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Lanxess se compromete a atingir neutralidade em impacto para o clima até 2040

03/12/2019

  • Primeiros grandes projetos para reduzir o CO2e estão em andamento na Bélgica e na Índia
  • Pegada de carbono se torna critério para futuro crescimento
  • Pesquisa com foco em processos de impacto neutro e inovações tecnológicas

A Lanxess, empresa de especialidades químicas alemã, estabeleceu uma meta ambiciosa de proteção climática. Até 2040, o Grupo pretende se tornar neutro e eliminar suas emissões de gases de efeito estufa em cerca de 3,2 milhões de toneladas de CO2e. Em 2030, a Lanxess pretende reduzir suas emissões em 50%, em comparação com o nível atual, para cerca de 1,6 milhão de toneladas de CO2e.

“Com o acordo de Paris, a comunidade mundial decidiu limitar o aquecimento global a menos de dois graus. Isso requer grandes esforços por parte de todos os envolvidos. Com o objetivo de alcançar a neutralidade até 2040, estamos cumprindo nossa responsabilidade como empresa global de especialidades químicas. Ao mesmo tempo, seremos um parceiro ainda mais sustentável para nossos clientes no futuro”, diz Matthias Zachert, Presidente do Conselho de Administração da Lanxess AG. Zachert também destacou a economia de longo prazo associada a um uso mais eficiente dos recursos, dizendo que “a proteção ao clima é um assunto de negócios”.

Estratégia clara para reduzir as emissões

A Lanxess está adotando uma estratégia baseada em 3 pilares para se tornar neutra em carbono até 2040.

1) Lançamento de grandes projetos de impacto para a proteção do clima: Nos próximos anos, a Lanxess colocará em ação projetos especiais para reduzir significativamente as emissões os gases de efeito estufa. O grupo está, por exemplo, construindo uma instalação para a decomposição de óxido nitroso em sua unidade em Antuérpia. A nova instalação começará a operar em 2020 e reduzirá as emissões anuais de gases de efeito estufa em cerca de 150.000 toneladas de CO2e. Após uma segunda expansão, em 2023, as emissões de CO2e deverão cair mais 300.000 toneladas.

Além disso, a Lanxess está mudando todo o fornecimento de energia em suas instalações na Índia para fontes de energia renováveis. Lá, o Grupo está expandindo o abastecimento por biomassa e energia solar e deixará de usar carvão ou gás no futuro, o que reduzirá as emissões de CO2e em mais 150.000 toneladas a partir de 2024. Com esses projetos e outras medidas, a Lanxess reduzirá suas emissões de CO2e em um total de 800.000 toneladas até 2025, investindo até 100 milhões de euros no processo.

2) Dissociar emissões e crescimento: A Lanxess está em processo de expansão. Apesar do aumento da produção, as emissões de gases de efeito estufa em cada uma das unidades de negócios devem diminuir. Para isso, além da eficiência tecnológica, as mudanças nos instrumentos de gestão também desempenham um papel importante com o impacto na pegada de carbono da empresa, já que ganha relevância como critério de investimentos para crescimento orgânico e aquisições. A medida ainda gera valor às unidades de negócios ao obterem reduções acima da média nas emissões de gases de efeito estufa. Além disso, a redução de CO2e será introduzida como critério de avaliação no sistema de bônus para os gerentes.

3) Fortalecer as inovações tecnológicas e de processo: A Lanxess está revisando muitos de seus processos de produção existentes para se tornar neutra até 2040. O Grupo continuará a investir no aprimoramento das estruturas da Verbund, por exemplo, quando se trata de troca térmica entre plantas e purificação do ar. Outros procedimentos serão desenvolvidos em escala industrial. Para isso, o Grupo está concentrando sua pesquisa no processo de neutralidade e na inovação tecnológica.

Apoio político para a meta de neutralidade

A Lanxess está comprometida com o acordo de Paris, em particular com a demanda por redução das emissões de gases de efeito estufa. Para Zachert, a indústria e o governo compartilham uma responsabilidade coletiva. “Com nossa iniciativa ambiental, estamos apresentando uma proposta às lideranças políticas. No entanto, só podemos fazer isso se forem adotadas políticas que criem as condições certas”, acredita. Observando o atual processo legislativo para aprovar o pacote climático do governo alemão, Zachert afirmou “um compromisso com a proteção ambiental não deve prejudicar nossa competitividade. O governo deve ter isso em mente ao projetar as especificidades do acordo climático”.

