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José Ricardo Roriz Coelho assume presidência da Fiesp

07/06/2018

Notícia veiculada pelo Valor informa que o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), José Ricardo Roriz Coelho (foto),  assumiu, nesta quarta-feira, o comando da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Paulo Skaf, que era presidente da entidade, licenciou-se do cargo para concorrer ao governo de São Paulo nas próximas eleições.

O primeiro vice-presidente da Fiesp, Benjamim Steinbruch, estava cotado para assumir o cargo durante a licença de Skaf mas também licenciou-se da diretoria da entidade. Especula-se que Steinbruch poderá ser o candidato a Vice-presidente da República na chapa de Ciro Gomes.

José Ricardo Roriz Coelho faz parte da diretoria da Fiesp há 13 anos como Diretor de Economia, Competitividade e Tecnologia e ocupava também o cargo de 2o. vice-presidente da entidade.

Link para notícia do Valor: http://www.valor.com.br/empresas/5572089/jose-roriz-coelho-presidente-da-abiplast-assume-comando-da-fiesp

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O valor das empresas no Brasil

06/03/2017

Por José Ricardo Roriz Coelho (Presidente da Abiplast – Associação Brasileira da Indústria do Plástico)*

Hoje o maior sonho de boa parte dos empresários brasileiros é vender sua empresa.

Com o negócio, vão-se as dores de cabeça: sucessivos litígios trabalhistas, licenças que levam anos para sair em definitivo, crédito escasso, juros altos, tributos sobre tributos e tantos outros inconvenientes que prejudicam o dia a dia do empreendedor no país.

O diagnóstico é aterrorizante, mas é a realidade que vivemos. Precisamos urgentemente resgatar o valor que as empresas têm para o país. Elas são o maior vetor para o crescimento de investimento, emprego e capacitação profissional, pesquisa e inovação.

Não estão incluídas aqui companhias que não têm em seu DNA a busca incessante por excelência em gestão, rigorosos padrões éticos e de compliance.

Uma empresa deve ter o foco em inovação e no desenvolvimento de produtos. Precisa encantar seus clientes -e não desperdiçar suas energias em vencer a burocracia, enfrentar a insegurança jurídica e honrar as sufocantes e desproporcionais despesas financeiras, como acontece hoje no Brasil.

No final do ano passado, o governo federal lançou um minipacote de reformas para reaquecer a economia, centrado no crescimento, na produtividade e na desburocratização. A iniciativa é salutar. Agora em março se encerram os primeiros prazos para a implantação do programa.

O cenário ainda é preocupante. O ano passado terminou com um expressivo aumento no número de pedidos de recuperação judicial – incríveis 44,8% em relação a 2015. Há que se somar a isso o elevado endividamento das empresas, a dificuldade de acesso ao crédito e a baixa perspectiva de crescimento econômico para este ano.

A atividade industrial é fundamental para o país voltar a crescer. Um ambiente de negócios mais favorável proporciona a retomada da indústria e abre oportunidades de desenvolvimento de atividades empreendedoras de alto valor agregado.

Todos os setores são importantes, mas com as dificuldades apresentadas tem perdido espaço a indústria de transformação, que é justamente a área com maior capacidade de alavancar a economia.

A indústria de transformação é também a que mais inova, com maior capacidade de desenvolvimento tecnológico. É responsável por cerca de 30% do total do investimento produtivo privado (excluído setor público e famílias) e por aproximadamente 25% das vagas de emprego acima de cinco salários mínimos, além de representar perto de 30% da arrecadação tributária nacional, a despeito de corresponder por apenas 11,8% do PIB em 2015.

Se por um lado o governo está atuando para melhorar a manutenção de empresas no país, por outro tem realizado ações que reforçam a percepção de que o setor industrial deve perder ainda mais espaço.

Houve um claro direcionamento de menor atuação do BNDES no crédito de longo prazo e enfraquecimento do conteúdo local.

Com desburocratização e incentivos à produtividade e ao crescimento, conseguiremos resgatar a capacidade das empresas. Negócios que estão em dificuldade não investem, não contratam, não inovam. Quando quebram, geram desemprego, débitos com fornecedores, clientes e com o fisco.

Acabam destruindo elos importantes da cadeia produtiva e jogam fora décadas de conhecimento desenvolvido e talentos tão necessários ao país.

A principal tarefa do governo neste momento deve ser ajudar a resgatar a força das empresas para que elas fomentem investimentos e novos negócios. Caso contrário, permaneceremos estagnados, vendo nossa competitividade se distanciar cada vez mais dos países que concorrem conosco.

*Artigo publicado na Folha de S.Paulo;

Foto: arquivo

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Abiplast prevê que o faturamento e a produção da indústria do plástico devem aumentar em 2017

13/02/2017

Estima-se que o faturamento do setor em 2017 chegue à casa de R$ 55,8 bilhões, ou seja, um aumento de 1% frente a 2016, quando o valor foi de 55,3 bilhões

roriz_1De acordo com balanço econômico produzido pela Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST), estima-se que o faturamento do setor em 2017 chegue à casa de R$ 55,8 bilhões, ou seja, um aumento de 1% em relação a 2016, quando o valor foi de 55,3 bilhões. Este montante significou queda de 11,1% na comparação com 2015. “Mesmo que em um nível ainda pequeno, é importante a expectativa de retomada do crescimento este ano”, salienta José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast (foto), acrescentando: “Os dados indicam que o pior já passou”.

A projeção para 2017 é de que a produção física de produtos plásticos também apresente resultado positivo, com aumento de 1,24% ante 2016, alcançando a casa dos 6,32 milhões de toneladas. Estima-se, também, que, em 2017, o consumo aparente de transformados plásticos (resultado da soma da produção com importações, menos exportações) cresça 1,8, atingindo 6,68 milhões de toneladas.

Ainda de acordo com o balanço da entidade, os setores demandantes do plástico também vêm apresentando expectativas mais positivas para 2017. A indústria de alimentação deverá avançar 1,5%; 67% dos fabricantes de eletroeletrônicos projetam crescimento para 2017; o agronegócio brasileiro será melhor do que a média mundial para produtos como soja, milho, açúcar e carnes (bovina, suína e frango) e o setor de construção espera o início de uma recuperação para este ano, avalia a Abiplast.

No que diz respeito à mão de obra empregada, mesmo com um avanço econômico, a Abiplast estima que haja uma retração de 1,8% em relação ao ano anterior. A entidade prevê em 2017 o fechamento de seis mil postos de trabalho.

“É premente que, além de melhores estimativas, o ano de 2017 tenha um cenário político menos conturbado e que sejam realizadas as reformas estruturais, que darão mais segurança jurídica e competitividade à nossa indústria. Mais rapidez no recuo da taxa de juros, para incentivar o investimento, reformas que modernizem e tragam maior segurança jurídica às relações do trabalho e uma reformulação para simplificar o complexo e custoso sistema tributário brasileiro são temas fundamentais para que nossa indústria volte a produzir mais e empregar” –  afirma Roriz.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Abiplast

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José Ricardo Roriz Coelho é reeleito presidente da Abiplast e do Sindiplast-SP

06/08/2015

Mandato das novas diretorias estende-se até agosto de 2019

roriz_1A Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST) e o Sindicato da Indústria de Material Plástico, Transformação e Reciclagem de Material Plástico do Estado de São Paulo (SINDIPLAST) reelegeram José Ricardo Roriz Coelho (foto) para a presidência de ambas entidades na sexta-feira, 31 de julho de 2015.

A eleição foi feita por aclamação na Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST) e com maioria plena dos votos do Sindicato da Indústria de Material Plástico, Transformação e Reciclagem de Material Plástico do Estado de São Paulo (SINDIPLAST).

