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Gerdau e Braskem anunciam parceria com ITA e Alkimat para desenvolvimento de soluções em eletromobilidade

25/11/2020

Focalizada em componentes de transmissão automotiva, parceria envolve o uso de impressão 3D

A Gerdau e a Braskem firmaram parceria com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e a Alkimat Tecnologia para o desenvolvimento de soluções inovadoras para o setor de eletromobilidade utilizando manufatura aditiva (impressão 3D). O projeto terá foco em componentes para sistemas de transmissão automotiva, com potencial para alavancar a expansão da indústria automotiva elétrica no país.

A colaboração das organizações de segmentos distintos dará pioneirismo e complementaridade ao projeto, fortalecendo a cadeia de manufatura aditiva no Brasil. A Gerdau contribuirá com o conhecimento que possui em materiais metálicos, a Braskem entrará com sua experiência e conhecimento em polímeros, o ITA coordenará o projeto em função da sua competência em pesquisa de manufatura e a Alkimat colaborará com sua expertise em impressão 3D.

“A mobilidade é uma das principais tendências em transformação, com contribuição relevante para a resolução dos desafios da nossa sociedade. Na Gerdau, acreditamos na construção em rede, na inovação aberta, fomentando parcerias com a academia e instituições que complementam estrategicamente soluções disruptivas para a cadeia de valor”, afirma Juliano Prado, vice-presidente da Gerdau e responsável pela Gerdau Next.

O professor Ronnie Rego, do ITA, explica que o advento da mobilidade elétrica abalou a ordem dos stakeholders de propulsão automotiva e a lacuna existente resulta na demanda por soluções disruptivas, mais do que incrementais. “Se nós brasileiros queremos efetivamente nos desvincular do estigma de colônia tecnológica, só há um caminho: a cooperação entre academia e indústria. Nessa aliança, unimos esforços para entregar ao mercado e à sociedade soluções de mobilidade que o futuro irá exigir”, diz.

Para a Braskem, a inovação e a sustentabilidade caminham juntas. “Observamos com atenção diversos setores nos quais o impacto ambiental pode ser melhorado. Sem dúvida, a eletromobilidade traz ganhos consideráveis, em especial na redução de emissões de carbono. Nossa expertise em polímeros terá contribuição para o desenvolvimento de soluções que alavanquem este setor por meio da manufatura aditiva”, afirma Fabio Lamon, gerente global de Inovação e Tecnologia para Manufatura Aditiva da Braskem.

“As mudanças decorrentes da recuperação pós-covid marcarão uma ‘nova normalidade’, na qual o fortalecimento da economia local, com menor dependência externa, terá importância fundamental. Iniciativas como esta, impulsionada por empresas referência em seus setores, deveriam ser adotadas por todos e estimuladas pelos governos”, comenta Jose Mascheroni, diretor da Alkimat.

O potencial da impressão 3D

A manufatura aditiva é um processo controlado por computador que, a partir de um modelo digital, torna possível a criação de objetos tridimensionais por meio da deposição de materiais, camada a camada. Daí a popularização do termo impressão 3D que, apesar do enorme potencial de aplicação no contexto da indústria 4.0, é também bastante simples, podendo ser utilizado por grandes empresas em projetos disruptivos e também individualmente, pelas pessoas em suas casas. Trata-se de um processo de manufatura descentralizado, que minimiza perdas e descarte de materiais, além de ter impactos logísticos.

Dentre as principais vantagens datecnologia, destaca-se a integração de funcionalidades, a redução de lead time, a possibilidade de redução de peso e, também, a liberdade de design, que permite a obtenção de peças com geometrias complexas. Nesse contexto, a manufatura aditiva é uma grande aliada no desenvolvimento de soluções que atendam às novas exigências do mercado de mobilidade, que surgem com as questões de mobilidade elétrica, compartilhada e autônoma.

Com 119 anos de história, a Gerdau é a maior empresa brasileira produtora de aço e uma das principais fornecedoras de aços longos nas Américas e de aços especiais no mundo. No Brasil, também produz aços planos, além de minério de ferro para consumo próprio. A companhia está presente em 10 países e conta com mais de 30 mil colaboradores diretos e indiretos em todas as suas operações. Maior recicladora da América Latina, a Gerdau tem na sucata uma importante matéria-prima: 73% do aço que produz é feito a partir desse material. Segundo a empresa, todos os anos são 11 milhões de toneladas de sucata que são transformadas em diversos produtos de aço.

A Braskem possui 8 mil integrantes atuando nos segmentos da química e do plástico, com um portfólio de resinas plásticas e produtos químicos para diversos segmentos, como embalagens alimentícias, construção civil, industrial, automotivo, agronegócio, saúde e higiene, entre outros. Com 40 unidades industriais no Brasil, EUA, México e Alemanha e receita líquida de R$ 52,3 bilhões (US$ 13,2 bilhões), a companhia exporta seus produtos para Clientes em mais de 100 países.

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BASF lança novos produtos durante evento virtual em substituição à Fakuma 2020

30/10/2020

Novas tecnologias, soluções para eletromobilidade, impressão 3D e inovações que visam sustentabilidade fizeram parte dos destaques da BASF do evento virtual promovido pela empresa em substuição à participação da empresa na Fakuma, uma das feiras mais importantes do mundo para a cadeia do plástico que foi cancelada este ano em virtude da pandemia de Covid-19. A BASF criou uma plataforma virtual onde realizou apresentações e reuniu informações técnicas sobre suas tecnologias.

