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Simplás celebra 29 anos de atividade com olhar em educação e sustentabilidade

24/08/2018

Presidente da Abiplast e da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, acompanha palestra sobre educação e sustentabilidade proferida pelo presidente do Simplás, Jaime Lorandi.

Palestra do presidente Jaime Lorandi, em reunião-almoço, também marcará início da implantação do projeto Plástico do Bem na CIC de Caxias do Sul

O Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás) será o protagonista da tradicional reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul marcada para a próxima segunda-feira (27), a partir das 12h. Em comemoração aos 29 anos do Simplás, completados oficialmente no dia 25, o presidente Jaime Lorandi apresentará palestra sobre Educação para a sustentabilidade.

A ocasião marcará também o início da implementação do projeto Plástico do Bem na CIC de Caxias do Sul. Desde março deste ano, a iniciativa que capacita estudantes e professores da rede de ensino público municipal para a coleta, separação e limpeza de plásticos consumidos nas próprias residências e vizinhanças vem gerando renda extra para 20 escolas do município de Farroupilha, por meio do encaminhamento do material para a reciclagem. Cerca de 500 professores e 6,5 mil alunos receberam, além de orientação, coletores plásticos individuais com separadores para cada tipo de material, doados pelo Simplás. Em aproximadamente três meses de operação, as instituições de educação fundamental do município já encaminharam mais de 5 toneladas de plásticos para a reciclagem, gerando, assim, R$ 4 mil de recursos antes inexistentes.

O Simplás trabalha agora no sentido de ampliar o programa para outros municípios e segmentos da sociedade. Também em Caxias do Sul, por exemplo, já foi deflagrada a implementação do Plástico do Bem na unidade do Senai Nilo Peçanha, no Bairro Exposição.

“Na CIC, o objetivo é envolver as mais de 200 pessoas que trabalham diariamente nos quase 20 sindicatos de classe, entidades representativas, sociais e serviços instalados no condomínio. Ainda estamos acertando os últimos detalhes, mas, de novo: o mais importante aqui é o trabalho informativo e educacional para levar a uma mudança de hábitos entre as pessoas. Nós somos os primeiros responsáveis pelo que consumimos”, explica o presidente do Simplás, Jaime Lorandi.

Sucesso de público e crítica em Joinville (SC)

A palestra com que o Simplás celebrará os 29 anos de representação empresarial, na reunião-almoço da CIC, experimentou dois recentes sucessos de público e crítica. As apresentações ministradas pelo presidente do sindicato, Jaime Lorandi, na feira Interplast, em Joinville (SC), nos dias 14 e 15 de agosto, tiveram auditório lotado, aplausos e muitas perguntas do público.

No primeiro dia, havia a plateia especializada da Câmara Nacional de Recicladores de Materiais Plásticos (CNRMP) da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast); e, no segundo, uma turma de estudantes cheios de curiosidade entre um atento grupo de industriais da transformação.

“Achei muito interessante. Bem expositiva, elucidativa e educativa. Pretendo passar para a frente, entre a própria família e no meu meio social”, comentou o estudante do ensino médio Pedro Gori.

“Muito legal! Já quero fazer contato com o palestrante para falar sobre um projeto ambiental que estamos desenvolvendo em nosso curso”, revelou a estudante do Curso Técnico em Plásticos, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – campus Sapucaia do Sul, Jaqueline Abreu.

“Gostei muito. Nunca tinha visto nada assim”, completou a colega Lauany Pletsch.

Lorandi observa que o conceito de responsabilidade individual aplicado na relação entre produção, consumo e destinação correta de produtos plásticos tende a se expandir de maneira orgânica para quaisquer outros materiais inseridos no cotidiano da sociedade.

“Os plásticos representam 40% de todo os resíduos sólidos que produzimos hoje. Então, por óbvio, ao adquirirmos a cultura da separação para o plástico, naturalmente vamos evoluir para um comportamento adequado com o vidro, o metal, o papel, o papelão…”, sentencia o presidente do Simplás.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Simplas; Fotos: Zeca Martins

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Plástico do Bem

29/07/2018

Artigo de Albano Schmidt
Presidente do Simpesc – Sindicato da Indústria de Material Plástico de Santa Catarina

Recentemente a ONU, Organização das Nações Unidas, protagonizou a campanha “#Acabe Com a Poluição Plástica”, onde o plástico aparece como um dos principais causadores de danos ao meio ambiente. Ao destacar apenas pontos negativos, a ação reforça a ideia de que este produto é sinônimo de poluição e leva os extremistas a enaltecerem o discurso de acabar com o seu uso.

Sou absolutamente contra o mote dessa campanha, que decidiu – de maneira irresponsável – que o plástico é um monstro poluidor. Tudo o que está em nossa volta contém, é transportado ou acondicionado por um material plástico. Nos hospitais, ele está nos medicamentos, vacinas, materiais cirúrgicos e implantes. Os alimentos e a água são transportados e acondicionados por ele.

Outro exemplo emblemático é a sacola plástica distribuída nos supermercados. Querem eliminá-la e usar a retornável, de tecido. Ok, mas depois de usadas, as sacolas retornáveis precisam ser higienizadas. Usaremos água e detergente? E quem vai tratar essa água? E a natureza? Esse não era o grande apelo para eliminarmos o plástico? Não precisa lavar a sacola retornável? Depois de alguns usos, essa sacola estará conduzindo, transmitindo e será vetor de multiplicação de bactérias, microrganismos e fungos, estará contaminada e será um perigo para a sociedade. Enfrentaríamos seríssimos problemas de saúde pública.

Desafio alguém a conseguir viver sem o plástico, um único dia! Plástico é um produto do bem, é útil e importante. O grande vilão é a sociedade, que não dá o destino adequado. Temos que utilizar menos, reutilizar e encaminhar para o descarte adequado. Jogá-lo na natureza é uma irresponsabilidade. Até hoje nunca vi uma sacolinha com perninha indo tomar banho de rio. A ONU deveria aproveitar seu prestígio para transformar as pessoas, conscientizando-as a dar o destino adequado ao lixo.

Para que a gente construa um futuro humano e digno – para nós mesmos, mas principalmente para nossos filhos e netos – a separação e destinação do lixo para reciclagem precisa fazer parte da nossa rotina. Dar o destino correto ao lixo é um assunto sério e muito urgente, é uma mudança de atitude para a vida, em favor da vida, e deve acontecer agora.

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