Posts Tagged ‘Reciclagem Química’

Eastman aborda lacuna de oferta e demanda em Conferência de Reciclagem de Plásticos

21/04/2020

A fornecedora de polímeros ​​discutiu a possível escassez de matéria-prima reciclada

A fornecedora global de plásticos especiais Eastman colocou em pauta a crescente demanda por materiais reciclados na Conferência e Feira de Reciclagem de Plásticos 2020, realizada em Nashville (EUA), de 17 a 19 de fevereiro. O 15º evento anual reuniu importantes vozes em sustentabilidade para discutir questões complexas enfrentadas pelo setor de reciclagem de plásticos. Holli Alexander (foto), gerente de Iniciativas Estratégicas de Sustentabilidade da Eastman, participou de uma mesa redonda, na sessão de encerramento, intitulada “Como lidar com a lacuna de oferta e demanda”.

“Na Eastman, fomos pioneiros em tecnologias de reciclagem que definirão a economia circular nos próximos anos”, diz Holli. “Nosso objetivo é trabalhar em toda a cadeia de valor para encontrar soluções viáveis ​​para escalar essas inovações. O fornecimento de matéria-prima reciclada apresenta tanto um desafio como uma oportunidade para nossos parceiros de canal e para todo o setor”.

A empresa anunciou duas grandes iniciativas de reciclagem no ano passado. A tecnologia de renovação do carbono (CRT) é um processo de reciclagem química que redireciona o lixo plástico misturado dos aterros sanitários e o converte em componentes moleculares simples, que são reintroduzidos na produção de uma variedade de produtos Eastman. A CRT agora está operando em escala. Na verdade, a Eastman fechou um acordo, em novembro de 2019, para fornecer matéria-prima proveniente da Circular Polymers, uma recuperadora de resíduos pós-consumo. A colaboração desviará milhões de quilos de carpetes descartados dos aterros em seu primeiro ano, de acordo com Mark Costa, presidente do conselho e CEO da Eastman.

A segunda inovação em reciclagem da companhia, a tecnologia de renovação do poliéster (PRT), anteriormente conhecida como reciclagem circular avançada, é um processo de reciclagem química especificamente para resíduos de poliéster, incluindo PET colorido e copoliésteres, que produz materiais do tipo virgem. A primeira fase da PRT usa a glicólise para desmontar os resíduos de PET em seus blocos de construção fundamentais, que são usados ​​para produzir novos poliésteres com altos níveis de conteúdo reciclado, alcançados por meio de alocação de massa balanceada, de maneira certificada. Uma fase posterior da PRT que utiliza metanol para quebrar uma grande variedade de resíduos de poliésteres estará totalmente operacional até 2022, afirma a empresa.

A empresa está alavancando essas inovadoras tecnologias de Reciclagem Circular Avançada para aplicações em embalagens de cosméticos, de alimentos, de bebidas e em sua linha de resinas para filmes retráteis, incluindo os copolímeros Eastman Embrace Encore e Eastman Embrace Float, aprovados pela APR. Com a CRT e a PRT, os plásticos difíceis de reciclar podem ser transformados um número ilimitado de vezes para criar produtos que podem reivindicar altos níveis de conteúdo reciclado certificado, criando um ciclo fechado.

Na Conferência de Reciclagem de Plásticos, Alexander esteve com outros especialistas em sustentabilidade identificando possíveis regras e estratégias baseadas no mercado que possam garantir o equilíbrio de oferta/demanda à medida que as marcas buscam avançar nos planos de aumentar o consumo de plásticos reciclados.

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Ineos Styrolution recebe Prêmio de Inovação da ICIS pela Reciclagem Química de Poliestireno

30/12/2019

Vencedor conjunto da categoria “Inovação com melhor benefício para o meio ambiente e a sustentabilidade”

A Ineos Styrolution, empresa atuante no setor de estirênicos, foi escolhida como vencedor do ICIS Innovation Awards na categoria “Inovação com melhor benefício para o meio ambiente e a sustentabilidade”.

O prêmio reconhece as ações da Ineos Styrolution para impulsionar a reciclagem química de poliestireno. A empresa está trabalhando com líderes tecnológicos globais em soluções de circuito fechado para poliestireno, polimerizando estireno a partir de poliestireno anteriormente despolimerizado. O desenvolvimento de soluções para uma economia circular de estirênicos está no topo da agenda da empresa e a reciclagem química de poliestireno é um dos principais projetos da Ineos Styrolution.

As soluções de reciclagem química fazem parte da recém-anunciada família de soluções ECO da Ineos Styrolution para a economia circular de estirênicos.

Norbert Niessner, Diretor Global de P&D / Propriedade Intelectual, comenta: “No início deste ano, estabelecemos uma prova de conceito com as primeiras bateladas de produção de poliestireno a partir de estireno despolimerizado anteriormente em escala laboratorial / piloto. Agora estamos trabalhando na comercialização da solução”. Ele acrescenta: “Desenvolvemos nosso processo com base em uma propriedade química exclusiva do poliestireno, a qual nos permite reverter o processo de polimerização. O poliestireno produzido a partir de resíduos despolimerizados tem propriedades idênticas às do material inicial. Em outras palavras: o processo não resulta em “downcycling” e o novo material atende até os requisitos de qualidade para contato com os alimentos. ”

Sven Riechers, vice-presidente de gerenciamento de negócios de Produtos Padrão (EMEA), observa: “Estamos empenhados em fazer da despolimerização do poliestireno a base de um modelo de negócios circular para estirênicos. Nós enxergamos os resíduos pós-consumo como um recurso valioso. Essa abordagem irá maximizar o potencial de resíduos pós-consumo como um recurso valioso e também contribuirá para um ambiente mais limpo. ”

Ele continua: “O poliestireno vem contribuindo para o bem-estar de nossa sociedade há muitas décadas. Contribui para reduzir o desperdício de alimentos, preservando os alimentos e prolongando a sua vida útil. Além disso, ajuda a economizar energia com soluções leves na indústria automotiva e com soluções de isolamento térmico na indústria da construção. Com a reciclagem química, podemos continuar a produzir poliestireno novo com os mesmos padrões de qualidade com os quais nossos clientes estão acostumados – sem impacto no meio ambiente. ”

O ICIS Innovation Award foi entregue em uma cerimônia especial em 13 de dezembro de 2019 no The Savoy Hotel, no centro de Londres.

A Ineos Styrolution é o principal fornecedor global de estirênicos, com foco em monômero de estireno, poliestireno, ABS Standard e especialidades estirênicas. A empresa fornece aplicações estirênicas para muitos produtos do cotidiano em uma ampla gama de indústrias, incluindo automotiva, eletrônica, doméstica, construção, saúde, brinquedos / esportes / lazer e embalagens. Em 2018, as vendas foram de 5,4 bilhões de euros. A Ineos Styrolution emprega aproximadamente 3.500 pessoas e opera 20 locais de produção em dez países.