Zachert defendeu a importância de evitar um duplo ônus para a indústria diante do atual regime europeu de comércio de licenças de emissão. Esse ainda é o caso de uma lei em vigor na Alemanha sobre um sistema nacional de comércio de licenças de emissão decorrentes de uso de combustíveis. “No curto prazo, precisamos voltar a preços competitivos da energia. A longo prazo, poderemos fornecer soluções substanciais para o clima, se houver energia renovável suficiente a preços competitivos no setor”.

Os procedimentos de aprovação também precisam ser simplificados e acelerados, e as estruturas financeiras e fiscais para investimentos futuros devem ser aprimoradas. “Estamos envolvidos em diálogo com essas lideranças e estamos felizes em fornecer nossa experiência para apoiar o processo de tomada de decisões sobre políticas”, disse Zachert.

Redução de 50% nos gases de efeito estufa desde que a Lanxess foi fundada

Desde que foi fundada, a Lanxess fez um progresso substancial no seu objetivo de se tornar ambientalmente mais amigável. Entre 2004 e 2018, o Grupo reduziu pela metade suas emissões de gases de efeito estufa em cerca de 6,5 milhões de toneladas de CO2e para cerca de 3,2 milhões de toneladas. Entre outras iniciativas, uma contribuição substancial veio de uma planta de óxido nitroso, em Krefeld-Uerdingen, Alemanha, licenciada em 2009. O projeto recebeu vários prêmios, inclusive o concurso “365 Landmarks in the Land of Ideas” e o “VCI Responsible Care Award North Rhine-Westphalia”. A Lanxess também realizou vários outros projetos para reduzir as emissões em suas instalações no mundo todo e apoia iniciativas locais para combater as mudanças climáticas. A Lanxess já alcançou suas metas anteriores de melhorar a eficiência energética em conjunto com a redução de emissões específicas de CO2 e de compostos orgânicos voláteis em 25% cada uma, em relação a 2015.

Para realizar o inventário de emissões de gases de efeito estufa, a Lanxess analisa as emissões definidas no Protocolo de Kyoto e as calcula em comparação ao dióxido de carbono (CO2e) produzido. A empresa de especialidades químicas inclui emissões de sua própria produção (Escopo 1) e de fontes externas de energia (Escopo 2) no cálculo.

A Lanxess é uma empresa líder em especialidades químicas, com vendas de EUR 7,2 bilhões em 2018. Atualmente, a empresa tem cerca de 15,500 funcionários em 33 países e está representada em 60 plantas produtivas em todo o mundo. O core business da Lanxess é o desenvolvimento, fabricação e comercialização de intermediários e especialidades químicas, aditivos e plásticos. A Lanxess está listada nos principais índices de sustentabilidade do Índice Dow Jones de Sustentabilidade (DJSI World e Europa) e FTSE4Good.

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Gases de efeito estufa: unidade brasileira da Rhodia já eliminou quase 60 milhões de toneladas de CO2

09/01/2018

A Rhodia, empresa do Grupo Solvay, está completando 10 anos de funcionamento ininterrupto com a unidade industrial de abatimento de gás de efeito estufa instalada no complexo industrial São Francisco, em Paulínia (SP), contabilizando a eliminação nesse período de quase 60 milhões de toneladas de CO2-equivalente. Segundo a empresa, esse total corresponde a retirar de circulação uma frota da ordem de 10 milhões de veículos movidos a combustível fóssil.

Construída dentro do escopo do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo do Protocolo de Kyoto, essa unidade industrial elimina da atmosfera o óxido de nitrogênio (N2O), considerado um gás de efeito estufa. De acordo com a empresa, este é o maior projeto da era Kyoto em funcionamento na América Latina e está entre os 10 maiores do mundo e tem dado uma contribuição importante para as metas de redução de emissões de carbono do Grupo Solvay e da indústria química brasileira.

O Grupo Solvay fixou o objetivo global de reduzir em 40% a intensidade das emissões de gases de efeito estufa e ter 50% de seu faturamento associado a soluções sustentáveis até 2025 (tendo como base o ano de 2015). Em três anos, já reduziu em 30% a intensidade das emissões e as soluções sustentáveis respondem atualmente por 43% do faturamento, afirma a empresa.

Além da eliminação de gás de efeito estufa, a instalação dessa unidade permitiu o desenvolvimento de tecnologias e a formação de profissionais especializados em meio ambiente. Ao mesmo tempo, gerou receitas para a empresa por meio de créditos de carbono atrelados ao Protocolo de Kyoto, que deixaram de existir no encerramento do programa no final de 2012.

