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Universidade de Caxias do Sul lança planta para produção de Grafeno em escala industrial

21/04/2020

Da esq. para a dir.: Reitor Evaldo Kuiava; pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Juliano Gimenez; coordenador do UCSGraphene, Diego Piazza; coordenador-executivo do TecnoUCS, Enor Tonolli Jr; Presidente da FUCS, José Quadros dos Santos

Resultado de 15 anos de pesquisa avançada da instituição em nanomateriais, UCSGraphene atua na prestação de serviços tecnológicos para setores promissores

Um novo paradigma sobre o papel da Universidade de Caxias do Sul como indutora do desenvolvimento. Com esta perspectiva a gestão da Fundação Universidade de Caxias do Sul (FUCS) e a Reitoria da UCS apresentaram a entidades, autoridades públicas, empresários e comunidade regional o UCSGraphene, a primeira planta de produção de grafeno em escala industrial da América Latina implementada por uma universidade, com capacidade produtiva de até 500 kg/ano, com possibilidade de ampliação para 5.000 kg/ano. A solenidade ocorreu na tarde da quarta-feira, dia 15/04, na sede do empreendimento, no campus-sede, com transmissão on-line pelas páginas do facebook da UCS e do UCSGraphene (acesse).

“Estamos colocando Caxias, o Rio Grande do Sul e o Brasil no mapa mundial da tecnologia”, sentenciou o presidente da FUCS, José Quadros dos Santos, atribuindo a concretização do projeto, vinculado ao Parque de Ciência, Tecnologia e Inovação da Universidade de Caxias do Sul – TecnoUCS, à “persistência do reitor Evaldo Kuiava de propor o desafio de mudar a lógica acadêmica da pesquisa e da inovação”. Oriundo das pesquisas em nanomateriais feitas pela área de Engenharia e Ciências dos Materiais desde 2005, o UCSGraphene efetiva a nova visão da UCS de transformar o conhecimento produzido no âmbito acadêmico em soluções inovadoras para o setor empresarial, o poder público e a sociedade.

Outros exemplos recentes – todos apresentados nos últimos 15 dias – são a coordenação da produção de ventiladores pulmonares para pacientes da Covid-19, a realização de testes sobre a doença com ações de campo e o lançamento do serviço de telemedicina através do Centro de Saúde Digital. “Foram respostas de altíssimo padrão a demandas da sociedade, conseguidas graças às capacidades técnicas reunidas nesta instituição”, definiu Quadros, aliando o UCSGraphene à mesma perspectiva. “O lançamento desta planta é um fato que pode mudar a história da indústria caxiense”, definiu.

Pesquisa para a inovação – O reitor Evaldo Kuiava defendeu que a UCS constantemente se mantém executando sua missão institucional de produzir e sistematizar (por meio da pesquisa avançada) e socializar (entregando para a sociedade) o conhecimento, ao mesmo tempo que vai atualizando a forma de fazê-lo. Se até algum tempo o processo se encerrava no campo teórico das publicações científicas, o novo paradigma implica na transformação daquilo que se cria e desenvolve dentro da academia em aplicações práticas na vida das pessoas, na forma de novos produtos e processos. “Ao redirecionar nossa atuação sem nos desconectarmos da nossa essência enquanto Universidade, de existir com base no ensino e na pesquisa, também nisso estamos sendo inovadores”, considerou.

Na mesma linha, o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Juliano Gimenez, salientou a excelência da UCS em ensino e pesquisa nas áreas vinculadas ao UCSGraphene – Ciência dos Materiais, Engenharia Química, Biotecnologia, Ambiental e da Saúde – o que faz do lançamento da planta uma contribuição para a retomada do crescimento econômico vinculada à produção industrial. “Nosso intuito com esta iniciativa é a prestação de serviços tecnológicos que atendam aos anseios das empresas para que elas possam desenvolver novos produtos ou melhorar os já existentes, gerando resultados para o segmento produtivo e melhor qualidade de vida para toda a sociedade”, descreveu.

