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Aquários construídos em acrílico ganham formas, tamanhos e funções variadas

13/06/2022

Boa resistência e alto grau de transparência também são apontados como fatores que pesam na escolha do material em projetos que envolvam a construção de tanques de água para exibição de animais aquáticos

Poder ver de perto animais que vivem em habitats tão diferentes do nosso é o que move milhões de pessoas todos os anos aos aquários espalhados pelo mundo. Para se ter uma ideia da demanda, o AquaRio, maior aquário da América Latina, que foi inaugurado em novembro de 2016, ultrapassou em 2019, com menos de três anos de funcionamento, o número de 3 milhões de visitantes. O local, que possuí 26 mil m², conta com tanques com capacidade para armazenamento de 4,5 milhões de litros de água salgada e reúne mais de 350 espécies de animais. A principal atração da casa, no entanto, ou pelo menos o que permite que os visitantes consigam de fato experimentar a sensação de estar no fundo do mar, é um túnel com 26 metros de extensão construído com chapas acrílicas que contam com 3 metros de altura e 2 de largura. Essa passagem fica a 7 metros de profundidade e sob constante pressão dos 3,5 milhões de litros de água que ocupam o tanque. Lá vivem diferentes tipos de raias e tubarões, entre outros animais marinhos. “O acrílico permitiu que aquários se reinventassem e proporcionassem ao público experiências antes bastante limitadas, não só visualmente – já que outros materiais, como o vidro, não oferecem a mesma visibilidade que o acrílico -, mas também de se poder ter uma nova perspectiva sobre a visitação”, explica João Orlando Vian, consultor executivo do ILAC – Instituto Latino-Americano do Acrílico.

Vian diz que, por seu um plástico termomoldável, o acrílico permitiu ,por exemplo, que os aquários pudessem explorar novas formas e dimensões com as quais esse novo habitat é apresentado e vivenciado: “Os imensos aquários cilíndricos, por exemplo, permitem uma visualização mais ampla desse universo e da interação com esses animais”. Um desses aquários, é o AquaDom, instalado no Radisson Collection Hotel, no complexo DomAquarée, em Berlim, na Alemanha. Com capacidade para armazenamento de 1 milhão de litros de água, o AquaDom é o maior aquário cilíndrico em acrílico do mundo. Seu cilindro externo conta com cerca de 11 metros de diâmetro e uma altura 16 metros. Além da altura, impressionam nesse projeto a instalação de um elevador transparente embutido dentro do cilindro. Ao todo, a obra tem 25 metros de altura.

O Aquário do Rio Paraná, localizado em Rosário, na Argentina, conta com dois tanques de acrílico feitos com estrutura cilíndrica. Cada um deles tem 3,30 metros de diâmetro e 3,5 metros de altura. As placas acrílicas usados na composição têm 60 mm de espessura. O trabalho de instalação e vedação é da Acrílicos Lamanna.

Além dos cilindros em acrílico, Antonio Lamanna conta que as janelas de visualização do Aquário do Rio Paraná também são feitas em acrílico. Uma delas, aliás, é composta pela maior chapa acrílica já instalada na Argentina. “Esse painel conta com 3,3 metros de altura por 8,7 metros de comprimento. Sua espessura é de 170 mm”, conta Lamanna. Segundo ele, o peso dessa chapa é de aproximadamente 5,5 toneladas. Nas demais janelas, diz ele, as espessuras usadas variam de 60 mm a 100 mm, de acordo com tamanho da peça e aplicações.

A vantagem do acrílico é que, ressalta Lamanna, suas chapas conseguem manter a transparência de 92%, independente de sua espessura. Tamanha nitidez evita distorções óticas e favorece a visibilidade proporcionada pelo produto, sem que sua resistência seja comprometida.

Outro projeto destacado por Lamanna é o do Delfinario Sonora, em San Carlos, no México. Para o local, Lamanna produziu dois painéis de observação de leões marinhos e de golfinhos. Cada um desses painéis conta com 2 metros de altura x 3,5 metros de comprimento. A espessura da chapa acrílica é de 140 mm. Também foram instalados no local três painéis curvos de 1,6 metros de altura e 4,6 metros de comprimento cada. Para que elas ganhassem as formas curvas, as chapas de 120 mm de espessura foram termo moldadas.

