Posts Tagged ‘Bioplástico’

Total Corbion dá partida em sua planta de PLA na Tailândia

21/12/2018

A Total Corbion PLA, uma joint venture 50/50 entre a Total e a Corbion, anunciou a entrada em operação de sua fábrica de bioplásticos PLA (Ácido Polilático) de 75.000 toneladas por ano em Rayong, Tailândia (foto). A planta já produziu com sucesso as resinas Luminy® PLA, plástico de base biológica e biodegradável.

A Total Corbion explica que as novas instalações irão produzir uma ampla gama de resinas Luminy® PLA a partir de cana-de-acúcar renovável, não geneticamente modificada, adquirida localmente na Tailândia. A gama de resinas compreenderá desde o PLA padrão até o PLA e PDLA de alta temperatura. Os produtos poderão atender às necessidades dos clientes em uma variedade de mercados, tais como embalagens, bens de consumo, impressão 3D, fibras e no mercado automotivo, e são otimizados para processos de extrusão, termoformagem, moldagem por injeção e fiação de fibra.

No final da sua vida útil, os produtos de PLA podem ser mecanicamente ou quimicamente reciclados ou, em alguns casos, compostados e devolvidos ao solo como fertilizante.

A Total Corbion PLA se beneficiará da integração com sua planta de Lactide, necessário para a produção de PLA, que foi simultaneamente expandida para 100.000 toneladas por ano de capacidade de produção. Além disso, a planta piloto de PLA de 1.000 toneladas por ano, que está em operação desde o final de 2017, está localizada no mesmo local e será usada para desenvolvimento de produtos.

A partida da planta é um marco importante para a joint venture e o mercado de bioplásticos. Com essa unidade adicional de 75.000 toneladas por ano, a produção global de bioplásticos de PLA aumentará em quase 50%, para 240.000 toneladas por ano. O PLA corresponde a um mercado de polímeros de crescimento rápido com uma taxa de crescimento anual estimada de 10% a 15%.

“A partida desta fábrica de última geração estabelece a Total Corbion PLA como uma produtora de bioplásticos de PLA de escala mundial, idealmente localizada para atender mercados expansão desde a região da Ásia-Pacífico até a Europa e as Américas”, diz Stephane Dion, CEO da empresa. “O aumento subsequente na capacidade global de PLA permitirá que fabricantes e proprietários de marcas se movam na direção da economia circular e produzam produtos de base biológica com pegadas de carbono mais baixas e opções de fim de vida múltiplas.”

“Estou muito satisfeito que a joint venture tenha dado partida na segunda maior fábrica de bioplásticos de PLA do mundo. Essa conquista está totalmente alinhada à nossa estratégia de expansão em petroquímicos e, ao mesmo tempo, de inovar em soluções de baixo carbono. Os bioplásticos são um ótimo complemento para os nossos produtos petroquímicos mais tradicionais, atendendo à crescente demanda por polímeros ao mesmo tempo em que contribuem para reduzir as preocupações com o fim da vida ”, afirma Bernard Pinatel, Presidente de Refinação e Produtos Químicos da Total.

A Corbion, que fornece o ácido láctico à planta, está feliz com a notícia: “O sucesso da partida desta planta de PLA de última geração é o resultado de um impressionante trabalho de uma equipe de muitos. Esta é uma boa notícia para os consumidores e produtores que querem fazer uma escolha consciente para melhorar sua pegada de carbono e fazer sua contribuição para uma economia circular. Um mundo de oportunidades de inovação e negócios se abriu”, afirma Tjerk de Ruiter, CEO da Corbion.

Fonte: Total Corbion

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Thyssenkrupp desenvolve processo próprio de produção do bioplástico PLA e constrói primeira planta na China

09/01/2017

thyssenkrupp

Para reduzir a dependência de plásticos derivados de petróleo, a Thyssenkrupp desenvolveu o seu próprio processo de fabricação para o bioplástico PLA – Ácido Polilático. Agora, a empresa está construindo em Changchun, na China, a primeira planta comercial baseada em sua tecnologia patenteada de nome PLAneo®. O cliente é a COFCO Corporation, um fornecedor líder de produtos agrícolas que oferece uma ampla gama de produtos alimentícios e serviços. Uma vez concluída, a nova fábrica produzirá cerca de 10.000 toneladas de PLA por ano. O comissionamento está previsto para o primeiro trimestre de 2018.

O Ácido Polilático (PLA) é um plástico 100% derivado de fontes biológicas e também compostável, sendo adequado, entre outras fins, para a produção de materiais de embalagem, filmes e plásticos de engenharia, podendo, portanto, substituir polímeros derivados de petróleo em muitas áreas. A matéria-prima para a produção do PLA é o ácido lático, que é produzido a partir de recursos renováveis, como açúcar, amido ou celulose. O ácido polilático é, portanto, tanto bio-baseado como bio-degradável.

