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BASF registra discreto aumento nas vendas de 2018 e queda nos lucros devido a menor contribuição de Químicos

12/03/2019

  • Vendas de €62,7 bilhões (acréscimo de 2%)
  • EBIT de €6,4 bilhões (decréscimo de 17%)
  • Fluxo de caixa de atividades operacionais de €7,9 bilhões (decréscimo de 10%). Fluxo de caixa livre de €4 bilhões
  • Dividendo proposto de €3,20 para o exercício de 2018 (2017: €3,10)

Panorama para 2019:

  • Expectativa de discreto crescimento das vendas, em decorrência principalmente de grandes volumes de vendas e efeitos de portfólio
  • EBIT ligeiramente acima do previsto em 2018

A BASF registrou vendas de €62,7 bilhões no ano passado, representando um aumento de 2% em comparação ao ano anterior. Os resultados das atividades operacionais antes de juros e tributos (EBIT) apresentaram queda em relação a 2017, de €7,6 bilhões para €6,4 bilhões, decorrente, principalmente, do segmento de Químicos, que respondeu por aproximadamente dois terços da queda total de lucros. As margens de lucro do isocianato sofreram uma brusca queda no segundo semestre do ano. Além das margens de cracker terem sido menores do que o esperado em 2018, em todas as regiões.

No geral, 2018 foi um ano marcado por difíceis cenários econômicos e geopolíticos globais e conflitos comerciais. No segundo semestre do ano, a BASF sentiu uma retração econômica nos principais mercados, especialmente na indústria automotiva, o maior setor de clientes da empresa. A demanda de clientes chineses, em especial, diminuiu significativamente em decorrência do conflito comercial entre os Estados Unidos e a China. As incertezas aumentaram globalmente e, portanto, muitos participantes do mercado agiram com bastante cautela.

“Estamos lidando com estes desafios. Com a nossa nova estratégia corporativa, usaremos 2019 como um ano de transição para emergirmos ainda mais fortes. Neste ano, estamos adaptando nossas estruturas e processos, focalizando nossa organização expressamente nas necessidades de nossos clientes”, disse o presidente da Junta Diretiva da BASF, Dr. Martin Brudermüller, que apresentou os dados financeiros do exercício de 2018 juntamente com o Chief Financial Officer Dr. Hans-Ulrich Engel.

A BASF implementou aumento de preços em todos os segmentos e divisões em 2018. Houve um discreto aumento de volumes quando comparados ao ano anterior. Os maiores volumes foram registrados nos segmentos de Materiais e Soluções Funcionais e Soluções para Agricultura, que foram parcialmente compensados pelos baixos volumes nos segmentos de Produtos de Performance e Químicos. A principal razão primordial para os menores volumes no segmento de Produtos de Performance foi a parada da fábrica de citral em Ludwigshafen, que reiniciou a produção no segundo trimestre. Os volumes de vendas no segmento de Químicos sofreram influência negativa devido ao baixo nível de água do rio Reno. No geral, os efeitos cambiais apresentaram um decréscimo de 4%, enquanto que os efeitos de portfólio registraram acréscimo de 1%.

Os menores lucros nos segmentos de Materiais e Soluções Funcionais, Soluções para Agricultura e Produtos de Performance também contribuíram para o declínio no EBIT. No segmento de Soluções para Agricultura, os efeitos cambiais negativos em todas as regiões diminuíram os lucros. Além disso, houve uma forte contribuição negativa das empresas adquiridas da Bayer, cujo controle foi assumido pela BASF somente em agosto. Tal período levou a uma desvantagem devido à sazonalidade do negócio de sementes, que gera lucros predominantemente no primeiro semestre do ano, adicionado ao fato de que incorreram custos para integrar as atividades adquiridas.

Além disso, o longo período com baixo nível de água do rio Reno foi um desafio para a BASF. Na unidade de Ludwigshafen, durante grande parte do terceiro e do quarto trimestre, o recebimento de matérias-primas por via fluvial foi praticamente impossível. Consequentemente, a BASF foi forçada a reduzir as taxas de utilização da capacidade da planta em Ludwigshafen, fato que restringiu os ganhos de 2018 em cerca de €250 milhões.

