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Adirplast faz retrospectiva dos reflexos da pandemia e aspectos econômicos no setor de distribuição

30/10/2020

O ano de 2020, que começou com o mercado brasileiro do plástico ampliando importações devido à trégua na guerra comercial EUA e China, também ficou marcado pelo banimento de diversos utensílios de plásticos descartáveis. “Em São Paulo, por exemplo, o prefeito sancionou a lei que proibia os estabelecimentos comerciais da cidade de fornecerem utensílios descartáveis de plástico aos clientes. E nós da Adirplast já alertavamos para os problemas causados por uma proibição indiscriminada desses produtos, inclusive para a economia”, comenta Laercio Gonçalves, presidente da entidade.

A pandemia (Covid-19) atingiu o Brasil e em 17 de março a quarentena foi decretada em vários estados brasileiros. Preocupada com o abastecimento da indústria, inclusive farmacêutica e de alimentos, a Adirplast divulgou nota na qual alertava aos órgãos competentes sobre a importância do plástico como matéria-prima.

A incerteza fez com que abril fosse o pior mês de faturamento não só entre as empresas associadas à Adirplast, mas na economia brasileira em geral. No setor de plásticos o coronavírus causou redução nas vendas das resinas commodities (PEs, PP e PS) das empresas ligadas à Adirplast – em abril foram de 20.069 t, uma redução de 43,6% sobre março. Entre os plásticos de engenharia, em abril foram vendidas 1.072 t, redução de 58,4% ante o mês anterior. Já entre os filmes bi-orientados, que somaram 2.556 t vendidas, a redução foi de 28,9%.

A queda abrupta das importações também impactou o setor transformador. O Brasil, que consome 6 milhões de toneladas de plástico por ano e importa 30% desse volume, vem sendo afetado por problemas na produção internacional do insumo. Em julho, quem dependia de importados já amargava 4 meses de desabastecimento, afirma a Adirplast. Segundo relatório da consultoria Townsend, a importação de PP caiu de 36.076 toneladas em fevereiro para 16.618 toneladas em agosto.

Também sensível à pandemia e às condições econômicas, o mercado respondeu com um aumento vertiginoso do dólar. Durante a primeira metade do ano, o dólar teve uma valorização de 35,6% sobre o real, o que tornou nossa moeda a mais desvalorizada entre as 34 divisas mais líquidas do mundo. Em outra ponta, para evitar quedas ainda maiores nos preços do petróleo, companhias em todo o mundo reduziram suas produções.

Essa variação do câmbio também não trouxe alívio para o setor: é forçado a aceitar os aumentos, mas não consegue repassar esses valores por causa do enfraquecimento da demanda. Em alguns setores da indústria também já tem sido notada a falta de insumos, como PVC e PE para produção de embalagem.

Foi neste cenário que empresas do setor, inclusive filiadas à Adirplast, tiveram que se adequar, investir em tecnologia e contar com a qualificação de seu pessoal para evitar demissões e sobreviver à crise,

Com a retomada da indústria acontecendo de forma gradual desde junho, julho despontou com luz para o final do túnel. O volume total de vendas dos associados Adirplast nesse mês foi 23% maior que o de junho. De janeiro a julho deste ano foram vendidas 259.041 t (incluindo todas as resinas e os filmes de BOPP e BOPET). “A recuperação é gradual”, diz Laercio Gonçalves, presidente da entidade.

Outro impacto no segmento foi causado pelo Furacão Sally, que atingiu produtores e exportadores de resinas plásticas na região do Golfo do México. Segundo a Adirplast, no início de outubro houve outra surpresa: a Braskem sofreu o ataque de hackers em seu ambiente de TI, o que impactou suas operações por cerca de 10 dias.

“Hoje, ainda não temos expectativas claras para os próximos meses, mas fica a certeza apenas de que sairemos desta mais fortes. Assim como o plástico – que entrou o ano sendo denegrido, mas que ganhou um novo peso no cenário atual, já que é matéria fundamental para a integridade da saúde humana”, finaliza Laércio Gonçalves.

Um olhar apurado

Ver luz ao final do túnel não significa não significa deixar de ver que os empecilhos de 2020 ainda não foram superado. Erasmo Fraccalvieri, diretor da Tecnofilmes, fala sobre alguns dos impactos sofridos pela economia neste ano e expectativas para o que ainda está por vir.

