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Incêndio na planta de PTA da Alpek no México terá impacto na produção de resina PET nas Américas e Europa

19/07/2018

No último dia 15 de julho, um incêndio de grandes proporções atingiu uma das duas plantas de produção de PTA (ácido tereftálico), matéria prima para a produção de PET, no complexo de produção da Alpek, em Altamira, no México. Cada uma das plantas tem capacidade nominal de produção de 500 kt de PTA.

Embora a extensão dos danos causados à planta ainda não seja totalmente conhecida até o momento, vídeos e fotografias do local sugerem que houve um dano significativo nas instalações, que pode manter pelo menos uma das plantas em inatividade por um período de tempo expressivo.

Segundo Phil Marshall, diretor de PET da firma de consultoria Philips Wood Mackenzie, baseada em Houston (Texas), esta interrupção provavelmente impactará negativamente a produção de resina PET nas Américas, bem como na Europa.

Marshall disse: “As plantas de PTA da Alpek em Altamira fornecem PTA para a planta adjacente de resina PET da M&G México (agora operada pela Alpek/DAK Americas), para as unidades de produção de PET da sua empresa-irmã, DAK Americas, em Pearl River, Mississippi (EUA), assim como para exportações direcionadas a vários países da América do Sul e produtores europeus de poliéster na Espanha, Itália, Lituânia etc. “

“Este evento ocorre em um momento particularmente crítico para os mercados de resinas PET nas Américas e na Europa, já que ambas as regiões vêm experimentando restrições críticas no fornecimento de resina de PET, devido à indisponibilidade de plantas de resina PET e PTA. Embora o incêndio seja alarmante e vá causar impacto na produção de PTA, o impacto real pode não ser tão sério quanto se pensava inicialmente já que a Alpek opera também três fábricas de PTA no México e uma no Brasil”, complementa Marshall.

ATUALIZAÇÃO (19 de julho):

Segundo a ICIS, empresa que fornece informações sobre o mercado petroquímico, a Alpek estima que terá condições de partir novamente a sua planta de PTA no México em até 6 a 8 semanas, depois de um incêndio que atingiu a unidade em 15 de julho. Segundo o CEO da empresa, José Valdez, ambas as unidades de 500 kT/ano estão paradas. Os danos do incêndio foram limitados às tubulações, fiação, válvulas e bombas, acrescentou Valdez.

Fonte: Wood Mackenzie / ICIS

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Grupo mexicano Alpek em negociações para comprar participação em plantas de resina PET e PTA no Brasil

07/09/2016

alpekA participação atualmente é de propriedade da Petrobras. Com sede em Monterrey (México), a Alpek recebeu um prazo exclusivo de 60 dias, a partir de 28 de julho passado, para negociar a participação da Petrobras na Petroquímica Suape e Citepe (Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco), duas empresas que operam um complexo integrado em Ipojuca, Brasil.  O período de exclusividade é prorrogável por outros 30 dias.

O complexo tem capacidade de produção anual de 450 mil toneladas de PET e mais de 700 mil toneladas de PTA, assim como cerca de 90 mil toneladas de filamentos de poliéster texturizados.

Funcionários da Alpek disseram em um comunicado à imprensa divulgado em 28 de julho que se a empresa alcançar um acordo de venda com a Petrobras, o fechamento da transação vai exigir outras aprovações corporativas, assim como a anuência das autoridades governamentais competentes.

As participações da Alpek incluem a DAK Americas, a empresa baseada em Charlotte (Carolina do Norte, EUA), um dos maiores fabricantes de PET da América do Norte.

Fonte: Alpek

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Petroquímica Suape em fase de pré-operação

27/08/2010

A Petrobras antecipou para às 14h, nesta sexta-feira (27), em Pernambuco, a cerimônia de pré-operação da unidade de fios de poliéster da PetroquímicaSuape e a inauguração do Gasoduto Pilar-Ipojuca. A cerimônia contará com as presenças do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, de diretores e gerentes da Companhia e demais autoridades. Na ocasião, o presidente Lula também visitará as obras da Refinaria Abreu e Lima, em Ipojuca (PE).

Maior pólo integrado de poliéster da América Latina

A Companhia Petroquímica de Pernambuco (PetroquímicaSuape) iniciará a pré-operação da unidade de polímeros e fios de poliéster que produzirá 240 mil toneladas por ano de filamentos e polímeros têxteis. O primeiro processo a entrar em funcionamento será o de texturização, onde serão produzidos fios para malharias e tecelagens. Outras duas plantas industriais compõem o complexo petroquímico: uma para a produção de ácido tereftálico (PTA) e outra de resina PET.

