Posts Tagged ‘Plásticos Biodegradáveis’

Abiplast ressalta diferenças entre Bioplásticos, e Plásticos Oxidegradáveis e Biodegradáveis

13/09/2018

Em matéria publicada em seu site, reproduzida a seguir, a Abiplast – Associação Brasileira da Indústria do Plástico procura esclarecer as diferenças de terminologia e conceito entre plásticos de origem fóssil e biológica, assim como aspectos relacionados à degradação de plásticos. posicionando-se contra o uso de aditivos oxidegradáveis. Segue o texto:

“Muito se fala sobre os diferentes tipos de embalagens e sua reciclagem, mas nem sempre a sua denominação é clara, o que provoca dúvidas no consumidor tanto na hora de adquirir um produto quanto em seu descarte. Dois desses conceitos envolvem diretamente a reciclagem: os termos reciclável e reciclado. O primeiro indica que um produto foi fabricado com um material plástico que após cumprir sua finalidade inicial pode passar por um novo processo de transformação originando novos produtos, enquanto que reciclado indica que o produto foi fabricado com uma matéria-prima recuperada.

Mas as dúvidas não param por aí. A discussão sobre o consumo de determinados plásticos também gera confusão. Os convencionais são de origem fóssil e são derivados do petróleo – 4% da produção mundial de petróleo se destinam à indústria do plástico. Esse plástico pode ser reciclado, ou seja, depois de sua primeira aplicação ele pode voltar para a indústria e se transformar em um outro produto para os segmentos de construção civil, automotivo, mobiliário, embalagens para produtos de limpeza, bebidas, etc.

Já o bioplástico tem as mesmas propriedades do plástico convencional , mas se difere por ter como matéria-prima fontes renováveis como soja, amido de arroz, milho e de cana- de- açúcar. Embora sua fonte seja de origem renovável, não necessariamente o bioplástico será biodegradável, embora seja possível reciclá-lo.

O plástico biodegradável é aquele que ao término de seu ciclo de vida sofre processo de compostagem em até 180 dias pela ação de microrganismos, sob condições específicas de calor, umidade, luz, oxigênio e nutrientes orgânicos . Em geral, esse produto deriva de fontes vegetais tais como a celulose, amido, etc.

Já o oxidegradável tem sido comercializado em muitos países com o apelo de proporcionar a biodegradação, o que não é verdade segundo alerta o atual relatório da Nova Economia do Plástico da Fundação Ellen MacArthur. O estudo alerta que os plásticos que recebem aditivos oxidegradáveis para acelerar seu processo de degradação não se degradam em resíduos inofensivos. Pelo contrário, como se fragmentam em pequenos pedaços contribuem para a poluição microplástica, tornando-se um risco para oceanos e outros ecossistemas.

“Além disso, estes materiais não são adequados para a reutilização efetiva a longo prazo, reciclagem em escala ou compostagem, o que significa que eles não podem fazer parte de uma economia circular”, ressalta Rob Opsomer, da Fundação Ellen MacArthur.

Com o intuito de evitar o risco ambiental em larga escala, a Fundação Ellen MacArthur elaborou um documento em que propõe a proibição de aditivos oxidegradáveis em embalagens e produtos plásticos em todo o mundo. A Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) foi a única representante da indústria brasileira a endossar o documento, que foi assinado por mais de 150 organizações de todo o planeta, como empresas líderes, associações industriais, ONGs, cientistas e membros do Parlamento Europeu.

Desde 2015, a Abiplast não recomenda o uso de materiais plásticos aditivados com pró-degradantes. A entidade defende que a solução eficaz para o tratamento dos resíduos pós-consumo está na educação ambiental da população, no consumo consciente, na produção responsável e no descarte adequado das embalagens – o que faz com que os resíduos plásticos retornem para a indústria de transformação e formem novos produtos plásticos. Além disso, por acreditar que toda a cadeia do plástico possui responsabilidade nesse processo, a entidade promoveu a criação da Rede Empresarial de Cooperação para o Plástico, que engaja as principais empresas representantes da cadeia produtiva do plástico, reunidas pelo desafio de viabilizar a economia circular e, em última instância, de evitar que o plástico vá parar no meio ambiente.

A versatilidade do plástico, tanto do ponto de vista de utilização quanto pela diversidade de matérias-primas, possibilita sua total adaptação aos preceitos da Economia Circular. Para isso é fundamental que se trabalhe a viabilidade econômica dessas matérias-primas, principalmente dos materiais reciclados. Atenta a essa necessidade, a Associação promove o debate e a divulgação da importância da produção e do consumo conscientes, da reutilização de embalagens e produtos e também do descarte correto dos produtos plásticos – para que esses sejam sempre destinados à reciclagem retornando dessa forma à cadeia produtiva e otimizando a utilização de recursos naturais e eficiência energética.”

