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Braskem tem lucro recorde de R$ 4 bilhões em 2017

29/03/2018

EBITDA atinge novo patamar e chega a R$ 12,3 bilhões

Em um ano marcado pela superação de desafios, a Braskem apresentou robustez em seus resultados de 2017, registrando lucro líquido recorde de R$ 4 bilhões atribuível a todos os acionistas. O EBITDA consolidado alcançou R$ 12,3 bilhões no ano passado, uma alta de 7% sobre o ano anterior. Em dólar, a EBITDA atingiu novo patamar histórico de US$ 3,8 bilhões, um crescimento de 17%.

“Foi um ano em que demonstramos nossa resiliência e capacidade de enfrentar diversos cenários trazendo resultados expressivos a todos os acionistas”, destaca Fernando Musa, presidente da Braskem. “A estratégia de diversificação geográfica, o maior equilíbrio no balanço de matérias-primas e a busca contínua por ganhos de eficiência operacional têm se mostrado vencedor, e o ano de 2017 comprovou que estamos no caminho certo”, completa Musa.

Em 2017, a Braskem manteve o desempenho industrial apresentando significativos recordes de produção de alguns dos seus principais produtos. A taxa de utilização dos crackers no Brasil foi de 94%, 2 pontos percentuais superior a 2016, apresentando recorde de produção de eteno, butadieno e gasolina. A produção de poliolefinas no Brasil, tanto de polietileno como polipropileno, também teve a maior marca histórica. Nos EUA e Europa, a taxa de utilização foi de 97%. No México, o Complexo Industrial completou um ano calendário pleno e apresentou uma taxa média de ocupação de 88% em 2017.

Do lado comercial, as vendas de resinas da Braskem totalizaram 3,5 milhões de toneladas no mercado brasileiro, uma alta de 4% superior a 2016, com vendas recordes de polietileno. O market share da Braskem no mercado brasileiro foi de 69% em 2017. No mercado norte-americano e europeu, as vendas chegaram a 2,1 milhões de toneladas de polipropileno, crescimento de 5% em relação a 2016. Já no México, as vendas de polietileno no mercado mexicano foram de 551 mil toneladas e as exportações, 418 mil toneladas, resultando em vendas totais de 969 mil toneladas, um aumento de 124%.

Neste cenário, a receita líquida consolidada foi de R$ 49,3 bilhões, alta de 3% em relação a 2016. Deste total, as operações geradas pelas exportações do Brasil e das unidades internacionais corresponderam a 47% da receita. Em dólar, a receita líquida da Braskem foi de US$ 15,4 bilhões, alta de 12%.

Investimentos e dividendos

Para 2018, a Braskem planeja investir R$ 2,872 bilhões, dos quais R$ 183 milhões referentes aos investimentos operacionais das unidades nos Estados Unidos e Europa e R$ 1,804 bilhão referente aos investimentos em manutenção, Saúde, Segurança & Meio Ambiente (SSMA), produtividade e eficiência operacional das unidades no Brasil, incluindo os desembolsos com a parada programada de uma das duas principais linhas de produção da central de matérias-primas de Triunfo, no Rio Grande do Sul.

O saldo remanescente será direcionado para projetos estratégicos. Entre eles, o projeto já aprovado em junho de 2017 pelo Conselho de Administração para a construção até 2020 de uma nova planta de produção de polipropileno com capacidade de 450 mil toneladas no estado norte-americano do Texas – a sexta unidade produtora de polipropileno da Companhia nos Estados Unidos. Ao fim do ano de 2017, a Braskem já havia completado investimento de US$ 172 milhões de um total previsto de até US$ 675 milhões. Os recursos foram gastos com o detalhamento da engenharia (67% já completado) e as compras de equipamentos (43% do previsto já realizado).

No próximo dia 30 de abril, a Assembleia-Geral Ordinária (AGO) dos Acionistas da Braskem avaliará a proposta de distribuição adicional de R$ 1,5 bilhão de dividendos referente ao resultado do exercício de 2017, quando foram distribuídos em dezembro R$ 1 bilhão de forma antecipada. O valor total está em linha com o percentual historicamente distribuído pela Companhia.

