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Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico amplia alcance, muda e nome e inclui outros países da América Latina

08/12/2021


Instituto fundado no Brasil em 2001 para representar empresas do setor do acrílico se expande e passa a atuar agora em toda a América Latina; entre os benefícios da ação está o compartilhamento de informações entre os associados

O Indac – Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico – passou a se chamar Ilac – Instituto Latino-Americano do Acrílico a partir do mês de novembro. A mudança é fruto do trabalho de integração das empresas do setor de acrílico na América Latina e tem como objetivo inicial a troca de informações e conhecimento sobre aplicações finais e processamento do acrílico em cada um dos países que participam ou que venham a participar do grupo. Segundo Marcelo Thieme, presidente do Ilac, o trabalho feito pelo Indac nos últimos 20 anos mostra que a troca de conhecimento tende a promover de maneira natural a ampliação do uso do acrílico em diferentes projetos e aplicações. Assim, por meio deste canal que se abre, os transformadores brasileiros terão acesso a informações de produtos e projetos feitos fora do país. “Essa é uma integração importante porque nos permitirá trocar experiências com empresários de outros países que possuem mercados mais maduros e já mais adaptados à forte concorrência asiática, como Argentina e Colômbia, por exemplo”, explica Thieme.

Na prática, isso é o que o Indac já faz desde 2001, quando foi fundado. Assim, o Instituto segue com o objetivo de promover o uso correto do acrílico, além de difundir o conhecimento das suas propriedades e aplicações. O que muda agora é seu alcance. Além de 30 empresas brasileiras associadas, entre elas: Acriresinas, Actos, Acrilaria, Acrílico Design, Acrilmarco, Acrimax, Acrinox, Acriplanos, Art Cryl, Brascril, Bold, Campion, Castcril, Cristal e Cores, CutLite, Day Brasil, Emporium, Inkcryl, Menaf, Mitsubishi, Osvaldo Cruz, Proneon, JR Laser, Sheet Cril, Tronord, Tudo em Acrílico e Unigel, juntam-se ao quadro as empresas Paolini, da Argentina, e Formaplax, da Colômbia. A adesão da Plastiglas, do México, empresa que faz parte do grupo Unigel, está sendo estudada e pode acontecer já no próximo ano, acredita Thieme.

A ideia é que, na medida que o Instituto for ganhando mais visibilidade fora do país, novos associados se juntem ao grupo. O trabalho de divulgação, a princípio, será bastante focalizado na internet, conta João Orlando Vian, consultor executivo da entidade: “Todos esses anos de Indac nos deram uma boa experiência sobre o que funciona para esse setor. Nosso site, por exemplo, serve como um portal que abriga os mais diversos tipos de informações sobre o universo do acrílico no Brasil. Isso faz com que todas as buscas pelo produto sejam quase que automaticamente levadas a nós e, consequentemente, aos nossos associados. Através dos nossos canais na internet também estimulamos designers, arquitetos e especificadores a conhecerem melhor o acrílico e todas as suas aplicações. E é esse know-how que devemos agora ampliar para todo o mercado latino-americano.”

O mercado latino-americano de acrílico consome anualmente cerca de 50 mil toneladas do produto, segundo estimativa do Ilac. E esse é um número que também pode aumentar, diz Vian: “Percebemos isso quando comparamos o nosso consumo per capita do acrílico com o de países mais desenvolvidos. Isso mostra que ainda temos bastante trabalho a fazer, principalmente no que diz respeito à conscientização dos especificadores, que deixam de usar o produto porque não conhecem todas as suas vantagens e aplicações”.

Além da falta de conhecimento dos especificadores, diz Antonio Paolini, presidente da argentina Paolini, a busca por preços mais baixos também afeta as empresas do segmento em todo o mercado latino-americano. Em um breve comparativo entre Brasil e Argentina, por exemplo, ele comenta que em ambos os mercados, por questões econômicas, os clientes procuram os materiais transparentes mais baratos possíveis para seus projetos. E isso acontece em detrimento da qualidade ou da vida útil desses produtos. Na prática, acontece ainda que os produtores de chapas instalados na região tenham que competir com a importação de chapas de baixíssima qualidade ou mesmo com fornecedores de outros materiais plásticos como PS, PET, PC e, em menor medida, PETG. “Precisamos continuar trabalhando para que os processadores, clientes e usuários finais entendam as diferenças e a melhor maneira de tratar e manter o acrílico”, afirma Paolini.