As novas diretorias tomarão posse em 1o de setembro de 2015 para os mandatos que expiram em agosto de 2019.

Na ABIPLAST, o presidente José Ricardo Roriz Coelho contará com os empresários Alberto Geromini e Otto von Sothew nas 1a e 2a vice-presidências, respectivamente.

No SINDIPLAST, o 1º vice-presidente será Aurelio de Paula e o 2º vice-presidente, Rogerio José Mani.

Desafios serão enfrentados

“Vamos continuar firmes na defesa dos diversos segmentos que compõem a indústria de transformação do plástico”, afirma Roriz. “Nosso setor tem sofrido as consequências da estagnação econômica, da inflação crescente e da desinformação. Lidamos com normas e leis arbitrárias, as quais prejudicam não apenas nosso desempenho, mas afetam toda a sociedade. Estamos preparados para enfrentar os antigos e os novos desafios. Afinal, prezamos o futuro das nossas empresas. E, acima de tudo, somos brasileiros e sabemos que somente um país com uma indústria forte tem chances reais de superar a crise e inaugurar um ciclo virtuoso de crescimento”, conclui José Ricardo Roriz Coelho.

Fonte: Abiplast

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Presidente do BNDES participa da Feiplastic 2015 com palestra de abertura

01/05/2015

BNDES_Luciano_CoutinhoNo dia 4 de maio, o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, participa da cerimônia de abertura da Feiplastic  – Feira Internacional do Plástico, que terá início às 11h, no Espaço das Orquídeas, dentro do Pavilhão de Exposições Anhembi. Ele apresentará o tema “O setor do plástico, economia e sustentabilidade”, com início às 12h. Presenças também confirmadas dos presidentes das entidades apoiadoras –  Carlos Pastoriza (Abimaq), José Ricardo Roriz (Abiplast), Fernando Figueiredo (Abiquim) e Luciano Nitrini Guidolin (Siresp).

Promovida pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, a Feiplastic é a maior plataforma de negócios, sustentabilidade e tecnologia para a cadeia do plástico em toda América Latina, palco para lançamento de produtos e tendências e debates do setor. Realizada anualmente, nesta edição conta com cerca de 1400 marcas expositoras, 155 pela primeira vez, e deve receber um público estimado de 70 mil compradores. A feira, que acontece de 4 a 8 de maio, recebe 30 delegações expositoras, entre elas Canadá, Colômbia, Coreia  do Sul, EUA, Equador, Espanha,  França, Finlândia , Inglaterra,  Israel,  Itália entre outros. Entrada gratuita para profissionais do setor.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Feiplastic

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Aumentos de preço de resinas opõem Braskem e transformadores de plásticos

12/02/2014
Jose Ricardo_Abiplast

José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast

Segundo matéria publicada pelo Valor Econômico, o reajuste dos preços das resinas termoplásticas no mercado doméstico aumentou a tensão entre o setor de transformação plástica e a petroquímica Braskem. De um lado, os transformadores que adquirem resinas de polietileno, polipropileno e PVC da Braskem sustentam que ocorreram aumentos de preços nos meses de janeiro e fevereiro, com nova rodada já anunciada para o próximo mês. A Braskem, por sua vez, afirma que segue rigorosamente a política comercial de seguir a variação dos preços internacionais das resinas, havendo neste momento, inclusive, defasagem na comparação com os níveis de preços praticados no mercado externo.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), que congrega as empresas transformadoras de plásticos, a Braskem teria aplicado um reajuste médio de 6% em janeiro e outro de 8% no mês de fevereiro, tendo também anunciado novo reajuste para março, em média de 4%. A  petroquímica, por sua vez,  diz que haverá um aumento de 3% a 4% nos preços das resinas no mercado doméstico em fevereiro, na tentativa de diminuir a defasagem de 8%, acumulada em três meses, em relação os preços internacionais das resinas plásticas

De acordo com o vice-presidente da área de Poliolefinas e Renováveis da Braskem, Luciano Guidolin, as cotações do Polietileno, Polipropileno e PVC produzidos pela empresa variaram entre um decréscimo de 0,5% e um aumento de 3,1% nos últimos 90 dias, tomando como base os valores de outubro. Afirma Guidolin que a alta dos preços no mercado internacional, considerando-se a variação cambial, foi de até 10% no mesmo período. Sem levar em conta a variação cambial, essas cotações variaram de -0,5% a 2,3% no período.

Segundo Guidolin, ainda não há política de preços anunciada para março. “Vamos observar a flutuação dos preços no mercado internacional”, diz o vice-presidente. “Os valores colocados pela Abiplast não estão corretos e me surpreende não haver comentário sobre os meses de outubro e novembro, quando houve queda dos preços da Braskem”.

Do lado das empresas de transformação, as associadas à Abiplast têm realizado reuniões extraordinárias para avaliar o cenário de preços e o instante “dramático” do setor, de acordo com o presidente da entidade, José Ricardo Roriz Coelho. Nas circunstâncias atuais, afirma Roriz, a rentabilidade das empresas de transformação plástica é em média 30% menor que a da indústria de transformação brasileira em geral. “Não queremos importar matéria-prima. Queremos preço local competitivo”, afirma.

Segundo Roriz, hoje, os preços das resinas plásticas no mercado doméstico embutem um prêmio que varia de 30% a 40% em relação às cotações das mesmas no mercado internacional. Tal diferença, explica, é devida à “incorporação” de impostos e outros gastos que incidem sobre as resinas importadas ao preço da resina produzida no Brasil. Luciano Guidolin, todavia, argumenta que não é adequada a comparação entre preços de exportação de outros países e os preços internos praticados  no Brasil. “O certo é olhar preço interno. Os preços domésticos do Brasil são semelhantes aos preços internos na Europa”, afirma Guidolin.

Segundo avaliação de Roriz, as cotações internacionais das resinas nos últimos meses subiram mais por causa do câmbio do que por algum desequilíbrio entre oferta e demanda. E esse movimento foi prontamente acompanhado pela Braskem. “Mas, no Brasil, os aumentos são potencializados pelo câmbio, uma vez que a resina é dolarizada”, ressalta. Uma possível alternativa para os transformadores seria importar mais resina. A conta final, porém, pode resultar em valores semelhantes aos praticados pela Braskem quando incluídos todos os gastos para internação do insumo, além de imposto de importação e eventuais medidas antidumping, de acordo com Roriz.

Segundo avaliação da Braskem, a queixa do segmento de transformação não reflete a realidade da indústria, já que houve um crescimento de 8% na demanda por resinas da companhia na comparação com 2012. “A demanda foi 8% superior refletindo a melhora da indústria”, diz. A Braskem ressalta ainda que a expressiva importação de resinas plásticas demonstra que o mercado brasileiro é aberto. “Não há barreiras à importação”, diz Guidolin, referindo-se à crítica da Abiplast à adoção de medida antidumping provisória para as importações de Polipropileno  da África do Sul, Índia e Coreia do Sul.

Segundo a Abiplast, a medida corresponde a um acréscimo 6% no preço do Polipropileno oriundo desses três países. “Coreia, África do Sul e Índia são os únicos com capacidade produtiva de PP que permite exportação, além dos Estados Unidos, que já foram alvo de antidumping”, afirma Roriz. A Braskem, no entanto, diz que há outras fontes relevantes de resinas, como o Oriente Médio.

Em 2013, a produção física brasileira de transformados plásticos alcançou 6,66 milhões de toneladas, representando uma alta de 0,13% frente ao ano anterior – a previsão, no entanto, era de crescimento de 1,6%. O faturamento do setor, por outro lado, somou R$ 66,9 bilhões, o que corresponde a um aumento de 7%.