Fonte: Braskem

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BASF divulga resultados de 2017 e avalia perspectivas para 2018

08/03/2018

  • Quarto trimestre de 2017: Vendas de €16,1 bilhões (acréscimo de 8% comparado ao mesmo trimestre do ano anterior);  EBIT antes dos itens extraordinários de €1,9 bilhão (acréscimo de 58% comparado ao mesmo trimestre do ano anterior)
  • Acumulado de 2017: Crescimento significativo em todos os segmentos; Lucro por ação de €6,62 (acréscimo de 50%); lucro por ação ajustado de €6,44 (acréscimo de 33%); Fluxo de caixa operacional de €8,8 bilhões (acréscimo de 14%); fluxo de caixa livre de €4,8 bilhões (acréscimo de 34%); Dividendo proposto no valor de €3,10 para o ano fiscal de 2017 (2016: €3,00)
  • Panorama para 2018:;Discreto aumento nas vendas resultado de um maior volume de vendas; EBIT antes dos itens extraordinários com expectativa de nível um pouco maior do que 2017

Após um ano de sucesso em 2017, a BASF iniciou bem o ano de 2018. “No ano passado, atingimos um crescimento significativo, sendo capazes de aumentar ainda mais a nossa rentabilidade. Além disso, estabelecemos bases vitais para o desenvolvimento futuro de nossa empresa – tanto no que se refere a pessoas quanto à estratégia”, comentou o Dr. Kurt Bock, Presidente da Junta Diretiva da BASF SE, na apresentação do Relatório Anual de 2017 em Ludwigshafen, Alemanha.

No quarto trimestre de 2017, o Grupo BASF registrou vendas de €16,1 bilhões, o que representa um crescimento de 8% em relação ao mesmo trimestre de 2016. Os preços aumentaram em 9%. O volume de vendas da BASF aumentou 4%, sendo impulsionado por todos os segmentos, com exceção de Óleo e Gás. Por outro lado, os efeitos cambiais negativos foram significativamente maiores, causando uma diminuição das vendas em 5%. O lucro operacional no quarto trimestre, antes dos itens extraordinários (EBIT), foi de €1,9 bilhão, apresentando um aumento de 58% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os ganhos significativamente maiores nos segmentos de Químicos, Soluções para Agricultura, Óleo e Gás, bem como em Outros compensaram os ganhos menores nos segmentos de Materiais e Soluções Funcionais e Produtos de Performance.

Houve uma reação mundial das atividades econômicas em 2017. “Aproveitamos o momento e aumentamos exponencialmente nossas vendas e lucros em 2017, comparados ao ano anterior”, disse Bock. A boa demanda permitiu que a BASF vendesse maiores volumes em todas as divisões, aumentando sua rentabilidade consideravelmente. Além disso, os preços mais elevados, especialmente no segmento de Químicos, também contribuíram para isso. No geral, as vendas da BASF cresceram 12%, indo para €64,5 bilhões. Um dos fatores que contribuíram foi o negócio da Chemetall, adquirido no final de 2016, que oferece soluções customizadas para o tratamento de superfície metálicas.

Os lucros da BASF aumentaram, de forma ainda mais exponencial, em aproximadamente um terço. A empresa obteve um EBIT antes dos itens extraordinários de €8,3 bilhões, com uma contribuição significativa proveniente do segmento de Químicos. As maiores margens e volumes nos negócios de Químicos básicos e intermediários mais do que compensaram as margens mais baixas em alguns dos negócios de especialidades da BASF. Os lucros no negócio de produtos químicos – que compreende os segmentos de Químicos, Produtos de Performance e Materiais e Soluções Funcionais – foram expressivamente maiores do que no ano anterior. O EBIT antes dos itens extraordinários neste negócio foi de €7,3 bilhões, apresentando um acréscimo de 26% em relação aos números do ano anterior.

O lucro por ação aumentou de €4,42 para €6,62, equivalente a um aumento de 50%. Considerando o lucro ajustado para itens extraordinários e amortização de ativos intangíveis, temos o valor de €6,44, comparado a €4,83 no ano anterior.

Melhor fluxo de caixa operacional

Os números advindos das atividades operacionais melhoraram em €1,1 bilhão no acumulado do ano, indo para €8,8 bilhões em 2017, resultado do aumento de 50% no lucro líquido, atingindo €6,1 bilhões. Diferentemente do ano anterior, a mudança no capital de giro líquido reduziu o fluxo de caixa, grande parte atribuída ao maior nível de caixa vinculado a estoques e contas a receber, por razões operacionais.

