Posts Tagged ‘Balanço 2020’

Consumo de compósitos caiu 4,6% em 2020

20/09/2021

  • Faturamento, por sua vez, subiu 3,9% puxado pelo aumento nos preços dos insumos
  • Demanda de compósitos para a fabricação de peças de ônibus segue em baixa

Em 2020, o consumo brasileiro de compósitos recuou 4,6%, totalizando 208 mil toneladas. Apesar da queda, o faturamento do setor subiu 3,9%, chegando a R$ 2,801 bilhões, fruto dos sucessivos aumentos nos preços das matérias-primas, principalmente resina e fibra de vidro. Os dados fazem parte de uma pesquisa feita pela Associação Latino-Americana de Materiais Compósitos (ALMACO).

“Por mais que tenha havido uma forte recuperação no segundo semestre, os efeitos da pandemia no começo do ano foram muito intensos e, em alguns casos, como no segmento de ônibus, perduram até agora”, comenta Erika Bernardino Aprá, presidente da ALMACO.

De acordo com o levantamento da ALMACO, a construção civil respondeu por 35% do consumo brasileiro de compósitos de poliéster em 2020, à frente de transportes (20%), corrosão/saneamento (17%), lazer/piscinas (12%), energia eólica (6%), energia elétrica (4%), náutico (2%) e vestuário (1%), entre outros. Quando separada apenas a demanda de compósitos à base de resina epóxi, a geração de energia eólica liderou com 91%, à frente de óleo e gás (4%) e eletroeletrônicos (3%).

Para 2021, a expectativa da ALMACO é de crescimento de 11% no consumo, totalizando 230 mil toneladas de compósitos – em valor, R$ 3,377 bilhões (+16%). “A construção civil permanece aquecida, assim como a demanda de indústrias que lidam com processos altamente corrosivos, ambientes nos quais os compósitos se destacam por conta da elevada resistência química”.

Fundada em 1981, a ALMACO tem como missão representar, promover e fortalecer o desenvolvimento sustentável do mercado de compósitos. Com administração central no Brasil e sedes regionais no Chile, Argentina e Colômbia, a ALMACO tem cerca de 400 associados (empresas, entidades e estudantes) e mantém, em conjunto com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), o Centro de Tecnologia em Compósitos (CETECOM), o maior do gênero na América Latina.

Resultantes da combinação entre polímeros e reforços – por exemplo, fibras de vidro –, os compósitos são conhecidos pelos elevados índices de resistência mecânica e química, associados à liberdade de design. Há mais de 50 mil aplicações catalogadas em todo o mundo, de caixas d’água, tubos e pás eólicas a peças de barcos, ônibus, trens e aviões.

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RadiciGroup apresentou faturamento de 1 bilhão de euros em 2020

03/07/2021

  • 2021 abre com resultados positivos.
  • Faturamento consolidado: 1.019 milhões de euros
  • EBITDA: 173 milhões de euros (+4,4% em relação a 2019)
  • Lucro líquido do ano exercício: 87 milhões de euros (+8,1% em relação a 2019)
  • Investimentos equivalentes a 50 milhões de euros para atualização tecnológica e sustentabilidade

O RadiciGroup , empresa italiana nascida em Bérgamo, atuante nos negócios de química, polímeros técnicos, fibras e não-tecidos, fechou o exercício de 2020 com um faturamento consolidado de 1.019 milhões de euros, contendo a queda em relação a 2019 em -6,7%. Por sua vez, o EBITDA alcançou 173 milhões de euros, um acréscimo de +4,4% em relação ao ano anterior, e o lucro do ano exercício, líquido de depreciações e amortizações, fechou em 87 milhões de euros (+8,1% em relação a 2019).

Também durante o ano passado, inevitavelmente influenciado pelo alastramento da pandemia e pelas medidas introduzidas para a sua contenção, o Grupo continuou a prosseguir a estratégia de focalizar em seus core businesses considerados estratégicos e sinérgicos como a química do nylon, os tecnopolímeros e as soluções têxteis avançadas.

De um modo geral, em 2020 o andamento do Grupo acompanhou a evolução da propagação da pandemia, registando uma queda acentuada da procura durante a primeira parte do ano, após a introdução de medidas de bloqueio, seguida por uma recuperação moderada entre setembro e novembro, parcialmente desacelerada pela retomada das infecções em dezembro. A área têxtil foi caracterizada por um maior sofrimento em comparação com as outras áreas do Grupo, em linha com a tendência de todo o setor a nível nacional.

O ano de 2021 começou com resultados positivos: no primeiro trimestre, o volume de faturamento e a margem operacional bruta cresceram em quase todos os setores de negócio, apesar do forte aumento dos custos das matérias-primas registrado precisamente neste período.

“2020 foi certamente um ano complexo sob vários pontos de vista – declarou Angelo Radici, Presidente do RadiciGroup -, mas conseguimos limitar o impacto negativo da pandemia e obter resultados satisfatórios que confirmam a nossa competitividade no mercado. O novo ano se abre com o desafio de podermos aproveitar plenamente o potencial de recuperação da atividade econômica e, apesar de um cenário global ainda incerto, estamos confiantes de que, alavancando nossa solidez e eficiência e focando em produções de maior valor agregado, em uma maior flexibilidade de produção e investimentos em pesquisa e desenvolvimento, poderemos continuar a oferecer aos nossos clientes soluções de alto desempenho, trabalhando juntos em projetos cada vez mais inovadores e sustentáveis”».

Apesar do período particularmente difícil, também em 2020, em linha com as tendências dos anos anteriores, o RadiciGroup afirma ter mantido o compromisso de garantir a competitividade das empresas, através de um plano de investimento de 50 milhões de euros que visa manter a atualização tecnológica e a flexibilidade das fábricas, além da sustentabilidade dos processos e produtos.