Fonte:  Valor Econômico / Abiplast

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Presidente da Abiplast enumera estatísticas de 2013 para o setor de plásticos e invoca ousadia para 2014

08/01/2014

Artigo de José Ricardo Roriz Coelho (*)

O balanço anual de 2013 do setor de transformação do plástico é um exemplo muito claro de que a indústria brasileira continua premida pela perda de competitividade.

Sua recuperação, considerando que paga salários altos, aporta e desenvolve tecnologia e exporta itens de alto valor agregado, é decisiva para que o PIB volte a crescer de modo mais substantivo.

O crescimento da produção física do setor poderia ter sido sensivelmente maior do que o índice de 1,6% em 2013, quando alcançou 6,67 milhões de toneladas, ante 6,66 milhões em 2012.

O segmento de laminados foi o que apresentou maior expansão, com 8,3%. Em seguida, aparece o de artefatos diversos, com alta de 1,2%, e o de embalagens, que registrou queda de 0,3%.

Os laminados foram puxados pelo setor automotivo, que expandiu devido à política de crédito e incentivos fiscais. Por outro lado, a importação de alimentos embalados aumentou, prejudicando as embalagens plásticas nacionais.

Em valores, a produção cresceu 8,6% na comparação 2012-2013, saindo de R$ 56,46 bilhões para R$ 61,33 bilhões. O consumo aparente registrou aumento de 9,1%: de R$ 60,8 bilhões, foi para R$ 66,3 bilhões. Aqui há um dado crucial para evidenciar a perda de competitividade da indústria brasileira: o consumo cresceu de modo expressivo, mas está sendo atendido em grande parte pelas importações, em detrimento da produção nacional.

Em consequência, repete-se o saldo negativo na balança comercial: o setor exportou 7% mais na comparação com o ano anterior, com 255 milhões de toneladas, e importou 6% acima do registrado em 2012, um total de 731 milhões de toneladas.

No comércio exterior setorial, o deficit já era negativo em US$ 2,05 bilhões no acumulado de janeiro a outubro, com um crescimento de 8,52% em relação a igual período de 2012. Mesmo nesse cenário, os investimentos tiveram crescimento de 4,8% na comparação com o ano anterior, totalizando R$ 1,97 bilhão. Quanto ao emprego, registramos alta de 2,2% (7.600 novos postos).

Todos esses números poderiam ser melhores se o Brasil conseguisse redespertar seu espírito empreendedor. Investir também significa correr riscos, mas os empresários mostram-se mais céticos ante incertezas e mudanças de cenários.

É premente reduzir a burocracia e o custo da produção, ampliar a segurança jurídica e estabilizar o câmbio e os juros em níveis adequados. É necessária uma estratégia definida e com métricas claras, não para cada semana, mas os próximos 15 ou 20 anos. Precisamos ser ambiciosos. No atual ritmo, levaremos 40 anos para ascender a um grau mais elevado de progresso. Com medidas práticas e estratégicas, o Brasil saltaria da posição de país de renda média para a de nação desenvolvida.

O país teve avanços importantes nos últimos anos, como a mitigação das desigualdades. Também é positiva a maneira como resistimos à crise mundial, com medidas anticíclicas que garantem uma das menores taxas de desemprego do mundo.

Porém, o modelo esgotou-se. Agora, é preciso ir além, com política fiscal mais transparente, resgate da competitividade industrial e sinalização de um cenário definido e claro para o estímulo do empreendedorismo e dos investimentos.

(*) José Ricardo Roriz Coelho, 55, é vice-presidente e diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e presidente da Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico)

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ABIPLAST apresenta resultados do setor de plásticos em 2013

06/12/2013

AbiplastEm coletiva realizada em 02/12, o presidente da ABIPLAST, José Ricardo Roriz Coelho, apresentou a pesquisa “A Indústria de Transformados Plásticos – Desempenho 2013 Expectativas para 2014”, que tem como fonte o IBGE: PIM-PF e PIA, Sistema AliceWeb / MDIC e RAIS/MTE, com estimativas da ABIPLAST.

De acordo com os números, projeta-se que a produção física de transformados plásticos registrará crescimento de 1,6% em 2013 em relação ao anterior. Quando analisados os segmentos, laminados apresentarão a maior expansão, de 8,3% na mesma comparação. O levantamento mostra ainda a análise trimestral, revelando que o segundo trimestre de 2013 será o mais favorável ao setor, com a produção de 1,745 milhão de toneladas.

Analisando a produção em valores, a pesquisa aponta o crescimento de 8,6%, na comparação 2012-2013, saindo de R$ 56,4 bilhões para R$ 61,3 bilhões. No que diz respeito ao consumo aparente de transformados plásticos, o aumento projetado é de 9,1%, ou seja, de R$ 60,8 bilhões foi para R$ 66,3 bilhões.

Em relação ao comércio internacional, o setor deverá exportar 7% a mais quando comparado com o ano anterior, com 255 mil toneladas, e importará 3% acima do registrado em 2012, ou um total de 731 mil toneladas. Desse modo, o saldo da balança comercial de transformados plásticos permanece deficitário, ultrapassando R$ 5 bilhões – um valor 14,7% maior que em 2012.

Espera-se que os investimentos tenham crescimento de 4,8% na comparação com o ano anterior, totalizando R$ 1,97 bilhão. Já o nível de emprego no setor de transformados plásticos terá alta de 2,2% ou o total de 7.600 postos de trabalho gerados em 2013.

O presidente Roriz também falou sobre as ações e iniciativas empreendidas pela ABIPLAST ao longo de 2013, como a internacionalização da FEIPLASTIC 2013, principal feira do setor, a ampliação das linhas de financiamento para o setor e a realização do 3º Seminário “Competitividade: O Futuro Perfil da Transformação Brasileira de Plástico”. Destaca-se nesse âmbito a agenda de competitividade apresentada ao Governo Federal e a atuação decisiva da entidade na definição da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Ao abordar as perspectivas para o setor de transformados plásticos para 2014, Roriz anunciou a projeção de crescimento de 1,8% na produção física, um aumento nominal de 8% e real de 2% na produção em valor, e o crescimento de 9% no consumo aparente de transformados plásticos.

Fonte: Abiplast

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Aumenta o número de empregos na indústria de transformação de plásticos em São Paulo

25/06/2013

Segundo o jornal “Folha de São Paulo”, houve uma ampliação das contratações da indústria de transformação de plásticos no Estado de São Paulo nos primeiros meses de 2013.  A indústria de plásticos paulista abriu 2.670 novas vagas entre Janeiro e Abril deste ano, em comparação com apenas 173 em igual período do ano passado.

O aumento no número de vagas ocorreu a despeito do setor de plásticos e borracha não ter crescido em termos de produção no primeiro quadrimestre de 2013 (a produção no estado de São Paulo registrou uma ligeira queda de 0,03% em comparação com o mesmo período de 2012). A indústria de transformação, em geral, cresceu 3 %.

Os dados, fornecidos pelo Ministério do Trabalho e Emprego, sinalizam uma recuperação em relação ao ano 2012, que foi fraco em termos de produção e crescimento de empregos.

A razão para tal recuperação, segundo o SindiPlast (Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo) foi a desoneração da folha de pagamentos implementada pelo governo federal no ano passado.

Como resultado da desoneração, alguns setores  deixaram de pagar 20% de contribuição previdenciária sobre a folha de salários, passando a contribuir com um percentual de 1% ou 2% sobre o faturamento anual bruto.

