Posts Tagged ‘Etanol’

Dow e Mitsui adiam implantação de unidade de polietileno derivado de cana-de-açúcar em Minas Gerais

16/01/2013

Citando aumento de custos de projeto, construção, operação e incertezas com a propriedade de terra no Brasil, a Dow Chemical Co. e a Mitsui & Co Ltd. adiaram seus planos para a implantação de uma unidade de produção de polietileno a partir do etanol, em Santa Vitória, Estado de Minas Gerais. O complexo, cuja entrada em operação originalmente estava prevista para o final de 2013, tem um investimento estimado da ordem de U$ 1,5 bilhões e prevê também a expansão das plantações de cana-de-acúcar e a construção de uma usina de etanol com capacidade para processar 2,7 milhões de toneladas de cana, cuja implementação continuará conforme o cronograma previsto.  A joint-venture Dow-Mitsui cultiva hoje uma área de 20 mil hectares de cana-de-acúcar e espera ter a sua primeira colheita completa em 2014.

No curto prazo, a Dow irá se focalizar em investimentos mais rentáveis, particularamente no desenvolvimento de unidades baseadas em gás de xisto nos Estados Unidos. A Dow está investindo 4 bilhões de dólares na Costa do Golfo do México para ampliar sua capacidade de produção de olefinas até 2017. A disponibilidade de amplas reservas de gás de xisto nos Estados Unidos reduz significativamente os custos de produção de poliolefinas.

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Braskem adia planos de construção de novas plantas de Polietileno e Polipropileno

20/07/2012

Segundo o jornal Valor Econômico, a Braskem adiou para 2013 os planos para construção de três novas unidades de Polietileno e Polipropileno. Essas três unidades compreendem duas plantas para produção de Polietileno e Polipropileno, respectivamente, a partir do etanol e uma terceira planta no Pólo Petroquímico de Camaçari para produção de Polipropileno a partir da nafta.

A Braskem tinha planejado iniciar a construção nos próximos meses, com investimentos aproximados de 1 bilhão de reais.

Para se adequar à presente desaceleração global na indústria petroquímica, as prioridades da Braskem passaram a ser o aumento de capacidade de produção de plantas e a modernização do seu parque petroquímico, segundo relato de Carlos Fadigas, presidente da Braskem, ao Valor Econômico.

Outros investimentos da empresa em andamento compreendem a conclusão de uma nova planta de butadieno no Rio Grande do Sul e uma nova unidade de PVC no Estado de Alagoas, que estão incluídos no orçamento de R$ 1,8 bilhões, previstos para 2012.

De acordo com Carlos Fadigas, o projeto de Polipropileno derivado do Etanol (“PP verde”) é o que está mais adiantado e deve ser iniciado antes dos outros dois, que deverão esperar mais um pouco.

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Dow e Mitsui criam plataforma para a produção de biopolímeros para atender os mercados de produtos de higiene, médicos e de embalagens

19/07/2011

A joint venture no Brasil vem ao encontro da estratégia da Dow para crescer em mercados de produtos especiais de alto valor e em economias emergentes

A Dow Chemical Company e a Mitsui & Co. Ltd., de Tóquio, Japão  anunciaram hoje a formação de uma nova joint venture e assinatura de um Memorando de Entendimento visando fornecer soluções de produtos inovadores e sustentáveis para os mercados mundiais de produtos médicos, de higiene e de embalagens flexíveis de alta performance. Isso representa a maior aposta de biopolímeros do mundo e é o maior investimento da Dow no Brasil, um país em que a Companhia atua com sucesso há mais de 50 anos.

“Esta operação histórica reforça o compromisso da Dow de investir no crescimento em setores de grande inovação e de alto valor por meio de parcerias estratégicas”, afirmou Andrew N. Liveris, presidente e CEO da Dow. “O acordo também reúne os pontos fortes de duas empresas globais, criando uma combinação única de liderança tecnológica mundial e acesso a matérias-primas renováveis para atender às necessidades de uma região importante e em rápido crescimento do mundo. Esta é uma estratégia acertada da Dow e está alinhada às nossas Metas de Sustentabilidade para 2015”.

