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Arqplast escolhe equipamentos da Tomra Sorting Recycling para separar matéria-prima reciclada

07/07/2016

Tomra_arqplast

Sediada no município de Boituva, a 130km de São Paulo, a Arqplast Utilidades Domésticas (foto) está há 16 anos no mercado de Utilidades Domésticas. A empresa fabrica produtos com matéria prima 100% reciclada. Isto significa que toda a matéria-prima utilizada provém da sucata, sem misturas com  plástico virgem. Em 2015, a Arqplast deu um passo importante na consolidação de resultados e na qualidade dos produtos finais com a instalação de dois equipamentos Autosort da Tomra Sorting Recycling que permitem processar cinco toneladas de plásticos por hora.

O Autosort combina os sensores NIR (Near Infrared) e VIS e permite reconhecer e separar com precisão e velocidade uma grande quantidade de materiais em função do tipo e composição, obtendo frações de elevada pureza. Na fábrica da Arqplast, os dois equipamentos processam Polipropileno (PP) que vem misturado com Polietileno (PE), por vezes com até 30% de impurezas. Esta solução proporcionada pela Tomra Sorting Recycling veio alterar a realidade da fábrica, que até então tinha processos bastante manuais e elevadas perdas, assim como altos custos de produção.

Arqplast evolui com tecnologia baseada em sensores

Negócio familiar, a Arqplast disponibiliza para o mercado mais de 200 produtos 100% reciclados. São baldes, bacias, cestos, caixas multiuso, containers, móveis, maletas, coletores para lixo, pallets e uma grande variedade de utilidades domésticas em geral que deixam de virar lixo para se transformar produtos úteis. Atualmente, a empresa possui na fábrica cerca de 150 máquinas que produzem 90 toneladas de PP diariamente.

Antes da chegada dos equipamentos da Tomra Sorting Recycling, houve todo um processo de evolução que permitiu chegar aos níveis e valores atuais. Num primeiro momento, a empresa trabalhava na linha de produção apenas com os produtos finais de plástico. Mais tarde, após uma “verticalização” dos processos, começaram a trabalhar com a resina de sua própria produção – depois de instaladas linhas de extrusão. Finalmente, começaram a comprar pós-consumo, pré-escolhido, e fardos de PP para lavar e moer. Contudo, todos estes processos tinham uma componente muito manual, que provocava muitas perdas e altos custo.

Para reforçar a posição no mercado brasileiro, a planta da Arqplast está neste momento em contato com a Associação Brasileira da Indústria do Plástico, de forma a conseguir obter o Selo Nacional de Plásticos Reciclados – SENAPLAS -, que certifica a origem da resina reciclada em seus produtos. O certificado procura ainda identificar e valorizar as empresas Recicladoras, que trabalham dentro dos critérios Socioambientais e Econômicos exigidos pela Lei.

O processo antes e depois da Tomra Sorting Recycling

Como explicado por Arquimedes Silva, proprietário da fábrica, antes da entrada dos equipamentos da Tomra Sorting Recycling na fábrica, o processo passava por comprar fardos de PP que eram selecionados à mão por material e cor. Silva sublinha ainda que “internamente, estava enraizado que não era possível selecionar tudo e que era necessário recorrer ao mercado para conseguir PP moído já selecionado”. Para agravar a situação, além das altas perdas em todo o processo, havia um custo elevado com o pigmento para coloração do material, que também era importado e altamente dispendioso.

Com a entrada dos equipamentos em funcionamento em Março de 2015, de imediato aumentou a capacidade de seleção, o que permitiu que todo o material necessário fosse produzido dentro da fábrica, evitando assim material moído por terceiros. Além disso, o produto obtido passou a ser mais puro e com maior qualidade. Com os equipamentos da Tomra, foi possível reduzir os custos operacionais e de manutenção. Agora, a Arqplast está preparada para organizar o material em famílias de cores, o que permitiu uma redução na utilização dos pigmentos para alcançar as cores desejadas.

Maior recuperação

Segundo explicou Arquimedes Silva: “Com a introdução dos equipamentos Autosort, a recuperação de PE e PP teve um incremento de 3500 kg/h em comparação com os 1500 kg/h que vinham sendo registrados anteriormente, traduzindo-se assim num maior volume de entradas na fábrica. Atualmente recuperam-se entre 80 e 90 toneladas de boa qualidade de produto neste fluxo diariamente”.

“Os equipamentos da Tomra Sorting Recycling permitiram reduzir o número de funcionários na triagem, aumentando a eficiência e a pureza do material recuperado, o que permitiu recolocar o pessoal em outras áreas mais estratégicas da planta”, afirmou o proprietário.

Arquimedes Silva destacou ainda “os reduzidos custos de manutenção, assim como a facilidade na limpeza dos equipamentos, que são bastantes fáceis de operar”.

