Posts Tagged ‘Camex’

Lona de PVC nacional tem resolução antidumping favorável

21/07/2016

Sansuy-antidumping

Camex fixa aplicação de direito antidumping – sob a forma de alíquota específica – para as importações de lonas de PVC com reforço têxtil em ambas as faces originárias da China e da Coreia do Sul

O Diário Oficial da União publicou em sua edição do último dia 24 de junho a Resolução Camex (Câmara de Comércio Exterior) – número 51, de 23/6/2016, encerrando investigação sobre a prática de dumping nas importações brasileiras de lonas de PVC com reforço têxtil em ambas as faces, originárias da China e da Coreia do Sul.

O resultado da investigação é a aplicação de direito antidumping por um prazo de até cinco anos, sob a forma de alíquota específica fixada em US$/kg, variando entre US$ 0,29/kg e 2,31/kg, dependendo da empresa exportadora e do país de origem.

Em janeiro de 2015 a Sansuy, fabricante de laminados de PVC, entrou com o pedido de investigação de dumping junto ao DECOM (Departamento de Defesa Comercial do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços). A investigação constatou tecnicamente que os exportadores da China e Coreia do Sul praticaram dumping nas exportações ao Brasil e que a prática causou prejuízo a este segmento da indústria nacional. Segundo a Sansuy, o dano refletiu-se, por exemplo, na queda significativa da produção nacional, em perda de vendas da indústria doméstica, além de altas taxas de ociosidade, aumento de estoques e redução de empregos.

“A decisão fortalecerá condições de concorrência e é de suma importância para a revitalização da indústria doméstica de lonas de PVC, que vinha sofrendo com o aumento significativo de importações”, explica o advogado Luiz Eduardo Salles, do escritório Azevedo Sette Advogados, que representa a Sansuy nesta ação. “É importante ressaltar que, embora o pedido tenha sido feito pela Sansuy, em nome da indústria doméstica, a medida adotada fortalecerá toda a indústria nacional de lona de PVC, que conta com diversas outras empresas produtoras ou em condições de produzir”, complementa.

A resolução tem aplicação imediata, ou seja, todos os desembaraços de lona de PVC com reforço têxtil em ambas as faces (NCM 3921.90.19) ocorridos a partir de 24/06/16 e que tenham origem na China e na Coreia do Sul, cujos exportadores estejam listados na Resolução Camex nº 51/16, terão a incidência da medida antidumping.

A Resolução em questão, com a descrição detalhada do produto-objeto e das alíquotas aplicáveis, pode ser encontrada na página da Camex: http://www.camex.gov.br/legislacao/interna/id/1549

Fabricante de laminados flexíveis e produtos manufaturados de PVC, a Sansuy comemora em 2016 os 50 anos de sua fundação. Empresa 100% nacional, a Sansuy tem unidades industriais localizadas em São Paulo e na Bahia e fornece produtos para os mais diversos segmentos: automotivo, transporte e logística, moveleiro, mineração, lazer, construção e arquitetura, agronegócios, armazenagem, papelaria, sinalização e comunicação visual, entre outros, abastecendo tanto o mercado nacional como o internacional.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Sansuy

Curta nossa página no

Anúncios

Braskem solicita investigação antidumping para importações de polipropileno da Índia, Coréia do Sul e África do Sul

10/04/2013

Segundo o jornal Valor Econômico, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex)  abriu processo investigativo sobre a prática de dumping em importações de resinas de polipropileno da Índia, Coreia do Sul e África do Sul. A abertura do processo foi motivada por denúncia feita pela Braskem, que afirma ser prejudicada pela importação de grandes quantidades dessa resina. A Secex vai também investigar se há subsídios concedidos aos produtores da África do Sul e Índia.

“Esses países praticam uma concorrência predatória”, segundo Luciano Guidolin, vice-presidente de poliolefinas da Braskem. A Câmara de Comércio Exterior (Camex) já havia emitido decisão favorável à Braskem em dezembro de 2010, aplicando, na ocasião, medida antidumping às importações de Polipropileno dos Estados Unidos pelo prazo de cinco anos e estabelecendo alíquota específica de US$ 82,77 por tonelada.

Segundo o jornal, a Braskem afirma que as importações de polipropileno provenientes da África do Sul, Coréia do Sul e Índia aumentaram 582% nos últimos cinco anos, passando de 19,6 mil toneladas entre abril de 2007 e março 2008 para 133,9 mil toneladas entre abril 2011 e março de 2012.

A Braskem tornou-se líder na produção de resinas termoplásticas nas Américas após a compra do negócio de polipropileno da Dow. Em 2012,  a empresa recuperou participação de mercado de commodities termoplásticas – Polipropileno, Polietileno e PVC -, pulando de 65% para 70% no Brasil.

De acordo com Luciano Guidolin, a empresa foi prejudicada nos últimos anos pela importação de grandes volumes de resinas. “Sacrificamos nossas margens, mas a melhora do câmbio ao longo de 2012 ajudou na recuperação de mercado”, disse. Segundo o periódico, as análises de prova de dumping a serem realizadas pela Secex vão considerar o período de abril de 2011 a março de 2012, enquanto que os de prova de dano consideram abril de 2007 a março de 2012.

O consumo anual de polipropileno no Brasil está avaliado em 1,4 milhão de toneladas, segundo especialistas. A cotação atual da resina situa-se entre 2.200 a 2.400 dólares por tonelada.

Indústria de transformação reclama

Por outro lado, segundo reportagem do Valor, a Braskem tem sido alvo de severas críticas de empresas de transformação de plásticos, os quais compram a matéria-prima da empresa e também importam.

“Viramos refém da Braskem”, afirma Fernando Serrano, da companhia têxtil J. Serrano, a qual compra cerca de 30 mil toneladas por ano de polipropileno, além de PVC. “Sempre damos preferência pela resina da Braskem, quando os preços não estão impeditivos”, afirmou.

Serrano disse que costuma adquirir resinas dos países a serem investigados pela Secex. “É um erro impor tarifa de importação sobre a matéria-prima. Se quiserem manter a competitividade da indústria de transformados plásticos, tem de taxar os produtos acabados”, disse. A tarifa de importação de Polipropileno é de 14%. No final de 2013, o governo federal aumentou a alíquota de importação do Polietileno (outra resina plástica) de 14% para 20%.

De acordo com José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast (Associação Brasileira da Indústria de Plásticos) “O Brasil tem uma das maiores tarifas de importação para resinas. A média global gira em torno de 7%”, afirmou  “As indústrias de transformados plásticos [a chamada terceira geração do setor petroquímico] estão perdendo competitividade”, disse o líder empresarial. “Os produtos importados estão 40% mais baixos que os do mercado interno”.

(Fonte: Valor Econômico / Mônica Scaramuzzo)

Curta nossa página no