Porém, em razão de seu compromisso ambiental e com os negócios sustentáveis, o Grupo Solvay decidiu manter essa unidade em atividade. A empresa afirma que arca isoladamente com os custos operacionais, sem contrapartida econômica ou outros benefícios.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Solvay

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Bayer planeja produção comercial de poliuretano derivado de CO2 a partir de 2015

06/08/2013
  • Gás de efeito estufa usado para a produção de plásticos
  • Processo oferece vantagens ecológicas e económicas
  • Fase de teste de dois anos bem sucedida
  • Espuma de poliuretano produzida a partir de CO2

Bayer_CO2Após uma bem-sucedido fase de teste, a Bayer está planejando comercializar o uso do gás de efeito estufa dióxido de carbono como uma nova matéria-prima para plásticos. A empresa iniciou o processo de planejamento para a construção de uma planta de produção na sua unidade em Dormagen, Alemanha, onde o CO2 será utilizado para produzir um precursor para a produção de espuma de poliuretano. O objetivo é, inicialmente, tornar disponíveis quantidades maiores deste precursor para processadores selecionados a partir de 2015.

A utilização de dióxido de carbono beneficia o meio-ambiente. O CO2 substitui uma parte das matérias-primas fósseis, tais como o petróleo. Ao mesmo tempo, a Bayer espera que o novo processo proporcione vantagens econômicas em relação ao método de produção convencional.

Efluente gasoso transformado em matéria-prima rentável

“CO2 está assumindo um novo papel: O gás residual está se transformando em uma matéria-prima útil e rentável. Isso nos torna uma das primeiras empresas do mundo a ter uma abordagem completamente diferente na produção de espumas de alta qualidade faz “, diz Patrick Thomas, CEO da Bayer MaterialScience.

A fabricante de materiais colaborou com parceiros da indústria e da academia para desenvolver o processo, que foi testado intensamente ao longo dos últimos dois anos. Como parte do projeto de pesquisa financiado com recursos públicos, intitulado “Produção dos Sonhos”, uma planta piloto construída na unidade da Bayer em Leverkusen produziu pequenas quantidades do precursor poliol, no qual o CO2 é quimicamente ligado.

O poliol é utilizado para a produção de espuma de poliuretano. Este material de alta qualidade pode ser encontrados em muitos produtos de uso diário, como móveis estofados, peças automotivas, equipamentos de refrigeração e material de isolamento térmico de edifícios. Em testes internos, as novas espumas mostraram, pelo menos, a mesma qualidade que o material convencional derivado totalmente de combustíveis fósseis.

Colchões feitos com CO2

“Depois de completar com sucesso a fase de testes, estamos lançando agora a Fase 2 com o objetivo de comercialização”, diz Thomas. A primeira utilização da nova espuma flexível à base de CO2 será para a produção de colchões.

A planta de produção planejada para a unidade de Dormagen terá uma capacidade de vários milhares de toneladas métricas. “Isso não vai ser o suficiente para atender à demanda do mercado, é claro. É uma tecnologia com patente registrada pela Bayer e ainda não decidimos ser o produtor exclusivo deste poliol inovador. O licenciamento também pode ser uma possibilidade “, acrescenta Thomas.

Fonte: Bayer MaterialScience

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Avanço tecnológico no combate ao efeito estufa: Bayer inicia planta piloto para produção de polímeros a partir do gás carbônico.

17/02/2011

 

Na planta piloto em Leverkusen: Secretário Parlamentar Thomas Rachel do Ministério Federal alemão de Educação e Pesquisa, Ministra da Renânia do Norte - Westphalia para Inovação, Ciência e Pesquisa, Svenja Schulze, e o Membro do Conselho de Administração da Bayer, Dr. Wolfgang Plischke, responsável por Inovação, Tecnologia e Meio-Ambiente.

A Bayer está tomando um novo rumo na produção de plásticos de alta qualidade, com a ajuda do dióxido de carbono (CO2) produzido em plantas de geração de energia. Uma planta piloto entrou em funcionamento no Chempark Leverkusen para experimentar um novo processo em escala técnica. A planta produz um precursor químico no qual o CO2 é incorporado e, em seguida, transformado em poliuretanos que são usados em muitos objetos de uso quotidiano. Como resultado, o CO2 – um gás residual e que contribui significativamente para a mudança climática – agora pode ser reciclado e utilizado como matéria-prima e substituto do petróleo.