“Você paga praticamente o mesmo imposto se tiver 10, 100 ou 1.000 empregados”, afirma  José Ricardo Roriz Coelho, presidente do Sindiplast.

Em todo o País, o número de empregos na indústria de transformação de plásticos dobrou.  O número de novos funcionários nessa indústria passou de 3.651 novos funcionários no primeiro quadrimestre de 2012 para 7.427 em igual período de 2013.

“O problema é que não aumentamos o volume de produção e de vendas porque está caro transformar plástico no Brasil”, continua Roriz.

“Perdemos com a importação de produtos de países asiáticos e da América do Sul”, finaliza o presidente do Sindiplast, que também é diretor de competitividade da Fiesp e presidente da Abiplast (Associação Brasileira da Indústria de Plásticos).

Dados adicionais indicam também que o preço de produtos plásticos subiu 3% no primeiro quadrimestre deste ano. O aumento acumulado dos últimos foi de 9,18%.

Fonte: Abiplast / Folha de São Paulo

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Perspectivas da indústria do plástico para 2013 – artigo de José Ricardo Roriz Coelho

08/04/2013

Em 2013, a indústria brasileira de transformação do plástico espera aumento em sua produção física de 1%. O faturamento deverá ser 6,6% maior, o que significará um incremento real de 1,4%. Também devemos expandir em 3% o nosso número de postos de trabalho e manter o mesmo patamar de investimentos observados em 2012, algo em torno de R$ 2 bilhões. Apesar dessas perspectivas positivas, ainda são muitas as adversidades que precisam ser vencidas, em especial no resgate da competitividade do setor. Tais desafios são evidentes no relatório “Desempenho 2012 / Expectativas para 2013”. Elaborado pela Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), apresenta dados importantes para que analisemos gargalos e planejemos as melhores estratégias para solucioná-los.

O primeiro ponto que salta aos olhos é o quanto o “custo-Brasil” nos faz perder competitividade. Em 2012, exportamos US$ 1,29 bilhão, 15% a menos do que em 2011, quando vendemos US$ 1,51 bilhão ao exterior. Ao mesmo tempo, nossas importações de plásticos transformados tiveram um aumento de 4%, indo dos US$ 3,39 bilhões, em 2011, para US$ 3,51 bilhões. Ou seja, o Brasil vendeu muito menos e comprou muito mais. Em toneladas, importamos 697 em 2012, 6% a mais do que as 660 do ano anterior. E fornecemos 15% menos ao mercado internacional: 228,5 em 2012, contra os 267,8 de 2011. Diante desse cenário, foi inevitável que a balança comercial de transformados plásticos terminasse deficitária. Em reais, estamos com 4,6 bilhões negativos, 21% a mais dos 3,03 bilhões de 2011.

Quanto à produção, a de laminados plásticos foi a que apresentou o pior desempenho dentre os segmentos da indústria de transformados plásticos: houve 7% de queda em relação ao ano passado. A produção de embalagens e artefatos diversos plásticos no acumulado do ano permanecem nos mesmos níveis do registrado em 2011, apresentando, respectivamente, 0,16% e 0,36% de variação.

A despeito dos números relativos à produção e ao comércio exterior, geramos empregos: dos 351,3 mil postos de trabalho existentes na indústria do plástico em 2011, passamos para 354,5, isto é, cerca de 3.200 trabalhadores ingressaram no setor durante o ano que chega ao fim, um pouco abaixo do ano anterior. O fato de nossa contribuição para a criação de postos de trabalho ter sido menor do que em 2011 é indicativo de perda de competitividade.

O problema primordial diz respeito aos históricos problemas do “custo-Brasil”. Providências no sentido de desonerar a folha de pagamento foram importantes em nosso setor, embora insuficientes. Há, também, o problema do câmbio, pois ficamos a maior parte do ano com o real apreciado. Vale ressaltar, ainda, que as medidas capazes de proporcionar uma efetiva queda no preço da energia elétrica são positivas, mas seus efeitos seriam ainda mais potencializados se viessem acompanhados de outras providências que permitissem reduzir os custos da produção.

Enquanto o segmento plástico brasileiro debatia-se com os obstáculos de longa data, ocorria um aumento significativo do assédio de fornecedores internacionais. Estes, mediante o retraimento das economias europeia e norte-americana, precisaram desbravar novos nichos e foram agressivos nessa abordagem, negociando com bastante liberalidade a fim de garantir espaço em outros mercados. Como se fosse pouco, a indústria do plástico enfrentou grave aumento – cerca de 20% — do preço das resinas termoplásticas, seu principal insumo. Enfim, não houve trégua para quem atua no setor.

Entretanto, também há números que merecem ser comemorados. Apesar das adversidades, o faturamento total da indústria de transformados plásticos foi de R$ 52,5 bilhões, aproximadamente 4,5% mais do que em 2011 (R$ 50,26 bilhões).

Para 2013, as expectativas são boas. Primeiramente, porque o setor não acredita que o crescimento pífio do PIB de 2012 repetir-se-á no ano novo. As estimativas são de uma expansão média de 4%, com ligeira queda da inflação (esta deverá manter-se em torno dos 5%).

Com base nessas estimativas macroeconômicos, projetamos um aumento de 1% na demanda por automóveis, de 4% na construção civil – com obras de infraestrutura e o Programa Minha Casa Minha Vida – e de 5% na produção de alimentos. Cabe observar que a melhoria de vida de parte da população, que hoje sai das camadas pobres para fazer parte da classe média, afeta positivamente a demanda por embalagens plásticas. Tudo isso deverá refletir-se positivamente no setor do plástico.

A indústria brasileira é forte e guerreira, mas não pode prescindir da atenção das autoridades no sentido de se delinearem políticas públicas que a fortaleçam. Isso não significa, em absoluto, dar proteção a um segmento em detrimento de outros. O governo, na boa intenção de proteger a manufatura nacional, aumentou a alíquota de importação de algumas resinas termoplásticas. Isso favoreceu o produtor interno e afetou negativamente todos os demais elos da cadeia. O mais grave é que prejudicou o consumidor final, pois é sobre ele que acabam recaindo os aumentos de custos.

 José Ricardo Roriz Coelho é presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), vice-presidente da Fiesp e diretor do Departamento de Competitividade da entidade.

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“Temos de produzir aqui o que os brasileiros querem comprar”

14/03/2013

Artigo de José Ricardo Roriz Coelho

Não é só juro alto que mantém os preços de nossos produtos e serviços e a inflação sob controle. Para isso, a concorrência é fundamental! Juros altos por tanto tempo ajudaram a provocar um longo período de valorização da nossa moeda, que, aliado à baixa produtividade, pesada carga tributaria, falta de infraestrutura adequada, burocracia, aumento dos gastos do governo com pouca eficácia na sua utilização, afastou o investimento e destruiu a capacidade competitiva do Brasil. O País pagou desnecessariamente muito tempo cerca de R$ 19 bilhões em juros para cada 1% de aumento de Selic, sendo que uma boa parte desse valor poderia ter sido aplicada na infraestrutura e/ou desoneração dos investimentos.

Enquanto isto, felizmente, a disponibilidade maior de crédito, aumento do poder de compra dos salários e inclusão social resultante dos corretos investimentos do governo em erradicação da miséria aumentaram a renda dos brasileiros, que foram às compras! Com renda per capita até US$ 5.000/ano, as pessoas procuram atender as suas necessidades básicas. Quando ultrapassam esse patamar, situação na qual nos encontramos hoje, elas passam a ter acesso a mais serviços, bens duráveis e produtos manufaturados. E são justamente estes últimos, que tanto encantam os consumidores, que perdemos a capacidade de produzir aqui a preços competitivos. Depois que a nossa renda per capita ultrapassar US$ 20 mil, com melhora da qualidade da educação e com os salários mais altos, cairá a participação dos manufaturados no PIB, aumentando a de serviços e de produtos de maior conteúdo tecnológico. Porém, isso esta longe de acontecer!