“Nos últimos cinco anos -sublinhou Alessandro Manzoni, CFO do RadiciGroup-, investimos mais de 240 milhões de euros que nos permitiram enfrentar os desafios tecnológicos colocados pelo mundo industrial. Tudo isso mantendo sempre sob controle o endividamento e terminando 2020 com uma posição financeira líquida positiva e com todos os indicadores de capital em melhoramento. Estamos, portanto, prontos para aproveitar novas oportunidades de crescimento e buscar outros objetivos de desenvolvimento sustentável: nessa direção, será necessário capital para investir e o financiamento será um elemento essencial da sustentabilidade”.

O RadiciGroup afirma que o seu ponto forte é a atenção à inovação e à sustentabilidade: neste contexto, o consórcio sem fins lucrativos Radici InNova, criado em 2019 para gerir e coordenar todas as atividades de P&D do Grupo, tornou-se plenamente operacional com o ano exercício de 2020 e começou a testar uma série de projetos de importância estratégica para o Grupo.

Entre estes, está o desenvolvimento de materiais para o setor médico, uma iniciativa criada para dar suporte a comunidades locais em março de 2020, em um momento de dificuldade pela falta de equipamentos de proteção individual, que em um pouco tempo foi organizado de forma estruturada. Ainda na área de novas aplicações, foram lançados projetos que visam o desenvolvimento de novos materiais para os setores automotivo, de manufatura aditiva / impressão 3D, assim como materiais derivados de projetos de economia circular destinados ao segmento têxtil e dos tecnopolímeros. Outra área de projeto diz respeito ao estudo para o desenvolvimento de poliamidas a partir de fontes renováveis.

Com mais de 3.000 funcionários, um faturamento de 1.019 milhões de euros em 2020 e uma rede de fábricas e sedes comerciais localizados entre a Europa, a América do Norte e do Sul e a Ásia, o RadiciGroup é hoje uma empresa líder na produção de uma vasta gama de produtos químicos, polímeros de poliamida, tecnopolímeros de alto desempenho e soluções têxteis avançadas, entre as quais fios em nylon, em fios em poliester, fios provenientes da recuperação e de fontes bio, não tecidos, dispositivos de proteção em âmbito sanitário. Graças à integração vertical no setor de poliamida, os produtos da Radici são empregados em múltiplos setores industriais, entre os quais: Automotivo, Elétrico/Eletrônico, Bens de consumo, Vestuário, Mobiliário, Imobiliário, Eletrodomésticos e Esportivo.

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Lanxess divulga resultados de 2020 e previsões para 2021

04/04/2021

• As vendas diminuíram 10,3% com relação ao ano anterior, para EUR 6,1 bilhões
• EBITDA pré-excepcionais no limite superior da faixa guiada em EUR 862 milhões
• Margem EBITDA pré-excepcionais em positivos 14,1%
• Proposta de dividendos para o ano fiscal de 2020: EUR 1,00
• Ano fiscal de 2021 caracterizado pelo crescimento

A Lanxess está começando o novo ano fiscal de 2021 com confiança: A empresa de especialidades químicas espera que muitos de seus clientes industriais se recuperem e, portanto, antecipa EBITDA pré-excepcionais entre EUR 900 milhões e EUR 1 bilhão para o ano inteiro.

A Lanxess se mostrou robusta no ano fiscal de 2020, mesmo com o ano dominado pela pandemia de coronavírus. A empresa de especialidades químicas atingiu EBITDA pré-excepcionais de EUR 862 milhões, apenas 15,4% abaixo do valor do ano anterior de EUR 1,019 bilhão. Os ganhos estão, portanto, no limite superior da faixa guiada entre EUR 820 milhões e EUR 880 milhões. Em 26 de janeiro, o Grupo divulgou números preliminares para o quarto trimestre, depois que muitos negócios se desenvolveram melhor do que o esperado. A margem EBITDA pré-excepcional atingiu os encorajadores 14,1%, contra 15,0% do ano anterior.

“Tivemos um bom desempenho no ano pandêmico de 2020, com um bom resultado no quarto trimestre. Nossa margem de lucro mostra que a posição estável do Grupo está resistindo ao teste da crise. Gostaria de agradecer a toda a equipe da Lanxess, que fez todo o possível neste ano difícil para manter o negócio funcionando”, disse Matthias Zachert, Presidente do Conselho de Administração da Lanxess AG. “Com essa equipe e nossa posição forte, podemos enfrentar 2021 com otimismo e nos concentrar totalmente no crescimento.”

Com EUR 6,104 bilhões, as vendas do Grupo Lanxess em 2020 diminuíram 10,3% em relação ao valor do ano anterior de EUR 6,802 bilhões. O lucro líquido de operações contínuas aumentou acentuadamente para EUR 908 milhões, após EUR 240 milhões no ano anterior. Isso se deve ao produto da venda de sua participação na operadora do parque químico Currenta, que a Lanxess concluiu no final de abril. Os passivos financeiros líquidos * diminuíram de EUR 1,742 bilhões no final de 2019 para EUR 1,012 bilhões em 31 de dezembro de 2020.

Apesar da pandemia de coronavírus: dividendo deve aumentar novamente

O dividendo também deve ser aumentado novamente para o ano excepcional de 2020. O Conselho de Administração e Conselho de Supervisão irá propor um dividendo de EUR 1,00 por ação – cerca de 5% a mais do que no ano anterior – para a Assembleia Anual de Acionistas, que irá ser realizada virtualmente em 19 de maio de 2021. Isso corresponde a um pagamento total de cerca de EUR 87 milhões.

Portfólio de reestruturação continua:  sinais apontam para crescimento

Com as vendas dos negócios de membrana, produtos químicos de cromo e o anúncio da venda do negócio de produtos químicos para couro, em 2020, a Lanxess desinvestiu sistematicamente em áreas que não cabiam mais no foco estratégico de produtos químicos especiais. O Grupo lançou assim as bases para um desenvolvimento mais lucrativo. A venda de sua participação na operadora do parque químico Currenta também proporcionou uma sólida base financeira.

