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Vale a pena treinar os funcionários em injeção de plásticos ?

07/02/2018

Por Bill Tobin (*)

Existe uma escassez de mão-de-obra qualificada na indústria e o transformador por injeção tem duas soluções para esse problema: contratar funcionários qualificados que trabalhem nos concorrentes ou melhorar as habilidades de seus próprios funcionários. Cada solução possui vantagens e desvantagens.

Contratação de pessoal de fora da empresa

Isso pode ser algumas vezes complicado. Muitos recrutadores perguntam se o candidato tem especialização na área. O problema é que isso significa apenas que o candidato frequentou e completou um curso na área. Isso traz à mente a velha charada: “Como é que você chama a alguém que fez um curso de medicina em um faculdade de reputação duvidosa e se formou com as piores notas da turma ? A resposta é: “Doutor”.

O diploma não significa nada em termos da capacidade do candidato para trabalhar com outros, do seu nível de competência, da capacidade para transmitir esse conhecimento a outros e incorporar esse modo de pensar na sua empresa.

Quando você contrata alguém novo, frequentemente há resistências. Seus especialistas atuais não vão ser necessariamente gentis com o Guru externo que chega na fábrica e vai logo usurpando as suas posições atuais na fila de promoção da empresa. Além disso, seu novo contratado também vai ser confrontado com a tarefa árdua de converter a atitude de seus funcionários atuais para agir e fazer as coisas de uma nova maneira.

Treinando seu próprio pessoal

A pergunta então se converte em: “quem deve receber treinamento” ? Seu primeiro problema é descobrir se o seu pessoal realmente compreende a técnica de moldagem por injeção. Isso é menos complicado do que parece.

Todavia, em vários casos os gerentes apresentam algumas objeções genéricas sobre o treinamento do seu pessoal:

Primeira objeção: Uma vez que eu os treinar, eles pedem demissão, vão para outra empresa e eu vou desperdiçar dinheiro“.

Resposta: Geralmente, este é um problema relacionado à falta de remuneração pelo desempenho do funcionário. Se o treinamento resultar em uma melhora na lucratividade, esses funcionários devem ter direito a um aumento de remuneração proporcional à sua contribuição.

Segunda Objeção: “O treinamento fora da empresa é caro e, na maioria das vezes, os funcionários treinados não transmitem o que eles aprenderam aos outros depois que retornam do curso”.

Resposta: Correto, MAS:
1. Não envie seus funcionários para uma escola. Lá, as máquinas, moldes e outros itens são todos “perfeitos”. Ao invés disso, traga a escola para a sua fábrica.
2. Traga o instrutor não só com uma palestra em PowerPoint, mas também com livros ou outros materiais escritos. A maioria das pessoas esquece muito do que foi aprendido em uma aula de um dia. O livro permitirá que eles façam consultas e atualizem sua memória. Assim como no ensino médio ou na faculdade, os participantes não devem ter que fazer anotações extensivas durante a aula. Eles estão lá para aprender, não para escrever seu próprio livro-texto.
3. O treinamento não deve ser uma palestra com nível de pós-graduação. Embora o cálculo do comportamento de um polímero seja interessante, sua aplicação prática, despida de todas as equações, é o que gera lucros. Se forem necessários cálculos complexos, dê aos treinandos planilhas previamente montadas, com os cálculos complexos embutidos – e espaços em branco somente para entrada de dados.
4. Mesmo que seja necessário um dia extra, consiga que o instrutor divida a turma em grupos e os mande para o chão da fábrica para PROVAREM ter absorvido as instruções.
5. Cuidado com o “marketing” durante o curso. Se o seu instrutor estiver usando conceitos que só mostram resultados se houver a compra de equipamentos complementares, você não deve pagar essa pessoa para passar um dia fazendo propaganda.