“Desde a chegada da pandemia, pudemos ver de tudo, desde o negacionismo ao alarde excessivo. Continuamos com esta polarização de idéias em todos os campos e setores. Fica evidente a necessidade de uma análise fria e clara da situação. Apesar da Economia não ser uma ciência exata e não depender de viés de ideologia, ela envia sinais clássicos de seu andamento e os fundamentos mantêm-se firmes para a medição do seu pulso.

Passados 10 meses de 2020, o que se vê é uma economia mundial em níveis preocupantes de fragilidade. O mercado internacional de bonds e moedas segue mostrando sinais importantes de alerta de deterioração. Uma segunda onda de contaminação na Europa traz à tona um elevado grau de incerteza. Temos a eleição americana em novembro. O grau de endividamento das empresas americanas está em níveis recordes nas últimas décadas e as perdas permanentes de postos de trabalho sinaliza uma onda de falências ainda fora do radar da grande mídia.

O Brasil ocupa um posto preocupante neste cenário. O fracasso na condução da pandemia nos trouxe até agora, conforme alertado, inflação, escassez de commodities, câmbio descontrolado, choques abruptos de demanda e oferta e uma dívida pública em patamares pra lá de preocupantes. Com a dificuldade de rolarmos nossa dívida, temos uma piora de seu perfil com o aumento das operações compromissadas e a redução de seu prazo, deixando muitas dúvidas quanto ao cronograma de vencimento no primeiro trimestre de 2021.

Com este cenário, é importante manter o foco nos fundamentos. Vejo muitas pessoas passando da euforia ao ceticismo em períodos curtos, analisando ruídos das manchetes de jornais. Não há “novo normal”. Não há “desta vez é diferente”. Há um desafio enorme para a economia nos próximos meses. A pandemia um dia acaba, porém, os impactos econômicos devem perdurar por muito mais tempo”.

A Adirplast tem como diretrizes o fortalecimento da distribuição, o apoio aos seus associados e a integração do setor de varejo de resinas plásticas, filmes bi-orientados e plásticos de engenharia. Atualmente, a entidade agrega empresas distribuidoras de insumos plásticos que, juntas, tiveram um faturamento bruto de cerca de R$ 4,5 bilhões em 2019. Elas responderam por cerca de 12% de todo o volume de polímeros e filmes bi-orientados comercializados no país. Os associados contam com uma carteira de 7.000 clientes, em um universo de 11.500 transformadores de plásticos no Brasil.

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Adirplast tem recuperação de vendas em Junho e Julho e prevê segundo semestre estável

05/09/2020

Volume total de vendas dos associados da Adirplast no mês de julho foi 23% maior que o de junho. De janeiro a julho deste ano foram vendidas 259.041 toneladas (incluindo todas as resinas e os filmes de BOPP e BOPET)

Mesmo com a pandemia afetando todos os setores da economia brasileira, os associados da Adirplast (Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins) estão conseguindo recuperar parte de suas vendas. Segundo a entidade, a demanda no mês de julho foi 23% maior do que a de junho, que já tinha apresentado uma tendência de alta. “A recuperação é gradual. Junho foi 31,1% maior que maio, que por sua vez foi 11,8% maior que abril – pior mês do histórico da associação”, explica Laercio Gonçalves, presidente da entidade.

O volume de vendas total dos associados Adirplast (incluindo todas as resinas e os filmes BOPP e BOPET) de janeiro a julho de 2020 foi de 259.041 toneladas. Comparando esse período com os mesmos meses de 2019, houve uma queda de 6,9% nas vendas. Considerando os volumes por grupo de produtos, em julho deste ano foram vendidos pelas empresas associadas à entidade 36.560 toneladas das commodities PEs, PP e PS, 2.663 toneladas de plástico de engenharia (PA6, PA6.6, PMMA, PC, PBT, ABS-SAN, POM e PU) e 3.462 toneladas de filmes Bi-orientados (BOPP e BOPET). “Estes volumes representam cerca de 10% do consumo brasileiro de resinas plásticas, inclusive recicladas. Não entra nesta conta apenas o PVC”, observa Gonçalves.

Para o vice-presidente da Adirplast, Osvaldo Cruz, a retomada das vendas em junho e julho foi significativa. Porém, ainda não é capaz de neutralizar a brutal parada da economia iniciada na segunda quinzena de março e que teve seu pico em abril. “É preciso observar que, no acumulado do ano, ainda estamos em patamar 6,9% inferior ao igual período de 2019, que, diga-se de passagem, também não foi um ano de grande desempenho nem para o setor plásticos nem para a economia do país”, ratifica.