Em 2021, todos os sinais apontam para crescimento – com foco em negócios com produtos de proteção ao consumidor. Em poucas semanas, a Lanxess anunciou três aquisições nesta área. Com a compra da especialista francesa em biocidas INTACE já concluída, a empresa de especialidades químicas ampliou sua linha de fungicidas para papel e embalagens. No futuro, a Lanxess expandirá significativamente sua oferta para o crescente mercado de higiene animal com o portfólio do fornecedor de desinfetantes e higiene Theseo. A transação deve ser concluída no segundo trimestre de 2021.

Em meados de fevereiro de 2021, a empresa de especialidades químicas anunciou a segunda maior aquisição de sua história. Ao adquirir o grupo norte-americano Emerald Kalama Chemical, a Lanxess pode fortalecer ainda mais seu segmento de Proteção ao Consumidor e explorar novos campos de aplicação com altas margens, como a indústria de alimentos e saúde animal. O Grupo espera que a transação seja concluída no segundo semestre do ano após as aprovações regulatórias.

“Os produtos de proteção ao consumidor são caracterizados por taxas de crescimento atraentes e margens fortes. Queremos crescer nesta área e começamos a trabalhar nisso desde o início do ano,” disse Zachert.

Desenvolvimento de segmento em 2020: Proteção ao Consumidor tem performance forte

O desempenho de vendas e lucros no segmento de Intermediários Avançados foi influenciado pela pandemia de coronavírus em 2020 como um todo. A fraca demanda e preços mais baixos tiveram um efeito negativo nesta unidade de negócios em particular. As vendas caíram 11,2%, de EUR 2,251 bilhões para EUR 1,999 bilhão. Em EUR 336 milhões, o EBITDA pré-excepcional foi 12,3% menor do que o valor do ano anterior de EUR 383 milhões. A margem EBITDA pré-excepcional ficou quase estável em 16,8%, contra 17,0% no ano anterior.

No segmento de aditivos especiais, os volumes de vendas – especialmente nas indústrias automotiva e de aviação – também diminuíram significativamente devido à pandemia de coronavírus. As taxas de câmbio também afetaram negativamente as vendas e os lucros. Em EUR 1,728 bilhão, as vendas caíram 12,1% em relação ao valor do ano anterior de EUR 1,965 bilhão, em parte devido aos preços de venda ligeiramente mais baixos. EBITDA pré-excepcional caiu 19,5%, de EUR 353 milhões para EUR 284 milhões. A margem EBITDA pré-excepcional para o ano fiscal de 2020 ficou em 16,4%, contra 18,0% no ano anterior.

Os negócios do segmento de Proteção ao Consumidor, recém-criados em 2020, tiveram um forte desempenho ao longo do ano. Isso foi impulsionado por fortes negócios de agroquímicos em Saltigo e boa demanda por desinfetantes. O efeito positivo do portfólio da aquisição da fabricante brasileira de biocidas IPEL também mais do que compensou os efeitos adversos da taxa de câmbio. As vendas totalizaram EUR 1,110 bilhão, 5,7% acima do valor do ano anterior de EUR 1,050 bilhão. EBITDA pré-excepcional cresceu 17,7% de EUR 198 milhões para EUR 233 milhões. A margem EBITDA pré-excepcional atingiu fortes 21,0%, contra 18,9% um ano atrás.

No segmento de Materiais de Engenharia, as vendas e os lucros foram afetados pela fraca demanda da indústria automotiva no primeiro semestre do ano. As vendas caíram 17,9% de EUR 1,450 bilhão para EUR 1,190 bilhão, em parte devido aos preços de venda mais baixos e efeitos negativos da taxa de câmbio. EBITDA pré-excepcional caiu 36,6%, de EUR 238 milhões para EUR 151 milhões. Além da demanda fraca, os ganhos também foram reduzidos por uma paralisação significativa para manutenção planejada e dificuldades com a subsequente retomada da produção na Bélgica. A margem EBITDA pré-excepcional de 12,7% ficou abaixo da cifra de 16,4% registrada no ano anterior

A Lanxess é uma empresa líder em especialidades químicas, com vendas de EUR 6,1 bilhões em 2020. A empresa tem atualmente cerca de 14.300 funcionários em 33 países. O principal negócio da Lanxess é o desenvolvimento, fabricação e comercialização de intermediários químicos, aditivos, especialidades químicas e plásticos. A Lanxess está listada nos principais índices de sustentabilidade, Dow Jones Sustainability Index (DJSI World e Europa) e FTSE4Good.

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Indústria brasileira de embalagens plásticos flexíveis fecha 2020 com alta no faturamento, produção e consumo per capita

21/03/2021

Apesar do ano de 2020 ter sido conturbado em função da pandemia, a indústria brasileira de embalagens plásticas flexíveis registrou alta de 5,4% no volume produzido em comparação com o ano anterior. Conforme mostra estudo realizado para a ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis) pela Maxiquim, a produção atingiu 2,088 milhões de toneladas. O faturamento mostrou um desempenho também positivo, com alta de 30%, chegando a R$ 27,7 bilhões.

Também foram registradas altas no consumo aparente (7,2%) e no consumo per capita (6,3%) de embalagens plásticas flexíveis. O consumo aparente subiu de 1,910 milhão de toneladas, em 2019, para 2,046 milhões de t em 2020. Já o consumo per capita em 2020 chegou a 9,7 Kg/habitante contra 9,1 Kg/hab em 2019.

“Sem dúvida nossa indústria teve um desempenho acima da média de outros setores produtivos. Mas isto só aconteceu porque, desde o início da pandemia, as empresas do setor agiram rápido e se adequaram ao novo cenário para evitar que setores estratégicos como alimentos, medicamentos e bebidas não ficassem desabastecidos de embalagens e que o consumidor final não sofresse com a falta de produtos”, pondera o empresário Rogério Mani, Presidente da ABIEF.

