outros países. Dos quase 8.900 funcionários, mais de dois terços agora estão empregados em locais fora da Suíça.

Greiner Packaging é um fabricante europeu líder de embalagens plásticas nos setores alimentício e não alimentício. A empresa fornece soluções especializadas nas áreas de desenvolvimento, design, produção e decoração há mais de 60 anos. A Greiner Packaging possui duas unidades de negócios: Packaging e Assistec. Enquanto a unidade Embalagem se concentra em soluções de embalagem inovadoras, a unidade Assistec se dedica à produção de peças técnicas sob medida. A Greiner Packaging emprega uma força de trabalho de aproximadamente 4.900 em mais de 30 localidades em 19 países ao redor do mundo. Em 2020, a empresa gerou receitas de vendas anuais de EUR 692 milhões (incluindo joint ventures), o que representa aproximadamente 35 por cento das vendas totais da Greiner.

Tomra: A gestão de resíduos contribui para proteção do clima

11/08/2021

Planta Ivar IKS, na Noruega

Estudo encomendado pela Tomra indica que Sistemas de recursos holísticos podem economizar emissões de 2,76 bilhões de toneladas de CO2

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS) de 2016 foram concretizados pela Comissão Européia: a nova lei climática da UE aumenta a meta de redução de emissões de 40% para, pelo menos, 55% até 2030, a fim de atender às expectativas da Cúpula Mundial do Clima que se realizará em novembro, em Glasgow. Nesse contexto, a atuação da Tomra pretende contribuir para atingir esses objetivos e aprimorar a gestão de resíduos. Um novo estudo encomendado pela Tomra e conduzido pela Eunomia, empresa de consultoria de sustentabilidade com sede em Londres, demonstra o potencial para um sistema de gestão de resíduos otimizado no que diz respeito às mudanças climáticas. Segundo o estudo, no geral, é possível uma redução de 2,76 bilhões de toneladas de CO2 / ano.

Tal redução pode ser alcançada, segundo a empresa, pelo uso de Sistemas de Recursos Holísticos – a combinação otimizada das principais práticas de gerenciamento de resíduos para coleta, seleção e reciclagem para promover a transição para uma economia circular, contribuindo para evitar o esgotamento de recursos naturais, reduzir o descarte e contribuir para um mundo neutro em carbono.

Os Sistemas de Recursos Holísticos são uma combinação ideal de regulamentos de estrutura política – como responsabilidade estendida do produtor -, sistemas de devolução de embalagens e processos técnicos para a triagem de resíduos. A Eunomia, examinou vários modelos para identificar o cenário mais eficiente e econômico para um sistema holístico.

Os resultados indicam que:

  • Os sistemas de devolução de embalagens para garrafas PET e latas de bebidas, com uma eficiência de retorno acima de 90%, devem desempenhar um papel central em tal sistema.
  • Com relação ao restante do lixo doméstico, apenas resíduos orgânicos, papel, têxteis e equipamentos elétricos e eletrônicos devem ser coletados separadamente.
  • O resto deve permanecer em um fluxo de resíduos mistos, que pode ser mais eficientemente separado em materiais reutilizáveis para reciclagem posterior.

Isso permitirá que modelos holísticos personalizados regionalmente cortem as emissões globais de CO2 em até 5% – o equivalente a deixar no solo todos os vôos comerciais em todo o mundo e tirar 65% dos carros das estradas.

“Agora é a hora de ação real para garantir que as sociedades parem de desperdiçar recursos, com todas as consequências negativas relacionadas. Em muitos lugares, a pandemia ajudou a cumprir as metas do Acordo Climático de Paris”, ressalta Volker Rehrmann, Vice-Presidente Executivo e Chefe da Divisão de Reciclagem / Mineração e Economia Circular da Tomra. “Mas, mesmo para manter esse nível, será exigida uma implementação determinada e consistente, incluindo sistemas holísticos, para fechar os ciclos.”

Os três elementos da gestão holística de resíduos são:

  • Sistemas de devolução de embalagens (deposit return schemes – DRS) para embalagens PET e latas de bebidas com eficiência de retorno acima de 90%. Eles maximizam a recuperação de material de alta qualidade e alta intensidade de carbono enquanto reduzem o lixo.
  • Coletas seletivas de resíduos orgânicos, papel, têxteis e equipamentos elétricos e eletrônicos (REEE) permitem que esses materiais sejam reciclados para o maior aproveitamento do carbono. Segundo a Tomra, embora coletas seletivas sejam uma parte intrínseca dos recursos holísticos, os índices de recuperação, mesmo nas melhores práticas, não são boas o suficiente. Uma triagem adicional da fração de resíduos restante sempre será necessária.
  • A triagem de resíduos misturados (mixed waste sorting – MWS) gera taxas adicionais de coleta e reciclagem acima e além do que os outros elementos podem oferecer, afirma a Tomra. A incineração ou a disposição em aterro de plásticos e outros materiais com alto teor de carbono geram emissões desnecessárias de gases de efeito estufa (GEE). A MWS reduz essas emissões e retorna mais materiais ao sistema para incorporação em novos produtos. Segundo a empresa, a MWS precisa ser considerada uma prioridade de investimento agora, já que é uma barreira necessária para garantir que os sistemas de gerenciamento de resíduos recuperem o máximo de recursos possível para reciclagem.

Para discutir mais a fundo esses conceitos e o white paper recentemente lançado (https://solutions.Tomra.com/hrs-whitepaper-download), a Tomra realizou um webcast ao vivo “Sistemas de recursos holísticos” com o Dr. Volker Rehrmann, EVP, Tomra e o convidado Joe Papineschi, Presidente da Eunomia, em 7 de julho de 2021 (https://solutions.Tomra.com/ce-webcast-registration).

Caso 1: Melhores práticas em DRS – Lituânia

Em fevereiro de 2016, o governo da Lituânia implementou um “sistema de devolução de embalagens” para dar aos consumidores um incentivo para devolver embalagens de bebidas a serem usadas para reciclagem. A Tomra apoiou a Lituânia com a implementação de seu sistema de depósito de garrafas, lançado em fevereiro de 2016. O lançamento foi a primeira vez que a Tomra trabalhou com um modelo “throughput” na Europa. Segundo a Tomra, o sistema de devolução de garrafas da Lituânia superou as expectativas, com 91,9% de todas as garrafas de bebidas devolvidas para reciclagem até o final de 2017.
Mais informações: https://www.Tomra.com/en/collection/reverse-vending/case-studies/roll-out-lithuania

Caso 2: Melhores práticas MWS – IVAR IKS / Stavanger

Um modelo exemplo da estrutura de Sistemas de Recursos Holísticos está na região ao redor de Stavanger, na Noruega. Antes da análise, a região oferecia um sistema abrangente de coleta seletiva de resíduos orgânicos (alimentos e jardim), papel, plásticos, vidro e têxteis. Agora, o sistema IVAR IKS processa todos os seus resíduos sólidos urbanos misturados em uma das Plantas de Triagem de RSU mais avançadas da Europa. O resultado: uma planta de triagem de resíduos mistos recém-construída e totalmente automatizada, incluindo novas instalações para beneficiamento de plásticos e triagem de papel. A IVAR IKS alcançou aumento significativo nas taxas gerais de reciclagem, com a recuperação de plásticos e metais, sendo mais notável na redução das emissões das mudanças climáticas, afirma a Tomra. As mudanças implementadas no sistema, incluindo a separação de resíduos mistos, resultaram nas maiores taxas de reciclagem na sua classe. De acordo com a empresa, em 2021, a IVAR IKS ficou em primeiro lugar na Noruega em taxas de coleta de embalagens de plástico pós-consumo.

Para assistir ao Webcast na íntegra: https://video.Tomra.com/the-holistic-resource-systemmp4

A Tomra Recycling desenvolve e fabrica tecnologias de seleção baseadas em sensores para a indústria global de reciclagem e gerenciamento de resíduos. Cerca de 7.400 sistemas foram instalados em mais de 100 países em todo o mundo, segundo a empresa. Responsável pelo desenvolvimento do primeiro sensor infravermelho próximo (NIR) de alta capacidade do mundo para aplicações de seleção de resíduos, a Tomra Recycling faz parte da Tomra Sorting Solutions, que também desenvolve sistemas baseados em sensores para selecionar, descascar e processar análises para a indústria alimentícia, de mineração e outras. A Tomra Sorting pertence à empresa norueguesa Tomra Systems ASA, listada na Bolsa de Valores de Oslo. Fundada em 1972, a Tomra Systems ASA tem um volume de negócios de cerca de 995 milhões de euros e emprega mais de 4.300 pessoas globalmente.

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GreenPlast: nova feira com foco na sustentabilidade dos plásticos é anunciada para Maio de 2022 em Milão (Itália)

21/07/2021

A Promaplast srl apresentou a GreenPlast, uma nova feira / convenção dedicada a materiais, tecnologias e processos de transformação de plásticos e borracha, com forte ênfase na sustentabilidade ambiental, recuperação e reciclagem de materiais e eficiência energética.

O novo evento responde à necessidade de se descrever e compartilhar as melhores práticas na indústria de plásticos para benefício do meio ambiente.

De 3 a 6 de maio de 2022, a Fiera Milano sediará toda a indústria de plásticos e borracha em Rho-Pero, em um evento dedicado a soluções inovadoras para impulsionar a sustentabilidade ambiental, eficiência energética, opções para “Reduzir-Reutilizar-Reciclar” e avançar para uma economia circular. As empresas do setor vêm investindo nessas áreas há anos, liderando o caminho como players dinâmicos no mercado.

A GreenPlast, organizada pela Promaplast srl, permitirá que todos os operadores interessados ​​- italianos e não italianos – avaliem as tecnologias de processamento de plásticos e borracha e o novo paradigma da Indústria 4.0 com ênfase no Made-in-Italy, que tem se destacado em todo o mundo por suas soluções de alta tecnologia desde o despertar de uma consciência ambiental (há muitos anos e especialmente nos países mais desenvolvidos).

As principais empresas italianas e internacionais terão a chance de mostrar suas soluções inovadoras para a sustentabilidade ambiental nos corredores do Pavilhão de feiras, nos seguintes setores:

  • matérias primas virgens de baixo impacto e baixa pegada de carbono; matérias-primas secundárias, biopolímeros, aditivos
  • produtos semiacabados e acabados feitos de materiais inovadores, reciclados ou de origem biológica
  • máquinas, equipamentos e sistemas que combinem baixo consumo de energia com alto desempenho, processamento de alta eficiência e sejam capazes de usar materiais inovadores, reciclados e / ou de origem biológica
  • sistemas e máquinas para a seleção, processamento e reciclagem de plásticos e borracha, tanto em linha quanto pós-consumo
  • serviços de suporte e consultoria para a produção de plásticos e borracha em geral (da injeção à extrusão, do sopro à termoformagem, etc.) e recuperação e reciclagem
  • empresas públicas, consórcios e organizações ativas na reciclagem de plásticos e borracha.

A GreenPlast apresentará uma conferência internacional, recebendo palestrantes de renome mundial que discutirão questões-chave relacionadas à feira: sustentabilidade ambiental e economia circular, especialmente no que se refere a embalagens e produtos plásticos.

O evento acontecerá paralelamente à IPACK-IMA, feira internacional para a indústria de embalagens. A concomitância dos dois eventos é tudo menos casual: a afinidade entre as indústrias de embalagens e plásticos é afirmada pelo fato de cerca de 50% de todas as embalagens serem feitas de plástico (bandejas, garrafas, filme, etc.). Por outro lado, a demanda dos consumidores de embalagens para produtos ambientalmente sustentáveis ​​só está crescendo. A simultaneidade do IPACK-IMA e do GreenPlast permitirá, assim, combinar a apresentação de duas esferas de produção diferentes, mas altamente complementares.

O projeto irá, assim, promover momentos de contato e desenvolvimento, colocando os visitantes, sobretudo internacionais, em contato com um espectro completo, graças à natureza transversal das duas exposições e à experiência dos respectivos organizadores, apoiados pelas associações profissionais dos dois macrosetores representados: AMAPLAST (Associação Italiana de Fabricantes de Máquinas e Moldes para Processamento de Plásticos e Borracha) e UCIMA (Associação Italiana de Fabricantes de Máquinas de Embalagem).