Segundo os termos do acordo, a Mitsui se tornará um parceiro com participação de 50% na crescente operação de cana-de-açúcar da Dow em Santa Vitória, Minas Gerais, Brasil. O escopo inicial da joint venture inclui a produção de etanol derivado da cana-de-açúcar como matéria-prima e fonte de energia renovável, trazendo novas alternativas para a Dow com base em biomassa, substituindo, assim, os tradicionais recursos fósseis. Uma vez concluída, a Dow e a Mitsui terão a maior planta integrada do mundo para a produção de biopolímeros feitos a partir de etanol renovável derivado da cana-de-açúcar. O projeto vem ao encontro do objetivo da Dow de desenvolver soluções de baixo carbono para atender os prementes desafios globais de energia e mudanças climáticas.

Uma vez em operação, essa plataforma será integrada à cana-de-açúcar renovável, permitindo a produção ambientalmente sustentável de plásticos de alta performance com reduzida pegada de carbono. Os biopolímeros produzidos nessa unidade serão uma alternativa verde e substitutos para os mercados de embalagens flexíveis de alta performance, de produtos médicos e de higiene, oferecendo aos clientes os mesmos atributos de desempenho com um perfil ambiental mais sustentável.

“Estamos orgulhosos de fortalecer e expandir a nossa já sólida parceria com a Dow, líder mundial em Plásticos de Desempenho e uma empresa com um histórico comprovado de inovação e de marcas líderes de mercado”, concluiu Masami Iijima, Presidente e CEO da Mitsui. “Essa joint venture favorece o objetivo da Mitsui de contribuir para a indústria e para a sociedade, garantindo um abastecimento estável de recursos renováveis e fornecendo soluções sustentáveis a partir desses recursos”.

A primeira fase do projeto inclui a construção de uma nova unidade de produção de cana-de-açúcar para etanol em Santa Vitória. A construção está prevista para começar no terceiro trimestre de 2011.

“Estamos mais entusiasmados do que nunca sobre o potencial dos produtos químicos sustentáveis da Dow nessa economia em crescimento”, afirmou Pedro Suarez, presidente da Dow América Latina. “Com a Mitsui, fortaleceremos nossa já sólida base para desenvolver materiais renováveis e bioenergia, bem como promoveremos a reputação da Dow e do Brasil como líderes mundiais em economia verde”.

A operação deverá ser concluída antes do final de 2011, e está sujeita a algumas aprovações regulatórias. Os detalhes financeiros não serão divulgados.

Sobre a Dow

O portfólio da Dow nas áreas de Químicos Especiais, Materiais Avançados, Ciências Agrícolas e Plásticos oferece uma ampla variedade de soluções e produtos baseados em tecnologia para mais de 160 países e em setores de grande crescimento, como eletrônicos, água, energia, tintas e revestimentos e agricultura. Em 2010, a Dow teve vendas anuais de US$ 53.7 bilhões e empregou aproximadamente 50.000 funcionários em todo o mundo. Os mais de 5.000 produtos da Companhia são produzidos em 188 unidades fabris em 35 países ao redor do mundo.

A Dow América Latina tem 4.400 funcionários, 27 fábricas, 15 escritórios, 14 centros de pesquisa, e vendas anuais de US$ 6,2 bilhões. A Dow está presente na região há mais de 50 anos.

Sobre a Mitsui

A Mitsui & Co. Ltd. é uma das empresas mais diversificadas do mundo em trading, investimentos e serviços. A empresa tem provido clientes do mundo todo com soluções integradas que combinam funções avançadas de gerenciamento de marketing, financiamento, logística e risco.  Com sede em Tokyo, a Mitsui mantém uma rede global com 151 escritórios, 461 subsidiárias e empresas associadas em todo o mundo.

Fonte: Dow

Um Verde Emblemático

12/11/2010

Por Jorge Soto *

Nossa espécie tem evoluído buscando formas de oferecer uma qualidade de vida cada vez melhor para as pessoas. Mas a forma de evolução tecnológica e social escolhida nos levou a um modelo que ultrapassou os limites da capacidade do planeta de prover recursos. Cálculos do Global Footprint Network indicam que isso aconteceu em meados da década de 80. Felizmente cada vez mais pessoas e organizações têm buscado contribuir para a solução desse problema tão complexo. Em 2002, dez anos após a Eco-92, Conferência Mundial do Meio Ambiente, um dos pontos destacados pelas lideranças globais foi a necessidade de novos padrões de produção e consumo.

A questão é que os países em desenvolvimento, como o Brasil, precisam ainda melhorar a condição de vida média de sua população. Portanto, a tendência do consumo aqui é aumentar. Mantidos os mesmos paradigmas de desenvolvimento, o problema tende a se agravar. Precisamos de melhorias revolucionárias. Por outro lado, como estamos em plena fase de crescimento, temos uma chance de escolha: copiar ou criar. Copiar o que vínhamos fazendo ou o que os países desenvolvidos fizeram. Ou criar as novas formas.