O executivo argentino vê com otimismo essa integração das empresas do setor por meio do Ilac, principalmente no que diz respeito à defesa do mercado regional face à importação de produtos acabados da Ásia. “Compartilhar informações sobre nossos negócios, aplicações e sermos capazes de trabalhar juntos é um passo muito importante. Desta forma, podemos juntos aumentar os mercados e defendê-los das importações do Sudeste Asiático. Por lá, eles têm vantagens de custo de matérias-primas e custos de mão de obra, além da escala de produção, o que faz com que nossos clientes daqui se sintam tentados a importar”, explica Paolini.

A Argentina, assim como o restante do mundo, vem sofrendo com as consequências da pandemia de COVID-19, devendo fechar este ano com uma comercialização de chapas acrílicas bem abaixo das 2.000 toneladas. Isso representa um encolhimento de 50% do seu mercado tradicional. Entre as principais aplicações por lá estão as divisórias de ambientes e outros itens ligados à decoração e mobiliário. Em seguida vem o mercado de construção civil, seguido da comunicação visual. Demandas por banheiras e box de banheiros feitos em acrílico, além de iluminação, também são fortes no país.

Já no Brasil, é o mercado de comunicação visual quem lidera o consumo do acrílico, seguido de longe pelo segmento moveleiro. Diferenças como essas podem, por exemplo, indicar o segredo de novos negócios para os dois países. “Para o mercado brasileiro, o principal benefício estará em aprender como deixar um pouco de lado a visão de preço e partir para o desenvolvimento de novas aplicações. Apostar no requinte e em segmentos ainda menos explorados, mas com alto potencial comercial, como o da construção civil, assim como fazem Argentina e México é um caminho”, adiciona Thieme.

Para Sandra Cavalcante, gerente de contas das Américas do Sul e Central da Mitsubishi Chemical, a integração do mercado, por meio de um agente fomentador, pode abrir caminho não apenas para a troca de experiências sobre produtos, mas também servir de alicerce e ponto de partida para uma aproximação, inclusive comercial dos países. “Esse movimento permitirá incrementar a troca de detalhes como o das boas práticas de uso, fabricação e cuidados com o acrílico. Outra modalidade a ser considerada é uma Zona de Livre Comércio, que consiste na eliminação das barreiras tarifárias e não-tarifárias que incidem sobre o comércio entre os países constituintes”, comenta a executiva.

Indac/Ilac

Para que não haja desencontros, o Instituto ainda deve usar os dois nomes em sua comunicação com o público, principalmente na internet. Além disso, quem procurar por Indac na internet também será automaticamente direcionado ao Ilac.

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Altuglas International, subsidiária da Arkema, cria primeira folha de acrílico flexível

24/10/2020

Segundo a empresa, a sua folha de acrílico flexível, ShieldUp Flex, dá aos designers maior liberdade para moldar suas peças 2D e simplifica os processos de fabricação.

Segundo a empresa, a sua folha de acrílico flexível, ShieldUp Flex, dá aos designers maior liberdade para moldar suas peças 2D e simplifica os processos de fabricação.

Inovação no mundo do plástico flexível transparente, a folha de acrílico ShieldUp Flex pode ser dobrada manualmente, sem qualquer processo de termoformagem, afirma a Altuglas International, subsidiária do Grupo Arkema. Segundo a empresa, a novidade economiza tempo e dinheiro no design de peças curvas 2D ou outras que demandem materiais flexíveis. A equipe de pesquisa da Altuglas International, sediada no Lacq Research Centre (França), conseguiu superar um grande obstáculo tecnológico do PMMA, anteriormente conhecido por sua rigidez. De acordo com a empresa, a folha ShieldUp Flex se tornou flexível, sem adição de plastificantes e sem alterar suas propriedades. Além disso, o material ShieldUp Flex possui resistência química e ao impacto, tornando esta inovação patenteada a solução para projetos que requerem transparência, durabilidade, leveza, resistência ao choque e flexibilidade, garante a empresa.

Lalou Roucayrol, o construtor naval do Arkema 4, o novo trimarã da classe Multi50 do grupo, estava procurando especificamente por esta combinação de benefícios para os vidros do barco (teto e cabine):

  • visibilidade e resistência ao choque muito forte sob condições climáticas extremas, para aumentar a segurança do capitão
  • uma redução significativa de peso, para promover a busca constante de melhores níveis de desempenho do barco, graças ao uso de uma folha mais fina
  • fácil instalação de janela.