Valor agregado e competitividade – O coordenador-executivo do TecnoUCS, Enor Tonolli Jr, também destacou a importância da combinação entre educação, ciência e tecnologia, propiciada pelas universidades, centros de pesquisa e incubadoras tecnológicas, como caminho para o avanço econômico e social, através de inovações. “Uma solução como esta que a Universidade apresenta hoje só tem sentido pelo potencial de gerar valor agregado e competitividade para o mercado”, sustentou.

Responsável pela apresentação técnica do empreendimento, o coordenador do UCSGraphene, Diego Piazza, salientou o anseio da Universidade de, com o projeto, “fazer do Brasil uma referência em tecnologia e inovação, gerando riqueza e benefícios sociais”. Para tanto, conceitos como a automatização produtiva e o de ‘planta verde’ da unidade (com tratamento e reaproveitamento de água e resíduos), somam-se à capacidade do UCSGraphene de fomentar o desenvolvimento na “busca da diversificação das matrizes econômicas regional, estadual e nacional”, preconizou.

Sobre o UCSGraphene:

– Conectado ao Parque de Ciência, Tecnologia e Inovação da Universidade de Caxias do Sul – TecnoUCS, resulta de 15 anos de pesquisas avançadas da UCS em nanomateriais.
– Atua com a produção, a aplicação e a caracterização de grafeno e seus derivados, nanomateriais e demais materiais.
– Entrou em operação em 14 de março, com capacidade de produção de até 500 kg/ano e possibilidade de ampliação a até 5.000 kg/ano em 12 meses.
– Está habilitado à prestação de serviços tecnológicos para setores portadores de futuro dos mercados nacional e internacional.
– Dentre as aplicações pesquisadas e que a UCS alcançou expertise estão os segmentos de revestimentos avançados, materiais inteligentes, medicina regenerativa, energias alternativas, blindagem, metais, compósitos, polímeros e cerâmicas.
– É a primeira planta de produção de grafeno em escala industrial da América Latina instalada por uma universidade ou centro de pesquisa.

Sobre o Grafeno:

– É obtido do grafite a partir da reordenação hexagonal dos átomos do carbono. Foi isolado pela primeira vez em 2004, na Inglaterra, em pesquisa que ganharia o Prêmio Nobel de Física em 2010.
– É o material mais leve e resistente do mundo (200 vezes mais resistente do que o aço), superando até mesmo o diamante, e o mais fino que existe (da espessura de um átomo, ou 1 milhão de vezes menor que um fio de cabelo).
– Possui excelente condutividade térmica e elétrica, transparência e maleabilidade, sendo resistente ao impacto e à flexão.
– Devido à alta resistência mecânica, capacidade de transmissão de dados e economia de energia é considerado um dos maiores recursos da atualidade para aplicações em alta tecnologia.
– Em nanotecnologia é bastante utilizado na produção de componentes eletrônicos, baterias, telas e displays LCD, anticorrosivos, solventes, revestimentos, entre outros.

Foto:  Roger Clots/especial UCS

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Caxias do Sul tem projeto para construção de planta para fabricação de grafeno

27/05/2019

Matéria reproduzida do Pioneiro (Por Babiana Mugnol)

Com produção em larga escala, intenção é baratear custo da matéria-prima super resistente, leve e flexível

Um projeto que está sendo desenvolvido pela Universidade de Caxias do Sul (UCS) pode transformar a Serra em uma mina de ouro, ou melhor, de grafeno, por conta da produção de uma matéria-prima que hoje custa, em média, US$ 100 o grama. Para se ter ideia, é duas vezes e meia mais do que custa o grama de ouro, por exemplo.

Pesquisadores da UCS vão anunciar oficialmente, nesta segunda-feira (27) durante reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), os planos para a produção em escala industrial do grafeno. Há projeto para construção de uma planta dentro do parque de ciência e tecnologia da universidade. O professor e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Processos e Tecnologias, Diego Piazza, atua nesta pesquisa e espera baixar para um quarto o preço atualmente praticado no mercado deste material super resistente, leve e flexível. Para se ter uma ideia, 20 gramas de grafeno cabem dentro de um potinho de vidro de café.