Processo de utilização

Neste momento, os dois equipamentos da Tomra têm funções diferentes na fábrica da Arqplast. Como o foco está na recuperação de PP, o primeiro equipamento seleciona todo o material que pode ser utilizado, sendo depois enviado para uma seleção manual por cores.

Já o segundo, está dividido em dois processamentos. Num primeiro processamento, separa PE, que tem um alto valor de mercado e que pode ser vendido posteriormente. O que for rejeitado num primeiro processamento, passa diretamente para o segundo, com o principal objetivo de separar PS positivo.

O conceito principal passa por enviar PP livre de impurezas para depois ser separado manualmente por cores, dado que é uma tarefa mais fácil dentro da fábrica. Considerando, que o material tem por vezes 30/40% de contaminação de outros polímeros com elevado valor de mercado, a segunda unidade, tem como objetivo a recuperação desse material.

A Arqplast teve o primeiro conhecimento da Tomra Sorting Recycling em 2013, ocasião em que tomou contato com a tecnologia de separação automática. Depois de várias demonstrações em plantas brasileiras e no exterior, em 2014 consumou-se o acordo entre as duas empresas e há um ano os equipamentos entraram em pleno funcionamento.

A Tomra Sorting Recycling desenvolve e fabrica tecnologias de separação baseada em sensores para a indústria global de reciclagem e gestão de resíduos. A Tomra Sorting Recycling faz parte da Tomra Sorting Solutions, que também desenvolve sistemas baseados em sensores para a separação, descascamento e controle de processos para a indústria alimentícia e de mineração, entre outras.

Fundada em 1972, a Tomra Systems ASA tem faturamento de cerca de 650 milhões de euros e emprega mais de 2.600 pessoas.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Tomra Recycling

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Caixa feita com espuma de Polipropileno expansível da BASF recebe Prêmio Alemão de Design

23/02/2011

A Flip-Box® Premium da fabricante de embalagens Overath, da Alemanha, recebeu o Gold Design Award de 2011 da República Federativa da Alemanha (na categoria: design de produto). A caixa isolante e dobrável é feita da espuma da BASF, Neopolen (polipropileno expansível – EPP). A espuma se destaca principalmente por sua alta resistência e estabilidade, baixo peso, ótima versatilidade no design e excelentes propriedades de isolamento. A cerimônia de premiação se realizou em Frankfurt, na Alemanha, durante a Feira Ambiente, em 11 de fevereiro.

A caixa para transporte já recebeu diversos prêmios de design, incluindo o Prêmio Alemão de Embalagens em 2010 e em 2009. A Flip-Box® da Overath consegue preencher os requisitos tanto de um container de isolamento quanto de uma cesta plástica dobrável. A versão premium da caixa, que pesa pouco mais de 1 kg, suporta mais de 25 kg de carga e tem capacidade de armazenagem de 25 litros. A vantagem é que a caixa apresenta alta resistência ao impacto e excelente performance de conforto, ambas propriedades da espuma da BASF que podem ser atribuídas à sua característica de absorção de energia mesmo após diversos impactos. Isso aumenta consideravelmente a vida útil da Flip-Box® se comparada com outras caixas para transporte.

A caixa cinza reutilizável pode ser usada para transportar comida, garrafas e outros objetos e mantê-los refrigerados, ou quentes, se necessário. Isso acontece graças às propriedades do Neopolen cinza-metálico 9335 mg, cujo isolamento térmico é 10% mais efetivo que o EPP padrão. As paredes e o fundo da caixa são unidos por conectores, juntas e dobradiças, o que faz com que a caixa seja completamente selada e estável quando montada. Esta versatilidade de design é possível porque o material elástico e resistente, Neopolen P apresenta ótima resiliência tanto em transporte estático quanto dinâmico. Como a espuma apresenta resistência química, a caixa pode ser higienizada facilmente, com a utilização de produtos de limpeza.

Design Award da República Federativa da Alemanha
O Design Award é realizado pelo Ministério de Economia e Tecnologia da Alemanha. Foi idealizado em 1969 para reconhecer inovações internacionais no que se refere ao design de produto. O prêmio tem sido realizado anualmente sob o nome de “Design Award da República Federativa da Alemanha” desde 2006. Um júri independente formado por representantes da indústria, mídia, academia e design decide os vencedores. O Conselho Alemão de Design é responsável por organizar e apresentar o prêmio.

Neopolen P – uma vasta gama de aplicações
Neopolen P apresenta excelente resistência ao impacto, baixo peso e resistência a altas temperaturas. As partículas da espuma combinam alta absorção de energia – mesmo após alguns impactos – com boa resistência e comportamento isotrópico de deformação. Esta interessante combinação de propriedades, que inclui baixa absorção de água e ótima resistência à químicos, possibilita uma diversa gama de aplicações: de construção, passando pelo setor automotivo até embalagens e aplicações de lazer e esportes. Neopolen P é 100% reciclável, além de der fornecido sem nenhum gás de efeito estufa ou outros agentes químicos de aspiração.

Fonte: BASF