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Evonik investe em empresa fabricante de tubulações de compósitos termoplásticos para produção de petróleo e gás offshore

03/11/2015

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  • Investimento direto em empresa holandesa por intermédio do braço de venture capital da Evonik
  • Tubulações não corrosivas feitas de compósitos termoplásticos para o setor de petróleo & gás offshore
  • Ampliação da expertise da Evonik para a indústria de petróleo & gás

Por meio de seu braço de venture capital, a Evonik investiu na empresa Airborne Oil & Gas, sediada em Ijmuiden, Holanda. O grupo de especialidades químicas detém participação minoritária na empresa holandesa. O investimento foi realizado em conjunto com as empresas HPE Growth Capital (HPE) e a Shell Technology Ventures. As partes concordaram em não revelar o valor da transação. A Airborne Oil & Gas (AOG) domina uma tecnologia única para a produção de dutos fabricados com compósitos termoplásticos para uma variedade de aplicações no setor de petróleo e gás offshore.

A atual infraestrutura de petróleo & gás offshore consiste em dutos rígidos de aço ou nos chamados flexíveis, compostos por camadas múltiplas de aço e polímeros. Os dutos compósitos termoplásticos da AOG dispensam totalmente o aço, o que os torna imunes à corrosão. Segundo a Evonik, eles apresentam estabilidade mecânica extremamente alta, mas também são flexíveis. Como vantagem adicional, são leves e podem ser fabricados em comprimentos de até 10 km, o que significa que os dutos da AOG podem ser instalados de modo relativamente simples e econômico em custos, assegura a fabricante de polímeros. As linhas de aço rígido são soldadas umas às outras em segmentos de 10-20 metros de comprimento, usando navios de lançamento altamente especializados e são financeiramente dispendiosos.

De acordo com a Evonik, os dutos de compósito termoplástico da AOG são adequados e vantajosos em ampla variedade de aplicações offshore. Diversos operadores qualificaram os dutos da AOG para linhas de transporte offshore de petróleo & gás, nas quais os benefícios de uma instalação de baixo custo e a ausência de corrosão oferecem melhorias sem precedentes. Uma extensão considerável dos 150.000 a 200.000 km das linhas de transporte instaladas ao redor do mundo tem mais de 20 anos de idade e precisa ser substituída, o que representa um atraente ponto de entrada para a AOG.

Para a Evonik, a indústria de petróleo & gás é um atraente mercado em crescimento e um importante campo para inovações. Além disso, a empresa é líder de mercado na poliamida 12, comercializada como  VESTAMID®, marca consolidada em dutos para a produção e o transporte de petróleo e gás. “A Airborne Oil & Gas é uma excelente combinação estratégica para a Evonik”, diz   Bernhard Mohr, diretor de Venture Capital na Evonik. “A tecnologia de tubos ímpar da empresa e o portfólio de polímeros de alto desempenho da Evonik nos permitem desenvolver novas soluções para a indústria”.

“Na Evonik nós encontramos um investidor estratégico com conhecimentos abrangentes sobre plásticos para aplicação no setor de petróleo & gás”, diz Eric van der Meer, CEO da AOG. “Nós esperamos que isso nos traga um ímpeto adicional para desenvolver ainda mais o nosso negócio ”.

Excelentes propriedades mecânicas graças a fitas unidirecionais

As tubulações da AOG consistem em três camadas: Um duto polimérico interno é recoberto por um composto de fitas unidirecionais que, por sua vez, são envoltas por outro termoplástico. Polímeros como o polietileno, o polipropileno, a poliamida 12 e o PEEK podem ser usados para isso. Fitas unidirecionais são finas tiras poliméricas dotadas de fibras de reforço contínuo em alinhamento paralelo. Quando várias dessas tiras são empilhadas verticalmente em ângulos definidos e depois fundidas, o resultado é um compósito extremamente estável.

A expertise especial da AOG reside no design do material compósito e do tubo acabado, para uma variedade de aplicações: Todas as camadas são fundidas umas nas outras de modo inseparável, o que explica as extraordinárias propriedades mecânicas das tubulações, explica a Evonik. Por esse motivo, a AOG é vista como líder em inovação em tubulações de compósitos termoplásticos para aplicação no setor de petróleo & gás.

Como parte de suas atividades de venture capital, a Evonik planeja investir um total de €100 milhões em start-ups promissoras, detentoras de tecnologias inovadoras, e nos principais fundos de venture capital especializados. O foco regional se concentra na Europa, nos Estados Unidos e na Ásia. Atualmente, a Evonik detém participação em diversas start-ups e em três fundos.

