Posts Tagged ‘Cana de Acúcar’

Dow e Mitsui adiam implantação de unidade de polietileno derivado de cana-de-açúcar em Minas Gerais

16/01/2013

Citando aumento de custos de projeto, construção, operação e incertezas com a propriedade de terra no Brasil, a Dow Chemical Co. e a Mitsui & Co Ltd. adiaram seus planos para a implantação de uma unidade de produção de polietileno a partir do etanol, em Santa Vitória, Estado de Minas Gerais. O complexo, cuja entrada em operação originalmente estava prevista para o final de 2013, tem um investimento estimado da ordem de U$ 1,5 bilhões e prevê também a expansão das plantações de cana-de-acúcar e a construção de uma usina de etanol com capacidade para processar 2,7 milhões de toneladas de cana, cuja implementação continuará conforme o cronograma previsto.  A joint-venture Dow-Mitsui cultiva hoje uma área de 20 mil hectares de cana-de-acúcar e espera ter a sua primeira colheita completa em 2014.

No curto prazo, a Dow irá se focalizar em investimentos mais rentáveis, particularamente no desenvolvimento de unidades baseadas em gás de xisto nos Estados Unidos. A Dow está investindo 4 bilhões de dólares na Costa do Golfo do México para ampliar sua capacidade de produção de olefinas até 2017. A disponibilidade de amplas reservas de gás de xisto nos Estados Unidos reduz significativamente os custos de produção de poliolefinas.

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Petrobras assina contrato com KL Energy para desenvolvimento de tecnologia para produção de etanol celulósico

26/08/2010

Da esq. para dir. : gerente de gestão tecnológica da PBio, João Norberto Noschang; presidente da KL Energy, Peter Gross; e gerente geral de P&D da Área de Abastecimento do Cenpes, Alípio Ferreira.

A Petrobras, por meio da Petrobras America, assinou um contrato de desenvolvimento conjunto com a KL Energy Corporation (KLEG.PK, “KLE”) para a otimização da tecnologia da KLE de processamento de etanol celulósico para a utilização de bagaço de cana-de-açúcar como matéria-prima.  Entre outras aplicações, o etanol pode ser utilizado como matéria prima para a obtenção do eteno, empregado na síntese do Polietileno.

A última geração do processo da KLE traz importantes melhorias em comparação com a primeira geração da tecnologia, implementada em 2008 na unidade de demonstração da empresa localizada em Upton, estado de Wyoming (EUA). A unidade utiliza resíduos de madeira como matéria-prima e pode ser otimizada para utilizar vários tipos de matérias-primas.

Como parte do contrato, a Petrobras investirá US$ 11 milhões para adaptar as instalações de demonstração da KLE para utilizar bagaço e validar, por meio de testes, o processo para a produção de etanol celulósico.

Em paralelo, a Petrobras e a KLE desenvolverão um projeto de usina de etanol celulósico em escala industrial que deverá ser totalmente integrado a uma usina de cana-de-açúcar pertencente ao Grupo Petrobras, no Brasil. A usina está programada para entrar em funcionamento em 2013.

O contrato, cujo prazo inicial é de 18 meses, prevê exclusividade mútua na área de desenvolvimento de etanol celulósico a partir do bagaço de cana, e oferece à Petrobras a opção de obter uma licença para utilizar a tecnologia da KLE nos ativos do Grupo Petrobras.

Com este investimento, a Petrobras busca desenvolver mais uma alternativa para produção de biocombustíveis e produtos químicos renováveis e sustentáveis, de forma complementar às iniciativas em andamento, como por exemplo as pesquisas com microalgas para produção de óleo.

Segundo Miguel Rossetto, presidente da Petrobras Biocombustível, “a Petrobras vê o etanol celulósico como uma tecnologia promissora para aumentar a produção de etanol em cerca de 40% sem aumentar a área plantada, além de melhorar sustentabilidade de suas usinas. O contrato com a KLE irá acelerar esse esforço de desenvolvimento”.

“O Brasil é líder mundial na produção de biocombustíveis competitivos de biomassa, e acreditamos que o bagaço de cana seja uma matéria-prima adequada para o nosso processo. A KLE pretende estar na vanguarda do mercado emergente de etanol celulósico no Brasil”, disse Peter Gross, presidente da KL Energy Corporation.