Os itens extraordinários totalizaram €320 milhões, em função, principalmente, das aquisições dos novos negócios no segmento de Soluções para Agricultura. O resultado, comparado com 2017, teve decréscimo de € 58 milhões. O EBIT diminuiu em 20%, indo para €6 bilhões. Com 9,5 bilhões, o EBITDA antes de itens especiais ficou 12% abaixo do resultado do ano anterior. O EBITDA totalizou €9,2 bilhões, comparado a €10,8 bilhões em 2017.

O lucro por ação caiu de €6,62 para €5,12 em 2018. Ajustado pelos juros, impostos, depreciação e amortização de ativos intangíveis, o lucro por ação totalizou €5,87, apresentando queda de €0,57 em relação ao ano anterior.

Evolução dos lucros do Grupo BASF no quarto trimestre de 2018

As vendas do Grupo BASF aumentaram em 2% no quarto trimestre de 2018, totalizando €15,6 bilhões. Os segmentos de Produtos de Performance, Materiais e Soluções Funcionais e Soluções para Agricultura deram suporte para um possível aumento de 2% nos preços. Os volumes caíram em 3%, resultado principalmente do longo período de baixo nível de água do rio Reno que limitou drasticamente a entrega de matérias-primas essenciais para a unidade de Ludwigshafen, forçando, assim, a redução de sua capacidade de utilização. Os efeitos de portfólio totalizaram um acréscimo de 3% devido à aquisição do negócio da Bayer no segmento de Soluções para Agricultura.

O EBIT no quarto trimestre foi de €630 milhões, representando uma queda de 59% em relação ao ano anterior, devidos aos lucros significativamente menores nos segmentos de Químicos e Soluções para Agricultura. No segmento de Químicos, a principal razão da queda teve relação com as margens menores no negócio de isocianato e cracker. A evolução dos lucros no quarto trimestre no segmento de Soluções para Agricultura foi prejudicada por despesas relacionadas à aquisição. A BASF conseguiu melhorar os ganhos nos segmentos de Produtos de Performance e Materiais e Soluções Funcionais. Os gargalos no fornecimento, resultantes do baixo nível de água do rio Reno, impactaram negativamente os lucros em aproximadamente €200 milhões no período em questão.

Fluxos de Caixa do Grupo BASF no ano de 2018

Os fluxos de caixa das atividades operacionais caíram de €8,8 bilhões para €7,9 bilhões, principalmente devido à redução do lucro líquido. Em 2018, a mudança no capital de giro líquido reduziu os fluxos de caixa em €530 milhões, comparado com €1,2 bilhão de 2017. O montante utilizado nas atividades de investimento aumentou de €4 bilhões para €11,8 bilhões. Em 2018, os pagamentos líquidos para aquisições e desinvestimentos totalizaram €7,3 bilhões, principalmente relacionados à aquisição de negócios e ativos da Bayer. Os pagamentos feitos para o ativo imobilizado e intangível diminuíram em €102 milhões, indo para €3,9 bilhões. Com €4 bilhões, o fluxo de caixa livre voltou a ter força, porém com €744 milhões a menos que em 2017, devido à diminuição dos fluxos de caixa advindos das atividades operacionais.

Dividendo proposto de €3,20

“A BASF quer aumentar seu dividendo mesmo em tempos difíceis. Por isso, iremos propor à Assembleia Geral de Acionistas um dividendo de €3,20 por ação, €0,10 superior ao do ano anterior. A ação da BASF, portanto, oferece um rendimento de dividendos muito atraente, de 5,3%, com base no preço da ação no final de 2018”, comentou Brudermüller.

Implementação da estratégia da BASF

A BASF desenvolveu ainda mais sua estratégia, implementando-a sistematicamente por meio de inúmeras medidas. Como primeiro passo, desde 1º de janeiro, a BASF alterou a alocação organizacional de cerca de 14 mil colaboradores que anteriormente trabalhavam em unidades centrais. Esta transferência para as divisões de negócios foi muito suave.

“Todo o processo será concluído até o final do terceiro trimestre de 2019 e cerca de 20 mil colegas trabalharão mais próximos de nossos clientes, nos permitindo reconhecer melhor suas necessidades, desenvolver idéias e implementá-las mais rapidamente”, disse Brudermüller.

