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Braskem investirá R$ 380 milhões para uso de gás etano em complexo petroquímico na Bahia

22/03/2016

Braskem_etano

O investimento viabilizará o uso do gás etano oriundo dos Estados Unidos como matéria-prima alternativa, dando flexibilidade e maior competitividade na produção de petroquímicos básicos em Camaçari (BA)

A Braskem investirá cerca de R$ 380 milhões para permitir o uso de gás etano como matéria-prima em suas operações. O investimento será direcionado à adaptação da infraestrutura logística no Terminal Portuário de Aratu, no duto de interligação e na adequação tecnológica de sua Unidade de Petroquímicos Básicos, no Polo Petroquímico de Camaçari (Bahia).

Para abastecer a unidade industrial, a Braskem assinou acordo de longo prazo com a empresa norte-americana Enterprise Products, que fornecerá, a partir do segundo semestre de 2017, o gás etano oriundo do gás de xisto (shale gas), matéria-prima utilizada para a produção de produtos petroquímicos.

A decisão do investimento da Braskem está alinhada à estratégia de buscar a flexibilidade na produção petroquímica com fontes alternativas de matéria-prima, reforçando a competitividade da companhia. A planta industrial da Bahia, que hoje depende integralmente do fornecimento de nafta, passará a poder utilizar até 15 % de etano a partir dos investimentos a serem realizados. Atualmente, a nafta petroquímica representa 85% da matéria-prima usada nos crackers da Braskem no Brasil, e o gás, 15%. Com o fornecimento de etano para a unidade no Polo Petroquímico de Camaçari, o gás aumentará sua participação para 20% de toda a matéria-prima utilizada pela Braskem no país.

“O investimento tem como foco proporcionar maior competitividade e flexibilidade no uso de matéria-prima”, diz Marcelo Cerqueira, vice-presidente da Unidade de Petroquímicos Básicos da Braskem. “Essa diversificação com o uso do gás como matéria-prima – hoje abundante no mercado norte-americano – é uma tendência global da indústria petroquímica. Esse movimento busca fortalecer a competitividade da cadeia química e petroquímica brasileira bem como a atuação nacional e internacional da Braskem no setor.”

Do Texas para a Bahia

Nos planos da Braskem, o gás etano comercializado pela Enterprise Products sairá do porto de Morgan’s Point, em Houston, no Texas, será liquefeito e transportado em navios especiais refrigerado a 90°C negativos até o Terminal de Gases Liquefeitos (TEGAL), localizado no Porto de Aratu (BA). Do terminal portuário, o produto seguirá por meio de duto até a Unidade de Petroquímicos Básicos, da Braskem, em Camaçari, onde novamente será transformado em gás para ser utilizado como matéria-prima.

Para que seja possível o uso da nova matéria-prima, serão realizados investimentos na modernização do terminal de Aratu, no duto de interligação e na unidade industrial. Os investimentos incluem a construção de um sistema de descarregamento, aquecimento e transferência de etano; adequação de duto existente para uso de etano; recondicionamento de tanque criogênico e sistemas de liquefação de gases; além de adequações nos sistemas do terminal portuário. As adaptações serão iniciadas durante a parada de manutenção, agendada para outubro deste ano. A previsão é que a unidade industrial já comece a utilizar gás etano como matéria-prima a partir de outubro de 2017.

O gás etano

O gás etano é utilizado para a produção de eteno, principal matéria-prima para a produção do polietileno (PE), PVC e também do EVA. O polietileno é um dos mais versáteis polímeros existentes, possuindo aplicações nos mais diversos mercados, dentre as quais sacolas plásticas, filmes e embalagens, lonas e silos-bolsa para plasticultura, caixas d’água, fios e cabos elétricos, tubos para água e gás, tanques de combustível e entressolas de calçados (EVA). Já o PVC pode ser utilizado na construção civil na forma de tubos e conexões, janelas, portas, pisos, forros e telhas, além de produtos médico-hospitalares, como bolsas de sangue e na agricultura na forma de galpões e tubos de irrigação.

Fonte: Braskem

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Contrato de fornecimento de nafta da Petrobrás à Braskem tem preço fixo e prazo de 5 anos

07/01/2016

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Depois de quase três anos de negociação e cinco aditivos contratuais, a Braskem e a Petrobrás assinaram no dia 23/12 um novo contrato para fornecimento de um volume de 7 milhões de toneladas anuais de nafta por um prazo de 5 anos e preço de 102,1% da referência internacional ARA (cotação da nafta nas cidades europeías de Amsterdã, Roterdã e Antuérpia). As negociações entre as partes tiveram início em 2013, quando a Petrobras comunicou à Braskem que o acordo até então em vigor, com validade entre 2009 e 2014, não seria prorrogado.

Por um lado, a Braskem conseguiu evitar um sobrepreço de até 5 % sobre os valores praticados no mercado europeu, como a Petrobrás chegou a propor, no passado. Por outro, a empresa petroquímica não conseguiu vincular os valores contratuais a um preço internacional de nafta, como pretendia. A diretoria da Braskem defendia que a referência ARA não era competitiva em termos mundiais, de modo que a cadeia química brasileira sofria o impacto dos preços propostos pela Petrobras.