A PetroquímicaSuape foi constituída para estruturar uma cadeia nacional de poliéster, capaz de estimular o desenvolvimento dos diversos segmentos que utilizam essa matéria-prima, como o de embalagens e, especialmente, o têxtil, que é o segundo maior gerador de empregos no País e o que mais emprega mulheres.

Para assegurar competitividade em padrões internacionais, a Companhia foi estruturada considerando-se três fatores importantes: tecnologia de vanguarda, capacidades de produção equivalentes às maiores empresas mundiais nesses segmentos e integração das unidades produtivas e atividades de apoio.

A planta de PTA, que é a principal matéria-prima do poliéster, tem capacidade para 700 mil toneladas/ano e a de resina PET produzirá 450 mil toneladas/ano. Do total de PTA produzido, 85% serão consumidos internamente nas unidades de fios de poliéster e resina PET e o excedente será destinado ao mercado interno.

Hoje, mais de 7 mil pessoas estão trabalhando no empreendimento e, no pico das obras, previsto para novembro, serão gerados mais de 8 mil empregos.

Construção de escola têxtil

Para promover a capacitação de pessoal para o setor têxtil, será construída a Escola Técnica Senai–Ipojuca – Centro de Formação Profissional Horacio Lugon, construída em parceria formada pela PetroquímicaSuape, município de Ipojuca e Senai/PE, que assinam, nesta sexta-feira (27/8), convênio para construção da instituição de ensino.

A escola têxtil será a primeira do País especializada na formação de pessoal para o segmento de fibras sintéticas, como o poliéster, e capacitará pessoal para todos os elos da cadeia têxtil: indústrias de fios, malharias, tecelagens, confecções e moda. A escola será localizada em uma área de 10 km², na interseção das Rodovias PE-060 e PE-042, em Ipojuca.

Na parceria, a PetroquímicaSuape repassará os recursos para a construção do imóvel e aquisição de equipamentos; o município de Ipojuca cederá o terreno, executará o projeto arquitetônico e participará de atividades administrativas e operacionais, junto com o Senai, que assumirá a operação e gestão pedagógica da escola, que estará em funcionamento no primeiro semestre de 2012. A escola é financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A iniciativa faz parte das práticas de responsabilidade social da PetroquímicaSuape, que elegeu a educação e a geração de trabalho e renda como principais eixos de suas ações, e atende a uma demanda do município, que está contribuindo para a viabilização do empreendimento industrial, por meio de parcerias e incentivos fiscais. Além disso, a escola conta com a experiência de ensino do Senai/PE, referência na área de educação profissional.

Fonte: Agência Petrobrás de Notícias

Garrafa de PET “verde” da Coca-Cola amplia presença no mercado do Sul.

18/08/2010

• A PlantBottle é a primeira garrafa PET feita parcialmente de material de origem vegetal
• Etanol da cana-de-açúcar substitui parte do petróleo como insumo na nova embalagem
• PlantBottle reduz em até 25% as emissões de CO² e impulsiona o setor sucroenergético do Brasil

A distribuição da garrafa PET ecológica “PlantBottle”  atingiu 100% do Estado do Rio Grande do Sul, com volume total de
2,8 milhões de unidades. Em Santa Catarina, a distribuição também está se expandindo e deverá atingir aos 100 % até o final de 2010. Nesses estados, a distribuição da Coca-Cola é feita pela Vonpar.

A garrafa “PlantBottle” é uma tecnologia da Coca Cola e o lançamento desta embalagem no Brasil ocorreu em março de 2010,  sendo pioneira na América Latina. Trata-se de uma embalagem feita de PET no qual o etanol da cana-de-açúcar substitui parte do petróleo utilizado como insumo. Por ter origem parcialmente vegetal – 30% à base da cana-de-acúcar-, a novidade reduzirá a dependência da empresa em relação aos recursos não-renováveis, além de diminuir em até 25% as emissões de CO².

Sem mudança de propriedades químicas, cor, peso ou aparência em relação ao PET convencional, a PlantBottle é 100% reciclável e já entra na cadeia de reaproveitamento de materiais consolidada no País desde sua chegada ao mercado. A nova garrafa começou a ser comercializada em abril, inicialmente nas embalagens de Coca-Cola de 500ml e 600 ml, no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Recife e Porto Alegre.

“Houve uma grande mobilização e investimentos para chegarmos à fórmula da PlantBottle. Com seu lançamento, confirmamos novamente nossa posição de vanguarda na inovação de embalagens. Ao substituir parte do petróleo usado na fabricação do PET por etanol de cana-de-açúcar, um recurso absolutamente renovável e abundante no País, a Coca-Cola Brasil inaugura uma nova era para as embalagens plásticas”, afirma Xiemar Zarazúa, presidente da Coca-Cola Brasil.

