Posts Tagged ‘Gás Carbônico’

Gases de efeito estufa: unidade brasileira da Rhodia já eliminou quase 60 milhões de toneladas de CO2

09/01/2018

A Rhodia, empresa do Grupo Solvay, está completando 10 anos de funcionamento ininterrupto com a unidade industrial de abatimento de gás de efeito estufa instalada no complexo industrial São Francisco, em Paulínia (SP), contabilizando a eliminação nesse período de quase 60 milhões de toneladas de CO2-equivalente. Segundo a empresa, esse total corresponde a retirar de circulação uma frota da ordem de 10 milhões de veículos movidos a combustível fóssil.

Construída dentro do escopo do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo do Protocolo de Kyoto, essa unidade industrial elimina da atmosfera o óxido de nitrogênio (N2O), considerado um gás de efeito estufa. De acordo com a empresa, este é o maior projeto da era Kyoto em funcionamento na América Latina e está entre os 10 maiores do mundo e tem dado uma contribuição importante para as metas de redução de emissões de carbono do Grupo Solvay e da indústria química brasileira.

O Grupo Solvay fixou o objetivo global de reduzir em 40% a intensidade das emissões de gases de efeito estufa e ter 50% de seu faturamento associado a soluções sustentáveis até 2025 (tendo como base o ano de 2015). Em três anos, já reduziu em 30% a intensidade das emissões e as soluções sustentáveis respondem atualmente por 43% do faturamento, afirma a empresa.

Além da eliminação de gás de efeito estufa, a instalação dessa unidade permitiu o desenvolvimento de tecnologias e a formação de profissionais especializados em meio ambiente. Ao mesmo tempo, gerou receitas para a empresa por meio de créditos de carbono atrelados ao Protocolo de Kyoto, que deixaram de existir no encerramento do programa no final de 2012.

Porém, em razão de seu compromisso ambiental e com os negócios sustentáveis, o Grupo Solvay decidiu manter essa unidade em atividade. A empresa afirma que arca isoladamente com os custos operacionais, sem contrapartida econômica ou outros benefícios.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Solvay

Curta nossa página no

Anúncios

Ford é a primeira montadora a usar CO2 para desenvolver espumas e plásticos para veículos

25/05/2016

Ford_CO2

  • A Ford é o primeiro fabricante de automóveis a desenvolver espumas e plásticos utilizando dióxido de carbono capturado para a sua linha de veículos; utilização prevista inclui uso em assentos e aplicações no compartimento do motor
  • Espumas formuladas com polióis com até 50 por cento de CO2 poderiam reduzir o uso de petróleo em mais de 270 mil toneladas por ano
  • Pesquisadores da Ford prevêem que os novos materiais entrem em veículos de produção dentro de cinco anos; objetivos futuros incluem o desenvolvimento de outros materiais plásticos usando carbono capturado para ajudar a reduzir ainda mais a necessidade de plásticos à base de combustíveis fósseis

A Ford Motor Company é o primeiro fabricante de automóveis a formular e testar novos componentes de espuma e plástico usando o dióxido de carbono como matéria-prima. Os pesquisadores tem a expectativa de que os novos materiais sejam usados em veículos de produção da Ford dentro de cinco anos.

Formulada com polióis à base de até 50 por cento de CO2, a espuma tem se mostrado promissora à medida que atende aos rigorosos padrões de testes automotivos. Pode ser utilizada em assentos e aplicações do compartimento do motor, reduzindo potencialmente o uso de petróleo em mais de 270 mil toneladas por ano – o suficiente para encher cerca de 35.000 lares americanos. A espuma derivada de CO2 irá reduzir ainda mais o uso de combustíveis fósseis em veículos da Ford e aumentar a presença de espumas sustentáveis nas linhas globais da montadora.

“A Ford está trabalhando agressivamente para reduzir o seu impacto ambiental, reduzindo o uso de plásticos e espumas à base de petróleo”, disse Debbie Mielewski, líder técnico sênior de sustentabilidade da Ford. “Esta tecnologia é emocionante porque contribui para a resolução de um problema aparentemente insuperável – a mudança climática. Estamos entusiasmados por estar liderando uma iniciativa para reduzir as emissões de carbono e os efeitos da mudança climática. “

As emissões de carbono e as alterações climáticas são uma preocupação crescente de líderes mundiais à medida que um impressionanete número de mais de mil toneladas de gás carbônico por segundo são liberados para a atmosfera ao redor do mundo. A fabricação de plástico é responsável por quase 4 por cento do uso de petróleo no mundo, de acordo com a Federação Britânica de Plásticos. Pesquisadores da Ford estão esperançosos de que os passos iniciais da empresa para uso do carbono capturado de forma inovadora irão ajudar a alcançar as metas de longo prazo para reduzir o aquecimento global recentemente estabelecidas no Acordo de Paris da ONU.