Rogério lembra ainda que a evolução da produção de embalagens flexíveis foi sentida em praticamente todos os trimestres de 2020, exceto nos últimos três meses do ano. Já o consumo aparente oscilou, mas manteve-se em alta em todos os trimestres. “Vimos que tanto a produção como o consumo se comportaram melhor no segundo semestre de 2020”, completa o Presidente da ABIEF.

Um recorte no estudo da Maxiquim mostra que o principal mercado para as embalagens plásticas flexíveis em 2020 continuou sendo a indústria de alimentos, que consumiu 826 mil ton do total das 2,088 milhões de ton de embalagens flexíveis produzidas. Na sequência, vieram as aplicações industriais, com 371 mil toneladas, seguidas por descartáveis (239 mil ton); bebidas (200 mil ton); agropecuária (172 mil ton); higiene pessoal (101 mil ton); limpeza doméstica (101 mil ton); pet food (45 mil ton); e outros (32 mil ton).

O market share por aplicação estabeleceu a liderança para as embalagens multicamadas, com 693 mil ton. Na sequência: monocamada, 602 mil ton; shrink, 279 mil ton; sacolas e sacos, 238 mil ton; stretch, 216 mil ton; e outros, 60 mil ton.

As resinas PEBD (polietileno de baixa densidade) e PEBDL (polietileno linear de baixa densidade) foram as mais usadas em 2020 pela indústria de flexíveis, totalizando 1,535 mil ton. O PP (polipropileno) aparece em segundo lugar com 324 mil ton e o PEAD (polietileno de alta densidade) vem em seguida, com 229 mil ton. “Aqui vemos uma certa ‘dança’ dos números, principalmente pela falta de matéria-prima e pelo aumento do seu preço, especialmente a partir do segundo semestre de 2020”, avalia Rogério.

Diferentemente do que vinha acontecendo em outros anos, em 2020 a balança comercial do setor não foi positiva, caindo 42%. Isto porque as importações, em toneladas, cresceram 8% e as exportações recuaram 18%; em faturamento as importações caíram 3% e as exportações caíram 5%, registrando, respectivamente, receitas de US $ 217 milhões e de US$ 226 milhões.

2020 também foi marcado como o ano em que as embalagens flexíveis aumentaram sua participação no universo dos transformados plásticos, passando de 28% (2019) para 31%, num volume total transformado de 6,781 milhões de toneladas. Das 572 mil ton de produtos plásticos transformados importados no ano passado, 65 mil ton corresponderam a embalagens flexíveis.

“Estes números revelam que a indústria de embalagens plásticas flexíveis consegue um bom desempenho inclusive em momento críticos, como foi 2020. Mas há sérias preocupações em relação a 2021. O setor teme não conseguir driblar uma possível falta de matéria-prima e, principalmente, nossa indústria não tem mais como absorver aumentos no preço das resinas termoplásticas. Por isso o principal conselho que damos para os associados da ABIEF é: cautela. Avaliem cuidadosamente o cenário, quase que diariamente e, mais do que nunca, pensem como uma cadeia, onde a ação de um dos elos poderá ter uma influência significativa no desempenho dos demais. Precisamos agir juntos e encontrar soluções para mantermos nossa indústria ativa e atendendo às demandas da sociedade e dos vários mercados.”, finaliza Rogério.

Com mais de 40 anos de atividades, a ABIEF trabalha para o crescimento sustentável do mercado nacional de embalagens plásticas flexíveis. A Associação também incorpora às suas atividades o fomento à exportação e a preservação ambiental. A entidade reúne empresas de todo o Brasil, compreendendo fabricantes de filmes monocamada coextrusados e laminados; filmes de PVC e de BOPP; sacos e sacolas; sacaria industrial; filmes shrink e stretch; rótulos e etiquetas; stand-up pouches; e embalagens especiais.

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Braskem registra prejuízo líquido de R$ 6,6 bilhões no ano de 2020

11/03/2021

A Braskem divulgou o balanço de 2020, indicando um resultado operacional recorrente de R$ 11 bilhões no ano, 86% superior ao de 2019, devido, principalmente, aos melhores spreads de resinas no mercado internacional em função da alta demanda global e ao aumento no volume de vendas de resinas no Brasil. A receita de vendas chegou a R$ 58 bilhões, num crescimento de 12% em relação ao ano anterior. Nesse cenário, a alavancagem corporativa apresentou uma redução importante e terminou o ano em 2,94x, afirma a empresa.

“Nosso principal foco continua sendo manter um alto padrão de segurança e com atenção constante à saúde das pessoas para atendermos os clientes. Estamos trabalhando para superar o momento tão difícil que o mundo atravessa com a pandemia do Covid-19 e seguimos firmes no propósito de solucionar os desafios que a Braskem enfrenta, como a desalavancagem da Companhia, para voltarmos a ser uma empresa com grau de investimento”, disse Roberto Simões, presidente da Braskem.

Em dezembro, a Braskem concluiu um importante avanço em relação ao evento geológico de Alagoas e seus potencias impactos, com a celebração dos acordos para compensação dos moradores e para reparação socioambiental. Após a homologação dos acordos com as autoridades competentes, as ações civis públicas contra a Braskem relacionadas à compensação dos moradores e à reparação socioambiental no contexto do evento geológico em Alagoas foram extintas.

A Companhia registrou prejuízo líquido de R$ 6,6 bilhões no ano. Segundo a empresa, o prejuízo resultou principalmente das provisões referentes ao evento geológico de Alagoas, no montante de R$ 6,9 bilhões, e do impacto da variação cambial no resultado financeiro dada a depreciação do real frente ao dólar sobre a exposição líquida de US$ 3,4 bilhões.