As alterações na organização afetam áreas como pesquisa e desenvolvimento, engenharia, cadeia de suprimentos, compras, recursos humanos, serviços de informação e meio ambiente, saúde e segurança. A BASF também modificou sua estrutura de relatório e agora conta com seis segmentos, ao invés de quatro: Químicos, Materiais, Soluções para Indústria, Tecnologias de Superfície, Nutrição & Cuidados e Soluções para Agricultura. “A mudança tornará nossa comunicação mais transparente e mais fácil de ser comparada com as dos nossos concorrentes”, disse o presidente da Junta Diretiva.

A BASF empreendeu inúmeras medidas para desenvolver ainda mais seu portfólio. Por exemplo, concluiu a transferência de seus negócios envolvendo químicos para papel e água para a Solenis. O negócio em conjunto, no qual a BASF tem uma participação de 49%, opera sob o nome Solenis desde 1º de fevereiro de 2019. Em 2017, registrou vendas proforma de cerca de €2,4 bilhões e contava com aproximadamente 5,2 mil colaboradores. Hoje, o negócio conjunto oferece um portfólio de produtos expandido para os clientes nos setores de papel e tratamento de água.

Em 18 de janeiro de 2019, a Comissão Europeia concedeu à BASF uma autorização condicional para aquisição do negócio de poliamida da Solvay. Para resolver as preocupações de concorrência da Comissão Europeia, a BASF deve transferir parte do escopo da transação original para um terceiro comprador, nomeadamente os ativos de produção e as capacidades de inovação dos negócios de poliamida da Solvay na Europa. Brudermüller comentou: “Com esta aquisição, a BASF ainda pode atingir seus objetivos estratégicos e fortalecer consideravelmente os negócios com a poliamida 6.6.”

A BASF e a LetterOne esperam agora as aprovações regulatórias necessárias para a fusão de seus respectivos negócios de petróleo e gás em uma joint venture. As duas empresas assinaram um acordo de fusão no final de setembro de 2018. A conclusão da transação está prevista para o primeiro semestre de 2019. As medidas preparatórias para a integração estão sendo realizadas de acordo com o planejado. A BASF espera que a oferta pública inicial (IPO) ocorra no segundo semestre de 2020.

Como parte de sua gestão ativa de portfólio, a BASF analisa continuamente se os negócios podem atender de uma maneira ainda melhor seu potencial em uma esfera de negócio diferente, por exemplo, uma joint venture ou fora da BASF. Neste contexto, a BASF anunciou em outubro de 2018 que está avaliando opções estratégicas, como a fusão com um parceiro forte ou um desinvestimento para seu negócio de químicos para construção. O presidente da Junta Diretiva da BASF comentou: “Nosso objetivo é chegar a um acordo com relação a uma transação durante o ano de 2019. Estamos atualmente preparando um processo estruturado”.

Investimentos em crescimento orgânico na Ásia

A China já é o principal mercado da Ásia e do mundo – tanto para a BASF quanto para toda a indústria química. A BASF quer crescer mais rápido do que o mercado químico global. “Portanto, precisamos participar do crescimento na China, o maior mercado mundial de produtos químicos”, disse Brudermüller. O presidente da Junta Diretiva nomeou vários projetos de investimento com os quais a BASF quer fortalecer ainda mais sua posição na Ásia e acelerar o crescimento orgânico.

No final de outubro de 2018, por exemplo, a BASF assinou um acordo com a SINOPEC para expandir sua parceria na unidade Verbund em Nanjing, China. A joint venture BASF-YPC investirá em uma participação de 50% na construção de mais um steam cracker com capacidade de 1 milhão de toneladas de etileno por ano. A SINOPEC Yangtzi Petrochemical investirá os outros 50%. Além disso, a BASF e a SINOPEC explorarão conjuntamente novas oportunidades de negócios no crescente mercado chinês de materiais para baterias.

A Índia é outro mercado onde a BASF quer investir. A empresa assinou recentemente um memorando de entendimento com a Adani para estudar uma grande aplicação conjunta na cadeia de valor de acrílicos. A unidade designada estaria localizada no porto de Mundra, no estado indiano de Gujarat. Este seria o maior investimento da BASF na Índia até hoje e sua primeira unidade de produção neutra em CO2.

