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Eastman lança bioplástico de engenharia à base de celulose

04/07/2017

Segundo a empresa, o Eastman Trēva é um termoplástico versátil que combina alta performance e sustentabilidade

A Eastman Chemical Company, líder na produção de materiais à base de celulose, lançou recentmente o inovador bioplástico de engenharia Trēva. Segundo Burt Capel, vice-presidente e gerente geral da unidade de negócios de Plásticos Especiais da empresa, “A Eastman agrega como vantagem seus quase 100 anos de expertise em celulose para o design e a performance do Trēva, para chegar ao melhor perfil sustentável e ao desempenho desejados pelas marcas, fabricantes, moldadores e outras companhias em sua cadeia de valores”. Capel apresentou oficialmente o lançamento à imprensa durante a Feira Chinaplas, em Guangzhou, na China.

Segundo a Eastman, os benefícios de Trēva são o tripé: sustentabilidade, desempenho de uso final e flexibilidade de design e marca.

Benefícios de Sustentabilidade

A empresa não forneceu detalhes sobre a composição química do novo material, mas informou que metade da composição de Trēva ​​é celulose, material proveniente de florestas de manejo sustentável que são certificadas pelo Forest Stewardship Council (FSC). O novo material é livre de BPA (Bisfenol A) e de ftalatos.

Sua fluidez, durabilidade e estabilidade dimensional permitem menor uso de materiais, peças mais finas e de vida útil mais longa, o que melhora as avaliações do ciclo de vida (LCA), afirma a empresa.

Desempenho de uso final

A Eastman assegura que o Trēva ​​oferece excelente resistência química quando comparado a outros termoplásticos de engenharia, compreendendo a resistência a alguns dos produtos químicos mais agressivos e incluindo óleos para tratamento de pele, protetores solares e produtos de limpeza domésticos.

A baixa taxa de tensões internas residuais do material significa, na prática, a eliminação do efeito não desejado da arco-íris que alguns plásticos apresentam sob luz polarizada, o que melhora a experiência do usuário com telas de dispositivos eletrônicos e displays de varejo, afirma a empresa.

Design e flexibilidade da marca

As características de fluidez do Trēva ​​também possibilitam liberdade de design, o que permite que ele seja usado com peças de design complexo e em peças de paredes finas, relata a Eastman. Sob condições de processamento recomendadas, o recente teste de fluxo espiral de 30 mil de parede fina mostra que as taxas de fluxo de Trēva ​​são significativamente melhores do que as “blendas” de policarbonato, de policarbonato / ABS e são comparáveis ​​às resinas ABS, afirma a empresa.

De acordo com a Eastman, o Trēva ​​é projetado para permitir brilho superficial superior, transparência e toque sensorial térmico, potencializado por meio de uma combinação do material de base e a experiência tecnológica da empresa. O material também oferece grande possibilidade de incorporação de cores e processos secundários mais fáceis, além de capacidade de decoração, o que cria opções adicionais de design e de branding.

Aplicações

Segundo a Eastman, a combinação de benefícios de sustentabilidade e de segurança de Trēva, melhorias no desempenho do uso final e na flexibilidade de design e marca tornam a escolha de material ideal para as seguintes aplicações:

● Armações de óculos, eletrônicos que entram em contato com a pele, como fones de ouvido e muitos outros dispositivos de uso pessoal
● Telas de Aparelhos eletrônicos, como lentes, já que os consumidores precisam enxergar através delas
● Eletrônicos, gabinetes de equipamentos eletrônicos e outros produtos com alto design e especificações complexas
● Componentes interiores automotivos nos quais a resistência química e a estética são desejadas
● Outras aplicações que exigem alta sustentabilidade e requisitos de segurança

“A Eastman está empenhada em atender as necessidades almejadas de clientes atuais e potenciais”, disse Capel. “Há enorme interesse por parte de marcas de todo o mundo e estamos entusiasmados em trabalhar em estreita colaboração com eles, para criar a próxima geração de produtos de alto desempenho e sustentáveis”.