Além disso, o recinto de feiras também receberá os eventos concomitantes Print4All (dedicada à impressão comercial e industrial), Intralogistica Italia (sistemas para manuseio de materiais industriais, gerenciamento de armazém, armazenamento de materiais e separação) e, pela primeira vez em Milão, Pharmintech (processamento, e soluções de embalagem para produtos farmacêuticos, nutracêuticos, cosmecêuticos). Esses eventos incorporam a lógica de uma cadeia de suprimentos integrada e são um componente importante da “The Innovation Alliance”.

Mais informações sobre a participação no GreenPlast serão fornecidas pela equipe de organização da feira comercial nas próximas semanas.

O diálogo dentro e fora da indústria do plástico ganhará novo fôlego em 2023 com a feira trienal internacional PLAST, que finalmente foi remarcada para 5-8 de setembro de 2023. Os expositores já confirmaram demanda por 30.000 m2, manifestando interesse em não perder a chance de participar do evento.

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Colorfix apresenta aditivos para modificação de propriedades e processamento de resinas PCR

19/07/2021

A indústria de transformação do plástico vem mostrando ao mercado alternativas eficazes para a reciclagem de materiais pós-consumo, conhecidos como PCR. Essas novidades contribuem diretamente para a obtenção de uma cadeia circular sustentável no setor.

Para o consumidor final, essas iniciativas podem ser vistas materializadas em várias aplicações. Alguma delas podem ser encontradas em decks de jardim, bancos de parques e praças, móveis feitos a partir de plástico, entre outros mobiliários que cada vez mais vem caindo no gosto das pessoas e que são fabricados com resíduos recicláveis oriundos das casas dos consumidores. Essa alta no gosto popular também está atrelada à maior durabilidade desses produtos, sua leveza, aparência agradável e custos mais baixos quando comparado a produtos feitos a partir de madeira ou metal.

Contudo, no Brasil, o mercado do plástico ainda é tímido quando o assunto é a “opção por resina PCR”. A preferência por resinas virgens ainda é majoritariamente alta, principalmente pelo fator ‘custo’, pois os produtos PCR são, em sua maioria, mais caros que as resinas virgens.

Apesar de representar uma alternativa positiva do ponto de visto socioambiental, a obtenção, transformação e cadeia logística do PCR é normalmente mais onerosa do que a cadeia para a fabricação de resinas virgens.

Francielo Fardo

Mas esse cenário vem mudando. Na paranaense Colorfix Masterbatches, estudos e testes recentes em dois de seus produtos da linha sustentável Revora comprovam melhorias significativas nas propriedades mecânicas em polímeros que já passaram por processos de transformação, garante a empresa.

O primeiro deles, denominado Revora PCR Impact é um aditivo que melhora as propriedades mecânicas de impacto e tração. “Com a aplicação entre 5% e 8% do aditivo, é possível melhorar o alongamento e a resistência ao impacto em polímeros poliolefínicos (polietileno e polipropileno) pós-consumo”, explica o diretor superintendente Francielo Fardo.

De acordo com Fardo, com a aplicação de 5% do aditivo, o teste revela melhorias de 27% em resistência ao alongamento e de 15% em resistência ao impacto. Se o percentual de aditivo sobe para 8 %, a melhora observada na resistência ao impacto é de 30%.

Efeito do aditivo sobre o empenamento de peça

O outro aditivo da linha Revora (PCR PROHP) é um agente nucleante que proporciona a cristalização dos materiais a temperaturas mais altas e melhora a interação das cadeias do polímero, tornando o resfriamento da peça mais rápido durante o processo de injeção, afirma a Colorifix. “Com isso, o processo do cliente ganha menor tempo de resfriamento, favorecendo ganho de ciclo e reduzindo as marcas de rechupes, rebarbas e empenamentos. O ganho no tempo vai depender do processo específico de cada cliente”, explica Fardo.

“Utilizando de produtos Revora as empresas garantem a aplicação do conceito de sustentabilidade também em sua linha de produção, pois internamente exigimos um controle rigoroso em todo o nosso processo de produção, a começar pelos nossos fornecedores de matérias-primas”, ressalta Francielo Fardo.

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Abief debate reciclagem de embalagens plásticas flexíveis em evento virtual

14/07/2021

Um Seminário virtual organizado em parceria entre a Plásticos em Revista e a ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis) reuniu importantes players da cadeia de valor para discutir tendências, entraves e soluções para a reciclagem das embalagens plásticas flexíveis. Todos foram unânimes em concluir que a economia circular rege os novos modelos de negócio e que, portanto, pensar na reciclagem destas embalagens é garantir o crescimento sustentável do setor.

Segundo o Presidente da ABIEF, empresário Rogério Mani, “criatividade e engajamento de todos os elos da cadeia de transformação são fundamentais, assim como o uso da tecnologia para criar soluções que garantam valor para o plástico”.

Anualmente a indústria de flexíveis transforma 2 milhões de toneladas de embalagens. “Este número demonstra como a sustentabilidade pode ser a grande oportunidade de investimento das próximas décadas. Dados da Fundação Ellen MacArthur indicam que o equivalente entre US$ 80 e US$ 120 bilhões em plásticos são descartados anualmente de forma inapropriada. Há, portanto, uma demanda crescente de oportunidades para o desenvolvimento de soluções”, pondera Mani.

Segundo ele, é possível reciclar todas as embalagens plásticas; os entraves ainda são o custo e ter uma cadeia focada e organizada para reciclar mecanicamente tudo o que for possível e retornar o material para a produção. “Onde a reciclagem mecânica não é viável, contamos com a reciclagem química. É preciso discutir ainda a desoneração do material reciclado, um item importante, inclusive, para fomentar mais investimentos e trabalhar em novas soluções.”

Um passo para trás

Para Paulo Teixeira, Executivo da Abiplast, a questão é até mais histórica. “Vivemos um problema do século 20 embora estejamos no século 21: a gestão de resíduos. Antes de discutirmos se a reciclagem será mecânica ou química, precisamos estudar, junto ao governo, a gestão de resíduos no país e criar modelos de negócio que o setor privado possa levar para as prefeituras como uma alternativa à política pública e que atraia investimentos. Só assim teremos escala na produção de materiais reciclados capaz de alimentar um sistema de produção circular.”

A lógica de Teixeira parte do princípio de buscar soluções junto a parceiros de todos os setores e garantir escala e payback do projeto. E para tal, vale trabalhar com cooperativas, municípios, empresas e governo. Este ‘passo para trás’ ajudará a resolver a questão dos resíduos e permitirá avançar com as soluções de circularidade, inclusive no que tange à educação do consumidor final, com sistemas de “cash back“, por exemplo, e a alavancar ‘eco startups’.

Novamente, o potencial é gigante pois dos 379 kg de resíduos gerados por cada brasileiro anualmente, entre 35% e 40% poderiam ser reciclados. “Precisamos trabalhar em planos macro onde os brand owners têm um papel fundamental como aceleradores. Um caminho é eles exigirem embalagens com conteúdo reciclado”, diz Rogério Mani.

Paulo Teixeira, da Abiplast completa: “A sociedade comprou a ideia de que não usar plástico é ser sustentável e esta é uma questão global. O desafio portanto também é desconstruir essa imagem.” Ele lembra que a circularidade está no DNA dos plásticos e este deve ser o direcionador do setor.

Eduardo Prestes, da Crisis Solutions, vai além e completa: “A grande briga do plástico não é técnica, mas de comunicação por conta das imagens e narrativas. Assim a questão é: a indústria tem condições de competir na era da comunicação global do jeito que é hoje? Infelizmente é na área de comunicação que as coisas serão definidas. Um exemplo? Apesar de sabermos que a sacola plástica é reutilizável, somos muito tímidos em comunicar isso, assim como todas as outras qualidades do plástico. Temos que comunicar melhor e de forma mais clara para não perdermos a ‘licença social’ de uso do plástico!”

Soluções

Soluções para reciclar as embalagens flexíveis já existem e começam a ganhar escala. Algumas delas foram apresentados por Cesar Sanches, diretor global de Sustentabilidade do Valgroup. Ele citou a embalagem ‘Super R’ desenvolvida com base no conceito ‘pronta para reciclar’. “Esta é uma solução economicamente eficiente, com resistência mecânica e a temperatura, que pode ser usada com produtos líquidos e sólidos e que pode ser personalizada.” Outra solução da empresa são os filmes shrink com conteúdo reciclado pós consumo; a Valgroup também recicla 300 milhões de garrafas PET pós consumo por mês, usadas em novas embalagens.

Sobre reciclagem de filmes, uma outra solução foi apresentada pela Ambev a partir da tecnologia de destintamento da Deink Brasil, ou seja, a retirada de 100% da tinta dos filmes shrink/stretch, os quais voltam a ser pellees utilizáveis na produção de novos filmes. “Este foi um passo importante para a Ambev se considerarmos que as embalagens flexíveis representam 35% de todos os plásticos que utilizamos”, celebrou Lisa Lieberbaum, gerente de Sustentabildiade em Embalagem.

Mas sempre que se fala de reciclagem pós consumo, o entrave fica por conta da coleta e separação. A startup Green Mining, acelerada pela própria Ambev, enxergou nesta deficiência uma oportunidade e criou um sistema que ajuda na eficiência – e inteligência – da logística reversa.

Segundo o fundador, Rodrigo Oliveira, a partir do volume de produtos entregues nos diversos PDV atendidos pela Ambev, o sistema identifica o volume e o tipo de embalagem que será descartado pós consumo, além de plotar as informações em um mapa. A partir destes dados, é possível roteirizar a coleta e engajar os estabelecimentos nesta cadeia de reciclagem. “Racionalizamos o descarte para trazer de volta os materiais. E este é um grande desafio especialmente com os filmes shrink, por conta da leveza do material. Para se ter uma ideia, 1 tonelada de material coletado pós consumo equivale a 50 mil embalagens.”

Como sintetizou Edison Terra, vice-presidente negócios de Olefinas e Poliolefinas da Braskem América do Sul, “o momento é de transformação e não podemos pensar em soluções como sempre pensamos. Temos que trabalhar para rejuvenescer o plástico, mesmo que isso impacte em algumas aplicações. É muito difícil reciclar o que não foi pensado para ser reciclado.”

Segundo a Abief, ficam como desafios para este novo momento da indústria:

  • o trabalho mais próximo às cooperativas;
  • um novo olhar para o design das embalagens;
  • uma nova – e mais eficiente – forma de comunicar os benefícios do plástico;
  • novas tecnologias para reciclagem;
  • uma participação ativa nas etapas de coleta e separação dos materiais pós consumo.

“A indústria de embalagens plásticas, e do plástico em geral, precisa de uma trégua. Estamos fazendo um mea culpa, mas precisamos de um tempo para digerir todas as informações e tomar as ações necessárias, com base em muita tecnologia de ponta e num diálogo franco, aberto e transparente com a sociedade. E isso só poderá ser feito com a participação de todos”, finalizou o Presidente da ABIEF, Rogério Mani.

Com mais de 40 anos de atividades, a ABIEF trabalha para o crescimento sustentável do mercado nacional de embalagens plásticas flexíveis. A Associação também tem incorporada às suas atividades o fomento à exportação e a preservação ambiental. A entidade reúne empresas de todo o Brasil, fabricantes de filmes monocamada coextrusados e laminados; filmes de PVC e de BOPP; sacos e sacolas; sacaria industrial; filmes shrink e stretch; rótulos e etiquetas; stand-up pouches; e embalagens especiais.

Fonte: Abief

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Tomra Recycling celebra 10º aniversário de atividade no mercado brasileiro com os olhos para o futuro

07/07/2021

Carina Arita, Diretora da filial brasileira da Tomra Recycling

A Tomra Recycling, fabricante líder global de sistemas de seleção baseados em sensores, está celebrando em 2021 o seu aniversário no mercado brasileiro. A data celebra as muitas conquistas obtidas no mercado brasileiro, reflexo da penetração e expansão da Tomra no mercado local. De olho no futuro, a empresa mantém o foco em continuar crescendo no mercado e ampliando a presença das tecnologias da Tomra em mais plantas de reciclagem.

Para Carina Arita, Diretora Comercial da Tomra Recycling Brasil, “são 10 anos realmente de um desenvolvimento de mercado completamente novo, um período de divulgação das soluções e eficiências possíveis com as tecnologias de ponta para a Triagem e Seleção de Recicláveis baseada em sensores que a Tomra desenvolve”.

Carina Arita recorda os tempos em que a Tomra Recycling estava chegando pela primeira vez ao mercado brasileiro: “Quando iniciamos, muitos nunca tinham ouvido e muitos se surpreendiam com o que a nossa tecnologia é capaz de realizar. Nós fizemos um grande trabalho com os diversos envolvidos no nosso segmento e hoje já vemos o conceito sendo mais amplamente conhecido e discutido. Os projetos também foram evoluindo de soluções bem simples para mais completas e mais complexas”.