Panorama para o ano de 2019

Neste ano, a expectativa é de que a economia mundial cresça 2,8%, consideravelmente um ritmo mais lento do que em 2018 (3,2%). Na União Europeia, a empresa prevê crescimento mais fraco na demanda doméstica e, também, na demanda de exportação. Por outro lado, a BASF supõe que os Estados Unidos apresentarão um crescimento sólido, embora o efeito estimulador da reforma tributária deva ser menos expressivo do que em 2018. O crescimento na China provavelmente continuará desacelerando, mas permanecerá alto em comparação com as economias avançadas. Por outro lado, há a expectativa de que a recuperação econômica no Brasil deve perseverar.

O panorama é baseado nas seguintes hipóteses econômicas adicionais para o ano de 2019:

  • Crescimento de 2,7% na produção global de químicos em 2019 (2018: +2,7%)
  • Preço médio do petróleo de US$70 por barril de Brent bruto
  • Taxa média de câmbio de U$$1,15 por euro

“Também esperamos que o crescimento nas indústrias de nossos clientes continue. Para o setor automotivo, prevemos uma ligeira recuperação após a menor produção que ocorreu no ano anterior”, disse Brudermüller. A perspectiva da BASF também leva em consideração que os conflitos comerciais entre os Estados Unidos e seus parceiros comerciais irão amenizar ao longo do ano, e que o Brexit ocorrerá sem grandes repercussões econômicas.

“Embora o ambiente seja desafiador e marcado por um alto nível de incerteza, pretendemos crescer de forma lucrativa. Esperamos um discreto aumento nas vendas, principalmente devido aos efeitos de portfólio. Queremos aumentar ligeiramente o EBIT. Além disso, prevemos que o retorno sobre o capital empregado (ROCE) seja um pouco maior do que o custo do percentual de capital, mas diminuirá um pouco em comparação ao patamar de 2018”, disse o presidente da Junta Diretiva da BASF.

Brudermüller enfatizou que os dois primeiros trimestres de 2019 serão relativamente fracos: “Em primeiro lugar, no primeiro semestre de 2018 ainda nos beneficiamos de margens elevadas dos isocianatos, o que aumenta a base de comparação. Em segundo lugar, os custos associados à implementação da nossa estratégia terão um impacto nos lucros, assim como um número maior de paradas programadas nas fábricas em relação ao ano anterior. Os fatores decisivos para alcançar nossas metas para 2019 são um melhor desempenho dos negócios, uma sólida demanda dos clientes, bem como as primeiras contribuições de nosso programa de excelência estratégica no segundo semestre do ano. As mudanças estruturais que iniciamos na BASF também resultarão em itens extraordinários negativos notavelmente mais altos em 2019.”

Fonte: BASF

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Covestro eleva dividendos após divugação do desempenho dos negócios em 2018

12/03/2019

  • Demanda crescente em um ambiente de mercado cada vez mais desafiador
  • Crescimento do volume principal mantido em 1,6%
  • Vendas totais sobem para 14,6 bi de euros
  • EBITDA cai para 3,2 bi de euros
  • Dividendos propostos de 2,40 de euros por ação
  • Cerca de 1,7 bi de euros devolvido aos acionistas por meio de recompra de ações e dividendos
  • Previsões para 2019 influenciadas por maior crescimento dos volumes e margens menores

A Covestro obteve fortes resultados em 2018, mesmo com desafios crescentes ao longo do ano. Os volumes principais subiram 1,6% e as vendas totais cresceram 3,4% para 14,6 bilhões de euros. Após um quarto trimestre mais fraco, a Covestro não pôde atingir o patamar de lucro do ano anterior, marcado por um ambiente comercial excepcionalmente positivo. Apesar da baixa dos preços de venda, aliada a margens em declínio no segundo semestre, a Covestro gerou um EBITDA de 3,2 bilhões de euros, 6,8% abaixo do ano recorde de 2017. A receita líquida atingiu 1,8 bilhão de euros (-9,3%). Com base nesse desempenho, a Covestro planeja elevar os dividendos em cerca de 9% para 2,40 euro por ação (ano anterior: 2,20 euro).

