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Fórum Plastech Brasil debateu Programa Inovar Auto e contou com representantes de setores envolvidos

31/08/2015
  • Luiz Moan (presidente da Anfavea): “Onda de pessimismo é um crime”
  • Em Caxias do Sul (RS), Moan dá sinal positivo de montadoras à criação de bureau nacional de engenharia e defende potencial de mercado nacional
Da esquerda para a direita: Paulo Sérgio Furlan Braga (Coordenador do APL de Ferramentaria do Grande ABC), Luiz Moan (Presidente da ANFAVEA), Maria Paula Merlotti (coordenadora executiva do Setor Automotivo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia - RS) e Carlos Manoel de Carvalho (vice-presidente da Abinfer, coordenador do APL de Ferramentaria do Grande ABC)

Da esquerda para a direita: Paulo Sérgio Furlan Braga (Coordenador do APL de Ferramentaria do Grande ABC), Luiz Moan (Presidente da ANFAVEA e diretor da General Motors), Maria Paula Merlotti (coordenadora executiva do Setor Automotivo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia – RS) e Carlos Manoel de Carvalho (vice-presidente da Abinfer e coordenador do APL de Ferramentaria do Grande ABC)

O segundo dia do Fórum Plastech Brasil dedicou um painel aos desafios e oportunidades do programa Inovar-Auto.  O evento, que ocorreu na quarta-feira (26), pela manhã, no Parque de Exposições da Festa da Uva, em Caxias do Sul (RS), aconteceu em paralelo à Plastech Brasil 2015, feira voltada aos mercados de plástico, borracha, compósitos, reciclagem e transformados automotivos, organizada pelo Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás). A exposição foi realizada na semana passada, de 25 a 28 de agosto, das 14h às 21h.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, destacou durante o seu pronunciamento que o que mais abala o humor do mercado brasileiro é a ação humana:

“Cometemos o crime de entrar nessa onda de pessimismo e conseguimos deixar o consumidor com medo. O trabalhador fica com medo de perder o emprego e não gasta. E quando o consumidor não gasta, a economia não gira. E quando a economia não gira, o trabalhador perde o emprego. O momento é difícil, sim. Mas é um momento”.

O executivo apresentou números que sustentam a perspectiva do avanço considerável da indústria automotiva a longo prazo. Caso o país mostre capacidade de crescer pelo menos 3% ao ano pelas próximas duas décadas, atingirá condições de vender anualmente mais de 7 milhões de unidades de veículos. Em 2015, as vendas do setor devem fechar abaixo de 3 milhões.

“Estamos trabalhando para melhorar a cadeia produtiva e sair dessa situação. Pouca gente sabe o tamanho do mercado automotivo brasileiro. O potencial é enorme”, ponderou Moan.

Antes que alguém perguntasse de que forma o futuro volume seria absorvido pelo mercado e pela própria estrutura do país, Moan apontou para as cidades de até 500 mil habitantes, que correspondem a 98% dos municipalidades brasileiras, contando com 73% da população e – mais importante – possuindo uma faixa de consumo que cresce acima da média nacional.

“Mercado, temos. Futuro, temos. Só não podemos cometer o crime de deixar que essa onda de pessimismo nos abale. E não podemos cometer o erro de ficar parados. Temos de trabalhar para superar este momento. É um momento. Através do trabalho, vamos mudar este país”, arrematou, Moan, sob aplausos.

“Vamos botar nosso pessoal na rua com vocês”

Aplausos semelhantes foram dedicados ao diretor de Organização do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulista, José Roberto Nogueira da Silva, o Bigodinho. O dirigente sindical apresentou as ações desenvolvidas em conjunto com o Arranjo Produtivo Local (APL) de Ferramentais e a Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC:

José Roberto Nogueira da Silva, Bigodinho, diretor de Organização do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

José Roberto Nogueira da Silva (Bigodinho), diretor de Organização do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

“A situação não está fácil no ABC, está muito difícil mesmo. Mas trabalhamos junto com as montadoras. Agora, por exemplo, estamos pressionando o governo pela política de renovação da frota de caminhões. E se para isso precisarmos mobilizar os trabalhadores para fazer as nossas caminhadas – que sabemos fazer – , vamos fazer. Vamos botar nosso pessoal na rua com vocês”, declarou, arrancando palmas do público de empresários.

