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Clariant e Enviral anunciam contrato de licenciamento da tecnologia de etanol celulósico

05/10/2017

  • A Clariant e a Enviral assinam um contrato de licenciamento da tecnologia sunliquid®
  • A Enviral, membro do Envien Group, pretende projetar, construir e operar uma nova planta industrial de etanol celulósico para fins comerciais na unidade de Leopoldov, na Eslováquia, com base na tecnologia sunliquid® da Clariant
  • O contrato é fruto dos testes de desempenho realizados com matérias-primas da Enviral na planta pré-comercial de sunliquid® em Straubing, na Alemanha

A Clariant e a Enviral, maior produtora de bioetanol da Eslováquia, anunciaram em 18 de setembro passado a assinatura de um contrato de licenciamento referente à tecnologia de etanol celulósico sunliquid®.

A Enviral adquiriu uma licença para usar a tecnologia sunliquid da Clariant como parte de seu objetivo de criar uma planta para produção comercial em larga escala de etanol celulósico proveniente de resíduos agrícolas. Esta nova planta será de propriedade da Enviral e será operada por ela, além de ser integrada às instalações existentes da empresa em Leopoldov, na Eslováquia, com uma capacidade de produção anual de 50 mil toneladas. A planta utilizará a tecnologia sunliquid da Clariant, além de culturas iniciais provenientes de suas plataformas proprietárias para enzimas e leveduras, para processar matérias-primas da Enviral e transformá-las em etanol celulósico.

Christian Kohlpaintner, membro do Comitê Executivo da Clariant: “Temos o prazer de anunciar o primeiro licenciamento da nossa tecnologia sunliquid. Marcamos assim nossa entrada oficial no mercado e o sucesso na comercialização desta tecnologia altamente inovadora e sustentável. Esta etapa é uma consequência lógica do sucesso da estratégia de inovação da Clariant e proporcionará crescimento além do portfólio atual e sólido da Clariant. O etanol celulósico tem forte potencial para reduzir as emissões de gases do efeito estufa, e temos orgulho de tornar isso uma realidade”.

“Graças à cooperação com a Clariant, a planta da Enviral na Eslováquia será uma das primeiras na Europa a começar a produção comercial de biocombustível avançado. Esse projeto extraordinário é fruto de intenso trabalho, em busca de soluções ideais, bem como do sucesso na validação da tecnologia conduzida na planta pré-comercial da Clariant com a biomassa fornecida pela Eslováquia. Agora, graças a essa tecnologia avançada, podemos tornar isso uma realidade e ajudar a Eslováquia a atingir as metas para biocombustíveis avançados na União Europeia”, explica Matej Sabol, CEO da Enviral.

A Clariant e a Enviral realizaram testes extensivos com as matérias-primas da Enviral, utilizando a tecnologia da Clariant para assegurar uma compatibilidade efetiva e eficiente. Segundo a Clariant, os testes realizados na planta da empresa para demonstração pré-comercial do sunliquid, em Straubing (Alemanha), produziram resultados muito bons, formando assim a base de decisão do projeto. Os próximos passos incluem estudos de engenharia detalhados antes do início oficial das obras, que deve ocorrer no final de 2017.

Como mais uma etapa na comercialização do sunliquid, a Clariant decidiu criar uma nova Business Line de Biocombustíveis como parte da área de negócios Catalysis, que é responsável por dar maior desenvolvimento ao segmento de biocombustíveis e monitorar seu desempenho.

O etanol celulósico é um biocombustível avançado e sustentável, praticamente neutro em termos de carbono. É produzido a partir de resíduos agrícolas, como palha de trigo e forragem de milho, obtidos de agricultores. Por usar resíduos agrícolas, o etanol celulósico pode estender a atual produção de biocombustíveis a novas matérias-primas e melhorar o desempenho.

O etanol também pode ser usado como matéria prima para produção de plásticos, como o polietileno.

A tecnologia sunliquid oferece um modelo de processo completamente integrado baseado em tecnologias de processo já estabelecidas. Características tecnológicas inovadoras, como a produção integrada de matéria-prima e enzimas específicas para os processos e fermentação simultânea de C5 e C6, garantem melhor performance comercial, garante a Clariant.

Fonte: Clariant

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CNP Reciclagem incorpora tecnologia de separação por sensores da Tomra Sorting

19/08/2015

A CNP Reciclagem aumentou sua capacidade de produção com a instalação de um separador ótico TITECH autosort 4 em sua linha de tratamento

Tomra_CNPA CNP é uma empresa de reciclagem de PET relativamente recente e com forte compromisso ambiental. Situada em Itupeva, município do estado de São Paulo, a empresa começou a funcionar em 2007 e, desde então, vem crescendo e incorporando novos sócios e colaboradores. O produto principal da CNP é o flake produzido a partir de garrafas e garrafões de PET, incolores, verdes e cor de laranja.