Em 2020, a Braskem anunciou a ampliação dos seus esforços para se tornar uma empresa carbono neutro até 2050 e de diminuir em 15% as emissões de gases de efeito estufa até 2030, além de ampliar seu portfólio para, até 2025, ter 300 mil toneladas de resinas termoplásticas e produtos químicos com conteúdo reciclado; alcançando 1 milhão de toneladas desses produtos até 2030. A empresa também afirmou que vai trabalhar para que nos próximos dez anos haja o descarte adequado de 1,5 milhão de toneladas de resíduos plásticos.

Nesse contexto, no quarto trimestre de 2020, as vendas de produtos reciclados atingiram cerca de 6 mil toneladas, um aumento de 310% em relação ao trimestre anterior. No ano, a taxa de utilização de eteno verde foi de 87%, aumento de 9 pontos percentuais em relação a 2019, e as vendas de PE Verde chegaram ao patamar de 170 mil toneladas, aumento de 5% em relação ao ano anterior, sendo os dois valores recordes históricos desde o início da operação de biopolímeros da Companhia em 2010.

Em energia, a Braskem reforçou sua estratégia de ter uma base cada vez maior de fontes renováveis. No ano passado, anunciou contratos de longo prazo importantes para compra de energia renovável, como o firmado com a Canadian Solar Inc., uma das maiores empresas do ramo solar do mundo. Esse acordo viabiliza a construção de uma usina no norte de Minas Gerais com capacidade instalada de 152 MWp, o suficiente para abastecer uma cidade de 430 mil habitantes. Em outro acordo, com a Voltalia, a compra de energia solar pela Braskem ajudou a viabilizar a expansão do complexo solar Serra do Mel, no Rio Grande do Norte, que terá capacidade para abastecer uma cidade de 1 milhão de habitantes. Já em 2021, A Braskem assinou contrato para aquisição de energia eólica da Casa dos Ventos, uma das pioneiras e maiores investidoras no desenvolvimento de projetos do segmento no Brasil.

Um importante destaque de 2020 foi a renovação dos contratos de fornecimento de nafta, etano e propano no Brasil com a Petrobras, por um prazo de cerca de 5 anos, garantindo a continuidade operacional das unidades no Brasil pelos próximos anos.

Houve também a retomada da produção de cloro-soda e dicloretano da unidade (foto) localizada no bairro do Pontal da Barra, em Maceió, que estava paralisada desde maio de 2019. Para o retorno da planta de cloro-soda, a Braskem concluiu o projeto para a produção de salmoura como matéria-prima a partir da aquisição de sal importado, o que permite a volta da produção integrada de PVC e soda cáustica.

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Covestro divulga resultados de 2020

24/02/2021

  • Queda de 5,6% nos volumes principais de vendas
  • Vendas totais de cerca de 10,7 bi de euros (-13,7%)
  • EBITDA confirma previsão, com cerca de 1,5 bi de euros (-8,2%)
  • Fluxo de caixa operacional livre sobe para 530 mi de euros (+12,1%)
  • Dividendos propostos de 1,30 de euros; nova política de dividendos
  • Realinhamento da estratégia para se tornar totalmente circular
  • 2021: expectativa de ano fiscal acima do nível pré-pandemia

Apesar de um quarto trimestre bem-sucedido, o Grupo Covestro não conseguiu compensar totalmente as enormes quedas relacionadas à pandemia ocorridas nos primeiros seis meses do ano passado. Em 2020, os volumes principais de vendas do Grupo caíram 5,6% em relação ao período do ano anterior. As vendas totais também diminuíram, com queda de 13,7% em relação ao último ano, para aproximadamente 10,7 bilhões de euros. Com a implementação de amplas medidas de corte de custos, a Covestro conseguiu limitar a queda do EBITDA a 8,2% em relação ao ano anterior, cumprindo as previsões para o ano fiscal de 2020 com aproximadamente 1,5 bilhão de euros (ano anterior: aprox. 1,6 bilhão de euros). A receita líquida totalizou 459 milhões de euros (-16,8%) e o fluxo de caixa operacional livre (FOCF) subiu para 530 milhões de euros (+12,1%).

“Conseguimos fechar com sucesso esse ano tão fora da normalidade, mantendo nossa capacidade de reação em todos os momentos. Tomamos uma ampla gama de medidas para proteger nossos colaboradores, manter as cadeias de fornecimento ativas e expandir nossa posição de forte liquidez”, afirma o CEO Markus Steilemann. “Assim, conseguimos atingir nossas metas estratégicas no ano fiscal de 2020. Definimos nossa visão para nos tornarmos totalmente circulares e demos um grande passo nessa direção, com o anúncio da aquisição do negócios de Resinas e Materiais Funcionais da DSM.”

No início do ano, a Covestro anunciou o plano de tornar-se totalmente circular. Para concretizar essa visão de longo prazo e implementar a circularidade em todas as suas áreas de atividades, o Grupo decidiu se concentrar em quatro tópicos: matérias-primas alternativas, reciclagem inovadora, soluções colaborativas e energias renováveis.

“As medidas decisivas que tomamos precocemente contribuíram muito para a entrega de fortes resultados. Apoiados por uma recuperação significativa na demanda a partir de meados do ano, retomamos a nossa trajetória de crescimento no segundo semestre de 2020 e geramos receita quase no mesmo nível do ano anterior”, diz o CFO Thomas Toepfer. “Em um ambiente ainda caracterizado pela incerteza, mantemos a atenção aos custos e continuamos a fortalecer nossa eficiência. Além disso, nos focalizaremos ainda mais em nossos clientes, a fim de gerar valor.”

Para se posicionar de maneira mais robusta na esteira da pandemia do coronavírus e garantir reservas de liquidez, a Covestro implementou numerosas medidas adicionais de corte de custos no último ano. Como resultado, o Grupo economizou um total de 360 milhões de euros a curto prazo. O programa de eficiência “Perspective”, lançado em 2018 e encerrado em 2020, também contribuiu com uma economia de 130 milhões de euros no ano fiscal de 2020.

