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Organização “The Ocean Cleanup” lança ao mar sistema para remoção da poluição de plásticos no Oceano Pacífico

14/09/2018

A “The Ocean Cleanup”, organização holandesa sem fins lucrativos que desenvolve tecnologias para limpar a poluição de plásticos nos oceanos, lançou no dia 8 de setembro um sistema de limpeza oceânica a partir da baía de São Francisco (EUA). O sistema de limpeza (“System 001”) está se dirigindo para um local a 440 quilômetros da costa para um teste de duas semanas de duração, antes de continuar sua jornada em direção ao Grande Bolsão de Poluição do Pacífico (Great Pacific Garbage Patch), a 2.200 quilômetros da costa, para iniciar a limpeza. O System 001 está sendo rebocado da Baía de São Francisco pelo navio Maersk Launcher, que foi disponibilizado para o projeto pela A.P. Moller-Maersk e DeepGreen.

Centenas de testes em escala de modelo, uma série de protótipos, expedições de pesquisa e várias interações levaram a “The Ocean Cleanup” a ter confiança suficiente em sua tecnologia para lançar seu primeiro sistema de limpeza em larga escala. O System 001 consiste de uma barreira flutuante em forma de “U”, possuindo 600 metros de comprimento e uma saia de três metros fixada abaixo dele. O sistema é projetado para ser impulsionado pelo vento e pelas ondas, permitindo que ele capture e concentre passivamente os detritos de plástico à sua frente. Devido ao seu formato, os detritos serão direcionados para o centro do sistema. Movendo-se ligeiramente mais rápido que o plástico, o sistema agirá como um Pac-Man gigante, roçando a superfície do oceano.

O sistema será implantado no Grande Bolsão de Poluição do Pacífico, a maior zona de acumulação de plásticos oceânicos do mundo. Situado no meio do caminho entre o Havaí e a Califórnia, o Bolsão contém 1,8 trilhão de peças de plástico e cobre uma área duas vezes maior que o Texas.

A “The Ocean Cleanup” antecipa que os primeiros resíduos de plásticos serão coletados e retornados ao continente dentro de 6 meses após a implantação. Isto marcará a primeira vez em que o plástico flutuante terá sido coletado com sucesso no mar. Depois de devolver o plástico ao continente, a “The Ocean Cleanup” planeja reciclar o material e transformá-lo em produtos, usando os recursos gerados para ajudar a financiar as operações de limpeza.

Embora o objetivo principal do System 001 seja realizar uma prova da tecnologia e iniciar a limpeza, uma meta secundária é coletar dados de desempenho para melhorar o design para futuras instalações do sistema. Para isso, o sistema é equipado com sensores, câmeras e luzes de navegação alimentadas por energia solar e conectadas a satélites, a fim de comunicar a posição do System 001 ao tráfego marítimo nas vizinhanças e permitir um monitoramento abrangente do sistema e do ambiente. Após a implantação do sistema no Grande Bolsão de Poluição do Pacífico, o Maersk Launcher permanecerá ativo como uma plataforma de observação por várias semanas.

“A Maersk contribui para a proteção do meio ambiente oceânico por meio de nossas atividades sustentáveis ​​tanto em atividades oceânicas quanto terrestres. Como um operador marítimo responsável, estamos comprometidos em garantir que os oceanos continuem a ser um ambiente saudável para as próximas gerações. Estamos, portanto, muito satisfeitos em contribuir com serviços e equipamentos para a “The Ocean Cleanup”. ”Diz Claus V. Hemmingsen, vice-presidente da A.P. Moller-Maersk e CEO da divisão Energy.

Boyan Slat, fundador e CEO da “The Ocean Cleanup”, declarou: “Estou incrivelmente grato pela enorme quantidade de apoio que temos recebido ao longo dos últimos anos de pessoas em todo o mundo, o que nos permitiu desenvolver, testar e lançar um sistema com potencial para começar a mitigar esse desastre ecológico. Isso me deixa confiante de que, se conseguirmos fazer a tecnologia funcionar, a limpeza acontecerá ”.

Boyan Slat acrescentou: “O lançamento de hoje é um marco importante, mas a celebração real virá assim que o primeiro plástico retornar ao continente. Por 60 anos, a humanidade tem colocado plástico nos oceanos; a partir daquele dia, vamos retirá-lo novamente. ”

Uma vez bem sucedido, e se o financiamento estiver disponível, a “The Ocean Cleanup” pretende expandir o alcance da operação e implantar uma frota de aproximadamente 60 sistemas no Grande Bolsão de Poluição do Pacífico nos próximos dois anos. A “The Ocean Cleanup” projeta que a frota completa pode remover metade do plástico do Grande Bolsão de Poluição do Pacífico dentro de cinco anos. Isso está de acordo com o objetivo final da “The Ocean Cleanup”: reduzir a quantidade de plástico nos oceanos do mundo em pelo menos 90% até 2040.

Fonte: The Ocean Cleanup

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Plástico do Bem

29/07/2018

Artigo de Albano Schmidt
Presidente do Simpesc – Sindicato da Indústria de Material Plástico de Santa Catarina

Recentemente a ONU, Organização das Nações Unidas, protagonizou a campanha “#Acabe Com a Poluição Plástica”, onde o plástico aparece como um dos principais causadores de danos ao meio ambiente. Ao destacar apenas pontos negativos, a ação reforça a ideia de que este produto é sinônimo de poluição e leva os extremistas a enaltecerem o discurso de acabar com o seu uso.

Sou absolutamente contra o mote dessa campanha, que decidiu – de maneira irresponsável – que o plástico é um monstro poluidor. Tudo o que está em nossa volta contém, é transportado ou acondicionado por um material plástico. Nos hospitais, ele está nos medicamentos, vacinas, materiais cirúrgicos e implantes. Os alimentos e a água são transportados e acondicionados por ele.

Outro exemplo emblemático é a sacola plástica distribuída nos supermercados. Querem eliminá-la e usar a retornável, de tecido. Ok, mas depois de usadas, as sacolas retornáveis precisam ser higienizadas. Usaremos água e detergente? E quem vai tratar essa água? E a natureza? Esse não era o grande apelo para eliminarmos o plástico? Não precisa lavar a sacola retornável? Depois de alguns usos, essa sacola estará conduzindo, transmitindo e será vetor de multiplicação de bactérias, microrganismos e fungos, estará contaminada e será um perigo para a sociedade. Enfrentaríamos seríssimos problemas de saúde pública.

Desafio alguém a conseguir viver sem o plástico, um único dia! Plástico é um produto do bem, é útil e importante. O grande vilão é a sociedade, que não dá o destino adequado. Temos que utilizar menos, reutilizar e encaminhar para o descarte adequado. Jogá-lo na natureza é uma irresponsabilidade. Até hoje nunca vi uma sacolinha com perninha indo tomar banho de rio. A ONU deveria aproveitar seu prestígio para transformar as pessoas, conscientizando-as a dar o destino adequado ao lixo.

Para que a gente construa um futuro humano e digno – para nós mesmos, mas principalmente para nossos filhos e netos – a separação e destinação do lixo para reciclagem precisa fazer parte da nossa rotina. Dar o destino correto ao lixo é um assunto sério e muito urgente, é uma mudança de atitude para a vida, em favor da vida, e deve acontecer agora.

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