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Ineos Styrolution avança e está mais perto de oferecer poliestireno quimicamente reciclado em escala comercial

18/11/2019

  • O Unternehmensgruppe Theo Müller desenvolve os primeiros copos de iogurte a partir de poliestireno quimicamente reciclado
  • Ineos Styrolution recebe prêmio do ICIS pela reciclagem química de poliestireno
  • Ineos Styrolution apresentou soluções de reciclagem química na Feira K em Düsseldorf

A Ineos Styrolution, empresa líder global em estirênicos, deu um passo mais próximo de ofertar poliestireno quimicamente reciclado em escala comercial.

No início deste ano, a Ineos Styrolution anunciou seu teste bem-sucedido na produção de poliestireno a partir de material reciclado. Seis meses depois, a empresa produziu seus primeiros pequenos lotes de poliestireno quimicamente reciclado em suas instalações em Antuérpia e forneceu chapas contendo 50% de Poliestireno de uso geral à Unternehmensgruppe Theo Müller, líder em produtos lácteos, que agora produziu copos de iogurte a partir deste material reciclado.

A Ineos Styrolution e o Unternehmensgruppe Theo Müller estão colaborando em um projeto conjunto para desenvolver uma solução circular para poliestireno baseada em reciclagem química². As duas empresas concordaram em relação a uma abordagem escalonada, com uma fase de escala de laboratório a ser iniciada neste ano, uma fase de escala piloto a começar em 2020 e uma fase em escala comercial em 2022.

O departamento de desenvolvimento de embalagens do Unternehmensgruppe Theo Müller gosta da similaridade em termos de qualidade e estética dos copos de iogurte feitos de poliestireno convencional e o poliestireno reciclado fornecido pela Ineos Styrolution.

Michiel Verswyvel, especialista global em P&D, comenta: “Estamos entusiasmados em observar que o material de poliestireno reciclado iguala a qualidade e as propriedades do nosso material feito com poliestireno convencional. Nosso próximo passo é aumentar o uso de estireno reciclado em nossos produtos para vários milhares de toneladas em 2021 ”.

Os desenvolvimentos da Ineos Styrolution na reciclagem química foram reconhecidos pela escolha da empresa como vencedora conjunta do Prêmio de Inovação ICIS (ICIS Innovation Awards) na categoria “Inovação com melhor benefício para o meio ambiente e a sustentabilidade”. A demonstração pela empresa de uma solução de circuito fechado pela polimerização de estireno a partir de poliestireno despolimerizado foi selecionada por mostrar um benefício diferenciado ao meio ambiente e à sustentabilidade da empresa e de seus clientes.

Rob Buntinx, Presidente da Styrolution para a Europa, Oriente Médio e Ásia (EMEA), resume: “Estamos muito satisfeitos por alcançar mais um marco em nosso caminho no desenvolvimento de soluções de circuito fechado para nossos produtos estirênicos para nossos clientes. Nossa colaboração bem-sucedida com o Unternehmensgruppe Theo Müller e o prêmio da ICIS mostram que estamos definitivamente no caminho certo. Continuaremos a trabalhar em estreita colaboração com nossos clientes e todos os parceiros da cadeia de valor para desenvolver produtos e soluções inovadoras que atendam às suas metas de sustentabilidade. ”

A Ineos Styrolution esteve presente na K 2019, a principal feira mundial de plásticos e borracha, realizada em Düsseldorf, Alemanha, de 16 a 23 de outubro. A exposição da Ineos Styrolution se concentrou em soluções inovadoras e sustentáveis ​​e apresenta vários produtos e soluções reciclados, incluindo copos de iogurte reciclado da Unternehmensgruppe Theo Müller.

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DSM irá introduzir grades alternativos de origem biológica ou reciclada para todo o seu portfólio de plásticos de engenharia

18/11/2019

A Royal DSM, multinacional do setor químico, de nutrição e produtos de saúde com sede na Holanda, anunciou durante a Feira K em Düsseldorf, em Outubro passado, que seu negócio de plásticos de engenharia oferecerá até 2030 uma gama completa de materiais de base biológica ou reciclada como alternativa para o seu portfólio de plásticos de engenharia atualmente existente. Dessa forma, a DSM Engineering Plastics está dando o próximo passo em sua jornada de sustentabilidade, alinhada com a sua estratégia orientada por desempenho e objetivos, viabilizando uma economia circular e baseada em biomateriais.

Para atender à crescente demanda legislativa e dos consumidores por práticas de vida sustentáveis e produtos mais circulares, os fabricantes estão cada vez mais integrando biomateriais e materiais reciclados em seus projetos. Ao oferecer um portfólio completo de alternativas que contêm pelo menos 25% em peso de conteúdo reciclado e / ou de base biológica no produto final até 2030, a DSM Engineering Plastics está permitindo que seus clientes atendam a essas demandas e façam escolhas mais sustentáveis.

Em particular, o portfólio de alternativas sustentáveis ​​alavancará uma caixa de ferramentas de diferentes tecnologias e abordagens, tais como fermentação, reciclagem mecânica e mensuração por balanço de massa * de matérias-primas de base biológica e / ou recicladas quimicamente.

Como uma etapa imediata, a DSM Engineering Plastics está lançando grades de base biológica de seu portfólio de produtos Arnitel® e Stanyl®, fabricados por meio de uma abordagem de balanço de massa de matéria-prima de base biológica. Os grades de base biológica Stanyl® já estão disponíveis com a certificação de sustentabilidade ISCC Plus, reconhecida mundialmente. Joost d´Hooghe (foto, à esquerda), vice-presidente de poliamidas da DSM Engineering Plastics, disse: “Nossas alternativas de base biológica Arnitel® e Stanyl® oferecerão o mesmo desempenho funcional do nosso portfólio convencional. Isso permitirá que nossos clientes mudem facilmente para uma solução mais sustentável sem precisar requalificar os materiais. ”

Shruti Singhal (foto, à direita), presidente da DSM Engineering Plastics acrescentou: “Temos um longo histórico de fornecer provas tangíveis de nosso compromisso com a sustentabilidade. Estou muito orgulhoso de que a DSM esteja liderando nossa indústria, ao dar o próximo passo ambicioso de introduzir mais e mais alternativas baseadas em origem biológica e reciclada em nosso portfólio existente. Juntamente com nossos clientes, fornecedores e parceiros, estamos prontos para impulsionar nosso setor, aproveitar as oportunidades sustentáveis ​​à frente e cumprir nosso objetivo de criar uma vida melhor para todos! ”