Os valores utilizados nas atividades de investimento totalizaram €4 bilhões em 2017, em comparação a €6,5 bilhões em 2016. Os pagamentos feitos para ativo imobilizado e intangível totalizaram €4 bilhões, abaixo do valor do ano anterior (€4,1 bilhões). Totalizando €4,8 bilhões, o fluxo de caixa livre foi 34% acima do nível do ano anterior. O índice de patrimônio líquido foi de 44,1% (2016: 42,6%). A dívida líquida diminuiu em €2,9 bilhões, indo para €11,5 bilhões.

Dividendo proposto de €3,10

A BASF irá propor para a Assembleia Geral de Acionistas um dividendo de €3,10 por ação, €0,10 maior do que no ano anterior. Desta forma, a ação da BASF oferece mais uma vez aos seus acionistas um rendimento de dividendos vantajoso, de 3,4%, com base no preço de €91,74 da ação no final do exercício de 2017. No total, €2,8 bilhões seriam pagos aos acionistas da BASF SE.

Evolução dos negócios nas regiões

No que diz respeito ao desenvolvimento nas regiões, Bock comentou: “Ficamos muito satisfeitos com o nosso grande crescimento na Ásia, onde obtivemos retorno dos nossos investimentos dos últimos anos. As maiores margens e volumes permitiram duplicar nossos ganhos na Ásia para €2,2 bilhões, colocando a região como a mais lucrativa da BASF.” Na Europa, o crescimento econômico se expandiu. O EBIT aumentou em 31%, atingindo €4,7 bilhões, fruto principalmente dos maiores ganhos nos segmentos de Químicos e Óleo e Gás. Apesar do crescimento nos Estados Unidos ter sido inicialmente tímido no começo de 2017, observou-se melhora ao longo do ano. Na América do Norte, a BASF aumentou o EBIT de €1,1 bilhão para €1,2 bilhão. O EBIT da BASF na América do Sul, África e Oriente Médio caiu de €432 milhões para €335 milhões.

Desenvolvimento do portfólio da BASF

No ano passado, a BASF tomou decisões importantes para adicionar ao seu portfólio negócios sólidos que apresentassem crescimento rápido. Em 2018, o segmento de Soluções para Agricultura será fortalecido com a aquisição de parte significativa do negócio de sementes e herbicidas da Bayer. “Será excelente para nosso já bem-sucedido negócio de proteção de cultivos e nossas atividades de biotecnologia. E entraremos no negócio de sementes com ativos proprietários em mercados agrícolas chave, o que também nos permitirá implementar mais rapidamente os resultados de nossa pesquisa em sementes” disse Bock.

A BASF quer adquirir o negócio global de poliamida da Solvay este ano, visando expandir a gama de plásticos de engenharia para as indústrias de transporte, construção e bens de consumo, fortalecendo seu acesso a matérias-primas. Além disso, a empresa espera melhorar o acesso a importantes mercados em crescimento na Ásia e América do Sul.

“No entanto, também desinvestimos em negócios quando acreditamos que poderiam ser mais exitosos em uma constelação diferente”, disse Bock. Por exemplo, a BASF transferiu, no fim de setembro de 2017, seu negócio de químicos para couro para o grupo Stahl, um dos principais produtores de químicos para produtos de couro. Em contrapartida, a BASF detém uma participação de 16% no grupo Stahl.

A BASF anunciou mudanças substanciais nas suas atividades de óleo e gás. Está previsto que a BASF e o grupo LetterOne façam uma fusão de suas respectivas atividades de óleo e gás em uma joint venture chamada Wintershall DEA. A nova empresa seria uma das maiores empresas independentes de exploração e produção da Europa, com excelentes perspectivas de crescimento. A médio prazo, a intenção é listar a joint venture na bolsa de valores.

Panorama para o ano de 2018

A BASF espera que a economia global e a produção de produtos químicos cresçam em 2018 aproximadamente no mesmo ritmo que em 2017. Espera-se um maior crescimento em todas as regiões e a BASF antecipa a continuação da recuperação já em curso no Brasil e na Rússia. Além dessas condições básicas normalmente positivas, a BASF, no entanto, vê maior volatilidade no mercado, sendo que o dólar americano está tendo um impacto negativo nas vendas e lucros.