10 anos depois

10 anos depois da chegada, a Tomra Recycling já se instalou totalmente no mercado brasileiro e é hoje um key-player no mercado nacional, fato demonstrado pelas muitas máquinas já instaladas e em operação nas plantas. “Nós realmente mergulhamos na realidade Brasileira, nas questões sociais, econômicas e culturais e desenvolvemos para o mercado brasileiro soluções que consideram as tecnologias mais avançadas, como a seleção baseadas em sensores, combinadas com processos manuais importantes, completando-se um ao outro e visando o equilibrio entre eles e a eficiência que o segmento necessita”, explica a responsável pela Tomra no Brasil.

Autosort – equipamento usado para a seleção de garrafas e embalagens recicláveis em PET, PEAD, PP, PVC, garrafa acartonada de bebida, papel, papelão e outros tipos de plásticos

Dentro do portfólio da Tomra no Brasil as máquinas mais vendidas são: o Autosort – para a seleção de garrafas e embalagens recicláveis como PET, PEAD, PP, PVC, garrafa acartonada de bebida, papel, papelão e todos os tipos de plásticos -, o Autosort Flake e o Innosort Flake para a purificação de flakes de plásticos (PET e PO) durante o processo da reciclagem. Em todo o País, a Tomra marca presença em 25 plantas que realizam valorização de materiais recicláveis ou instalações que efetivamente realizam a reciclagem dos plásticos.

Innosort Flake – equipamento utilizado para a purificação de flakes de plásticos

Com um mercado cada vez mais exigente, as demandas interna e externa buscam cada vez mais a qualidade e a pureza e, nesse sentido, a Tomra posiciona os clientes com uma qualidade superior, afirma a empresa. Carina Arita sublinha que “além da nossa atuação direta, temos um papel consultivo importante e somos sempre procurados por aqueles que buscam entender a percepção holística das questões relacionadas aos resíduos: seja por associações de indústrias que utilizam o plástico buscando a visão macro do mercado de resíduos, seja a situação inversa, bem como por muitos desenvolvendo o olhar da Economia Circular, observando de forma completa as etapas de toda a cadeia. Muitos nos procuram buscando parcerias e realmente se envolvendo para promover resultados consistentes de valorização dos materiais descartados que devem retornar para a cadeia, reduzindo impactos e reduzindo a pegada de carbono”.

Próximos 10 anos com objetivo definido

Além da expressiva presença no mercado, a filial brasileira da Tomra Recycling destaca-se pelo papel relevante que desempenha junto aos clientes, valorizando os seus potenciais. A diretora da Tomra Recycling no Brasil explica que “enquanto os nossos concorrentes trabalham com agentes/representantes comerciais, a Tomra oferece toda a infraestrutura de atendimento, desde a etapa conceitual e projeto até a venda e pós venda, contando com especialistas técnicos experientes e peças de reposição, o que facilita muito o dia a dias dos nossos clientes, dado que conseguimos mitigar rapidamente qualquer problema”.

Para os próximos 10 anos o objetivo está bem definido. Para Carina Arita, “considerando o potencial do mercado brasileiro, daqui a 10 anos a filial brasileira tem possibilidade de estar entre os 5 maiores mercados da Tomra mundialmente”.

“Nosso principal objetivo é fornecer soluções de seleção baseada em sensores com tecnologia de ponta atualizada, eficiente e adequada para o mercado brasileiro, promovendo a valorização dos recursos naturais contidos em materiais recicláveis e portanto gerando novos ciclos de vida para os materiais, mantendo-os produtivos e evitando novas extrações. Para isso, a visão de curto prazo é que continuaremos atuando ativamente para demonstrar para o mercado soluções possíveis e adequadas, analisando benefícios e impacto para a sociedade e as empresas, a fim de impulsionar o mercado brasileiro para que ele efetivamente cresça de acordo com o seu potencial. E a médio e longo prazo vamos investir e trabalhar com a ambição de líderar a revolução de recursos naturais, criando e fornecendo soluções baseadas em sensores para otimizar a produtividade dos recursos, desde a obtenção, uso e gestão até a recuperação, reciclagem e revitalização deles”, conclui Carina Arita.

Novo Diretor para as Américas

E para reforçar ainda mais o papel relevante da Tomra Recycling no continente americano, foi nomeado recentemente um novo Diretor para as Américas, que vai trabalhar em estreita colaboração com a filial brasileira para ajudar a atingir os objetivos propostos.

Ty Rhoad foi anunciado como o novo Diretor Regional para as Américas, substituindo Carlos Manchado Atienza. Oferecendo significativa experiência em operações e vendas, Rhoad liderará as equipes comercial, serviços e gerenciamento de projetos na América do Sul e do Norte. Ele também se envolverá em atividades de desenvolvimento de negócios para as soluções de seleção ótica da empresa, ajudando os clientes a atingir as metas de pureza e produtividade, oferecendo soluções personalizadas em vários setores, incluindo resíduos, plásticos e metais.

Seu histórico na indústria de resíduos inclui trabalhar com ONM Environmental Products and Services – uma empresa líder em produtos, sistemas e serviços de qualidade do ar industrial – e Rehrig Pacific Company – a líder da indústria em contentores de resíduos e reciclagem e soluções de cadeia de abastecimento. Enquanto estava na Rehrig, ele se destacou em vendas e, mais recentemente, liderou a equipe comercial da empresa na América do Norte como diretor comercial. A missão de Rhoad na Tomra é ajudar a aprimorar as capacidades e a estrutura geral do sistema de reciclagem atual.

“Ao longo dos anos, desenvolvi uma paixão pela reciclagem e pelo negócio. O que torna esse setor tão especial são os contatos que vão além das relações empresariais para as amizades. A Tomra está na vanguarda da economia circular, trabalhando para fechar o ciclo. Vejo um enorme potencial de crescimento para nossas tecnologias de seleção líderes do setor nas Américas ”, disse Rhoad. “Nossa equipe comercial oferece uma ampla gama de tecnologia de seleção e experiência em aplicações, o que permite à Tomra fazer parceria com os clientes do início ao fim, com o objetivo de atingir as metas de pureza e capacidade de processamento. Apoiando os clientes além da venda, nossa equipe de serviço trabalha diretamente com os clientes para garantir que os equipamentos estejam funcionando com eficiência otimizada. ”

A Tomra Recycling desenvolve e fabrica tecnologias de seleção baseadas em sensores para a indústria global de reciclagem e gerenciamento de resíduos. A Tomra afirma ter sido responsável pelo desenvolvimento do primeiro sensor infravermelho próximo (NIR) de alta capacidade do mundo para aplicações de seleção de resíduos e que já instalou cerca de 7.400 sistemas em mais de 100 países em todo o mundo. A Tomra Recycling faz parte da Tomra Sorting Solutions, que também desenvolve sistemas baseados em sensores para selecionar, descascar e processar análises para a indústria alimentícia, de mineração e outras. A Tomra Sorting pertence à empresa norueguesa Tomra Systems ASA, que está listada na Bolsa de Valores de Oslo. Fundada em 1972, a Tomra Systems ASA tem um volume de negócios de cerca de 995 milhões de euros e emprega mais de 4.300 pessoas globalmente.

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Indorama anuncia nova planta na Indonésia para reciclar 2 bilhões de garrafas PET por ano

07/07/2021

A Indorama Ventures, com sede na Tailândia, maior produtora mundial de PET reciclado para garrafas de bebidas, anunciou que construirá uma nova planta em Karawang, West Java, na Indonésia, para reciclar quase 2 bilhões de plástico garrafas por ano, em apoio ao plano do governo para reduzir o lixo oceânico.

A unidade, com inauguração prevista para 2023, reciclará 1,92 bilhão de garrafas de plástico PET (tereftalato de polietileno) anualmente e criará 217 novos empregos. Segundo a empresa, o projeto é parte do seu compromisso global em evitar que as garrafas PET pós-consumo acabem no lixo, de modo a retorná-las à economia circular, ao mesmo tempo em que dá apoio ao Plano Nacional de Ação do Governo da Indonésia sobre Detritos Plásticos Marinhos. A planta de reciclagem processará garrafas pós-consumo lavadas e trituradas para fornecer flocos de PET como matéria prima para produzir resina reciclada adequada para uso em contato com alimentos.

Bahlil Lahadalia, Ministro de Investimentos da República da Indonésia, disse: “Agradeço a iniciativa da Indorama Ventures de ajudar o governo a acabar e mitigar a crise de resíduos de plástico por meio de seu investimento “greenfield” nessa instalação de reciclagem. É hora do governo e todos nós agirmos e resolvermos o problema dos resíduos. Convidamos mais investidores que estejam comprometidos com os impactos sociais para a comunidade e o meio ambiente. Juntos, devemos proteger a riqueza de nossa biodiversidade marinha para nossos filhos e netos. ”

Como o maior estado arquipélago do mundo, a Indonésia é dotada de grande biodiversidade, ricos recursos naturais, bem como valor estratégico e econômico que criaram tanto bênçãos como desafios para os indonésios. Diante desse cenário, a Indonésia afirma que irá reduzir 70% de seus resíduos plásticos até o final de 2025, em relação ao ano-base de 2017. O plástico PET, comumente usado em garrafas, é 100% reciclável e é a embalagem de plástico mais coletada e reciclada do mundo.

“O plástico PET exclusivo usado em refrigerantes e garrafas de água é 100% reciclável e nunca deve acabar em nossos oceanos. Hoje estamos anunciando uma nova instalação de reciclagem de PET em Karawang. Ela reciclará 1,92 bilhão de garrafas PET pós-consumo por ano em toda a Indonésia até o final de 2023 ”, disse Yashovardhan Lohia, Diretor de Sustentabilidade da Indorama Ventures. “Temos o prazer de contribuir para a economia da Indonésia, adicionando 217 “empregos verdes”, bem como empregos indiretos à área. O anúncio de hoje é possível devido ao ambicioso plano nacional da Indonésia para reduzir os resíduos plásticos marinhos em 70%, reduzir os resíduos sólidos em 30% e tratar 70% dos resíduos sólidos até 2025 ”.

D K Agarwal, CEO do negócio combinado de PET, IOD e Fibras da Indorama Ventures, disse: “A liderança do governo da Indonésia em resíduos nos permite investir na infraestrutura necessária. Atribuir valor econômico aos resíduos, como matéria-prima para novas garrafas, também promove melhorias nos sistemas de coleta de resíduos. Ao construir a infraestrutura para reciclar e converter garrafas PET pós-consumo em novas garrafas, estamos reduzindo os resíduos e preservando nossos oceanos. Esta nova instalação de reciclagem apoiará nosso objetivo comum de soluções de circuito fechado e oceanos limpos. ”

A Indorama Ventures possui seis unidades na Indonésia em Purwakarta, Cilegon, Tangerang e Karawang. Com esta nova instalação de reciclagem, a Indorama Venturas traz um modelo de negócios circular para apoiar suas operações na Indonésia. Em 2019, a Indorama Ventures anunciou que pretende reciclar um mínimo de 750.000 toneladas métricas de PET globalmente até 2025, investindo até US $ 1,5 bilhão para atingir essa meta. A nova fábrica da Indorama em Karawang, junto com suas outras instalações de reciclagem no sudeste da Ásia, funcionará com as plantas de produção de flocos de PET existentes na Indonésia.

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Stadler celebra acordo com  Orizon  para projeto de planta de triagem mecânica no Brasil

03/07/2021

A Stadler celebrou recentemente um acordo com a Orizon Valorização de Resíduos para construir uma planta de triagem mecânica do Brasil. O acordo assume especial relevância e visa garantir o tratamento de 500 mil toneladas de resíduos sólidos ao ano, num país onde o potencial de reciclagem é cada vez maior.

Alexandre Citvaras

O acordo celebrado significa um avanço tecnológico nas operações do Ecoparque de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco, no Nordeste do Brasil, que vai permitir um maior reaproveitamento dos resíduos passíveis de reciclagem. Em 2020, a instalação recebeu 1,5 milhões de toneladas, equivalente aos resíduos gerados por 3,7 milhões de pessoas. “O acordo é também um exemplo de gestão e uso de tecnologia para o setor”, explica Alexandre Citvaras, Diretor de Novos Negócios da Orizon Valorização de Resíduos.