O Polietileno (PE), um produto químico, é a resina termoplástica mais produzida no mundo, feita a partir de frações de petróleo ou gás natural. É matéria prima para produzir produtos plásticos como embalagens, utilidades domésticas, tubulações… Foi sintetizado na década de 30. Mas acaba de ser recriado no Brasil, recebendo o nome PE Verde. Com tecnologia brasileira, aproveitando as potencialidades brasileiras. A Braskem acaba de partir sua primeira fábrica para produzir o PE Verde.

É verde porque é um biopolímero produzido com matéria prima renovável: o mesmo etanol que utilizamos nos nossos carros estará se transformando em um sólido útil para a vida moderna. E é por isso que ele é verde, mais uma vez, pois o crescimento da cana-de-açúcar só é possível com a absorção de gás carbônico através da fotossíntese. E esse gás, que está provocando as mudanças climáticas do nosso planeta, acaba se transformando em álcool e agora em plástico. O que era gás virou sólido. Dessa forma a produção de uma tonelada de PE Verde acaba contribuindo para o sequestro de até 2,5 toneladas de CO2. Como a produção anual desse produto na Braskem será de 200.000 toneladas, pode-se afirmar que a Braskem estará contribuindo para o seqüestro de meio milhão de toneladas de gases efeito estufa por ano. Isso equivale a plantar e manter cerca de 700 mil árvores por ano.

Mas esse produto é apenas o primeiro passo. No Brasil utilizamos apenas 19% da terra arável disponível e apenas 1% é utilizado para plantação de cana de açúcar, segundo a Conab – Companhia Nacional de Abastecimento – e a Única – União da Indústria da Cana de Açúcar. Que é das nossas culturas de maior produtividade. Antes dizíamos que o Brasil poderia se tornar o celeiro do mundo. Com a integração entre a química e a biotecnologia podemos ir muito além. Com base na biomassa que produzimos em nossos campos podemos construir uma nova era. A era dos bioprodutos que, se cuidarmos adequadamente dos nossos recursos naturais e do nosso clima, poderão representar nosso moto-perpétuo material. Aquele que nunca acaba.

A Braskem entende que inovações direcionadas para fortalecer os diferenciais comparativos brasileiros poderão colocar nossa indústria em posição de destaque no mundo e ao mesmo tempo contribuir para o desenvolvimento sustentável. Uma nova forma de ver o Brasil e o Mundo.

* Jorge Soto é diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem.

Petrobras assina contrato com KL Energy para desenvolvimento de tecnologia para produção de etanol celulósico

26/08/2010

Da esq. para dir. : gerente de gestão tecnológica da PBio, João Norberto Noschang; presidente da KL Energy, Peter Gross; e gerente geral de P&D da Área de Abastecimento do Cenpes, Alípio Ferreira.

A Petrobras, por meio da Petrobras America, assinou um contrato de desenvolvimento conjunto com a KL Energy Corporation (KLEG.PK, “KLE”) para a otimização da tecnologia da KLE de processamento de etanol celulósico para a utilização de bagaço de cana-de-açúcar como matéria-prima.  Entre outras aplicações, o etanol pode ser utilizado como matéria prima para a obtenção do eteno, empregado na síntese do Polietileno.

A última geração do processo da KLE traz importantes melhorias em comparação com a primeira geração da tecnologia, implementada em 2008 na unidade de demonstração da empresa localizada em Upton, estado de Wyoming (EUA). A unidade utiliza resíduos de madeira como matéria-prima e pode ser otimizada para utilizar vários tipos de matérias-primas.

Como parte do contrato, a Petrobras investirá US$ 11 milhões para adaptar as instalações de demonstração da KLE para utilizar bagaço e validar, por meio de testes, o processo para a produção de etanol celulósico.

Em paralelo, a Petrobras e a KLE desenvolverão um projeto de usina de etanol celulósico em escala industrial que deverá ser totalmente integrado a uma usina de cana-de-açúcar pertencente ao Grupo Petrobras, no Brasil. A usina está programada para entrar em funcionamento em 2013.

O contrato, cujo prazo inicial é de 18 meses, prevê exclusividade mútua na área de desenvolvimento de etanol celulósico a partir do bagaço de cana, e oferece à Petrobras a opção de obter uma licença para utilizar a tecnologia da KLE nos ativos do Grupo Petrobras.

