Posts Tagged ‘Poliestireno’

EPS é utilizado na duplicação da rodovia BR101

03/01/2011

Blocos de EPS (conhecido como Isopor®) estão sendo utilizados de maneira pioneira em obras viárias no Brasil em substituição ao solo compactado na duplicação da Rodovia BR 101 nas regiões Sul e Nordeste. São mais de 30 mil metros cúbicos  (o equivalente a mais de 650 toneladas de material) aplicados com o conceito de aterro ultraleve, o que possibilitou a entrega das obras em tempo recorde. Estima-se que a economia de custos com uso do EPS pode chegar a 40%. As obras fazem parte do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e estão sob
responsabilidade do DNIT.

Largamente adotada nos Estados Unidos e na Europa, a aplicação do EPS em estradas ainda é pouco conhecida no Brasil e é indicada na estabilização de encostas e em aterros em solos moles. O baixo peso do produto permite a execução fácil e rápida, com redução considerável de tempo e de custo.

Em Tubarão, Santa Catarina, os blocos de EPS estão sendo utilizados na obra do aterro da cabeceira do viaduto principal de acesso à cidade. É o maior projeto de EPS (poliestireno expansível) na América do Sul com um volume aproximado de 13 mil metros cúbicos de blocos fornecidos pela Tecnocell e produzidos com EPS da BASF (Styropor®).

Na região Nordeste, o EPS também está sendo usado na duplicação da BR 101, nos Estados da Paraíba e de Pernambuco. São mais de 20 mil metros cúbicos de EPS em blocos com dimensões de 4 metros de comprimento, por 1,25 m de largura e 1 m de altura, fornecidos pela Knauf-Isopor e pela Termotécnica.

O bloco de EPS foi escolhido por ser resistente à compressão, proporcionando redução na pressão exercida em cima desses solos, e pelo baixo custo que a solução apresentou em comparação com outras tecnologias. Outra qualidade do EPS é ser totalmente inerte, não apresentar qualquer risco de contaminação e a sua decomposição leva cerca de 400 anos, o que garante a segurança e a estabilidade ao terreno onde está sendo aplicado.

Com 59,4 quilômetros de extensão, a duplicação da BR-101, no chamado “Corredor Nordeste”, começa na entrada do município de Lucena, na Paraíba, e se estende até a divisa com o Estado de Pernambuco. As obras do Nordeste estão sendo executadas pelo 1º Batalhão de Engenharia de Construção do Exército.

Fonte:  Boletim Leia (Siresp)

BASF cria nova empresa para o negócio de estirênicos

11/10/2010
    • Atividades de estirênicos existentes na BASF serão transferidas para empresas independentes
    • Foco da STYROLUTION será nos clientes do negócio de estirênicos

      A BASF continuará promovendo o desenvolvimento estratégico do seu negócio de estirênicos. A empresa STYROLUTION foi criada para tornar o negócio mais competitivo para o futuro. A BASF planeja separar seus negócios de monômeros estireno (SM), acrilonitrila-butadieno-estireno (ABS), copolímeros de estireno-butadieno (SBC) e outros copolímeros baseados em estireno e estabelecê-los em empresas separadas. A BASF vai manter seus negócios em espumas de poliestireno, bem como as capacidades de monômero e poliestireno necessárias para produzir a espuma.

      A separação dos negócios nas empresas independentes deve ser concluída até 1º de janeiro de 2011. A STYROLUTION irá desempenhar o papel de liderança na indústria de estirênicos.

      “O estabelecimento da STYROLUTION é mais um passo na implementação da estratégia da BASF para o seu negócio de estirênicos”, afirma Dr. Martin Brudermüller, membro da Junta Diretiva da BASF SE e responsável pelos negócios de plásticos da empresa. “Com essa ação, nós seremos capazes de sustentar e melhorar o nosso negócio global em um ambiente caracterizado por demanda volátil, alta pressão sobre as margens de lucro e forte concorrência. Assim, a STYROLUTION vai se tornar o fornecedor global mais indicado graças à sua tecnologia de ponta, excelente portifólio de produtos e foco claro. Ao mesmo tempo, continuamos abertos a outras opções estratégicas”.