A falta de concorrência, e o baixo investimento jogaram os preços de serviços administrados pelo governo e os de produtos de grandes oligo/monopólios nas alturas. O custo do capital, carga tributária, salários crescentes com queda da produtividade e o baixo interesse de investir para competir com produtos importados, que a cada dia ficavam mais fortalecidos com a valorização do Real, afastaram a possibilidade de aumento de oferta da produção brasileira. A consequência disso é que a parcela de ampliação do nosso mercado advinda do crescimento da renda do brasileiro acabou sendo capturado pelos produtos importados.

Se não tivermos capacidade de produzir aqui os manufaturados que nossa população comprará devido ao aumento de sua renda, as importações desses bens, de alto valor agregado, serão crescentes. E de que adianta esse processo de ascensão socioeconômica, inclusão social e maior massa salarial, se os produtos nacionais são os mais caros do mundo? Por que o brasileiro tem de pagar mais caro por tudo? Imaginem os nossos consumidores com a renda de hoje se os produtos e serviços aqui oferecidos tivessem os preços das lojas de Miami ou das principais capitais asiáticas!

A questão prioritária é: como permitir que o Brasil volte a ter condições de concorrer e continue aumentando a renda de seu povo como tem acontecido nos últimos nove anos? Só temos um caminho: investimento. Apesar de alguns avanços importantes e corajosos definidos pelo governo no último ano, o investimento só virá a partir do momento em que se consolidem alguns preceitos no País: ambição de ser melhor do que os nossos concorrentes; condições adequadas para crescermos muito mais do que se tem verificado; previsibilidade com planos e metas de curto, médio e longo prazos bem definidas; melhora da capacidade de gestão e execução; regras claras associadas à desoneração do investimento; simplificação dos processos, com menos burocracia; melhora da qualidade do ensino; acordos comerciais inteligentes com outros países; melhor distribuição da carga tributaria, com simplificação, não se onerando tanto o custo de se produzir.

Ademais, precisamos melhorar a nossa infraestrutura e, principalmente, convencer os investidores de que voltem a acreditar no Brasil. Sem investimentos, ficaremos com a inovação a reboque dos nossos concorrentes! E hoje a inovação, fundamental para atender às exigências cada vez maiores dos consumidores, ocorre onde as coisas acontecem e onde os produtos são fabricados. O importante é recuperar a capacidade de concorrer com vantagem, que perdemos, já faz um bom tempo.

José Ricardo Roriz Coelho é presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e do Sindiplast.

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Conferência Feiplastic 2013 promove debate sobre futuro da indústria de plásticos

13/03/2013

feiplastic

Oportunidade única de atualização, evento reúne profissionais de toda a cadeia produtiva do plástico para falar de tendências, alternativas e soluções inovadoras

Poucas indústrias no mundo têm se reinventado com tamanha agilidade diante de desafios ambientais e novos marcos regulatórios, como a cadeia produtiva do plástico. Nesse sentido, a Conferência FEIPLASTIC 2013, que acontece simultaneamente à FEIPLASTIC – Feira Internacional do Plástico é de extrema relevância para os profissionais interessados em conhecer tendências, descobrir alternativas e soluções de última geração para os atuais desafios do setor. A conferência, organizada e promovida pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, acontece no Holiday Inn Park Anhembi nos dias 22 e 23 de maio.

Serão dois dias de intensa programação, com debates e ciclos de palestras que tratarão temas como as Tendências e Desafios do Mercado de Plástico para os próximos anos, incluindo o cenário atual do setor e iniciativas para reduzir o impacto de custos, competitividade internacional e estratégia para a competitividade; e Sustentabilidade no que se refere à cadeia produtiva do plástico, o papel da cadeia na reciclagem e a relação entre custo e qualidade.

Já estão confirmadas as palestras de José Ricardo Roriz Coelho, presidente da ABIPLAST – Associação Brasileira da Indústria do Plástico, e de Gabriel Lourenço Gomes, chefe do Departamento de Indústria Química do BNDES. O primeiro palestrante apresentará uma visão geral sobre os principais desafios do mercado brasileiro no setor de transformação de plásticos, enquanto o segundo fará uma avaliação do governo brasileiro sobre o cenário atual do setor plástico, seu potencial de investimentos e iniciativas para reduzir impacto de custos no país.

Para mais informações e inscrições os interessados devem ligar para o telefone (11) 3060.4949. A programação completa está disponível no site www.feiplastic.com.br/Conferencia/Agenda/

Fonte: Assessoria de Imprensa -Feiplastic

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Discurso do presidente da Abiplast ressalta potencialidades da cadeia produtiva dos Plásticos, durante abertura da Brasilplast.

09/05/2011

Discurso de José Ricardo Roriz Coelho, Presidente da Abiplast, durante abertura da Feira Brasilplast 2011:

“Excelentíssimo Ministro de Ciência e Tecnologia Aluízio Mercadante,

Autoridades, companheiros, empresários senhoras e senhores – Bom dia a todos!

Para fazer este pronunciamento aqui representando a cadeia de  Produção dos Plásticos eu tinha preparado a minha fala, focando principalmente em fatores estruturais que tiram a competitividade de se produzir no Brasil. Mas falar aqui do tamanho da nossa carga tributária, que os juros são os mais altos do mundo, atraindo capital especulativos que pressionam o cambio valorizando o Real, ou mesmo dizer do estrago que importações da China e outros países tem feito no nosso Mercado, não seria novidade para ninguém.

Eu prefiro muito mais ressaltar as potencialidades da cadeia produtiva dos Plásticos, e fazer um agradecimento muito especial as autoridades e empresários presentes por virem ao Anhembi hoje e durante a feira para conhecer mais este setor produtivo, e também aos fabricantes de maquinas e resinas plásticas, os transformadores que vieram expor os seus produtos, para mostrar tendências, realizar negócios, estabelecer parcerias e buscar soluções conjuntas e inovadoras para este setor que é um dos mais dinâmicos e importantes da nossa economia.

O Plástico é o material preponderante nas embalagens dos alimentos, dos produtos de limpeza, dos cosméticos, medicamentos, dos insumos agrícolas, assim como na grande maioria dos produtos oferecidos pelo varejo e utilizados no dia a dia das pessoas.

Um dos seus principais destinos por exemplo, e a embalagem que é o ultimo passo para agregação de valor de um produto. Neste momento em que falamos tanto, na possibilidade de adicionar valor as nossas matérias primas e commodities, nada melhor do que termos uma indústria de embalagem forte e competitiva aqui no Brasil. Porque então, não aproveitarmos a força do nosso agronegócio para já exportarmos alimentos já processados ao invés de granel.

Temos também uma presença muito forte do Plástico na construção civil barateando e trazendo soluções inovadoras na construção de casas e obras de infraestrutura, nos eletroeletrônicos, utilidades domesticas, moveis, brinquedos, higiene e limpeza, cosméticos, farmacêuticos e hospitalares, brinquedos, calçados, aeronáuticos, automobilísticos entre outros.

O Consumo aparente dos transformados plásticos em 2010 pelos brasileiros foi de 6, 2 milhões de toneladas. O crescimento em relação ao ano de 2009 foi próximo de 10 %. Pena que as importações capturaram uma boa parcela do nosso consumo: foram importados 2,8 bilhões de dólares de transformados plásticos, neste numero não foram considerados a importações de resinas, maquinas, equipamentos e componentes. As importações de transformados plásticos dobraram nos últimos 5 anos e continuam crescendo.