* A mensuração por balanço de massa é uma abordagem bem conhecida que foi projetada para rastrear o fluxo de materiais através de uma cadeia de valor complexa. A abordagem do balanço de massa fornece um conjunto de regras sobre como alocar o conteúdo de base biológica e / ou reciclado para diferentes produtos para permitir a reivindicação do conteúdo como ‘biobaseado’ ou ‘reciclado’. Fonte: Fundação Ellen MacArthur (White Paper de Balanço de Massa) https://www.ellenmacarthurfoundation.org/assets/downloads/Mass-Balance-White-Paper.pdf

A DSM e suas empresas associadas geram vendas líquidas anuais de cerca de € 10 bilhões, com aproximadamente 23.000 funcionários. A empresa foi fundada em 1902

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Eastman colabora com a NB Coatings para oferecer plástico automotivo sustentável

18/11/2019

A fornecedora global de materiais plásticos Eastman anunciou o estabelecimento de colaboração com a NB Coatings, líder em tintas para plásticos para fabricantes de equipamentos automotivos. A colaboração visa criar uma nova solução para superfícies interiores pintadas de classe A com o bioplástico de engenharia Trēva (polímero da familia dos CAPs – propionatos acetato de celulose). Segundo a Eastman, o material oferece uma opção viável para empresas interessadas em criar produtos sustentáveis ​​e econômicos.

A Eastman produz Trēva  com conteúdo misto de base biológica e reciclado. Quando pintada com sistemas de pintura NB Coatings, o material pode atender aos exigentes requisitos de superfície Classe A, conforme especificado pelos OEMs.

“O Trēva fornece uma alternativa sustentável de base biológica ao policarbonato, ao ABS e ao PC-ABS para aplicações em interiores automotivos, em uma posição de custo neutro”, disse Chris Scarazzo, líder do segmento de mercado automotivo da Eastman. “As inovações de material da Eastman correspondem ao que os OEMs precisam para desenvolver peças duradouras com materiais sustentáveis ​​e os ajuda a atingir suas metas de conteúdo sustentável e substituição de plástico à base de petróleo”.

Oriundo de florestas gerenciadas de maneira sustentável, o Trēva possui de 42 a 46% de conteúdo de base biológica certificado pelo programa BioPreferred® do USDA, afirma a Eastman.

Para continuar reduzindo o desperdício e maximizando recursos, o bioplástico também se beneficia da tecnologia de renovação do carbono da Eastman, processo de reciclagem proprietária da empresa, que recicla resíduos de plástico tipicamente enviados para aterros sanitários ou encontrados como lixo nos cursos de água. Segundo a Eastman, a sua tecnologia de reciclagem química aproveita os resíduos de plásticos que seriam enviados para aterros e os converte em componentes moleculares simples, que são reintroduzidos na produção de uma variedade de produtos Eastman, incluindo o Trēva, sem comprometer o desempenho.

A Eastman afirma que o Trēva à base de celulose apresenta alto desempenho e impacto ambiental reduzido em aplicações automotivas. De acordo com a empresa, o Trēva exibe propriedades óticas e de birrefringência, fornece alta transparência e resistência superior e é adequado para aplicações como lentes HMI (interface homem-máquina). A fabricante afirma que o material também suporta os desafios dos interiores automotivos, incluindo altas temperaturas, umidade, UV, arranhões/estragos e requisitos gerais de durabilidade, além de possuir baixas emissões de COV (VOC, em inglês), o que é crítico para peças internas. Sua facilidade de processamento e suas características fluxo permitem boa estabilidade dimensional e design com paredes finas para menor uso de material e menor peso, garante o fornecedor do material.

“Como fornecedora de revestimentos ambientalmente consciente, a NB Coatings está animada em anunciar essa novidade em pintura, em colaboração com a Eastman”, disse Jesse Fritcher, vice-presidente técnico da NB Coatings. “Nossos testes com o Trēva consideraram a adesão de nossas tecnologias de revestimento comparável, se não mais fácil, ao dos tipos tradicionais de PC-ABS atualmente em uso, o que fornece novas opções sustentáveis ​​para os engenheiros de design automotivo”.

A Eastman é uma empresa global de materiais avançados que produz uma ampla gama de produtos para atrativos mercados finais, tais como transporte, construção civil e produtos de consumo. A Eastman emprega, aproximadamente, 14.500 pessoas ao redor do mundo e atende clientes em mais de 100 países. A companhia alcançou, em 2018, aproximadamente, 10 bilhões de dólares em receitas e está sediada em Kingsport, Tennessee, EUA.

A NB Coatings, Inc. (NBCi), antiga Bee Chemical, foi fundada em 1945 e adquirida pela Nippon Paint (USA) Inc. em 2006 da Rohm & Haas. A NBCi é líder em revestimentos automotivos para plásticos na América do Norte. A Nippon Paint é o quarto maior fabricante de tintas e revestimentos do mundo, com receita global superior a US$ 8 bilhões.

Fonte: Eastman

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Durante Prévia da K 2019, clientes da BASF exibem protótipos fabricados com material plástico quimicamente reciclado

16/07/2019

  • Os parceiros da BASF no Projeto ChemCycling: Jaguar Land Rover, Storopack, Südpack e Schneider Electric.
  • Fase piloto promissora, mas continuam os desafios tecnológicos e econômicos, assim como a necessidade de avanços regulatórios.

Um número cada vez maior de empresas da indústria de plásticos está trabalhando para promover a reciclabilidade dos plásticos e, assim, ajudar, na criação de uma economia circular. Uma das maneiras pelas quais a BASF atua nessa área é através do projeto ChemCycling: no final de 2018, a empresa utilizou pela primeira vez volumes piloto de óleo de pirólise derivado de resíduos plásticos como matéria-prima em sua própria produção.

Na Prévia da Feira K 2019, uma conferência de imprensa que ocorreu no Centro de Conveções da Messe Düsseldorf entre 1 a 3 de Julho, quatro parceiros apresentaram os primeiros protótipos que foram criados durante a fase piloto do projeto.

A Jaguar Land Rover (JLR), fabricante líder na indústria automotiva, desenvolveu um protótipo do suporte do radiador feito de plástico, usando poliamida 6 reciclada com 30% de fibra de vidro (Ultramid B3WG6 Ccycled Black 00564) para o seu primeiro SUV elétrico: o I-Pace. “Como parte do nosso compromisso de acelerar a fabricação em circuito fechado (Closed-loop manufacturing) em todas as nossas operações, estamos sempre em busca de avanços tecnológicos que ajudem a reduzir o desperdício”, disse Craig Woodburn, gerente global de Compliance Ambiental da JLR. “A capacidade de converter resíduos plásticos de consumo em peças seguras e de qualidade usadas em produtos premium, por meio do processo ChemCycling, é um passo importante no avanço da nossa aspiração de alcançar um futuro com resíduo-zero”.