Baseada em suas perspectivas, a BASF prevê as seguintes condições econômicas para 2018 (dados do ano anterior entre parênteses):

  • Crescimento econômico global de +3,0% (+3,1%)
  • Crescimento na produção global de químicos de +3,4% (+3,5%)
  • Taxa média de câmbio entre o euro e dólar de $1,20 por euro ($1,13 por euro)
  • Preço médio do petróleo (Brent) de $65 por barril ($54 por barril)

“Neste cenário queremos continuar crescendo de forma lucrativa e alcançar um ligeiro aumento nas vendas do Grupo BASF e no EBIT antes dos itens extraordinários em 2018”, disse Bock.

O aumento das vendas deve resultar principalmente do crescimento dos volumes. O aumento dos lucros será liderado por contribuições significativas dos segmentos de Produtos de Performance, Materiais e Soluções Funcionais e Óleo e Gás. Depois do sólido resultado em 2017, a empresa espera um EBIT antes dos itens extraordinários consideravelmente menor no segmento de Químicos, principalmente como resultado de margens mais baixas.

A previsão para 2018 leva em consideração a aquisição acordada de partes significativas do negócio de sementes e herbicidas não seletivos da Bayer, que deverá ser concluída no primeiro semestre de 2018. Com base no momento da aquisição, na sazonalidade do negócio a ser adquirido e nos custos de integração previstos, é provável que tal transação tenha um impacto positivo nas vendas e um impacto negativo nos lucros do segmento de Soluções para Agricultura e do Grupo BASF em 2018.

A previsão não leva em consideração a fusão planejada das atividades de óleo e gás da BASF e LetterOne. Na assinatura dos acordos de transação, o lucro do segmento de Óleo e Gás não seria mais incluído nas vendas e no EBIT do Grupo BASF – retroativamente a partir de 1º de janeiro de 2018 e com os números do exercício anterior atualizados. Ao invés disso, teríamos a apresentação destes números no demonstrativo de receitas perante aos interesses minoritários do Grupo BASF como um item separado, “receitas advindas de operações descontinuadas”. A partir da data de conclusão da transação, a participação da BASF no resultado gerado pela joint venture – Wintershall DEA – seria teoricamente calculado utilizando o método de equivalência patrimonial e incluído no EBIT do Grupo BASF.

Desenvolvimento dos segmentos

Em um ambiente de mercado favorável, as vendas no segmento de Químicos cresceram no quarto trimestre de 2017 em 21%, alcançando €4,2 bilhões, resultado de preços e volumes mais altos. A BASF aumentou suas margens, principalmente de isocianatos, ácidos e polialcoois, produtos de cracker e monômeros acrílicos. Na casa do €1,1 bilhão, o lucro operacional antes dos itens extraordinários (EBIT) foi 67% superior ao do quarto trimestre de 2016. Todas as divisões registraram ganhos maiores.

No acumulado do ano, as vendas no segmento de Químicos aumentaram em €3,4 bilhões em 2017, atingindo €16,3 bilhões, atribuído principalmente a preços mais altos, especialmente na divisão de monômeros. A BASF também aumentou os volumes em todas as divisões. O EBIT antes dos itens extraordinários aumentou em €2,2 bilhões, alcançando €4,2 bilhões, fruto principalmente de maiores margens de isocianatos na divisão de Monômeros. Margens mais sólidas nas divisões de Petroquímicos e Intermediários também contribuíram para o aumento dos lucros. Um pequeno aumento nos custos fixos causou um efeito compensatório. O impacto negativo sobre os lucros em 2017 causado pelo acidente do North Harbor, na fábrica de Ludwigshafen em outubro de 2016, foi compensado pelos pagamentos do seguro.

As vendas no segmento de Produtos de Performance no quarto trimestre de 2017 aumentaram em 2%, alcançando €3,8 bilhões. O aumento dos volumes em todas as divisões e o sutil aumento de preços em geral mais do que compensaram os efeitos cambiais negativos e do portfólio. Devido à pressão contínua sobre as margens, ao fechamento temporário da fábrica de citral em Ludwigshafen e aos custos fixos mais altos, o EBIT antes dos itens extraordinários diminuiu de €237 milhões para €111 milhões.