Com este investimento, a Petrobras busca desenvolver mais uma alternativa para produção de biocombustíveis e produtos químicos renováveis e sustentáveis, de forma complementar às iniciativas em andamento, como por exemplo as pesquisas com microalgas para produção de óleo.

Segundo Miguel Rossetto, presidente da Petrobras Biocombustível, “a Petrobras vê o etanol celulósico como uma tecnologia promissora para aumentar a produção de etanol em cerca de 40% sem aumentar a área plantada, além de melhorar sustentabilidade de suas usinas. O contrato com a KLE irá acelerar esse esforço de desenvolvimento”.

“O Brasil é líder mundial na produção de biocombustíveis competitivos de biomassa, e acreditamos que o bagaço de cana seja uma matéria-prima adequada para o nosso processo. A KLE pretende estar na vanguarda do mercado emergente de etanol celulósico no Brasil”, disse Peter Gross, presidente da KL Energy Corporation.

Sobre a Petrobras

A Petrobras é uma empresa integrada de petróleo, gás e energia que opera nos seguintes segmentos da indústria: exploração e produção, abastecimento, comercialização, transporte e petroquímica, distribuição, gás natural, energia e biocombustíveis. Reconhecida por sua enorme base de recursos e por sua liderança mundial na exploração em águas profundas e ultraprofundas, a Petrobras está presente em todos os cinco continentes e em 28 países. Além disso, tem atividades em energias renováveis, especialmente biocombustíveis, área na qual mantém uma subsidiária, a Petrobras Biocombustível.

Sobre a KL Energy Corporation

A KL Energy Corp. (KLEG.PK) é uma líder no desenvolvimento e comercialização de produtos energéticos de segunda geração à base de celulose, entre os quais o etanol, a bio-lignina e produtos químicos intermediários. A instalação de demonstração comercial da KLE em Upton, estado de Wyoming é uma das primeiras instalações de demonstração de seu tipo a produzir etanol de celulose e produtos de bio-lignina a partir de resíduos de madeira. Ela utiliza um processo proprietário de pré-tratamento termo-mecânico e hidrólise enzimática que a empresa acredita ser um dos processos mais amigáveis ao ambiente no setor. Além disso, a tecnologia pode ser adaptada para utilizar diversas matérias-primas. A KLE fornece ainda serviços de engenharia, de otimização e técnicos para instalações de biocombustíveis.

Fonte: Agência Petrobrás de Notícias

Garrafa de PET “verde” da Coca-Cola amplia presença no mercado do Sul.

18/08/2010

• A PlantBottle é a primeira garrafa PET feita parcialmente de material de origem vegetal
• Etanol da cana-de-açúcar substitui parte do petróleo como insumo na nova embalagem
• PlantBottle reduz em até 25% as emissões de CO² e impulsiona o setor sucroenergético do Brasil

A distribuição da garrafa PET ecológica “PlantBottle”  atingiu 100% do Estado do Rio Grande do Sul, com volume total de
2,8 milhões de unidades. Em Santa Catarina, a distribuição também está se expandindo e deverá atingir aos 100 % até o final de 2010. Nesses estados, a distribuição da Coca-Cola é feita pela Vonpar.

A garrafa “PlantBottle” é uma tecnologia da Coca Cola e o lançamento desta embalagem no Brasil ocorreu em março de 2010,  sendo pioneira na América Latina. Trata-se de uma embalagem feita de PET no qual o etanol da cana-de-açúcar substitui parte do petróleo utilizado como insumo. Por ter origem parcialmente vegetal – 30% à base da cana-de-acúcar-, a novidade reduzirá a dependência da empresa em relação aos recursos não-renováveis, além de diminuir em até 25% as emissões de CO².

Sem mudança de propriedades químicas, cor, peso ou aparência em relação ao PET convencional, a PlantBottle é 100% reciclável e já entra na cadeia de reaproveitamento de materiais consolidada no País desde sua chegada ao mercado. A nova garrafa começou a ser comercializada em abril, inicialmente nas embalagens de Coca-Cola de 500ml e 600 ml, no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Recife e Porto Alegre.

“Houve uma grande mobilização e investimentos para chegarmos à fórmula da PlantBottle. Com seu lançamento, confirmamos novamente nossa posição de vanguarda na inovação de embalagens. Ao substituir parte do petróleo usado na fabricação do PET por etanol de cana-de-açúcar, um recurso absolutamente renovável e abundante no País, a Coca-Cola Brasil inaugura uma nova era para as embalagens plásticas”, afirma Xiemar Zarazúa, presidente da Coca-Cola Brasil.