A Evonik, com sede na Alemanha, éum dos principais líderes mundiais em especialidades químicas. A Evonik atua em mais de 100 países no mundo inteiro. No ano fiscal de 2014, mais de 33.000 colaboradores geraram vendas em torno de 12,9 bilhões de Euros e um lucro operacional (EBITDA ajustado) de cerca de 1,9 bilhão de Euros. No Brasil, a história da Evonik Industries, começou em 1953. A empresa conta hoje com cerca de 600 colaboradores no País e seus produtos são utilizados como matéria-prima em importantes setores industriais, como: automotivo, agroquímico, biodiesel, borracha, construção civil, cosmético, farmacêutico, nutrição animal, papel e celulose, plástico, química e tintas.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Evonik

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Braskem desenvolve resinas para revestimento de dutos de aço utilizados no transporte de petróleo.

19/07/2010

Com conteúdo inovador, as resinas desenvolvidas pela Braskem já serão usadas na P-55

Para atender ao crescente mercado de exploração e produção de petróleo e gás natural em águas profundas, a Braskem lança duas resinas de polipropileno – PCD 0140 e PCD 0140BR.  Desenvolvidas com a mais alta tecnologia, as novas resinas chegam para abastecer o mercado de revestimento plástico para tubulação e dutos off-shore de transporte de petróleo e gás em ambiente marítimo. Antes da entrada da Braskem no mercado, o setor era abastecido por resinas importadas.

“Esse é um mercado muito promissor para o país e uma oportunidade para a Braskem, principalmente depois da descoberta da camada de pré-sal”, destaca Rui Chammas, vice-presidente da Unidade de Negócios de Polímeros da Braskem, que complementa: “Desenvolver uma resina de alta tecnologia para atender a essa demanda é um diferencial importante, em especial porque esse é um mercado de grandes volumes e base para a economia nacional”.

Principal ator em prospecção no país, a Petrobras vem desenvolvendo tecnologias cada vez mais avançadas para a perfuração de poços em águas profundas, o que tem permitido à companhia explorar e produzir em águas profundas e ultraprofundas, a exemplo das áreas do pré-sal.

Para acompanhar os avanços da Petrobras, a Braskem se uniu a dois produtores de tubos para desenvolver resinas que atendessem às exigências do setor. São eles: Bredero Shaw e a Socotherm, “líderes mundiais em soluções para revestimento de tubos no setor petrolífero”, explica Walmir Soller, diretor do Negócio de Polipropileno.

Para integrar os poços às plataformas nas bacias petrolíferas marítimas, ou para “exportar” o petróleo das plataformas para terra, são necessários muitos quilômetros de dutos. Com os projetos de plataformas novas da Petrobras o potencial de uso de revestimento de polipropileno é imenso.

A grande importância do revestimento de polipropileno nos dutos de aço utilizados no transporte de petróleo é atuar como isolante térmico, ou seja, manter o petróleo na temperatura em que ele é extraído da terra, que pode alcançar até 130 C. Se a temperatura do petróleo cair para menos de 50 a 60 C, o petróleo deixa de fluir pela tubulação, ocorrendo a sua esclerose. Neste uso a espessura de PP pode chegar próximo dos 100 mm. Já nos gasodutos o PP atua na proteção anticorrosiva do duto metálico. Neste caso, a exigência de espessura é bem menor, sendo em média de 4 a 5 mm.

Para se credenciar como fornecedora de matérias-primas para a Petrobras, a Braskem passou por um cuidadoso processo de homologação das suas resinas, que durou mais de um ano. A Petrobras tem compromisso em utilizar o máximo de conteúdo nacional em suas encomendas.

O primeiro uso de resinas de polipropileno da Braskem será na plataforma P-55, onde os tubos de exportação de petróleo e gás, que somam mais de 80 km, utilizarão a PCD 0140 e a PCD 0140BR. No total serão quase 3 mil toneladas de polipropileno apenas neste projeto.  A perspectiva é atingir o consumo de 6 mil t/ano em 2010 e 12 mil t/ano a partir de 2013. Destaca-se que a Petrobras deve construir mais 15 plataformas de grande porte até 2017, sendo cerca de 10 plataformas para o pré-sal e as demais para o pós-sal.

Fonte: Braskem