O acumulado de vendas do segmento de Produtos de Performance foi de €16,2 bilhões; €659 milhões acima do valor do exercício anterior, atribuído ao crescimento do volume em todas as divisões. Os preços de venda mais altos nas divisões de Care Chemicals e Dispersões e Pigmentos também apresentaram um impacto positivo nas vendas. Medidas relativas ao portfólio e os efeitos cambiais negativos em todas as divisões reduziram ligeiramente as vendas. O EBIT antes dos itens extraordinários diminuiu em €361 milhões no acumulado do ano, indo para €1,4 bilhão, resultado das margens mais baixas advindas de preços mais elevados das matérias-primas que não poderiam ser totalmente repassados por meio dos preços de venda.

As vendas no segmento de Materiais e Soluções Funcionais apresentaram um aumento considerável de 7% no quarto trimestre, resultado de preços mais altos atingindo €5,3 bilhões. Os custos maiores de matérias-primas levaram a margens mais baixas, causando um declínio de 42% do EBIT antes dos itens extraordinários perfazendo €267 milhões. Além disso, os custos fixos mais elevados impactaram negativamente os ganhos.

No acumulado de 2017, as vendas aumentaram em €2 bilhões, alcançando €20,7 bilhões, fruto de preços e volumes mais altos, bem como da aquisição do negócio da Chemetall, adquirido da Albemarle em dezembro de 2016. Os efeitos cambiais provocaram uma leve redução nas vendas.

O crescimento dos volumes foi em grande parte atribuído à maior demanda de produtos da BASF para as indústrias automotiva e de construção. O EBIT antes dos itens extraordinários, de €1,6 bilhão, apresentou uma queda de €329 milhões nos números de 2016, principalmente devido a margens mais baixas e maiores custos fixos. Encargos especiais foram registrados em 2017, relacionados aos custos de integração, juntamente com a aquisição da Chemetall e a aquisição do negócio do grupo Henkel, da Europa Ocidental, de materiais de construção para usuários profissionais.

As vendas no segmento de Soluções para Agricultura aumentaram 4% no quarto trimestre, atingindo €1,3 bilhão. Os volumes significativamente maiores mais do que compensaram a queda dos preços e efeitos cambiais negativo. Comparado ao mesmo trimestre do ano anterior, o EBIT antes dos itens extraordinários aumentou 162%, indo de €128 milhões para €207 milhões.

As vendas do acumulado do ano no segmento de Soluções para Agricultura; aumentaram €127 milhões, alcançando €5,7 bilhões, resultado de maiores volumes de vendas. Em um ambiente de mercado continuamente difícil para os produtos de proteção de cultivos, o crescimento das vendas foi impactado negativamente pela queda de preços, principalmente na América do Sul, e pelos efeitos cambiais negativos. O EBIT antes dos itens extraordinários foi de €1 bilhão, apresentando um declínio de €54 milhões no mesmo período do exercício anterior. O ligeiro declínio foi devido a uma menor média das margens advinda de um mix de produtos diferente e à difícil situação do mercado no Brasil. Os lucros também foram impactados negativamente pela paralização das unidades de produção em Beaumont, Texas e Manatí, Porto Rico, por causa dos furacões. Houve um leve aumento dos custos fixos.

No segmento de Óleo e Gás, as vendas do quarto trimestre de 2017 diminuíram 7%, indo para €862 milhões, resultado de menores volumes. Entretanto, os preços mais elevados de óleo e gás impactaram os lucros positivamente. O EBIT antes dos itens extraordinários aumentou em €97 milhões, alcançando €260 milhões.

No acumulado do ano, as vendas no segmento de Óleo e Gás aumentaram em €476 milhões em relação ao mesmo período do exercício anterior, indo para €3,2 bilhões, fruto de preços e volumes mais elevados. O preço médio do barril de petróleo (Brent) foi de US$54 em 2017 (ano anterior: US$44). Os preços do gás nos principais mercados europeus aumentaram 25% em relação ao ano anterior. O crescimento do volume foi impulsionado por maiores volumes de vendas de gás. Os volumes de produção corresponderam ao nível do ano anterior. O EBIT antes dos itens extraordinários cresceu em €276 milhões, alcançando €793 milhões em 2017, devido, principalmente, ao aumento dos preços do petróleo e do gás, bem como ao lucro oriundo da participação da BASF no campo de gás natural Yuzhno Russkoye. Medidas abrangentes destinadas a otimizar projetos de exploração e tecnologia, bem como a implementação exitosa de medidas de economia de custos operacionais também impactaram positivamente. O lucro líquido aumentou em €357 milhões, atingindo €719 milhões.