“A demanda por nossos materiais de alta tecnologia se mantém intacta. Esse é um forte alicerce para o nosso crescimento rentável no longo prazo, especialmente em um ambiente de mercado cada vez mais desafiador”, explica o CEO Dr. Markus Steilemann. “Lançamos iniciativas estratégicas importantes em 2018 para promover ativamente essa trajetória de crescimento. Elas incluem investimentos em segmentos comerciais específicos com potencial de demanda acima da média e foco reforçado em eficiência.”

Maior demanda e margens menores, ao mesmo tempo

Em um ano instável, a Covestro atingiu resultados sólidos também em números importantes em 2018. O fluxo de caixa operacional livre (FCO) caiu para 1,7 bilhão de euros devido a investimentos em alta. Com 29,5%, o retorno sobre o capital empregado (ROCE) ficou bem acima da média plurianual. A dívida financeira líquida manteve o nível baixo de 348 milhões de euros no final do ano fiscal de 2018.

“2018 foi um ano de sucesso para a Covestro, mesmo que, após um início forte, não tenhamos chegado perto do nosso ano recorde de 2017 no geral”, afirma o Dr. Thomas Toepfer, CFO da Covestro. “Os últimos dois anos foram marcados por margens atipicamente altas. Para 2019, esperamos que a demanda continue a crescer; no entanto, as margens cairão significativamente devido à pressão competitiva.”

Previsões influenciadas pela cenário competitivo

A Covestro antecipa um crescimento de meio dígito único no volume principal para 2019 como um todo. A expectativa é que o FCO fique entre 300 e 700 milhões de euros, enquanto a projeção para o ROCE é de 8% a 13%. Devido à elevada pressão competitiva, a Covestro espera registrar entre 1,5 e 2,0 bilhões de euros de EBITDA. No primeiro trimestre de 2019, antecipa-se cerca de 440 milhões de EBITDA.

Investimentos garantem crescimento no longo prazo

Em 2018, a Covestro deu passos estratégicos importantes para reforçar ainda mais a posição do Grupo perante a concorrência. Um elemento-chave são os investimentos a serem feitos em segmentos de crescimento rentável. O Grupo pretende construir uma nova planta de escala mundial para produzir o precursor de espuma rígida MDI em Baytown, Texas (EUA). Outro exemplo é a expansão das atividades produtivas da área de filmes especializados, que oferece altas margens, em quatro unidades no mundo. Simultaneamente, o objetivo é diversificar o portfólio do Grupo para garantir independência ainda maior de flutuações cíclicas. Hoje a Covestro gera mais de 50% das vendas do Grupo com negócios resilientes.

Foco reforçado em eficiência e eficácia

Por meio de um programa lançado em 2018, a Covestro aumentará seu foco na eficácia e na eficiência no futuro. Até no máximo 2021, estima-se que a economia de custos será da ordem de 350 milhões de euros por ano, com a meta de limitar o aumento dos custos operacionais. Esse objetivo será atingido principalmente com a intensificação de parcerias entre divisões e do uso de soluções digitais. Medidas iniciais serão implementadas nos próximos meses: será montado um departamento centralizado de marketing para consolidar as funções globais de marketing e comunicação dos segmentos.

Transformação digital ganha forma

Desde 2017, a empresa vem consolidando todas as atividades digitais no programa estratégico Digital@Covestro, com o objetivo de avançar na transformação digital do Grupo. Sucessos iniciais já se evidenciaram nos últimos meses, como a expansão de canais de vendas e marketing e o desenvolvimento de novas plataformas on-line de vendas. Desde 2018, uma equipe global de pesquisa e desenvolvimento está trabalhando para o desenvolvimento mais rápido e eficiente de aplicações, com o auxílio de sistemas informatizados de alto desempenho. Novas soluções de software para manutenção e reparo de equipamentos foram desenvolvidas na produção.

Recompra de ações concluída

Em 2018, a Covestro deu continuidade ao programa de recompra de ações iniciado no ano anterior. A companhia adquiriu ações em três etapas, totalizando mais de 9,8% do capital social e quase 1,5 bilhão de euros. Assim, considerando também os dividendos pagos, a Covestro ofereceu aos acionistas um retorno total de cerca de 1,7 bilhão de euros no último ano fiscal. Para a próxima Reunião Geral Anual, a diretoria planeja propor uma nova autorização para adquirir ações em tesouraria no montante de até 10% do capital social.