A Eastman é uma empresa global de materiais avançados e aditivos especiais que produz matérias primas para mercados finais, tais como transporte, construção civil e produtos de consumo. A Eastman atende clientes em mais de 100 países e, em 2016, obteve receitas de aproximadamente US $ 9,0 bilhões. A empresa está sediada em Kingsport, Tennessee, EUA e, emprega, aproximadamente, 14.000 pessoas em todo o mundo.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Eastman

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Petrobras assina contrato com KL Energy para desenvolvimento de tecnologia para produção de etanol celulósico

26/08/2010

Da esq. para dir. : gerente de gestão tecnológica da PBio, João Norberto Noschang; presidente da KL Energy, Peter Gross; e gerente geral de P&D da Área de Abastecimento do Cenpes, Alípio Ferreira.

A Petrobras, por meio da Petrobras America, assinou um contrato de desenvolvimento conjunto com a KL Energy Corporation (KLEG.PK, “KLE”) para a otimização da tecnologia da KLE de processamento de etanol celulósico para a utilização de bagaço de cana-de-açúcar como matéria-prima.  Entre outras aplicações, o etanol pode ser utilizado como matéria prima para a obtenção do eteno, empregado na síntese do Polietileno.

A última geração do processo da KLE traz importantes melhorias em comparação com a primeira geração da tecnologia, implementada em 2008 na unidade de demonstração da empresa localizada em Upton, estado de Wyoming (EUA). A unidade utiliza resíduos de madeira como matéria-prima e pode ser otimizada para utilizar vários tipos de matérias-primas.

Como parte do contrato, a Petrobras investirá US$ 11 milhões para adaptar as instalações de demonstração da KLE para utilizar bagaço e validar, por meio de testes, o processo para a produção de etanol celulósico.

Em paralelo, a Petrobras e a KLE desenvolverão um projeto de usina de etanol celulósico em escala industrial que deverá ser totalmente integrado a uma usina de cana-de-açúcar pertencente ao Grupo Petrobras, no Brasil. A usina está programada para entrar em funcionamento em 2013.

O contrato, cujo prazo inicial é de 18 meses, prevê exclusividade mútua na área de desenvolvimento de etanol celulósico a partir do bagaço de cana, e oferece à Petrobras a opção de obter uma licença para utilizar a tecnologia da KLE nos ativos do Grupo Petrobras.

Com este investimento, a Petrobras busca desenvolver mais uma alternativa para produção de biocombustíveis e produtos químicos renováveis e sustentáveis, de forma complementar às iniciativas em andamento, como por exemplo as pesquisas com microalgas para produção de óleo.

Segundo Miguel Rossetto, presidente da Petrobras Biocombustível, “a Petrobras vê o etanol celulósico como uma tecnologia promissora para aumentar a produção de etanol em cerca de 40% sem aumentar a área plantada, além de melhorar sustentabilidade de suas usinas. O contrato com a KLE irá acelerar esse esforço de desenvolvimento”.

“O Brasil é líder mundial na produção de biocombustíveis competitivos de biomassa, e acreditamos que o bagaço de cana seja uma matéria-prima adequada para o nosso processo. A KLE pretende estar na vanguarda do mercado emergente de etanol celulósico no Brasil”, disse Peter Gross, presidente da KL Energy Corporation.

Sobre a Petrobras

A Petrobras é uma empresa integrada de petróleo, gás e energia que opera nos seguintes segmentos da indústria: exploração e produção, abastecimento, comercialização, transporte e petroquímica, distribuição, gás natural, energia e biocombustíveis. Reconhecida por sua enorme base de recursos e por sua liderança mundial na exploração em águas profundas e ultraprofundas, a Petrobras está presente em todos os cinco continentes e em 28 países. Além disso, tem atividades em energias renováveis, especialmente biocombustíveis, área na qual mantém uma subsidiária, a Petrobras Biocombustível.