Segundo a empresa, esta será a maior planta de triagem mecânica projetada no mercado Brasileiro. A Stadler idealizou e operacionalizou todo o projeto com dois principais objetivos: sofisticar e dar robustez à planta da Orizon para fazer a separação e selecionar o que tem de maior valor num mercado cada vez mais exigente a nível nacional e internacional.

Nas palavras de Alexandre Citvaras, “o nosso maior desafio foi conceber um processo de triagem com tecnologia comprovada, que agregasse mais eficiência ao tratamento de resíduos ao ecoparque de Jaboatão dos Guararapes. Com esse maquinário, será possível atingirmos uma eficiência de separação entre 75% a 85% do material reciclável economicamente viável. É um avanço em nossas operações, que ganham em produtividade, além do destaque ambiental pelo fato dos materiais retornarem à cadeia produtiva, contribuindo para o conceito de economia circular”.

Na hora de escolher, a Orizon Valorização de Resíduos decidiu pela Stadler: “Acreditamos que a Stadler fabrica um maquinário com a qualidade e robustez adequada para o perfil de resíduos sólidos recebidos pelo ecoparque e que, ao mesmo tempo, conserve o controle de qualidade manual de separação em seu funcionamento. Em nossa nova planta de separação, serão contratadas 150 pessoas, que serão também responsáveis por esse trabalho num projeto que funcionará a partir de 2022. Sendo assim, precisávamos de um projeto que agregasse os dois modelos”, explica o responsável da Orizon.

Projeto ambicioso para o mercado brasileiro

Henrique Filgueiras

Por sua vez, Henrique Filgueiras, Representante Comercial da Stadler no Brasil, explicou: “Este é um acordo “extremamente importante”. É o estreitamento das relações com um cliente que já conhecemos, com o qual conversamos há mais de 7 anos e que tem muito potencial aqui no Brasil. Além disso, também é uma planta de elevada capacidade de processamento de RSU, sendo a de maior capacidade da América Latina, o que mais uma vez reforça o nosso nome como especialistas no desenvolvimento deste tipo de plantas no Brasil e nos dá a oportunidade de fazermos mais um bom trabalho e adquirirmos ainda mais experiência no País”, explica o representente da Stadler.

A planta foi projetada para a triagem de um grande volume de material, com a separação inicial grosseira e pesada sendo realizada por equipamentos e a seleção refinada final sendo realizada manualmente. Porém, o layout da planta já contempla a possibilidade de expansão da linha tanto para aumentar mais a sua capacidade quanto para automatizá-la ainda mais.

A Orizon Valorização de Resíduos tem cinco ecoparques no Brasil e, em suas atividades de tratamento e destinação final de resíduos, recebem aproximadamente 4,6 milhões de toneladas de resíduos por ano, atendendo, aproximadamente, 20 milhões de pessoas e mais de 500 clientes corporativos. O projeto desta nova planta, dada a sua eficiência e destaque, tende a ser replicado no futuro nas demais unidades da companhia em todo o país.

André Galuppo

O mercado brasileiro apresenta-se com características muito específicas, sendo que é necessário olhar cada caso separadamente, antes de ser apresentada uma solução aos clientes. Segundo André Galuppo, Supervisor de Projetos Stadler LATAM, a Stadler busca sempre desenvolver produtos, metodologia e ideias específicas para a realidade do Brasil, ou seja, a empresa não faz “cópia e cola” da Europa. O objetivo é desenvolver projetos, estudos e trabalhos voltados para os resíduos e modelos de negócios brasileiros. Todo este desenvolvimento técnico será utilizado no Brasil e para o Brasil.

Por outro lado, Sergio Manchado Atienza, Diretor de Operações da América Latina na Stadler, sublinha que “investimos na Stadler do Brasil Ltda. por mais de 8 anos para proporcionar confiança e apoio local, criando uma equipe completa para ajudar no desenvolvimento do mercado em um país tão importante quanto o Brasil e com muitos recursos necessários para a evolução da economia circular. Estamos muito orgulhosos do trabalho e desenvolvimento de nossa subsidiária brasileira”.

Fundada em 1791, a dedica-se ao planejamento, produção e montagem de sistemas e componentes de triagem para a indústria de tratamento e reciclagem de resíduos sólidos em todo o mundo. Sua equipe de mais de 450 funcionários qualificados oferece um serviço completo personalizado, do projeto conceitual ao planejamento, produção, modernização, otimização, montagem, comissionamento, reformas, desmontagem, manutenção e assistência técnica de componentes para completar os sistemas de reciclagem e classificação. Sua linha de produtos inclui separadores balísticos, correias transportadoras, peneiras giratórias e removedores de rótulos.

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ONG transforma lixo marinho em objetos plásticos

19/06/2021

Coleta de lixo marinho se transforma em objetos como bancos de praça, brinquedos e quilhas de pranchas de surf

A ECO Local Brasil é uma instituição que tem como objetivo mitigar os impactos causados pelo descarte indevido dos resíduos plásticos no meio ambiente. Desde 2002, a organização não governamental (ONG) é responsável por ativações ambientais de limpeza de praia, principalmente no litoral Sul e Sudeste do Brasil.

Até agora, a ECO Local Brasil já transformou mais de 70 toneladas de plástico por meio de logística reversa, realizando centenas de ações, entre coleta de resíduos nas praias, visitas a escolas para conscientização dos alunos e doação de objetos feitos com a matéria-prima reciclada – como quilhas de surf e brinquedos. Para isso, a organização também conta com uma rede de projetos parceiros em todo o litoral Sul e Sudeste. Eles enviam os resíduos para a instituição, que os devolve em forma de matéria-prima transformada. “O que nós entendemos, como ONG, é que não basta ficar apontando para o problema. É preciso também chegar com a solução. Por isso a gente encabeçou essa responsabilidade”, conta o fundador da ONG, Filipe Oliveira. “Nós entendemos que seria importante também sermos responsáveis pelo transporte e por dar um destino final àquilo que a gente coleta”.

Após 16 anos de atuação, em 2018, seus participantes entenderam que não bastava recolher, era preciso também tratar. Então, a ONG se reorganizou e criou também uma empresa na área de prestação de serviços para fazer o gerenciamento do material por categorias. O plástico retirado das ações ambientais é transformado em pellets (grânulos) sustentáveis, com os quais as indústrias transformadoras fabricam novos produtos plásticos. A empresa também produz seus próprios objetos, que vão desde bancos de praça e lixeiras até quilhas para pranchas de surf.

Reciclagem em números

Em 2019, o Brasil reciclou 838 mil toneladas de plástico, um aumento de 10% em relação a 2018, segundo dados da pesquisa da reciclagem do Plástico, realizada anualmente pelo PICPlast. O estudo também mostra diminuição de 15,1% nas perdas do processo de reciclagem. Ainda que o país tenha avançado na reciclagem, há muito a ser feito.

O Movimento Plástico Transforma, que tem como objetivo reforçar conceitos como consumo consciente, destinação correta dos resíduos, reciclagem de plásticos pós-consumo e transformação em novos produtos, avalia que é necessária uma adaptação da indústria e dos consumidores à nova realidade. Segundo a instituição, a pesquisa demonstra que os principais motivos de perda no processo da reciclagem são de contaminação da sucata por descuido no descarte e, também, por triagem desqualificada. Cerca de 45% dos materiais coletados são PET, material reciclável.

Ainda que grande parte dos resíduos plásticos descartados incorretamente no meio ambiente seja de produtos finais, como embalagens, a perda dos pellets pela indústria do plástico também é uma fonte de preocupação. Atenta a isso, a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) é licenciadora do Programa Pellet Zero no Brasil, do qual a Braskem é signatária. A iniciativa tem como objetivo prevenir a perda de pellets, matéria-prima usada para fabricar os produtos plásticos. Para o Movimento Plástico Transforma, a iniciativa é importante para mitigar a perda dos pellets no meio ambiente, já que é também responsabilidade da indústria do plástico seguir um cronograma focalizado em conceitos da economia circular. A recuperação desse material não só evita problemas ambientais como pode significar diminuição no custo de sua produção a longo prazo.

Pellets e a mobilização da cadeia do plástico

A Abiplast é licenciadora do Programa Pellet Zero no Brasil desde o fim de 2019. A iniciativa consiste em evitar e conter vazamento de pellets (grânulos plásticos antes da transformação), os quais podem ser levados para córregos, rios e mares. A Braskem é signatária do PPZ pela Plastivida (também licenciadora) e já alcançou a última estrela do programa.

O PPZ-OCS® visa o engajamento de todo o setor dos plásticos em uma ação contínua e eficaz de contenção dos pellets e demais formas de resina, evitando a contaminação dos corpos d’água e, consequentemente, do oceano.

Segundo o Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar, existem 274 municípios brasileiros ao longo de 8.500 km de costa, . Esses números ilustram o tamanho do desafio do combate ao lixo no mar. Trata-se de um problema complexo, que demanda uma nova postura de todos os setores da sociedade na execução de ações pragmáticas e viáveis.

O Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast) é uma iniciativa criada em 2013 pela Braskem e Abiplast, Associação Brasileira da Indústria do Plástico, que prevê o desenvolvimento de programas estruturais para contribuir com a competitividade e o crescimento da transformação e reciclagem plástica. Baseado em dois pilares: aumento da competitividade e inovação do setor de transformação e promoção das vantagens do plástico, o PICPlast também conta com investimentos voltados para o reforço na qualificação profissional e na gestão empresarial.

Em relação à atividade de promoção das vantagens do plástico, as frentes de trabalho são voltadas para reciclagem, estudos técnicos, educação e comunicação, com destaque para o Movimento Plástico Transforma.

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Stadler projeta e constrói linha de triagem integrada para o Projeto Life4Film em planta na Espanha

18/06/2021

O projeto Life4Film, financiado pelo programa Life da União Européia, tem como objetivo prevenir o descarte de Filmes plásticos em aterros sanitários e valorizar este material. O Programa Life é o instrumento da União Européia para o financiamento de projetos de pesquisa e inovação na área do meio ambiente e contra o aquecimento global.

A FCC Medio Ambiente coordena o projeto e opera a planta piloto localizada no complexo “La Ecocentral” em Alhendín, próximo a Granada, Espanha. É uma empresa líder mundial em serviços ambientais, que atende a mais de 66 milhões de pessoas, em cerca de 5.000 municípios localizados em 12 países. Além da Stadler e da FCC, também são parceiras do projeto a Universidade de Granada e as empresas Ibañez Extrusoras, Lindner Washtech, Lindner Washtech Engineering, Erema e Aimplas.

A planta piloto implementa um processo inovador de reciclagem que separa o Filme plástico de polietileno de baixa densidade (PEBD) contido nos resíduos sólidos urbanos (RSU). O processo Life4Film consiste em um projeto piloto de quatro etapas: separação, lavagem, extrusão e produção do produto final (filme soprado). A Stadler – empresa alemã com reputação global no fornecimento turnkey de instalações de triagem de resíduos – participou da primeira etapa (separação) na planta piloto Ecocentral (foto). A empresa projetou e construiu a planta de triagem integrada. Sunil Arjandas Arjandas, engenheiro de tratamento de resíduos e gestor de projetos da FCC Medio Ambiente, afirmou: “Estamos muito satisfeitos com a participação da Stadler neste projeto pelo seu profissionalismo e estreita colaboração. Os seus técnicos são altamente qualificados e com grande conhecimento”.

A planta do projeto Life4Film tem uma capacidade de 10.000 toneladas / ano de fardos de plástico de RSU e uma produção de aproximadamente 4.000 toneladas / ano de regranulados de polietileno reciclado. Destas, cerca de 700 toneladas por ano serão dedicadas à produção de sacos de lixo de plástico reciclado, que serão usados pela FCC Medio Ambiente e vários municípios para trabalhos de jardinagem e limpeza de ruas.

As demais etapas (lavagem, secagem, extrusão e produção do filme soprado) são realizadas no parque industrial de Marchalhendín. Ambas as instalações funcionam como uma base de teste para replicação em toda a Europa.

Stadler – atuação na primeira fase de separação

A Stadler entra em ação quando os fardos de Filme de RSU são introduzidos no alimentador e passam por uma peneira giratória, onde são abertos, o conteúdo é separado e os finos (matéria orgânica seca grudada na superfície do plástico) são eliminados.