Segundo o construtor, a chapa ShieldUp Flex atendeu a todas essas expectativas e, em particular, a sua implementação é bem prática: o processamento é simples e elimina completamente a etapa de termoformagem. Isso permitiu aos projetistas dobrar manualmente a folha cortada nas dimensões desejadas e colá-la diretamente no barco. Como diz Lalou, “ShieldUp Flex era o produto que esperávamos: peso reduzido, melhor resistência e, acima de tudo, implementação flexível sem a necessidade de uma longa e meticulosa fase de termoformagem.”.

Além de sua fácil implementação, a nova folha de acrílico flexível também abre novas possibilidades de design para peças curvas 2D, afirma a Altuglas. Aplicações tradicionais de PMMA como vidros de veículos (RVs, barcos, carros, motocicletas, etc.) e também em vidros industriais, sinalização, iluminação, arquitetura de interiores e design, bem como telas de proteção contra COVID poderão se beneficiar do novo produto, garante o fabricante. Novas aplicações, sejam elas em eletrônica (telas de objetos inteligentes) ou em equipamentos de proteção individual também poderão fazer uso do ShieldUp Flex.

A Altuglas International é uma subsidiária do Arkema Group. Líder mundial em tecnologia de PMMA, a Altuglas International está envolvida no setor de plástico técnico, variando de aplicações de monômeros MAM a vidro acrílico PMMA. A Altuglas International projeta e fabrica produtos inovadores adaptados às necessidades de seus clientes globais.

A Arkema pretende se tornar em 2024 um player puro em Materiais Especiais. O Grupo está estruturado em 3 segmentos complementares dedicados a Materiais Especiais – Soluções Adesivas, Materiais Avançados e Soluções de Revestimento -, representando cerca de 80% das vendas do Grupo, além de um segmento de intermediários. A Arkema oferece soluções tecnológicas para os mercados de novas energias, acesso à água, reciclagem, urbanização e mobilidade. O Grupo registrou vendas de € 8,7 bilhões em 2019 e opera em cerca de 55 países com 20.500 funcionários em todo o mundo. As quatro marcas principais da empresa no segmento são: Altuglas, Plexiglas (região das Américas), Oroglas e Solarkote.

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Acrílico reciclado ganha espaço no mercado

25/12/2019

Nestes tempos em que o plástico se tornou vilão ambiental, o setor de acrílico que trabalha com a recuperação de sucatas do material mostra-se sustentável. Por ano, mais de 1200 toneladas do material são recuperadas no País

No setor de acrílicos, a recuperação e o reaproveitamento de sucatas são realidade, assim como as chapas “ecológicas” – produto final do reaproveitamento de sobras industriais. “Por ser um plástico com maior valor agregado, o acrílico não é descartado facilmente. Tenho clientes para os quais fiz cadeiras há mais de 12 anos que, uma vez ou outra, aparecem pedindo para polir o material. Claro que a valorização também tem um lado ruim, pois o produto acaba sendo menos utilizado em tempos difíceis, mas o acrílico não é descartável, muito longe disso”, explica Marcos Rodrigues, diretor da Sheet Cril.

João Orlando Vian, consultor executivo do INDAC (Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico), lembra que não se pode confundir o plástico de uso único – descartável – com o acrílico, que é o material plástico que menos se descarta, principalmente por conta de sua valorização. “Só para se ter uma ideia, o preço pago pelo mercado por um quilo de sucata de acrílico é de em média 1 dólar. E vale ressaltar que, para se fazer um quilo de chapa ecológica, são necessários dois quilos de sucata, já que o processo envolve perdas durante o refino”, ressalta Gonçalves.

A Sheet Cril, que fica em Arealva, interior de São Paulo, é hoje a maior recicladora de acrílico do país. Na empresa são recicladas por ano cerca de 800 toneladas de acrílico, que, após processadas, resultam em cerca de 400 toneladas de chapas “ecológicas”. Considerando todo o país, que atualmente conta com nove empresas recicladoras de acrílico, de 100 a 120 toneladas de chapas acrílicas por mês são reaproveitadas. “Esse número pode variar bastante dependendo do mercado, mas, no geral, a maior dificuldade das empresas deste segmento é mesmo encontrar sucata. Não há sobra pra que você consiga atender uma maior demanda. Lembrando que a maior parte do material com que trabalhamos são sobras industriais”, afirma Marcos.

