Posts Tagged ‘Reciclagem Química’

Braskem anuncia estudos na área de reciclagem química em conjunto com o EngePol/UFRJ, SENAI-Cetiqt e Cetrel

07/03/2019

Laboratório de Engenharia de Polimerização – Engepol/UFRJ

Ações visam a reutilização de plásticos pós-consumo na indústria

Buscando soluções que contribuam para a economia circular e o desenvolvimento sustentável, a Braskem anuncia parcerias para desenvolvimento de tecnologias na reciclagem química, focalizando-se em transformar os plásticos pós-consumo novamente em produtos químicos que podem ser utilizados em diversas cadeias de valor.

As parcerias visam o aprofundamento do estudo de tecnologias que possibilitem a transformação de plásticos com maior dificuldade de serem reciclados mecanicamente em novos produtos químicos. As pesquisas estão sendo realizadas com a parceria do EngePol (http://portal.peq.coppe.ufrj.br/)- Laboratório de Engenharia de Polímeros da COPPE/UFRJ (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro), Instituto SENAI de Inovação em Biossintéticos – SENAI CETIQT (https://www.senaicetiqt.com/inovacao/) e Cetrel (http://www.cetrel.com.br) – empresa de serviços ambientais que iniciou suas operações em 1978, juntamente com as indústrias do Polo Petroquímico de Camaçari.

“À medida que nos esforçamos para alcançar uma real economia circular, reconhecemos os desafios e limitações que as tecnologias tradicionais de reciclagem apresentam. A Braskem está comprometida em desenvolver, implementar e oferecer soluções sustentáveis. A reciclagem química e seu potencial para superar todos esses desafios e limitações nos permitirão alcançar este objetivo. Estamos acelerando esses esforços por meio de parcerias e colaborações com outras empresas que tenham o mesmo pensamento para que possamos alcançar estas metas o mais rápido possível”, explica Gus Hutras, responsável pela área de Tecnologia de Processos da Braskem.

Esta nova vertente tecnológica complementa as iniciativas a favor da Economia Circular que a Braskem acaba de assumir. Trata-se de um conceito de processo produtivo que contempla a redução, a reutilização, a recuperação e a reciclagem de materiais, formando um ciclo sustentável desde a produção até a reinserção em um novo processo produtivo.

“Os estudos na área de reciclagem química seguem os princípios de atuação da Braskem, que utiliza a inovação a serviço de soluções sustentáveis. Queremos a cada dia desenvolver negócios e iniciativas para a valorização de resíduos plásticos”, comenta Fabiana Quiroga, responsável pela área de Reciclagem. “O diferencial da reciclagem química é que, a partir dela, o resíduo plástico descartado será processado e transformado em uma matéria prima novamente, que dará origem a novos plásticos”, conclui.

Com o objetivo de agregar valor ao material feito a partir de resina reciclada, a Braskem mantém, desde 2015, a plataforma Wecycle, que combina a necessidade de descarte adequado com a demanda do mercado por matérias-primas sustentáveis. A ação busca desenvolver negócios e iniciativas para a valorização de resíduos plásticos por meio de parcerias, visando o desenvolvimento de produtos, soluções e processos que envolvam todos os elos da cadeia do plástico, assim como o fomento de negócios e iniciativas que envolvam a reciclagem.

A Braskem definiu uma série de iniciativas globais para impulsionar a Economia Circular na cadeia de produção de produtos transformados plásticos. Intitulado “Posicionamento da Braskem em Economia Circular”, o documento define iniciativas para o desenvolvimento de parcerias com os clientes na concepção de novos produtos para ampliar e facilitar a reciclagem e a reutilização de embalagens plásticas, especialmente as de uso único. Ele contempla ainda o avanço de investimentos em novas resinas de origem renováveis, como o Plástico Verde feito à base de cana-de-açúcar, e o apoio a novas tecnologias, modelos de negócios e sistemas de coleta, triagem, reciclagem e recuperação de materiais.