A Storopack, fornecedora global de embalagens de proteção e peças técnicas moldadas, usou EPS quimicamente reciclado (Styropor P Ccycled) para fabricar embalagens de isolamento térmico para produtos farmacêuticos sensíveis à temperatura, bem como caixas para transporte de peixe fresco e embalagens protetoras para dispositivos eletrônicos. “Ficamos particularmente impressionados com o fato de que o Styropor® P Ccycled pode ser usado em embalagens de alimentos. Já existem várias opções de reciclagem para o Styropor e o projeto ChemCycling ajuda a aumentar ainda mais a o percentual reciclável”, comentou Hermann Reichenecker (foto), presidente do Conselho de Administração da Storopack.

A Südpack, uma das principais produtoras de embalagens em filmes na Europa, fabricou um filme de poliamida e um filme de polietileno que foram convertidos em embalagens com vedação especial para uso com queijo muzzarela. Até o momento, considerava-se que as embalagens multicamadas eram recicláveis até um certo limite. “Embalagens em filme desempenham funções importantes tais como: a proteção do produto, higiene e tempo de vida de prateleira, ao mesmo tempo em que precisa utilizar uma quantidade mínima de plásticos. Esta é a razão pela qual as embalagens em filme são compostas por vários materiais e camadas com diversas propriedades e barreiras. Por meio de inovações como o ChemCycling, chegamos mais próximos de resolver os problemas associados à reciclagem de embalagens flexíveis”, disse Johannes Remmele, sócio-gerente da Südpack.

A Schneider Electric, líder na transformação digital de gestão de energia e automação, fabricou um disjuntor a partir de poliamida (Ultramid) quimicamente reciclada. “Nós ativamente avaliamos a capacidade de matérias-primas secundárias, tais como plásticos reciclados, de atender aos nossos exigentes padrões de qualidade, normas e regulamentações rigorosas da indústria. Nós confiamos na expertise da BASF para demonstrar os benefícios de sustentabilidade de ponta-a-ponta e ao mesmo tempo oferecer um custo atraente. Esperamos que esta experimentação com a BASF abra espaço para mais inovações circulares em Gerenciamento e Distribuição de Energia”, disse Xavier Houot, vice-presidente sênior de meio ambiente, segurança e real state da Schneider Electric Group.

“Os projetos piloto com clientes de várias indústrias mostram que os produtos fabricados com matérias-primas quimicamente recicladas oferecem a mesma alta qualidade e desempenho que os produtos fabricados com materiais primários. O projeto ChemCycling, que usa uma abordagem de balanço de massa para atribuir matematicamente uma parcela do material reciclado ao produto final, pode ajudar nossos clientes a atingir suas metas de sustentabilidade”, disse Jürgen Becky, vice-presidente sênior de Materiais de Performance. Os produtos certificados são indicados com a terminação “Ccycled” em seu nome. Os protótipos apresentados na Prévia da K 2019, em Düsseldorf, fazem parte da fase piloto em andamento do projeto ChemCycling.

Potencial para aumento do percentual de material reciclável

“Com o projeto ChemCycling, a BASF tem como objetivo processar o óleo de pirólise derivado de resíduos plásticos que atualmente não são recicláveis, tais como plásticos misturados ou contaminados. Se tivermos êxito em desenvolver o projeto até o ponto de disponibilidade no mercado, o ChemCycling será um complemento inovador aos processos existentes de reciclagem e recuperação, com o intuito de resolver o problema dos resíduos plásticos”, comentou Stefan Gräter, responsável pelo projeto ChemCycling na BASF.

O expressivo potencial da reciclagem química foi confirmado pela consultoria McKinsey em um estudo de dezembro de 2018: se os processos de reciclagem existentes forem combinados aos novos, como a reciclagem química, os especialistas acreditam que alcançaremos até 2030 uma taxa de 50% de reutilização e reciclagem de plásticos mundialmente (hoje, 16%). A parcela da reciclagem química poderia então subir do seu valor atual de 1% para aproximadamente 17%, o que equivale à reciclagem de cerca de 74 milhões de toneladas de resíduos plásticos.

Desafios tecnológicos, econômicos e regulatórios

Para passar da fase piloto à implantação no mercado, várias questões precisarão ser resolvidas. As tecnologias existentes para a transformação de resíduos plásticos em matérias-primas recicladas devem ser avançadas e adaptadas para o uso em escala industrial, a fim de garantir a alta qualidade do óleo de pirólise. A BASF está atualmente investigando várias opções para alimentar, a longo prazo, o seu complexo produtivo integrado com volumes comerciais de óleo de pirólise. Além das questões técnicas, os aspectos econômicos também desempenham um papel. Para a reciclagem química ter aceitação no mercado, os órgãos regulatórios também devem reconhecer oficialmente que o processo é uma modalidade de reciclagem. Dentro desse escopo, eles precisam definir como as abordagens de reciclagem química e balanço de massa podem ser incluídas no cálculo das taxas de reciclagem exigidas por lei.

Uso responsável de recursos

“Nosso projeto ChemCycling é um bom exemplo de como a BASF está trabalhando com nossos parceiros no desenvolvimento de soluções para os principais desafios do século 21”, disse Dr. Andreas Kicherer, especialista em sustentabilidade da BASF. Além do projeto ChemCycling, a BASF está envolvida em muitos outros projetos e iniciativas que fortalecem a ideia da economia circular e previnem o descarte dos plásticos no meio ambiente. Por exemplo, o portfólio de produtos da BASF inclui o ecovio®, um plástico compostável certificado, parcialmente fabricado com matérias-primas renováveis. A empresa é membro do World Plastics Council e participa de dois programas da Ellen MacArthur Foundation. Em todas as suas fábricas no mundo, a BASF implementa a “Operação Clean Sweep”, uma iniciativa internacional da indústria de plásticos destinada a evitar a perda de pellets de plástico no meio ambiente. Além disso, no início de 2019 a BASF uniu esforços com aproximadamente 30 outras empresas para fundar a Alliance to End Plastic Waste (AEPW). Nos próximos cinco anos, esta iniciativa pretende investir até $1,5 bilhão em vários projetos e parcerias, principalmente na Ásia e na África. Há quatro áreas-foco principais: desenvolvimento de infraestrutura para coleta de resíduos, promoção de métodos inovadores de reciclagem, educação e engajamento de vários grupos, além da limpeza de áreas com concentração de resíduos plásticos no meio ambiente.