Ao contrário do que acontece normalmente no mercado, em que os produtos ditos “ecológicos” são mais caros que suas versões padrão, no mercado de acrílico as chapas recicladas vão para o mercado com um valor em torno de 20% inferior ao das chapas originais. A preferência por chapas coloridas é maior entre os compradores de chapas “ecológicas” do que entre os compradores de chapas virgens. Enquanto no segmento “ecológico” as chapas coloridas movimentam 40% das vendas, no de chapas transparentes ou cristal respondem por cerca de 20% das vendas.

Por outro lado, como acontece no mercado de chapas acrílicas no país, o segmento de comunicação visual também é o que mais consome acrílico “ecológico” e responde por cerca de 70% da demanda. As vantagens oferecidas não deixam por menos: elas são mais facilmente moldadas e possuem durabilidade muito similar à de uma chapa virgem, ressalta o diretor da Sheet Cril. “Temos testado aqui na empresa também, com bastante sucesso, a produção de luminosos e letras caixas feitas inteiramente em acrílico, sem fundo misto, que, graças à adição de um protetor solar, podem ser usadas mesmo em ambientes externos”.

Novo player

De olho neste mercado, a Castcril, maior produtora de chapas acrílicas do país, desenvolveu uma chapa de acrílico “ecológica” que promete superar as ofertadas atualmente. “Desenvolvemos uma matéria-prima de alta qualidade, feita para atender especialmente grandes empresas. Nosso objetivo é quebrar o paradigma de que o acrílico reciclado deve ser aplicado apenas em projetos que visam redução de custo e baixa exigência de qualidade”, explica William Oliveira, diretor da empresa que há um ano já trabalha com a reciclagem do acrílico. O novo produto será lançado no início de 2020.

Ainda segundo Oliveira, o baixo reaproveitamento de materiais plásticos hoje no país se deve a falta de educação ambiental e de políticas públicas que incentivem a reciclagem. Neste sentido, ressalta ele, o acrílico é 100% reciclável, mas vale lembrar que mesmo ele sofre com a falta de políticas públicas que incentivem o uso e a comercialização de materiais reciclados.

Apesar da maior oferta do produto no mercado, o executivo do INDAC alerta para a importância de se ficar atento à qualidade do produto e critérios de reciclagem adotados pela empresa. No caso das chapas, vale conferir os aspectos visuais da superfície, além das resistências química e mecânica, que precisam ser comparáveis a do produto original.

O Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico é uma organização criada há 19 anos, com objetivo de promover o uso correto do acrílico, difundir o conhecimento das suas propriedades e aplicações, além de ampliar sua participação no mercado. A entidade, geradora de negócios e difusora de conhecimento para o setor de acrílico, reúne atualmente 30 filiados em todo o país.

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Mercado de chapas acrílicas cresce 14% em relação a 2017

20/12/2018

O INDAC (Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico) acaba de divulgar levantamento que aponta o desempenho do mercado de chapas acrílicas no país em 2018. E, embora ainda não se deva recuperar o mesmo patamar de vendas de 2013, quando foram comercializadas no país cerca de 12 mil toneladas de chapas acrílicas, o país ultrapassará neste ano as 8.000 toneladas vendidas em 2017, e chegará às 9.100 toneladas. Isso equivale a um crescimento de 14%.

Este é o segundo ano positivo consecutivo do setor depois de três anos seguidos de quedas – entre 2014 e 2016 – quando as vendas despencaram de 12 mil toneladas para 7.500 toneladas.

Tal desempenho deixa os empresários do segmento mais otimistas e a previsão para 2019 é de que o mercado chegue as 10.500 toneladas e consolide um crescimento de cerca 15%. Eles também estimam que até o final de 2020 o país volte ao patamar de 2013. Boa notícia também para o setor em relação às chapas recicladas, que totalizaram neste ano mil toneladas comercializadas.

Já o desempenho das importações é o que preocupa produtores de chapas nacionais. Não é para menos. Neste ano, 5.800 toneladas de chapas foram importadas. 700 toneladas a mais no que no ano anterior. Isso equivale a 62% de todas as chapas comercializadas no país neste ano.

Segundo João Orlando Vian, executivo do INDAC, o crescimento das importações nos últimos anos no país tem sido fortemente alimentado pela disputa tributária sobre importação entre os Estados, gerando um ambiente de insegurança fiscal, com consequências graves para a competitividade no setor. “Entre as produtoras nacionais de chapas que já somaram 20, hoje ficaram apenas 12”, conclui.