Sobre a Petrobras

A Petrobras é uma empresa integrada de petróleo, gás e energia que opera nos seguintes segmentos da indústria: exploração e produção, abastecimento, comercialização, transporte e petroquímica, distribuição, gás natural, energia e biocombustíveis. Reconhecida por sua enorme base de recursos e por sua liderança mundial na exploração em águas profundas e ultraprofundas, a Petrobras está presente em todos os cinco continentes e em 28 países. Além disso, tem atividades em energias renováveis, especialmente biocombustíveis, área na qual mantém uma subsidiária, a Petrobras Biocombustível.

Sobre a KL Energy Corporation

A KL Energy Corp. (KLEG.PK) é uma líder no desenvolvimento e comercialização de produtos energéticos de segunda geração à base de celulose, entre os quais o etanol, a bio-lignina e produtos químicos intermediários. A instalação de demonstração comercial da KLE em Upton, estado de Wyoming é uma das primeiras instalações de demonstração de seu tipo a produzir etanol de celulose e produtos de bio-lignina a partir de resíduos de madeira. Ela utiliza um processo proprietário de pré-tratamento termo-mecânico e hidrólise enzimática que a empresa acredita ser um dos processos mais amigáveis ao ambiente no setor. Além disso, a tecnologia pode ser adaptada para utilizar diversas matérias-primas. A KLE fornece ainda serviços de engenharia, de otimização e técnicos para instalações de biocombustíveis.

Fonte: Agência Petrobrás de Notícias

Garrafa de PET “verde” da Coca-Cola amplia presença no mercado do Sul.

18/08/2010

• A PlantBottle é a primeira garrafa PET feita parcialmente de material de origem vegetal
• Etanol da cana-de-açúcar substitui parte do petróleo como insumo na nova embalagem
• PlantBottle reduz em até 25% as emissões de CO² e impulsiona o setor sucroenergético do Brasil

A distribuição da garrafa PET ecológica “PlantBottle”  atingiu 100% do Estado do Rio Grande do Sul, com volume total de
2,8 milhões de unidades. Em Santa Catarina, a distribuição também está se expandindo e deverá atingir aos 100 % até o final de 2010. Nesses estados, a distribuição da Coca-Cola é feita pela Vonpar.

A garrafa “PlantBottle” é uma tecnologia da Coca Cola e o lançamento desta embalagem no Brasil ocorreu em março de 2010,  sendo pioneira na América Latina. Trata-se de uma embalagem feita de PET no qual o etanol da cana-de-açúcar substitui parte do petróleo utilizado como insumo. Por ter origem parcialmente vegetal – 30% à base da cana-de-acúcar-, a novidade reduzirá a dependência da empresa em relação aos recursos não-renováveis, além de diminuir em até 25% as emissões de CO².

Sem mudança de propriedades químicas, cor, peso ou aparência em relação ao PET convencional, a PlantBottle é 100% reciclável e já entra na cadeia de reaproveitamento de materiais consolidada no País desde sua chegada ao mercado. A nova garrafa começou a ser comercializada em abril, inicialmente nas embalagens de Coca-Cola de 500ml e 600 ml, no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Recife e Porto Alegre.

“Houve uma grande mobilização e investimentos para chegarmos à fórmula da PlantBottle. Com seu lançamento, confirmamos novamente nossa posição de vanguarda na inovação de embalagens. Ao substituir parte do petróleo usado na fabricação do PET por etanol de cana-de-açúcar, um recurso absolutamente renovável e abundante no País, a Coca-Cola Brasil inaugura uma nova era para as embalagens plásticas”, afirma Xiemar Zarazúa, presidente da Coca-Cola Brasil.

Além dos benefícios ambientais – a expectativa é que, em 2010, a produção inicial das garrafas PlantBottle resulte na redução de uso de mais de cinco mil barris de petróleo -, o uso da nova garrafa também traz vantagens à economia do Brasil.

Segundo Rino Abbondi, vice-presidente de Técnica e Logística da empresa, “a cana-de-açúcar é a fonte mais eficiente para a fabricação de etanol. Com este quadro, o Brasil coloca-se como futuro exportador de bio-MEG (componente feito com cana de açúcar, usado na PlantBottle), fomentando assim a geração de empregos e alavancando o setor sucroenergético do País. O Brasil é um dos primeiros mercados a adotar a PlantBottle e acreditamos que, com isso, a Coca-Cola Brasil e seus fabricantes incentivam as demais indústrias a tomar medidas semelhantes. Vale destacar que 100% das embalagens de PlantBottle de todo o mundo usará etanol brasileiro”.