Entre as inovações apresentadas está o primeiro poliuretano termoplástico à base de éter, Elastollan 1598 A10FC. Segundo a BASF, ele apresenta as mesmas propriedades mecânicas do éster TPU e combina a aprovação existente para contato com alimentos, resistência microbiana e hidrólise eficaz com importantes propriedades mecânicas, como comportamento à pressão de ruptura em relação à altas temperaturas, permitindo novos campos de aplicação, como para mangueiras pneumáticas.

A BASF também lançou soluções para a indústria automotiva, que atualmente apresenta várias tendências tais como a direção automatizada, eletromobilidade, sustentabilidade, construção leve e eficiência energética. No design interior, o conforto, a sensação tátil e a aparência visual dos componentes estão se tornando também mais importantes. A BASF está oferecendo uma nova geração de materiais estruturais para superfícies premium e atraentes para dar ao interior uma aparência distinta. Segundo a empresa, o Ultramid B3E2G6 ​​SI BK23353 e o Ultramid B3E2G10 SI BK23353 têm base de poliamida 6 reforçada com fibra de vidro e garantem valores de emissão muito baixos e boa estabilidade UV, sendo ideais para o uso em componentes estruturais e partes funcionais visíveis no interior, como ventilação de ar, alavancas da coluna de direção, suportes, entre outras aplicações que exijam rigidez média a muito alta. É possível desenvolver superfícies mate e texturizadas, sem exigir camada adicional de pintura, afirma a fabricante alemã.

O desenvolvimento feito em conjunto com o fabricante americano de motores pesados ​​com emissão zero, Nuvera Fuel Cells, também ganhou destaque. Foi aplicado o Ultramid AdvancedN de poliftalamida (PPA) para fabricar vários componentes em sua última geração de motores de célula de combustível de 45 kW. Os componentes, como coletor, carcaça do termostato, válvula de retenção, ejetor, bem como tubos de escapamento, exigem propriedades de material estáveis ​​em temperaturas variáveis. A BASF afirma que o seu Ultramid AdvancedN 3HG avançado mostra excelente resistência térmica e química, excelentes propriedades mecânicas, alta resistência ao impacto, boa estabilidade dimensional e um desempenho estável a longo prazo. Segundo a Nuvera, com o PPA da BASF, seu know-how de aplicação e serviços técnicos personalizados, foi possível reduzir o custo por unidade em comparação com as soluções de metal e, ao mesmo tempo, chegar ao mercado dentro do prazo.

A BASF também lançou dois novos plásticos de alto desempenho, Ultradur B 4440 e Ultramid B3U42G6, adicionando inovações na área de retardante de chama e polímeros altamente isolantes ao seu portfólio. A empresa afirma que os materiais são opções de processamento econômicas, combinando inovação material e sustentabilIidade, evitando o uso de compostos de antimônio e halogênio. Segundo a BASF, os novos materiais oferecem alta resistência ao rastreamento e excelente comportamento ao fogo, atendendo aos requisitos regulatórios nas áreas de sistemas elétricos e proteção contra o incêndio. Na prática, os produtos retardadores de chama Ultramid e Ultradur são encontrados na indústria de construção, aplicações clássicas de eletrônicos e elétricos e mobilidade elétrica. Na eletromobilidade, o foco está mudando para aplicações dentro de veículos, como plugues de alta tensão, infraestrutura de carregamento, além de módulos e carcaças de bateria. Trazem o benefício adicional de possibilitar o uso de cores brilhantes ou transparentes.

Tendo a sustentabilidade entre seus pilares estratégicos, a empresa também reforçou os avanços do projeto ChemCycling. A reciclagem química é uma forma inovadora de reaproveitar resíduos plásticos que atualmente não são reciclados, como plásticos mistos ou não limpos. Usando processos termoquímicos, esses plásticos podem ser utilizados para produzir gás de síntese ou óleos. As matérias-primas recicladas resultantes podem ser usadas como insumos na produção da BASF, substituindo parcialmente os recursos fósseis.

A BASF afirma ser a primeira empresa química a determinar a pegada de CO₂ para todo o seu portfólio de aproximadamente 45 mil produtos. A “Pegada de Carbono do Produto” (PCF) abrange todas as emissões de gases de efeito estufa relacionadas ao produto: desde a matéria-prima adquirida até o uso de energia nos processos de produção. Isso permite que planos sejam desenvolvidos em conjunto com os clientes para reduzir as emissões de CO₂ ao longo da cadeia de valor e garantir um futuro mais sustentável.

Estas e outras informações seguem disponíveis em conteúdo multimídia na plataforma fakuma.basf.com, com os vídeos das apresentações, informações para soluções digitais, tecnologias de processamento, além das novidades para as inúmeras indústrias de atuação.

A divisão de Materiais de Performance da BASF engloba sob o mesmo teto todo o know-how de materiais da BASF em relação a plásticos inovadores e personalizados. Mundialmente ativa em quatro grandes setores da indústria – transporte, construção, aplicações industriais e bens de consumo, a divisão de Materiais de Performance alcançou vendas globais de € 6,06 bilhões em 2019.

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