Bigodinho destacou as chamadas Ações Pró-Ativas desenvolvidas conjuntamente por trabalhadores, empresários, integrantes do APL, da Agência de Desenvolvimento Econômico do ABC e do governo com o intuito de efetivar a aplicação do programa Inovar-Auto, que estimula a nacionalização de conteúdo pela cadeia automotiva.

Os quatro eixos pleiteados envolvem a manutenção dos atuais acordos comerciais com o México (impedindo o aumento de importações de veículos daquele país), uma linha de financiamento específica para as ferramentarias, a criação de um observatório de ferramentarias (para certificar a nacionalização de conteúdo e de aplicação de recursos obtidos pelas empresas com o BNDES) e, o mais desejado de todos, a criação de um bureau de engenharia.

“Quem não veio merece o puxão de orelha, porque tinha que estar aqui para saber o que está acontecendo. Temos de decidir se queremos ser fabricantes de conteúdo próprio ou apenas montadores. E temos de nos unir não só quando estamos em crise. Porque depois que a crise passa, cada um corre pro seu lado. O momento é muito difícil. Precisamos achar alternativas. Fazer algo diferente.”,  acrescentou Bigodinho.

Sinalização positiva de montadoras a bureau de engenharia

No debate que se seguiu ao painel, o secretário-executivo da Agência de Desenvolvimento Econômico do ABC, Giovanni Rocco Neto, indagou ao presidente da Anfavea, Luiz Moan, quanto à estagnação do projeto – já concluído há cerca de dois anos – que cria um bureau nacional de engenharia. De acordo com Neto, as montadoras contam com um fundo de recursos de aproximadamente R$ 1,5 bilhão especificamente destinado a Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), que poderia estimular as ferramentarias no contexto do Inovar-Auto.

Moan respondeu que o avanço do projeto pelo Senado depende apenas de “união verdadeira” entre os três grandes pólos de ferramentarias do país.

“Os principais estão aqui (em Caxias do Sul), em Joinville (SC) e no ABC. A localização pode ser diluída – isso agora é o que menos importa. Mas tem que ser um verdadeiro bureau de engenharia nacional. Em prol das ferramentarias, eu defendo um bureau de engenharia nacional”, concluiu o executivo.

Idéias em debate

“Esse bureau de engenharia tem tudo a ver com o que precisamos e estamos trabalhando.”

Maria Paula Merlotti (coordenadora executiva do Setor Automotivo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul)

“Nosso pensamento é de quanto mais tempo durar o Inovar-Auto, melhor.”

Rodrigo Machado Bolina (coordenador-geral das Indústrias de Máquinas Agrícolas e Rodoviárias substituto no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior)

“Entendemos que o Inovar-Auto teria de ser uma política de Estado, independentemente de governo.”

Carlos Manoel de Carvalho (vice-presidente da Abinfer, coordenador do APL de Ferramentaria do Grande ABCD)

“Quando ninguém acreditava, nós conseguimos fazer uma mudança e criar um programa de adensamento de cadeia produtiva. Podemos fazer mais.”

Paulo Sérgio Furlan Braga (presidente da Câmara Setorial de Ferramentarias e Modelações da ABIMAQ, vice-presidente da ABINFER, coordenador do APL de Ferramentaria do Grande ABCD Paulista)

Fonte: Assessoria de Imprensa – Plastech Brasil / Fotos: Gabriel Lain

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Plastech Brasil oferece acesso gratuito a ferramentas de exportação pelo PICPlast

31/08/2015

Cursos de Capacitação do Plano de Incentivo à Competitividade da cadeia do plástico atraiu dezenas de participantes

Picplast_AleksanderEstreando na feira, o Fórum Plastech Brasil ofereceu capacitação gratuita a empreendedores interessados em investir nos mercados externos. Os cursos de capacitação do Plano de Incentivo à Competitividade da cadeia do plástico (PICPlast), oferecidos por meio de parceria entre Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e Braskem, atraíram dezenas de interessados ao Parque de Exposições da Festa da Uva, em Caxias do Sul (RS), na tarde de quinta-feira (27).

Especialista em comércio exterior do programa Think Plastic Brazil, Aleksander Richard de Assis (foto), apresentou aos participantes os aspectos técnicos e mercadológicos da exportação.

“Queremos que as pessoas percebam que é possível fazer, desde que a empresa tenha foco e dedicação, e veja a exportação como um plano de negócio a médio e longo prazo”, esclareceu.

