Posts Tagged ‘Aplicações Agrícolas’

Fabricantes de plástico do Espírito Santo focalizam mercado do agronegócio

14/10/2020

Cada vez mais o plástico é utilizado pelo agronegócio, contribuindo para a redução das perdas e o aumento da produtividade, além de desenvolver a função de proteção ao meio ambiente. O material tem diferentes aplicações no campo e pode ser visto do plantio à colheita, trazendo soluções para os sistemas de irrigação, o armazenamento e o transporte dos produtos agrícolas, a cobertura de estufas, o manejo do solo e o controle de pragas.

Esses são apenas alguns exemplos de como a presença do plástico se expandiu nas lavouras. Dados da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) apontam que o consumo global de materiais plásticos na agricultura passa das 6,5 milhões de toneladas, afirma o Sindiplast-ES. Apesar do número expressivo, a participação do plástico no agronegócio brasileiro ainda é pequena, ocupando uma fatia de menos de 3%. Um potencial, segundo os especialistas, a ser explorado pelas indústrias de transformação.

Uma das técnicas que tem o plástico como ator principal é a mulching, indicada para o cultivo de hortaliças e algumas frutas, que utiliza um filme plástico para cobrir e proteger o solo de ervas daninhas. Resultado: menos defensivos agrícolas e maior economia, uma vez que a barreira criada pelo plástico mantém o solo sempre úmido, reduzindo a necessidade de irrigação.

Há também os filmes para coberturas de estufas, feitos em plástico transparente com proteção anti-UV, e que contribuem para o cultivo de vegetais que precisam de muita iluminação, podendo ser usados também nas laterais da plantação. E ainda as lonas para silos, voltadas para armazenar e secar grãos, cana-de-açúcar e outros produtos agrícolas. Além da estrutura para estufas hidropônicas, uma técnica de cultivo que utiliza estruturas e bandejas plásticas com furos de drenagem diferenciados, capazes de reter a água e os fertilizantes.

Os sistemas de irrigação por gotejamento possibilitam maior controle do uso de água.

Por fim, os diversos tipos de embalagens,indo dos sacos em polipropileno aos contentores flexíveis para grandes cargas, servem para estocagem e transporte de produtos agrícolas.

O Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado do Espírito Santo (Sindiplast-ES) tem vários associados que atendem ao segmento do agronegócio. Uma delas é a Zimermann, em São Mateus, município do Norte do Estado, especializada em mangueiras de irrigação, caixas plásticas e garrafões de água mineral. As mangueiras, por exemplo, comercializadas em rolos de 400 e 500 metros, têm entre os consumidores finais produtores capixabas de café e de mamão.

A Agrofit, localizada em Vila Velha, região da Grande Vitória, atua com sacos para mudas, fitilho para amarração e sacos para lixo. De acordo com o empresário Juscelino Oliveira, seus produtos atraíram os produtores rurais, que hoje estão entre os principais clientes.

Os produtos da empresa estão presentes em lavouras de café, de mamão e de laranja, sendo também muito utilizados no cultivo de flores, com clientes em todo o Estado e uma fatia grande do mercado na Bahia. O fitilho, por exemplo, é bastante usado por produtores de pimenta-do-reino e de maracujá. Já os sacos ganham utilidade na proteção de bananas, assim como os fitilhos, evitando que os bichos ataquem a plantação.

Por mês, a Agrofit comercializa cerca de 15 milhões de sacolas e projeta crescer ainda mais. “Acabamos de construir um galpão de 1.460 metros quadrados para iniciar a fabricação de lonas de pequeno porte que também vão atender ao agronegócio”, afirma Juscelino Oliveira.

Para o empresário, a consciência ambiental é de fundamental importância na fabricação e no uso dos produtos. “O meio ambiente precisa ser preservado. E todos os membros da cadeia têm de estar alinhados. A nossa sacola e o fitilho, por exemplo, duram por cerca de dois anos e depois se deterioram. O cliente sabe disso e é orientado na hora da venda. Ele tem a sua responsabilidade no processo”, ressalta.

Já a JL Martins, no município de Serra, também região metropolitana da Grande Vitória, tem participação ativa no fornecimento de embalagens de ráfia para o segmento de grãos e farelados, incluindo produtos como café, fubá, feijão e pimenta-do-reino. “Temos como principais clientes os produtores e as empresas que trabalham com armazenagem e exportação de café. A maioria está concentrada no norte do Estado”, afirma Eliziana Dias, que atua na parte Comercial da JL Martins.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (FAES), Júlio da Silva Rocha Júnior, afirma que a indústria do plástico possui uma importância inquestionável nos dias de hoje, uma vez que trouxe evolução e contribuiu para aumentar a capacidade de atendimento ao consumidor. “O plástico atingiu uma dimensão vital para a sociedade e sabemos que isso vai continuar avançando”, pontua.

Diante do crescimento, ele reforça que a indústria deve estar comprometida em orientar quanto ao descarte correto dos materiais. “A sociedade está mais exigente. Acredito que as empresas devem focalizar cada vez mais no marketing de conscientização. Dessa forma, a indústria do plástico prospera e faz a sua parte na educação do consumidor, que é o beneficiário imediato de toda essa mudança de cultura”, observa Júlio Rocha.

