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BASF, Cargill e Novozymes estabelecem marco em processo biotecnológico para produção de ácido acrílico, matéria prima para polímeros superabsorventes

09/07/2013

 Sucesso na produção do ácido 3-hidroxipronanóico para ácido acrílico com base biológica

As empresas BASF, Cargill e Novozymes anunciaram nesta semana o estabelecimento de um importante marco no desenvolvimento conjunto de tecnologias para produzir o ácido acrílico a partir de matérias-primas renováveis ao demonstrarem com sucesso a produção do ácido 3-hidroxipropiónico (3-HP) em escala piloto.

O 3-HP é um bloco construtivo com base renovável e um possível precursor químico para o ácido acrílico. As empresas também estabeleceram com sucesso diversas tecnologias para desidratar o 3-HP para o ácido acrílico em escala laboratorial. Esta etapa do processo é essencial, pois ela é a base para a produção do ácido acrílico. Em agosto de 2012, as empresas BASF, Cargill e Novozymes anunciaram uma cooperação conjunta para o desenvolvimento de um processo para a conversão de matérias-primas renováveis em um ácido acrílico 100% à base biológica.

“O 3-HP é uma matéria-prima potencialmente importante para a produção do ácido acrílico com base tecnológica que é um precursor de polímeros superabsorventes”, disse Teressa Szelest, Vice-Presidente Sênior Mundial da Unidade de Negócio Higiene da BASF. “Ainda temos muito trabalho a fazer antes que o processo esteja pronto comercialmente, mas este é um marco importante e estamos confiantes que avançaremos para o próximo nível de expansão do processo como um todo em 2014.”

O ácido acrílico é um químico de alto volume que contribui para uma ampla linha de produtos. A BASF é maior produtora mundial de ácido acrílico e conta com grandes capacidades em sua produção e processamento interno. Inicialmente, a BASF planeja utilizar o ácido acrílico à base biológica para fabricar polímeros superabsorventes capazes de absorver grandes quantidades de líquido e são usados em fraldas para bebês e outros produtos de higiene. Atualmente, o ácido acrílico é produzido por meio da oxidação de propileno derivado da refinação do óleo bruto.

A equipe do projeto em parceria das empresas combina a experiência de excelência mundial em biotecnologia, matérias-primas renováveis, fermentação em escala industrial e no desenvolvimento de novos processos químicos.

“As três empresas formaram conjuntamente equipes de trabalho altamente talentosas e experientes para o projeto”, disse Jack Staloch, Vice-Presidente de P&D em Biotecnologia da Cargill. “As equipes estão avançando com rapidez e intensidade, e já demonstraram um grande progresso rumo à conquista dos nossos objetivos.”

“Estabelecemos um importante marco com a produção do 3-HP em escala piloto,” disse Rasmus von Gottberg, Vice-Presidente de Desenvolvimento Corporativo e Criação de Negócios da Novozymes. “Já demonstramos que é possível produzir este importante bloco químico construtivo a partir de matérias-primas renováveis em condições industriais robustas. E agora o trabalho de desenvolvimento seguirá para sua comercialização.”

Os polímeros superabsorventes derivados do ácido acrílico à base biológica será uma nova oferta inovadora para o mercado. As fraldas produzidas com esses polímeros superabsorventes atenderão à demanda de um grupo de consumidores significativo e crescente particularmente em mercados desenvolvidos. Eles também poderão permitir que os fabricantes de fraldas atendam à demanda dos consumidores, diferenciem seus produtos e contribuam para seus objetivos de sustentabilidade.

Fonte: BASF

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Dedini e Novozymes assinam acordo para desenvolvimento de etanol a partir do bagaço de cana.

16/07/2010

A Dedini Indústrias de Base S/A, bem conhecida pela suas inovações no mercado de etanol, e a Novozymes A/S, um líder mundial em bioinovação, assinaram um memorando de entendimento visando a continuidade do desenvolvimento de uma rota tecnológica para produzir etanol celulósico no Brasil.

A Dedini e a Novozymes esperam se beneficiar do potencial comercial do etanol celulósico no Brasil, devido à grande disponibilidade de bagaço de cana. O Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-acúcar, processando mais de 600 milhões de toneladas por ano, a partir das quais 27 bilhões de litros de etanol é produzido atualmente.

Etanol celulósico – um passo adiante.
A Novozymes, o líder mundial em enzimas para biocombustíveis, recentemente apresentou as primeiras enzimas comercialmente viáveis para a produção de etanol celulósico. As enzimas “quebram” as macromoléculas presentes em resíduos agrícolas, tais como restos de milho, palha de trigo, chips de madeira e bagaço de cana, tornando possível a fermentação que gera etanol. A Dedini, o líder mundial no suprimento de equipamentos e plantas completas para o mercado de etanol a partir do acúcar,  desenvolveu um processo químico com ácido diluído e um solvente de lignina.

O objetivo desta parceria é desenvolver um processo usando a rota da hidrólise enzimática a partir de resíduos de cana-de-acúcar.  Isto resultaria na implementação de uma planta de demonstração, integrada a usinas de acúcar.

Para José Luiz Olivério, Vice Presidente de Tecnologia e Desenvolvimento da Dedini, este é um passo importante no caminho para tornar realidade a fabricação de etanol a partir de celulose. “Nós já tivemos grandes avanços com o processo  DHR (Dedini’s Rapid Hydrolysis) – uma tecnologia que usa um processo com ácido diluído. Durante dois anos, a Dedini buscou parceiros para tornar possível uma solução em escala industrial, baseada na combinação de experiências e tecnologias que resultariam na produção sustentável de etanol celulósico no Brasil”, diz Olivério. “A parceria com a Novozymes contribuirá significativamente para se alcançar este objetivo”, completa.

O Brasil tem sido líder mundial no uso do etanol combustível desde a década de 70, devido à abundância de cana-de-acúcar e à introdução de um programa nacional de álcool  depois da primeira crise global de petróleo. Hoje, o etanol é predominante no mercado brasileiro de combustíveis automotivos, usado sob a forma de álcool anidro (100 % etanol) e também misturado à gasolina (na proporção de 25%). O governo determina a adição de 20 a 25 por cento de etanol à gasolina.  90% de todos os novos veículos leves vendidos no país são do modelo “flex-fluel”, permitindo que eles possam rodar com qualquer mistura percentual de etanol e gasolina.

“Considerando a demanda por etanol no Brasil e a quantidade de bagaço de cana disponível, existe uma oportunidade considerável para um crescimento adicional nesse mercado. A parceria com a Dedini, a maior empresa de engenharia na indústria de cana-de-acúcar no Brasil, nos ajudará a destravar este potencial”, diz o CEO da Novozymes Steen Riisgaard.

Além de ser usado como combustível, o etanol também pode ser usado como matéria-prima para a produção de plásticos, tais como o Polietileno. Uma planta para a produção de polietileno “verde”, a partir do etanol, está sendo construída pela Braskem, no estado do Rio Grande do Sul.

Fonte: Novozymes