Durante quase duas décadas, os pesquisadores da Ford vem trabalhando com sucesso no desenvolvimento de materiais sustentáveis para os produtos da empresa. Na América do Norte, espuma de soja está presente em todos os veículos Ford. Fibras de coco são parte do forro do porta malas. Pneus reciclados e soja estão presentes em juntas do espelho; camisas recicladas e jeans transformam-se em carpete; e garrafas plásticas recicladas tornaram-se o tecido REPREVE, utilizado na F-150 2016.

A Ford começou a trabalhar com várias empresas, fornecedores e universidades em 2013 para encontrar aplicações para CO2 capturado. Entre eles está a Novomer – uma empresa sediada em Nova York que utiliza dióxido de carbono capturado de plantas industriais para produzir materiais inovadores. Através de um sistema de conversões, a Novomer produz um polímero que pode ser formulado em uma variedade de materiais, incluindo espuma e plástico que são facilmente recicláveis.

“A Novomer está animada com o trabalho pioneiro que a Ford concluiu com nossos polióis Converge®, à base de CO2 “, disse Peter Shepard, diretor de negócios da Novomer. “É necessário que empresas arrojadas e inovadoras como a Ford habilitem novas tecnologias a se tornarem produtos mainstream.”

Fonte: Ford

Curta nossa página no

Bayer planeja produção comercial de poliuretano derivado de CO2 a partir de 2015

06/08/2013
  • Gás de efeito estufa usado para a produção de plásticos
  • Processo oferece vantagens ecológicas e económicas
  • Fase de teste de dois anos bem sucedida
  • Espuma de poliuretano produzida a partir de CO2

Bayer_CO2Após uma bem-sucedido fase de teste, a Bayer está planejando comercializar o uso do gás de efeito estufa dióxido de carbono como uma nova matéria-prima para plásticos. A empresa iniciou o processo de planejamento para a construção de uma planta de produção na sua unidade em Dormagen, Alemanha, onde o CO2 será utilizado para produzir um precursor para a produção de espuma de poliuretano. O objetivo é, inicialmente, tornar disponíveis quantidades maiores deste precursor para processadores selecionados a partir de 2015.

A utilização de dióxido de carbono beneficia o meio-ambiente. O CO2 substitui uma parte das matérias-primas fósseis, tais como o petróleo. Ao mesmo tempo, a Bayer espera que o novo processo proporcione vantagens econômicas em relação ao método de produção convencional.

Efluente gasoso transformado em matéria-prima rentável

“CO2 está assumindo um novo papel: O gás residual está se transformando em uma matéria-prima útil e rentável. Isso nos torna uma das primeiras empresas do mundo a ter uma abordagem completamente diferente na produção de espumas de alta qualidade faz “, diz Patrick Thomas, CEO da Bayer MaterialScience.

A fabricante de materiais colaborou com parceiros da indústria e da academia para desenvolver o processo, que foi testado intensamente ao longo dos últimos dois anos. Como parte do projeto de pesquisa financiado com recursos públicos, intitulado “Produção dos Sonhos”, uma planta piloto construída na unidade da Bayer em Leverkusen produziu pequenas quantidades do precursor poliol, no qual o CO2 é quimicamente ligado.

O poliol é utilizado para a produção de espuma de poliuretano. Este material de alta qualidade pode ser encontrados em muitos produtos de uso diário, como móveis estofados, peças automotivas, equipamentos de refrigeração e material de isolamento térmico de edifícios. Em testes internos, as novas espumas mostraram, pelo menos, a mesma qualidade que o material convencional derivado totalmente de combustíveis fósseis.

Colchões feitos com CO2

“Depois de completar com sucesso a fase de testes, estamos lançando agora a Fase 2 com o objetivo de comercialização”, diz Thomas. A primeira utilização da nova espuma flexível à base de CO2 será para a produção de colchões.

A planta de produção planejada para a unidade de Dormagen terá uma capacidade de vários milhares de toneladas métricas. “Isso não vai ser o suficiente para atender à demanda do mercado, é claro. É uma tecnologia com patente registrada pela Bayer e ainda não decidimos ser o produtor exclusivo deste poliol inovador. O licenciamento também pode ser uma possibilidade “, acrescenta Thomas.

Fonte: Bayer MaterialScience

Curta nossa página no

Avanço tecnológico no combate ao efeito estufa: Bayer inicia planta piloto para produção de polímeros a partir do gás carbônico.

17/02/2011

 

Na planta piloto em Leverkusen: Secretário Parlamentar Thomas Rachel do Ministério Federal alemão de Educação e Pesquisa, Ministra da Renânia do Norte - Westphalia para Inovação, Ciência e Pesquisa, Svenja Schulze, e o Membro do Conselho de Administração da Bayer, Dr. Wolfgang Plischke, responsável por Inovação, Tecnologia e Meio-Ambiente.