As vendas no segmento Outros cresceram no quarto trimestre de €518 milhões para €608 milhões. O EBIT antes dos itens extraordinários melhorou de menos €386 milhões para menos €38 milhões, sobretudo como consequência dos efeitos da valorização do programa de incentivo a longo prazo da BASF.

As vendas do acumulado do ano no segmento Outros aumentaram €224 milhões, comparadas a 2016 indo para €2,2 bilhões, resultado principal dos maiores preços de vendas de matérias-primas. Com o número de menos €764 milhões, o EBIT antes dos itens extraordinários em Outros foi de €286 milhões no mesmo exercício do ano anterior. Esta melhoria nos lucros também é atribuída aos efeitos de valorização do programa de incentivo a longo prazo.

Fonte: BASF

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Faturamento global da Solvay alcançou 10,1 bilhões de Euros em 2017

01/03/2018

  • Lucro líquido alcançou 939 milhões de euros
  • Faturamento na América Latina foi de 1,2 bilhão de dólares, sendo 1 bilhão de dólares no Brasil

O Grupo Solvay alcançou um faturamento de 10,1 bilhões de euros em 2017, registrando 6% de crescimento em relação a 2016, quando comparado com o mesmo escopo de atividades, segundo anúncio feito em 28/2, na sede do grupo, em Bruxelas, Bélgica.

O EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou 2,23 bilhões de euros, com uma elevação de 7,5% sobre 2016. A margem sobre o EBITDA em 2017 foi mantida em 22%, um índice altamente relevante para a indústria química em geral.

O lucro líquido em uma base subjacente alcançou 939 milhões de euros em 2017. Os ganhos por ação, em base recorrente, registraram aumento de 26%, puxados pelo crescimento de 9% do EBIT, pela redução dos encargos financeiros e pelo efeito positivo da diminuição da taxa de impostos. A empresa obteve em 2017 uma geração de caixa de 871 milhões de euros, que representou um aumento de 19% sobre 2016.

Segundo Jean-Pierre Clamadieu, CEO do Grupo Solvay, 2017 marcou outro ano bem sucedido para a companhia. “O crescimento de 8% dos volumes foi complementado com o progresso contínuo na entrega de valor sustentável. Tendo em vista as nossas perspectivas, esperamos para 2018 atingir ou exceder os objetivos de três anos estabelecidos em 2016”, disse.

Agora que a Solvay se transformou em uma empresa de materiais avançados e de especialidades químicas – acrescentou Clamadieu – a principal prioridade atual é alinhar a organização, aumentar a eficiência e o foco no cliente, e contribuir para um crescimento de mais orgânico dos volumes de produção.

Resultados na América Latina

Na região da América Latina, o Grupo Solvay obteve um faturamento em 2017 da ordem de 1,2 bilhão de dólares, dos quais 1 bilhão de dólares foram obtidos com vendas no Brasil. As exportações de produtos feitas a partir do Brasil cresceram 28% em 2017 em relação ao ano anterior, somando o total de US$ 212 milhões.

Segundo José Borges Matias, presidente do Grupo Solvay na América Latina, o bom desempenho na região se deveu ao lançamento de inovações, à otimização das plantas industriais, aos esforços de competitividade e de uma atuação muito próxima dos clientes.

Os investimentos do Grupo Solvay na região mantiveram seu patamar histórico, em torno de 50 milhões de euros, que foram empregados em aumento de capacidade de produção, melhoria de processos produtivos, além de implantação de tecnologias e desenvolvimento de novos produtos.

Esse nível de aplicação de recursos – segundo Matias – deve ser mantido para 2018, tendo em vista projetos que estão sendo realizados em todas as unidades industriais do Grupo, e na contínua modernização dos processos produtivos da empresa.

O Grupo Solvay atua na América Latina em diversas atividades do setor químico, contando com 10 unidades industriais (incluindo joint ventures) e escritórios comerciais em todos os países da região.