Os processos e as instalações da fábrica foram concebidos cumprindo exigências ambientais e procurando sempre obter a maior qualidade do produto e a máxima eficiência na produção. Por isso, em finais de 2014, a empresa modernizou sua técnica de processamento de PET integrando, em sua linha de tratamento, um separador ótico  TITECH autosort 4 (foto), da TOMRA Sorting.

“Conhecemos esta tecnologia através de uma empresa parceira, depois procuramos entre diversos fornecedores e feiras e, finalmente, optamos pela TOMRA Sorting. Desde o primeiro momento conseguimos melhorar significativamente nossos indicadores de qualidade relativos à separação e, depois de alguns ajustes de programação, conseguimos otimizar ainda mais esses resultados”, afirma Renato Bechelli, gerente da CNP. “A principal vantagem deste equipamento é a estabilidade dos processos e foi também graças a isso que conseguimos melhorar os nossos índices de qualidade, no que se refere a contaminantes. “, assegura.

O equipamento escolhido combina um sistema duplo de sensores [NIR1-VIS], que informa sobre a cor (VIS) e o espectro de infravermelho próximo (NIR1). Desta forma, é possível separar ao mesmo tempo por cor e por tipo de material, com rapidez, precisão e eficácia, segundo a TOMRA Sorting. O resultado é, afirma a empresa, uma fração de PET com alta pureza (< 50 ppm) e perda de material muito reduzida, o que permite alcançar até mesmo a qualidade alimentícia necessária para transformar garrafas novamente em garrafas fechando, assim, o ciclo da reutilização.

De acordo com a TOMRA Sorting, enquanto a tecnologia padrão não permite alcançar, de uma só vez, pureza e rendimento, com o TITECH autosort 4 é possível identificar, para separação, de modo muito seguro e rápido, grandes quantidades de pequenas partículas de apenas 2 milímetros, bem como garrafas e objetos maiores. Além disso, afirma a empresa, o  TITECH autosort 4 é um equipamento potente, confiável e robusto, de manutenção fácil e espaçada, sem interrupções. É energeticamente eficiente e incorpora a tecnologia FLYING BEAM®, portanto não requer uma fonte de luz externa para o seu funcionamento. Tudo isto aumenta a rentabilidade e reduz o tempo de amortização, assegura a fabricante do equipamento.

Segundo Bechelli, “a adaptação do pessoal ao manuseio das máquinas foi totalmente descomplicada, por dois motivos principalmente. Em primeiro lugar, por ser uma máquina robusta e bastante fácil de usar; em segundo lugar, porque a assistência técnica recebida na montagem e instalação foi muito boa. De fato, ajudou muito poder contar com um técnico local”.

“Até o momento, a manutenção limitou-se a limpezas programadas e a algumas pequenas substituições; todas as peças sobresselentes estavam disponíveis no Brasil e não implicaram em interrupção da atividade. Em destaque está a boa sintonia entre a CNP e a TOMRA Sorting, tanto na gestão comercial quanto no desenvolvimento técnico do projeto”, conclui Renato Bechelli.

Como foi feita a otimização do processo

Antes da remodelação, o processo seguia a seguinte sequência: alimentação da linha com as garrafas, seguida da peneira rotativa para a extração de tampas, pedras e terra e, depois, a separação manual para retirada de todos os poluentes. Depois, o material passava por uma máquina para remoção das rótulos e seguia para o moinho onde, finalmente, era feita a lavagem do flake, obtendo-se o produto final. O TITECH autosort 4 foi instalado entre a máquina de remoção das rótulos e o moinho, soprando o material bom. Desta forma, agora há duas pessoas que separam o material antes da máquina, uma no controle manual após a máquina e outra separando o material rejeitado por cores.

Ainda que a fábrica possa aumentar em cerca de 30% sua capacidade, no momento está processando o mesmo volume de material. Assim, a fábrica ainda processa 800 kg/h, mas com o autosort sua capacidade adquire um potencial de até 1,5 ton/h. Uma particularidade deste projeto foi o fato de ter sido fornecido um equipamento com o bloco de válvulas preparado para trabalhar em ambientes com alta umidade. Com isso, a durabilidade das válvulas é muito maior e as tarefas de manutenção da máquina são, também, facilitadas.

A TOMRA Sorting está no Brasil desde 2011, por meio de sua filial. A TOMRA Sorting Recycling, anteriormente TITECH, concebe e fabrica tecnologias para a separação baseada em sensores para a indústira da reciclagem e da gestão de resíduos. Conta com mais de 4400 sistemas instalados em 40 países no mundo inteiro. É de propriedade da empresa norueguesa TOMRA Systems ASA que está cotada na Bolsa de Oslo. Fundada em 1972, a TOMRA Systems ASA tem uma faturamento de cerca de 550 milhões de euros e emprega mais de 2400 pessoas.

Fonte: Assessoria de Imprensa – TOMRA Systems

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