Além dos benefícios ambientais – a expectativa é que, em 2010, a produção inicial das garrafas PlantBottle resulte na redução de uso de mais de cinco mil barris de petróleo -, o uso da nova garrafa também traz vantagens à economia do Brasil.

Segundo Rino Abbondi, vice-presidente de Técnica e Logística da empresa, “a cana-de-açúcar é a fonte mais eficiente para a fabricação de etanol. Com este quadro, o Brasil coloca-se como futuro exportador de bio-MEG (componente feito com cana de açúcar, usado na PlantBottle), fomentando assim a geração de empregos e alavancando o setor sucroenergético do País. O Brasil é um dos primeiros mercados a adotar a PlantBottle e acreditamos que, com isso, a Coca-Cola Brasil e seus fabricantes incentivam as demais indústrias a tomar medidas semelhantes. Vale destacar que 100% das embalagens de PlantBottle de todo o mundo usará etanol brasileiro”.

“Essa é mais uma importante iniciativa de sustentabilidade que a Coca-Cola Brasil abraça. O índice de uso de água é dos melhores do mundo na indústria de bebidas e reduzimos em até 26% o peso de nossas embalagens nos últimos anos. Na área da reciclagem, temos o programa ‘Reciclou, Ganhou’ desde 1996 e, com ele, colaboramos para que o Brasil seja um dos maiores recicladores de embalagens do mundo. Hoje, apoiamos mais de 130 cooperativas de catadores, que geram renda e resgatam a dignidade de milhares de pessoas”, completou Marco Simões, vice-presidente de Comunicação e Sustentabilidade da Coca-Cola Brasil.

Cadeia de suprimentos e sustentabilidade

A cana-de-açúcar utilizada para produzir as garrafas PlantBottle provém de fornecedores auditados, que utilizam essencialmente a irrigação natural (chuva) e a colheita mecânica. No Brasil, 99,7% dos campos de cana-de-açúcar estão a pelo menos 2.000 km da Amazônia.

A Coca-Cola Global, assim como a Unica, trabalha com o WWF no programa Better Sugar Initiative, que busca reduzir impactos ambientais e sociais da produção de cana e seu processamento primário. A empresa também aderiu à Sustainable Agriculture Initiative, criada pela indústria alimentar para compartilhar conhecimentos e apoiar o desenvolvimento e implementação de normas internacionais, que envolvam a cadeia de suprimentos agrícolas em direção a uma agricultura sustentável.

Embalagens sustentáveis

Com o desenvolvimento da tecnologia liderado pela The Coca-Cola Company, a PlantBottle é fabricada por um processo inovador de transformação da cana-de-açúcar em um insumo do processo de fabricação do polímero PET. Seu plástico é produzido a partir da reação química de dois componentes: MEG (monoetileno glicol), responsável por 30% de seu peso; e PTA (ácido politereftálico), responsável pelos 70% restantes.

Seguindo uma política mundial da empresa baseada em três “Rs” – Reciclar, Reduzir e Reutilizar -, delineada na plataforma de sutentabilidade Viva Positivamente, o lançamento da garrafa também é alinhado com a campanha “Consumo Consciente de Embalagens”, no Ministério do Meio Ambiente. A campanha oficial tem cunho educacional e sugere atitudes e boas práticas para consumidores e empresas no sentido do uso cada vez mais racional, consciente e responsável das embalagens.

Nos últimos anos, as embalagens de PET reduziram seu peso entre 8% e 26%, dependendo do tamanho. As embalagens de vidro e de alumínio também tiveram seus pesos consideravelmente reduzidos. Outro exemplo é a Minitampa, para garrafas PET, com alturas da tampa e do bocal menores que a do padrão tradicional, diminuindo o consumo da resina derivada de petróleo.

Ainda na área de embalagens, mais um importante passo da Coca-Cola Brasil foi a liderança do processo de aprovação do sistema bottle-to-bottle no Mercosul, que promete revolucionar o mercado brasileiro de reciclagem, uma vez que a resina PET de garrafas pós-consumo será utilizada para a produção de novas embalagens. O sistema bottle-to-bottle está em fase de testes no Brasil, já tendo sido aprovado pela Anvisa.