“Essa é mais uma importante iniciativa de sustentabilidade que a Coca-Cola Brasil abraça. O índice de uso de água é dos melhores do mundo na indústria de bebidas e reduzimos em até 26% o peso de nossas embalagens nos últimos anos. Na área da reciclagem, temos o programa ‘Reciclou, Ganhou’ desde 1996 e, com ele, colaboramos para que o Brasil seja um dos maiores recicladores de embalagens do mundo. Hoje, apoiamos mais de 130 cooperativas de catadores, que geram renda e resgatam a dignidade de milhares de pessoas”, completou Marco Simões, vice-presidente de Comunicação e Sustentabilidade da Coca-Cola Brasil.

Cadeia de suprimentos e sustentabilidade

A cana-de-açúcar utilizada para produzir as garrafas PlantBottle provém de fornecedores auditados, que utilizam essencialmente a irrigação natural (chuva) e a colheita mecânica. No Brasil, 99,7% dos campos de cana-de-açúcar estão a pelo menos 2.000 km da Amazônia.

A Coca-Cola Global, assim como a Unica, trabalha com o WWF no programa Better Sugar Initiative, que busca reduzir impactos ambientais e sociais da produção de cana e seu processamento primário. A empresa também aderiu à Sustainable Agriculture Initiative, criada pela indústria alimentar para compartilhar conhecimentos e apoiar o desenvolvimento e implementação de normas internacionais, que envolvam a cadeia de suprimentos agrícolas em direção a uma agricultura sustentável.

Embalagens sustentáveis

Com o desenvolvimento da tecnologia liderado pela The Coca-Cola Company, a PlantBottle é fabricada por um processo inovador de transformação da cana-de-açúcar em um insumo do processo de fabricação do polímero PET. Seu plástico é produzido a partir da reação química de dois componentes: MEG (monoetileno glicol), responsável por 30% de seu peso; e PTA (ácido politereftálico), responsável pelos 70% restantes.

Seguindo uma política mundial da empresa baseada em três “Rs” – Reciclar, Reduzir e Reutilizar -, delineada na plataforma de sutentabilidade Viva Positivamente, o lançamento da garrafa também é alinhado com a campanha “Consumo Consciente de Embalagens”, no Ministério do Meio Ambiente. A campanha oficial tem cunho educacional e sugere atitudes e boas práticas para consumidores e empresas no sentido do uso cada vez mais racional, consciente e responsável das embalagens.

Nos últimos anos, as embalagens de PET reduziram seu peso entre 8% e 26%, dependendo do tamanho. As embalagens de vidro e de alumínio também tiveram seus pesos consideravelmente reduzidos. Outro exemplo é a Minitampa, para garrafas PET, com alturas da tampa e do bocal menores que a do padrão tradicional, diminuindo o consumo da resina derivada de petróleo.

Ainda na área de embalagens, mais um importante passo da Coca-Cola Brasil foi a liderança do processo de aprovação do sistema bottle-to-bottle no Mercosul, que promete revolucionar o mercado brasileiro de reciclagem, uma vez que a resina PET de garrafas pós-consumo será utilizada para a produção de novas embalagens. O sistema bottle-to-bottle está em fase de testes no Brasil, já tendo sido aprovado pela Anvisa.

Sistema Coca-Cola Brasil

A Coca-Cola Brasil atua em sete segmentos do setor de bebidas não-alcoólicas – águas, chás, refrigerantes, sucos, energéticos, hidrotônicos e lácteos, com uma linha de mais de 150 produtos, entre sabores regulares e versões de baixa caloria. O Sistema Coca-Cola Brasil, formado pela Coca-Cola Brasil e 16 grupos fabricantes brasileiros, além da Leão Junior e Del Valle, emprega diretamente mais de 44 mil funcionários, gerando indiretamente cerca de 400 mil empregos.

Fonte: Coca-Cola Brasil / SIRESP

Dedini e Novozymes assinam acordo para desenvolvimento de etanol a partir do bagaço de cana.

16/07/2010

A Dedini Indústrias de Base S/A, bem conhecida pela suas inovações no mercado de etanol, e a Novozymes A/S, um líder mundial em bioinovação, assinaram um memorando de entendimento visando a continuidade do desenvolvimento de uma rota tecnológica para produzir etanol celulósico no Brasil.