No Brasil, o Aquário de São Paulo, com 15 mil m² e 4 milhões de litros de água, onde habitam milhares de animais de centenas de espécies, é outro exemplo de como o acrílico permitiu que a experiência vivenciada pelo público fosse ampliada através de painéis capazes de transmitir luminosidade e cores de forma mais viva e próxima. Por lá, o trabalho de vedação das placas de acrílico foi feito pela Acriresinas.

No mundo, aquários gigantescos, como o The Georgia Aquarium, em Atlanta, nos Estados Unidos, ou o Chimelong International Ocean Resort, na China, abrigam tubarões-baleias que são vistos através de painéis de acrílico com proporções absurdamente grandes. O Chimelong, por exemplo, entrou para o Guiness Book como tendo a maior cúpula subaquática do mundo em acrílico.

O ILAC – Instituto Latino-Americano do Acrílico é fruto do trabalho de integração das empresas do setor de acrílico na América Latina e tem como objetivo inicial a troca de informações e conhecimento sobre aplicações finais e processamento do acrílico em cada um dos países que participam do grupo. O Instituto segue as premissas do seu antecessor INDAC, que há mais de 20 atuava para gerar negócios e difundir o acrílico como matéria-prima. Atualmente, 33 empresas são associadas ao ILAC, entre elas: Acrilaria, Acriresinas, Acrílico Design, Acrilmarco, Acrimax, Acrinox, Acriplanos, Actos, Art Cryl, Bold, Brascril, Campion, Castcril, Cobertura Telescópica, Cristal e Cores, CutLite, Emporium, Day Brasil, Inkcryl, JR Laser, Menaf, Mitsubishi Chemical, Osvaldo Cruz, Proneon, Sheet Cril, Tronord, Tudo em Acrílico, Unigel e Work Special, juntam-se ao quadro as empresas Paolini e Lamanna, da Argentina, Formaplax, da Colômbia e Induacril do Chile.

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Adegas feitas em acrílico colocam o vinho em foco

24/10/2020

Adegas em acrílico se tornam sofisticados displays de produtos para restaurantes que têm feito do vinho parte importante do seu menu; material permite que casas e apartamentos também ganhem versões mais leves

Nada como um bom prato acompanhado de um bom vinho, dizem os amantes da boa culinária. Mas os donos de restaurantes sabem que para manter o público satisfeito, além de um bom menu e uma boa carta de vinho, é preciso ainda oferecer ao cliente um ambiente que ajude a compor esse momento. É aí que entra a importância da decoração e, junto com ela, a capacidade de dar ainda mais atenção aos produtos que a casa oferece. Daniel Sahagoff, proprietário do Loup, restaurante que abriu as portas há quatro anos na capital paulistana, conhece bem o ramo e foi categórico ao dizer ao seu marceneiro de confiança que queria uma adega que chamasse a atenção dos clientes: “Eu já tinha a experiência do Cantaloup, restaurante que há mais de 20 anos funciona em SP, e quis trazer pra cá algo que não havia em outro lugar. Eu queria que meus clientes tivessem a impressão de que as garrafas flutuassem, sem suporte, e que se replicassem”, explica.

Foi então que o marceneiro de Daniel, Tsutomu Taniguchi, da Marcenaria Taniguchi, propôs a ele o uso do acrílico. Da proposta à finalização, alguns protótipos foram elaborados. Primeiro um protótipo em escala bastante reduzida e depois outros com as peças de apoio e angulação das garrafas. “A acrílico é um material perfeito para o trabalho com adegas. Bastante fácil de manipular e, acima de tudo, translúcido e resistente”, diz Taniguchi.

Mas não foi apenas pela transparência e resistência que o acrílico tornou possível a realização deste projeto. Sua capacidade de condução da luz também foi um ponto crucial na escolha da matéria-prima. Isso porque a adega “acende” em inúmeros pontos devido à iluminação com LED, além de espelhos, que ajudam a propagar a luz e replicam a imagem das garrafas, dando à adega uma profundidade maior do que ela realmente tem.