Fonte: Site da Abiplast / Foto: ThisisPlastics (Plastics Industry Association)

Curta nossa página no

Anúncios

Italiana Bio-On anuncia acordo de licenciamento para produção e comercialização de bioplásticos biodegradáveis PHAs

22/12/2016

bio-on-pha

  • Assinado um novo contrato de licenciamento múltiplo no valor total de 55 milhões de euros
  • Previstas novas instalações na Europa e Ásia para produzir até 100 mil toneladas/ano de bioplásticos PHAs
  • O objetivo é substituir o plástico tradicional por biopolímeros obtidos pela fermentação bacteriana de resíduos agroindustriais

A Bio-on, empresa italiana de biotecnologia especializada na produção de Polihidroxialcanoatos (PHAs), anunciou a assinatura de um novo contrato de licenciamento múltiplo no valor de 55 milhões de euros com uma multinacional de destaque, líder do setor, cujo nome não foi divulgado. O objetivo do novo cliente da Bio-on é, ao longo dos próximos três anos, substituir o plástico tradicional por biopolímeros biodegradáveis derivados de resíduos agroindustriais, utilizando bioplásticos PHAs da Bio-on. Assim, afirma a Bio-on, um refugo se transformará em matéria prima para um novo plástico, com um impacto positivo para as pessoas e para o planeta.

A primeira licença passa a vigorar com a assinatura do acordo, enquanto que uma segunda licença será ativada no primeiro semestre de 2017, com a conclusão das atividades preparatórias no lançamento do projeto industrial. Todas os licenciamentos e as respectivas receitas, que totalizam 55 milhões de euros, ocorrerão continuamente dentro dos próximos 24 a 36 meses. Para apoiar o desenvolvimento industrial, as duas empresas assinaram outros dois acordos para estudar e desenvolver novas aplicações dos materiais até o segundo trimestre de 2017. O valor envolvido nessa atividade é de um milhão de euros.

O plano prevê a construção de uma série de instalações para a produção de PHAs, com uma capacidade de produção de 100.000 toneladas por ano. As instalações de produção terão, cada uma, a capacidade de produzir de 10.000 a 30.000 toneladas por ano e serão construídas na Europa e na Ásia de acordo com um programa trienal para atender às necessidades de produção autônoma dos biopolímeros PHAs por parte da multinacional cliente da Bio-on. Graças a esse acordo, a empresa poderá, já a partir de 2020, substituir uma parte significativa do plástico tradicional usado nos próprios produtos por um material 100% natural e biodegradável ao mesmo tempo, afirma a Bio-on.

“Este acordo múltiplo representa para nós um uma importante conquista – explica Marco Astorri, Presidente e CEO da Bio-on. É o coroamento do longo trabalho e da negociação complexa que realizamos a partir do segundo trimestre de 2016 e está em conformidade com as previsões para 2017 e 2018,indicadas no novo plano industrial que apresentamos em novembro passado. A assinatura de um contrato desse valor com uma multinacional prestigiosa e líder no próprio setor confirma o grande valor da nossa tecnologia e representa mais uma afirmação no mercado dos bioplásticos PHAs, hoje a única verdadeira alternativa ao problema ambiental gerado pelos plásticos tradicionais”.

Segundo a Bio-on, os bioplásticos PHAs desenvolvidos pela empresa são poliésteres lineares obtidos a partir da fermentação bacteriana de fontes vegetais renováveis, sem nenhuma competição com a produção de alimentos, e garantem as mesmas propriedades termomecânicas dos plásticos tradicionais, com a vantagem de serem ecossustentáveis e totalmente biodegradáveis de modo natural à temperatura ambiente.

Com base no acordo anunciado hoje, os bioplásticos PHAs que serão produzido com a tecnologia licenciada pela Bio-on será obtido de subprodutos da indústria açucareira (entre eles melaço e caldos de refugo de cana de açúcar e de beterraba açucareira) e da produção do amido e seus derivados. Todo o bioplástico obtido nas novas instalações, 100 mil toneladas por ano, será utilizado pela multinacional exclusivamente dentro do seu próprio ciclo produtivo para criar produtos acabados prontos para a venda. Em outros casos, as licenças da Bio-on prevêem que o bioplástico possa ser colocado no mercado e vendido para outras empresas de impressão.