Crescimento de volume em todos os segmentos

O segmento de poliuretanos registrou desempenho estável nos volumes principais vendidos em 2018 com modesto crescimento de 0,8%. Em comparação com 2017, o EBITDA caiu 19,1% para 1.763 milhões de euros. Apesar da alta nos volumes totais e nos preços médios de venda que elevou os lucros no ano completo, essas elevações não foram capazes de compensar os efeitos negativos da concorrência cada vez mais intensa, especialmente no quarto trimestre de 2018. Além disso, houve efeitos positivos não recorrentes no ano fiscal de 2017, razão pela qual havia expectativa de queda do EBITDA em 2018.

Os volumes principais em policarbonatos subiram 3,0%. O EBITDA cresceu 21,5% para 1.036 milhões de euros. Uma tendência geral de margens positivas e aumento dos volumes totais elevou os lucros, assim como os recursos provenientes da venda do setor de chapas nos EUA. Ao longo do quarto trimestre de 2018, os lucros sofreram o impacto de um ambiente competitivo cada vez mais desafiador.

Os volumes principais no segmento Revestimentos, Adesivos e Especialidades subiram 2,5%. A alta nos preços de matérias-primas e os efeitos negativos do câmbio exerceram pressão sobre o EBITDA, que caiu 4,5% para 464 milhões de euros.

Concorrência intensificada e despesas excepcionais no quarto trimestre

No quarto trimestre de 2018, a Covestro atingiu um crescimento de volume de 1,7%. Ao mesmo tempo, o ambiente de mercado tornou-se significativamente mais desafiador. As vendas totais cederam 7,1%. Além da competição intensificada, efeitos não recorrentes como a alta dos custos de logística causadas pela baixa no nível do rio Reno e despesas relacionadas ao programa de eficiência em curso geraram impacto negativo. Como resultado, o EBITDA caiu 66,7% para 293 milhões de euros. A receita líquida caiu 86,0% para 79 milhões de euros (4º tri de 2017: 566 milhões de euros). Com 363 milhões de euros, o FCO ficou 44,6% abaixo do número do trimestre do ano anterior (655 milhões de euros).

A Covestro é uma das maiores empresas mundiais de polímeros, com atividades comerciais na produção de materiais de polímeros de alta tecnologia e no desenvolvimento de soluções inovadoras para produtos usados em segmentos como o automotivo, de construção, processamento de madeira e móveis e as indústrias elétrica e eletrônica. Outros setores incluem esportes e lazer, cosméticos, saúde e a própria indústria química. A Covestro tem cerca de 30 unidades produtivas no mundo todo e, no final de 2018, empregava aproximadamente 16,8 mil pessoas (em equivalência à jornada integral).

Fonte: Assessoria de Imprensa – Covestro

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Grupo Solvay divulga resultados de 2018

12/03/2019

  • Empresa registra crescimento orgânico do EBITDA de 5,3% em relação ao ano anterior
  • Faturamento global alcançou 10,3 bilhões de euros
  • Na América Latina, a empresa faturou 1,2 bilhão de euros

O Grupo Solvay alcançou um faturamento de 10,3 bilhões de euros em 2018, registrando 5,7% de crescimento em relação a 2017, quando comparado com o mesmo escopo de atividades e sem efeito cambial, segundo anúncio feito em 28/2 pela companhia.

O EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou 2,23 bilhões de euros, com um aumento orgânico de 5,3% sobre 2017. A margem sobre o EBITDA em 2018 foi mantida em 22%, um índice altamente relevante para a indústria química em geral.

A empresa obteve em 2018 uma geração de caixa de 830 milhões de euros, uma expansão de 6,1% em relação a 2017. O lucro por ação ajustado de 10,57 euros aumentou 16% em relação ao ano anterior, principalmente devido à redução dos encargos financeiros.

Ao analisar os resultados de 2018, o CEO do Grupo Solvay, Jean-Pierre Clamadieu, disse que a empresa mais uma vez registrou um crescimento do EBITDA orgânico superior a 5%, graças ao crescimento em aplicações para mobilidade sustentável e eficiência de recursos.