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SABIC anuncia linha de compostos de PBT produzidos a partir de garrafas PET quimicamente recicladas

30/05/2019

A SABIC apresentou no último dia 16 de maio o seu portfólio LNP Elcrin iQ de compostos de tereftalato de polibutileno (PBT) derivados de tereftalato de polietileno reciclado (rPET). A empresa diz que a nova linha de produtos dá apoio à economia circular e ajuda a reduzir o desperdício de plástico. Ao reciclar quimicamente o PET descartado pelo consumidor (principalmente a partir de garrafas de água descartáveis) transformando-o em materiais como o PBT – que possui maior valor, propriedades melhores e adequação para aplicações mais duráveis -, a empresa diz estar incentivando o uso de resinas recicladas. Esses produtos também oferecem uma menor pegada ambiental “berço-portão” do que a resina de PBT virgem, conforme medido pela Demanda de Energia Cumulativa (CED) e pelo Potencial de Aquecimento Global (GWP), afirma a SABIC.

Vida mais longa que PET

Essa tecnologia, segundo a empresa, supera algumas das limitações da reciclagem mecânica ao usar processos químicos para despolimerizar garrafas PET e outros resíduos de PET, transformando-os em seus precursores químicos, purificando-os e depois usando-os para criar uma nova resina PBT. A SABIC diz que a tecnologia pode oferecer benefícios de desempenho e processamento, tais como uma boa resistência química, colorabilidade, alto fluxo para maior rendimento e retardamento de chama (FR).

Segundo a SABIC, a resina LNP Elcrin iQ é uma solução pronta para o uso de PBT virgem e outros materiais de PBT convencionais, tornando mais fácil para os fabricantes melhorar a sustentabilidade de seus produtos. Como resultado da substituição da matéria-prima virgem usada para fabricar o PBT, demonstrou-se – através da avaliação de ciclo de vida revisada por pares – que a resina LNP Elcrin iQ reduziu as pegadas de energia e carbono do material em até 61% e 49%, respectivamente, afirma a SABIC. Além disso, garante a empresa, cada quilograma de resina LNP Elcrin iQ usa até 67 garrafas PET pós-consumo (0,5 litro).

O portfólio Elcrin iQ oferece aos clientes múltiplas opções, incluindo grades reforçados com fibra de vidro e minerais, além de formulações resistentes à radiação UV e compostos não halogenados resistentes ao fogo, afirma a SABIC. Algumas dos grades do LNP Elcrin iQ têm até o potencial de atingir a conformidade com os regulamentos da Food & Drug Association (FDA) americana para para contato com alimentos, assegura a empresa.

As aplicações potenciais para esses novos polímeros incluem componentes internos duráveis e componentes estéticos ​para eletrônicos de consumo, conectores automotivos e invólucros para dispositivos médicos. Tais aplicações podem prolongar a vida útil da resina PET original de uso único, o que ajuda a manter o material fora do fluxo de resíduos por um período mais longo.

“As garrafas PET descartadas pelo consumidor perdem valor e propriedades de desempenho por meio da reciclagem mecânica convencional”, disse Joshua Chiaw, diretor de negócios globais de LNP, SABIC. “Esse processo de reciclagem limita os tipos de aplicações nas quais o rPET pode ser usado. Em contraste, o processo de reciclagem química da SABIC ajuda a melhorar o desempenho e a qualidade do produto final da resina. Como resultado, esses materiais de PBT são potencialmente mais desejáveis ​​para aplicações duráveis. No geral, os materiais LNP Elcrin iQ podem ajudar a reduzir a dependência da resina virgem e atender à demanda da indústria e dos consumidores por um maior uso de materiais mais sustentáveis. ”

“O desenvolvimento de materiais LNP Elcrin iQ é um passo importante para a SABIC e ilustra nosso compromisso com nossos clientes, com a indústria global de plásticos e com a AEPW (Aliança para o Fim dos Resíduos Plásticos), à qual nos juntamos como membros fundadores”, disse Frank Kuijpers, Gerente Geral de Sustentabilidade Corporativa da SABIC. “Nosso processo inovador de reciclagem química de materiais PET de uso único dá suporte direto ao objetivo da AEPW de desenvolver novas tecnologias que ajudem a minimizar o desperdício, facilitar a recuperação e a reciclagem de plásticos e criar valor a partir de todos os plásticos pós-uso.”

Fonte: SABIC

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Ineos Styrolution desenvolve processo para reciclagem química de Poliestireno

23/05/2019

  • Marco importante nos esforços da empresa para reduzir os resíduos de estireno após o consumo;
  • Produção de poliestireno virgem apenas a partir de materiais despolimerizados;
  • Projeto contribui para os esforços da Ineos Styrolution em eficiência de recursos, reciclagem e redução de danos ecológicos.

A Ineos Styrolution anunciou que completou o primeiro teste bem-sucedido na produção de poliestireno virgem a partir de materiais despolimerizados. Os experimentos, conduzidos na unidade da companhia em Antuérpia (Bélgica), podem ser considerados uma prova prática da reciclabilidade do poliestireno, afirma a empresa.

Segundo a Ineos Styrolution, a amostra de poliestireno multipropósito, 100% produzida a partir de monômeros de estireno reciclados, representa um divisor de águas na produção de poliestireno. O material é resultado de uma produção experimental de poliestireno a partir de matéria-prima de monômeros de estireno obtidos a partir da despolimerização de plástico estirênico. Os testes – feitos em cooperação com parceiros comerciais e universidades – resultaram na produção de material virgem com as mesmas propriedades do poliestireno produzido a partir de monômeros de estireno novos. garante a empresa.

“Estamos muitos animados por termos alcançado esse marco”, comentou Michiel Verswyvel, Especialista Global em P&D. “Devido à sua decomposição relativamente limpa em seus blocos de construção, o poliestireno é praticamente projetado para ser reciclado. Estamos trabalhando conjuntamente com nossa equipe global de projetos para tornar este processo estável em um nível comercial, aprendendo mais, por exemplo, sobre os requisitos de pureza da matéria-prima “, complementou.

“É ótimo ver especialistas de todo o mundo contribuírem com sua expertise para este projeto”, acrescenta Alexander Glück, Presidente da Ineos Styrolution para as Américas. “Esta colaboração global mostra o nosso forte compromisso com a reciclagem química e a sustentabilidade. “

Rob Buntinx, Presidente para Europa, Oriente Médio e Ásia, declarou: “Estou convencido de que alcançamos um marco significativo na comprovação de que o poliestireno é reciclável e contribui para a redução de resíduos de consumo. Estamos agora ansiosos para viabilizar o processo para um nível industrial e economizar recursos valiosos “.