Fonte: Braskem

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SABIC e clientes lançam polímeros circulares oriundos de resíduo plástico misto durante evento em Davos

28/01/2019

Executivos da SABIC ao lado de representantes da Unilever, Vinventions, Walki Group e Plastics Energy Ltd. em Davos (Suíça)

A SABIC (www.sabic.com) anunciou em Davos (Suíça), no último dia 24, em conjunto com seus clientes Unilever (www.unilever.com), Vinventions (www.vinventions.com) e Walki Group (www.walki.com), o lançamento de polímeros circulares certificados a serem produzidos pela SABIC e usados ​​por seus clientes para desenvolver soluções de embalagem para uma variedade de produtos de consumo que serão introduzidos no mercado em 2019.

Os polímeros circulares certificados serão produzidos a partir de uma matéria-prima conhecida como Tacoil – um produto patenteado da empresa Plastic Energy Ltd (www.plasticenergy.com) sediada no Reino Unido – obtida da reciclagem de resíduos plásticos mistos de baixa qualidade destinados atualmente à incineração ou aterro. A SABIC processará esta matéria-prima em sua planta de produção em Geleen, na Holanda. Os polímeros circulares certificados finais serão então fornecidos a três clientes-chave para uso no desenvolvimento de embalagens pioneiras, seguras e de qualidade para consumidores dos mercados de alimentos, bebidas, produtos para cuidados pessoais e domésticos. Esse estágio de fundação do mercado é uma etapa importante de um projeto anunciado recentemente pela SABIC e pela Plastic Energy para construir as primeiras fábricas comerciais na Holanda para fabricar e processar a matéria-prima.

Como uma inovação disruptiva, a introdução dos polímeros circulares certificados em 2019 deverá criar uma nova cadeia de valor, onde a SABIC, juntamente com seu fornecedor da nova matéria prima e clientes-chave, trabalham lado a lado para retornar o resíduo de plástico misto ao seu polímero original, a fim de que possa ser usado novamente em aplicações de embalagem .

Como líderes de marcas globais ou líderes de mercado em suas respectivas áreas, a Unilever, Vinventions e Walki valorizam a sustentabilidade e seu papel na economia circular. Os clientes da SABIC cobrem um amplo espectro de necessidades dos consumidores das embalagens, desde as aplicações da Unilever para produtos alimentícios, pessoais e de cuidados domésticos até tampas sintéticas para vinhos da Vinagens e materiais de embalagem protetoras para produtos de consumo do Grupo Walki.

“A sustentabilidade e a reutilização fazem parte da missão da SABIC desde sua criação”, disse Yousef Al-Benyan, vice-presidente e CEO da SABIC. “Hoje, mais do que nunca, a sustentabilidade é um valor essencial que impulsiona nossa especialização científica e tecnológica. Juntamente com nossos clientes, estamos orgulhosos em lançar nossos polímeros circulares certificados, que é mais uma prova de nossa atuação no avanço da economia circular.”

Fonte: Assessoria de Imprensa – SABIC

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BASF pela primeira vez fabrica produtos com plásticos quimicamente reciclados

21/12/2018

A BASF está inovando na reciclagem de resíduos plásticos através do seu projeto ChemCycling. A reciclagem química é uma maneira inovadora de reutilizar os resíduos plásticos que não são atualmente reciclados, tais como plásticos misturados ou sujos. Dependendo da região, este tipo de resíduo é geralmente enviado para o aterro sanitário ou incinerado com recuperação energética. Mas a reciclagem química oferece outra alternativa. Usando processos termoquímicos, esses plásticos podem ser utilizados para produzir gás de síntese ou óleo de pirólise. As matérias-primas recicladas resultantes podem ser usadas como insumos na produção da BASF, substituindo parcialmente recursos fósseis.