Fonte: Sindiplast-ES; Foto: Abiplast

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Braskem desenvolve nova resina para aplicação em peças técnicas

17/04/2017

Solução rígida para suportar peso e resistente ao impacto em baixas temperaturas

Buscando aprimorar seu portfólio de produtos e se antecipar às demandas do mercado, a Braskem lançou a resina CG 210N. Segundo a empresa, trata-se de um copolímero heterofásico com excelente balanço de propriedades, utilizada para promover melhor desempenho de ciclos de injeção rápida. A novidade pode ser utilizada para o mercado agrícola, automotivo, de eletrodomésticos e brinquedos – peças que requerem maior rigidez.

Entre as vantagens da nova resina, afirma a Braskem, está a elevada rigidez para suportar empilhamento e boa resistência ao impacto à baixa temperatura – ideal para aplicação de peças técnicas de paredes finas. Além disso, a resina proporciona ganhos no ciclo de produção, garantindo maior produtividade, mas preservando as propriedades da peça e respeitando o seu design, garante a empresa. “A nova resina entra em um mercado de aplicação em que a Braskem ainda não atuava e, para o desenvolvimento deste material foi uma ação conjunta das áreas comercial, engenharia de aplicação, produto e industrial”, afirma Daniel Horácio, da área de Desenvolvimento de Produto de Polipropileno.

A resina, que foi originalmente desenvolvida para o agronegócio, mais precisamente para caixas agrícolas, tem o objetivo de aumentar a integridade dos produtos, com soluções de qualidade e competitividade de custos. “Com o material é possível garantir maior confiabilidade no processo logístico, manuseio e armazenagem dos materiais em comparação com sucedâneos como as caixas de cartão. Esses atributos são importantes diferenciadores para qualquer negócio, principalmente quando a logística é longa, em especial o processo de exportação”, complementa Paulo Mattos, da área de Negócios Internacionais.

Fonte: Braskem

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Bayer, Braskem e Pacifil Brasil anunciam parceria no segmento do agronegócio

14/11/2016

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Solução para armazenagem de grãos, silo bolsa agora é oferecido como benefício ao produtor rural dentro de programa de fidelidade da Bayer

A partir de agora o agronegócio brasileiro passa a contar com mais uma alternativa para a solução do problema de armazenagem de grãos. A parceria firmada entre a Braskem e a Bayer passa a viabilizar o fornecimento do silo bolsa fabricado pela Pacifil para os produtores, através do Programa de Pontos da Bayer.

Com o alto rendimento no campo, o agronegócio brasileiro sofre com carência de infraestrutura para estocar grãos, já que os silos convencionais – de metal e alvenaria – têm alto custo de instalação e demandam importantes investimentos. Daí a ideia de incluir o silo bolsa – tubo flexível de plástico – no programa de relacionamento da Bayer. “Nesse cenário, esta ferramenta aparece como uma solução viável tanto do ponto de vista técnico quanto do econômico, já que é de fácil instalação e reduz o custo operacional, agilizando a logística da colheita e melhorando a capacidade de armazenamento. Além disso, permite a separação dos grãos de acordo com suas características e qualidade, o que facilita a comercialização”, afirma Gustavo Borrat Bazzano, diretor comercial da Pacifil.

De acordo com Ivan Moreno, diretor de Acesso ao Mercado da Bayer, a parceria enfatiza, principalmente, a importância da integração dos elos do agronegócio, e a ideia de uni-los à rede para a construção de um setor mais forte. “Como uma das grandes dificuldades do agricultor é a logística da armazenagem do grão, este tipo de serviço proporciona um mecanismo para fugir da volatilidade do mercado, pois o produtor pode guardar a produção e comercializar quando o setor estiver mais rentável.” O executivo acrescenta ainda que os silos bolsas reduzem o custo da armazenagem terceirizada e ajudam o produtor a manejar melhor o negócio da safra.

Em 2016 o Programa de Pontos da Bayer completou um ano de atividades e atingiu a marca de mais de um bilhão de pontos resgatados por mais de 70 mil produtores brasileiros inscritos. Seu funcionamento é simples: agricultores que compram insumos agrícolas com distribuidores somam um ponto a cada R$ 1 investido em produtos, podendo trocá-los por serviços e produtos agronômicos.

Há sete anos, a Pacifil e a Braskem trabalham no desenvolvimento de soluções para o agronegócio, um dos principais negócios para a petroquímica. “Ao garantir a estocagem dos grãos, o silo bolsa permite ao agricultor escolher o melhor momento de vender a produção e maximizar seu resultado financeiro. O Programa de Fidelidade é mais um canal que facilita o acesso do produtor a esta excelente solução de armazenagem”, comenta Ana Paiva, da área de Desenvolvimento de Mercado para o Agronegócio da Braskem.

O silo bolsa é um túnel flexível de polietileno, com 2,75 metros de diâmetro e até 100 metros de comprimento, que cria uma atmosfera livre de oxigênio, impedindo o desenvolvimento de pragas e insetos e mantendo a qualidade do produto estocado. Cada bolsa armazena até 200 toneladas e pode ser instalada na própria lavoura. A solução já é usada há décadas em países como Estados Unidos, Uruguai e Argentina, sendo neste último responsável pela armazenagem de 45 a 50% da produção de grãos no país.

Fonte: Braskem

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