Clamadieu disse que “esse desempenho e a transformação do Grupo nos levaram a superar todas as nossas metas financeiras e extrapatrimoniais de médio prazo estabelecidas em 2016. O lucro por ação cresceu anualmente em torno de 13% na média e o fluxo de caixa livre para os acionistas subiu no período de 148 milhões de euros para 725 milhões de euros”

Durante o anúncio dos resultados de 2018, Jean-Pierre Clamadieu se despediu do Grupo Solvay informando que seu mandato como CEO da empresa terminava na sexta-feira, 01 de março, e deu boas-vindas à nova CEO do Grupo, Ilham Kadri. “Ela iniciará um novo capítulo na extraordinária história da empresa, aproveitando o grande potencial de suas equipes e de seu portfólio, levando a Solvay a um novo patamar no setor industrial”, disse.

Crescem as vendas na América Latina

Na região da América Latina, o Grupo Solvay obteve um faturamento em 2018 da ordem de 1,2 bilhão de euros, cerca de 10% a mais do que em 2017. No Brasil, o faturamento do Grupo Solvay alcançou cerca de 840 milhões de euros. As exportações de produtos feitas a partir do Brasil somaram o total de US$ 215 milhões.

Segundo Daniela Manique, presidente do Grupo Solvay na América Latina, o bom desempenho deve ser creditado principalmente a uma atuação muito próxima dos clientes, ao lançamento de inovações e novas aplicações de produtos, além de programas de excelência operacional e de aumento de competitividade, mesmo em um cenário desafiador para o setor químico na região.

Os investimentos do Grupo Solvay na região estiveram em seu patamar histórico, em torno de 50 milhões de euros, que foram empregados principalmente em aumento de capacidade de produção em suas fábricas e desenvolvimento de novos produtos.

A empresa deve manter para 2019 o mesmo nível de investimentos, disse Daniela Manique, tendo em vista projetos que estão sendo realizados em suas unidades industriais. O Grupo Solvay atua na América Latina em diversas atividades do setor químico e de materiais avançados, contando com 13 unidades industriais (incluindo joint ventures) e escritórios comerciais em todos os países da região.

A Solvay é uma empresa de materiais avançados e de especialidades químicas cujos produtos e soluções são utilizados em aviões, automóveis, dispositivos inteligentes e instrumentos médicos, baterias, na extração de minerais e petróleo, entre muitas outras aplicações. A Solvay tem sede em Bruxelas e emprega 27.000 pessoas em 62 países. No Brasil, a Solvay também atua com a marca Rhodia.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Solvay

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Resultado anual da DSM mostra alta nas vendas globais

12/03/2019

A DSM, empresa global de origem holandesa com atividades nas áreas de saúde, nutrição e materiais, anunciou ao mercado o relatório com os seus resultados de 2018, quando as vendas globais atingiram € 9,267 bilhões, apresentando um forte crescimento orgânico de 6% quando comparado ao ano passado. A empresa também reportou um robusto crescimento do lucro antes de juros, impostos e depreciação/amortização (Ebitda ajustado), que cresceu 6% e alcançou € 1,822 bilhão, incluindo um efeito temporário de € 290 milhões devido a interrupções excepcionais de oferta no setor de nutrição nos primeiros nove meses de 2018. Por outra parte, o retorno sobre o capital empregado (ROCE) foi de 13,3% no ano, o que representa um incremento de 100bps a respeito do ano passado.

Para atender aos mercados onde atua, a DSM tem duas divisões de negócios principais: Nutrição e Materiais. Considerando o período de 2018, a divisão de Nutrição registrou vendas globais de € 6,137 bilhões (crescimento orgânico de 7%), com Ebitda ajustado de € 1,407 bilhão, e a de Materiais teve vendas de € 2,913 bilhões (crescimento orgânico de 5%), com Ebitda ajustado de € 512 milhões.

“Esse foi um ano positivo, no qual concluímos a nossa Estratégia 2016-2018 e superamos as nossas ambiciosas metas financeiras e de sustentabilidade”, comenta Feike Sijbesma, CEO global da DSM e presidente do Conselho de Administração.

O balanço anual da DSM considerou os resultados do quarto trimestre (4T18). Neste último período do ano passado, as vendas globais atingiram € 2,208 bilhões (crescimento orgânico de 1%), com Ebitda ajustado de € 370 milhões. A divisão de Nutrição registrou vendas de € 1,444 bilhão e Ebitda ajustado de € 270 milhões e a divisão de Materiais teve vendas de € 698 milhões e Ebitda ajustado de € 119 milhões.