Sistema Coca-Cola Brasil

A Coca-Cola Brasil atua em sete segmentos do setor de bebidas não-alcoólicas – águas, chás, refrigerantes, sucos, energéticos, hidrotônicos e lácteos, com uma linha de mais de 150 produtos, entre sabores regulares e versões de baixa caloria. O Sistema Coca-Cola Brasil, formado pela Coca-Cola Brasil e 16 grupos fabricantes brasileiros, além da Leão Junior e Del Valle, emprega diretamente mais de 44 mil funcionários, gerando indiretamente cerca de 400 mil empregos.

Fonte: Coca-Cola Brasil / SIRESP

Braskem e Procter & Gamble fecham parceria mundial para fornecimento de Polietileno Verde

13/08/2010

Material de fonte renovável será usado em produtos das linhas Pantene, Max Factor e Cover Girl

A Procter & Gamble, líder mundial em bens de consumo, e a Braskem, maior produtora de resinas termoplásticas das Américas, fecharam parceria para fornecimento de polietileno (PE) verde. O acordo vale para o mercado mundial e envolverá inicialmente produtos das linhas Pantene, Max Factor e Cover Girl.

A Braskem já é fornecedora de resinas termoplásticas para a P&G no Brasil. Agora, passa a fornecer também o polietileno verde, que é produzido a partir do etanol de cana-de-açúcar, fonte renovável, que tem como principal vantagem a redução de emissão de gases causadores do efeito estufa (GEE). Cada tonelada de plástico verde produzido sequestra e fixa até 2,5 toneladas de CO2 que estavam na atmosfera.

A proposta ambiental do PE Verde está alinhada com a estratégia de ambas as empresas para o desenvolvimento sustentável. “A parceria permite reforçar as iniciativas tanto da P&G como da Braskem no sentido de promover o desenvolvimento sustentável. E levaremos até o consumidor final em todo mundo essas vantagens do plástico verde através de produtos com maior valor agregado”, diz Gabriela Onofre, Diretora de Assuntos Corporativos da P&G do Brasil.

As linhas de produtos com embalagem feita de polietileno verde chegarão às prateleiras do mundo todo em breve. No Brasil, as consumidoras poderão conferir o novo material na linha de cuidados com o cabelo Pantene.

A proximidade com o cliente P&G contribuiu para que esse novo acordo envolvendo o polietileno verde fosse realizado. “A Braskem sempre busca desenvolver soluções que superem as necessidades dos Clientes. Entendemos que o nosso PE Verde tem grande identidade com os produtos e com a proposta de Sustentabilidade da P&G, por isso o acordo foi algo natural”, diz Rui Chammas, vice-presidente da Unidade de Negócios de Polímeros da Braskem.

O desenvolvimento do polietileno de fonte renovável é parte da estratégia da Braskem de ser líder mundial em polímeros verdes. A planta que irá produzir polietileno verde em escala industrial, localizada no Polo de Triunfo (Rio Grande do Sul), recebeu investimentos na ordem de R$ 500 milhões e será inaugurada agora em setembro com capacidade para produzir 200 mil toneladas anuais.

O polietileno é o tipo de plástico mais utilizado no mundo, especialmente pela indústria automotiva, de cosméticos, de embalagens, brinquedos, higiene e limpeza, entre outras. Como o polietileno verde da Braskem possui características e propriedades idênticas às do PE de origem fóssil, ele possui a mesma versatilidade em suas aplicações.

Fonte: Braskem

Braskem recebe licença operacional definitiva para planta de eteno verde

21/07/2010

Licença foi dada em 14 de julho

A Braskem recebeu em 14 de julho das mãos da governadora Yeda Crusius a licença de operação para sua fábrica de eteno verde concedida pela Fepam. Esta é a permissão definitiva do órgão ambiental para a partida da unidade industrial, prevista para agosto. A empresa esteve representada no ato pelo vice-presidente da Unidade de Petroquímicos Básicos, Manoel Carnaúba Cortez, pelo gerente de relações institucionais, João Ruy Freire, pelo conselheiro da Braskem, Alfredo Tellechea, e pelo diretor de empreendimentos, Guilherme Guaragna, e pelo diretor industrial da Unib, Ademir Zaparolli.

A Fepam concede a licença após analisar os estudos de impacto ambiental da fábrica.  Carnaúba destacou que a unidade utilizou tecnologia  para produzir o eteno verde com os mais avançados critérios de preservação ambiental. Por processar unicamente o etanol, o único efluente gerado pela fábrica é a água.