A Covestro também buscou tomar vários tipos de medidas de financiamento em 2020. Desta forma, o Grupo alinhou seus instrumentos financeiros ao seu desempenho de sustentabilidade onde possível, destacando assim seu compromisso para tornar-se mais sustentável. O empréstimo de 2,5 bilhões de euros, assinado em março de 2020, foi atrelado ao seu rating ESG (Environment, Social, Governance), por exemplo. Quanto melhor o desempenho em ESG da Covestro, menor será o componente de juros do empréstimo.

Realinhamento da estratégia: visão como princípio norteador

Com a clara meta de tornar-se totalmente circular e como resposta para as constantes transformações do mercado, a Covestro realinhou a estratégia do Grupo.

Esse esforço concentra-se em um maior foco no cliente e no crescimento sustentável. A partir de 1º de julho de 2021, a Covestro administrará seus negócios com uma nova e personalizada estrutura centrada em sete entidades de negócios alinhadas às necessidades do cliente e ao cenário competitivo. Além disso, o Grupo irá operar em duas áreas de negócios distintas, “Materiais de Performance” e “Soluções e Especialidades”.

Materiais de Performance: Esta área será constituída por uma entidade de negócios formada por Policarbonatos, Uretanos Padrão e Químicos Básicos.

Soluções e Especialidades: Esta área será constituída por seis novas entidades de negócios chamadas Uretanos Personalizados, Revestimentos e Adesivos, Plásticos de Engenharia, Filmes Especiais, Elastômeros e Poliuretanos Termoplásticos.

Com isso, a Covestro está alinhando de forma consistente seus produtos e processos às necessidades dos seus clientes com um foco ainda maior no tema de sustentabilidade, de forma rentável. No futuro, o Grupo aplicará critérios de sustentabilidade com ainda mais rigor ao realizar investimentos, aquisições e atividades de P&D. Como parte da sua transição para uma economia circular, a Covestro também está expandindo seu portfólio de produtos circulares.

“Nossa visão de nos tornarmos totalmente circulares está guiando a nova estratégia do Grupo. A nova estrutura cria um ponto de partida ideal para o futuro e nos posicionará para nos tornarmos significativamente mais competitivos”, segundo Steilemann. “Isso nos permitirá atender melhor às necessidades dos nossos clientes, tornar nossa empresa mais eficiente e eficaz e gerar um crescimento sustentável. Estamos realmente avançando na transformação para uma economia circular.”

Nova política de dividendos com maior foco em receita

A Covestro está adotando novas bases para o pagamento dos seus dividendos. A política de dividendos passa a se basear mais na receita do Grupo, com o percentual de dividendos perfazendo de 35% a 55% da receita líquida gerada pelo grupo. “Essa política de dividendos está mais atrelada à posição financeira geral da Covestro e nos permitirá elevar os dividendos em anos com receitas fortes”, diz Toepfer. Com base na performance atual, a Covestro planeja distribuir dividendos de 1,30 euro por ação pelo ano fiscal de 2020. Isso corresponde a um índice de distribuição de 55%.

Previsão para 2021: expectativa de ano fiscal acima do nível pré-pandemia de 2019

Para o ano fiscal de 2021, a Covestro espera um crescimento do volume principal entre 10% e 15%. Atribui-se cerca de 6% desse número à aquisição planejada do negócio de Resinas e Materiais Funcionais (RFM) da DSM. Além disso, a Covestro prevê que o FOCF fique entre 900 milhões e 1,4 bilhão de euros, com ROCE de 7% a 12%. Antecipa-se que o EBITDA do Grupo para o ano completo de 2021 fique entre 1,7 bilhão e 2,2 bilhões de euros. No primeiro trimestre de 2021, a projeção do EBITDA está na faixa de 700 a 780 milhões de euros.

Recuperação de demanda em todos os segmentos no segundo semestre de 2020

O segmento de Poliuretanos sofreu uma queda de 6,1% nos volumes principais de vendas no ano fiscal de 2020. Após uma queda de demanda em decorrência da pandemia no primeiro semestre do ano, notou-se uma melhora significativa no segundo semestre. Esse fenômeno, somado a uma posição competitiva vantajosa, levou a um aumento nos volumes principais de vendas. As vendas caíram 13,1% para 5,0 bilhões de euros no ano completo, principalmente devido à baixa dos preços médios de venda no ano e à queda nos volumes totais vendidos. O EBITDA caiu 3,5% para 625 milhões de euros, também devido à redução dos volumes vendidos. No entanto, a redução de custos decorrente das medidas de corte influenciou positivamente o EBITDA.

O segmento de Policarbonatos teve uma queda de 3,0% nos volumes principais de vendas no ano fiscal de 2020. A pandemia fez a demanda encolher nos primeiros seis meses. No segundo semestre do ano, no entanto, uma recuperação robusta da demanda alavancou os volumes principais de vendas para acima do ano anterior. As vendas caíram 14,1% para 3,0 bilhões de euros, principalmente devido à baixa dos preços de venda e à queda nos volumes totais vendidos. Em contraste, o EBITDA subiu 3,2% para 553 milhões de euros, uma tendência atribuída principalmente à queda dos preços das matérias-primas e uma redução de despesas em decorrência das medidas de cortes de custos.