Ao longo da negociação, a Braskem propôs, sem sucesso, uma fórmula flexível de preço variando de 90% a 110% da referência ARA, de forma a refletir as alterações de cenário que eventualmente ocorressem durante a vigência do contrato. O intervalo seria, dessa forma, maior do que o existente no último contrato de longo prazo entre as empresas, que vigeu de 2009 a 2014 e que previa flexibilidade entre 92,5% e 105% do preço ARA.

Como a solução encontrada entre as empresas estabelece o valor fixo de 102,1 % do preço ARA, a Petrobras e Braskem concordaram em estabelecer gatilhos no contrato, de modo que as duas empresas têm direito a renegociar o contrato se “determinadas condições de mercado” forem alteradas a partir do 3º ano da vigência do acordo. As duas empresas não informaram quais seriam essas condições.

Em nota, a Braskem salientou que “entendeu ser necessária a assinatura do contrato de forma a reduzir as graves incertezas que rondam o setor, evitando a paralisação das centrais petroquímicas e considerando também o momento difícil da indústria e da economia brasileira”.

Fonte: Braskem / Exame

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CONFERÊNCIA FEIPLASTIC ABORDA TENDÊNCIAS NO MERCADO INTERNACIONAL DE MATÉRIAS PRIMAS QUÍMICAS E RESINAS

24/05/2013

Nick Vafiadis, diretor de Polietileno e Etileno da IHS apresenta perspectivas de alta demanda em países asiáticos. China representa metade do consumo mundial dessas commodities

Uma visão privilegiada da conjuntura mundial dos insumos para plásticos foi oferecida na Conferência FEIPLASTIC por Nick Vafiadis, diretor sênior para Polietileno e Etileno da IHS, empresa sediada nos Estados Unidos. Durante a palestra Questões e Tendências nos Mercados de Derivativos e Olefinas Globais, Vafiadis apontou o enorme potencial de consumo de etileno e polietileno em países emergentes.

Na apresentação, o executivo mostrou que a capacidade de produção global de etileno é de 147 milhões de toneladas, e desse montante, 86% são utilizados efetivamente. A América do Sul representa somente 4% da produção, liderada pela Ásia que responde por 36% do total. Em crescente recuperação industrial no segmento, a América do Norte chega a 24%. O Brasil produziu 3,97 milhões de toneladas em 2012.

“A Ásia continuará a ser o maior produtor de etileno nos próximos anos, mas até o final de 2013. Em 2017, o consumo do país asiático será de 158 milhões de toneladas, 29 milhões a mais do que no ano passado”, prevê Vafiadis. “Temos 50 projetos em andamento na China, que procura tornar-se autosuficiente”.

Dessa forma, o executivo da IHS apontou o potencial sul-americano, que enfrenta obstáculos políticos. “As medidas governamentais na Argentina tornam a extração inviável, e no Brasil, a atenção está voltada ao pré-sal”. Para o polietileno, a previsão de demanda global são de 98,2 milhões de toneladas até 2017, num crescimento de 4,6% ao ano.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Feiplastic

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Braskem irá adquirir nafta feita a partir de plástico reciclado pós-consumo

21/07/2011

Parceria com a Novaenergia reinsere no ciclo produtivo 36 toneladas de plástico reciclado por dia na forma de petróleo leve

A partir de 2013, a Braskem passa a ter mais uma fonte alternativa de matéria-prima. Além do etanol da cana-de-açúcar, que dá origem ao plástico verde, vai passar a utilizar nafta produzida a partir do plástico reciclado pós-consumo. O produto será fornecido pela Novaenergia, empresa baiana do grupo Wastech, especializada em tratamento de resíduos, que irá montar sua primeira usina de reciclagem avançada no CIA/Aeroporto em Salvador, na Bahia.

A expectativa é que a Braskem adquira inicialmente 1,4 milhão de litros de nafta a partir de resíduos plásticos por ano, a ser processada em sua Unidade de Petroquímicos Básicos, localizada no Polo de Camaçari. “Buscar novas tecnologias e matérias-primas que gerem menor impacto ambiental faz parte do compromisso da Braskem com a sustentabilidade da cadeia produtiva do plástico”, explica Hardi Schuck, Diretor de Supply Chain da Braskem. Outra vantagem do projeto é contribuir para a reciclagem pós-consumo nas grandes cidades, o que ainda é um desafio no Brasil.

A proposta da Novaenergia é uma solução sustentável para o destino do lixo de Salvador e outros municípios próximos, que hoje geram diariamente cerca de 3 mil toneladas. A fábrica será capaz de processar 450 toneladas de lixo por dia e irá transformar o resíduo plástico em petróleo sintético. A cada 36 toneladas desse resíduo serão produzidos diariamente 30 mil litros de petróleo leve, do qual será produzida a nafta a ser processada pela Braskem, bem como óleo combustível e óleo diesel de baixo teor de enxofre (S<10ppm). Com o reaproveitamento do plástico e outros recicláveis extraídos no processo, o volume do lixo a ser aterrado diminuirá em 50%.

A implantação da unidade de reciclagem da Novaenergia na Bahia requer investimento em torno de R$ 25 milhões e deve começar a funcionar até o fim de 2012. “O contrato com a Braskem é muito importante para o projeto Novaenergia, pois atesta a credibilidade do processo que iremos utilizar e a qualidade do nosso produto final”, diz Luciano Coimbra, presidente do grupo Wastech/Novaenergia.

Fonte: Braskem