Com mercado mais aquecido, o INDAC confirma a continuidade de ações que desenvolve junto ao mercado nacional, como o curso Cosi di Acrilico. O curso ganha neste ano edições especiais, uma delas focada exclusivamente no mercado de comunicação visual e a outra itinerante, que deve acontecer em um caminhão-escola, montado especialmente para as aulas.

Depois de já apresentar alguns bons resultados neste ano, o Acrílico em Ação, por meio do qual o instituto disponibiliza uma equipe voltada à apresentação do acrílico e de todas as suas funcionalidades junto a clientes potenciais – como agências de propaganda e escritórios de arquitetura –,  também continua em 2019.

O Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico é uma organização criada há 18 anos por empresários da livre iniciativa do setor com objetivo de promover o uso correto do acrílico, difundir o conhecimento das suas propriedades e aplicações, além de ampliar sua participação no mercado, por meio da indicação de seus associados.
A entidade, geradora de negócios e difusora de conhecimento para o setor de acrílico, reúne atualmente 40 filiados em todo o país.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Indac

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Mercado de chapas acrílicas encolhe 22% em 2016

22/12/2016

 indac-estatisticas1Ano tumultuado faz vendas voltarem ao patamar de oito anos atrás; sendo otimistas, empresas do segmento lutam pela estabilidade em 2017

O INDAC – Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico –, divulgou, nesta semana, números do setor de acrílicos. Em resumo, o mercado não vai bem. Sente-se nas planilhas o impacto das crises econômica e política pelas quais atravessa o país nos últimos anos. Para se ter ideia, o setor deve fechar o ano com a venda de 7.400 toneladas de chapas acrílicas, 22% a menos do que em 2015. Ano que também já contabilizava 10% de queda em relação a 2014. A situação é tão grave que esse montante faz com que setor volte cerca de oito anos, entre 2007 e 2008, quando foi contabilizado aumento de vendas de 6.800 toneladas para 8.200 toneladas.

As importações também têm sentido a queda na demanda do produto – caíram de 5.146 toneladas em 2015 para cerca de 3.900 toneladas neste ano. Apesar disso, os produtos vindos de fora já contabilizam 53% do market share, o que agrava ainda mais a situação dos produtores nacionais. “O mercado hoje é pouco favorável para o produtor nacional. Por mais estranho que possa parecer, os produtos vindos de outros países conseguem se beneficiar da complexidade tributária brasileira – principalmente devido à falta de equalização do ICMS entre os estados – gerando inúmeras discrepâncias e problemas e interferindo na capacidade competitiva de qualquer setor”, explica Fernando de Oliveira, presidente do conselho deliberativo do Indac e diretor da Castcril.

Para 2017, aparentes melhorias do cenário macroeconômico nacional, como do PIB (Produto Interno Bruto), que deve sair dos 3,5% negativos deste ano para 0,5% positivos, e da previsão de produção industrial do país, que hoje amarga 6,3% de queda e deve ficar 1,0% maior neste próximo ano, acalentam o segmento, que espera manter-se estável.

Além da melhoria do mercado, para retomar o crescimento, as empresas do segmento sabem que irão precisar trabalhar muito para mostrar aos clientes que, mesmo em tempos de crise, investir em matéria-prima diferenciada, como o acrílico, é sempre melhor do que reduzir custos em detrimento da valorização da marca do anunciante, principalmente em comunicação visual – o maior segmento final das chapas acrílicas.

Entre as ações já anunciadas pelas empresas do setor para 2017, destaca-se a participação na feira Sign 2017, onde será realizado o Fórum Acrílico, no dia 13 de julho. Adicionalmente, o Indac continuará promovendo o curso “Transformação de Chapas Acrílicas”, além do lançamento de um novo treinamento “Desenvolvimento de Produtos em Acrílico”, voltado às especificações de produtos. A retomada do programa de qualidade de chapas acrílicas, que busca diferenciar o acrílico de outros plásticos de baixa adequação à comunicação visual, móveis e iluminação, também faz parte dos planos da entidade.

Para Carlos Marcelo Thieme, da Oswaldo Cruz Química, que assume, em 2017, a presidência do INDAC, além de treinar especificadores e ressaltar a imagem do produto no mercado, a indústria do acrílico irá se juntar a outras entidades para cobrar dos governos federal e estaduais uma reforma tributária que equilibre as condições competitivas do mercado. “ Da forma que está, será cada vez mais difícil trabalhar: Temos capacidade instalada para atender toda a demanda nacional. Geramos milhares de empregos e contribuímos para o crescimento do PIB; assim, não é possível que tenhamos que continuar pagando mais impostos do que os produtos importados. Por isso, equalização e simplificação tributária são algumas de nossas bandeiras neste novo ano”.

O Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico é uma organização composta por empresários da livre iniciativa do setor para promover o uso correto do acrílico, difundir o conhecimento das suas propriedades e aplicações, além de ampliar sua participação no mercado, por meio da indicação de seus associados. A entidade, criada em novembro de 2000, é geradora de negócios e difusora de conhecimento para o setor de acrílico, reunindo atualmente 40 filiados em todo o país.

Fonte: Assessoria de Imprensa – INDAC

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Evonik constrói planta para a produção de chapas acrílicas para a indústria aeronáutica

08/12/2016

evonik_plexiglas

  • Empresa deve investir milhões de euros em nova planta em seu site de Weiterstadt, Alemanha
  • Início da produção estimado para o começo de 2018
  • Permite a produção – inédita no mundo – de chapas de PMMA de grandes dimensões em conformidade com as normas Mil-P25690 e EN 4366.

Com seus materiais da marca Plexiglas®/Acrylite® para a indústria da aviação, a Evonik há mais de 80 anos se mantém entre os principais produtores globais nessa área. Conhecidos fabricantes de aviões como a Airbus e a Boeing há muito tem usado os produtos da Evonik. Segundo a empresa, em decorrência de sua alta qualidade óptica, baixo peso e boa processabilidade, o Plexiglas®/Acrylite® tem sido usado tradicionalmente em janelas de cabines de aviões comerciais e em janelas de cockpit de outros aviões ou helicópteros.

Com a decisão de construir uma planta para stretching e polimento de chapas de PMMA no site de Weiterstadt (Alemanha), a Evonik consolidou ainda mais a sua posição de mercado mediante integração vertical, ao mesmo tempo que direciona o seu portfólio de produtos para se tornar um fornecedor completo (full-range) de chapas de PMMA cast e stretched para a indústria da aviação.

De acordo com a Evonik, as chapas de PMMA stretched oferecem melhor resistência química e resistência ao impacto, o que faz com que o material seja especialmente indicado para atender os requisitos extremamente exigentes da indústria da aviação.

A nova planta produtora de chapas stretched Plexiglas®/Acrylite® para a indústria da aviação é a mais avançada do gênero no mundo, afirma a empresa. Ela está sendo construída ao lado da planta já existente, que produz blocos de PMMA cast, que é o material básico para o processo de stretching.

O investimento permitirá, no futuro, a produção de chapas stretched duas vezes maiores do que as produzidas atualmente. Isso fará com que a Evonik seja o único fabricante mundial dessas chapas de grandes dimensões, a satisfazer a tendência por janelas maiores nos aviões e o aumento resultante da demanda de dimensões acima do tamanho. No caso das aplicações mais tradicionais, essas chapas de grande dimensão irão resultar em um rendimento maior por chapa stretched enquanto mantêm os mais altos padrões de qualidade e segurança de fornecimento.

Segundo Martin Krämer, Presidente da Linha de Negócios Acrylic Products da Evonik no Segmento de Performance Materials, “A nova planta irá complementar idealmente o nosso portfólio de produtos nesse setor que apresenta crescimento extremamente rápido. Esse investimento está perfeitamente alinhado com o nosso foco estratégico em especialidades de PMMA e demonstra o nosso compromisso em ser um parceiro confiável para a indústria da aviação”.

“A demanda por chapas streched de PMMA que estejam de acordo com as mais altas exigências de qualidade e segurança de fornecimento está em elevação na indústria da aviação. Com a nova unidade de produção e a experiência dos nossos colaboradores, estamos perfeitamente preparados para trabalhar ao lado dos nossos clientes, apoiando o crescimento deles e promovendo a inovação dentro da indústria da aviação”, acrescenta Roland Mickal, diretor do setor Transportation Market da Linha de Negócios Acrylic Products.

Steve C. DuPont, gerente sênior de mercado da Acrylic Products, conclui: “As atuais cadeias de fornecimento se baseiam em tecnologias que já existem há mais de 50 anos, ou seja, o mercado precisa com urgência de um líder em inovação. O nosso investimento nos permite abastecer os clientes com as chapas de maior tamanho que existem no mercado e com as menores tolerâncias possíveis em termos de espessura. Desse modo, estamos melhorando os padrões das chapas de PMMA stretched e abrindo novas possibilidades de inovação e design para os nossos clientes.

Fonte: Evonik

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