Os volumes principais de vendas do segmento de Revestimentos, Adesivos e Especialidades caíram 8,9% no ano fiscal de 2020. Nos primeiros seis meses do ano fiscal de 2020, os volumes principais de vendas diminuíram principalmente devido à queda acentuada da demanda decorrente da pandemia. No fim do ano, a demanda foi retomada e os volumes principais de vendas no quarto trimestre do ano fiscal de 2020 superaram os do ano anterior. As vendas do ano completo caíram 13,9% para 2,0 bilhões de euros, principalmente devido à baixa nos volumes totais vendidos e nos preços médios de venda. O EBITDA caiu 27,3% para 341 milhões de euros. Isso se deve ao declínio nos volumes vendidos, às margens mais baixas e às despesas com a aquisição planejada da DSM. No entanto, a redução de despesas decorrente das medidas de corte de custos teve impacto positivo sobre a receita. Além disso, o EBITDA no período do ano anterior havia sido positivamente impactado pelo efeito isolado da aquisição sucessiva de ações da DIC Covestro Polymer Ltd., sediada no Japão.

Quarto trimestre de 2020 bem acima do ano anterior

Os volumes principais de vendas no quarto trimestre de 2020 subiram 1,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. As vendas totais cresceram 5,0% para 3,0 bilhões de euros, em decorrência da alta nos preços de venda. Totalizando 637 milhões de euros, o EBITDA no quarto trimestre de 2020 mais que dobrou em comparação com o ano anterior. A receita líquida sofreu alta acentuada de 37 milhões de euros do trimestre do ano anterior para 312 milhões de euros. O FOCF também cresceu 19,4% no quarto trimestre, para 394 milhões de euros.

Com 10,7 bilhões de euros em vendas em 2020, a Covestro é uma das empresas líderes mundiais em polímeros. Suas atividades comerciais concentram-se na produção de polímeros de alta tecnologia e no desenvolvimento de soluções inovadoras e sustentáveis para produtos usados em muitas áreas da vida cotidiana, mostrando compromisso com a economia circular. As principais indústrias atendidas são automotiva e de transportes, construção, móveis e processamento de madeira e os segmentos eletroeletrônicos e de aparelhos domésticos. Outros setores incluem esportes e lazer, cosméticos, saúde e a própria indústria química. Ao final de 2020, a Covestro tinha 33 unidades de produção no mundo todo e empregava aproximadamente 16,5 mil pessoas.

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Demanda por acrílico no país cresceu 11,4% em 2020

09/02/2021

A necessidade de isolar ambientes e proteger pessoas da exposição ao corona vírus fez com que o mercado de acrílico no Brasil saltasse para o patamar de 10.501 toneladas vendidas durante o ano, volume que não era atingido desde 2015

Se de um lado a pandemia de Covid-19 paralisou a economia global, de outro fez com que novas demandas surgissem. É o caso das barreiras de proteção de acrílico que se tornaram peças obrigatórias e cada vez mais constantes em lugares públicos – de restaurantes a caixas de supermercado. Elas foram, sem dúvida, as grandes responsáveis pela alta na demanda de acrílico no país em 2020. Em 2019, por exemplo, o setor amargou uma queda nas vendas de 8,4% em relação a 2018, com um total de 9.430 toneladas de acrílico comercializados. Já no ano passado, esse número saltou para 10.501 toneladas, um crescimento de 11,4% ante a 2019. “Ao perceber que o setor de comunicação visual, que geralmente responde pelo maior consumo de acrílico no país, não iria alavancar negócios, os empresários do setor foram rápidos em se adaptar e criar produtos direcionados para o combate da proliferação da Covid-19”, afirma Marina Vitoruzzo, vice-presidente do INDAC (Instituto Nacional pra o Desenvolvimento do Acrílico) e gerente para América Latina da Lucite International.

Segundo Vitoruzzo, a rapidez com que os transformadores de acrílico do país perceberam essa nova oportunidade de mercado surgiu já no início da pandemia. Nessa época, algumas empresas do segmento produziram e forneceram cúpulas de intubação (foto) que ajudavam a isolar pacientes e a proteger médicos e enfermeiros em hospitais. Das cúpulas às barreiras não levou muito tempo. “O desenvolvimento desses itens fez com que algumas empresas se posicionassem corretamente para atender à nova demanda. As barreiras de acrílico que separam músicos na Sala São Paulo são um bom exemplo dessa capacidade que o segmento teve em responder com agilidade a esse momento da nossa história”, diz a gerente da Lucite.

Das mais de 10.500 toneladas de chapas acrílicas consumidas no Brasil em 2020, 5.317 toneladas foram importadas. Isso significa que a importação responde, mesmo que com diferença mínima, pela maior fatia de consumo do produto no mercado nacional, com 50,6% de participação, apesar da ociosidade instalada de cerca de 70% da indústria nacional.

Apesar do resultado positivo, o ano de 2021 ainda parece bastante incerto, diz a representante do INDAC. Segundo ela, os empresários do segmento mantêm expectativas bem realistas para este ano: “Seguimos longe ainda de ter superado a pandemia ou de ter uma normalidade econômica em que alguns fatores de demanda possam ser previstos, mas já não acreditamos que a demanda por barreiras de proteção, por exemplo, siga alçando o setor. De outro lado, muitas empresas dos segmentos de comunicação visual ou de eventos, por exemplo, seguem sem trabalho, e assim não podem retomar projetos. A certeza que fica é que 2021 será mais um ano que exigirá de nós a capacidade de nos reinventarmos”.

Apesar de não acreditar numa alta na demanda para este ano, a vice-presidente do INDAC diz que o setor segue firme no objetivo de alcançar, até 2022, a meta de 14.000 toneladas de chapas acrílicas vendidas no país, incluindo as chapas ecológicas. Para chegar lá, diz ela, as empresas do setor têm trabalhado fortemente na divulgação das vantagens do acrílico – matéria-prima altamente durável e versátil – não apenas no mercado de comunicação, no qual o produto já é bastante conhecido, mas também nos setores de arquitetura, construção civil e móveis, “onde o acrílico pode ajudar a valorizar o produto final”, finaliza Vitoruzzo.

O Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico é uma organização criada há 20 anos, com objetivo de promover o uso correto do acrílico, difundir o conhecimento das suas propriedades e aplicações, além de ampliar sua participação no mercado.