Objeção 3: “Por que devo pagar um instrutor? Será que o pessoal de assistência técnica dos fabricantes de máquina ou dos fornecedores de resinas não pode dar o treinamento ? Nós já gastamos muito dinheiro com eles”.

Resposta: Há mais vinte anos, esta seria uma objeção válida. Hoje em dia, os fornecedores de resinas tem pouca disponibilidade de pessoal: podem ter somente uma ou duas pessoas para cobrir um vasto território. E as empresas de máquinas podem lhe ensinar bastante sobre como tirar o melhor proveito de suas máquinas, mas não muito além disso.

Objeção 4: “Eu não posso parar a fábrica para o treinamento. Estamos muito ocupados”.

Resposta: Grande parte das empresas ainda trabalha em uma semana de cinco dias com três turnos. Não é tão difícil como pode eventualmente parecer montar um curso no fim de semana – seja em dois sábados consecutivos ou em um único fim de semana, com uma aula no sábado e uma sessão prática no domingo.

Para fábricas que operam em regime de 24/7, eu já dividi a aula e a parte prática em segmentos de quatro horas. Mesmo que o instrutor perca algum sono fazendo isso, você pode agendar as pessoas para assistirem a cada segmento começando a trabalhar mais cedo ou ficando após o término do turno.

Objeção 5: “Já estamos indo bem! Não precisamos de treinamento para “otimizar”.

Resposta: Verdadeiro, se você pode absorver o custo de uma remessa de venda ocasionalmente rejeitada ou não se preocupar em ser pressionado para baixar o seu preço sob a ameaça de “Eu tenho gente que pode fabricar as suas peças melhor e mais barato” ou, ainda, se não se importar em perder a oportunidade de melhorar os lucros.

Albert Einstein disse uma vez: “Se você não pode explicar algo de forma simples, é porque você não o entende bem o suficiente”.

Se você acha que o seu pessoal já é de primeira linha e não precisa de treinamento adicional, você pode verificar isso com dois testes simples:

Primeiro, entre no site (em inglês): http://wjtassociates.com/site/?page_id=17 and download “20 Questions”. Existem dois testes: básico e avançado. Alguém que entenda o processo de injeção deve acertar 100% no teste básico e pelo menos 90% no avançado. Lá estão apenas as perguntas, e não as respostas. As “respostas” devem fazer parte do conhecimento geral da pessoa que aplica o teste. Você está procurando as “explicações simples” de Einstein para demonstrar a compreensão do processo de moldagem. Distribua os testes e peça aos seus funcionários para que escrevam as respostas. Se, ao aplicar o teste, você ou seus especialistas não podem responder às perguntas, provavelmente significa que você também precisa de treinamento.

Em segundo lugar, vá ao chão de fábrica e apresente um desafio para a pessoa (o funcionário ou um candidato). Se o processo estiver verdadeiramente otimizado, será quase impossível melhorar a qualidade da peça ou o tempo de ciclo. Se não estiver, peça-lhe que demonstrem e expliquem como eles fizeram a otimização. Esta tarefa usa nove experimentos simples.

Se a pessoa que está sendo testada (um novo empregado ou empregado já existente) tiver sucesso nos testes escritos e práticos, pague-o muito bem! Peça-lhe que ensine aos outros. Todavia, se os resultados dos testes forem ruins ou o desafio não der bons resultados, você deve refletir sobre a necessidade de treinar seu pessoal.

O resultado habitual de um bom curso de treinamento – juntamente com uma sessão de demonstração prática mostrando que os conceitos funcionam – é uma melhoria mínima de 5% na produtividade. Na maior parte do tempo, é maior do que 5%. A melhoria da produtividade significa um aumento líquido na produção, por hora, de peças que podem ser vendidas. Ou, pensando de outra maneira, se você tiver 20 máquinas na sua fábrica, uma melhoria de 5% na produtividade lhe proporcionará o resultado de 21 máquinas trabalhando – sem ter que comprar uma máquina adicional.