Para a construção desta planta industrial, a UCS vai buscar apoio de investidores interessados na aplicação da matéria-prima em novos produtos. Já conta também com parcerias para a troca de conhecimentos, como a cooperação com a Universidade Mackenzie, de São Paulo, para capacitação de pessoas e projetos de pesquisa avançada.

A transformação dos resultados destas pesquisas da UCS sobre o grafeno, em soluções para o mercado, já avança para a instância de providências práticas. Já foi assinado um termo de cooperação com a 2D Materials, empresa com sede em Singapura que detém expertise na produção do material, e com a empresa Marcopolo, para permitir a contratação e o desenvolvimento de pesquisas, projetos e serviços técnicos e tecnológicos em materiais avançados. O acordo tem validade de cinco anos.

Diego adianta que uma das aplicações que vem sendo estudadas é no uso de tintas de maior resistência a base do material grafeno, por exemplo.

Grafeno

O grafeno é uma matéria-prima a base de carbono, da grossura de um átomo, altamente flexível e condutora de eletricidade e calor. Sua resistência é 200 vezes superior à do aço. É um material praticamente transparente e impermeável. Apenas para exemplificar, três milhões de camadas de grafeno têm menos de um milímetro de espessura, o que torna o elemento excelente na construção de equipamentos eletrônicos. O novo material é comparado ao silício por acelerar ainda mais a corrida para eletrônica do futuro.

Fonte: O Pioneiro / Foto: Claudia Velho (Divulgação)

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Pesquisas sobre grafeno realizadas na Universidade Mackenzie despertam interesse da indústria de plásticos da Serra Gaúcha

14/04/2018

Material plástico aditivado com grafeno

Sindicato identifica oportunidades de negócio para o setor em visita a centros de pesquisa e desenvolvimento em São Paulo

A reciclagem dos pacotes de salgadinhos consumidos aos milhões todos os dias pode dar origem a uma matéria-prima relevante para impressão 3D, conseguida através da aditivação do polipropileno biorientado (BOPP) das embalagens descartadas de batatas fritas, nachos e outras guloseimas com partículas de grafeno.

E representa uma das oportunidades identificadas para o mercado do plástico durante visita a centros tecnológicos, em São Paulo, pelo Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás). Já é a segunda vez em menos de seis meses que o sindicato passa pelo Centro de Pesquisas Avançadas em Grafeno, Nanomateriais e Nanotecnologias da Universidade Presbiteriana Mackenzie – o MackGraph, onde a novidade foi apresentada quinta-feira (12/04). Assim como na ocasião anterior, em novembro passado, o objetivo do Simplas é detectar e compreender os possíveis impactos do grafeno para a indústria do plástico.

As possibilidades de aplicações só crescem no setor. Existe a possibilidade de que, em breve, a carroceria de um automóvel, que hoje é fabricada em aço, possa ter estrutura de plástico aditivado com grafeno. O material é muito mais resistente do que o aço, porém, flexível.

“É uma inovação que contempla três conceitos fundamentais para o futuro de qualquer negócio: sustentabilidade, tecnologia de ponta e altíssimo valor agregado. Percebemos que as pesquisas na Mackenzie estão bastante avançadas. O passo seguinte é dar viabilidade industrial e comercial para que estes novos materiais sejam naturalmente absorvidos pelo mercado”, constata o presidente do Simplás, Jaime Lorandi.

O grafeno possui condutividade térmica bastante superior à do cobre e tem uma densidade muito baixa.

Lorandi e o diretor executivo do Simplás, Zeca Martins, integram a missão organizada pelo Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul (Simecs) e pela Uniftec, que também visitará o Instituto Mauá, o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e o Centro Tecnológico de São José dos Campos. As organizações são referência nacional em pesquisa e desenvolvimento para a indústria 4.0.

“O Simplás está sempre em busca de novas oportunidades de negócios e conhecimento para seus representados. Muitas delas, já são realidade e estão disponíveis hoje. O que procuramos é identificar e acessar estas novidades, a fim de trazer maiores condições de competitividade às empresas do setor”, conclui Lorandi.

Fonte:  Assessoria de Imprensa – Simplas

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