O anúncio é parte dos esforços da Ineos Styrolution para a produção cíclica do estireno, com o objetivo de poupar recursos valiosos, reciclar os resíduos de estireno e reduzir os danos ao meio ambiente. As medidas da companhia incluem tanto projetos de pesquisa quanto a colaboração através da cadeia de valor e parcerias com os clientes.

A Ineos Styrolution é uma empresa líder global em fornecimento de estireno, com foco em monômero de estireno, poliestireno, ABS Standard e especialidades de estireno. A empresa fornece aplicações em estireno para muitos produtos do dia-a-dia em um vasto leque de indústrias, que incluem automotiva, eletrônica, linha branca, construção, médica, brinquedos/esportiva/de lazer e de embalagens. Em 2018, as vendas foram de 5,4 bilhões de euros. A Ineos Styrolution emprega aproximadamente 3.500 colaboradores e opera 20 plantas em dez países.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Ineos Styrolution

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Eastman apresenta inovações em embalagens sustentáveis ​​na Luxe Pack New York

14/05/2019

Fornecedora em plásticos destaca inovações em reciclagem e bioplástico de engenharia

A Eastman exibirá suas últimas novidades no Luxe Pack New York, de 15 a 16 de maio, no Javits Center. A empresa apresentará duas inovações que abordam o desafio mundial relacionados ao tema dos resíduos de plástico e também dois produtos – o bioplástico de engenharia Eastman Trēva ™ e o copoliéster Cristal EV600™.

Trēva é um plástico à base de celulose para embalagens opacas e coloridas (foto). Segundo a Eastman, ele pode servir como um substituto direto para o ABS e permite oportunidades de reduções de matéria-prima nessas aplicações, com melhor desempenho e menor impacto ambiental. Seu bio-conteúdo de mais de 40%, afirma a empresa, permite que as marcas progridam em direção aos compromissos de sustentabilidade, enquanto se afastam dos materiais listados na Proposição 65 (lei californiana que exige advertências sobre substâncias químicas potencialmente perigosas que podem causar doenças como defeitos congênitos ou outros danos reprodutivos).

“Trēva é um bioplástico de alto desempenho com uma história robusta de início de vida. Com nossas inovações de reciclagem recém-anunciadas, em especial a tecnologia de renovação do carbono, estamos adicionando uma opção de fim de vida sustentável para este material “, disse Kendra Harrold, diretora de Marketing para Embalagens.

O Cristal EV600 é um novo polímero de alto fluxo com o polimento e a sensação de vidro. Segundo a Eastman, ele proporciona uma transparência profunda e incolor com luminosidade superior. A empresa afirma que ele supera outros copoliésteres, obtendo melhor estética e tendo como resultado um efeito cintilante luxuoso para aplicações em paredes de espessura média a grossa.

A Eastman anunciou recentemente duas inovações em reciclagem: a reciclagem circular avançada e a tecnologia de renovação do carbono. Elas permitem a reciclagem de poliéster misto e resíduos plásticos mistos.

Usando a metanólise, a reciclagem circular avançada decompõe os produtos à base de poliéster em seus blocos de construção poliméricos. Estes podem, então, ser reintroduzidos na produção de polímeros à base de poliéster, fornecendo uma solução circular. A Eastman projeta que a operação estará funcionando em escala total de 24 a 36 meses.

Segundo a Eastman, a sua tecnologia de renovação do carbono converte resíduos plásticos misturados (incluindo plásticos difíceis de reciclar, como embalagens de cosméticos) de volta aos seus componentes moleculares. Estes são reintroduzidos na produção de uma variedade de materiais, como plásticos e produtos celulósicos. A produção comercial está planejada para 2019, usando os ativos existentes.

Kendra Harrold disse: “Essas inovações são apenas o começo. A Eastman está comprometida em trabalhar com nossos parceiros da cadeia de valor para criar soluções reais para uma verdadeira economia circular. “

A Eastman é uma empresa global de materiais atuando em mercados finais tais como transporte, construção civil e produtos de consumo. A empresa emprega, aproximadamente, 14.500 pessoas ao redor do mundo e atende clientes em mais de 100 países. A companhia alcançou, em 2018, aproximadamente, 10 bilhões de dólares em receitas e está sediada em Kingsport, Tennessee, EUA.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Eastman

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Braskem anuncia estudos na área de reciclagem química em conjunto com o EngePol/UFRJ, SENAI-Cetiqt e Cetrel

07/03/2019

Laboratório de Engenharia de Polimerização – Engepol/UFRJ

Ações visam a reutilização de plásticos pós-consumo na indústria

Buscando soluções que contribuam para a economia circular e o desenvolvimento sustentável, a Braskem anuncia parcerias para desenvolvimento de tecnologias na reciclagem química, focalizando-se em transformar os plásticos pós-consumo novamente em produtos químicos que podem ser utilizados em diversas cadeias de valor.

As parcerias visam o aprofundamento do estudo de tecnologias que possibilitem a transformação de plásticos com maior dificuldade de serem reciclados mecanicamente em novos produtos químicos. As pesquisas estão sendo realizadas com a parceria do EngePol (http://portal.peq.coppe.ufrj.br/)- Laboratório de Engenharia de Polímeros da COPPE/UFRJ (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro), Instituto SENAI de Inovação em Biossintéticos – SENAI CETIQT (https://www.senaicetiqt.com/inovacao/) e Cetrel (http://www.cetrel.com.br) – empresa de serviços ambientais que iniciou suas operações em 1978, juntamente com as indústrias do Polo Petroquímico de Camaçari.

“À medida que nos esforçamos para alcançar uma real economia circular, reconhecemos os desafios e limitações que as tecnologias tradicionais de reciclagem apresentam. A Braskem está comprometida em desenvolver, implementar e oferecer soluções sustentáveis. A reciclagem química e seu potencial para superar todos esses desafios e limitações nos permitirão alcançar este objetivo. Estamos acelerando esses esforços por meio de parcerias e colaborações com outras empresas que tenham o mesmo pensamento para que possamos alcançar estas metas o mais rápido possível”, explica Gus Hutras, responsável pela área de Tecnologia de Processos da Braskem.

Esta nova vertente tecnológica complementa as iniciativas a favor da Economia Circular que a Braskem acaba de assumir. Trata-se de um conceito de processo produtivo que contempla a redução, a reutilização, a recuperação e a reciclagem de materiais, formando um ciclo sustentável desde a produção até a reinserção em um novo processo produtivo.

“Os estudos na área de reciclagem química seguem os princípios de atuação da Braskem, que utiliza a inovação a serviço de soluções sustentáveis. Queremos a cada dia desenvolver negócios e iniciativas para a valorização de resíduos plásticos”, comenta Fabiana Quiroga, responsável pela área de Reciclagem. “O diferencial da reciclagem química é que, a partir dela, o resíduo plástico descartado será processado e transformado em uma matéria prima novamente, que dará origem a novos plásticos”, conclui.