Se você pode se dar ao luxo de produzir refugo ou ter ciclos lentos, você pode pagar por um treinamento. Pessoas produtivas treinadas proporcionam um retorno que mantém a sua fábrica rentável e mais competitiva do que a dos seus concorrentes. Ciclos lentos e refugo, em última instância, são uma sangria de dinheiro que pode causar problemas para a sobrevivência da empresa.

A escolha é sua.

(*) Bill Tobin é especialista em Injeção de Plásticos. Com mais de 40 anos de experiência na área, é autor de 23 livros técnicos e apresenta regularmente cursos e seminários em vários países ao redor do mundo

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PICPlast promove capacitações em exportação e custos para empresas da indústria da transformação plástica, em Alagoas

30/06/2015

As capacitações foram realizadas em Maceió, e contaram com o apoio do Sindicato das Indústrias de Plástico e Tintas do Estado de Alagoas (Sinplast)

Picplast_alagoas

O Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast) promoveu capacitação profissional em exportação e custos para mais de 30 empresas da indústria da transformação plástica, em Alagoas. A ação teve como objetivos aumentar a atuação dessas empresas no mercado internacional, com foco em aspectos técnicos e mercadológicos da exportação, e auxiliar as empresas a estruturarem modelos internos para otimizar relatórios, simular preços de produtos, administrar o fluxo de caixa, levantar os custos de cada produto, entre outros processos vitais para o gerenciamento de uma companhia. A capacitação contou com o apoio do Sindicato das Indústrias de Plástico e Tintas do Estado de Alagoas (Sinplast), e foi realizada no próximo dia 1 de julho, em Maceió.

Para o presidente do Sinplast, Gilvan leite, as ações do PICPlast ocorrem em um momento importante. De acordo com o executivo, a aproximação entre a Braskem, a ABIPLAST e os sindicatos estaduais demonstra o amadurecimento e união de toda a cadeia produtiva do plástico, especialmente nesse momento difícil vivido pela economia. “Iniciativas como essa asseguram o empresário de que algo está sendo feito para ele se desenvolver e construir um setor cada vez mais forte”, afirma Leite.

Hoje o Sinplast conta com cerca de 40 empresas associadas em todo o estado de Alagoas com ações para promover o desenvolvimento sustentável e a competitividade da indústria. “Por meio do PICPlast plantamos uma semente, que já brotou e está dando frutos. Quem ganha com isso é a economia brasileira”, finaliza o presidente do Sinplast.

Os temas desenvolvidos na capacitação de “exportação” foram ministrados pelo Programa de Incentivo à Exportação do Plástico Brasileiro (Think Plastic Brazil), e a Aduaneiras, empresa que oferece consultorias, cursos, sistemas e informações voltadas para o comércio exterior. O primeiro tema abordou os processos de competitividade e globalização, planejamento estratégico de exportação e marketing internacional. O outro tema abordado foi voltado para os tipos de exportadores no Brasil, a dinâmica da operação de exportação e os incentivos fiscais destinados a esta operação.

Já a capacitação em custos e rentabilidade foi realizada pela consultoria financeira e de investimentos Advisia. Os participantes assistiram a demonstrações por meio de projeções sobre o funcionamento do modelo de operação: como a empresa pode fazer a alocação dos custos classificados por produto, como extrair os resultados por meio de relatórios pré-definidos e simular o preço necessário para atingir uma margem de lucro desejada. O modelo também ajudará os empresários a controlarem o fluxo de caixa, além de apresentar de forma detalhada os gastos por categoria de produto.

O PICPlast é uma iniciativa da Braskem, em conjunto com a Associação Brasileira do Plástico (ABIPLAST), entidade que representa a indústria de transformação plástica no Brasil. O plano foi lançado em 2013 com o objetivo de desenvolver programas estruturais que contribuam com a competitividade e crescimento da transformação plástica de forma conjunta entre a 2ª e 3ª gerações da cadeia produtiva do plástico.