Além dos benefícios ambientais – a expectativa é que, em 2010, a produção inicial das garrafas PlantBottle resulte na redução de uso de mais de cinco mil barris de petróleo -, o uso da nova garrafa também traz vantagens à economia do Brasil.

Segundo Rino Abbondi, vice-presidente de Técnica e Logística da empresa, “a cana-de-açúcar é a fonte mais eficiente para a fabricação de etanol. Com este quadro, o Brasil coloca-se como futuro exportador de bio-MEG (componente feito com cana de açúcar, usado na PlantBottle), fomentando assim a geração de empregos e alavancando o setor sucroenergético do País. O Brasil é um dos primeiros mercados a adotar a PlantBottle e acreditamos que, com isso, a Coca-Cola Brasil e seus fabricantes incentivam as demais indústrias a tomar medidas semelhantes. Vale destacar que 100% das embalagens de PlantBottle de todo o mundo usará etanol brasileiro”.

“Essa é mais uma importante iniciativa de sustentabilidade que a Coca-Cola Brasil abraça. O índice de uso de água é dos melhores do mundo na indústria de bebidas e reduzimos em até 26% o peso de nossas embalagens nos últimos anos. Na área da reciclagem, temos o programa ‘Reciclou, Ganhou’ desde 1996 e, com ele, colaboramos para que o Brasil seja um dos maiores recicladores de embalagens do mundo. Hoje, apoiamos mais de 130 cooperativas de catadores, que geram renda e resgatam a dignidade de milhares de pessoas”, completou Marco Simões, vice-presidente de Comunicação e Sustentabilidade da Coca-Cola Brasil.

Cadeia de suprimentos e sustentabilidade

A cana-de-açúcar utilizada para produzir as garrafas PlantBottle provém de fornecedores auditados, que utilizam essencialmente a irrigação natural (chuva) e a colheita mecânica. No Brasil, 99,7% dos campos de cana-de-açúcar estão a pelo menos 2.000 km da Amazônia.

A Coca-Cola Global, assim como a Unica, trabalha com o WWF no programa Better Sugar Initiative, que busca reduzir impactos ambientais e sociais da produção de cana e seu processamento primário. A empresa também aderiu à Sustainable Agriculture Initiative, criada pela indústria alimentar para compartilhar conhecimentos e apoiar o desenvolvimento e implementação de normas internacionais, que envolvam a cadeia de suprimentos agrícolas em direção a uma agricultura sustentável.

Embalagens sustentáveis

Com o desenvolvimento da tecnologia liderado pela The Coca-Cola Company, a PlantBottle é fabricada por um processo inovador de transformação da cana-de-açúcar em um insumo do processo de fabricação do polímero PET. Seu plástico é produzido a partir da reação química de dois componentes: MEG (monoetileno glicol), responsável por 30% de seu peso; e PTA (ácido politereftálico), responsável pelos 70% restantes.

Seguindo uma política mundial da empresa baseada em três “Rs” – Reciclar, Reduzir e Reutilizar -, delineada na plataforma de sutentabilidade Viva Positivamente, o lançamento da garrafa também é alinhado com a campanha “Consumo Consciente de Embalagens”, no Ministério do Meio Ambiente. A campanha oficial tem cunho educacional e sugere atitudes e boas práticas para consumidores e empresas no sentido do uso cada vez mais racional, consciente e responsável das embalagens.

Nos últimos anos, as embalagens de PET reduziram seu peso entre 8% e 26%, dependendo do tamanho. As embalagens de vidro e de alumínio também tiveram seus pesos consideravelmente reduzidos. Outro exemplo é a Minitampa, para garrafas PET, com alturas da tampa e do bocal menores que a do padrão tradicional, diminuindo o consumo da resina derivada de petróleo.

Ainda na área de embalagens, mais um importante passo da Coca-Cola Brasil foi a liderança do processo de aprovação do sistema bottle-to-bottle no Mercosul, que promete revolucionar o mercado brasileiro de reciclagem, uma vez que a resina PET de garrafas pós-consumo será utilizada para a produção de novas embalagens. O sistema bottle-to-bottle está em fase de testes no Brasil, já tendo sido aprovado pela Anvisa.

Sistema Coca-Cola Brasil

A Coca-Cola Brasil atua em sete segmentos do setor de bebidas não-alcoólicas – águas, chás, refrigerantes, sucos, energéticos, hidrotônicos e lácteos, com uma linha de mais de 150 produtos, entre sabores regulares e versões de baixa caloria. O Sistema Coca-Cola Brasil, formado pela Coca-Cola Brasil e 16 grupos fabricantes brasileiros, além da Leão Junior e Del Valle, emprega diretamente mais de 44 mil funcionários, gerando indiretamente cerca de 400 mil empregos.

Fonte: Coca-Cola Brasil / SIRESP