Ao desenvolver a tecnologia PLAneo®, a Uhde Inventa-Fischer, uma subsidiária da Thyssenkrupp Industrial Solutions, aproveitou a experiência adquirida com a construção de mais de 400 fábricas de polimerização e uma vasta experiência no scale-up de novas tecnologias. Segundo a Thyssenkrupp, a tecnologia PLAneo® converte o ácido láctico em PLA de uma forma particularmente eficiente e amigável aos recursos. Outra vantagem é a possibilidade de sua transferência para plantas de grande porte com capacidade de até 300 toneladas por dia (100.000 t/ano). Graças à sua grande flexibilidade, o processo permite a produção de tipos de PLA sob medida com diferentes graus de cristalinidade e viscosidade para uma variedade de aplicações, afirma a Thyssenkrupp.

Sami Pelkonen, CEO da Unidade de Negócio de Eletrólise & Tecnologia de Polímeros da Thyssenkrupp Soluções Industriais afirmou: “Com a nossa tecnologia, queremos ajudar a consolidar os bioplásticos no mercado. Eles reduzem o uso de matérias-primas fósseis e diminui significativamente as emissões de CO2. Com isso, nós habilitamos nossos clientes a produzir bioplásticos de alta qualidade com propriedades sob medida – e a um preço cada vez mais competitivo em relação aos plásticos petroquímicos convencionais”. A Thyssenkrupp está fornecendo engenharia básica e de detalhamento, componentes-chave da planta e supervisão de montagem e comissionamento para a nova planta de PLA.

A área de negócios de Soluções Industriais da Thyssenkrupp atua no segmento de engenharia, construção e manutenção de instalações e sistemas industriais. Com base em mais de 200 anos de experiência, a empresa fornece plantas turnkey sob medida para clientes industriais, químicos, fertilizantes, cimentos, mineração e siderurgia. É parceiro de sistemas para os setores automotivo, aeroespacial e naval e conta com cerca de 19.000 funcionários em mais de 70 sites ao redor do mundo.

A Uhde Inventa-Fischer, subsidiária da Thyssenkrupp Industrial Solutions, é uma empresa de engenharia localizada em Berlim, Alemanha, e Domat/ Ems, na Suíça. Seu escopo de serviços inclui o desenvolvimento, engenharia e construção de plantas industriais para a produção de poliésteres, poliamidas e ácido polilático.

Fonte – Thyssenkrupp

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Empresa catarinense produz copo compostável a partir de Ácido Polilático

12/02/2014

Minaplast começa a distribuir em março produto que se decompõe em 90 dias

Minasplast_coposA empresa catarinense Minaplast começa a inserir no mercado de descartáveis plásticos o primeiro copo descartável compostável de fabricação brasileira. O produto, chamado de Green by Minaplast, usa como matéria-prima o ácido polilático (PLA), fabricado a partir de plantas como o milho e que, em usina, se decompõe totalmente em um prazo de 90 a 120 dias.

Só no primeiro semestre deste ano serão produzidos 10 milhões de copos com capacidade para 200ml e 300ml.  A distribuição do produto será gradativa, iniciando em março pelas grandes redes varejistas do sudeste do Brasil. A matéria-prima empregada no Green é da marca Ingeo, importada dos Estados Unidos e com todas as certificações internacionais de compostabilidade exigidas também pela Europa e Japão, e que não utiliza petróleo em sua composição. Como o ácido polilático não tem resistência ao calor os copos compostáveis só poderão ser utilizados para servir bebidas frias ou geladas.

O diretor da empresa, Hemerson De Villa, acredita que mesmo dependendo de matéria-prima com custo até 40% maior que a necessária para a produção de copos descartáveis comuns, o produto é viável e representará uma nova fase para a Minaplast, com foco na inovação. “Quando iniciamos os testes em 2008 esta mesma matéria-prima custava o dobro do valor da matéria-prima tradicional”, compara. “Em 2012 retomamos os testes e fizemos as adaptações necessárias nos equipamentos para a produção do Green. O processo levou um ano e meio e como não há no Brasil uma máquina específica para a produção deste tipo de copo, um dos diferenciais competitivos está justamente no know how da Minaplast, que começou sua trajetória como fabricante de máquinas e até hoje mantém dentro da empresa conhecimento técnico para implantar inovações em seu parque fabril sem precisar de investimentos mais impactantes”, explica De Villa.

A discussão cada vez mais frequente em torno da sustentabilidade, de acordo com o diretor, reforça a necessidade de apostar no produto compostável. “O Green é uma alternativa para atender esta demanda por produtos mais sustentáveis. É uma mudança gradual de comportamento e a Minaplast saiu na frente ao contemplar este público que não quer abrir mão da praticidade dos descartáveis, mas se preocupa com sua participação na preservação do planeta”, declara o diretor.

Mais sobre a Minaplast – Fundada em 1977 em Urussanga, sul de Santa Catarina, a Minaplast está entre as primeiras indústrias de descartáveis instaladas no Brasil e é referência no setor na produção de copos, pratos, potes e tampas descartáveis. Com distribuição em todos os estados brasileiros com as marcas Minaplast e Brasileirinho, tem produção anual de 8 mil toneladas de poliestireno transformado. A empresa registrou em 2013 faturamento de R$ 73 milhões.

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