Com o objetivo de agregar valor ao material feito a partir de resina reciclada, a Braskem mantém, desde 2015, a plataforma Wecycle, que combina a necessidade de descarte adequado com a demanda do mercado por matérias-primas sustentáveis. A ação busca desenvolver negócios e iniciativas para a valorização de resíduos plásticos por meio de parcerias, visando o desenvolvimento de produtos, soluções e processos que envolvam todos os elos da cadeia do plástico, assim como o fomento de negócios e iniciativas que envolvam a reciclagem.

A Braskem definiu uma série de iniciativas globais para impulsionar a Economia Circular na cadeia de produção de produtos transformados plásticos. Intitulado “Posicionamento da Braskem em Economia Circular”, o documento define iniciativas para o desenvolvimento de parcerias com os clientes na concepção de novos produtos para ampliar e facilitar a reciclagem e a reutilização de embalagens plásticas, especialmente as de uso único. Ele contempla ainda o avanço de investimentos em novas resinas de origem renováveis, como o Plástico Verde feito à base de cana-de-açúcar, e o apoio a novas tecnologias, modelos de negócios e sistemas de coleta, triagem, reciclagem e recuperação de materiais.

Fonte: Braskem

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SABIC e clientes lançam polímeros circulares oriundos de resíduo plástico misto durante evento em Davos

28/01/2019

Executivos da SABIC ao lado de representantes da Unilever, Vinventions, Walki Group e Plastics Energy Ltd. em Davos (Suíça)

A SABIC (www.sabic.com) anunciou em Davos (Suíça), no último dia 24, em conjunto com seus clientes Unilever (www.unilever.com), Vinventions (www.vinventions.com) e Walki Group (www.walki.com), o lançamento de polímeros circulares certificados a serem produzidos pela SABIC e usados ​​por seus clientes para desenvolver soluções de embalagem para uma variedade de produtos de consumo que serão introduzidos no mercado em 2019.

Os polímeros circulares certificados serão produzidos a partir de uma matéria-prima conhecida como Tacoil – um produto patenteado da empresa Plastic Energy Ltd (www.plasticenergy.com) sediada no Reino Unido – obtida da reciclagem de resíduos plásticos mistos de baixa qualidade destinados atualmente à incineração ou aterro. A SABIC processará esta matéria-prima em sua planta de produção em Geleen, na Holanda. Os polímeros circulares certificados finais serão então fornecidos a três clientes-chave para uso no desenvolvimento de embalagens pioneiras, seguras e de qualidade para consumidores dos mercados de alimentos, bebidas, produtos para cuidados pessoais e domésticos. Esse estágio de fundação do mercado é uma etapa importante de um projeto anunciado recentemente pela SABIC e pela Plastic Energy para construir as primeiras fábricas comerciais na Holanda para fabricar e processar a matéria-prima.

Como uma inovação disruptiva, a introdução dos polímeros circulares certificados em 2019 deverá criar uma nova cadeia de valor, onde a SABIC, juntamente com seu fornecedor da nova matéria prima e clientes-chave, trabalham lado a lado para retornar o resíduo de plástico misto ao seu polímero original, a fim de que possa ser usado novamente em aplicações de embalagem .

Como líderes de marcas globais ou líderes de mercado em suas respectivas áreas, a Unilever, Vinventions e Walki valorizam a sustentabilidade e seu papel na economia circular. Os clientes da SABIC cobrem um amplo espectro de necessidades dos consumidores das embalagens, desde as aplicações da Unilever para produtos alimentícios, pessoais e de cuidados domésticos até tampas sintéticas para vinhos da Vinagens e materiais de embalagem protetoras para produtos de consumo do Grupo Walki.

“A sustentabilidade e a reutilização fazem parte da missão da SABIC desde sua criação”, disse Yousef Al-Benyan, vice-presidente e CEO da SABIC. “Hoje, mais do que nunca, a sustentabilidade é um valor essencial que impulsiona nossa especialização científica e tecnológica. Juntamente com nossos clientes, estamos orgulhosos em lançar nossos polímeros circulares certificados, que é mais uma prova de nossa atuação no avanço da economia circular.”

Fonte: Assessoria de Imprensa – SABIC

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BASF pela primeira vez fabrica produtos com plásticos quimicamente reciclados

21/12/2018

A BASF está inovando na reciclagem de resíduos plásticos através do seu projeto ChemCycling. A reciclagem química é uma maneira inovadora de reutilizar os resíduos plásticos que não são atualmente reciclados, tais como plásticos misturados ou sujos. Dependendo da região, este tipo de resíduo é geralmente enviado para o aterro sanitário ou incinerado com recuperação energética. Mas a reciclagem química oferece outra alternativa. Usando processos termoquímicos, esses plásticos podem ser utilizados para produzir gás de síntese ou óleo de pirólise. As matérias-primas recicladas resultantes podem ser usadas como insumos na produção da BASF, substituindo parcialmente recursos fósseis.

A BASF afirma que fabricou pela primeira vez produtos baseados em resíduos plásticos quimicamente reciclados, sendo, portanto, uma pioneira global na indústria. “O uso responsável dos plásticos é essencial para resolver o problema mundial dos resíduos. Isto se aplica às empresas, assim como a instituições e aos consumidores. Com a reciclagem química, queremos fazer uma contribuição significativa na redução da quantidade de resíduos plásticos”, afirma Dr. Martin Brudermüller, presidente do Conselho Diretivo e CTO (Chief Technology Officer) da BASF SE. “Com o nosso projeto ChemCycling, estamos usando o resíduo plástico como matéria-prima. Desta forma, criamos valor para o meio ambiente, a sociedade e a economia. Nós juntamos forças com parceiros em toda a cadeia de valor para estabelecer um modelo operacional circular”, disse Brudermüller. A BASF está colaborando estreitamente com seus clientes e parceiros, que vão desde empresas de gestão de resíduos até fornecedores de tecnologia e fabricantes de embalagens, com o objetivo de estabelecer uma cadeia de valor circular.

De resíduos a embalagens de queijo e componentes de geladeira

BASF já está desenvolvendo produtos “piloto” que incluem embalagem de queijo muzzarela, componentes de geladeira e painéis de isolamento térmico com dez clientes de diversos setores. Os produtos ChemCycling fornecidos pela BASF possuem exatamente as mesmas propriedades dos produtos de origem fóssil e por isso atendem aos padrões de qualidade e de higiene necessários para embalagens de alimentos. Stefan Gräter (foto, à esquerda.), chefe do projeto ChemCycling da BASF, vê um grande potencial: “Esta nova forma de reciclagem oferece oportunidades para modelos de negócios inovadores para nós e para nossos clientes, que já valorizam produtos e embalagens feitos de materiais reciclados, mas que não podem ou não querem comprometer-se quando o assunto é qualidade”, afirma. Como próximo passo, a BASF planeja disponibilizar comercialmente os primeiros produtos do projeto ChemCycling.