Não podemos ficar acomodados com esta situação, precisamos reagir e rápido. Não podemos também ficar aqui o tempo todo reclamando dos Chineses, ou seja, lá de quem for. O que devemos fazer e reverter esta situação e nos tornarmos um centro de excelência do setor de Plásticos no Mundo.

Não faz o menor sentido termos preços das nossas matérias primas básicas, como se ainda fôssemos um grande importador de Petróleo. Somos autossuficientes e seremos logo um dos maiores exportadores do mundo com o Pré Sal. As referencias Brasileiras de preços para Nafta, correntes de C3, gás natural vem de países que são grandes importadores. Nos Estados Unidos que descobriram e passaram a produzir recentemente o shale gás, os preços de gás natural caíram em pouquíssimo tempo de quase dez para cerca de 4 dólares por milhão de BTU. Enquanto isto no Brasil estes preços estão próximos de 12,  encarecendo também nossa energia elétrica que já é certamente uma das mais caras do mundo. Cabe à Petrobras que e uma das maiores e mais rentáveis empresas do mundo, mudar esta situação.

Temos que desonerar os custos tributários dos investimentos, com acesso a credito a custos competitivos pelos menos para as empresas menores que tem enormes dificuldades para acessar estes recursos.

A Indústria de Manufatura Brasileira responde por cerca de 16% do PIB, mas responde por quase 38% de toda arrecadação de tributos dos 12 setores da economia Brasileira. Isto sem contar que no Brasil pagamos impostos antes de receber dos clientes, que é uma herança da época em que tínhamos inflação próxima a 2% por dia. Para fazer frente a este descasamento de cerca de 50 dias, temos que buscar capital de giro nos Bancos, sabendo que o nosso custo de capital é o maior do mundo. Não entrando nessa conta a burocracia envolvida com mais de 85 tributos no nosso pais, e a cada 26 minutos a Receita Federal cria uma nova regra.

No setor de Plásticos, faturamos anualmente mais de 50 bilhões de Reais e empregamos mais de 400 mil pessoas, sendo o sexto setor mais empregador da indústria Brasileira e o segundo de São Paulo, com presença em todos os estados brasileiros e na maioria dos municípios.

A indústria de Manufatura e responsável por 23% da arrecadação da Previdência Social no Brasil, sendo que aqui os encargos trabalhistas representam 32,4% do custo da mão de obra industrial, enquanto que a média de em 34 Países que representam mais de 90% do PIB mundial a média é de 21%.

Temos urgência em desonerar a nossa folha de pagamento, eu entreguei na ultima sexta feira uma proposta elaborada pela Fiesp por determinação do presidente Paulo Skaf, na ultima sexta feira ao secretario Nelson Barbosa.

Vamos disputar mão de obra qualificada com outros setores da economia, temos que formar pessoas, melhorar gestão, buscar escala ótima de produção. Sabemos que se não fossem os Plásticos, hoje estaríamos gerando três vezes mais volume de lixo, e por isto mesmo devemos estar atentos as exigências ambientais da nossa sociedade, e fazer a nossa parte na implementação da Politica Nacional de Resíduos Sólidos.

Temos que investir em Pesquisa e Desenvolvimento, setores como nanotecnologia, melhorando o desempenho dos nossos produtos, em biotecnologia para as resinas de fontes renováveis. design, moldes, processos, materiais, soluções inovadoras para suportar o desenvolvimento e o crescimento dos nossos clientes.

Só queria aqui lembrar ao Ministro, que uma das forças da Petrobras que permitiu buscarmos nas profundezas do pré sal petróleo de boa qualidade foi o seu desenvolvimento tecnológico. Se hoje temos a tecnologia necessária, foi porque dentre outras coisas pela Lei do Petróleo (Lei nº 9.478/1997), em seu Art. 8º, alínea X, a ANP é obrigada a estimular a pesquisa e a adoção de novas tecnologias na exploração, produção, transporte, refino e processamento.

Por este motivo, a partir de 1998, a ANP incluiu nos Contratos de Concessão para Exploração, Desenvolvimento e Produção de Petróleo e Gás Natural cláusula determinando que o concessionário seja obrigado a realizar Despesas Qualificadas com Pesquisa e Desenvolvimento em valor equivalente a 1% (um por cento) da receita bruta da produção para tal campo. É a chamada “participação especial”, tributo adicional aos royalties.

A lei estabeleceu ainda que, no mínimo, 50% do valor dos investimentos devem ser aplicados em instituições de pesquisa e desenvolvimento – P&D – credenciadas pela ANP para esse fim, podendo os demais recursos serem aplicados em despesas qualificadas como P&D executadas em instalações próprias dos concessionários e de empresas afiliadas.

Porque não fazer o mesmo com contribuições como esta que seriam repassadas a jusante nas diversas cadeias produtivas como a nossa dos Plásticos, e também naquelas de matérias primas ou commodities onde temos indiscutivelmente vantagens comparativas sobre outros países, e que as divisas de suas exportações contribuem enormemente para valorizar o Real, evitando a já conhecida doença holandesa, já presente na nossa economia.

Já chegando ao final da minha fala, o que nos não gostaríamos e de engrossar as filas em Brasília, pedindo para aumentar as alíquotas de importação de nossos produtos, o que nos queremos e o direito de sermos competitivos e participar desta enorme mudança que o nosso pais vem atravessando. Queremos fabricar os produtos que serão consumidos pelos brasileiros e também ter uma forte presença dos nossos produtos e serviços no Mercado Mundial.

Apesar de termos muitas coisas e mudanças a serem feitas, as condições de vida dos brasileiros tem melhorado muito. Em 2003 tínhamos 66 milhões de pessoas na classe C, e as ultimas projeções indicam que teremos cerca de 113 milhões de pessoas nesta classe social em 2014.

Este pessoal com renda maior tem todo o direito de ter acesso a produtos e serviços que vão estar presentes no seu dia a dia. Eles não vão às lojas para comprar minério de ferro, pasta de celulose, barril de petróleo, correntes de C3, Nafta Petroquímica, etc. Eles vão para comprar alimentos processados e embalados, tubos e conexões, televisores, automóveis, DVD’s, liquidificadores, geladeiras, medicamentos, escorredores de macarrão, contentores de lixo, seringas de injeção, escovas de dente, celulares, computadores, brinquedos, sacos de lixos, shampoos, desinfetantes, calçados e centenas de milhares de produtos onde a presença do Plástico no seu processo produtivo e uma condição essencial e insubstituível para baratear o seu custo e melhorar o seu desempenho, e aqui que temos o desafio diário de produzir em tempo cada vez mais reduzidos produtos inovadores e diferenciados.

Mais uma vez agradeço a presença dos representantes de todas as entidades parceiras para a realização deste tão importante evento para o nosso setor, com a certeza de que poderemos aqui, durante a realização da Brasilplast, e nos nossos encontros futuros, buscar soluções para grandes avanços da Cadeia produtiva dos Plásticos.”

José Ricardo Roriz Coelho

Fonte: Assessoria de Imprensa BRASILPLAST

Presidente da ABIPLAST destaca potencial de crescimento da indústria plástica brasileira.

19/04/2011

Atual presidente da entidade, José Ricardo Roriz Coelho vê com bons olhos as oportunidades que o Brasil tem perante outras nações

Com um consumo médio per capita de plástico de 27,94%, o Brasil tem muito a crescer quando comparado aos Estados Unidos, com 105%, e Europa, com 99%. Diante desses números, José Ricardo Roriz Coelho, presidente da ABIPLAST (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), afirma que o País tem uma grande oportunidade de crescimento.