      A BASF vai transferir as produções locais do seu negócio de estirênicos na Alemanha (Ludwigshafen e Schwarzheide), Bélgica (Antwerp), Coréia (Ulsan), Índia (Dahej) e México (Altamira) para a STYROLUTION. As companhias independentes também serão estabelecidas em outros países, por exemplo, nos Estados Unidos, Itália, Brasil ou China, onde a BASF tem outras atividades nesta área, como marketing e vendas. A BASF emprega cerca de 1.460 pessoas no negócio de estirênicos em nível mundial e as vendas foram de cerca de €2,5 bilhões em 2009.

      Durante a separação e transferência dos negócios, a BASF está empenhada em assegurar que os clientes recebam os mesmos padrões de alta qualidade nos produtos e serviços.

      Roberto Gualdoni, responsável mundial pela Divisão de Estirênicos da BASF declara: “Ao concentrarmos em estirênicos, estamos criando a flexibilidade para nos ajustarmos ainda melhor para os desafios no setor, focando ainda mais nas necessidades dos clientes. Eles vão lucrar com mais eficiência, serviços personalizados, suporte técnico mais rápido, mais competitividade e velocidade”.

      Aplicação dos produtos
      Os estirênicos são destinados principalmente para o uso na linha branca, eletroeletrônicos, indústria automotiva, e aplicações nos mais variados tipos de embalagem.

      Fonte: BASF

      Sasil apresenta copoliéster Tritan® para aplicação em produtos de transparência superior

      29/07/2010

      A distribuidora nacional de resinas termoplásticas Sasil, mostra na Interplast 2010 os diferenciais do copoliéster Tritan®, parte de uma nova geração de poliésteres, que proporcionam equilíbrio de propriedades químicas, ajudando o mercado de cuidados infantis a atender a demanda por produtos que oferecem transparência superior, rigidez, durabilidade ao uso de lava-louças e fabricação sem bisfenol-A (BPA).

      A Sasil representa grandes empresas nacionais e internacionais de termoplásticos como Braskem, Innova e Eastman com linha completa de resinas para os mais diversos segmentos da indústria de materiais plásticos: PE, PP, PS, PVC, EVA, copoliésteres Tritan, dispondo de estoque para pronta entrega. Dispõe também de serviços de logística, assistência técnica, desenvolvimento de produtos e assistência técnica.

      Sobre a Sasil
      A Sasil atua no mercado industrial desde 1973 na prestação de serviços por meio de soluções inteligentes e ágeis focadas nas necessidades dos clientes. Distribui em todo o país, completa linha de produtos químicos e termoplásticos, dispondo de logística estruturada e ágil, e depósitos estrategicamente localizados em todo o território nacional. É certificada em ISO9001.

      Fonte: Messe Brasil

      Pesquisadores da UFRJ desenvolvem método inédito para reciclagem de plástico

      26/07/2010

      Amostras de polímeros no laboratório da Coppe: é possível produzir plásticos reaproveitando até 40% de material plástico já utilizado

      Do plástico usado ao plástico novo.  Pensando em minimizar os efeitos ambientais negativos do excesso de plástico descartado sem critérios pela sociedade, pesquisadores do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) desenvolveram uma nova técnica de reciclagem desse material. Testes realizados no Laboratório de Modelagem, Simulação e Controle de Processos da instituição mostraram que é possível criar resinas plásticas produzidas a partir do reaproveitamento de até 40% de material plástico já utilizado.