Satisfeito e orgulhoso de sua adega, Daniel comenta: “acho que conseguimos atingir o objetivo principal que era chamar a atenção. A primeira coisa que todo mundo que vem aqui faz é olhar para a adega”.

Daniel diz agora que o foco está no lançamento de mais um restaurante. Um lugar que vai juntar, em uma casa de três andares, três cardápios diversos. Entre eles, uma espécie de elevador panorâmico, que vai colocar os pratos em destaque e outra adega em acrílico.

Mas as novidades não ficam só na capital paulista. Em Piracicaba, o restaurante Jangada, montou uma adega que também continua chamando à atenção dos clientes e admiradores de um bom vinho. “Nossa ideia era inovar, além de mostrar aos clientes os rótulos servidos pela casa, já que muitas pessoas pedem para ver a adega. Outro ponto importante é que a adega ajudou a deixar o nosso ambiente ainda mais sofisticado e agradável” “, explica Denise Nogueira.

Por lá, o projeto também é assinado por Tsutomu Taniguchi, mas desta vez em parceria com a Artcryl, empresa transformadora de acrílico. Apesar dos muitos trabalhos desenvolvidos em parceria, essa foi a primeira vez que ambas as empresas fizeram uma adega. “Já tinha visto em uma viagem ao exterior uma adega na qual as garrafas pareciam flutuar sobre as prateleiras de acrílico. Quando Taniguchi nos passou o briefing desse projeto, mostramos as imagens que tínhamos a ele, que na hora aderiu à ideia”, conta Taísa de Almeida, da Artcryl.

Construída com chapas de acrílico Castcril, de 12 e 20 mm de espessura, a adega abriga aproximadamente 600 garrafas. Devido à transparência e à iluminação especial, feita em LED e orientada por um Sommelier, as garrafas ficam ainda mais atraentes ao público.

Taniguchi reforça que a combinação do plástico nobre com os móveis em madeira, tanto no projeto do do Loup como no do Jangada, ajuda à compor um visual estético requintado.

Para aqueles que ainda ficam inseguros quanto ao uso e durabilidade do acrílico, Tiago Oliveira, representante da Castcril, explica que o acrílico é um material muito versátil, que possuí 92% de transparência independentemente da sua espessura. No projeto de Piracicaba, por exemplo, foram usadas chapas de 20 mm. “Isso faz com que a adega suporte o peso de todos os garrafas de forma segura. Além disso, é um material de fácil processamento que pode ser trabalhado no corte, polimento, moldagem e não sofre ação de agentes externos – por exemplo, baixa ou alta temperaturas. Assim, não dilata, não resseca e não amarela”, afirma. A empresa oferece 10 anos de garantia contra amarelamento de suas chapas.

Residências e estabelecimentos de menor porte

Felizmente, a sofisticação e leveza do acrílico não estão à disposição apenas de grandes restaurantes ou estabelecimentos comerciais. Donos de residências e escritórios, além de restaurantes de pequeno porte, também podem oferecer aos seus convidados ou clientes a visão de uma adega atraente. Projetos feitos pela Diagonale, em parceria com designers e arquitetos, mostram o poder estético e a versatilidade do material.

Serviço

Para os clientes interessados em montar uma adega ou outros projetos em acrílico, basta entrar em contato com o INDAC – Projetos em Acrílico através do indac@indac.org.br. Se já tem projeto pronto e deseja cotar, é só anexá-lo ao e-mail. O contato também pode ser feito pelo telefone: (11) 3171.0423.

O INDAC (Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico) é uma organização criada há 19 anos com objetivo de promover o uso correto do acrílico, difundir o conhecimento das suas propriedades e aplicações, além de ampliar sua participação no mercado.

A entidade, geradora de negócios e difusora de conhecimento para o setor de acrílico, reúne atualmente 30 filiados em todo o país, entre eles: Acriresinas, Bold, Castcril, Cristal Cores, Lucite, Osvaldo Cruz, Emporium, Unigel, Acrilaria, Acrílico Design, Acrilmarco, Acrimax, Acrinox, Acriplanos, Actos, Art Cryl, Brascril, CutLite, Menaf, Proneon, JR Laser, Tronord e Tudo em Acrílico.