Apesar de pontuar a realidade, Cruz diz que, diante das condições atuais, em meio a uma pandemia, foi possível ver nos meses de junho e julho deste ano uma capacidade formidável de reação do mercado nacional. “Se levarmos em conta os prognósticos mais sombrios que apareciam nos noticiários, essa reação traz um alento e sinaliza um segundo semestre melhor para a economia e, consequentemente, para os setores produtivo e da distribuição. Há luz no fim do túnel!”, ressalta.

O ano teve sua história transformada pela pandemia do Covid-19, explica Daniela Antunes Guerini, diretora da Mais Polímeros. “Já no mês de março as projeções mudaram, devido à queda do volume de venda. Abril trouxe um novo cenário (um dos piores da história), volume baixo, vários pedidos de prorrogação, inadimplência e uma incerteza enorme. Maio foi o mês de controlar os problemas e tentar entender nosso mercado. Já em junho, com grande parte das Indústrias retomando suas atividades, iniciou-se uma fase de reposição de estoques na cadeia. A partir de então, os volumes subiram consideravelmente, porém, ainda não voltamos aos níveis de pré pandemia”, resume.

Para a executiva da Mais Polímeros, a demanda atual tende a se manter até outubro. “A partir do mês 10, acontece uma queda já esperada das vendas devido à redução dos estoques para fechamento do ano. Assim, estimamos que o ano termine com volumes 10% menores do que os do ano passado”.

Cláudia Savioli, diretora da Polymark, conta que este tem sido um ano de mudanças profundas na empresa e seus negócios – e não apenas pela transformação digital a qual já vinha implantando. “Esse é um período oné é necessária muita resiliência para se adaptar às mudanças e reconfigurar funções e processos”, conta Savioli. Segundo ela, o mercado de embalagens flexíveis se mostrou forte desde maio. “O setor tem conseguido reconquistar o valor das embalagens flexíveis, material versátil e de extrema importância para a conservação de outros produtos. Esse fator e mais as vendas reprimidas de abril têm feito nossa demanda crescer. Mas as margens foram apertadas”, explica.

Mesmo assim, diz Savioli, os desafios ainda não foram superados e o segundo semestre vai trazer um novo componente para o jogo: a falta de produto. “A falta de resina limita o crescimento de todo o mercado. Por isso, teremos que ter mais amplitude em estoques e diversificação, aumentar os custos de segurança e valer-nos de bons negócios e de boa comunicação, com transparência e comprometimento. Puxados pela maior demanda, os preços continuarão aumentando. Serão meses intensos”.

Para a APTA Resinas, distribuidora de plástico de engenharia, que é distribuidora exclusiva no Brasil da ExxonMobil (Metalocenos), de PP e de PE importados, apenas os meses de maio e abril foram muito ruins, conta Eduardo Cansi, diretor da empresa. “Nos demais meses, tivemos bons resultados”, conta. Assim, o executivo segue otimista e acredita que o segundo semestre siga tendência de alta apresentada nesses últimos dois meses do primeiro semestre do ano.

A percepção de que o segundo semestre seja melhor que o primeiro e siga estável é comum entre os associados da Adirplast. Todos estão cientes dos obstáculos à frente, mas acreditam também que o pior já passou. “Hoje temos um mercado mais unido. Além disso, a expectativa de mudanças podem auxiliar no crescimento do setor, tais como a da aprovação da Reforma Tributária e até mesmo do início da conscientização das pessoas e dos governantes de que o plástico não é um vilão, mas um grande aliado no que se refere a conservação de alimentos ou de cuidados com a saúde, “, finaliza Gonçalves.

A Adirplast tem como diretrizes o fortalecimento da distribuição, o apoio aos seus associados e a integração do setor de varejo de resinas plásticas, filmes bi-orientados e plásticos de engenharia. A entidade trabalha ainda para promover a imagem sustentável do plástico, ampliar os laços com as empresas produtoras e ajustar o desordenamento tributário sobre a indústria. Atualmente, a entidade agrega empresas distribuidoras de insumos plásticos que, juntas, tiveram um faturamento bruto de cerca de R$ 4,5 bilhões em 2019. Elas responderam por cerca de 12% de todo o volume de polímeros e filmes bi-orientados comercializados no país. Os associados à Adirplast contam com uma carteira de 7.000 clientes, em um universo de 11.500 transformadores de plásticos no Brasil. Para atendê-los, a entidade emprega 150 representantes externos e mantém 200 postos de atendimento, contando com equipes de assistência técnica e de pós-venda.