      O método escolhido pela equipe foi a reciclagem com produção in situ, que possibilita incorporar materiais plásticos usados a plásticos virgens no próprio ambiente da reação química. Por meio da polimerização em suspensão, foram realizadas misturas moleculares de poliestireno reciclado e de poliestireno virgem, usando copos descartáveis. “A técnica é simples. Basicamente dissolvemos o plástico usado numa solução com reagentes e depois adicionamos o material direto no reator para fazer mais plástico”, diz o professor José Carlos Pinto, responsável pelo projeto.

      Ao contrário de outras técnicas de reciclagem, como a mecânica, esse método mantém a qualidade do produto final, pois a adição de plásticos reciclados não interfere no andamento da reação química de polimerização. “O plástico usado foi reincorporado como matéria-prima do processo sem grandes transformações químicas. As propriedades finais do produto são similares às propriedades dos polímeros não-reciclados”, assinala.

      Além de copos descartáveis, a técnica pode ser empregada com outras famílias de materiais à base de poliestireno, de poliacrilatos, de polimetacrilatos e de poliacetatos, como aqueles utilizados para fabricar capas de CD, isopor, interiores de geladeira e carcaças de televisão, entre outros produtos. “O próximo passo é testar a técnica com cargas de isopor recicladas. O isopor não é biodegradável, mas pode ser facilmente reciclado e utilizado para fabricar isopor novo”, adianta José Carlos.

      A Coppe já encaminhou ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) a solicitação de patente para a nova técnica, que poderia ser facilmente incorporada ao setor produtivo para uso em escala industrial, devido ao seu baixo custo. “Para as fábricas se adaptarem a essa tecnologia, precisariam apenas fazer pequenos ajustes, como adicionar na linha de produção um recipiente para misturar o plástico reciclado com os reagentes”, explica.

      Impactos da reciclagem

      Testes com polímeros de copo plástico mostram que a nova técnica mantém a qualidade do produto final da reciclagem

      De acordo com o professor José Carlos Pinto, a reciclagem é a melhor resposta diante do debate sobre usar ou não usar o plástico. “A questão maior não é se devemos usar ou não o plástico, mas o que devemos fazer com ele depois do seu ciclo de uso”, destaca o engenheiro químico, lembrando que o plástico deve ser tratado como uma matéria-prima potencialmente reutilizável, e não como lixo.

      O professor ressalta os impactos ambientais positivos da transformação de plástico em plástico. “A reciclagem contribui para reduzir a quantidade de material descartado no meio ambiente, pois o utiliza como matéria-prima para produzir novos materiais plásticos. Ao ser reciclado, se economiza o petróleo que seria utilizado para fazer plástico novo e isso certamente contribui para a redução da emissão de carbono na atmosfera”, diz.

      A reciclagem do plástico também pode resultar em consideráveis impactos econômicos e sociais. “A reciclagem pode estimular a valorização econômica dos resíduos plásticos. Eles têm baixo valor agregado, apesar de serem derivados do petróleo, e por isso são facilmente descartados pela população”, avalia. “Ela também pode gerar empregos por incentivar a coleta seletiva de plástico por cooperativas de catadores de lixo”.

      Plásticos são materiais formados pela união de grandes cadeias moleculares chamadas polímeros, que por sua vez são formadas por moléculas menores, chamadas monômeros. Estima-se que no Brasil pelo menos 2,2 milhões de toneladas de plástico pós-consumo (descartados após o uso) se acumulam anualmente, segundo dados da Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos – entidade que representa institucionalmente a cadeia produtiva do setor para divulgar a importância dos plásticos na vida moderna e promover sua utilização ambientalmente correta.

      Além do professor José Carlos Pinto, fazem parte da equipe os alunos Caio Kawaoka, que é Bolsista Nota 10 da FAPERJ, e Carlos Castor. Eles dedicaram as suas dissertações de mestrado ao tema. O estudo foi contemplado pelos editais Cientista do Nosso Estado e Estudos e Soluções para o Meio Ambiente, da FAPERJ.

      Fonte:  FAPERJ (Débora Motta)