Fonte: Solvay

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Covestro mantém trajetória de crescimento rentável com ano recorde

20/02/2018

  • Vendas totais sobem 18,8% para 14,1 bilhões de euros
  • EBITDA cresce 70,6% para 3,4 bilhões de euros
  • Receita líquida mais que dobra para 2 bilhões de euros
  • Fluxo de caixa operacional livre recorde – 5 bilhões de euros até 2019
  • Dividendos propostos: 2,20 euros por ação
  • Previsão positiva para 2018

A fabricante de materiais Covestro teve um ano fiscal excepcional em 2017. Impulsionada pela alta demanda de plásticos de alto desempenho e por margens significativamente mais altas, a Covestro elevou as vendas totais em 18,8% para 14,1 bilhões de euros durante o último ano fiscal. A alta veio acompanhada de uma elevação no EBITDA do Grupo no ano todo de 70,6% para 3,4 bilhões de euros em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita líquida mais que dobrou, de 795 milhões para 2 bilhões de euros. Como fruto desses excelentes resultados, a Covestro pretende pagar dividendos aos seus acionistas no valor de 2,20 de euros por ação (contra 1,35 de euros no ano anterior).

“Alcançamos resultados impressionantes em 2017, superando significativamente nossas metas gerais”, afirma o CEO Patrick Thomas. “Em comparação com nosso primeiro ano como empresa independente, melhoramos visivelmente mais uma vez e demonstramos que nosso sucesso é sustentável. Há uma razão simples para isso: conseguimos desvendar ainda mais o potencial da Covestro. Agora estamos em posição fortalecida para acelerar ainda mais a geração de valor.”

No ano fiscal de 2017, a Covestro obteve resultados muito fortes: os volumes totais do Grupo subiram 3,4% sobre o período do ano anterior, em meio à utilização contínua de alta capacidade. O fluxo de caixa operacional livre (FOCF) da Covestro atingiu novo recorde ao subir para 1,8 bilhão de euros, o equivalente a 34,8% de alta em comparação a 2016. O retorno sobre o capital empregado (ROCE) foi de 33,4%, muito mais alto, portanto, que no ano anterior (14,2%).

Com a forte evolução, a Covestro espera atingir um fluxo de caixa operacional livre acumulado de 5 bilhões de euros dentro de três anos. A estimativa anunciada em 2017 era de cinco anos. Devido à alta entrada de caixa, o Conselho de Administração da Covestro decidiu, em outubro de 2017, recomprar ações próprias no valor de até 1,5 bilhão de euros ou até 10% do capital social. A recompra de ações começou em novembro de 2017, conforme planejado. Além disso, a dívida financeira líquida caiu 1,216 milhões de euros para 283 milhões em 2017 (ano anterior: 1,499 milhões de euros).

Sustentabilidade como motor de crescimento

Para 2018, a Covestro tem expectativa de crescimento sólido nas principais indústrias consumidoras, incluindo a indústria automotiva, de móveis e de construção e ainda a elétrica e eletrônica. Nessas indústrias, a Covestro considera, em especial, a tendência social de maior sustentabilidade como motor de crescimento. “Em cada vez mais indústrias, cresce progressivamente a procura dos clientes por soluções sustentáveis – e é exatamente isso que oferecemos. Estamos extremamente bem posicionados para aproveitar o potencial de crescimento excepcional nesses segmentos, com foco no futuro”, destaca Patrick Thomas. Ele ainda menciona áreas de crescimento como e-mobility, construção eficiente em energia e lâmpadas LED de baixo consumo energético.

Nos próximos anos, a Covestro pretende aumentar significativamente seus investimentos para continuar aproveitando as vantagens deste crescimento esperado nas principais indústrias consumidoras. Esses investimentos incluem todos os segmentos e regiões e devem superar o nível de depreciação. Além disso, a Covestro continua preparada para aproveitar oportunidades de aquisições que fortaleçam seu portfólio e gerem valor.

Digitalização e sustentabilidade como elementos-chaves da estratégia

A Covestro sempre teve a sustentabilidade como elemento essencial da sua estratégia. Reforçando esse compromisso, a Covestro incorporou os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas (ONU) à sua estratégia. “A sustentabilidade é e continuará sendo um elemento-chave para a inovação”, explica o Dr. Markus Steilemann, Chief Commercial Officer e futuro CEO da Covestro. “Até 2025, pretendemos destinar 80% dos nossos investimentos em pesquisa e desenvolvimento a áreas que contribuam para os ODS.”

Steilemann vê a digitalização como outro motor da inovação: “Com nosso amplo programa, estamos aproveitando as oportunidades que a digitalização oferece, transformando-a em um foco central da nossa empresa. Como parte disso, estabeleceremos novos padrões de colaboração com nossos clientes.” Um exemplo disso é uma plataforma comercial digital que será lançada em breve e simplificará o acesso a produtos básicos, conectando os clientes com a Covestro e outros fornecedores. Até o final de 2019, a expectativa é que novos modelos de negócios digitais, como a plataforma comercial digital, gerem vendas acumuladas de até um bilhão de euros.