O processo inovador é resultado do projeto “Dream Production”, uma colaboração entre a indústria e o setor científico. A Bayer está trabalhando neste projeto juntamente com a empresa de energia RWE, que fornece o CO2 utilizado no processo. Outros parceiros do projeto são a RWTH Aachen University e o Centro Catalítico CAT, o qual é dirigido conjuntamente pela universidade e pela Bayer. Os pesquisadores recentemente obtiveram um avanço na tecnologia catalítica em escala laboratorial, o que torna possível utilizar o CO2 de forma eficiente, pela primeira vez.

“Há uma oportunidade para estabelecer a Alemanha como líder de mercado para essas tecnologias e nos garantir um papel de liderança em um ambiente competitivo internacional”, disse o membro do Conselho de Administração da Bayer, Dr. Wolfgang Plischke na quinta-feira, quando se dirigiu representantes da mídia, do governo e do setor científico, em Leverkusen. “A inauguração desta planta-piloto é um outro marco na longa fila de projetos de Bayer que utilizaram tecnologias inovadoras para desenvolver processos de produção sustentáveis”.

O novo processo ajuda a aumentar a sustentabilidade de várias maneiras diferentes. Por exemplo, o dióxido de carbono pode oferecer uma alternativa ao petróleo, que até agora tem sido a principal fonte do elemento-chave “carbono” para o setor químico. Os poliuretanos  também contribuem para reduzir o consumo de energia e proteger o clima. Quando usado no isolamento de edifícios contra o frio e calor, eles podem economizar cerca de 70 vezes mais energia do que aquela que é utilizada na sua produção.

Apoio das autoridades federais e estaduais

Por ocasião da cerimônia de abertura da planta-piloto, a ministra da Renânia do Norte-Westfália para Inovação, Ciência e Pesquisa, Svenja Schulze, disse que o projeto focalizou uma “solução muito específica e altamente inovadora, que se estendia desde a pesquisa básica até a fase final de teste”. Ela acrescentou que o projeto é um exemplo de cooperação bem sucedida entre a indústria e as universidades, em um tema central da política climática.

O estado da Renânia do Norte-Westfália está apoiando, juntamente com a Bayer, o Centro Catalítico CAT. O projeto “Dream Production” está recebendo verbas federais no valor de cerca de 5 milhões de euros. Incluindo o investimento da Bayer e da RWE,  o orçamento total aumenta para cerca de 9 milhões de euros. Se a fase de testes for bem sucedida, a produção industrial de plásticos a partir de CO2 deve começar em 2015.

O Secretário de Estado Parlamentar Thomas Rachel, do Ministério Federal Alemão de Educação e Pesquisa, falou de uma abordagem “revolucionária” que poderia mudar completamente o modo como nós vemos CO2. “O debate sobre a mudança climática tem retratado o CO2 como o vilão da estória, aos olhos do público. Agora estamos apoiando a investigação sobre soluções alternativas que poderiam fazer um bom uso do CO2 como matéria-prima. “

O professor Klaus Töpfer, diretor-fundador do novo Instituto de Altos Estudos em Sustentabilidade (IASS), em Potsdam, na Alemanha, disse que o ciclo do carbono deve ser fechado: “O CO2 deve ser usado como um recurso e não descartado como lixo.”

O dióxido de carbono usado no projeto vem da planta de energia da RWE Power em Niederaussem, nos arredores da cidade de Colônia, na Alemanha. Lá, no seu Centro de Inovação em Carvão, a empresa opera um purificador de CO2, onde o dióxido de carbono é separado de gases de combustão.

Na planta piloto – concebida, construída e administrada pela Bayer Technology Services – quilogramas de dióxido de carbono são usados para produzir um dos dois componentes essenciais para a produção de poliuretanos. A Bayer MaterialScience está testando estes materiais, que são utilizados principalmente para a produção de espumas rígidas e flexíveis, em uma de suas plantas já existentes.

O uso eficiente de CO2 só é possível porque, depois de quatro décadas de pesquisa,  um catalisador adequado foi finalmente descoberto. Esta avanço tecnológico foi obtido por cientistas da Bayer e do CAT, como parte do projeto precursor “Dream reactions”, que também foi financiado em parte pelo governo federal alemão. Durante a atual iniciativa “Dream Production”, os pesquisadores do CAT estão, entre outras coisas, testando a compatibilidade do catalisador com o CO2 proveniente da planta de energia. A RWTH Aachen University está submetendo todas as etapas do novo processo a uma avaliação abrangente, do ponto de vista ecológico e econômico, e está também comparando-o com os processos e produtos convencionais.

Fonte: Bayer