Posts Tagged ‘Plástico Biogdegradável’

Pesquisa busca produzir plásticos a partir de fontes alternativas, entre elas resíduos da agroindústria de açúcar e laticínios

27/09/2011

Com apoio da FAPESP e da Braskem/Ideom, estudo da Unesp propõe produção de plásticos biodegradáveis com uso de ácido lático proveniente de fontes alternativas

Processos químicos sustentáveis, que minimizem a geração de resíduos e possam ser incorporados na formulação de plásticos biodegradáveis. Com esse objetivo, pesquisadores do Laboratório de Microbiologia Industrial do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (UNESP) de Rio Claro estão desenvolvendo um estudo que envolve a produção e extração de ácido lático por fermentação a partir de subprodutos de fontes alternativas, levando a uma síntese polimérica para a obtenção de um ácido polilático (PLA). O material apresenta um potencial para ser utilizado na produção de bioplásticos e poderia ser empregado na fabricação de diversos produtos, da indústria de embalagens para a indústria alimentícia, de fármacos e cosméticos e até o uso em aplicações biomédicas, como cápsulas para medicamentos e em implantes ortopédicos.

O projeto de pesquisa Estudo da recuperação e purificação do ácido lático do meio de cultivo produzido por microrganismos isolados para produção de plásticos biodegradáveis, parte do Programa Parceria para Inovação Tecnológica (PITE) da FAPESP, foi selecionado em chamada de propostas do Acordo de Cooperação FAPESP-Braskem/Ideom, voltada para o desenvolvimento de materiais com características físico-químicas similares aos derivados do petróleo, porém menos prejudiciais ao meio ambiente. De acordo com Jonas Contiero, professor do Instituto de Biociências da UNESP de Rio Claro e coordenador da pesquisa, trata-se de um estudo bastante complexo sobre um processo ainda caro de recuperação e purificação do ácido lático. Para diminuir esses custos, o pesquisador busca aumentar a produção do material com o uso de fontes alternativas de nitrogênio adicionadas a fontes alternativas de carbono, no caso, aos substratos gerados no processo da indústria sucroalcooleira e de fabricação de queijo.

Embora as características de resistência e cristalinidade do PLA permitam seu uso também na produção de fibras e filmes, o processo de obtenção deverá manter as características de biodegradabilidade do material. Dados fornecidos pelo pesquisador indicam tratar-se de uma alternativa mais barata aos processos atualmente em desenvolvimento nos Estados Unidos e na Bélgica, que obtêm o polilactato a partir do uso do amido de milho e do açúcar de beterraba, respectivamente, o que poderia garantir sua viabilidade de produção. “A quantidade de fibras lignocelulósicas dos resíduos ou subprodutos da agroindústria da cana-de-açúcar, representada pelo bagaço e pela palha, dá a ela uma vantagem competitiva inigualável em relação às outras fontes de carbono, uma vez que este resíduo pode ser utilizado para geração de energia para a operação da planta de produção”, afirma o pesquisador.

Pesquisa e aplicação

O projeto é continuidade da pesquisa Isolamento e seleção de microrganismos e desenvolvimento de tecnologia para produção de ácido lático, também apoiada pela FAPESP, na qual foram selecionados potenciais microrganismos produtores de um dos isômeros do ácido lático, e aperfeiçoados os parâmetros para produção, com o início da extração, purificação e polimerização do material.

O grau de pureza necessário para o uso do PLA depende da aplicação a que se destina. Como exemplo, para fins médicos, o insumo deve ter especificações máximas residuais de umidade, solventes, estanho e monômeros, entre outros. Após a obtenção do polímero são feitas análises químicas para verificar a existência desses resíduos e determinar seu grau de pureza, o que garante a qualidade final do material e sua aplicabilidade na indústria de transformação.

Fonte: Braskem

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Dow lança nova geração de modificadores de impacto para PLA.

27/05/2011

O PARALOIDTM BPM 520 apóia o crescimento de produtos bioplásticos mais sustentáveis.

A Dow Plastics Additives, uma unidade de negócios da The Dow Chemical Company , anuncia o novo modificador de impacto na área de bioplásticos, o PARALOIDTM BPM 520, voltado para fabricantes que desejam ingressar no mercado de embalagens com soluções mais sustentáveis.

O PARALOIDTM BPM 520 melhora a resistência ao impacto de artigos opacos e moldados por injeção à base de Ácido Polilático (PLA), com mínimo efeito sobre a temperatura de distorção de calor e rigidez.

Quando misturado com PLA, o modificador PARALOIDTM BPM-520 amplia as opções para os proprietários de marcas que buscam utilizar polímeros sustentáveis em aplicações diversas, tais como embalagens opacas para alimentos e sorvetes, e aplicações semiduráveis, como embalagens para cosméticos e suportes para laptops e celulares.

À base de milho, a pegada de carbono do PLA é menor comparada a de muitos outros polímeros, porém, dada sua natureza quebradiça, são necessários modificadores capazes de melhorar sua resistência ao impacto. O PARALOIDTM BPM 520 à base de MDS foi especificamente projetado para ser utilizado com resinas de PLA moldadas por injeção a fim de oferecer alta resistência ao impacto em temperatura ambiente e temperaturas negativas. Também proporciona benefícios para blendas de PLA como, por exemplo, PLA/PC.

Os convertedores irão se surpreender com as propriedades de fluxo e retenção de rigidez das peças, e os proprietários de marcas, com a colorabilidade e excelente acabamento de superfície. O PARALOIDTM BPM 520 está em conformidade com a Norma 10/2011 da União Europeia para uso em materiais plásticos que têm contato com alimentos, e também com os requisitos da FDA ( Food and Drug Administration), agência norte-americana de alimentos e medicamentos.

“Os proprietários de marcas estão sempre buscando produtos que apresentam melhor desempenho ambiental a fim de atender à demanda dos consumidores – no entanto, não querem comprometer o desempenho de uso final e precisam manter um processo produtivo eficiente e competitivo em termos de custos”, explicou Robin Madgwick, gerente de marketing para a Dow Plastic Additives.

“Trabalhamos de perto com fabricantes líderes de resinas de base biológica a fim de oferecer um modificador de impacto eficaz, que possa ser disponbilizado em formatos simples de usar e pré-dispersos e que sejam capazes de ampliar ainda mais o uso de resinas de PLA sustentáveis e de base biológica em artigos duráveis moldados por injeção e embalagens opacas, o que representa um grande avanço para o setor”, concluiu Madgwick.

O PARALOIDTM BPM 520 é a nova oferta entre uma série de materiais da Dow Plastic Additives voltados a apoiar os usuários de PLA.

Fonte: Dow