A Dedini e a Novozymes esperam se beneficiar do potencial comercial do etanol celulósico no Brasil, devido à grande disponibilidade de bagaço de cana. O Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-acúcar, processando mais de 600 milhões de toneladas por ano, a partir das quais 27 bilhões de litros de etanol é produzido atualmente.

Etanol celulósico – um passo adiante.
A Novozymes, o líder mundial em enzimas para biocombustíveis, recentemente apresentou as primeiras enzimas comercialmente viáveis para a produção de etanol celulósico. As enzimas “quebram” as macromoléculas presentes em resíduos agrícolas, tais como restos de milho, palha de trigo, chips de madeira e bagaço de cana, tornando possível a fermentação que gera etanol. A Dedini, o líder mundial no suprimento de equipamentos e plantas completas para o mercado de etanol a partir do acúcar,  desenvolveu um processo químico com ácido diluído e um solvente de lignina.

O objetivo desta parceria é desenvolver um processo usando a rota da hidrólise enzimática a partir de resíduos de cana-de-acúcar.  Isto resultaria na implementação de uma planta de demonstração, integrada a usinas de acúcar.

Para José Luiz Olivério, Vice Presidente de Tecnologia e Desenvolvimento da Dedini, este é um passo importante no caminho para tornar realidade a fabricação de etanol a partir de celulose. “Nós já tivemos grandes avanços com o processo  DHR (Dedini’s Rapid Hydrolysis) – uma tecnologia que usa um processo com ácido diluído. Durante dois anos, a Dedini buscou parceiros para tornar possível uma solução em escala industrial, baseada na combinação de experiências e tecnologias que resultariam na produção sustentável de etanol celulósico no Brasil”, diz Olivério. “A parceria com a Novozymes contribuirá significativamente para se alcançar este objetivo”, completa.

O Brasil tem sido líder mundial no uso do etanol combustível desde a década de 70, devido à abundância de cana-de-acúcar e à introdução de um programa nacional de álcool  depois da primeira crise global de petróleo. Hoje, o etanol é predominante no mercado brasileiro de combustíveis automotivos, usado sob a forma de álcool anidro (100 % etanol) e também misturado à gasolina (na proporção de 25%). O governo determina a adição de 20 a 25 por cento de etanol à gasolina.  90% de todos os novos veículos leves vendidos no país são do modelo “flex-fluel”, permitindo que eles possam rodar com qualquer mistura percentual de etanol e gasolina.

“Considerando a demanda por etanol no Brasil e a quantidade de bagaço de cana disponível, existe uma oportunidade considerável para um crescimento adicional nesse mercado. A parceria com a Dedini, a maior empresa de engenharia na indústria de cana-de-acúcar no Brasil, nos ajudará a destravar este potencial”, diz o CEO da Novozymes Steen Riisgaard.

Além de ser usado como combustível, o etanol também pode ser usado como matéria-prima para a produção de plásticos, tais como o Polietileno. Uma planta para a produção de polietileno “verde”, a partir do etanol, está sendo construída pela Braskem, no estado do Rio Grande do Sul.

Fonte: Novozymes

Plástico Verde: Petrobras firma parceria tecnológica para conversão de biomassa.

06/07/2010

A Petrobras firmou contrato de parceria com a empresa holandesa BIOeCON  para o desenvolvimento de um novo processo de conversão de biomassa lignocelulósica em produtos que podem ser utilizados na produção de “plásticos verdes” ou transformados em biocombustíveis avançados. A biomassa lignocelulósica é encontrada em resíduos agrícolas como o bagaço de cana de açúcar.

A nova tecnologia, chamada Bi-Chem (Biomass Chemical Conversion, ou conversão química de biomassa), foi desenvolvida pela BIOeCON e tem potencial para produção de biocombustíveis avançados, como componentes de alta qualidade para diesel, com densidade energética superior à do etanol.

A Petrobras e a BIOeCON vão desenvolver a tecnologia e  testá-la em escala piloto e de demonstração. A primeira parte do trabalho, incluindo a planta piloto, será feita nos Países Baixos e a unidade de demonstração será construída no Brasil.

Com este projeto, a Petrobras busca desenvolver mais uma alternativa para produção de biocombustíveis e produtos químicos renováveis e sustentáveis, de forma complementar às iniciativas em andamento, como por exemplo o etanol de bagaço de cana pela rota enzimática.

Fonte: Agência Petrobrás de Notícias