Para o especialista, a explanação foi sistematizada de forma didática, explicando aos interessados como se exportar, quais as ferramentas necessárias, os aspectos mercadológicos que precisam ser levados em conta, além de exposição de acessórios disponíveis no mercado.

“O principal mote da exportação é vir a ser, para a empresa, um canal a mais de venda. Ser uma opção ao mercado interno. Não se pode pensar em exportar somente na crise, mas durante a crise, a exportação pode, sim, ser uma forma de dar o equilíbrio financeiro de que a empresa tanto precisa”, alertou.

Guia de Sustentabilidade

Na sexta-feira (28) à tarde, a Plastech Brasil 2015 foi palco do pré-lançamento do Guia de Sustentabilidade do Plástico. Trata-se de uma obra de referência para a indústria dos transformadores plásticos. O diagnóstico das várias etapas de maturidade da sustentabilidade do setor foi apresentado no painel dedicado à reciclagem.

“O guia foi construído a partir de 26 visitas técnicas a 20 transformadores, e quatro recicladoras, além de Braskem e Petrobras. Ele traz ainda critérios, agenda de mudanças, apontamento de tendência e cenários”, comenta o especialista em comércio exterior do programa Think Plastic Brazil, Aleksander Richard de Assis, um dos envolvidos no projeto.

O lançamento oficial do Guia de Sustentabilidade, com o objetivo de estimular o aumento da competitividade internacional por meio de práticas ecologicamente corretas, está marcado para acontecer em outubro, em São Paulo.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Plastech Brasil 2015

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Fórum Plastech Brasil terá capacitação para exportadores com apoio da Abiplast e Braskem

19/08/2015

Pequenas, médias e grandes empresas que fazem parte do setor de transformação do plástico estão convidadas a participar

O Fórum Plastech Brasil surge como a grande estréia na programação paralela da Plastech Brasil 2015, em Caxias do Sul (RS). De 25 a 28 de agosto, painéis, debates, cursos, palestras, workshops, encontros e fóruns de discussão vão se suceder no Auditório Pietro Zanella, montado na própria feira organizada pelo Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás), no Parque de Exposições da Festa da Uva, em Caxias do Sul (RS). Na quinta-feira (27), o destaque vai para os cursos oferecidos gratuitamente pelo PICPlast, o Programa de Incentivo à Competitividade da Cadeia do Plástico, desenvolvidos com apoio da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e Braskem. A atividade vai das 14h às 19h.

Na Capacitação em Custos e Rentabilidade, o consultor Márcio Fernandes, da ADVISA OC&S Strategy Consultants, aborda os principais conceitos financeiros e a utilização do modelo de custos e rentabilidade pelas empresas.

Já no módulo Capacitação e Exportação, logo na sequência, os palestrantes serão Maurício Antunes, instrutor da Aduaneiras, empresa que oferece consultorias, cursos, sistemas e informações voltadas para o comércio exterior e Aleksander Richard de Assis, do programa Think Plastic Brazil, desenvolvido em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Para a Capacitação em Custos e Rentabilidade, entre os temas a serem abordados estão processos de competitividade e globalização, planejamento estratégico de exportação e marketing internacional. Além disso, a programação também contempla conteúdo sobre os tipos de exportadores no Brasil, a dinâmica da operação de exportação e os incentivos fiscais destinados a esta operação.

Na parte destinada a Custos e rentabilidade, o objetivo da capacitação é contribuir para o desenvolvimento estrutural de modelos internos de gerenciamento, procedimentos fundamentais para o bom andamento dessas empresas. Os participantes terão acesso a conceitos contábeis e financeiros e, na prática, assistirão a demonstrações do funcionamento do modelo de operação; como a empresa pode fazer a alocação dos custos classificados por produto, como extrair os resultados por meio de relatórios pré-definidos, acompanhar preços de produtos, administrar o fluxo de caixa, avaliar a rentabilidade do seu negócio, entre outros. A expectativa é capacitar cerca de 400 empresas da indústria da transformação até o final de 2015.

Os cursos, que tem como apoiadores a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e a Braskem, fazem parte do Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast). Lançado em setembro de 2013, o PICPlast tem por objetivo desenvolver programas estruturais que contribuam com a competitividade e crescimento da transformação plástica de forma conjunta entre a 2ª e 3º gerações da cadeia produtiva do plástico. As capacitações são direcionadas a pequenas, médias e grandes empresas que fazem parte do setor de transformação do plástico.

Fonte: Plastech Brasil 2015

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