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Vendas de associados da Adirplast crescem 6% em 2019

21/12/2019

A entidade realizou seu Encontro de Final de Ano 2019 com associados, fornecedores e convidados. Na oportunidade, homenageou importantes personalidades do setor de plástico.

A Adirplast (Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins) divulgou os resultados obtidos pelas empresas associadas neste ano. Houve um aumento total de 6% do volume comercializado em relação a 2018. Em relação as commodities (PE + PP + PS), o volume vendido foi de 398,5 kt, resultado 6,9% superior ao obtido em 2018. Já entre os plásticos de engenharia, a demanda em 2019 foi de 51,5 kt, 5,5% acima de 2018.

“Este ano tivemos muitos desafios e enfrentamos as muitas intempéries do nosso país e do mundo, mas estamos vencendo. Resistimos ao burocrático sistema tributário brasileiro, que cria brechas para um tipo de concorrência descompromissada com a lei e, portanto, desleal. Também foi mais um ano de economia fraca e, além disso, temos convivido com as campanhas diárias contra o plástico, as quais vilanizam um produto que sabiamente ajuda a sociedade a evoluir em diversas áreas”, afirmou o presidente da Adirplast, Laercio Gonçalves, no evento de encerramento do ano da entidade, que aconteceu em São Paulo, no último dia 05.

Em seu discurso, Gonçalves também reforçou a importância da entidade: “Temos trabalhado para que a Adirplast seja um instrumento capaz de transformar o debate dos desafios em ações que contribuam para um salto de qualidade em nosso setor”.

Apresentações

Além da divulgação dos resultados, o evento da Adirplast ainda contou com duas apresentações para os empresários presentes. Na primeira delas, Fabiana Quiroga Garbin, diretora de Economia Circular da Braskem, mostrou a importância do plástico para o desenvolvimento da sociedade e a necessidade de investir na economia circular: “Temos que trazer informação e conscientizar a população de que o plástico não é um vilão e como é possível reaproveitá-lo inúmeras vezes”, explicou Quiroga.

A segunda apresentação foi do economista Alexandre Schwartsman, que falou dos cenários econômicos para 2020. “A recuperação é extraordinariamente lenta. É preciso que no próximo ano o foco continue sendo nas reformas como a tributária, fiscal e administrativa”, explicou.

Adirplast e Abiplast – Durante o evento, Laercio Gonçalves, presidente da Adirplast, e José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast, assinaram o protocolo de intenção do projeto de integração da cadeia do plástico ao programa “Nos Conformes” da SEFAZ – SP. O objetivo é apresentar o plano até junho de 2020. Mais informações sobre o programa: https://portal.fazenda.sp.gov.br/servicos/nosconformes

Homenagens

Na ocasião, a Adirplast também homenageou quatro personalidades: Jane Campos, da RadiciGroup, pelo excelente relacionamento entre a petroquímica com a distribuição; José Ricardo Roriz Coelho, pelo reconhecimento do trabalho feito para o setor no arranjo das questões tributárias; Alexandre Turra, professor da USP, pelo conhecimento agregado do setor de plásticos à Economia Circular, e João Rodrigues, da Thati Polímeros, como associado destaque do ano de 2019, pelo compromisso demonstrado com a entidade.

Na ocasião, a entidade também destacou a importância da vereadora de São Paulo, Janaina Lima, em prol do setor do plástico. “É necessário abrir o diálogo sobre a importância do plástico. Sem vilanizar ou criar leis que apenas proíbem. É preciso abrir. É preciso debater novas políticas”, disse ela no evento.

A Adirplast tem como diretrizes o fortalecimento da distribuição, o apoio aos seus associados e a integração do setor de varejo de resinas plásticas, filmes bi-orientados e plásticos de engenharia. Seu objetivo é demonstrar a importância que os distribuidores têm para o setor e para o desenvolvimento do mercado brasileiro de plásticos. A entidade trabalha ainda para promover a imagem sustentável do plástico, ampliar os laços com as empresas produtoras e ajustar o desordenamento tributário sobre a indústria.

Atualmente, a entidade agrega empresas distribuidoras de insumos plásticos que, juntas, tiveram um faturamento de cerca de R$ 4 bilhões em 2018. Elas responderam por cerca de 15%% de todo o volume de polímeros e filmes bi-orientados comercializados no país. Além disso, contam com uma carteira de 7.000 clientes, cerca de 65% dos transformadores de plásticos no Brasil.

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