A Bayer está tomando um novo rumo na produção de plásticos de alta qualidade, com a ajuda do dióxido de carbono (CO2) produzido em plantas de geração de energia. Uma planta piloto entrou em funcionamento no Chempark Leverkusen para experimentar um novo processo em escala técnica. A planta produz um precursor químico no qual o CO2 é incorporado e, em seguida, transformado em poliuretanos que são usados em muitos objetos de uso quotidiano. Como resultado, o CO2 – um gás residual e que contribui significativamente para a mudança climática – agora pode ser reciclado e utilizado como matéria-prima e substituto do petróleo.

O processo inovador é resultado do projeto “Dream Production”, uma colaboração entre a indústria e o setor científico. A Bayer está trabalhando neste projeto juntamente com a empresa de energia RWE, que fornece o CO2 utilizado no processo. Outros parceiros do projeto são a RWTH Aachen University e o Centro Catalítico CAT, o qual é dirigido conjuntamente pela universidade e pela Bayer. Os pesquisadores recentemente obtiveram um avanço na tecnologia catalítica em escala laboratorial, o que torna possível utilizar o CO2 de forma eficiente, pela primeira vez.

“Há uma oportunidade para estabelecer a Alemanha como líder de mercado para essas tecnologias e nos garantir um papel de liderança em um ambiente competitivo internacional”, disse o membro do Conselho de Administração da Bayer, Dr. Wolfgang Plischke na quinta-feira, quando se dirigiu representantes da mídia, do governo e do setor científico, em Leverkusen. “A inauguração desta planta-piloto é um outro marco na longa fila de projetos de Bayer que utilizaram tecnologias inovadoras para desenvolver processos de produção sustentáveis”.

O novo processo ajuda a aumentar a sustentabilidade de várias maneiras diferentes. Por exemplo, o dióxido de carbono pode oferecer uma alternativa ao petróleo, que até agora tem sido a principal fonte do elemento-chave “carbono” para o setor químico. Os poliuretanos  também contribuem para reduzir o consumo de energia e proteger o clima. Quando usado no isolamento de edifícios contra o frio e calor, eles podem economizar cerca de 70 vezes mais energia do que aquela que é utilizada na sua produção.

Apoio das autoridades federais e estaduais

Por ocasião da cerimônia de abertura da planta-piloto, a ministra da Renânia do Norte-Westfália para Inovação, Ciência e Pesquisa, Svenja Schulze, disse que o projeto focalizou uma “solução muito específica e altamente inovadora, que se estendia desde a pesquisa básica até a fase final de teste”. Ela acrescentou que o projeto é um exemplo de cooperação bem sucedida entre a indústria e as universidades, em um tema central da política climática.

O estado da Renânia do Norte-Westfália está apoiando, juntamente com a Bayer, o Centro Catalítico CAT. O projeto “Dream Production” está recebendo verbas federais no valor de cerca de 5 milhões de euros. Incluindo o investimento da Bayer e da RWE,  o orçamento total aumenta para cerca de 9 milhões de euros. Se a fase de testes for bem sucedida, a produção industrial de plásticos a partir de CO2 deve começar em 2015.

O Secretário de Estado Parlamentar Thomas Rachel, do Ministério Federal Alemão de Educação e Pesquisa, falou de uma abordagem “revolucionária” que poderia mudar completamente o modo como nós vemos CO2. “O debate sobre a mudança climática tem retratado o CO2 como o vilão da estória, aos olhos do público. Agora estamos apoiando a investigação sobre soluções alternativas que poderiam fazer um bom uso do CO2 como matéria-prima. “

O professor Klaus Töpfer, diretor-fundador do novo Instituto de Altos Estudos em Sustentabilidade (IASS), em Potsdam, na Alemanha, disse que o ciclo do carbono deve ser fechado: “O CO2 deve ser usado como um recurso e não descartado como lixo.”

O dióxido de carbono usado no projeto vem da planta de energia da RWE Power em Niederaussem, nos arredores da cidade de Colônia, na Alemanha. Lá, no seu Centro de Inovação em Carvão, a empresa opera um purificador de CO2, onde o dióxido de carbono é separado de gases de combustão.

Na planta piloto – concebida, construída e administrada pela Bayer Technology Services – quilogramas de dióxido de carbono são usados para produzir um dos dois componentes essenciais para a produção de poliuretanos. A Bayer MaterialScience está testando estes materiais, que são utilizados principalmente para a produção de espumas rígidas e flexíveis, em uma de suas plantas já existentes.

O uso eficiente de CO2 só é possível porque, depois de quatro décadas de pesquisa,  um catalisador adequado foi finalmente descoberto. Esta avanço tecnológico foi obtido por cientistas da Bayer e do CAT, como parte do projeto precursor “Dream reactions”, que também foi financiado em parte pelo governo federal alemão. Durante a atual iniciativa “Dream Production”, os pesquisadores do CAT estão, entre outras coisas, testando a compatibilidade do catalisador com o CO2 proveniente da planta de energia. A RWTH Aachen University está submetendo todas as etapas do novo processo a uma avaliação abrangente, do ponto de vista ecológico e econômico, e está também comparando-o com os processos e produtos convencionais.

Fonte: Bayer