O transbordamento da peneira giratória cai em um triturador que reduz o tamanho das partículas para menos de 200 mm, deixando-os prontos para a separação ótica. Este material triturado é transportado para um separador balístico, que separa os materiais de acordo com a densidade, forma e tamanho. Anteriormente, um separador magnético remove todos os resíduos ferrosos do fluxo de material. No separador balístico, o material é dividido em dois fluxos: planares (material 2D, que corresponde a 90% do material de entrada) e rolantes (material 3D, que é considerado rejeito). Os finos restantes no fluxo, com menos de 65 mm de tamanho, são peneirados e enviados ao contâiner de rejeitos junto com os finos da peneira giratória. Os materiais rolantes de alta densidade são transportados para um bunker automático de armazenamento de rejeitos para prensagem posterior.

O material válido, os planares, são enviados a uma cascata de três separadores óticos para valorizá-los, uma vez que 95% de pureza é necessário no fluxo de saída. O material alimenta o primeiro separador ótico, onde um fluxo de ar ejeta o Filme selecionado, que passa para o segundo separador ótico. O Filme rejeitado é enviado para um bunker automático de rejeição. O segundo separador ótico repete a operação. Por fim, o Filme selecionado passa por um separador ótico de controle de qualidade, onde qualquer material indesejado que possa ainda ter ficado no fluxo de material é ejetado e enviado para rejeitos. O material que sobra nesta última separação ótica é o Filme limpo, que é enviado para um bunker de armazenamento automático, onde é enfardado para as etapas seguintes.

O material é lavado em uma viga e, em seguida, em duas arruelas de fricção em série. Em seguida, passa por dois secadores mecânicos e um secador térmico. Cerca de 90% da água utilizada nesta etapa é encaminhada para duas estações de tratamento e será reaproveitada. Na etapa seguinte, a extrusão, os flakes limpos e secos são convertidos em regranulados. Na última fase, os regranulados são transformados em um Filme plástico para uso na produção de sacos de lixo.

Life4Film: um plano ambicioso para um planeta melhor

O projeto Life4Film foi desenvolvido para atingir múltiplos objetivos: alcançar melhorias ambientais; reduzir o desperdício de plástico em aterros sanitários em 11.000 toneladas / ano; aumentar as taxas de reciclagem de Filme plástico em RSU; reciclar resíduos plásticos urbanos; reduzir a pegada de carbono da indústria de plástico e suas emissões de CO2 em 65%; replicar e transferir a solução Life4Film para outras regiões da Europa; divulgar esses resultados para promover esse tipo de solução para a reciclagem de Filmes; melhorar a competitividade do setor e incluir a solução Life4Film no próximo documento de referência das Melhores Técnicas Disponíveis da UE para a indústria de tratamento de resíduos.

Todas essas metas, que levariam a uma redução de 80% no teor de PEBD do fluxo de RSU, podem ser alcançadas com a tecnologia implementada neste projeto. A Comissão Européia investiu mais de 100 milhões de euros através do programa Life. Estes fundos serão atribuídos a 9 Estados-Membros, incluindo Espanha, para promover uma Europa sustentável e uma economia circular.

Fundada em 1791, a Stadler dedica-se ao planejamento, produção e montagem de sistemas e componentes de triagem para a indústria de tratamento e reciclagem de resíduos sólidos em todo o mundo. Sua equipe de mais de 450 funcionários oferece um serviço completo personalizado, do projeto conceitual ao planejamento, produção, modernização, otimização, montagem, comissionamento, reformas, desmontagem, manutenção e assistência técnica de componentes para completar os sistemas de reciclagem e classificação. Sua linha de produtos inclui separadores balísticos, correias transportadoras, peneiras giratórias e removedores de rótulos.

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Dow, LyondellBasell e Nova Chemicals lançam conjuntamente fundo multimilionário para acelerar o investimento em infraestrutura de reciclagem de plásticos na América do Norte

03/06/2021

Segundo as empresas, a parceria representa um investimento inicial e um convite às partes interessadas em toda a cadeia de valor da reciclagem de plásticos para unir forças com esta estratégia de capital catalítico

Em 26 de maio, três empresas líderes no segmento de plásticos e ciência de materiais –– Dow, LyondellBasell e Nova Chemicals –– anunciaram o estabelecimento do Closed Loop Circular Plastics Fund, um fundo para investir em tecnologias de reciclagem escaláveis, upgrade de equipamentos e soluções de infraestrutura. O Fundo, administrado pelo Closed Loop Partners, e com um investimento inicial de US $ 25 milhões, convida empresas em toda a cadeia de valor dos plásticos a se unirem para promover a recuperação e reciclagem de plásticos nos EUA e Canadá. O objetivo do fundo catalítico é crescer para o valor de $ 100 milhões, por meio de uma combinação dos investidores fundadores do Fundo, investidores corporativos adicionais e instituições financeiras, a fim de atrair capital adicional além dos próprios comprometimentos do Fundo. Em grande escala, os investimentos do Fundo visam reciclar mais de 500 milhões de libras (aproximadamente 226 milhões de kg) de plásticos ao longo da vida do Fundo.

O Fundo Closed Loop Circular Plastics investirá em três áreas estratégicas para aumentar a quantidade de plástico reciclado disponível para atender à crescente demanda por conteúdo reciclado de alta qualidade em produtos e embalagens:

  • Acesso – Aumento da coleta de materiais plásticos de polietileno (PE) e polipropileno (PP), avançando nos sistemas de coleta de materiais atuais e de última geração, incluindo transporte, logística e tecnologias e infraestrutura de triagem para reciclagem.
  • Otimização – Atualização dos sistemas de reciclagem para agregar, classificar e separar com mais eficiência os plásticos desejados, a fim de aumentar a quantidade total de plástico de alta qualidade, incluindo plásticos de qualidade alimentar e médica, enviados para remanufatura.
  • Fabricação – Investir em instalações e equipamentos que fabricam produtos acabados, embalagens ou bens relacionados usando conteúdo reciclado, incluindo PE e PP reciclados.

Desde a sua fundação em 2014, o portfólio de mais de 50 investimentos da Closed Loop Partners conseguiu evitar que mais de 4.600 milhões de libras de materiais fossem descartados em aterros, retornando para as cadeias de fornecimento de manufatura. ”A partir dessa experiência acumulada, o Closed Loop Circular Plastics Fund investirá em tecnologias, empresas e projetos de infraestrutura que aprimorem a recuperação e a reciclagem de materiais-alvo, incluindo PE e PP pós-consumo e pós-industrial nos EUA e Canadá.

O Fundo implantará uma combinação flexível de financiamento de dívida e capital, e também terá como objetivo estimular co-investimentos convencionais, incluindo aqueles de instituições financeiras, em soluções circulares para plásticos para acelerar ainda mais o impacto na escala. Com instalações estabelecidas, extensas redes de cadeia de suprimentos e mercados, Dow, LyondellBasell e Nova Chemicals estão coletivamente bem posicionadas para ajudar a avançar na transição para um novo sistema mais circular. Juntos, eles estão criando um precedente para um futuro sustentável para a indústria de plásticos, construindo uma avenida para mais investimentos e sinergias com outras partes interessadas na cadeia de valor de recuperação e reutilização de plásticos.

“Os fabricantes de resinas plásticas que vão criar valor para seus acionistas agora e no futuro são aqueles que garantem que 100% de seus produtos serão reciclados ou reutilizados com segurança, e nunca descartados em aterros sanitários ou em outro local do nosso ecossistema. Esperamos investir em infraestrutura sustentável e inovações que permitam e incentivem outras empresas, incluindo os investidores no Closed Loop Circular Plastics Fund, a empregar significativamente mais de seu próprio capital para aumentar ainda mais a escala dessas soluções críticas ”, disse Ron Gonen, fundador e CEO do Closed Loop Partners. “Juntamente com a promoção de modelos escaláveis de embalagens reutilizáveis ​e novos materiais inovadores, o crescimento da infraestrutura de reciclagem e economia circular nos EUA e no Canadá desempenham um papel crítico na eliminação do descarte de plástico e na redução da necessidade de extração de matérias-primas.”

O fornecimento atual de plásticos reciclados atende a apenas 6% da demanda dos plásticos mais usados ​​nos EUA e Canadá. Gargalos sistêmicos, incentivos e políticas desalinhadas, ineficiências tecnológicas e equipamentos desatualizados em toda a cadeia de recuperação de plásticos contribuem para que milhões de toneladas de plástico sejam descartadas em aterros sanitários e oceanos. Aumentar a recuperação e recirculação de plásticos poderia ajudar a atender a um mercado acessível para plásticos com oportunidades potenciais de receita de US $ 120 bilhões apenas nos EUA e Canadá. Dentro disso, existe uma oportunidade significativa para impulsionar a recuperação de PE e PP, com base na “desejabilidade” de mercado para esses materiais e nos valores de produção esperados, bem como em sua ampla variedade de aplicações nas indústrias, incluindo saúde e alimentos e bebidas.

“A Dow está investindo com a Closed Loop Partners como outra forma de catalisar investimentos adicionais em tecnologia e infraestrutura de reciclagem nos EUA e Canadá. Os materiais plásticos são essenciais para uma economia sustentável de baixo carbono e este fundo, juntamente com outros investimentos e colaborações nas quais estamos envolvidos, ajudará a mover a sociedade em direção a uma economia circular, garantindo que o plástico não seja perdido para o meio ambiente ”, disse Jim Fitterling, Presidente e CEO da Dow. “Mas nossos compromissos e capital investido por si só não são suficientes para acabar com o descarte de plásticos. Instamos outras pessoas, em todos os setores da sociedade, a se juntarem a nós e a dar escala às tecnologias, parcerias e capital necessários para construir as cadeias de suprimentos circulares de plásticos do futuro. ”

“Enfrentar o desafio do descarte de plásticos no meio ambiente requer ações coletivas em múltiplas frentes. Como empresa, temos executado uma estratégia multifacetada que inclui inovações em reciclagem mecânica, o avanço das tecnologias de reciclagem molecular e a incorporação de matérias-primas renováveis ​​em nossa fabricação”, disse Bob Patel, CEO da LyondellBasell. “Além dos esforços da nossa empresa, outras melhorias na infraestrutura de reciclagem são críticas para capturar o valor dos plásticos usados ​​e promover a economia circular. Acreditamos que um investimento conjunto bem-sucedido pode transformar os desafios do plástico descartado em oportunidades de negócios sustentáveis. ”

“A Nova Chemicals está ansiosa para unir forças com líderes da indústria que compartilham nosso mesmo compromisso de construir uma economia circular para plásticos”, disse Luis Sierra, Presidente e CEO da Nova Chemicals. “A inovação é a chave para o nosso sucesso coletivo. Se pudermos criar produtos de plástico que sejam mais fáceis de reciclar, trabalhar com menos materiais, incorporar mais conteúdo reciclado e investir na infraestrutura de reciclagem e recuperação, seremos capazes de alcançar um futuro com resíduos de plástico zero. Estamos prontos para trabalhar em toda a cadeia de valor, desenvolvendo novas soluções que irão moldar um amanhã melhor. ”

Foto: Closed Loop

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Braskem instala “Ilha de Reciclagem” no seu Centro de Tecnologia e Inovação em Triunfo (RS)”

02/06/2021

Modelo Digital em 3D da Ilha da Reciclagem

A Braskem implementará, a partir de julho, uma nova estrutura no seu Centro de Tecnologia e Inovação, situado no Polo Petroquímico de Triunfo (RS). Conhecida como Ilha de Reciclagem, a instalação será responsável por testar o desempenho das resinas recicladas e desenvolver produtos inovadores e sustentáveis que atendam às necessidades do mercado e cumpram o seu papel na redução do impacto ao meio ambiente. A iniciativa também visa fomentar o desenvolvimento da cadeia de reciclagem e seu mercado.

O projeto atenderá todas as regiões onde a empresa atua. Por meio de um hub de hardware, com equipamentos específicos para teste de resinas recicladas, será possível entender os desafios técnicos do reaproveitamento de matéria-prima, atendendo às exigências de confiabilidade e as necessidades dos clientes e brand owners.

Segundo a Braskem, o investimento de 150 mil reais reforça a preocupação da empresa em promover tecnologias para desenvolver resinas recicladas com maior qualidade, fazendo com que elas tenham cada vez mais relevância na cadeia de valor do plástico. Além de auxiliar o mercado com pesquisa e desenvolvimento, o projeto está diretamente relacionado com o compromisso da companhia de incluir, até 2025, 300 mil toneladas de resinas termoplásticas e produtos químicos com conteúdo reciclado em seu portfólio, um dos principais macro objetivos da empresa.