PICPlast em números (Setembro/2013 a Maio 2015)

598 transformadores plásticos participantes;
R$ 53 milhões investidos no programa de venda incentivada para exportação (até março 2015);
93 empresas participaram de eventos para promover seus produtos em diferentes segmentos de mercado;
276 empresas participantes do Fundo Setorial.

Fonte: Assessoria de Imprensa – PICPLAST

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Instituto do PVC apoia cursos nas áreas de arquitetura e construção civil

29/01/2014

O Instituto do PVC e outras quatro associações levam curso sobre produtos utilizados na arquitetura e construção civil para alunos de universidade em São Paulo. O objetivo é oferecer informações técnicas e atualizadas sobre o PVC e outros materiais utilizados nestes segmentos, abordar suas aplicações, a inovação em cada tipo de produto e os desenvolvimentos disponíveis no mercado.

O curso de férias “Introdução aos sistemas construtivos: materiais, produtos e aplicações” será realizado entre os dias 27 e 31 de janeiro na Universidade São Judas Tadeu e contará com a participação de 69 alunos de arquitetura e engenharia civil da universidade. No caso específico do PVC, o Instituto do PVC levará profissionais do mercado para falarem sobre a tecnologia, a aplicação e a inovação em esquadrias, pisos e sistema construtivo concreto PVC, além de uma aula introdutória sobre o material.

Para a professora Dra. Paula De Vincenzo Fidelis Belfort Mattos, coordenadora dos Cursos de Arquitetura e Urbanismo e Design e do Programa de Pós Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade, a parceria com as indústrias de materiais da construção civil visa propiciar aos alunos o contato efetivo com o mundo profissional, complementando o conteúdo ministrado em salas de aula. “Esperamos que este curso introdutório seja o início de uma parceria entre indústria de universidade, ou seja, a produção de conhecimento exercida de um modo objetivo e responsável”, afirma.

Além do Instituto do PVC, as entidades que fazem parte do projeto são a Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), a Associação Brasileira de Distribuidores e Processadores de Vidros Planos (ABRAVIDRO), a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e a Associação Brasileira Construção Metálica (ABCEM).

Para Miguel Bahiense, presidente do Instituto do PVC, essa aproximação entre a universidade e o mercado é fundamental para o desenvolvimento tecnológico. “Acreditamos na importância de trazer para o aluno a realidade do mercado, seus desenvolvimentos tecnológicos, aplicações e demandas para que haja uma interação entre a academia e a indústria, com o objetivo do desenvolvimento do mercado brasileiro como um todo”, afirma o executivo.

Bahiense lembra que a participação do PVC na arquitetura e construção civil está em ascensão com a conquista de espaços mais nobres nos ambientes. Além dos benefícios técnicos e estéticos e de versatilidade, o PVC contribui para o desenvolvimento sustentável, seja por suas matérias-primas, propriedades, aplicações ou mesmo por sua reciclabilidade.

Antigamente a participação do PVC era notada apenas em produtos como tubos e conexões, aplicações de sucesso. O mercado cresceu e o PVC passou a ser utilizado em portas, janelas, pisos, forros, papéis de parede, sidings, decks, piscinas, entre outras aplicações de caráter arquitetônico. “Além disso, a indústria está sempre em busca de novas tecnologias para tornar o produto sempre mais atrativo e sustentável, além de competitivo”, explica Bahiense.

O Instituto do PVC tem o compromisso de orientar as empresas associadas a adotarem posturas socialmente responsáveis, no intuito de promover o crescimento sustentável do setor, difundindo suas características técnico-científicas, ambientais e de reciclabilidade, sempre fundamentadas em ações éticas.

Para saber mais sobre o curso, contatar Coordenação do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade São Judas Tadeu pelo telefone (11) 2799-1672.

Fonte: Instituto do PVC

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