Excelente desempenho na América Latina

Os resultados anuais registrados pela DSM na América Latina foram ainda mais significativos. Na região, onde a empresa está presente em 13 países e conta com 2,21 mil colaboradores (no mundo, são 20,97 mil funcionários), a DSM teve vendas regionais de € 1,08 bilhão, um valor que representa 12% das vendas globais da empresa.

Fonte: Assessoria de Imprensa – DSM

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DSM registra crescimento das vendas globais e na América Latina em 2017

19/02/2018

As vendas globais da DSM cresceram 9% e atingiram € 8,63 bilhões; na América Latina, o crescimento foi de 7,1%, com vendas de € 1,06 bilhão

As vendas globais da DSM atingiram 8,63 bilhões de euros em 2017, o que representa uma alta de 9% sobre o ano anterior, quando as vendas globais foram de € 7,92 bilhões. Este crescimento significativo está registrado no relatório anual da companhia divulgado este mês e onde também estão contabilizados os resultados do quarto trimestre do ano passado (4T17). Mas, além do incremento nas vendas, a empresa também alcançou resultados expressivos em outros indicadores importantes, como o lucro operacional (Ebitda ajustado), que cresceu 15% e alcançou € 1,44 bilhão, e o retorno sobre o capital empregado (ROCE), que foi de 12,3% no ano.

A DSM, que desenvolve e fornece soluções baseadas na ciência nas áreas de saúde, nutrição e materiais, tem duas divisões de negócios principais: Nutrição, que registrou vendas globais de € 5,58 bilhões e Ebitda ajustado de € 1 bilhão (+ 13%), e Materiais, cujas vendas atingiram € 2,82 bilhões e o Ebitda ajustado de € 488 milhões (+ 12%). As vendas do Innovation Center alcançaram € 169 milhões e as vendas as atividades corporativas foram de € 59 milhões. “Estamos satisfeitos em relatar novamente um excelente resultado, pois superamos nossos objetivos estratégicos para vendas, Ebitda e ROCE”, comenta Feike Sijbesma, CEO global da DSM e presidente do Conselho de Administração.

Sijbesma ressalta ainda que o foco no crescimento acima do mercado continua e, portanto, a DSM dedica atenção especial para as iniciativas de eficiência e para a manutenção da disciplina de capital, que continuam a produzir resultados positivos para as divisões de Nutrição e Materiais. Neste sentido, ele destaca também o fato de o sucesso da DSM advir da capacidade de oferecer soluções sustentáveis e inovadoras para atender às demandas dos seus clientes e para contribuir para que eles atendam às necessidades do mercado final. Sijbesma cita ainda o foco na melhora dos desempenhos operacional e financeiro por meio de iniciativas que permitem à empresa manter os resultados acima do mercado, os retornos financeiros e a eficiência do capital.

Resultados positivos no quarto trimestre

Ao divulgar o balanço anual, a empresa relatou os resultados positivos do último trimestre do ano passado, quando as vendas globais atingiram € 2,17 bilhões (+ 8%), com Ebitda ajustado de € 359 milhões (+ 14%) e ROCE de 12,3%. No período, a divisão de Nutrição registrou vendas de € 1,42 bilhão e Ebitda ajustado de € 267 milhões (+ 12%) e a divisão de Materiais teve vendas de € 693 milhões e Ebitda ajustado de € 119 milhões (+ 13%). O Innovation Center registou vendas de € 43 milhões e, as atividades corporativas, vendas de € 12 milhões.

Alta representativa também na América Latina

Na América Latina, os resultados anuais foram ainda mais expressivos. Na região, onde a DSM está presente em 13 países e conta com 2,07 mil colaboradores (ao todo, são 21,05 mil funcionários no mundo), o crescimento das vendas foi de 7,1%, com receita de € 1,06 bilhão, que representaram 12% das vendas globais (em 2016, as vendas da região representaram 7%). Para Maurício Adade, presidente da companhia na América Latina, a evolução das vendas na região é altamente significativa principalmente pelo fato de algumas economias do continente terem sido afetadas por volatilidades ao longo do ano passado, tornando as operações empresariais desafiadoras.

Fonte: DSM

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