A diretora de Economia Circular da Braskem na América do Sul, Fabiana Quiroga, explica que a iniciativa é uma aliada para alavancar a reciclagem e a utilização de resina reciclada no Brasil. “Estamos cumprindo o papel da indústria de desenvolver soluções inovadoras e sustentáveis para o plástico. O avanço na qualidade das resinas pós-consumo é um fator importante para ampliar as aplicações dos produtos reciclados, e assim, fortalecer a economia circular”, comenta a executiva.

De acordo com Fábio Fell, coordenador do Laboratório de Aplicação do CTI e responsável pela Ilha de Reciclagem, os experimentos da nova instalação complementarão os estudos da companhia para entender quais as aplicações e o tipo de design de produto que mais facilitam no processo de reciclagem. “Esse tipo de informação será essencial para nortear escolhas relacionadas a esses dois pontos, pensando-se no potencial de estímulo à economia circular. A iniciativa também reforçará a Braskem como referência no apoio aos clientes e em pesquisa e desenvolvimento de resinas termoplásticas. A combinação entre tecnologia de ponta e nossos profissionais especialistas em economia circular será um dos nossos diferenciais para oferecer produtos com ainda mais qualidade ao mercado”, afirma Fell.

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Stadler desenvolve plataforma baseada em nuvem para monitoramento de dados operacionais em plantas de separação de resíduos

26/05/2021

O Service Data Cloud (SDC) da Stadler fornece uma visão geral completa da operação de uma planta de separação com dados capturados diretamente dos equipamentos dentro da planta. Segundo a empresa, isto permite otimizar a eficiência, facilitar a solução de problemas e o suporte ao cliente e maximizar o tempo de disponibilidade.

A Stadler desenvolveu internamente a plataforma SDC baseada em um sistema de nuvem, o qual captura dados operacionais e dos sensores dos equipamentos na planta de triagem do cliente. As informações são armazenadas com segurança na nuvem e são acessíveis de qualquer lugar, dentro ou fora da planta, por meio de um portal na web. O SDC aproveita a automação e a Internet Industrial das Coisas (IIoT) para otimizar e aumentar a eficiência dos processos nas plantas de triagem Stadler e fornecer um suporte melhor e mais rápido aos seus clientes, afirma a empresa.

Amela Sijaric (foto), co-chefe da equipe SDC na Stadler, diz: “O SDC coloca o cliente e nosso departamento de assistência técnica em comunicação direta com as máquinas individuais na planta de triagem. Ele fornece informações valiosas sobre a operação e nos permite trabalhar de forma mais eficaz com nosso cliente para resolver quaisquer problemas que surjam e para garantir que a planta continue atendendo a seus requisitos em evolução de forma eficaz. O SDC é uma ferramenta com grande potencial e continuaremos trabalhando com nossos clientes para estender suas capacidades com novas funcionalidades”.

Segundo a Staler, o seu sistema SDC é igualmente eficaz em todos os tipos de plantas de triagem e também pode ser implementado em plantas existentes, sendo necessário apenas atualizar o hardware. Nessas instalações, ele pode destacar áreas onde o processo pode ser aprimorado e pode ser usado para implementar atualizações nos equipamentos existentes.

Eficiência de processo e tempo de disponibilidade

O SDC fornece uma visão geral da operação da planta de triagem, com visibilidade nas máquinas individuais. De acordo com a Stadler, os dados capturados pelo sistema são uma ferramenta poderosa para aprimorar o processo de separação, identificar impasses ou problemas e agir para resolvê-los rapidamente. A análise dos dados históricos pode ajudar a otimizar o desempenho da máquina e revelar oportunidades de melhorias na eficiência da planta.

Segundo a empresa, o SDC permite que eventuais problemas possam ser resolvidos de forma mais rápida e eficiente. “O sistema sinaliza onde o erro está no fluxograma da planta , com uma indicação clara do nome do dispositivo com falha”, explica Amela Sijaric. “O cliente pode ver rapidamente a causa do problema na tela e sabe de imediato onde ir para resolvê-lo. Se for necessário suporte da Stadler, nossos especialistas técnicos podem acessar imediatamente os dados da máquina. Eles podem interpretar o problema e fornecer uma solução de forma rápida. Isso é particularmente benéfico quando a planta está longe das equipes de assistência técnica da Stadler. Ao acessar os dados, eles podem enviar o técnico mais adequado para lidar com o problema específico e levar as peças de reposição de que podem precisar para resolver o problema”.

A Stadler afirma que o monitoramento do desempenho de cada máquina, em conjunto com um serviço pós-venda rápido, reduzem ao mínimo o tempo de inatividade da planta e se constituem em um benefício importante para o cliente.

Acesso a documentação e tutoriais atualizados

A Stadler explica que o SDC possui uma seção dedicada a proporcionar aos clientes acesso flexível a uma biblioteca completa de documentação de cada uma das máquinas de sua planta, de modo que ela esteja sempre atualizada. Eles incluem não apenas fichas técnicas e manuais de operação, mas também um catálogo de peças de reposição. Ao fazer um pedido, o cliente identificará facilmente a peça correta desejada através de sua fotografia, descrição e número da mesma no catálogo. A seção Documentação também oferece vídeos tutoriais preparados pela equipe de assistência técnica da Stadler, cobrindo as tarefas de manutenção normalmente realizadas pelo cliente, afirma a fabricante alemã.

Inovação

O primeiro projeto piloto do uso do SDC começou no final de 2018 em uma planta de triagem de papel em Ingolstadt, seguido por outras plantas na Alemanha, França, Suíça e Dinamarca. Alguns dos clientes pioneiros no uso do SDC foram a AFM Entsorgungsbetrieb e a MAD Recycling GmbH. A instalação de gerenciamento de resíduos AFM Entsorgungsbetrieb em Feldkirchen já usa o SDC há seis meses. O Sr. Anastasios Melidis, CEO da AFM, vê o potencial da nova plataforma: “Ela nos permite analisar a eficiência operacional de nossa planta e reconhecer uma perda de desempenho, bem como a detecção rápida de erros ou danos. Também é útil para o nosso negócio, pois fornece estatísticas que nos ajudam a planejar nossas operações”. Ele também descobriu que “após uma breve introdução, o SDC é fácil de usar”.

O Sr. Christian Ascherl-Landauer (foto), CEO da MAD Recycling GmbH, que está testando o SDC em sua planta de reciclagem de papel e papelão em Ingolstadt, Alemanha, concorda: “A operação do aplicativo é prática e clara.” Ele constatou que a disponibilidade da planta melhorou desde o início do projeto piloto: “O monitoramento da planta melhorou. Podemos analisar melhor os tempos de inatividade e fazer alterações na operação em andamento. Além disso, a solução de problemas aprimorada e as medidas direcionadas melhorarão a disponibilidade ainda mais no futuro”.

O desenvolvimento está em andamento, com novos projetos SE iniciando na Europa e nos EUA. “Estamos desenvolvendo novas funcionalidades, como o gerenciamento de fluxo de volume e a análise de temperatura. Também estamos trabalhando para introduzir funções de monitoramento de operação e manutenção preventiva, o que reduzirá ainda mais o tempo de inatividade”, conclui Amela Sijaric.

Fundada em 1791, a Stadler dedica-se ao planejamento, produção e montagem de sistemas e componentes de triagem para a indústria de tratamento e reciclagem de resíduos sólidos em todo o mundo. Sua equipe de mais de 450 funcionários oferece um serviço completo personalizado, do projeto conceitual ao planejamento, produção, modernização, otimização, montagem, comissionamento, reformas, desmontagem, manutenção e assistência técnica de componentes para completar os sistemas de reciclagem e classificação. Sua linha de produtos inclui separadores balísticos, correias transportadoras, peneiras giratórias e removedores de rótulos.

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Movimento Plástico Transforma apóia o Tampinha Legal, iniciativa que coleta tampas plásticas para reciclagem

26/05/2021

Liderada pela parceria entre a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e a Braskem, a iniciativa promove a imagem do plástico, apresentando projetos de inovação e educação.

Há mais de 4 anos a iniciativa “Tampinha Legal” fomenta a coleta de tampas plásticas em prol de entidades assistenciais do terceiro setor. O programa conta com o patrocínio do Movimento Plástico Transforma, que mostra o potencial de transformação do plástico e é liderado pela parceria entre a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e a Braskem. Segundo os coordenadores do Movimento Plástico Transforma, o Tampinha Legal é o maior programa socioambiental de caráter educativo em economia circular da indústria de transformação do plástico na América Latina.

Para Fernanda Maluf, uma das coordenadoras do Movimento Plástico Transforma, “a parceria reforça a importância da reciclagem e estimula o engajamento da população com a causa, de maneira educativa”.

Segundo a coordenadora do Instituto SustenPlást, Simara Souza, o Movimento Plástico Transforma mostra que o plástico é aliado em frentes como a inovação e a responsabilidade socioambiental, promovendo os conceitos da economia circular, assim como o Tampinha Legal. “O Tampinha Legal proporciona ações modificadoras de comportamento de massa, ou seja, a sociedade civil é inserida, na prática, na economia circular. É importante nos cercarmos de iniciativas que façam com que o plástico pós-consumo seja valorizado por todos. Esta matéria-prima nobre deve retornar para a indústria para a produção de novos artefatos e também novas possibilidades”, explica.

Com os recursos obtidos por meio do Tampinha Legal, as entidades assistenciais participantes podem adquirir medicamentos, alimentos, equipamentos, ração animal e/ou materiais escolares, e também custear tratamentos e exames de saúde humana e animal, melhorias em suas sedes, entre outras ações, impactando positivamente em muitas vidas.

O Tampinha Legal é iniciativa do Instituto SustenPlást e, por meio de ações modificadoras de comportamento de massa, promove conscientização quanto ao destino adequado dos resíduos plásticos, colocando em prática os princípios da economia circular.

Todos os segmentos da sociedade são convidados a juntar tampinhas e destiná-las para entidades assistenciais cadastradas junto ao programa, o qual busca a melhor valorização de mercado para o material.

Os valores obtidos são destinados integralmente para as instituições sem rateios ou repasses e sem que o programa receba comissões e/ou gratificações sobre o material coletado. Só em 2020, a arrecadação ultrapassou 1 milhão de reais, que foi totalmente destinada aos participantes.

Recentemente, o Instituto lançou também o Copinho Legal, que conta com o apoio da Abiplast e adesão de empresas membros da Câmara Setorial dos Fabricantes de Descartáveis Plásticos da associação. O Copinho Legal segue o modelo do Tampinha Legal, destinando os recursos obtidos com a venda dos descartáveis plásticos (copos, pratos e talheres) para as entidades assistenciais.

O Tampinha Legal atua no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Goiás e no Distrito Federal. Além do site – tampinhalegal.com.br, também é possível acompanhar a transparência do trabalho do programa por redes sociais, como YouTube, Instagram e Facebook, e pelo aplicativo Tampinha Legal, onde é possível localizar os pontos de coleta mais próximos, entidades assistenciais e empresas participantes. Em Porto Alegre, o Tampinha Legal conta com o apoio estratégico da Fundação Gaúcha dos Bancos Sociais da FIERGS.

Criado em 2016, o Movimento Plástico Transforma visa ressaltar a utilização do plástico, de forma criativa e responsável, em soluções que podem transformar o dia a dia e o futuro. A primeira iniciativa voltada para a comunicação com a sociedade assinada pelo Movimento Plástico Transforma foi a instalação interativa PlastCoLab. A ação atingiu mais de 37 mil pessoas e contou com quatro edições, realizadas nas cidades de São Paulo, Porto Alegre, Salvador e Brasília. Outro projeto relevante é a Estação Plástico Transforma, atividade instalada no parque KidZania, em São Paulo, que visa demonstrar – de forma lúdica e educativa – as principais etapas do processo de reciclagem do plástico e já atingiu mais de 18 mil pessoas. No site www.plasticotransforma.com.br e nas redes sociais do projeto é possível encontrar conceitos importantes sobre economia circular e iniciativas inovadoras de uso, reuso, descarte correto e reciclagem do plástico.

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Empresa portuguesa Interecycling instala equipamentos de separação da Tomra em linha de reciclagem de materiais eletro-eletrônicos descartados

12/05/2021

A Interecycling, S.A., empresa portuguesa associada ao Grupo Marcovil-Metalomecânica de Viseu, S.A., especializada na reciclagem de resíduos de equipamentos eletro-eletrônicos (REEE), conta com a Tomra Recycling para sua nova linha de separação de metais e plásticos. A integração de um equipamento Finder e de um Finder-NIR conseguiu aumentar a eficiência de sua fábrica, implementando a separação de metais e plásticos para posterior recuperação.