A BASF afirma que fabricou pela primeira vez produtos baseados em resíduos plásticos quimicamente reciclados, sendo, portanto, uma pioneira global na indústria. “O uso responsável dos plásticos é essencial para resolver o problema mundial dos resíduos. Isto se aplica às empresas, assim como a instituições e aos consumidores. Com a reciclagem química, queremos fazer uma contribuição significativa na redução da quantidade de resíduos plásticos”, afirma Dr. Martin Brudermüller, presidente do Conselho Diretivo e CTO (Chief Technology Officer) da BASF SE. “Com o nosso projeto ChemCycling, estamos usando o resíduo plástico como matéria-prima. Desta forma, criamos valor para o meio ambiente, a sociedade e a economia. Nós juntamos forças com parceiros em toda a cadeia de valor para estabelecer um modelo operacional circular”, disse Brudermüller. A BASF está colaborando estreitamente com seus clientes e parceiros, que vão desde empresas de gestão de resíduos até fornecedores de tecnologia e fabricantes de embalagens, com o objetivo de estabelecer uma cadeia de valor circular.

De resíduos a embalagens de queijo e componentes de geladeira

BASF já está desenvolvendo produtos “piloto” que incluem embalagem de queijo muzzarela, componentes de geladeira e painéis de isolamento térmico com dez clientes de diversos setores. Os produtos ChemCycling fornecidos pela BASF possuem exatamente as mesmas propriedades dos produtos de origem fóssil e por isso atendem aos padrões de qualidade e de higiene necessários para embalagens de alimentos. Stefan Gräter (foto, à esquerda.), chefe do projeto ChemCycling da BASF, vê um grande potencial: “Esta nova forma de reciclagem oferece oportunidades para modelos de negócios inovadores para nós e para nossos clientes, que já valorizam produtos e embalagens feitos de materiais reciclados, mas que não podem ou não querem comprometer-se quando o assunto é qualidade”, afirma. Como próximo passo, a BASF planeja disponibilizar comercialmente os primeiros produtos do projeto ChemCycling.

Verbund da BASF oferece condições ideais para ChemCycling

No início da cadeia de produção, a BASF alimenta como matéria prima um óleo derivado de resíduos plásticos, obtido por meio de um processo de pirólise. A BASF obteve a matéria-prima para os produtos “piloto” do seu parceiro Recenso GmbH, da Alemanha. Como alternativa, o gás de síntese, obtido a partir de resíduos plásticos, também podem ser usado.

O primeiro lote deste óleo foi alimentado em outubro no steam cracker (coluna de craqueamento a vapor) da fábrica da BASF em Ludwigshafen (Alemanha). O steam cracker é o ponto de partida para a produção do complexo químico da Basf. Ele quebra ou “craqueia” essa matéria-prima sob temperaturas de aproximadamente 850 graus Celsius. Os principais produtos resultantes do processo são o eteno e o propeno. Estes produtos químicos básicos são usados no complexo de produção para fabricar vários produtos químicos. Fazendo um cálculo de balanço de massa, a parcela de matéria-prima reciclada pode ser alocada matematicamente ao produto final certificado. Cada cliente pode selecionar a porcentagem alocada de material reciclado.

Desafios tecnológicos e regulatórios

Tanto o mercado como a sociedade esperam que a indústria apresente soluções construtivas para lidar com o resíduo plástico. A reciclagem química é um complemento inovador a outros processos de reciclagem e gestão de resíduos. “Precisamos de uma ampla gama de opções de recuperação de resíduos plásticos, uma vez que nem todas as soluções são adequadas para certos tipos de resíduos ou possíveis para cada aplicação do produto. A primeira escolha deve ser sempre a solução com melhor desempenho em uma avaliação de ciclo de vida”, explica Andreas Kicherer (foto, à direita), especialista em sustentabilidade da BASF.

Entretanto, as condições tecnológicas e regulatórias devem ser atendidas antes que o projeto esteja pronto para o mercado. Por um lado, as tecnologias existentes para transformar resíduos plásticos em matérias-primas recicladas, tais como óleo de pirólise ou gás de síntese, devem ser desenvolvidas e adaptadas a fim de garantir uma alta qualidade de forma consistente. Além disso, as estruturas regulatórias regionais influenciarão substancialmente na extensão com que essa abordagem pode ser estabelecida em cada mercado. É essencial, por exemplo, que a reciclagem química e a abordagem de balanço de massa sejam reconhecidas como medidas que contribuam para o cumprimento de metas de reciclagem específicas para produtos e aplicações.