Em entrevista concedida à Assessoria de Imprensa da BRASILPLAST (13ª Feira Internacional da Indústria do Plástico), José Roriz destaca a importância do evento para o setor, como o mercado brasileiro enxerga a questão da sustentabilidade, entre outros assuntos. Acompanhe:

Assessoria de Imprensa: Qual a importância da BRASILPLAST para o mercado nacional?
Roriz – Uma feira de negócios do porte da BRASILPLAST é uma excelente oportunidade para que as empresas se atualizem com as últimas novidades em termos de tecnologia e novos produtos, avaliem tendências, conheçam novos clientes e fornecedores e fechem bons negócios.

A.I.: Quais as expectativas da entidade em relação à BRASILPLAST 2011?
Roriz – Esperamos que o período de 9 a 13 de maio de 2011 sirva para que as empresas do setor plástico avaliem mercados, sejam estimuladas a investir em novas tecnologias e estudem a viabilidade de acesso a novos mercados. Enfim, acreditamos que a BRASILPLAST seja uma oportunidade para que as empresas conheçam o mercado e possam formatar estratégias para alavancar sua competitividade.

A.I.: Em termos mundiais, como o senhor compararia o evento brasileiro?
Roriz – A BRASILPLAST está no rol das feiras do setor plástico mais importantes do mundo e, seguramente, é o principal evento do setor na América do Sul.

A.I.: Muito tem se falado em “plástico verde”. Como esses produtos complementam a cadeia do plástico como um todo?
Roriz – A Braskem inaugurou em setembro/2010 uma fábrica com capacidade de produção de 200 mil toneladas/ano de polietileno “verde”, isto é, um plástico proveniente de fonte renovável (etanol – cana de açúcar) e já anunciou investimentos para instalação de planta para produção de polipropileno verde.

O uso dos produtos plásticos “verdes” ainda está restrito a alguns segmentos e o preço desse material é acima do valor do produto convencional, até porque se trata de uma nova tecnologia, que ainda não tem produção em escala suficiente para substituir os produtos convencionais.
É preciso salientar que existem diferenças entre o que se chama de plástico “verde” e o plástico biodegradável. O plástico “verde” é o material obtido através de fontes renováveis, que não necessariamente são biodegradáveis. O plástico biodegradável é aquele em que há depois de certo tempo a degradação do polímero, desde que exposto em condições ideais.

A.I.: Quais são as regiões brasileiras que se destacam na indústria de transformação do plástico?
Roriz – O setor plástico é composto por 11.526 empresas, sendo que 85% delas estão concentradas nas regiões Sudeste e Sul do Brasil. Somente no Estado de São Paulo existem 5,1 mil empresas, o que representa praticamente 45% do total do Brasil. O segundo Estado com maior concentração de empresas é Rio Grande do Sul, com 1.200 empresas, seguido por Santa Catarina e Paraná, com cerca de 940 empresas cada.

A.I.: Embora as exportações estejam em queda, para quais países o Brasil mais exporta seus produtos transformados?
Roriz – Só fazendo uma correção. As exportações não estão em queda. Elas crescem, porém a um ritmo bem menor do que as importações. Os principais parceiros comerciais do Brasil nas exportações de plástico são: Argentina, que recebe 26% do total das exportações brasileiras; Países Baixos (Holanda), que capta mais 15%; e os Estados Unidos, que responde por outros 8% do total das exportações de transformados plásticos brasileiros.

A.I.: Qual a importância do BNDES Proplástico para a cadeia produtiva do plástico? Quais os principais benefícios para as empresas e o que isso significa para a cadeia?
Roriz – O BNDES Proplástico é um programa de fomento ao investimento para a cadeia do plástico lançado em uma hora bastante propícia para indústria de transformação. O BNDES Proplástico atua com cinco modalidades de financiamento, sendo: financiamento à produção e modernização do parque fabril; renovação de bens de capital; fomento à inovação, pesquisa, desenvolvimento e tecnologia; incentivo ao fortalecimento das empresas do setor por meio do apoio a incorporações, fusões, aquisições; e financiamento de projetos socioambientais, que apoiam tanto projetos de desenvolvimento de tecnologias limpas, reciclagem, até projetos sociais para melhoria da qualidade de vida de colaboradores e da comunidade no entorno da empresa.
Essa ampla gama de possibilidades de financiamentos, aliada a possibilidade de acessar os recursos do BNDES Proplástico diretamente com a instituição, sem precisar passar por intermediários financeiros, torna o programa bastante atrativo para as empresas do setor de transformação de material plástico.
Mas mesmo sendo um programa que atende os anseios do setor, cabe uma crítica construtiva, que deveria ser estudada pela diretoria do BNDES. O setor de transformação de plástico é composto em sua grande maioria por empresas de micro e pequeno porte, que muitas vezes não têm estrutura para implementar um projeto de mais de R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais – valor mínimo para enquadramento de projetos no BNDES/Proplástico). Ou seja, o grande universo de empresas do setor não consegue acesso ao programa. Sabemos que existem outros produtos do próprio BNDES que podem atender essa demanda, porém se BNDES/Proplástico contemplasse esse público seria mais eficiente na concretização de seu objetivo de servir como um instrumento de desenvolvimento e aumento de competitividade do setor plástico.

A.I.: O senhor poderia traçar um perfil do mercado brasileiro e a questão da sustentabilidade?
Roriz – A primeira coisa a destacar é a oportunidade da indústria de plástico no Brasil. Temos um potencial enorme porque o consumo per capita de plástico é muito baixo. O crescimento do País está trazendo para o mercado milhares de consumidores que antes não tinham acesso a produtos manufaturados, o que torna a oportunidade do setor de plástico no Brasil é gigantesca. Aliado a isso, temos um país que nos próximos dois ou três anos deve começar uma trajetória de exportação de petróleo, o que torna nossa cadeia produtiva autossuficiente em produtos e matérias-primas. O Brasil, que antes era voltado à indústria regional de plástico pode se tornar uma das regiões mais competitivas do mundo na produção de produtos plásticos para atender a demanda do mercado interno e até para exportar. Por isso, reforço, essa é uma oportunidade gigantesca.

Com relação a problemas, como em toda a cadeia produtiva, o padrão de consumo vai mudando e com isso a sociedade vai gerando novas demandas. Uma delas é que os produtos sejam ambientalmente amigáveis. E isso exige que os produtos utilizem o mínimo de matérias-primas, sejam mais leves e, ao mesmo tempo, gerem o mínimo de lixo possível. Hoje a questão da sustentabilidade é uma exigência da sociedade e não vejo nenhum problema em desenvolvermos produtos cada vez mais adequados a essa demanda, sendo inovadores, com qualidade e que sejam baratos, porque quando se desenvolve produtos mais baratos, maior parte da população tem acesso a isso.

A.I.: Como o senhor avalia a balança comercial do setor?
Roriz – Esse é o maior problema da indústria de transformação hoje no Brasil. E quando digo setor da transformação estou englobando todos os setores da economia e não somente o de plástico. O Brasil é o maior país importador em crescimento desde o início do ano, então se compararmos o País com outros em desenvolvimento e mesmo com os desenvolvidos, a taxa de importação tem aumentado bastante. O crescimento das importações de transformados plásticos brasileiro tem sido muito maior do que o crescimento das exportações. Isso mostra que nós estamos perdendo competitividade para os produtos feitos fora. E as razões para isso são o custo da matéria-prima, o câmbio, as taxas de juros, tudo isso inibe o investimento. A carga tributária brasileira acaba onerando a produção interna de produtos transformados e muitas vezes o consumidor final prefere importar, pois o preço é mais  acessível.