Verbund da BASF oferece condições ideais para ChemCycling

No início da cadeia de produção, a BASF alimenta como matéria prima um óleo derivado de resíduos plásticos, obtido por meio de um processo de pirólise. A BASF obteve a matéria-prima para os produtos “piloto” do seu parceiro Recenso GmbH, da Alemanha. Como alternativa, o gás de síntese, obtido a partir de resíduos plásticos, também podem ser usado.

O primeiro lote deste óleo foi alimentado em outubro no steam cracker (coluna de craqueamento a vapor) da fábrica da BASF em Ludwigshafen (Alemanha). O steam cracker é o ponto de partida para a produção do complexo químico da Basf. Ele quebra ou “craqueia” essa matéria-prima sob temperaturas de aproximadamente 850 graus Celsius. Os principais produtos resultantes do processo são o eteno e o propeno. Estes produtos químicos básicos são usados no complexo de produção para fabricar vários produtos químicos. Fazendo um cálculo de balanço de massa, a parcela de matéria-prima reciclada pode ser alocada matematicamente ao produto final certificado. Cada cliente pode selecionar a porcentagem alocada de material reciclado.

Desafios tecnológicos e regulatórios

Tanto o mercado como a sociedade esperam que a indústria apresente soluções construtivas para lidar com o resíduo plástico. A reciclagem química é um complemento inovador a outros processos de reciclagem e gestão de resíduos. “Precisamos de uma ampla gama de opções de recuperação de resíduos plásticos, uma vez que nem todas as soluções são adequadas para certos tipos de resíduos ou possíveis para cada aplicação do produto. A primeira escolha deve ser sempre a solução com melhor desempenho em uma avaliação de ciclo de vida”, explica Andreas Kicherer (foto, à direita), especialista em sustentabilidade da BASF.

Entretanto, as condições tecnológicas e regulatórias devem ser atendidas antes que o projeto esteja pronto para o mercado. Por um lado, as tecnologias existentes para transformar resíduos plásticos em matérias-primas recicladas, tais como óleo de pirólise ou gás de síntese, devem ser desenvolvidas e adaptadas a fim de garantir uma alta qualidade de forma consistente. Além disso, as estruturas regulatórias regionais influenciarão substancialmente na extensão com que essa abordagem pode ser estabelecida em cada mercado. É essencial, por exemplo, que a reciclagem química e a abordagem de balanço de massa sejam reconhecidas como medidas que contribuam para o cumprimento de metas de reciclagem específicas para produtos e aplicações.

Manejo responsável dos resíduos plásticos é essencial

Os plásticos oferecem muitos benefícios em aplicações técnicas, na medicina e em aplicações cotidianas e  são frequentemente uma alternativa melhor do que outros materiais. O desafio está no manejo responsável do destino dos plásticos pós-consumo. Sistemas funcionais de gestão de resíduos e o comportamento responsável dos consumidores em relação aos plásticos são cruciais para solucionar problemas tais como a poluição causada pelo lixo plástico. Para este fim, a BASF está envolvida em vários projetos, a nível de associação e também internacionalmente. Por exemplo, a empresa é membro do World Plastics Council e participa de dois programas da Ellen MacArthur Foundation. Além disso, a BASF implementou a Operation Clean Sweep, uma iniciativa internacional da indústria de plásticos para evitar a perda de grânulos, flakes e pós de plásticos no meio ambiente. O novo projeto ChemCycling da BASF é outro marco no uso responsável de recursos.

Fonte: BASF

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LyondellBasell e Instituto de Tecnologia de Karlsruhe (Alemanha) assinam acordo para desenvolvimentos na área de reciclagem química de plásticos

28/08/2018

A LyondellBasell anunciou cooperação com o Instituto de Tecnologia de Karlsruhe (KIT), na Alemanha, para promover a reciclagem química de materiais plásticos e auxiliar os esforços globais em direção à economia circular e à necessidade de reciclagem de resíduos plásticos. O foco do empreendimento é desenvolver um novo catalisador e tecnologia de processo para decompor os resíduos plásticos pós-consumo (embalagens, por exemplo) em monômeros que permitam sua reutilização em processos de polimerização.

“No início deste ano, nós anunciamos uma participação de 50% em “Quality Circular Poymers (QCP)” para impulsionar o desenvolvimento de poliolefinas recicladas de alta qualidade a partir da reciclagem mecânica de fluxos de resíduos pós-consumo”, disse Bob Patel, diretor executivo da LyondellBasell. “Agora, esta nova cooperação será um passo importante em direção à reciclagem química e ampliará nossa contribuição para a economia circular.”

A reciclagem química é complementar à reciclagem mecânica e é capaz de lidar com resíduos plásticos em multicamadas e híbridos, que não podem ser facilmente recuperados por reciclagem mecânica. A reciclagem molecular está promovendo a reciclagem química através do aperfeiçoamento das atuais tecnologias de processo para produzir matérias-primas limpas para a produção de polímeros.

“Estamos complementando nossas principais competências em tecnologias de catalisadores e processos, em cooperação com o KIT, para criar um novo e completo processo de reciclagem molecular de resíduos plásticos”, disse Massimo Covezzi, vice-presidente sênior de Pesquisa e Desenvolvimento da LyondellBasell. “O objetivo é desenvolver um processo de despolimerização limpo e de alta eficiência, através de catalisadores inovadores, para transformar de volta os resíduos plásticos em seus blocos de construção químicos.

O KIT contribui com tecnologias inovadoras desenvolvidas para a conversão térmica de matérias-primas orgânicas complexas. “Com a introdução dos catalisadores avançados da LyondellBasell, nossos processos melhorarão em muito a eficiência de despolimerização dos resíduos de poliolefinas”, disse Hans Leibold, do Instituto de Química Técnica do KIT.

A LyondellBasell é uma das maiores empresas de plásticos, produtos químicos e refino do mundo. Possui 13.400 funcionários em todo o mundo e é o maior licenciador mundial de tecnologias de poliolefinas.

o KIT (Instituto de Tecnologia de Karlsruhe ) possui cerca de 9.300 funcionários que cooperam em uma ampla gama de disciplinas em ciências naturais, ciências da engenharia, economia e ciências humanas e sociais. O KIT prepara seus 25.500 estudantes oferecendo programas de estudo baseados em pesquisa.

Fonte: LyondellBasell

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