Sobre a KL Energy Corporation

A KL Energy Corp. (KLEG.PK) é uma líder no desenvolvimento e comercialização de produtos energéticos de segunda geração à base de celulose, entre os quais o etanol, a bio-lignina e produtos químicos intermediários. A instalação de demonstração comercial da KLE em Upton, estado de Wyoming é uma das primeiras instalações de demonstração de seu tipo a produzir etanol de celulose e produtos de bio-lignina a partir de resíduos de madeira. Ela utiliza um processo proprietário de pré-tratamento termo-mecânico e hidrólise enzimática que a empresa acredita ser um dos processos mais amigáveis ao ambiente no setor. Além disso, a tecnologia pode ser adaptada para utilizar diversas matérias-primas. A KLE fornece ainda serviços de engenharia, de otimização e técnicos para instalações de biocombustíveis.

Fonte: Agência Petrobrás de Notícias

Dedini e Novozymes assinam acordo para desenvolvimento de etanol a partir do bagaço de cana.

16/07/2010

A Dedini Indústrias de Base S/A, bem conhecida pela suas inovações no mercado de etanol, e a Novozymes A/S, um líder mundial em bioinovação, assinaram um memorando de entendimento visando a continuidade do desenvolvimento de uma rota tecnológica para produzir etanol celulósico no Brasil.

A Dedini e a Novozymes esperam se beneficiar do potencial comercial do etanol celulósico no Brasil, devido à grande disponibilidade de bagaço de cana. O Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-acúcar, processando mais de 600 milhões de toneladas por ano, a partir das quais 27 bilhões de litros de etanol é produzido atualmente.

Etanol celulósico – um passo adiante.
A Novozymes, o líder mundial em enzimas para biocombustíveis, recentemente apresentou as primeiras enzimas comercialmente viáveis para a produção de etanol celulósico. As enzimas “quebram” as macromoléculas presentes em resíduos agrícolas, tais como restos de milho, palha de trigo, chips de madeira e bagaço de cana, tornando possível a fermentação que gera etanol. A Dedini, o líder mundial no suprimento de equipamentos e plantas completas para o mercado de etanol a partir do acúcar,  desenvolveu um processo químico com ácido diluído e um solvente de lignina.

O objetivo desta parceria é desenvolver um processo usando a rota da hidrólise enzimática a partir de resíduos de cana-de-acúcar.  Isto resultaria na implementação de uma planta de demonstração, integrada a usinas de acúcar.

Para José Luiz Olivério, Vice Presidente de Tecnologia e Desenvolvimento da Dedini, este é um passo importante no caminho para tornar realidade a fabricação de etanol a partir de celulose. “Nós já tivemos grandes avanços com o processo  DHR (Dedini’s Rapid Hydrolysis) – uma tecnologia que usa um processo com ácido diluído. Durante dois anos, a Dedini buscou parceiros para tornar possível uma solução em escala industrial, baseada na combinação de experiências e tecnologias que resultariam na produção sustentável de etanol celulósico no Brasil”, diz Olivério. “A parceria com a Novozymes contribuirá significativamente para se alcançar este objetivo”, completa.

O Brasil tem sido líder mundial no uso do etanol combustível desde a década de 70, devido à abundância de cana-de-acúcar e à introdução de um programa nacional de álcool  depois da primeira crise global de petróleo. Hoje, o etanol é predominante no mercado brasileiro de combustíveis automotivos, usado sob a forma de álcool anidro (100 % etanol) e também misturado à gasolina (na proporção de 25%). O governo determina a adição de 20 a 25 por cento de etanol à gasolina.  90% de todos os novos veículos leves vendidos no país são do modelo “flex-fluel”, permitindo que eles possam rodar com qualquer mistura percentual de etanol e gasolina.

“Considerando a demanda por etanol no Brasil e a quantidade de bagaço de cana disponível, existe uma oportunidade considerável para um crescimento adicional nesse mercado. A parceria com a Dedini, a maior empresa de engenharia na indústria de cana-de-acúcar no Brasil, nos ajudará a destravar este potencial”, diz o CEO da Novozymes Steen Riisgaard.

Além de ser usado como combustível, o etanol também pode ser usado como matéria-prima para a produção de plásticos, tais como o Polietileno. Uma planta para a produção de polietileno “verde”, a partir do etanol, está sendo construída pela Braskem, no estado do Rio Grande do Sul.

Fonte: Novozymes