Tendência positiva deve se manter em 2018

Com base no crescimento estável previsto nas principais indústrias consumidoras e nos prognósticos econômicos atuais, a expectativa da Covestro é que sua evolução positiva se mantenha ao longo de 2018. A companhia prevê um crescimento de até meio dígito no volume total. A Covestro antecipa um fluxo de caixa operacional livre significativamente acima da média dos últimos três anos. Em 2018, a previsão é que o retorno sobre o capital empregado (ROCE) fique próximo do nível do ano anterior. Estima-se que o EBITDA se mantenha em patamar semelhante ao de 2017. Para o 1º trimestre de 2018, a Covestro prevê um EBITDA significativamente acima do nível do 1º trimestre de 2017.

Poliuretanos e Policarbonatos elevam rentabilidade

No segmento de Poliuretanos, a Covestro registrou volumes principais acima do ano anterior em todas as três regiões, com alta geral de 3,4%. Enquanto isso, o EBITDA cresceu 151,1% para 2,212 milhões de euros. Esse crescimento deveu-se, principalmente, às melhorias significativas nas margens nos grupos de produtos MDI e TDI. Além disso, o aumento no volume de vendas e os proventos da venda de uma casa de sistemas na América do Norte (39 mi €) e de um ressarcimento de seguro (35 mi €) também exerceram influência positiva. A decisão de continuar a produção em Tarragona, na Espanha, ainda ocasionou uma reversão de provisões (72 mi €).

Os volumes principais no segmento de Policarbonatos subiram 5%, também com contribuição das três regiões. O EBITDA do segmento cresceu 21,2% para 853 milhões de euros. A alta nos volumes principais e nos preços de venda teve efeito positivo sobre o lucro, enquanto as vendas foram impulsionadas principalmente pela demanda crescente nas indústrias automotiva, elétrica e eletrônica.

Em 2017 como um todo, os volumes principais no segmento Coatings, Adesivos e Especialidades praticamente não sofreram alterações (-0,3%), em meio a um ambiente competitivo desafiador. O EBITDA caiu 9,4% em relação ao número do ano anterior, para 453 milhões de euros. Em média, a elevação dos preços de venda não conseguiu compensar totalmente o aumento de custo das mercadorias vendidas.

Enquanto isso, foi iniciada a expansão da produção de dispersões de poliuretano em Dormagen (Alemanha) e Barcelona (Espanha) para atender à crescente demanda da indústria de revestimentos e adesivos. A Covestro também iniciou as operações de uma nova unidade de produção em Dormagen para filmes multicamadas de alta qualidade usados em cartões de segurança ou interiores automotivos.

4º trimestre de 2017 com novos resultados recordes

O 4º trimestre de 2017 foi o mais bem-sucedido na história da Covestro, que manteve o desempenho excepcional atingido ao longo do ano fiscal. As vendas totais do Grupo subiram 16,7% para 3,5 bilhões de euros no trimestre final, em comparação com o 4º trimestre de 2016, impulsionadas pela elevação nos preços e nos volumes de vendas. O EBITDA teve alta ainda mais acentuada de 390 milhões para 879 milhões de euros, atingindo mais do que o dobro do ano anterior. Com 566 milhões de euros, a receita líquida foi multiplicada várias vezes em relação ao 4º trimestre de 2016 (124 mi €). O fluxo de caixa operacional livre subiu 45,9% para 890 milhões de euros.

Com 14,1 bilhões de euros em vendas em 2017, a Covestro é um dos maiores produtores de polímeros do mundo. Suas atividades comerciais concentram-se na produção de polímeros de alta tecnologia e no desenvolvimento de soluções inovadoras para produtos usados em muitas áreas da vida cotidiana. Os principais segmentos atendidos são o automotivo, construção, processamento de madeira e móveis e as indústrias elétrica e eletrônica. Outros setores incluem esportes e lazer, cosméticos, saúde e a própria indústria química. A Covestro tem cerca de 30 unidades produtivas no mundo todo e, no final de 2017, empregava aproximadamente 16,2 mil pessoas.

Fonte: Covestro

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