Posts Tagged ‘Acúcar’

Braskem assina parceria com Haldor Topsoe para desenvolvimento de processo de obtenção do Monoetilenoglicol a partir de açúcar

23/11/2017

  • As empresas investem na construção de uma planta de demonstração na Dinamarca
  • O Monoetilenoglicol (MEG) é um componente da produção de PET

A Braskem e a dinamarquesa Haldor Topsoe, líder mundial em catalisadores e ciência de superfícies, assinaram um acordo de cooperação tecnológica para desenvolver uma rota pioneira de produção de monoetilenoglicol (MEG) a partir de açúcar. A parceria inclui a construção de uma unidade de demonstração na Dinamarca, com início de operações previsto para 2019.

O MEG é um componente fundamental para a produção de PET, resina importante para os setores têxtil e de embalagens e amplamente utilizada para a fabricação de garrafas. O projeto tem como foco a conversão de açúcar em MEG em uma única unidade industrial, o que reduz o investimento inicial na produção e impulsiona a competitividade do processo. Trata-se de um processo de duas etapas desenvolvido nos laboratórios da Topsoe com seus próprios catalisadores.

“Essa iniciativa inovadora combina uma tecnologia de ponta com profunda experiência em design de processos, aumento de escala e operação industrial, que vai nos permitir levar a química renovável a um outro nível. Depois do Polietileno Verde, este é outro passo relevante em nossa visão de utilizar biopolímeros como ferramentas de captura de carbono e para continuar contribuindo com um futuro mais sustentável”, afirma Mateus Lopes, gerente de Inovação em Tecnologias Renováveis da Braskem.

Com o acordo, a Braskem vai expandir seu portfólio de produtos renováveis, oferecendo soluções adicionais ao seu polietileno produzido a partir de cana-de-açúcar, comercializado com o selo I’m greenTM. “Com essa parceria, fortalecemos nossa posição de protagonistas no desenvolvimento de soluções inovadoras que irão alavancar a competitividade de diferentes biomassas e complementar as soluções tradicionais oferecidas pelo setor petroquímico”, ressalta Gustavo Sergi, diretor de Químicos Renováveis da Braskem.

“A catálise irá desempenhar um papel de extrema importância no desenvolvimento de soluções sustentáveis para produção de químicos importantes a partir de fontes renováveis como açúcares. Estamos orgulhosos de entregar essa tecnologia pioneira para o projeto com a Braskem, e esperamos aplicar nossas competências, enquanto líderes mundiais dentro da catálise e da engenharia de processo, em uma comercialização futura dessa importante inovação”, afirma Kim Knudsen, vice-presidente executivo da Haldor Topsoe.

A planta de demonstração irá realizar testes para validar a tecnologia e confirmar sua viabilidade técnica e econômica, um passo fundamental antes do início da produção em escala industrial e operação comercial. A unidade terá flexibilidade para validar a tecnologia de diferentes matérias-primas, tais como sacarose, dextrose e açúcares de segunda geração.

Sobre a Braskem: Contando com 8 mil colaboradores, a Braskem tem uma produção anual de 20 milhões de toneladas, incluindo produtos químicos e petroquímicos básicos, com faturamento de R$ 55 bilhões em 2016. A companhia exporta para Clientes em aproximadamente 100 países e opera 41 unidades industriais, localizadas no Brasil, Estados Unidos, Alemanha e México, esta última em parceria com a mexicana Idesa.

Sobre a Haldor Topsoe: A Haldor Topsoe é líder mundial em catalisadores e ciência de superfícies com sede na Dinamarca, contando com equipe para desenvolvimento de projetos, P&D,

engenharia e unidades produtivas, além de vendas e atendimento em todo o mundo. Em 2016, a empresa registrou faturamento aproximado de US$ 860 milhões, emprengando 2,6 mil pessoas

Fonte: Braskem

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Lanxess produz PBT a partir de matéria-prima renovável pela primeira vez em uma planta industrial

25/06/2013
Lanxess_PBT

Planta industrial em Hamm-Uentrop, na Alemanha, usada pela Lanxess para converter bio-BDO em PBT.

  • PBT (polibutileno tereftalato) é produzido em uma planta de escala mundial com 1,4-butanodiol (BDO) obtido da fermentação de acúcares   
  • 20 toneladas de bio-BDO obtido através de processo da Genomatica foram convertidos em PBT   
  • PBT obtido a partir de BDO de origem renovável tem mesma qualidade que o mesmo material derivado de petróleo.

A Lanxess e a Genomatica anunciaram que a Lanxess operou com sucesso uma campanha de produção de PBT em um planta industrial da Lanxess com 20 toneladas de BDO (1,4-butanodiol) obtido através de um processo da Genomatica já comercialmente comprovado. Este BDO atendeu às exigentes especificações da Lanxess para o BDO derivado de petróleo, permitindo uma alimentação direta de 100% do bio-BDO  no processo de produção contínua.

As propriedades e a qualidade do PBT de base biológica resultante são totalmente equivalentes às do PBT convencional derivado de petróleo com relação a todos os parâmetros testados. A planta industrial de PBT, em escala mundial, com uma capacidade de 80.000 toneladas métricas por ano, está localizada em Hamm-Uentrop, na Alemanha, e operou como uma joint venture na qual a LANXESS tem uma participação de 50%.

A tecnologia de processo da Genomatica converte açúcares – uma matéria-prima renovável –  em BDO através de um processo de fermentação  “direta”,  que foi patenteado.

“Nós estávamos entusiasmados para validar o BDO de base biológica feito com o processo da Genomatica como um substituto integral para o BDO derivado de petróleo na produção de nosso PBT”, disse Hartwig Meier, chefe global de Desenvolvimento de Produtos e Aplicações da Unidade de Negócios da LANXESS de Materiais de Alto Desempenho . “Este é um forte sinal para o mercado e um enorme passo à frente em nossos planos futuros para oferecer o nosso plástico de alta tecnologia Pocan também em uma versão de base biológica. Devido às suas propriedades inalteradas, os compostos Pocan derivados do bio-PBT podem ser usados diretamente em campos de aplicação estabelecidos, como a área automotiva ou de eletro-eletrônicos. Isso se encaixa muito bem na nossa estratégia de ‘Mobilidade Verde’. “

“O sucesso da LANXESS prova a rapidez com que os monômeros de base biológica podem ser integrados em unidades de produção de polímeros de escala industrial quando você pode oferecer exatamente o mesmo desempenho de uma “commodity” química já existente”, disse Christophe Schilling, Ph.D., CEO da Genomatica . “Esta é uma prova adicional de que conseguimos os detalhes certos.”

A LANXESS é uma empresa líder em especialidades químicas, com vendas de EUR 9,1 bilhões em 2012 e cerca de 17.400 funcionários em 31 países. A empresa está atualmente representada em 50 unidades de produção em todo o mundo. O core business da LANXESS é o desenvolvimento, fabricação e comercialização de plásticos, borracha, produtos intermediários e produtos químicos especiais.

A Genomatica é uma fornecedora líder de processos para a indústria química, oferecendo novos processos de fabricação de produtos químicos a partir de matérias-primas renováveis, de forma econômica e sustentável, em comparação com processos tradicionais baseados em petróleo. O primeiro processo de Genomatica – para a produção de BDO – agora está disponível comercialmente. A Genomatica também está desenvolvendo processos para outros produtos químicos de alto volume, incluindo butadieno.

Fonte: Lanxess

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