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Sudoeste do Paraná terá primeira fábrica brasileira de bioplásticos derivados de milho

04/10/2012

A primeira fábrica de biopolímeros derivados de milho da América do Sul vai ser construída em Pato Branco (PR), segundo anúncio feito em 29/08 pela Limagrain Guerra do Brasil, joint venture formada pela empresa brasileira Sementes Guerra e o grupo francês Limagrain.

A fábrica – de 2.000 metros quadrados – deverá ser inaugurada dentro de um ano, e terá uma capacidade anual de produção de 8.000 toneladas e é beneficiado pelo programa Paraná Competitivo, do governo do Estado.

“BIOLICE”

O  biopolímero “biolice” é  obtido a partir de farinha de milho e serve, por exemplo, para fabricação de sacolas de plástico 100% biodegradáveis. Além da sua utilização na fabricação de sacolas, o “biolice” também pode ser usado como cobertura de solo na agricultura e na fabricação de produtos extrudados ou termoformados, tais como canudos, hastes, potes, copos e bandejas para sementes, segundo Ricardo Guerra, diretor executivo da Limagrain Guerra do Brasil.

O “biolice” é resultado de mais de dez anos de pesquisas em novas tecnologias que visam utilizar cereais, agregando valor à matéria prima para transformá-los em produtos sustentáveis. O “biolice” é produzido através de um processo único no mercado de bioplásticos, a partir de grãos de cereais inteiros e de um número específico de variedades de milho Limagrain Guerra.

Após a sua utilização e eliminação, os produtos fabricados com “biolice” são degradados por micro organismos. Este processo produz húmus de boa qualidade, apropriado para uso em jardinagem e agricultura. É um processo natural de reutilização de resídos.

PEDRA FUNDAMENTAL

Durante o lançamento da pedra fundamental do empreendimento, o governador Beto Richa destacou a importância da parceria entre a empresa paranaense e a francesa, com apoio de incentivos fiscais do programa Paraná Competitivo. “A indústria de plástico biodegradável atrairá novos investimentos para a região, gerando empregos e impacto positivo no agronegócio paranaense, além de propiciar a transferência da tecnologia utilizada na produção das sacolas” afirmou Richa.

A matéria-prima para a fabricação do biopolímero em Pato Branco será fornecida pelos produtores rurais da região sudoeste do Paraná.

JOINT-VENTURE

O grupo Limagrain tem volume de negócios anual de 1,5 bilhão de euros e emprega, em 38 países, mais de 7.200 pessoas, incluindo 1.400 pesquisadores.

A Sementes Guerra, da família Guerra, de Pato Branco, atua na produção de milho no Brasil e no Paraguai e vendeu para a Limagrain 70% de sua divisão de milho.

A criação da nova empresa, denominada Limagrain Guerra do Brasil, possibilitou à Limagrain ter acesso a terras agricultáveis disponíveis no estado do Paraná, e à Guerra possibilitou encontrar quem pudesse fornecer-lhe biotecnologia avançada para enfrentar os concorrentes internacionais. Segundo o diretor-executivo da Sementes Guerra, Ricardo Guerra, a parceria foi de mútuo interesse, pois as parcerias com empresas internacionais são fundamentais para o crescimento do setor. “Não existe um meio de você concorrer com as grandes multinacionais aqui instaladas se não tiver um respaldo biotecnológico grande”, afirmou Ricardo.

O controle administrativo da Limagrain Guerra do Brasil ficará com os brasileiros, que esperam um faturamento de R$ 10 milhões no primeiro ano de funcionamento da usina de plástico. Além da união das duas corporações, será criado o primeiro Centro de Pesquisa de Biotecnologia, na cidade de Londrina, no Norte do Paraná. O projeto ainda poderá ser expandido para os municípios de Guarapuava, que receberá outro empreendimento do grupo Limagrain, e Cascavel.

Fonte: Limagrain / Governo do Estado do Paraná

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