A Bio-on S.p.A., uma Intellectual Property Company (IPC) italiana que opera no setor de bioplásticos efetuando pesquisa aplicada e desenvolvimento de tecnologias modernas de biofermentação no campo dos materiais ecossustentáveis e biodegradáveis de maneira natural. Em particular, a Bio-on desenvolve aplicações industriais através da criação de caracterizações de produtos, componentes e manufaturados de plástico. Desde fevereiro de 2015, a Bio-on S.p.A. se ocupa também do desenvolvimento da química natural e sustentável do futuro.

A Bio-on afirma que o seu PHA tem a capacidade de substituir as principais famílias de plásticos tradicionais pelas suas propriedades, características termomecânicas e versatilidade. Os PHAs da Bio-on é um plástico biológico classificável como 100% natural e completamente biodegradável: essas características foram certificadas pela Vinçotte e USDA (United States Department of Agriculture), afirma a empresa. A estratégia do emissor prevê a comercialização de licenças de uso para a produção de PHAs e dos serviços acessórios relativos, o desenvolvimento de atividades de pesquisa e desenvolvimento (também por meio de novas colaborações com universidades, centros de pesquisa e parceiros industriais), além da construção de instalações industriais projetadas pela Bio-on.

Fonte: Bio-on

Curta nossa página no

Cromex é nomeada distribuidora do Ingeo para o Brasil

14/06/2013

Considerando o forte potencial de crescimento no Brasil, a NatureWorks se alinha com a Cromex para estabelecer um robusto canal de vendas no mercado brasileiro que se expande rapidamente.

A NatureWorks,  fornecedor global de biopolímeros  feitos a partir de plantas, nomeou a Cromex S.A.  seu distribuidor no Brasil. A Cromex levará os produtos Ingeo para sua ampla base de clientes do segmento de transformação de plásticos por termoformagem, extrusão de filmes e injeção.

“A CROMEX S.A., líder no mercado brasileiro de masterbatches , aditivos para plásticos e distribuição de resinas termoplásticas, tem uma equipe de vendas e técnicos da indústria de plástico experientes, assim como uma ampla base de clientes para a expansão do mercado da NatureWorks e Ingeo”, disse Salvador Ortega, gerente de desenvolvimento de mercado da América Latina para a NatureWorks. “Avaliamos vários distribuidores e consideramos a CROMEX como a mais forte, bem-posicionada e melhor alinhada com nossa organização.”

“É com prazer que expandimos nosso portfólio de produtos com a adição de Ingeo, o líder mundial de plásticos feitos com materiais renováveis, e não de petróleo” reforça Celso Ferraz, diretor de distribuição da Cromex S.A. “Nossa colaboração com a NatureWorks dá agora a transformadores e proprietários de marcas no Brasil a oportunidade de desenvolver uma completa gama de produtos inovadores com redução na emissão de carbono.”

A CROMEX S.A. distribuirá um abrangente conjunto de resinas Ingeo para os mercados de plástico. A equipe técnica da companhia fornecerá suporte técnico aos transformadores e irá habilitá-los a fazer uma transição ordenada dos plásticos não renováveis derivados de petróleo para os produtos Ingeo.

A fabricação de Ingeo emite 60% menos gás de efeito estufa e exige 48% menos energia se comparado a plásticos como PET, afirma a NatureWorks.  O Ingeo oferece aos transformadores  e proprietários de marcas um preço estável, quando comparado aos preços voláteis dos plásticos de petróleo. Produtos do segmento de alimentação, tais como talheres, canecas e utensílios, são normalmente biodegradáveis em instalações de compostagem industrial – permitindo que os restos orgânicos de alimentos sejam desviado dos aterros sanitários em localidades onde existe infraestrutura de compostagem. Embalagens rígidas e à base de filme da Ingeo oferecem vantagens de desempenho. Por exemplo, embalagens “clamshell” feitas com Ingeo exigem de 20 a 30% menos material que uma embalagem comparável feita de PET.

A NatureWorks LLC  oferece uma família de lactídeos e biopolímeros Ingeo™ comercialmente disponíveis e de baixa emissão de carbono, derivada de recursos 100% renováveis com desempenho e economia que competem com intermediários à base de petróleo, plásticos e fibrass. A NatureWorks é copropriedade do maior produtor químico da Tailândia, PPT Global Chemical, e a Cargill, um produtor e comerciante internacional de serviços e produtos de comida, agricultura, finanças e indústria.

A Cromex é uma empresa brasileira, líder no mercado brasileiro de masterbatches de cores e aditivos para plásticos e distribuição de resinas termoplásticas para os termoformadores, extrusores de filme e moldes de injeção.

Fonte: Nature Works

Curta nossa página no