Carnaúba informou, durante solenidade, que 80% da futura produção da planta já foi comercializada, principalmente, para clientes da Europa, Estados Unidos e Ásia. A Braskem planeja manter parte do volume disponível, porque a intenção é realizar um marketing global da resina. “Há um apelo ambiental muito forte e queremos que o mundo conheça essa opção”, diz o executivo.

A Yeda Crusius anunciou, na ocasião, a criação de um comitê para tratar da autossuficiência na produção de etanol no Rio Grande do Sul. O governo estudará municípios para induzir a plantação de cana. O projeto do PE Verde consumirá cerca 470 milhões de litros de etanol/ano, volume que inicialmente será adquirido em outras regiões.

A unidade de eteno verde da Braskem  será a 1ª no mundo em escala industrial a utilizar matéria-prima 100% renovável. Com investimento de R$ 500 milhões, a planta foi construída com as melhores práticas de engenharia. A capacidade de produção será de 200 mil toneladas.

Até o momento, cerca de 2200 trabalhadores atuaram na construção da planta, destes, 174 formados pelo Programa Acreditar. O Acreditar capacitou, durante oito meses, 248 moradores de Triunfo nos cursos de eletricista, montador de estruturas, encanador, carpinteiro e soldador. O Projeto foi uma iniciativa da Odebrecht, em parceria da Braskem, SENAI e Prefeitura Municipal de Triunfo.

Sobre projeto do plástico verde
A fábrica de eteno verde da Braskem é a primeira unidade industrial do mundo a utilizar etanol de cana-de-açúcar para a produção em escala comercial de eteno de origem 100% renovável. “A implantação desse projeto confirma o compromisso assumido pela Braskem de contribuir para o desenvolvimento do setor petroquímico brasileiro e do Rio Grande do Sul”, afirma o vice-presidente da Braskem Manoel Carnaúba.

A unidade terá capacidade para produzir 200 mil toneladas/ano de eteno, que serão transformadas em volume equivalente de polietileno em unidades industriais já existentes no próprio Pólo de Triunfo. Iniciada em abril de 2009, a unidade estará pronta em agosto, dois meses antes do previsto.

O projeto de Polímeros Verdes se insere na estratégia de acesso a fontes competitivas de matéria-prima renováveis, em linha com a visão de sustentabilidade da companhia. Além disso, contribui para o desenvolvimento sustentável da sociedade, já que o plástico verde retira mais carbono da atmosfera do que emite ao longo de todo o seu ciclo de vida, do cultivo da cana à reciclagem pós-consumo.

A Braskem vem estabelecendo, desde o ano passado, uma série de parcerias com renomados clientes nacionais e internacionais, principalmente da Europa, Estados Unidos e Japão, interessados em reforçar a associação de suas marcas ao conceito de sustentabilidade. Cabe ressaltar os acordos firmados com a Toyota Tsusho, “trading company” do grupo Toyota, e Shiseido, renomado fabricante de cosméticos voltados ao segmento de alto padrão, e com a gaúcha Acinplas. A demanda potencial já identificada para o PE Verde é ao redor de 600 mil toneladas/ano, três vezes maior do que a capacidade da nova planta.

Além dos aspectos ambientais, um estímulo adicional ao uso do polímero verde está no fato de apresentar características de aplicação e propriedades idênticas às do plástico tradicional, o que permite às indústrias de transformação aproveitarem todo o seu parque fabril atual para processar a resina de fonte renovável. O PE Verde tem aplicação em mercados como o automobilístico, indústria de brinquedos, embalagens sopradas para alimentos e produtos de higiene e embalagens injetadas para utilidades domésticas.

O projeto do PE Verde consumirá cerca 500 milhões de litros de etanol/ano, volume que inicialmente será adquirido em outras regiões. Trata-se de uma oportunidade para o desenvolvimento da cadeia produtiva do etanol no Estado, com enorme potencial de geração de empregos, renda e receita tributária.

A planta em construção no Rio Grande do Sul representa a capacidade do Estado de atrair grandes empreendimentos pela sua situação econômico-financeira saudável construída nos últimos anos.

Fonte: Braskem

Dedini e Novozymes assinam acordo para desenvolvimento de etanol a partir do bagaço de cana.

16/07/2010

A Dedini Indústrias de Base S/A, bem conhecida pela suas inovações no mercado de etanol, e a Novozymes A/S, um líder mundial em bioinovação, assinaram um memorando de entendimento visando a continuidade do desenvolvimento de uma rota tecnológica para produzir etanol celulósico no Brasil.