A.I.: E isso acaba impactando também no setor de máquinas?
Roriz – Boa parcela das máquinas adquiridas no último ano foi importada. Além disso, temos o problema do câmbio, matérias-primas caras, preço alto do aço. A somatória desses fatores tira parte da nossa competitividade. Por outro lado, nós que somos compradores de máquinas, à medida que esse crescimento do mercado vai acontecendo os transformadores brasileiros poderiam comprar mais máquinas. Em contrapartida, vejo o pessoal adquirindo máquinas para diminuição de custo e poucos comprando máquina para aumentar volume. Até porque se há aumento do volume de produção há dificuldade em exportar por causa do câmbio. E quando se vai vender no mercado interno bate-se de frente com produtos importados. Vejo isso com muita preocupação.

A.I.: Qual o tempo médio das máquinas no Brasil?
Roriz – Em torno de 10 anos. Embora possam ser consideradas relativamente novas, hoje em dia a tecnologia tem se desenvolvido muito rapidamente. Então a questão não é comprar uma máquina que dure muito tempo e sim aquela que tecnologicamente tenha incorporadas todas as evoluções necessárias para ter um produto competitivo.

A.I.: E quanto aos nossos recursos humanos? Qual a sua avaliação?
Roriz – É preciso fazer um trabalho muito forte na parte de gestão das empresas. A indústria de transformação plástica tem hoje 11.500 fábricas, sendo que a maioria possui menos de 100 funcionários. Com isso carecem de um trabalho de melhoria da qualidade de gestão, inclusive para enfrentar todas essas dificuldades. E em relação à cadeia produtiva do plástico existem poucas universidades especializadas e também poucos cursos técnicos num mercado que agrega 327.073 empregados. A melhoria da qualidade de gestão associada à uma melhor formação de pessoal técnico será um grande avanço. Com máquinas tecnologicamente avançadas, pessoal qualificado e uma boa gestão teremos uma indústria muito mais competitiva.

A.I.: Qual a proposta da ABIPLAST e os objetivos em sua gestão?
Roriz – A proposta é mudar para nos adequarmos às novas realidades que existem e capturar as oportunidades. Temos que ter a cadeia unida e mostrar para o mercado financeiro que este é um setor atrativo para investimento. A ABIPLAST tem o papel fundamental de discutir isso com os empresários do setor, aproveitar as oportunidades e fazer com que a cadeia seja uma das mais competitivas do mundo.

A.I.: Deixe uma mensagem para expositores e visitantes da BRASILPLAST 2011.
Roriz – De uma forma bastante objetiva: “Desejo a todos excelentes negócios.”

Fonte: Brasilplast / Assessoria de Imprensa

Novo Presidente do Conselho da Abiplast empenhado na Busca da Competitividade da Indústria de Plásticos.

25/06/2010

Em busca da competitividade

Palavra do Presidente do Conselho de Administração da ABIPLAST – José Ricardo Roriz Coelho

A Abiplast representa mais de 11.500 empresas, na quais trabalham cerca de 330 mil brasileiros. O País tem um consumo per capita de plásticos de 30 quilos por habitante/ano, significando 5,38 milhões de toneladas transformadas. Em 2009, faturamos R$ 35,9 bilhões. Por outro lado, importamos US$ 2,1 bilhões em produtos transformados plásticos e o déficit de nossa balança comercial chegou a quase US$ 1 bilhão. Ademais, embora nossa atividade represente quase 5% dos empregos da indústria nacional de transformação, exportamos menos de 0,9% de todos os produtos transformados no Brasil. Estes dados referentes ao comércio exterior evidenciam a premência de ampliar a competitividade do setor. Este é o nosso objetivo na condução da Abiplast!

Nesse sentido e conforme consenso dos membros da diretoria, os principais pontos a serem desenvolvidos são os seguintes: construção e execução de uma agenda para a modernização de equipamentos do setor; melhoria da gestão; Inovação e investimentos em P&D; normalização; qualificação da força de trabalho; sustentabilidade e imagem do plástico, buscando o reconhecimento da sociedade para a sua importância no dia-a-dia das pessoas, com produtos adequados à preservação do meio ambiente.

Ao lado dos diversos setores da economia, também buscaremos alternativas de políticas públicas que diminuam o custo Brasil, com menor ônus de capital, menos impostos nos setores produtivos, câmbio em níveis adequados e solução  das grandes ineficiências existentes em nossa economia.

Buscaremos, ainda, incrementar a representatividade da Abiplast perante a sociedade, formadores de opinião, governo e imprensa. Queremos que a entidade seja a grande fonte de informações sobre os números e as projeções do setor e tenha influência sobre a definição de políticas públicas que estejam diretamente ligadas à indústria do plástico.

Com certeza, quando mais representativos, mais teremos condições de vencer os desafios. Assim, espero que as empresas do setor  associem-se à Abiplast, estejam presentes, sugiram, atuem, participem, critiquem e cobrem efetividade nas ações. De nossos clientes, esperamos que nos desafiem e nos cobrem, mas que reconheçam o valor dos nossos produtos e paguem um preço justo por eles.

Da Petrobras, única fornecedora da matéria-prima básica, queremos o reconhecimento de que as suas referências de preços já não representam a realidade de quem é autossuficiente em petróleo e será um grande exportador dessa commodity. Só de janeiro a abril de 2010, as exportações de petróleo e derivados tiveram o impressionante crescimento de 148,6% em relação ao ano anterior.

Várias cadeias produtivas, como a de alimentos, automóveis, eletroeletrônico, têxteis, construção civil, higiene e limpeza e brinquedos, dentre outras, dependem do plástico para que sejam competitivas. Temos um potencial enorme para aumentar a demanda de nossos produtos no Brasil, que poderá ou não ser atendida pela produção local, a depender da urgente mudança da política de estabelecimentos de preços de matérias-primas. É preciso refletir sobre essa questão, pois temos assistido com frequência a vários segmentos industriais serem dizimados pela importação de produtos acabados.

A nossa balança comercial já é muito deficitária, podendo agravar-se muito se não mudarmos essas referências. Estados Unidos, Europa e Japão já não são mais competitivos nesse setor. Hoje, os modelos de sucesso estão na Ásia, Oriente Médio e Leste Europeu. Exportar resinas que poderiam ser transformadas aqui certamente não será uma boa alternativa.

A Petrobras, à sua conveniência em determinados momentos, é a empresa dos brasileiros, mas cobra por seus produtos como a mais agressiva companhia do mercado. Vamos agregar valor aos derivados de petróleo com margens justas para toda a cadeia produtiva e gerar empregos no Brasil. Afinal, onde está a vantagem de ser autossuficiente?

Dos fabricantes de resinas termoplásticas, esperamos que, ao compararmos os preços com os nossos concorrentes internacionais, não tenhamos diferenças tão representativas como as existentes hoje. É preciso executar com urgência uma agenda de modernização, inserção internacional, sustentabilidade e isonomia do IPI, com preços adequados de resinas, que nos deem condições de competir em vantagem com os nossos concorrentes internacionais.

O cumprimento de todas essas missões exigirá empenho dos diretores, que, apesar da gestão de suas empresas, precisam dedicar uma parcela de tempo ao trabalho voltado ao bem comum de nosso setor. Consciente dos desafios e dificuldades, estou colocando a serviço dessa causa e da Abiplast quase trinta anos de experiência no setor, muita disposição, coragem e vontade de exercer o mandato outorgado pela confiança Dos associados!

Fonte:  ABIPLAST