A entidade, geradora de negócios e difusora de conhecimento para o setor de acrílico, reúne atualmente 30 filiados em todo o país, entre eles: Acriresinas, Bold, Castcril, Cristal Cores, Diagonale, Lofrano, Lucite, Osvaldo Cruz, Emporium, Unigel, Acrilaria, Acrílico Design, Acrilmarco, Acrimax, Sheet Cril, Acrinox, Acriplanos, Actos, Art Cryl, Brascril, CutLite, Menaf, Proneon, JR Laser, Tronord e Tudo em Acrílico.

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Adirplast fecha os números de 2020 e vê incertezas em 2021

09/02/2021

O volume total distribuído pelos associados da Adirplast, incluindo todos os produtos (Polietilenos,PP,PS, Plásticos de Engenharia e filmes bi-orientados), atingiu 438.392 toneladas em 2020. Os números mostram uma redução de 8,5% das vendas feitas em relação a 2019

Entre as empresas associadas à Adirplast (Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins) os números indicam que 2020 não foi um ano fácil para os distribuidores. “O volume de venda de resinas plásticas em dezembro de 2020 foi de 17.934 toneladas, o que representa uma redução de 12,2% em relação a novembro; enquanto o total em 2020 alcançou 400.595 t, revelando uma diminuição de 11,0% em relação a 2019”, explica o presidente da entidade Laercio Gonçalves.

Resinas Commodity

Em relação à quantidade vendida de Polietilenos, Polipropileno e Poliestireno, Gonçalves afirma que em dezembro foi de 17.021 t, com redução de 12,4% sobre novembro. “Em 2020, o total chegou a 374.526 t, ou seja, nós amargamos neste ano uma redução de 5,1% em relação a 2019”.

Para Silvia Regina da Silva, da Premix, o ano de 2020 foi desafiador. “Na Premix, tivemos queda de 23% em volumes”, explica. E ela segue receosa em relação a 2021: “Já tínhamos uma leitura de que teríamos problemas, principalmente pela falta de resinas. E o cenário que vemos hoje é pior até do que estimamos. Assim, para o primeiro trimestre deste ano, não vejo crescimento, mas queda”.

Plásticos de Engenharia

Os associados do segmento de plástico de engenharia também estão sofrendo com a queda de volumes, puxada principalmente pela influência da retração do setor automobilístico. O volume total da distribuição de plásticos de engenharia alcançou 26.069 t, com redução de 7,8% em relação a novembro e significativa redução de 48% sobre 2019.

Segundo Vladimir de Oliveira, da Krisoll, as empresas experimentaram em 2020 cenários antagônicos no que diz respeito à demanda e ao abastecimento. “Isso refletiu diretamente nos preços dos plásticos de engenharia. Tivemos as paralisações de importantes plantas de poliamida por conta da pandemia e também de problemas climáticos nos EUA que afetaram diretamente no desabastecimento desse produto”. Oliveira ainda diz que houve um descompasso entre a retomada das atividades produtivas com a oferta de produtos, mas que, graças à volta parcial das atividades industriais, foi possível no quarto trimestre recuperar parte das perdas causadas, sobretudo durante o segundo trimestre de 2020”.

2021 também é visto com cautela pelo executivo: “São muitas variáveis que ofuscam as previsões para este ano, como as questões ligadas ao controle da pandemia, o fim dos subsídios governamentais e as demandas reprimidas de alguns setores. É viável considerar que os ajustes estruturais feitos em 2020 por necessidade de adaptação sejam virtuosos na composição dos resultados de 2021”. Oliveira projeta para a Krisoll um primeiro trimestre análogo ao quarto trimestre de 2020, o que significa algo como 5% acima do primeiro trimestre desse ano.

Filmes bi-orientados

Entre os associados Adirplast, o segmento de filmes bi-orientados foi o que conseguiu o melhor resultado em 2020. As vendas de dezembro alcançaram 2.481 t e o volume total do ano atingiu 37.797 t. Com isso, apesar do volume total de dezembro ter sido 19,4% menor que o de novembro, o resultado total de 2020 foi 9,5% superior ao de 2019. Também vale observar que o BOPP teve um leve aumento na relação sobre o BOPET, indo de 78,4%, em 2019, para 80%, em 2020. Segundo Raul Almeida, da Plastilux, o ano passado permitiu com que o mercado voltasse a operar com valores mais justos. “Tivemos um crescimento importante. A escassez do produto fez com que nossas margens fossem recompostas e isso trouxe o setor para uma realidade saudável”.

O executivo conta que a Plastilux, no primeiro semestre de 2020, reduziu o seu volume por precaução contra a inadimplência e que, no segundo semestre, já com o mercado operando de forma mais “acirrada”, foi possível recompor os resultados. Almeida também reforça que 2021 será um ano saudável para os negócios. “Teremos um primeiro trimestre bem justo devido às manutenções nas fábricas dos fornecedores e as dificuldades de importação, mas isso deverá já estar normalizado entre abril e junho”, complementa.

A Adirplast tem como diretrizes o fortalecimento da distribuição, o apoio aos seus associados e a integração do setor de varejo de resinas plásticas, filmes bi-orientados e plásticos de engenharia. Atualmente, a entidade agrega empresas distribuidoras de insumos plásticos que, juntas, tiveram um faturamento bruto de cerca de R$ 4,5 bilhões em 2020. Elas responderam por cerca de 12% de todo o volume de polímeros e filmes bi-orientados comercializados no país.

Credenciadas pelos fabricantes, essas empresas garantem ao cliente final a qualidade do produto e dos serviços de logística e crédito. Além disso, contam com uma carteira de 7.000 clientes, atendendo cerca de 65% dos transformadores de plásticos no Brasil. Para isso, a entidade emprega 150 representantes externos e mantém 200 postos de atendimento, contando com equipes de assistência técnica e de pós-venda.

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