Manejo responsável dos resíduos plásticos é essencial

Os plásticos oferecem muitos benefícios em aplicações técnicas, na medicina e em aplicações cotidianas e  são frequentemente uma alternativa melhor do que outros materiais. O desafio está no manejo responsável do destino dos plásticos pós-consumo. Sistemas funcionais de gestão de resíduos e o comportamento responsável dos consumidores em relação aos plásticos são cruciais para solucionar problemas tais como a poluição causada pelo lixo plástico. Para este fim, a BASF está envolvida em vários projetos, a nível de associação e também internacionalmente. Por exemplo, a empresa é membro do World Plastics Council e participa de dois programas da Ellen MacArthur Foundation. Além disso, a BASF implementou a Operation Clean Sweep, uma iniciativa internacional da indústria de plásticos para evitar a perda de grânulos, flakes e pós de plásticos no meio ambiente. O novo projeto ChemCycling da BASF é outro marco no uso responsável de recursos.

Fonte: BASF

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LyondellBasell e Instituto de Tecnologia de Karlsruhe (Alemanha) assinam acordo para desenvolvimentos na área de reciclagem química de plásticos

28/08/2018

A LyondellBasell anunciou cooperação com o Instituto de Tecnologia de Karlsruhe (KIT), na Alemanha, para promover a reciclagem química de materiais plásticos e auxiliar os esforços globais em direção à economia circular e à necessidade de reciclagem de resíduos plásticos. O foco do empreendimento é desenvolver um novo catalisador e tecnologia de processo para decompor os resíduos plásticos pós-consumo (embalagens, por exemplo) em monômeros que permitam sua reutilização em processos de polimerização.

“No início deste ano, nós anunciamos uma participação de 50% em “Quality Circular Poymers (QCP)” para impulsionar o desenvolvimento de poliolefinas recicladas de alta qualidade a partir da reciclagem mecânica de fluxos de resíduos pós-consumo”, disse Bob Patel, diretor executivo da LyondellBasell. “Agora, esta nova cooperação será um passo importante em direção à reciclagem química e ampliará nossa contribuição para a economia circular.”

A reciclagem química é complementar à reciclagem mecânica e é capaz de lidar com resíduos plásticos em multicamadas e híbridos, que não podem ser facilmente recuperados por reciclagem mecânica. A reciclagem molecular está promovendo a reciclagem química através do aperfeiçoamento das atuais tecnologias de processo para produzir matérias-primas limpas para a produção de polímeros.

“Estamos complementando nossas principais competências em tecnologias de catalisadores e processos, em cooperação com o KIT, para criar um novo e completo processo de reciclagem molecular de resíduos plásticos”, disse Massimo Covezzi, vice-presidente sênior de Pesquisa e Desenvolvimento da LyondellBasell. “O objetivo é desenvolver um processo de despolimerização limpo e de alta eficiência, através de catalisadores inovadores, para transformar de volta os resíduos plásticos em seus blocos de construção químicos.

O KIT contribui com tecnologias inovadoras desenvolvidas para a conversão térmica de matérias-primas orgânicas complexas. “Com a introdução dos catalisadores avançados da LyondellBasell, nossos processos melhorarão em muito a eficiência de despolimerização dos resíduos de poliolefinas”, disse Hans Leibold, do Instituto de Química Técnica do KIT.

A LyondellBasell é uma das maiores empresas de plásticos, produtos químicos e refino do mundo. Possui 13.400 funcionários em todo o mundo e é o maior licenciador mundial de tecnologias de poliolefinas.

o KIT (Instituto de Tecnologia de Karlsruhe ) possui cerca de 9.300 funcionários que cooperam em uma ampla gama de disciplinas em ciências naturais, ciências da engenharia, economia e ciências humanas e sociais. O KIT prepara seus 25.500 estudantes oferecendo programas de estudo baseados em pesquisa.

Fonte: LyondellBasell

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