Posts Tagged ‘Importação’

Almaco disponibiliza serviço de pesquisa de similaridade de matérias-primas

08/12/2015

Laudos devem ser usados em solicitações de redução de alíquotas de importação

Empresas brasileiras que fazem parte da cadeia produtiva de compósitos e desejam importar matérias-primas sem similares nacionais – resinas, fibras e aditivos, entre outros – contam agora com um novo serviço prestado pela Associação Latino-Americana de Materiais Compósitos (Almaco): a pesquisa de similaridade. Caso o resultado do levantamento seja negativo, os interessados devem anexar o laudo emitido pela Almaco ao pedido de redução de alíquota de importação feito ao governo.

Por um pequena taxa por insumo pesquisado, a Almaco fornece depois de trinta dias úteis o laudo que atesta ou não a existência de similar nacional. “Para que a empresa consiga dar entrada ao processo, o governo exige a emissão de um documento de não similaridade elaborado por uma entidade de classe”, explica Paulo Camatta, gerente executivo da Almaco.

A norma que trata das regras administrativas para as importações sujeitas a exame de similaridade é a Portaria SECEX nº 23, de 14/07/2011, com base no Decreto nº 37/1966 e no Decreto nº 6.759/2009 (Regulamento Aduaneiro).

“Com esse novo serviço, a Almaco contribui para o aumento da competitividade do mercado brasileiro de materiais compósitos”, comenta o gerente executivo.

Resultantes da combinação entre polímeros e reforços – por exemplo, fibras de vidro – os compósitos são conhecidos pelos elevados índices de resistência mecânica e química, bem como pela versatilidade. Há mais de 50 mil aplicações catalogadas em todo o mundo, de tanques, tubos e pás eólicas a peças de barcos, ônibus e aviões.

Fundada em 1981, a Almaco tem como missão representar, promover e fortalecer o desenvolvimento sustentável do mercado de compósitos. Com administração central no Brasil e sedes regionais no Chile, Argentina e Colômbia, a Almaco tem cerca de 400 associados (empresas, entidades e estudantes) e mantém, em conjunto com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), o Centro de Tecnologia em Compósitos (CETECOM), o maior do gênero na América Latina.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Almaco

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Adirplast alerta para o crescimento da participação das importações no segmento de produtos plásticos acabados.

08/11/2011

Produtos acabados provenientes principalmente de países asiáticos tem entrado no Brasil em um ritmo cada vez maior e já afetam o setor de plásticos transformados, alerta ADIRPLAST

A valorização do real frente ao dólar, as altas taxas de juros e tributação e a falta de infraestrutura e investimentos no Brasil têm forçado o crescimento das importações em todos os setores da indústria nacional.

Segundo dados da Receita Federal, o País importou US$ 19.16 milhões em julho de 2011, o que representou um acréscimo de 17,08% frente ao mesmo mês de 2010. O valor acumulado de janeiro a julho de 2011 foi de US$ 124.452 milhões, 27,49% superior ao do mesmo período do ano anterior.

Tal crescimento tem contribuído sobremaneira para a aceleração do processo de desindustrialização vivenciado no Brasil. “As importações começaram de forma lenta, mas a partir de 2005 vêm crescendo em velocidade constante”, afirma Paulo Francini, diretor titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp.

Francini explica ainda que o aumento da participação das importações no consumo aparente (vendas internas mais importações) da indústria de transformação entre 2008 e 2010, custou R$ 45,3 bilhões em produção. O valor representa 4 % da produção destinada ao mercado doméstico: “Em 2010, caso essa produção fosse internalizada, o valor produzido por esse setor aumentaria 3,37%, passando a R$ 1.388 bilhões, além disso, 398,1 mil novas vagas de empregos seriam geradas”.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), do total consumido no País no ano passado, cerca de 10% foram supridos pelas importações. O Brasil importou 616 mil toneladas de transformados plásticos, aumento de 31% em relação a 2009, enquanto as exportações somaram apenas 310 mil toneladas. O déficit da balança comercial do setor de transformação de material plástico foi de US$ 1,3 bilhão.

E a expectativa para esse setor não parece animadora. Paulo Teixeira, superintendente da Abiplast, diz que a participação das importações no segmento de plástico deverá saltar para 12% neste ano, chegando ao patamar de 700 mil toneladas. “O volume dobrou em cinco anos”, diz. “Temos cadeias produtivas em que o plástico é fundamental. Se começarmos a importar partes, uma hora a cadeia não será mais nacional e o País ficará na mão de grandes fornecedores. Seremos apenas uma parte de uma cadeia global.”

Teixeira afirma ainda que o setor de plásticos que mais tem sofrido é o B2C (venda direta para o consumidor). “Isso porque a venda é muito mais por preço que por qualidade”, diz. “Estamos assistindo uma invasão de utensílios-domésticos fabricados na China como baldes, pregadores e recipientes plásticos, que apesar do custo baixo têm um volume de vendas grande no País.”

Neste caso, segundo o superintendente da Abiplast, uma forma de proteger o mercado nacional é aumentar a fiscalização alfandegária: “O Brasil tem normas técnicas para a produção desses produtos que geralmente não são atendidas pelos importados”.

Entre os transformadores, o segmento de embalagens nacionais também está na mira dos produtos asiáticos. Para, Paulo Antonio da Silva, proprietário da Deltabag, aberta em 1999, não é apenas a importação de embalagens que tem afetado sua demanda, mas também a entrada de produtos industrializados já embalados: “Neste caso o país perde duas vezes. Deixa de produzir o produto e até a embalagem na qual ele é ofertado”, conta o empresário, que produz embalagens para diversos segmentos, como o alimentício e o de confecções.

Laércio Gonçalves, presidente da ADIRPLAST – Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas –, afirma que, quando os transformadores perdem, toda a cadeia de fornecimento de matéria-prima perde também, assim como a sociedade, que deixa de ganhar novos postos de trabalho. “Não é à toa que já se prevê uma queda de faturamento da indústria nacional do plástico se R$ 35 bilhões”, ressalta.

Apesar da crescente onda de importações, o mercado nacional, sustentado pelo aumento do consumo interno, ainda deve produzir 6% a mais em 2011 do que no ano passado. No entanto, alerta Gonçalves, se nenhuma medida de proteção à indústria transformadora for tomada, como a anunciada no último dia 15/09/2011 que aumentou o IPI (Imposto sobre os Produtos Industrializados) de carros importados, nos próximos anos esse crescimento experimentado hoje pode não voltar a se repetir.

Fonte: ADIPLAST