O setor de reciclagem tem experimentado um grande crescimento nos últimos anos, principalmente devido ao aumento da demanda por material reciclável como matéria-prima, bem como às exigências em nível de legislação que internacionalmente estão promovendo processos que permitem alcançar uma economia circular. Por esta razão, há uma necessidade crescente de reciclar e recuperar os diferentes componentes.

Eduardo Morán, Gerente de Vendas de Área Ibérica da Tomra

Eduardo Morán, Gerente de Vendas de Área Ibérica da Tomra, assinala: “Há um interesse crescente no setor em ter tecnologias de seleção baseadas em sensores que ajudem a maximizar os benefícios e a atender às exigências atuais e futuras. A tendência é clara e as regulamentações se tornarão cada vez mais exigentes. Portanto, estamos confiantes de que a tecnologia da Tomra ajudará a cumprir a legislação e as novas regulamentações, tanto a nível local quanto europeu”, diz ele.

O Grupo Marcovil, fundado em 1987 e com tecnologias no campo da engenharia mecânica, desenvolve, fabrica e instala máquinas e soluções “Turnkey” que promovem a economia circular. Seus desenvolvimentos permitem uma correta separação de resíduos e recuperação de matérias primas secundárias. A Interecycling, uma empresa portuguesa associada ao Grupo Marcovil, é especializada na reciclagem de resíduos eletro-eletrônicos e voltou-se para a Tomra com o objetivo de adquirir tecnologia que conseguisse maior eficiência em sua linha de reciclagem de equpamentos eletro-eletrônicos (REEE), realizando uma correta separação automatizada de metais e polímeros.

Bruno Silva, Representante de Vendas do Grupo Marcovil

“A Tomra, desde sua fundação nos anos 70, é conhecida por sua forte capacidade tecnológica, que se traduz em uma ampla gama de máquinas e soluções industriais de alta confiabilidade e precisão, sujeitas a um processo contínuo de melhoria e inovação. É por isso que escolhemos o equipamento da Tomra Recycling”, diz Bruno Silva, Representante de Vendas do Grupo Marcovil. “Tanto o Finder 2400 como o Finder 1800 com NIR conseguem recuperações impressionantes tanto por sua capacidade de produção quanto por seu alto percentual de material recuperável, o que é praticamente impossível de se obter utilizando outras soluções no mercado. Desta forma, podemos obter metais e plásticos de qualidade excepcional. Além disso, o equipamento tem uma vantagem adicional: ele evita ter que enviar grandes quantidades de material para aterro, com tudo o que isso implica tanto econômica quanto ambientalmente”, continua ele.

Eduardo Morán acrescenta: “A principal vantagem de utilizar este equipamento é, sem dúvida, poder separar automaticamente os diferentes componentes dos REEE, reduzindo drasticamente a ineficiência envolvida na realização manual desta separação. A produção (t/h) é exponencialmente aumentada, assim como a recuperação de metais e polímeros recuperáveis, com o benefício econômico que isso implica”.

Soluções específicas para necessidades específicas

A Interecycling recorreu à Tomra devido à necessidade de processar 4t/h de material REEE. “Atualmente, graças aos equipamentos Finder e Finder-NIR, alcançamos 6 t/h”, diz Bruno Silva .

Eles também queriam recuperar as frações metálicas e plásticas, com especial interesse na recuperação de placas de circuito impresso e cabos de cobre, devido ao seu alto valor de mercado. Segundo a Tomra, isto foi conseguido graças aos sensores que equipam o Finder e o Finder com o NIR da empresa.

O processo começa com o Finder 2400, que separa os metais em um concentrado metálico e uma fração de plástico sem metal. Esta fração metálica é processada posteriormente pelo Finder 1800 com NIR, que separa as placas de circuito impresso (placas eletrônicas) e, em uma segunda etapa da máquina, é capaz de gerar também uma fração de fios elétricos. Devido à combinação de diferentes sensores, o dispositivo identifica plásticos visíveis por tipo de polímero, bem como diferentes tipos de frações metálicas (como placas, fios ou aço inoxidável), aperfeiçoando assim o processo.

Segundo a Tomra, o Finder 2400 atinge frações de alta pureza independentemente da complexidade do material ou do tamanho da partícula. Graças às suas tecnologias patenteadas IOR (Intelligent Object Recognition) e SUPPIXX, juntamente com seu sensor eletromagnético (EM3) de última geração, ele detecta objetos metálicos com precisão, separando a fração metálica da fração plástica em um processo que é eficaz em termos de rendimento, pureza e eficiência, afirma a Tomra. “Neste caso, o equipamento tem como objetivo obter um concentrado metálico. Mas, se necessário, a máquina também pode gerar uma monofração de aço inoxidável de alta qualidade, pois é capaz de identificar a alta intensidade de sinal eletromagnético deste material”, explica Eduardo Morán.

O Finder 1800 com o NIR é um Finder (com seu sensor eletromagnético EM3 junto com IOR e SUPPIXX), ao qual também é adicionado um sensor NIR (Near Infrared) para a identificação de polímeros visíveis. O sensor NIR permite separar, por tipo de polímero, os plásticos visíveis que compõem os REEE, assim como os PCBs e cabos que são materiais compostos de metal+polímero e que requerem ambos os sensores (NIR-EM3) para sua correta identificação.

Graças ao serviço técnico da Tomra distribuído mundialmente, as restrições de movimento decretadas pela crise sanitária da COVID-19 não atrasaram o projeto.

“Na Tomra, estamos próximos aos clientes e, mesmo nestes tempos difíceis, temos sido capazes de oferecer um excelente serviço, instalar e otimizar os equipamentos, para que os clientes possam trabalhar com um certo grau de normalidade em tempos de pandemia”, diz Eduardo Morán.

“Embora o coronavírus tenha trazido consigo desafios que, devido ao trabalho remoto, poderiamm ter reduzido a produtividade, nunca fechamos a empresa, mostrando sempre um forte compromisso com clientes, fornecedores e parceiros”, diz Bruno Silva.

Por sua vez, David Nogueira, do Serviço Técnico da Tomra em Portugal, explica como eles conseguiram isso: “Embora Portugal tenha tido muitas restrições, nós conseguimos otimizar o tempo de instalação de ambos os equipamentos. Começamos com uma revisão da situação da fábrica e passamos uma semana montando as máquinas. Também realizamos testes e ajustes nas duas unidades para maximizar a pureza e tornar a fração plástica livre de metal.

A Tomra Recycling desenvolve e fabrica tecnologias de seleção baseadas em sensores para a indústria global de reciclagem e gerenciamento de resíduos. Cerca de 7.400 sistemas foram instalados em mais de 100 países em todo o mundo. Segundo a empresa, ela foi responsável pelo desenvolvimento do primeiro sensor infravermelho próximo (NIR) de alta capacidade do mundo para aplicações de seleção de resíduos. A Tomra Recycling faz parte da Tomra Sorting Solutions, que também desenvolve sistemas baseados em sensores para selecionar, descascar e processar análises para a indústria alimentícia, de mineração e outras. A Tomra Sorting pertence à empresa norueguesa Tomra Systems ASA, que está listada na Bolsa de Valores de Oslo. Fundada em 1972, a Tomra Systems ASA tem um volume de negócios de cerca de 995 milhões de euros e emprega mais de 4.300 pessoas globalmente.

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Stadler completa instalação de nova planta mecânica de separação de resíduos em Ibiza, na Espanha

30/04/2021

A Stadler projetou e instalou a nova planta de triagem mecânica de 50.000 m2 (foto) que atenderá a ilha de Ibiza. A instalação foi finalizada em dezembro de 2020 pela UTE (consórcio temporário) GIREF, que é responsável pelo planejamento, construção e gestão das instalações do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Ibiza e Formentera.

Toni Roig, Gerente das novas instalações da UTE GIREF

Toni Roig, gerente das novas instalações da UTE GIREF, afirma: “Fizemos a licitação para o fornecimento dos equipamentos e analisamos várias propostas. A Stadler, empresa de prestigiada reputação na concepção, fornecimento e instalação de equipamentos com a qual já tínhamos trabalhado anteriormente, apresentou a melhor proposta – técnica e economicamente – com uma solução que cumprisse os nossos requisitos”.

Critérios sustentáveis orientaram o projeto e a construção da instalação, que está localizada em Ca na Putxa, próximo ao aterro sanitário da ilha. A água obtida por um processo de osmose do lixiviado de aterro foi usada para misturar o concreto. O sistema de purificação de ar da planta usa um biofiltro para eliminação de odores. Está prevista a instalação de painéis fotovoltaicos na cobertura dos 30.000 m2 de área coberta.

 

A planta de triagem consiste em três linhas automatizadas. Duas linhas idênticas são usadas para separar resíduos sólidos urbanos e embalagens leves em turnos separados. Uma terceira linha independente é dedicada aos resíduos orgânicos da coleta segregada e usa as mais recentes tecnologias de triagem para processos de tratamento biológico.

Luis Sánchez, Diretor de Operações da Stadler na Espanha

Luis Sánchez, Diretor de Operações da Stadler na Espanha, afirma: “O processo usa tecnologia de ponta para aumentar as taxas de recuperação e separar a maioria dos materiais recicláveis”. A unidade foi projetada para processar até 120.000 toneladas de resíduos sólidos urbanos, 6.000 toneladas de embalagens e 20.000 toneladas de resíduos orgânicos de coleta seletiva.

A instalação visa cumprir os regulamentos europeus de tratamento de resíduos e se esforça para ser um modelo de operação sustentável e para aumentar a consciência pública. Para este fim, o complexo inclui uma sala de conferências com equipamentos de interpretação para acolher visitas guiadas e atividades de divulgação.
“A Stadler nos apoiou e forneceu consultoria especializada em todo o processo de inicialização da planta. Isso nos permitiu atingir taxas ideais de tratamento de resíduos em tempo recorde. Com base na nossa experiência, podemos dizer que Stadler é sinônimo de profissionalismo”, acrescenta Toni Roig.

Tecnologia da Stadler para a triagem

As instalações da Stadler apresentam tecnologias de triagem inovadoras para aumentar a sustentabilidade do processo, reduzir a necessidade de aterros e, em última instância, promover uma economia circular.

Graças a essas tecnologias na planta de Ca na Putxa, após a triagem e abertura dos sacos, os resíduos podem ser alimentados no processo de peneiramento, que usa peneiras giratórias para separar as frações que são principalmente orgânicas daquelas que têm um alto teor de embalagens e materiais recicláveis. O material orgânico é então refinado em duas linhas para obter composto de máxima qualidade e resíduos bioestabilizados por meio de um processo de tratamento biológico.

Os demais materiais são processados por meio de separadores balísticos. Dependendo de sua rigidez, eles são alimentados em diferentes calhas para separação ótica de ferrosos e não ferrosos. Depois de passar pelo controle de qualidade, os materiais selecionados são armazenados em depósitos automatizados para enfardamento posterior. A saída ao final do processo consiste em PET, PEAD, PEBD, PP, Tetrapack, P / C, filme orgânico, frações de ferro e alumínio e resíduos.

“Estamos muito felizes por termos escolhido a Stadler para fornecer o equipamento. Eles foram extremamente profissionais desde o início e superaram todos os desafios decorrentes de estarmos em uma ilha. A pandemia global Covid-19 surgiu enquanto estávamos no meio do processo de instalação. Ainda assim, cumpriram rigorosamente todos os protocolos de segurança, tanto no recomeço dos trabalhos de instalação como no envio do seu pessoal o mais rapidamente possível. Isso nos permitiu atingir todos os objetivos do projeto, apesar das dificuldades”, conclui Toni Roig.

Fundada em 1791, a Stadler dedica-se ao planejamento, produção e montagem de sistemas e componentes de triagem para a indústria de tratamento e reciclagem de resíduos sólidos em todo o mundo. Sua equipe de mais de 450 funcionários ferece um serviço completo personalizado, do projeto conceitual ao planejamento, produção, modernização, otimização, montagem, comissionamento, reformas, desmontagem, manutenção e assistência técnica de componentes para completar os sistemas de reciclagem e classificação. Sua linha de produtos inclui separadores balísticos, correias transportadoras, peneiras giratórias e removedores de rótulos.

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Tomra lança nova ferramenta de assistência remota para suporte técnico ao cliente

21/04/2021

A Tomra Sorting Recycling lançou o Tomra Care Visual Assist, uma nova ferramenta de assistência remota que, segundo a empresa, aprimora o suporte global fornecido pela Tomra ao cliente e ajuda a maximizar o tempo de atividade da máquina.

