Posts Tagged ‘Plásticos de uso único’

China lança plano gradual para banir produtos plásticos de uso único até 2025

23/01/2020

A China, um dos maiores usuários mundiais de materiais plásticos e também um dos maiores produtores de resíduos plásticos, anunciou um plano abrangente destinado a restringir a produção, a venda e o uso de produtos plásticos de uso único, ao mesmo tempo em que promove a utilização de alternativas degradáveis ​​e amigáveis ​​à reciclagem.

Em um documento divulgado em 19 de janeiro, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China e o Ministério da Ecologia e Meio Ambiente informaram que tanto a produção quanto a utilização de uma variedade de plásticos de uso único serão gradualmente eliminados em todo o país até meados desta década.

A declaração diz que a China espera até 2025 reduzir substancialmente a quantidade de resíduos plásticos em aterros sanitários de algumas cidades-chave, estabelecer um sistema abrangente de gerenciamento de plásticos e também fazer avanços no desenvolvimento de produtos alternativos, além de controlar de forma eficaz a poluição oriunda dos plásticos.

O plano apresentou um cronograma detalhado descrevendo que tipos de produtos plásticos serão proibidos, as áreas do país onde as proibições entrarão em vigor e os respectivos prazos para implantação das medidas. As cidades maiores devem sofrer mudanças mais cedo, mas cidades menores ou áreas rurais terão mais tempo para se adaptar.

Por exemplo, sacos plásticos de uso único serão proibidos na maioria das lojas de grandes cidades, como Pequim e Xangai, até o final de 2020, mas cidades, vilas e aldeias menores têm até 2022 para se adaptarem às novas regras. A produção e venda de sacolas plásticas com menos de 0,025 mm também serão proibidas. Os mercados que vendem produtos frescos estarão isentos da proibição até 2025.

William Liu, consultor sênior do grupo global de consultoria em produtos químicos Wood Mackenzie, disse sobre o anúncio:

“Isso certamente afetará o consumo de plástico e, daí para frente, a indústria petroquímica. O consumo de polietileno será afetado pois é a principal matéria prima para produzir sacolas e filmes de embalagem.”

Para mais informações (em inglês), clique aqui.

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Plastivida posiciona-se contra o banimento dos plásticos de uso único ou descartáveis na cidade de São Paulo.

14/01/2020

A Plastivida divulgou nota, reproduzida a seguir, sobre a proibição do uso de plásticos de uso único na cidade de São Paulo, sancionada ontem (13 de janeiro) pelo Prefeito de São Paulo:

“Sobre a sanção do prefeito de São Paulo ao Projeto de Lei 99/2019, que propõe o banimento de produtos plásticos de uso único, a Plastivida – Instituto Socioambiental dos Plásticos vem se posicionar de forma contrária a iniciativas restritivas como esta.

No dia 10 de janeiro, depois das comemorações do Réveillon, as imagens do lixo de todo tipo jogado nas praias e nas ruas – mesmo nas cidades que contam com a proibição de canudos plásticos – deixaram claro que leis de banimento não despertam a consciência quanto à preservação do ambiente.

O banimento não educa a sociedade a consumir conscientemente, sem desperdício; não sensibiliza as pessoas nem os estabelecimentos comerciais a separarem e destinarem seus resíduos para a reciclagem; não incentiva o poder público a ampliar a capilaridade dos serviços de coleta seletiva para que os recicláveis cheguem às empresas de reciclagem, fomentando este setor que gera empregos, renda e tributos; e faz com que o mercado coloque no lugar dos plásticos, opções muitas vezes mais danosas ao meio ambiente, nem sempre recicláveis e que também irão parar nos esgotos, rios, mares e ruas da mesma forma. Todos perdem.

É a nossa consciência ambiental que permite definir o que é um produto de uso único, pois podemos reutilizar e reciclar aumentando a vida útil desses produtos. Não precisamos de mudança de matérias primas, mas sim de mudança de comportamento e, somente a partir da informação técnica e da educação ambiental é que a sociedade pode aprender a consumir conscientemente e a descartar corretamente os produtos após a sua vida útil.

Este é o verdadeiro problema. O plástico não é o vilão. Substitui-los por outras matérias primas e produtos não permitirá o entendimento do papel dos diversos atores da sociedade na preservação do meio ambiente. A cidade perde uma grande oportunidade de propor, por meio de Lei, um amplo debate que contribuísse definitivamente com a educação ambiental desses atores para que, assim, permitisse o envolvimento de todos num movimento compartilhado de promoção da reciclagem, inserindo a cidade definitivamente nos conceitos de Economia Circular.”

Miguel Bahiense
Presidente

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