A Dedini e a Novozymes esperam se beneficiar do potencial comercial do etanol celulósico no Brasil, devido à grande disponibilidade de bagaço de cana. O Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-acúcar, processando mais de 600 milhões de toneladas por ano, a partir das quais 27 bilhões de litros de etanol é produzido atualmente.

Etanol celulósico – um passo adiante.
A Novozymes, o líder mundial em enzimas para biocombustíveis, recentemente apresentou as primeiras enzimas comercialmente viáveis para a produção de etanol celulósico. As enzimas “quebram” as macromoléculas presentes em resíduos agrícolas, tais como restos de milho, palha de trigo, chips de madeira e bagaço de cana, tornando possível a fermentação que gera etanol. A Dedini, o líder mundial no suprimento de equipamentos e plantas completas para o mercado de etanol a partir do acúcar,  desenvolveu um processo químico com ácido diluído e um solvente de lignina.

O objetivo desta parceria é desenvolver um processo usando a rota da hidrólise enzimática a partir de resíduos de cana-de-acúcar.  Isto resultaria na implementação de uma planta de demonstração, integrada a usinas de acúcar.

Para José Luiz Olivério, Vice Presidente de Tecnologia e Desenvolvimento da Dedini, este é um passo importante no caminho para tornar realidade a fabricação de etanol a partir de celulose. “Nós já tivemos grandes avanços com o processo  DHR (Dedini’s Rapid Hydrolysis) – uma tecnologia que usa um processo com ácido diluído. Durante dois anos, a Dedini buscou parceiros para tornar possível uma solução em escala industrial, baseada na combinação de experiências e tecnologias que resultariam na produção sustentável de etanol celulósico no Brasil”, diz Olivério. “A parceria com a Novozymes contribuirá significativamente para se alcançar este objetivo”, completa.

O Brasil tem sido líder mundial no uso do etanol combustível desde a década de 70, devido à abundância de cana-de-acúcar e à introdução de um programa nacional de álcool  depois da primeira crise global de petróleo. Hoje, o etanol é predominante no mercado brasileiro de combustíveis automotivos, usado sob a forma de álcool anidro (100 % etanol) e também misturado à gasolina (na proporção de 25%). O governo determina a adição de 20 a 25 por cento de etanol à gasolina.  90% de todos os novos veículos leves vendidos no país são do modelo “flex-fluel”, permitindo que eles possam rodar com qualquer mistura percentual de etanol e gasolina.

“Considerando a demanda por etanol no Brasil e a quantidade de bagaço de cana disponível, existe uma oportunidade considerável para um crescimento adicional nesse mercado. A parceria com a Dedini, a maior empresa de engenharia na indústria de cana-de-acúcar no Brasil, nos ajudará a destravar este potencial”, diz o CEO da Novozymes Steen Riisgaard.

Além de ser usado como combustível, o etanol também pode ser usado como matéria-prima para a produção de plásticos, tais como o Polietileno. Uma planta para a produção de polietileno “verde”, a partir do etanol, está sendo construída pela Braskem, no estado do Rio Grande do Sul.

Fonte: Novozymes

Braskem inicia recebimento de etanol por ferrovia

13/07/2010
Material será usado na planta de eteno verde

A Braskem recebeu, esta semana, a primeira carga de etanol por via ferroviária. Foram descarregados 120 mil litros do produto vindos de São Paulo e Paraná. Na sexta-feira, chegam mais 840 mil litros. É a primeira vez que a empresa operou nesse modal para o transporte do etanol, que será usado na planta de Eteno Verde. Cerca de 40% do álcool utilizado pela Braskem será trazido por trens da ALL. Até então, o produto era transportado apenas por hidrovia e rodovia. A Braskem tem capacidade de consumir 230 milhões de litros de álcool para produção de ETBE (Camaçari/BA, e Triunfo/RS) e comprará mais 460 milhões de litros para a planta de Eteno Verde.

Denise Zappas, gerente de negócios de Álcool da Braskem, afirma que o transporte ferroviário tem se mostrado uma boa opção logística por ser a melhor alternativa do ponto de vista ambiental (menor emissão de CO2), além de ter menor custo. “É uma alternativa importante à cabotagem, que muitas vezes apresenta problemas relacionados a atrasos em portos de carga”, explica. A hidrovia responderá por 50% da logística do álcool e a rodovia, por 10%.

Fonte: Braskem