A Tomra explica que o Tomra Care Visual Assist coloca os seus especialistas na frente da máquina do cliente virtualmente, permitindo que a Tomra resolva problemas remotamente. A ferramenta reduz significativamente a necessidade de visitas em campo e aprimora o suporte ao cliente.

Usando-se um aplicativo, pode ser realizado tanto o atendimento pelos engenheiros da Tomra conectados com clientes, como engenheiros de serviço da Tomra podem estar em campo conectados com especialistas-chave em soluções mais complexas ou específicas, de modo que uma ampla gama de problemas pode ser resolvida rapidamente, garante a empresa.

Além de ajudar a melhorar o desempenho da máquina, o Tomra Care Visual Assist também proporciona uma forma interessante de se realizar treinamento e compartilhar elevado nível de conhecimento de especialistas qualificados com os engenheiros de serviço da Tomra e a equipe dos clientes.

Peter Geisler, Diretor de Serviços da Tomra Sorting Recycling, comenta: “O Tomra Care Visual Assist dá aos nossos clientes acesso aos nossos engenheiros especializados, os quais não precisam estar presentes em loco. O aplicativo é muito fácil de se usar e não requer nenhum equipamento além de um celular com câmera. Quando um cliente solicita suporte por mensagem, e-mail ou telefonema, um de nossos especialistas envia um convite para iniciar a sessão. Quando o chamado é aberto, ele se conecta diretamente com o especialista Tomra mais adequado para ajudá-los no desafio específico que estão enfrentando. Quando conectados, eles se comunicam por voz e vídeo”.

Durante a pandemia COVID-19, o Tomra Care Visual Assist provou ser particularmente benéfico como uma solução que não apenas supera as restrições de viagens, mas também cumpre os requisitos de distanciamento social.

Peter acrescenta: “O Tomra Care Visual Assist permite um maior nível de clareza na comunicação e transferência de informações entre a pessoa no local e o especialista que fornece orientação remota. Os técnicos de nossos clientes e os engenheiros da Tomra no local obtêm o suporte de que precisam para resolver qualquer problema imediatamente, trazendo as máquinas de volta rapidamente à operação. Se uma peça sobressalente for necessária, os especialistas da Tomra podem identificar facilmente o que é necessário e garantir que a peça sobressalente certa seja enviada, aumentando a taxa de correção na primeira vez. “

A Tomra firma que esta nova ferramenta faz parte da gama de serviços Tomra Care que visa garantir que as unidades dos clientes tenham o mais alto nível de eficiência durante toda a sua vida útil.

Peter conclui: “Estamos entusiasmados com a implementação do Tomra Care Visual Assist e confiantes de que será bem recebido por nossos clientes, que agora têm uma nova forma obter acesso e se beneficiar de nossa grande experiência em tecnologias de seleção baseada em sensores”.

A Tomra Sorting Recycling desenvolve e fabrica tecnologias de seleção baseadas em sensores para a indústria global de reciclagem e gerenciamento de resíduos. Segundpo a empresa, cerca de 7.400 sistemas foram instalados em mais de 100 países em todo o mundo. A Tomra Sorting Recycling faz parte da Tomra Sorting Solutions, que também desenvolve sistemas baseados em sensores para selecionar, descascar e processar análises para a indústria alimentícia, de mineração e outras. A Tomra Sorting pertence à empresa norueguesa Tomra Systems ASA, que está listada na Bolsa de Valores de Oslo. Fundada em 1972, a Tomra Systems ASA tem um volume de negócios de cerca de 992 milhões de euros e emprega mais de 4.300 pessoas globalmente.

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Dow figura com dois projetos brasileiros em ranking do Prêmio LatinoAmérica Verde

21/04/2021

  • Prêmios LatinoAmérica Verde contemplam iniciativas de sustentabilidade mais relevantes em toda a região.
  • Contrato de Compra de Energia solar da Dow com a Atlas Renewable Energy para a unidade de Aratu, na Bahia e Resina PCR HDPE 96032, desenvolvida em parceria com a Boomera LAR, estão entre os 500 melhores projetos sociais e ambientais desenvolvidos na América Latina entre mais de 2,1 mil inscritos.

A Dow foi incluída na seleção entre os melhores projetos do Prêmios LatinoAmérica Verde, considerado um dos mais importantes da região, que reconhece e premia governos, organizações, empresas, microempresas, comunidades e indivíduos que tenham projetos com dados mensuráveis. A Dow foi selecionada com dois projetos brasileiros: o da Resina PCR HDPE 96032 e o contrato de Compra de Energia da Dow com a Atlas Renewable Energy para o consumo de energia solar em Aratu (Bahia).

O Prêmios LatinoAmérica Verde é organizado pela fundação que leva o mesmo nome e foi criado para dar visibilidade às iniciativas sustentáveis regionais. A cada ano, do total de inscritos, 500 projetos são selecionados pela relevância social e ambiental, distribuídos em oito categorias de premiação alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODs) das Organizações das Nações Unidades (ONU). Esse é o segundo ano consecutivo em que a Dow figura no ranking. Em 2020, o projeto “Reciclagem que Transforma” – parceria da Dow com a Boomera e a Fundación Avina – também foi escolhido pelo prêmio.

Os dois projetos da Dow Brasil foram selecionados entre mais de 2,1 mil inscritos na edição 2021 e se destacaram nas categorias: resíduos/reciclagem e energia/energia limpa. “Esse reconhecimento se consolida como mais um importante passo em nossa jornada para a construção de um mundo mais sustentável e reforça a nossa intenção em prosperar, por meio da colaboração com a cadeia de valor, na busca por soluções inovadoras para proteger o clima e impulsionar a economia circular”, afirma Matias Campodonico, Diretor de Relações Institucionais e Sustentabilidade para a América Latina da Dow.

O projeto brasileiro selecionado entre os classificados na categoria resíduos / reciclagem foi o lançamento e a produção industrial da nova resina PCR da Dow. Em parceria com a Boomera LAR, a Dow iniciou a produção industrial da resina PCR HDPE 96032 no final do ano passado. Feita totalmente a partir de plástico pós-consumo, o produto será, inicialmente, comercializado no Brasil. Mas, em breve, novas resinas semelhantes serão lançadas na Colômbia, México e Argentina, onde já foram anunciadas alianças com parceiros locais. Com a nova resina PCR, a Dow traz para o mercado um produto com qualidade de produção para ser incorporado em diferentes aplicações em embalagens, atendendo às metas de incorporação de conteúdo reciclado dos donos de marca (uma média de 25% até 2025, de acordo com a Fundação Ellen MacArthur).

Para suprir essa produção, a Dow desenvolveu um programa de reciclagem que garante uma fonte de resíduos plásticos consistentes e confiáveis. O piloto desse programa foi desenvolvido em São Paulo, em parceria com a Boomera e a Fundación Avina, e reuniu cinco cooperativas de catadores. Chamado de “Reciclagem que Transforma”, o projeto beneficiou mais de 200 catadores e cerca de 450 famílias, afirma a Dow. No comparativo com o mesmo período do ano de 2018, a ação ampliou a quantidade de resíduos enviados para a reciclagem em 37%, assim como a renda per capita dos catadores em 35%. Com metodologia escalável para implementar projetos semelhantes em outras cooperativas, a Dow tem dado andamento ao programa na América Latina, assim como apoio a outros projetos de reciclagem inclusiva com impacto social e econômico.

O contrato de Compra de Energia (PPA) da Dow com a Atlas Renewable Energy para o consumo de energia solar para a unidade de Aratu, na Bahia, é o projeto brasileiro da Dow classificado na categoria energia/energia limpa. Com duração inicial de 15 anos, o contrato representará um aumento de energia renovável consumida pela fábrica de Aratu, que, segundo a Dow, já utiliza 75% de sua demanda vinda de fontes renováveis (hidrelétrica, biomassa e gás natural). Esse contrato contribui para a meta global da Dow em atender 750 MW de sua demanda de energia por meio de fontes renováveis, até 2025, e a meta global de neutralidade em carbono até 2050.

Para isso, o novo parque de energia solar Jacarandá será construído em Juazeiro, na Bahia, e deverá ter capacidade instalada de 187 megawatts-pico (MWp). Além disso, o parque será equipado com mais de 450 mil módulos, com potência suficiente para atender a uma cidade de 750 mil habitantes. O empreendimento evitará a emissão de aproximadamente 35 mil toneladas de CO2 por ano, com base no GHG (Greenhouse Gases Protocol, metodologia desenvolvida pelo World Resources Institute), estando alinhado com o Inventário Global de Emissões da Dow. O contrato também proporcionará maior competitividade à fábrica da Dow em Aratu, reforçando o posicionamento da unidade fabril na produção de soluções para o negócio de Poliuretanos com matriz mais sustentável de energia renovável.

Além dos benefícios ambientais e de negócios, O PPA gerará empregos para moradores da região de Juazeiro, onde o parque solar será construído. Segundo a Dow, dos 1.200 trabalhadores estimados para essa iniciativa, 70% serão locais e espera-se que haja de três a quatro vezes mais mulheres contratadas do que normalmente ocorre em outros projetos solares do Brasil. O programa de contratação coordenado pela Atlas prevê que preenchimento de 50% dos cargos criados para mulheres sejam de mulheres negras e em diferentes cargos da construção civil, eletricidade e administração.

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UBE participa da Conferência Internacional de Embalagens Flexíveis Tappi/CETEA

21/04/2021

Em sua 11a edição, o evento reuniu a cadeia do setor de flexíveis para discutir tendências e tecnologias que impactarão no futuro das embalagens.

Com o tema ‘Mitos e verdades sobre a reciclagem do nylon’ – a UBE participou participação na 11a Conferência Internacional Virtual de Embalagens Flexíveis TAPPI/CETEA, que ocorreu entre 12 a 15 de abril. O evento foi organizado pelo CETEA (Centro de Tecnologia de Embalagem) em parceria com a Divisão de Extrusão e Embalagens Flexíveis (IFPED) da TAPPI.

A palestra da UBE foi conduzida por José Angel Prieto, da área de Pesquisa & Desenvolvimento da subsidiária da Espanha. Prieto abordou as tecnologias de reciclagem do nylon (poliamida) e buscou esclarecer, através de dados, as suposições existentes no mercado sobre sua viabilidade. “Muito se fala sobre a possibilidade de a poliamida encontrada nas embalagens flexíveis ser um contaminante na corrente de reciclagem de polietileno, mas a verdade é que não há dados que comprovem essas suposições”, pontua o especialista. Este foi justamente o desafio de Prieto na Conferência: mostrar que as embalagens com nylon são recicláveis.

Prieto apresentou um estudo feito pela UBE que, segundo a empresa, mostra a viabilidade da reciclagem de um filme multicamadas com diferentes porcentagens de nylon. “Começando pela trituração dos filmes, diluição, passando pela peletização e, por fim, a extrusão, ficou demonstrado que a poliamida não atrapalha o processo de reciclagem na corrente de polietileno”.

Outro aspecto que foi abordado no evento é a possibilidade de se produzir, com nylon, embalagens que usam menos material e com melhor desempenho. “Este tópico também está ligado à sustentabilidade, uma vez que embalagens mais finas têm um impacto positivo ao gerar um volume menor de embalagens após o descarte e podem ser recicladas após o uso”, afirma Prieto.

“Se o objetivo deste evento era divulgar os trabalhos de P&D e Inovação realizados pela indústria no Brasil e no exterior, além de proporcionar aperfeiçoamento profissional para os participantes, a apresentação da UBE teve um impacto bastante positivo ao mostrar que as embalagens contendo nylon (poliamida) são recicláveis conforme mostram os estudos”, finaliza Prieto.

Fundada na cidade de Ube, província de Yamaguchi, no Japão, em 1897, a UBE mantém 11 mil colaboradores em todo o mundo e um portfólio global de produtos que se divide em: químicos, cimento e materiais de construção, máquinas, meio ambiente e energia, e farmacêuticos. Ao todo são três plantas de nylon – Japão, Tailândia e Espanha – que abastecem o mercado global. Cada planta possui o seu próprio centro de Pesquisa & Desenvolvimento. No Brasil, a operação da UBE existe desde 2010 e as vendas de Plásticos de Engenharia representam cerca de 20% da produção de Castellón – Espanha. O escritório brasileiro atende a toda América Latina, com ênfase a Brasil, Argentina, Chile, Peru, Colômbia e Equador.

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